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GUIA PRÁTICO DE
HIDROTERAPIA
Halliwick
Métodos dos Anéis de Bad Ragaz
Watsu
Entrada e Saída da piscina
Hidrocinesioterapia: exercícios de
mobilidade, fortalecimento,
propriocepção, marcha e alongamentos
para MMSS, MMII e coluna vertebral.
Para pacientes dependentes e
independentes.
P O R M A Í R L A R O S A
@ m a i r l a r o s a a
 Foi desenvolvido por James McMillan em 1949 na
Halliwick School for Girls em Southgate, Londres.
Inicialmente o objetivo era de ajudar as pessoas com
problemas físicos a tornarem-se mais independentes para
nadar. A ênfase inicial deste método era recreativa com o
intuito de criar independência na água. Sendo assim o
halliwick enfatiza as habilidades não as inabilidades.
(Morris, 1994).
 O método se divide em pontos, os progredindo
aumenta-se o grau de dificuldade para o paciente.
Andar na borda da piscina (segurando o paciente na
mão);
Andar de mãos dadas;
Andar com o paciente em posição de sela;
Soltar bolhas na piscina em posição de sela;
Segurar na borda da piscina e afundar a cabeça 
soltando bolhas em baixo d' água;
Auxiliar o paciente a ficar em decúbito dorsal e decúbito
ventral (D.D.: mão no esterno e na pelve, para voltar
mão no sacro e faz alavanca. D.V.: mão na occipital e
no sacro, para voltar mão na pelve);
Faz-se também dinâmicas (brincadeiras) neste ponto;
ciranda cirandinha: todos seguram nas mãos, canta-se
a música e ao final todos afundam a cabeça sem soltar
as mãos uns dos outros.
Halliwick
 PONTO 1: AJUSTE MENTAL
01
Posição de cubo;
Transferência da posição de cubo para 
 decúbito dorsal e ventral sozinho;
Bicicleta com apoio das mãos:
1° apoio: mãos em supino para frente com cotovelos
fletidos, fisioterapeuta apoia por baixo das mãos do
paciente;
2° apoio: mãos em supino para os lados;
3° apoio: mãos para trás em pronação, MMSS
estendidos;
Pedir que o paciente ao realizar o
exercício que contraia o abdome e que
tente aproximar uma escápula na outra.
Deitar e levantar D.D e D.V sozinho (remada para trás e
MMII para baixo);
Sentar e deitar no fundo da piscina;
Passar por baixo da perna do fisioterapeuta;
Brincadeira o sapo não lava o pé: feita em grupo, cada
paciente é colocado em D.D. faz-se um pequeno círculo
com a junção dos pés de todos os pacientes, então
canta a música e ao final da música todos os pacientes
que estão em deitados devem fazer flexão de tronco e
tocar no seu pé.
 PONTO 2: DESPREENDIMENTO
Trapézio fibras médias e superiores;
Rombóides;
Levantador da escápula;
Músculos trabalhados na bicicleta com apoio
das mãos:
músculos que auxilia na postura.
Posição de cubo
02
Sanduíche: fisioterapeuta em posição de cubo encostado
na parede da piscina tornozelo e pés prendidos entre as
pernas do fisioterapeuta e segurando na fossa poplítea do
paciente solicitar que realize uma flexão e extensão de
tronco.
Propriocepção de perna: fisioterapeuta em posição de
cubo encostado na parede da piscina, paciente coloca os
pés na região do quadríceps do terapeuta, seguro com as
mãos nos seus joelhos e dou estímulos para baixo para
que o paciente sinta todo o seu pé (propriocepção), e
então solicito que realize flexão e extensão de tronco.
Propriocepção de braço: fisioterapeuta em posição de
cubo encostado na parede da piscina, paciente em
decúbito ventral mãos abertas apoiadas na região do
quadríceps do terapeuta, queixo no ombro do profissional,
as mãos do fisioterapeuta segura nas escápulas do
paciente. Peço então que realize flexão e extensão de
MMII. Obs: observar para que o glúteo não saia da água,
pois é sinal de compensação.
Paciente em sela: terapeuta com mãos na occipital, para
pacientes dependentes, conforme for evoluindo muda as
posições de suporte como: escápula ou quadril. E nesta
posição peça que realiza movimentos de FLEXÃO E
EXTENSÃO de tronco. 
 PONTO 3: ROTAÇÃO TRANSVERSAL
Reto abdominal, transverso do abdome;
Eretores da coluna, multifídios;
Deltóide fibras anteriores, peitoral maior;
Redondo maior, grande dorsal;
Iliopsoas, reto femoral;
Isquiotibiais, glúteo máximo.
Principais músculos trabalhados no ponto 3:
Eixo transversal 
Plano sargital
03
Sanduíche: fisioterapeuta em posição de cubo encostado
na parede da piscina tornozelo e pés prendidos entre as
pernas do fisioterapeuta e segurando na fossa poplítea do
paciente solicitar que realize movimento de inclinações
laterais de tronco (como se fosse pegar algo ao lado).
Propriocepção de perna: fisioterapeuta em posição de
cubo encostado na parede da piscina, paciente coloca os
pés na região do quadríceps do terapeuta, seguro com as
mãos nos seus joelhos e dou estímulos para baixo para
que o paciente sinta todo o seu pé (propriocepção), e
então solicito que realize movimento de inclinações
laterais de tronco.
Propriocepção de braço: fisioterapeuta em posição de
cubo encostado na parede da piscina, paciente em
decúbito ventral mãos abertas apoiadas na região do
quadríceps do terapeuta, queixo no ombro do profissional,
as mãos do fisioterapeuta segura nas escápulas do
paciente. Peço então que realize movimento de
inclinações laterais de tronco.
Paciente em sela: terapeuta com mãos na occipital,
para pacientes dependentes, conforme for evoluindo
muda as posições de suporte como: escápula ou quadril.
E nesta posição peça que realiza movimentos de
INCLINAÇÕES laterais tronco. 
 PONTO 4: ROTAÇÃO SARGITAL Eixo sargital 
Plano frontal
Oblíquo interno e externo;
Quadrado lombar.
Principais músculos trabalhados no ponto 4:
04
 PONTO 5: ROTAÇÃO LONGITUDINAL Eixo longitudinal
Plano horizontal
Sanduíche: fisioterapeuta em posição de cubo
encostado na parede da piscina tornozelo e pés
prendidos entre as pernas do fisioterapeuta e segurando
na fossa poplítea do paciente solicitar que realize o
movimento de rotação de tronco.
Propriocepção de perna: fisioterapeuta em posição de
cubo encostado na parede da piscina, paciente coloca
os pés na região do quadríceps do terapeuta, seguro
com as mãos nos seus joelhos e dou estímulos para
baixo para que o paciente sinta todo o seu pé
(propriocepção), e então solicito que realize movimento
de rotação de tronco.
Propriocepção de braço: fisioterapeuta em posição de
cubo encostado na parede da piscina, paciente em
decúbito ventral mãos abertas apoiadas na região do
quadríceps do terapeuta, queixo no ombro do
profissional, as mãos do fisioterapeuta segura nas
escápulas do paciente. Peço então que realize
movimento de tesoura (ora MIE por baixo, ora MIE por
cima e igualmente para o MID), ou seja rotação de
cintura pélvica, giro de 360°.
Paciente em sela: terapeuta com mãos na occipital,
para pacientes dependentes, conforme for evoluindo
muda as posições de suporte como: escápula ou quadril.
E nesta posição peça que realiza movimentos de
ROTAÇÃO de tronco. 
Oblíquo interno do lado que rodou e
oblíquo externo do outro lado.
Principais músculos trabalhados no ponto 5:
05
 PONTO 6: ROTAÇÃO COMBINADA
Sanduíche: fisioterapeuta em posição de cubo
encostado na parede da piscina tornozelo e pés
prendidos entre as pernas do fisioterapeuta e segurando
na fossa poplítea do paciente solicitar que realize o
movimento de tronco na diagonal.
Propriocepção de perna: fisioterapeuta em posição de
cubo encostado na parede da piscina, paciente coloca
os pés na região do quadríceps do terapeuta, seguro
com as mãos nos seus joelhos e dou estímulos para
baixo para que o paciente sinta todo o seu pé
(propriocepção), e então solicito que realize movimento
de tronco na diagonal.
Propriocepção de braço: fisioterapeuta em posição de
cubo encostado na parede da piscina, paciente em
decúbito ventral mãos abertas apoiadas na região do
quadríceps do terapeuta, queixo no ombro do
profissional, as mãos do fisioterapeuta segura nas
escápulas do paciente. Peço então que realize
movimento de MMII na diagonal e voltando a posição
inicial.
Movimentos em três
dimensões (flexão,
extensão e rotações).Paciente em sela: terapeuta com mãos na occipital,
para pacientes dependentes, conforme for evoluindo
muda as posições de suporte como: escápula ou quadril.
E nesta posição peça que realiza movimentos de tronco
na DIAGONAL. 
O benefício do movimento na diagonal é
que trabalha vários feixes musculares.
Ação forte de oblíquos e quadrado lombar.
Principais músculos trabalhados no ponto 6:
06
 PONTO 7: INVERSÃO MENTAL
O objetivo deste ponto é ensinar ao paciente como lidar
com o empuxo. Desta forma existem as seguintes
opções para que isso ocorra:
Golfinho: peça para mergulhar e arrastar a barriga
no chão, o paciente sentirá a água o
impulsionando para cima.
Rasteira: peça que o paciente ande dentro da
piscina e tente o desequilibrar lhe dando uma
rasteira, ele sentirá que o empuxo da água não o
deixará cair facilmente. 
 PONTO 8: EQUILÍBRIO ESTÁTICO
Provocar turbulência com o paciente em posição de
cubo;
Turbulência para trás: fortalece cadeia anterior;
Turbulência para frente: fortalece cadeia posterior; 
Turbulência para o lado direito: fortalece cadeia lateral
esquerda;
Turbulência para o lado esquerdo: fortalece cadeia
lateral direito;
Andar em volta do paciente estando em cubo;
Metacêntro: paciente em cubo faz movimento de flexão,
abdução e extensão para trás de um MS, movimentando
o MS esquerdo para os mencionados aqui estará
trabalhando a cadeia contrária como na turbulência. 
Pode-se aumentar a dificuldade para o paciente se
reduzir a base de MMII.
07
 PONTO 9: DESLIZAMENTO TURBULENTO
Paciente desliza a partir de deitado em decúbito
ventral ou decúbito dorsal, fisioterapeuta faz
turbulência e o impulsiona quando perceber que a
força do deslizamento está cessando. 
PONTO 10: PROGRESSÃO SIMPLES E
MOVIMENTOS BÁSICOS
Paciente realiza nados adaptados do tipo:
borboleta, golfinho, dentre outros.
Ao nadar: ida usa-se os MMII. Volta usa-se os
MMII e MMSS. 
ANOTAÇÕES
08
 O nome Bad Ragaz refere-se á uma cidade na
Suíça que foi construída ao redor de um spa de águas
termais. As águas desse spa enchiam três piscinas
modernas, que eram utilizadas para exercícios em
1930. Em 1957 o Dr. Knupfer desenvolveu, na
Alemanha, a técnica original do método “Bad Ragaz”,
que foi levada para a cidade de Bad Ragaz por Nele
Ipsen (Campion, 1990).
 O objetivo dessa técnica é a de promover a
estabilização do tronco e extremidades, e trabalhar
com exercícios resistidos. Os exercícios foram
primeiramente feitos num plano horizontal. O paciente
era auxiliado com flutuadores (anéis) no pescoço,
quadril e tornozelos, e por isso a técnica ficou
conhecida como “método dos anéis”. (CUNHA;
LABRONINI; OLIVEIRA et al., 1998). 
 As técnicas mais modernizadas do método é de
movimento com planos diretos e padrões diagonais
com resistência e estabilização realizadas pelo
fisioterapeuta (Cinningham, 1994).
Métodos dos Anéis
de Bad Ragaz
09
Padrão Extensor: paciente deitado com flutuadores no
pescoço, quadril e tornozelo. Com uma mão firmo na
escápula a outra mão fica posicionada no dorso da
mão fletida (o paciente estará com flexão de dedos,
punho, cotovelo, adução e rotação interna de ombro,
obs: desta maneira o MS do paciente estará atrás das
costas dele). O fisioterapeuta é ponto fixo.
Pede-se que o paciente realize uma extensão de
dedos, punho, cotovelo, abdução, rotação
externa e flexão de ombro. O profissional
resistirá todo o movimento, isso faz que o
paciente se movimente trabalhando os principais
músculos:
Pede-se que o paciente realize uma flexão de
dedos, punho, cotovelo, adução e rotação
interna de ombro (rodando para o fundo da
piscina).
1.
 
 2. Padrão Flexor: paciente deitado com flutuadores no
pescoço, quadril e tornozelo. Com uma mão firmo no
trapézio fibras superiores e cabeça do úmero, a outra
mão fica posicionada na palma da mão estendida (o
paciente estará com extensão de dedos, punho, cotovelo,
abdução, flexão e rotação externa de ombro. O
fisioterapeuta é ponto fixo.
PADRÃO DE MEMBROS SUPERIORES
Extensor ulnar do carpo e extensor de dedos,
tríceps e ancôneo, deltóide porção acromial e
supraespinhal, Infra espinhal e redondo menor,
deltóide porção clavicular e peitoral maior. 
10
 Tríplice Flexão (unilateral) - Isometria e Isotonia:
Paciente deitado com flutuadores no quadril e
pescoço. Com MMII em total extensão com uma
mão trava-se o MI na região dos ossos do tarso
posterior (este membro irá ser trabalhado em
isometria), com a outra mão segura-se na face
anterior região de metatarso e falanges (este
membro será trabalhado em isotonia).
 A voz de comando é que o paciente faça com
um MI extensão de joelhos, quadril,
plantiflexão (repita essa sequência para que
entenda o padrão). E com o outro MI pede
que realize uma dorsiflexão (fisioterapeuta
resiste o movimento), flexão de joelho e de
quadril. Os principais músculos trabalhados
neste padrão são os seguintes para isotonia:
O profissional resistirá todo o movimento, isso
faz que o paciente se movimente trabalhando os
principais músculos:
1.
Flexor radial do carpo, flexor ulnar do carpo,
palmar longo, bíceps braquial, braquiorradial,
redondo menor, redondo maior, subescapular. 
PADRÃO DE MEMBROS INFERIORES
Tibial anterior, extensor longo dos
dedos, reto femoral, grácil, iliopssoas.
11
A voz de comando é para que o paciente faça
uma dorsiflexão, flexão de joelho e quadril e
peça que aduz os MMII até os dois membros
se toquem. Principais músculos que são
trabalhados:
A voz de comando é a seguinte: faz uma 
Os principais músculos trabalhados neste
padrão são os seguintes para isometria:
 2. Tríplice Flexão (bilateral) - isotonia: Paciente
deitado com flutuadores no pescoço e quadril.
Fisioterapeuta segura na região do mediopé medial e
posterior fazendo com que os seus ombros façam uma
rotação interna, seus cotovelos semi fletidos e uma
abdução à 90°, em seguida o profissional irá fazer uma
rotação interna de quadril e joelho.
 3. Tríplice Extensão (bilateral) - isotonia: Paciente
deitado com flutuadores no pescoço e quadril. A
posição inicial para este método é; paciente com flexão
de joelhos e quadril e uma dorsiflexão, as mãos do
fisioterapeuta segurará os pés na região do médio pé
em posterior (os seus braços ficará juntos).
Quadríceps, tensor da fáscia lata, glúteo
máximo, isquiotibiais, gastrocnêmio,
sóleo. 
Tibial anterior, extensor longo dos
dedos, reto femoral, grácil, iliopssoas.
12
plantiflexão, extensão de joelhos, extensão de
quadril, abdução e rotação interna de quadril. O
fisioterapeuta resiste todo o movimento.
Principais músculos que trabalham:
Gastrocnêmio, sóleo, quadríceps, tensor
da fáscia lata, glúteo máximo,
isquiotibiais, glúteo médio e mínimo.
PADRÃO DE COLUNA
 Paciente deitado com flutuadores na cervical,
quadril e pés, com as mãos na região occipital, o
fisioterapeuta irá apoiar suas mão no cotovelo
fletido do paciente, com uma mão seguro um MS
por baixo e a outra o outro MS por cima.
A voz de comando é a seguinte: peça que o
paciente empurre a sua mão que está por
baixo em direção ao seu pé, e o outro para
cima, contra a resistência da mão do
profissional. Feito isso o paciente se moverá
para o lado em que foi aplicado a resistência
para baixo. Lembrando sempre que o
fisioterapeuta é ponto fixo.
1.
Trabalha cadeia lateral: oblíguo interno
e externo, quadrado lombar.
Ver vídeo 
13
Peço que gire o quadril para o lado esquerdo
e o profissional apoia elevando um pouco a
cabeça para não afogá-lo (a). Peça também
que faça uma plantiflexão (pé de bailarina), e
que empurre a mão esquerda para caudal e a
direita para cranial. Lembrando que a mão
que estiver por baixo é para aquele lado que o
paciente irá rodar.
Este padrão trabalha a cadeia posterior.
Peço que gire o quadril para á direita e o
profissional apoia elevando um pouco a
cabeça para não afogá-lo (a). Peça também
que faça uma dorsiflexão (como se fosse
chutar uma bola) e que empurre a mãoesquerda para caudal e a direita para cranial.
Lembrando que a mão que estiver por baixo é
para aquele lado que o paciente irá rodar.
Este padrão trabalha a cadeia anterior.
 2. Paciente deitado com flutuadores na cervical,
quadril e pés, com as mãos na região occipital, o
fisioterapeuta irá apoiar suas mão no cotovelo fletido
do paciente, com uma mão seguro um MS por baixo e
a outra o outro MS por cima.
Ver vídeo
 3. Paciente deitado com flutuadores na cervical,
quadril e pés, com as mãos na região occipital, o
fisioterapeuta irá apoiar suas mão no cotovelo fletido
do paciente, com uma mão seguro um MS por baixo e
a outra o outro MS por cima. 
Ver vídeo 14
 Essa técnica pode ser definida como uma
reeducação muscular dirigida que utiliza de
alongamentos. Watsu deve ser realizado com
cautela pois poderá causar danos específicos como
estiramentos musculares e lesões articulares
(Morris, 1994).
 Watsu foi criado como uma forma de massagem
na água e era utilizado para qualquer pessoa. O
paciente permanece flutuando e a partir dessa
postura são realizados alongamentos e rotações do
tronco, que auxiliam para o relaxamento profundo,
vindo por meio do suporte da água e dos
movimentos rítmicos dos batimentos cardíacos
(CUNHA; LABRONINI; OLIVEIRA et al., 1998).
Watsu
15
SEQUÊNCIA
OBS: durante a prática do watsu não converse com
seu paciente esta é uma técnica de relaxamento.
1° Na parede: Paciente encostado na parede,
colocar flutuadores entre os joelho e o tornozelo.
Pede para que encoste na parede da piscina flexione
os joelhos (posição de cubo) e fale ao paciente que
relaxe e que quando estiver pronto feche os olhos,
respire.
 Então nesta posição o fisioterapeuta irá ficar ao
lado do paciente (o MS do lado que você escolher
começar a técnica deve ficar por trás do seu corpo) e
passe então o seu braço por trás do pescoço, o
braquiorradial do profissional atua como travesseiro
para o occipital. 
 Traciona-se a cervical e deita o paciente em
decúbito dorsal, o MSD fica em pronação na região
do sacro.
 2°. Dança da Respiração: Na mesma posição, jogue
o peso para seu pé do lado que está o pé do
paciente, depois jogue o peso para o seu pé do lado
que está a cabeça do paciente (o movimento de
direita e esquerda deve ser lento e suave, conte 8
segundos para o pé do pé e 8 para o pé da cabeça,
tente não fazer barulho na água).
 3°. Primeira Liberação da Coluna: Na mesma
posição, os MMSS do fisioterapeuta mexe fazendo - 16
movimentos para frente e para trás (não mude a
posição dos seus membros, somente balance o
corpo do seu paciente suavemente).
 4°. Segunda Liberação da Coluna: Traciona
cervical, com a mão ainda apoiada em pronação no
sacro vire o quadril do paciente para fora (peque
como referência; joelhos para fora) e então faça p
movimento lento durando 8 segundos, volte virando
o quadril para dentro (joelhos para dentro) e jogue o
peso para seu pé do lado que está o pé do paciente,
e assim sucessivamente. 
 5°. Sanfona: Na mesma posição. Ao realizar a
seguência anterior e estiver no quarto segundo indo
para o pé do pé escorrega a mão que estava no
sacro e vai para a fossa poplítea (continua
pronada). Segura as duas pernas, jogue o peso
para o pé da cabeça e fecha a sanfona, jogue o
peso para o pé do pé: abre a sanfona.
 6°. Sanfona Rotatória: Na mesma posição que a
anterior a diferença é que você fará uma sanfona na
lateral, com a mão que estiver na fossa poplítea gire
o joelho e quadril para fora e vá para o pé da
cabeça fechando a sanfona e para abrir volte para o
pé do pé (continue com a mão pronada). 
 7°. Liberação da Perna de Dentro: No quarto
segundo da sanfona rotatória, solte uma perna e
segure só no MI de dentro (é a perna que está mais
próximo à você) faça então movimentos de adução
e rotação interna pé da cabeça) abdução e rotação
externa (pé do pé).
17
 8°. Liberação da perna de fora: No quarto segundo
da sétima sequência quando for para o pé do pé,
solta a perna de dentro e segura na perna de fora
(ainda em pronação). Pé da cabeça: abdução e
rotação externa. Pé do pé: adução e rotação interna.
 
 9°. Massagem: Na mesma posição que a anterior
você deve pegar (agora em supinação na fossa
poplítea) na perna de fora e colocar em seu ombro,
feito isso você usa a mão que antes estava no MI
para massagear (palma da mão, braço, antebraço,
lembre-se de não parar de movimentar o paciente) o
membro superior de fora suavemente por 5 minutos.
Após, segure com a mão que não estiver na cervical
na mão do paciente (seu polegar na palma da mão e
os dedos no dorso) puxe o MS para cima e o seu
braço que estava na cervical segura agora somente
com a mão a região occipital e a outra mão em
supino tira a perna do seu ombro e segura na perna
de fora, afaste um pouco o paciente do seu corpo
(segure-o como uma bandeja).
 10°. Pêndulo: Na mesma posição que a anterior
fique na posição de avanço (um pé na frente e outro
atrás) então faça o movimento de jogar o paciente
para frente e para trás com o objetivo de passar o MS
dele que está atrás do seu corpo, para frente. Depois
que conseguido afunde o seu ombro D (se começou
do lado esquerdo) na piscina e então coloque a
occipital no seu ombro e continue segurando na
perna de fora agora com as duas mãos. 18
 11°. Primeiro Balé Aquático: Em posição de avanço
na mesma posição que a anterior realize então
movimentos lentos para frente e para trás.
 12°. Segundo Balé Aquático: Fisioterapeuta com os
pés paralelos mão contrária à perna (fica cruzado)
segure na fossa poplítea e a outra mão (do mesmo
lado do MI flexionado) no ombro do paciente,
encoste também o seu queixo nele. Faça o
movimento nas laterais, adução e rotação interna e
abdução e rotação externa com o MI. OBS:
movimentos suaves realizando-os em 8 segundos.
Trocando de Lado: escorregue a cabeça que estava
em seu ombro para o antebraço e a outra mão solta
o MI lentamente e segura pronada na região do
sacro novamente, o paciente assim estará do lado
contrário do que começou a técnica, desta maneira
comece a sequência novamente agora deste lado.
Na parede;
Dança da respiração;
Primeira liberação da coluna;
Segunda liberação da coluna;
Sanfona;
Sanfona rotatória;
Liberação da perna de dentro;
Liberação da perna de fora;
Massagem;
Pêndulo;
Primeiro balé aquático;
Segundo balé aquático.
Sequência Watsu
19
 Paciente tetraplégico
Entrada: Paciente sentado na cadeira de rodas,
retirar os braços do encosto dela. Pedir para que o
cuidador ou ajudante agachar e segurar na fossa
poplítea do paciente. O fisioterapeuta por trás do
paciente cruza os braços dele passando as mãos
por baixo das axilas, pegando firme (figuras 1 e 2).
Coloca-se flutuador na borda da piscina para sentá-
lo em cima e não machucar ao descer para o interior
da mesma. O fisioterapeuta dá a voz de comando
para o mesmo ser movido e colocado sentado na
borda, enquanto o cuidador o segura o fisioterapeuta
entra na piscina terapêutica e coloca uma mão na
fossa poplítea do lado D e a outra mão na escápula
E (por baixo da axila). Pede-se para o
acompanhante deitar a cabeça do paciente no seu
ombro, mas cuidado vá devagar!. Puxe então o
paciente e já entre na piscina com ele em posição de
sela, assim já pode fazer o ponto 3 do halliwick
principalmente.
Entrada e Saída da
Piscina
figura 1 figura 2
20
 Paciente tetraplégico
Saída: Se o profissional for baixo, poderá utilizar um
step. Paciente em sela, encostá-lo na parede da
piscina segure em sua coxa ou no glúteo, o ajudante
cruza os braços do paciente segura nos MMSS do
paciente (como na figura 2 anterior) na voz de
comando do fisioterapeuta impulsione o paciente
para cima e coloque-o sentado na borda da piscina
(o ajudante deve colocar um dos pés na borda da
piscina para apoiar na subida, ou se a piscina não
tiver borda deve ficar agachado e não ajoelhado).
 
OBS: A força da retirada do paciente é maior de
quem está segurando o MMSS, pela força da
puxada.
Entrada paciente deitado: Mesmo procedimento
para retirar da cadeira de rodas e coloca-o deitadona borda da piscina, e então cruze seus braços
como já dito anteriormente, e coloque um MI em
cima do outro cruzados, (necessita de 4 pessoas
para realizar a entrada; três dentro da piscina e um
fora) 1° pessoa: segura na occipital, 2°: calcanhar e
perna , 3° fisioterapeuta: passa uma mão por baixo
da curvatura lordótica da lombar e a outra por baixo
da fossa poplítea. até passar para o outro lado do
corpo do paciente. 4° pessoa: pegar na mão do
fisioterapeuta, MI apoiando na borda da piscina ou
agachado (se não tiver borda).
Fisioterapeuta dá a voz de comando, ex: um, dois,
três e coloca o paciente dentro da piscina deitado. 21
Saída paciente deitado: Pessoas na mesma
posição que a anterior, fisioterapeuta dá a voz de
comando, ex: um, dois, três e levanta o paciente e
coloca na borda da piscina novamente.
Paciente Paraplégico
Entrada: Paciente sentado na borda da piscina em
cima de um flutuador para não machucar ao descer,
ele colocará seus MMSS estendidos e mãos juntas e
encaixará sua cabeça inclinada entre os braços, o
fisioterapeuta estará dentro da piscina apoiando com
uma mão em seu abdome e outra segurando suas
mãos juntas, Pede-se que prenda o fôlego e que vá
abaixando seu tronco e suas mãos com a intenção
de furar a água ao descer (fisioterapeuta puxa ou
paciente vai descendo sozinho) e já desce na água
fazendo movimentos de ondas com o tronco. OBS:
não é necessário bater pernas e braços, mas
deslizar.
22
Mobilidade de
Membros Superiores
Faça passivo, ativo-assistido e ativo livre.
Faça passivo, ativo-assistido e ativo livre.
Faça passivo, ativo-assistido e ativo livre.
Faça passivo, ativo-assistido e ativo livre.
Paciente independente
Escapulatorácica: paciente em posição de cubo
com os ombros dentro da água, fisioterapeuta por
trás, segure no ombro e eleve e deprima esta
articulação.
Abdução e Adução: paciente na mesma posição
que a anterior faça o movimento de adução e
abdução do ombro (uma mão apoia em cima do
ombro e a outra segura no cotovelo ou punho).
Flexo-extensão: paciente na mesma posição que a
anterior fique ao lado dele, segure com os dedos na
cabeça do úmero e realize o movimento de flexão e
extensão do ombro. 
Rotação externa e interna: paciente na mesma
posição que a anterior fique atrás dele, com o
cotovelo do paciente flexionado e encostado no
corpo segure com os dedos na cabeça do úmero e a
outra mão no punho ou antebraço e realize o
movimento de rotação interna e externa de ombro.
23
Paciente independente
Isotônico
Flexo-extensão: paciente na posição de cubo, fique
atrás, com o uso do palmar ou do halter peça que
realize o movimento de flexão e extensão.
Adução e Abdução: paciente na mesma posição que
a anterior, fique ao lado, com o uso do palmar ou do
halter peça que realize o movimento de adução e
abdução.
Rotação interna e Rotação externa: paciente na
mesma posição que a anterior, fique atrás, com o uso
do palmar ou do halter peça que realize o movimento
de rotação interna e externa.
OBS: só realize o fortalecimento isotônico se o
paciente estiver sem dor. Faça primeiramente o
isométrico em casos de algia.
Isométrico
Série de Black Burn
Paciente em decúbito dorsal com flutuadores na
cervical, pelve e pés. Fisioterapeuta irá apoiá-lo
segurando nas escápulas.
Fortalecimento de 
 Membros Superiores
24
1
 Extensão de ombro e rotação externa;
 90° graus de abdução de ombro com rotação
externa PARCIAL;
 90° graus de abdução de ombro com rotação
externa TOTAL;
 Abdução do ombro a 100° e rotação externa
PARCIAL;
 Abdução do ombro a 100° e rotação externa
TOTAL;
 Abdução com 90° de ombro e 90° de cotovelo e
uma rotação externa TOTAL.
1.
2.
3.
4.
5.
6.
*Manter por 30 segundos cada fortalecimento e
aumentar gradativamente. As imagens à seguir não
são em meio liquido, mas é uma sequência para
exemplo, na piscina é realizado em decúbito dorsal.
2
3
4
5
6
25
Propriocepção de
Membros Superiores
Paciente de frente para a borda da piscina segura
com as duas mãos na bola (com os braços
estendidos) que está na apoiada na parede da
piscina (os ombros devem estar dentro da água)
estende os MMII e o fisioterapeuta trava os
membros para não escorregar, pegue por trás
nos ombros e faça movimentos de empurrar e
realiza assim a propriocepção de MMSS.
Paciente de lado para a borda da piscina segura
com uma das mãos na bola (com os braços
estendidos) que está na parede da piscina (os
ombros devem estar dentro da água) estende os
MMII e o fisioterapeuta trava os membros para
não escorregar, pegue por trás nos ombros e faça
movimentos de empurrar e realiza assim a
propriocepção de um MS.
Paciente apoia suas mãos abertas em pranchas
de flutuadores o fisioterapeuta por trás levanta os
MMII (como um carinho de mão) e então peça
que afunde seus MMSS e faça movimentos para
frente e para trás, devagar, o indivíduo deve-se
equilibrar.
Cadeia Cinética Fechada
 
26
Alongamentos de
Membros Superiores
Paciente Dependente e Independente
Alongamento de Peitoral:
Dependente: paciente deitado com flutuadores na
perna, coloque ou não na cervical, depende do
paciente (se tiver fobia de água coloque) peça que
coloque as mãos entrelaçadas na occipital e faça
uma alavanca com o seus membros sup. passe por
cima dos membros superiores do paciente e puxe-os
para baixo alongando a musculatura. Mantenha por
30 segundos, ah, coloque o seu pé no sacro para
estabilizá-lo. 
Independente: Paciente em posição de cubo, peça
que agache o bastante para que a água alcance seu
pescoço, peça que coloque as mãos entrelaçadas na
occipital e faça uma alavanca com o seus membros
sup. por cima dos do paciente e realize o
alongamento puxando para trás. Mantenha por 30
segundos. 
Alongamento de peitoral, deltóide anterior,
bíceps braquial, braquiorradial e flexores de
punho e dedos (flexor radial e ulnar do carpo):
Dependente: paciente deitado em decúbito dorsal,
com flutuadores nos MMII. Coloque o seu MI na
região do sacro e puxe os MMSS em extensão do
seu paciente para baixo e alonga toda a musculatura
da cadeia anterior. 27
Independente: paciente em posição de cubo, peça
que agache o bastante para que a água alcance seu
pescoço, faça uma abdução e puxe os MMSS do
seu paciente para trás alongando toda a
musculatura. Mantenha por 30 segundos.
Alongamento de deltóide fibras posteriores,
rombóides, trapézio fibras médias:
Dependente: paciente em decúbito dorsal, cabeça
no seu ombro, pegue um MS e coloque para o outro
lado, fisioterapeuta puxe na região do cotovelo
forçando um alongamento para o lado contrário do
membro. 
Independente: paciente em posição de cubo, peça
que agache o bastante para que a água fique na
região do pescoço. Fisioterapeuta pegue o MS que
irá alongar e passe para o outro lado, puxe na região
com sua mão aberta e alongue esta musculatura
para o lado oposto do membro.
Alongamento de Tríceps: 
Dependente e Independente: paciente em decúbito
dorsal com flutuadores nos MMII com uma mão
segure na escápula e com a outra no MS flexionado
e com os dedos no processo espinhoso da escápula,
puxe o membro para cima o alongando.
28
Faz-se passivo, ativo-assistido e ativo livre
(neste momento segure com as duas mãos
na escápula).
Cervical
 Paciente em decúbito dorsal com flutuadores em
MMII (fossa poplítea) fisioterapeuta por trás segure
na cabeça (dedos na região posterior e polegar na
região anterior) e realize flexão, extensão, inclinação
à direita, à esquerda e rotação da cervical.
 
 
 Liberação da cervical: na mesma posição que a
anterior segurando na cabeça, fisioterapeuta
caminha para trás fazendo o movimento de onda
(exemplo 1) com a cervical do paciente. OBS: peça
que ele relaxe a cervical.
 
Mobilidade Coluna
Vertebral
Exemplo 1
29
E libere a cervical como o movimento de serpente,
para os lados (exemplo 2).
Toracolombar
Paciente dependente: paciente em posição de sela
segure na pelve, peça que faça os movimentos de
flexão, extensão, lados e rotações.
Paciente independente: paciente em posição de
cubo pés juntos, pise nos seusdois pés, fique ao
lado segure com uma mão no sacro e no abdome
abaixo do umbigo, peça que caia para frente fazendo
a flexão e cair para trás fazendo uma extensão.
Paciente com pés separados fique por trás ou à
frente apoie com as mãos na pelve e peça que faça
inclinações para direita e esquerda e rotações.
 
Exemplo 2
30
Isométrico
Paciente senta em um flutuador com o flutuador
entre em posição de U para frente (figura 2) e/ou
para os lados (figura 1), peça que contraia o abdome
(para estabilização segmentar), e solta o ar com os
lábios cerrados (frenolabial) e que com os
MMII pedale. Pode ajudá-lo à se sentir mais seguro
segurando-o com uma mão na lombar e outra no
abdome.
Isotônico
Paciente em pé, com um flutuador (macarrão) faça-o
em formato de U e peça segure no meio de cada um
com a mão, afunde os MMSS na piscina e chute
com os MMII para frente, para trás e para os lados.
Fortalecimento
Coluna Vertebral
figura 1
figura 2
Transverso do abdome
Oblíquos 
Paravertebrais
Principais músculos trabalhados: 
31
Paravertebrais lombares: 
Paciente dependente e independente: paciente de
costas para o fisioterapeuta pegue na fossa poplítea
dos MMII e leve o joelho ao tórax do paciente
alongando a musculatura.
Reto do abdome:
Paciente dependente: em decúbito dorsal com
flutuadores na fossa poplítea, MMSS em extensão
de cotovelo e flexão de ombro total, com uma mão
segure na occipital e a outra supinada na região do
sacro, nesta posição já estará alongando a
musculatura do abdome mas para enfatizá-lo mais
levante a pelve com a mão que estará supinada no
sacro. Mantenha por 30 segundos.
Paciente independente: em ortostatismo, trave os
MMII pisando com seus pés no do paciente, e com
as mão segure-o abraçando a pelve, peça que caia
todo o corpo para trás com os MMSS em extensão
de cotovelo e flexão de ombro total, deste modo
alongará esta musculatura.
Para frente (reto abdominal)
Para trás (eretores da coluna)
Para os lados (oblíquos e quadrado lombar)
Principais músculos trabalhados: 
Alongamentos
Coluna Vertebral
32
Grande dorsal, oblíquos abdominais, quadrado
lombar: 
Paciente independente: paciente em pé, em um MS
faça flexão de ombro e então peça que segure com
o outro MS pelo punho e incline para o lado oposto
que irá alongar. Paciente dependente: é realizado do
mesmo modo só que em decúbito dorsal.
Mobilidade de
Membros Inferiores
Quadril
Flexo-extensão: em pé de lado para a borda da
piscina segurando-a nela, apoie com suas mãos na
pelve e no joelho e faça os movimentos passivo,
ativo-assistido e ativo livre (estabilize somente na
pelve). OBS: para compensações, corrigir postura.
Abdução e adução: em pé de lado para a borda da
piscina segurando-a nela, apoie com suas mãos na
pelve e no joelho do paciente e faça os movimentos
passivo, ativo-assistido e ativo livre (estabilize
somente na pelve).
Rotação interna e externa: em pé de costas para a
borda da piscina apoiando no corrimão atrás, com
joelho e quadril flexionado segure com suas mãos no
joelho e tornozelo realizando os movimentos passivo
e ativo-assistido no paciente e no ativo livre
estabilize somente na pelve. 33
Tríplice flexão; flexão de quadril,
joelho e dorsiflexão;
Tríplice extensão: extensão de
quadril, joelho e plantiflexão.
Dorsiflexão, flexão de joelho e flexão
de quadril e em seguida extensão de
quadril , joelho e plantiflexão.
Bombeamento do Tornozelo
Melhora o retorno venoso (comprime as veias).
Paciente independente: em pé de costas para a borda
da piscina, realizar a seguinte sequência rapidamente:
Paciente dependente: em decúbito dorsal com
flutuadores na cervical e quadril, segure na sola do pé
e acima do joelho e realize os seguintes movimentos: 
OBS: deve ser deito rápido e em repetidas vezes. Para
que o paciente se sinta confortável, coloque um
flutuador na fossa poplítea do MI que não está
recebendo o bombeamento.
Amplitude de movimento de Quadril
Paciente em decúbito dorsal com flutuadores na
cervical e quadril, pode-se colocar também na região
da fossa poplítea do MI em que não se aplicará a
técnica. No MI realize os movimentos em círculos;
adução e rotação interna e abdução e rotação externa.
34
Joelho
Flexo-extensão: em pé de costas para a borda da
piscina, flexão de quadril e joelho, flutuador
(macarrão) em formato de U na fossa poplítea, com
uma mão apoie encima do joelho e a outra no
tornozelo. Faça os movimentos passivo, ativo-
assistido e ativo livre (apoie somente no joelho).
Tornozelo
Dorsiflexão / Plantiflexão: em pé de costas para a
borda da piscina, flexão de quadril e joelho, flutuador
(macarrão) em formato de U na fossa poplítea, fique
do lado do paciente passe seu MS mais próximo do
paciente por baixo do MI em flexão e segure no
tornozelo e o seu outro MS fica na região do dorso
do pé realizando os movimentos de forma passivo,
ativo-assistido, no ativo livre segure com as duas
mãos no tornozelo.
Inversão e eversão: na mesma posição que à
anterior, faz-se os movimentos passivo, ativo-
assistido e ativo livre.
InversãoEversão
35
 Glúteo máximo, obturador interno e externo,
gêmeo superior e inferior, glúteo médio e
tensor na fáscia lata: paciente de costas para
você, pegue com sua mão direita na fossa
poplítea do MI esquerdo dele, a sua outra mão
segura na face anterior do ombro, assim faça
uma torção do tronco alongando os músculos.
Iliopsoas: paciente em decúbito dorsal com
flutuadores na cervical e pelve, se o paciente
conseguir peça que com flexão de quadril e joelho
segure com as duas mãos o MI que não irá
alongar. O outro MI em extensão segure acima do
joelho e empurre este membro para baixo e com
o seu outro MS segure supinada com o
antebraço na pelve. 
Reto femoral: paciente na mesma posição que à
anterior passe uma rasteira no pé do paciente em
que ficará com flexão de joelho e com uma mão
acima do joelho empurre para baixo e apoie o MI
do paciente no seu MI fazendo com que o
calcanhar toque no glúteo.
Adutores: paciente deitado com flutuadores no
pescoço e pelve. Segure no calcanhar e abduz os
MMII. Pode-se rodar externo para intensificar o
alongamento. OBS: paciente com MMII longos,
segure no joelho para abduzir.
Paciente dependente
1.
2.
3.
4.
Alongamento de
Membros Inferiores
36
Iliopsoas: em pé de frente para a borda da piscina
com o abdome nela, trave com o antebraço na
região sacral do paciente e peça que contraia o
abdome, peque o MI que irá ser alongado e puxe
para trás em extensão de quadril.
Reto Femoral: na mesma posição que a anterior
só que flexione o joelho do paciente e realize mais
um pouco da extensão de quadril com o joelho em
flexão.
Glúteo máximo e médio, obturador interno e
externo, gêmeo superior e inferior, quadrado
femoral, piriforme e tensor da fáscia lata: de
costas para a parede, fisioterapeuta de frente ao
paciente, flexione o MI que quer alongar, e coloque
no seu tórax, trave a pelve com as duas -
 5. Isquiotibiais: paciente em decúbito dorsal com
flutuadores na cervical e pelve. O MI que não irá ser
alongado coloca-se em flexão de joelho com o dorso
do pé na sua coxa. O outro MI em extensão apoie
uma mão encima do joelho e a outra mão no pé e
puxe o membro para cima (para seu ombro). Pode-
se intensificar o alongamento realizando uma
dorsiflexão. 
OBS: a desvantagem é tirar o MI da água.
 6. Gastrocnêmio: paciente deitado com flutuadores
na cervical e pelve. Realize uma dorsiflexão com
joelho estendido (alonga gastrocnêmio medial e
lateral).
 7. Sóleo: Na mesma postura que à anterior faça
flexão de joelho e uma dorsiflexão (enfatiza sóleo). 
Paciente independente
1.
2.
3.
37
Se realizar uma dorsiflexão com joelho em
extensão: alonga gastrocnêmio. 
Se for realizado uma dorsiflexão com o joelho em
flexão: alonga sóleo.
Com extensão de joelho e fazendo plantiflexão:
alonga tibial anterior.
mãos, faça com seu tórax o movimento de adução e
rotação interna do MI, alongando a musculatura. 
 4. Adutores longo, magno, curto, pectíneo e
grácil: de lado para a borda da piscina, peça que
aumente a base eentão trave com o seu MI o MI
que estiver próximo da parede, com uma mão
segure na pelve com o intuito de estabilizá-la, com a
outra levante o outro MI em abdução. OBS:
fisioterapeuta fica atrás do indivíduo. Para aumentar
o alongamento pode-se realizar uma rotação externa
do membro.
 5. Quadríceps: abdome na parede, trave no sacro
com o antebraço, leve o então em flexão de joelho o
calcanhar ao glúteo. 
 6. Isquiotibiais: coluna na parede da piscina, trave
o membro que não irá ser alongado com o seu MI,
segure no joelho e calcâneo e faça uma flexão de
quadril e alongue este músculo. 
ANOTAÇÕES
38
Flexo-extensão de quadril: paciente de lado para a
borda da piscina. Utilizando um pé de pato ou
tornozeleira, peça que com um MI realize o
movimento, segure na pelve para estabilizar e não
ocorrer compensações. 
Adução e Abdução de quadril: Paciente de lado para
a borda da piscina, coloque a tornozeleira neste
caso pois, o pé de pato não trará resistência neste
movimento. Ah, e a asa dela deve ser virada a fim de
que uma fique na frente e outra na parte de trás.
Estabilize a pelve, por trás e peça que faça os
movimentos. 
Rotação Interna e externa de quadril: paciente de
costas para a parede da piscina, fisioterapeuta fica
enfrente e segura na asa do ilíaco. Use a tornozelei-
Fortalecimento de
Membros Inferiores
Principais músculos trabalhados: Iliopsoas, reto
femoral, glúteo máximo e isquiotibiais.
Principais músculos trabalhados: glúteo médio
e máximo, abdutor magno, curto, longo e
pectíneo.
Ativo-resistido em cadeia cinética aberta
39
ira com a asa dela virada anterior e posterior, peça
então que realize os movimentos.
Flexão-extensão de joelho: paciente de costas para
a borda da piscina utilizando um pé de pato com
flexão de joelho e um flutuador em formato de U na
fossa poplítea do membro, segure acima do joelho e
na região do quadríceps e peça que realize os
movimentos.
Plantiflexão / Dorsiflexão: na mesma postura que a
anterior, utilizando um pé de pato, trave o MI com o
seu MS passando por baixo do membro e segurando
no calcanhar do paciente, e o seu outro MS também
segura no pé, peça que realize os movimentos.
Principais músculos trabalhados: glúteo médio
mínimo e máximo, tensor da fáscia lata,
obturador interno e externo, gêmeo superior e
inferior, piriforme e quadrado femoral. 
Principais músculos trabalhados: quadríceps e
isquiotibiais.
Principais músculos trabalhados: sóleo,
gastrocnêmio, tibial anterior.
40
Inversão e Eversão: na mesma posição que a
anterior, com o pé de pato. OBS: estabilizar
maléolos.
Utlizando um step, peça que suba e desça dele de
diversas formas: frente, costas, lado,
cavalgando. Trabalha principalmente os músculos
glúteo máximo e isquiotibiais. Subida: concêntrico.
Descida: excêntrico. Subida: com o MI lesionado e
na descida com o MI não lesionado. Dica: use este
exercício para lesões de joelho.
Agachamento: paciente em ortostatismo base na
linha dos ombros, fique á frente e coloque seu joelho
enfrente os MI dele, para que quando fizer o
agachamento você o estabilize e também pode
segurar na lombar. 
Principais músculos trabalhados: tibial anterior
e posterior, fibulares longos, curto e terceiro.
Ativo-resistido em cadeia cinética fechada
41
Avanço: paciente em pé, MMII ântero-posterior
(como na imagem), agachar o bastante para que o
pescoço esteja na água. A fim de estabilizar, segure
na lombar e coloque seu MI à frente do dele e o
orienta: "quando o seu joelho tocar no meu você
volta à posição inicial".
Paciente independente
Andar de frente: Paciente em ortostatismo, peça que
realize uma flexão de joelho, flexão de quadril e de
tronco seguindo as fases da marcha; retropé,
mediopé e antipé. Trabalha os flexores de quadril,
joelho e tronco. 
Marcha
42
Andar de lado: paciente de frente para o
fisioterapeuta peça que caminhe de lado dando
passos largos lateralmente. MI que inicia a marcha
trabalha abdutores e o outro membro adutores.
Andar somente com o calcanhar: estimula tibial
anterior.
Andar flexionando joelho, quadril tocando na mão do
terapeuta: fisioterapeuta pede que o paciente ande
para frente e em frente coloque sua mão com o
intuito de que quando elevar o MI toque com o joelho
nela. Para trás: fisioterapeuta atrás do indivíduo
peça que realize a marcha e quando elevar o
calcanhar no glúteo, toque na sua mão que estará
próximo. Ganha amplitude de movimento de joelho,
quadril e treina equilíbrio.
Andar para trás: peça para andar para trás fazendo
extensão de joelho, quadril e coluna. 1° coloca o
antipé, 2° mediopé e 3° retropé, trabalha
extensores.
Andar na ponta do pé: peça para o paciente andar
na ponta dos dedos para frente, estimula assim os
gastrocnêmios, e é ideal para déficit de equilíbrio.
43
Andar na ponta dos pés com joelhos fletidos:
estimula sóleo e treina equilíbrio.
Marcha cruzada: treina equilíbrio e coordenação.
Marcha de perna de Pau: em extensão de MMII, ida:
flexiona o quadril (joelho não flexiona) fortalece reto
femoral e iliopsoas ideal para ganho de força, na
volta: estende quadril, fortalece glúteo máximo e
isquiotibiais. OBS: corrige a postura do seu paciente
para não compensar com a coluna. 
Marcha lenta: dissociar cintura pélvica, propagar a
fase da marcha. Ex: MID flexione o quadril e flexione
o MSE e assim sucessivamente com o outro
membro, com o pé faça as fases; retropé, mediopé e
antipé.
Paciente dependente
Paciente em pé, apoie para que consiga (coloque
uma tala de imobilização nos MMII). 1° opção:
Fisioterapeuta por trás, passe seus MMSS por baixo
das axilas do paciente e com as mãos segure a
cabeça, com os seus joelhos empurre a região dos
isquiotibiais a fim de deslocar os membros e realizar
a marcha.
44
2° opção: Fisioterapeuta por trás, passe seus MMSS
por baixo das axilas do paciente e com as mãos
segure a cabeça, pé do paciente no dorso dos seus,
e ande com ele. 3° opção: na mesma posição que à
anterior, hálux e primeiro dedo do fisioterapeuta
pinça o tendão de aquiles do paciente, então flexione
seu quadril e leva também o MI dele para frente,
solte e repita no outro membro.
ANOTAÇÕES
45
REFERÊNCIAS
Morris, DM. Aquatic rehabilitation for the treatment of
neurological disorders, Journal of Back and
Musculoeskeletal. Rehabilitation, 4:297-308, 1994.
CUNHA, M.C.B.; LABRONINI, R.H.D.D.; OLIVEIRA,
A.S.B. & GABBAI, A.A. – Hidroterapia Rev.
Neurociências 6(3): 126-130, 1998.
Campion, Mr. Adult hydrotherapy: A practical approach.
Oxford, England: Heinem Medical Books; 1990: 4 e 5,
199-239.
Cinningham, J. Applying Bad Ragaz method to the
orthopedic client. Orthopedic Physical Therapy Clinics in
North America. June, 251-260, 1994.
CUNHA, M.C.B.; LABRONINI, R.H.D.D.; OLIVEIRA,
A.S.B. & GABBAI, A.A. – Hidroterapia Rev.
Neurociências 6(3): 126-130, 1998.
e-Book elaborado com base na disciplina de Hidroterapia
da Potifícia Universidade Católica de Goiás.
46

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