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SEGURANÇA DO TRABALHO E SAÚDE OCUPACIONAL Fernando Pinheiro Weber Ergonomia Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Reconhecer a importância da aplicação da ergonomia no ambiente de trabalho. Identificar diferentes situações que exigirão adaptações para atender às necessidades ergonômicas. Indicar melhorias para implementar a ergonomia. Introdução As mudanças nos contextos econômico e organizacional, o compor- tamento individual e o ambiente de trabalho são apenas algumas das variáveis inseridas nos processos de produção. Na garantia da eficiência e manutenção do fluxo produtivo constante, a ergonomia desempenha um importante papel. Neste capítulo, você vai estudar a aplicação da ergonomia no am- biente produtivo e verificar o quanto é importante conhecer da Norma Regulamentadora (NR) nº 17 do Ministério do Trabalho e Previdência. Além disso, você vai identificar algumas modificações ergonômicas que podem ser implementadas nas empresas e verificar as etapas da análise ergonômica. 1 Aplicação da ergonomia ao ambiente de trabalho As mudanças ocasionadas pelos avanços econômicos e tecnológicos e, con- sequentemente, nas relações de trabalho tornam cada vez mais necessárias a absorção e adaptação de novas demandas nas organizações. Manter-se atua- lizada é uma obrigação para uma empresa que visa o lucro e almeja alcançar e manter vantagem competitiva a longo prazo. Os processos produtivos não são fáceis de serem entendidos, uma vez que envolvem seres humanos e toda a sua complexidade, englobando, assim, seus aspectos psicológicos, fisiológicos, sociais, ambientais, entre outros. Dessa forma, trabalhar com o ser humano não é uma tarefa fácil, pois trata-se de uma “máquina” com poucos padrões, embora com algumas características em comum. Daí a importância de um processo cuidadoso de seleção, trei- namento e retenção de talentos, de forma que os recursos humanos estejam suficientemente satisfeitos a fim de trabalharem em uníssono com os objetivos estratégicos das organizações. Num cenário econômico competitivo, todos os fatores da produção devem ser considerados. Como produzir melhor e com mais eficiência? Essa é uma pergunta frequentemente abordada nas grandes empresas. A partir do século XX, os estudos da produção, com foco na interação entre ser humano, máquina e ambiente de trabalho, começaram a surgir, sendo Frederick Winslow Taylor um grande estudioso dessa questão. No entanto, atualmente a ergonomia apresenta um conceito diferente do proposto por Taylor, conforme afirmam Corrêa e Boletti (2015). O conceito mais atual da ergonomia não é adaptar o ser humano à máquina, mas adaptar a máquina ao ser humano, criando um sistema de interação entre as partes. Manter uma linha de produção eficiente significa prestar atenção na máquina e também nos trabalhadores — somente assim um sistema funcionará adequadamente. Para que ocorra o equilíbrio do sistema proposto de interação entre ho- mem e máquina, a ergonomia deve ser considerada, pois foca na qualidade do processo, não somente adaptando as máquinas aos trabalhadores, mas também verificando as características ambientais envolvidas e como podem afetar a qualidade do trabalho, conforme afirma Iida (2005). A preocupação com a qualidade de vida dos trabalhadores não é apenas uma questão de eficácia produtiva — ela vai além, uma vez que no Brasil a NR nº 17 do Ministério do Trabalho e Previdência, intitulada “Ergonomia” e conhecida como NR-17, tem força de lei. Portanto, a preocupação com o bem-estar e a qualidade de vida no trabalho não tem apenas o objetivo de otimizar a produção ou adaptar a máquina; existe ainda o aspecto legal (BRASIL, 2022). Ergonomia2 A Associação Brasileira de Ergonomia conceitua ergonomia da seguinte forma: A ergonomia (ou fatores humanos) é uma disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre os seres humanos e outros elemen- tos ou sistemas, e à aplicação de teorias, princípios, dados e métodos a projetos a fim de otimizar o bem-estar humano e o desempenho global do sistema (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ERGONOMIA, 1999). A ergonomia pode fazer parte de todo o processo, desde o projeto de um produto já adaptado a determinadas condições até a verificação de produtos ou formas de trabalhar já existentes, propondo adequações. As soluções, na grande maioria das vezes, não são tarefas fáceis a ponto de serem resolvidas na primeira tentativa. Na maioria dos casos, conforme afirma Iida (2005), a tarefa é complexa e exige diversas tentativas ou análises, não existindo respostas prontas. A ergonômica é fundamental para o bom desempenho das organizações, pois exerce impacto na qualidade de vida do trabalhador. Um aspecto que vale ser destacado é que o escopo da ergonomia é amplo, o que fez com que se buscasse meios para lidar com ela. Esses meios se diferenciam quanto a abordagem (produto e produção), perspectivas (Intervenção e concepção) e finalidade (correção, enquadramento, remanejamento, modernização) (IIDA, 2005). As respectivas abrangências de cada um desses âmbitos de ergonomia são listadas a seguir: Ergonomia de produto — foco na introdução de recomendações ergonômicas no projeto de produtos. Ergonomia de produção — voltada para o projeto de sistemas de trabalho. Ergonomia de intervenção — foco numa situação existente. Ergonomia de concepção — foco na concepção de projeto. Ergonomia de correção — foco em mudança limitada em algo que já existe. Ergonomia de enquadramento — adoção de padrões e parâmetros. Ergonomia de remanejamento — foco em mudanças mais ou menos profundas em algo que já existe. Ergonomia de modernização — foco em mudanças na base técnica do processo de produção. 3Ergonomia A ergonomia era inicialmente aplicada apenas na indústria e nos setores militar e espacial. Porém, cada vez mais outros setores vêm adotando as suas diretrizes, inclusive no dia a dia das pessoas “comuns”. É evidente que existem nos projetos concessões às vezes relacionadas à postura, ao ruído ou a outro tipo de desconforto; porém, em relação à segurança do operador, nenhuma concessão deve ser permitida, já que os danos à saúde física do trabalhador por vezes são irreparáveis. Na indústria, a ergonomia tem como objetivo contribuir para a eficiência, a confiabilidade e a qualidade das operações. Está presente na interface ho- mem–máquina, na adequação dos postos de trabalho, na organização laboral e na verificação das condições ambientais como um todo (ruído, temperatura, luminosidade). Além das condições ambientais, estão inseridos no escopo da ergonomia os aspectos relacionados com a fadiga, o tédio e a monotonia, que podem ser ocasionados em tarefas repetitivas. Na agricultura, a ergonomia avança de forma um pouco mais lenta, devido às características dispersas das atividades desse setor. As máquinas agrícolas vêm evoluindo constantemente, possibilitando mais conforto e segurança ao trabalhador e visando evitar os acidentes relacionados a esse tipo de maquinário. No setor de serviços, que inclui hospitais, lojas, escritórios e uma série de outros locais de trabalho, a ergonomia é aplicada de diferentes formas. Num hospital complexo, por exemplo, onde diferentes equipamentos devem operar em tempo integral, são necessárias escalas de trabalho, iluminação adequada na sala de cirurgia, conforto para o paciente, acessibilidade à edificação e uma série de outros requisitos. A ergonomia também está presente no cotidiano, melhorando a qualidade de vida em vários aspectos. Nesse contexto, a Norma Brasileira (NBR) nº 9.050, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), estabelece con- dições para acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2015). Essa norma utiliza conceitos de ergonomia para tornar os locais acessíveis à maioria da população. Enfim, são inúmerasas maneiras de aplicar a ergonomia ao ambiente de trabalho e no dia a dia; difícil é imaginar uma situação em que os conceitos da ergonomia não se aplicam. A verificação das condições de trabalho deve ser constante, e é preciso ter em mente que tanto os trabalhadores quanto a empresa têm necessidades. Esse equilíbrio entre as condições Ergonomia4 ambientais da empresa e a qualidade de vida dos trabalhadores precisa ser mediado por uma equipe multidisciplinar para que metas e resultados possam ser atingidos. 2 Modificações ergonômicas Um dos objetivos da ergonomia é tornar o ambiente de trabalho mais seguro, saudável, confortável e efi ciente, conforme afi rmam Dul e Weerdmeester (2004). Nesse contexto, os autores Iida (2005) e Kroemer e Gradjean (2007) enfatizam as necessidades de otimização da efi ciência e de redução da mono- tonia, do estresse, de erros e acidentes. Dessa forma, promove-se a segurança no local de trabalho, sempre alinhada à produção. Não é possível manter a produção de uma empresa com alto rendimento quando ocorrem diversos afastamentos por lesões ou desconfortos. Tais pro- blemas podem, inclusive, ser motivo de interdições temporárias realizadas pelo Ministério do Trabalho e Previdência. Com base nesses conceitos, as linhas de montagem tradicionais, responsáveis por trabalhos monótonos e repetitivos, vêm dando espaço para núcleos de trabalho, na forma de equipes menores e com maior flexibilidade, isto é, uma célula produtiva responsável por um produto completo. Nessa mudança de forma de trabalho, a ergonomia tem papel fundamental. Além da redução da fadiga, da monotonia e do tédio, nesse tipo de arranjo os erros são mais fáceis de serem percebidos, e não é necessário que toda a linha seja interrompida quando um erro é encontrado, pois este ocorre apenas no núcleo do processo. Com isso, a distribuição de tarefas ocorre de forma mais organizada, conforme afirma Iida (2005). Os benefícios da modificação ergonômica no ambiente de trabalho se tornam mais evidentes quando o próprio posto de trabalho é alterado. Em escritórios, as pessoas utilizam o computador o tempo todo; assim, a adapta- ção da estação de trabalho é muito importante para melhorar a qualidade das tarefas. Como exemplo, podemos observar na Figura 1 o registro da atividade muscular dos ombros no ato de escrita. Em A, é registrada a posição ótima de escrever; em B, a altura elevada move a carga para os ombros; na posição C, a altura está ainda mais elevada que na posição B, exigindo a elevação lateral dos braços para compensar. Desse modo, para aplicar um estudo ergonômico, seja qual for o método aplicado, é necessário conhecer os movimentos corporais necessários para cada tarefa. 5Ergonomia Figura 1. Registro da atividade da musculatura dos ombros. Fonte: Kroemer e Gradjean (2007, p. 52). Para conduzir modificações ergonômicas, entre outros métodos existentes, pode ser realizada uma análise ergonômica do trabalho (AET), conforme estabelece a NR-17 (BRASIL, 2022). A aplicação da AET ajuda a verificar as situações problemáticas no sistema produtivo, conforme afirma Iida (2005). Porém, somente com o conhecimento prévio da demanda, da tarefa ou da atividade é possível aplicar uma análise correta. Ademais, deve ser realizada uma análise para cada indivíduo, caso contrário o resultado não será satisfa- tório. Todas as etapas devem ser corretamente executadas para o bom êxito do estudo técnico. Ergonomia6 3 Melhorias para adaptar a ergonomia Fundamentalmente, a ergonomia tem por objetivo melhorar a qualidade do trabalho em vários aspectos, incluindo os físicos, sensoriais, cognitivos, sociais e orga- nizacionais. Nesse enfoque, está intrínseco o aspecto de prevenção das doenças do trabalho. Identifi cada a necessidade de mudança, a indicação de melhorias é feita com base num dos métodos de análise existentes. São diversos os métodos e ferramentas para a execução da AET, não existindo método certo ou errado; cada um apresenta características que melhor se aplicam a determinadas situações. Numa análise ergonômica, inicialmente deve-se apontar as primeiras observações em relação ao ambiente de trabalho, caso não exista histórico de aplicação da ergonomia na empresa. O escopo da NR-17 prevê os seguintes aspectos a serem observados (BRASIL, 2022): ■ levantamento, transporte e descarga individual de materiais; ■ mobiliário dos postos de trabalho; ■ trabalho com máquinas, equipamentos e ferramentas manuais; ■ condições de conforto no ambiente de trabalho. Existem dois anexos sobre o trabalho dos operadores de checkout e o tra- balho em teleatendimento ou telemarketing. É importante ressaltar a extensão do conteúdo da norma; além de condições ambientais, o documento também contempla a organização do trabalho. Embora a norma estabeleça parâmetros e algumas recomendações, eles não são absolutos, servindo apenas de referência. O objetivo da NR-17 é instaurar diretrizes e requisitos necessários à adaptação das condições laborais às características psicofisiológicas dos trabalhadores, proporcionando conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente no trabalho (BRASIL, 2022). A tolerância de limites de segurança pode ser medida de forma objetiva; porém, em relação ao conforto, a medição se torna mais complexa. Para essa avaliação, a participação do trabalhador é fundamental; somente ele pode afirmar se determinada solução está atendendo às expectativas. Esta é uma das diferenças em relação à organização do trabalho proposta por Taylor: a participação do trabalhador. Cada vez mais, os colaboradores devem ser consultados sobre o mobiliário, as ferramentas e demais interfaces da produção. Outro conceito que deve ser entendido é o de produção eficiente. Para a NR-17, produzir de maneira eficiente não corresponde à produção máxima da linha sem medir as consequências na saúde do trabalhador (BRASIL, 2022). Muito pelo contrário, a eficiência está ligada ao desempenho satisfatório de 7Ergonomia toda a vida de trabalho. A eficiência, nesse caso, está relacionada com a ma- nutenção do trabalhador durante todo o período produtivo estipulado. Como a tendência da previdência social é aumentar a idade mínima de aposentadoria, até mesmo devido à situação econômica do país, as empresas devem oferecer condições de trabalho adequadas para manter o trabalhador na ativa durante o período necessário. De acordo com a NR-17, cabe ao empregador realizar a AET (BRASIL, 2022): ■ quando identificar a necessidade de análise mais profunda sobre de- terminada situação; ■ quando identificar incoerências ou deficiência das ações adotadas; ■ quando a AET for sugerida pelo acompanhamento de saúde dos traba- lhadores de acordo com os critérios do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO); ■ quando, na análise de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, de acordo com o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), for indicada a causa referente às condições de trabalho. Nesse contexto, a execução da AET deve compreender as seguintes etapas (BRASIL, 2022): ■ deixar clara a demanda do estudo; ■ analisar tarefas, atividades e situações de trabalho; ■ discutir e restituir os resultados aos trabalhadores envolvidos; ■ propor sugestões ergonômicas específicas para os postos de trabalho avaliados; ■ avaliar e revisar as intervenções realizadas com a participação dos trabalhadores, supervisores e gerentes; ■ avaliar a eficiência das recomendações. Analisada a demanda de forma correta e estudando-se o problema de forma adequada, a resposta ao problema ergonômico será satisfatória. Não devem ser conduzidas análises abstratas ou genéricas; analisa-se algo concreto, para assim entender o problema. O fluxo produtivo depende da manutenção das máquinas e dos indivíduos. Conhecer os limites e as potencialidades de cada um faz parte da organização do trabalho. Somente com esses dois elementos trabalhando de forma integrada, adequada, confortávele segura, torna-se possível obter melhores resultados. Ergonomia8 Deimling e Pesamosca (2014) aplicaram a AET numa empresa de confecções. O posto de trabalho analisado foi o de fechamento das laterais de camisas, pois exigia maior esforço e demonstrava problemas (verificação da demanda). De acordo com o estudo, a AET possibilitou identificar todos os movimentos realizados pelos funcionários. Como resultado da aplicação da ferramenta de análise, verificou-se que vários desses movimentos não estavam de acordo com as recomendações de conforto para a função. Para amenizar o problema, foram propostas três alternativas. A primeira compre- endia a reavaliação da máquina, que não permitia a aproximação ideal do operador do equipamento. A segunda proposta consistia em providenciar uma cadeira com apoio para os cotovelos, permitindo, dessa forma, a execução das atividades sem interferência. A terceira proposta consistia em intercalar pausas de 3 a 5 minutos, para diminuir os efeitos do trabalho repetitivo, além de elaborar exercícios de ginástica laboral específicos para a função. Essas considerações foram realizadas apenas para uma atividade dentro da empresa, mas poderiam ser expandidas para outras áreas que apresentassem reclamações ou afastamentos. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ERGONOMIA. O que é ergonomia. 1999. Disponível em: http://www.abergo.org.br/internas.php?pg=o_que_e_ergonomia. Acesso em: 23 ago. 2018. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050:2015: acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro, 2015. Dis- ponível em: http://www.acessibilidadenapratica.com.br/tag/nbr-9050-2015/. Acesso em: 23 ago. 2018. BRASIL. Ministério do Trabalho e Previdência. Norma Regulamentadora nº 17 — NR-17. Brasília: MTP, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/ composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude- -no-trabalho/ctpp-nrs/norma-regulamentadora-no-17-nr-17. Acesso em: 8 jul. 2022. CORRÊA, V. M. BOLETTI, R. R. Ergonomia: fundamentos e aplicações. Porto Alegre: Bookman, 2015. DEIMLING, M. F.; PESAMOSCA, D. Análise ergonômica do trabalho em uma empresa de confecções. Ibroamerican Journal of Industrial Engineering, v. 6, n. 11, p. 37-58, 2014. DUL, J.; WEERDMEESTER, B. Ergonomia prática. São Paulo: Edgard Blucher, 2004. IIDA, I. Ergonomia: projeto e produção. São Paulo: Blucher, 2005. 9Ergonomia KROEMER, K. H. E.; GRADJEAN, E. Manual de ergonomia: adaptando o trabalho ao homem, 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2007. Leituras recomendadas ABRANTES, A. F. Atualidades em ergonomia: logística, movimentação de materiais, engenharia industrial, escritórios. São Paulo: IMAM: 2004. FREITAS, M. P.; MINETTE, l. J. A importância da ergonomia dentro do ambiente de produção. In: Simpósio Acadêmico de Engenharia de Produção, 9., 2014, Viçosa. Anais... Minas Gerais: Universidade Federal de Viçosa, 2014. Disponível em: http://www.saepro. ufv.br/wp-content/uploads/2014.5.pdf. Acesso em: 23 ago. 2018. Ergonomia10