Buscar

Yunda Domingas Laita. MPP, Pegmatitos.

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE LÚRIO 
FACULDADE DE ENGENHARIA 
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA GEOLÓGICA 
Métodos de Prospecção & Pesquisa 
 
PROSPECÇÃO E PESQUISA DE PEGMATITOS 
 
 
Discente: Docente: 
Yunda Domingas Laita Loite Lázaro José, Lic 
 
 
 
 
 
 
Pemba, Outubro de 2021 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE LÚRIO 
FACULDADE DE ENGENHARIA 
LICENCIATURA EM ENGENHARIA GEOLÓGICA 
PROSPECÇÃO E PESQUISA DE PEGMATITOS 
 
Discente: 
Yunda Domingas Laita 
 
 
 
 
 
 
Pemba, Outubro de 2021
Trabalho de carácter avaliativo, da 
cadeira de Métodos de Prospecção e 
Pesquisa, a ser submetido no 
Departamento de Engenharia 
Geológica, leccionada pelo Docente 
Loite Lázaro José. 
i 
 
Índice 
1. Introdução .......................................................................................................................... 1 
1.1. Contextualização do Trabalho ...................................................................................... 1 
1.2. Problematização ............................................................................................................. 2 
2. Objectivos: .............................................................................................................................. 3 
2.1. Geral ................................................................................................................................ 3 
2.2. Específicos: ...................................................................................................................... 3 
3. Metodologia ............................................................................................................................ 3 
4. Descrição da Área de Estudo ................................................................................................ 4 
4.1. Localização Geográfica e Geomorfologia da Área de Estudo .................................... 4 
5. Enquadramento Geológico ................................................................................................... 5 
5.1. Geologia Regional ........................................................................................................... 5 
6. Prospecção e Pesquisa dos Pegmatitos da Região de Marropino ...................................... 8 
6.1. Etapas da Prospecção e Pesquisa dos Pegmatitos ....................................................... 9 
6.1.1. Prospecção Geológica ............................................................................................. 9 
6.1.2. Prospecção Geoquímica........................................................................................ 10 
6.2. Fases da Prospecção e Pesquisa dos Pegmatitos ........................................................ 10 
6.2.1. Prospecção Geológica ........................................................................................... 10 
7. Importância Económica e Aplicação dos Pegmatitos ....................................................... 11 
8. Resultados............................................................................................................................. 12 
9. Conclusão ............................................................................................................................. 13 
10. Referências Bibliográficas: ............................................................................................. 15 
 
1 
 
1. Introdução 
1.1. Contextualização do Trabalho 
De acordo com Jahns (1955), "o termo pegmatito foi proposto inicialmente pelo mineralogista 
francês Haüy no início do século XIX, para designar o que actualmente se conhece por granito 
gráfico, ou seja, intercrescimento gráfico entre quartzo e feldspato". Tinha portanto uma conotação 
textural. Posteriormente o vocábulo tornou-se mais abrangente, incluindo rochas de granulometria 
muito grosseira, onde o granito gráfico constitui uma parte delas. 
Segundo London (2008a), como citado em Torres (2018), p. 22 "Pegmatitos são rochas ígneas, 
geralmente graníticas, de granulometria extremamente grossa e variável". 
São rochas holocristalinas que apresentam, pelo menos em parte, uma granulação muito grosseira, 
contendo como maiores constituintes minerais àqueles encontrados tipicamente em rochas ígneas 
comuns, mas com a característica de apresentarem extremas variações no que se refere ao tamanho 
dos grãos. (Jahns, 1955, como citado em Liccardo, S/A, p. 3) 
Os pegmatitos são conhecidos pela presença de excelentes minerais-gema e há muito são 
explorados como fontes primárias de feldspato, quartzo e mica industriais. Além disso, por 
registrarem diferentes processos ígneos fornecem informações sobre o comportamento e 
concentração de metais estratégicos e raros na crosta terrestre, como Li, Sn, Ta, Nb, Be, Cs, Rb, 
Sc, Th, U e ETR. (London, 2008a,b; Linnen et al., 2012, como citado em Torres, 2018, p. 22) 
A maioria dos estudos geológicos e mineralógicos dos pegmatitos de Moçambique são dedicados 
a Região de Alto Ligonha. Os afloramentos dos pegmatitos da província de Zambézia têm sido 
considerados ou citados em bibliografias científicas relacionadas com a geologia económica de 
Moçambique. 
Assim sendo, pretende-se no âmbito deste trabalho, debruçar acerca dos pegmatitos da região de 
Marropino, da província de Zambézia, distrito de Mulevada. Com isso, elaborar um plano de 
prospecção e pesquisa dos pegmatitos, visando abordar assuntos relacionados com as fases, etapas 
e processo de amostragem do mesmo, fazendo uma descrição da área em estudo. 
O trabalho encontra-se organizado da seguinte maneira: introdução, problematização, objectivos, 
metodologia, descrição da área de estudo, prospecção dos pegmatitos, importância económica e 
2 
 
aplicação dos pegmatitos, resultados, conclusão e referências bibliográficas, contendo 17 páginas, 
considerando os elementos pré-textuais. 
Entretanto, a estratégia de estudo utilizada foi a revisão bibliográfica e o uso de softwares para a 
produção dos mapas com a geologia do país. 
1.2. Problematização 
Alguns estudos feitos na região por Martins, Scholz, Queiroga, Cândido & Belotti (2012) e 
Gemusse (2014), reportam a ocorrência de turmalinas em depósitos secundários, ou seja, depósitos 
coluvião e aluvião em dois níveis de cascalho. Nessa região, os mesmos estudos reportam á 
existência de pegmatitos, que são produtos do evento Neoproterozóico (orogenia Pan-Africana). 
Esses pegmatitos correspondem a depósitos primários de turmalinas. 
Poucos trabalhos foram desenvolvidos abordando geoquímica, petrografia e mapeamento desses 
pegmatitos. Portanto, trabalhos de mapeamento, estudos petrográficos e geoquímicos são de 
grande valia, pois, contribuirão no reconhecimento das características, modelo de evolução e 
distribuição espacial dos pegmatitos que ocorrem na área de estudo, além de influenciar de um 
certo modo no estudo de outros corpos pegmatíticos não estudados e não explorados que ocorrem 
nesta região. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
 
2. Objectivos: 
2.1. Geral 
• Fazer a prospecção e pesquisa dos pegmatitos de Marropino. 
2.2. Específicos: 
• Caracterizar os pegmatitos que ocorrem na área em estudo; 
• Indicar os métodos que podem ser utilizados na prospecção dos pegmatitos; 
• Descrever as fases e etapas da prospecção dos pegmatitos; 
• Conhecer a importância económica dos pegmatitos. 
3. Metodologia 
Para a prossecução dos objectivos acima mencionados, foram consultadas diversas bibliografias 
relacionadas com a Geologia Regional e Local de Moçambique, bem como livros e manuais acerca 
da prospecção e pesquisa mineral.4 
 
 
 
 
4. Descrição da Área de Estudo 
4.1. Localização Geográfica e Geomorfologia da Área de Estudo 
 A área de estudo, Marropino, localiza-se no Posto Administrativo de Mulevala, distrito de Ile, 
província da Zambézia. O distrito do Ile está localizado na parte Norte da província da Zambézia, 
confinado a Norte com os distritos de Gurué e Alto Molocue, a Sul com os distritos de Maganja 
da Costa e Mocuba, a Este com os distritos de Gile e Pebane e a Oeste com os distritos de Namaroi 
e Lugela. 
Salientar que, o Posto Administrativo de Mulevala foi elevado a categoria de Distrito em 2013 
deixando assim de pertencer ao Distrito do Ile como Posto Administrativo. 
Por conseguinte, este tem limite, a Norte com os distritos de Alto Molócue e Ile, a Oeste com o 
distrito de Mocuba, a Sul com os distritos de Mocubela e Pebane e a Este com o distrito de Gilé, 
conforme ilustra a Figura 1. 
 
 
 
Figure 1: Mapa de Localização Geográfica da Área de Estudo. (MAE, 2013) 
5 
 
 Quanto ao clima, o distrito de Mulevala, apresenta um clima de tipo tropical chuvoso de savana 
onde as precipitações médias anuais são acima de 800 mm, chegando na maioria dos casos a 1200 
ou mesmo 1400 mm. 
Quanto ao relevo e solos, este, tem uma altitude média, compreendendo planaltos baixos, médios, 
e sub-planaltos que abrangem altitudes que variam de 200 a 1000 metros acima do nível do mar. 
O relevo apresenta declives que variam de suavemente ondulados a fortemente dissecados. É 
dominado por solos residuais derivados, maioritariamente, de rochas metamórficas e eruptivas de 
soco pré-câmbrico, em particular do complexo gnaisse-granítico de Mozambique Belt. São solos 
de textura variável, profundos a muito profundos, castanhos-avermelhados, sendo ainda 
ligeiramente lixiviados. 
5. Enquadramento Geológico 
5.1. Geologia Regional 
Os corpos pegmatíticos que ocorrem na área de estudo fazem parte do campo pegmatítico de Alto 
Ligonha. Neste campo, ocorrem metamorfitos, migmatitos e granitoides pré-cambrianos. (Correia 
Neves, 1981) 
Os metamorfitos estão representados por gnaisses, quartzitos, anfibolitos, xistos verdes, e xistos 
talcosos. Com estes últimos e outras rochas ultrabásicas menos comuns, ocorrem associados os 
corpos hidrotermais com esmeraldas (Correia Neves, 1978), cujas associações mineralógicas são 
de idade Transamazonica, ainda que as Moçambicanas sejam provavelmente Pan-Africanas (cerca 
de 500 Ma). 
Ocorrem granitos tardios, porfiroides ou de grão médio, ligados ao magmatismo granitoides Pan-
africano, que se fazem notar pelos típicos blocos de erosão de forma esférica. Migmatitos e 
granitos formam Inselbergs que se destacam de um modo impressionante na paisagem, como por 
exemplo na região entre Nampula e Ribaue. 
Por conseguinte, os metamorfitos orientam-se estruturalmente segundo NE-SW, a direcção 
dominante do Mozambique Belt. (Holmes, 1951) Este cinturão constitui uma das mais notáveis 
unidades geológicas da África Oriental. 
O Mozambique Belt devido a orientação preferencial dos alinhamentos estruturais dominantes foi 
dividido, no território de Moçambique em três províncias estruturais: Moçambique, Niassa e 
Médio Zambeze. (Afonso, 1976) 
6 
 
As áreas pegmatíticas do Alto Ligonha pertencem a Província Estrutural de Moçambique, e estas 
situam-se entre os rios Licungo e Ligonha (Figura 2). A província de Moçambique, com 
alinhamentos estruturais com tendência NE-SW, situa-se a norte do rio Zambeze e na porção 
oriental do território moçambicano. Coberturas fanerozoicas, incluindo as do Karoo, bordejam esta 
Província Estrutural. 
 
Figure 2: Distribuição dos campos pegmatíticos de Alto Ligonha. (Leal Gomes et al.,1016) 
5.2. Geologia Local 
Muitos dos pegmatitos da região do Alto Ligonha, encaixados nas formações pré-câmbricas do 
Mozambique Belt, devem ter-se formado no fim do Pan-Africano, há cerca de 500 Ma (Afonso, 
1976). Existem porem pegmatitos bem mais antigos com idades de cerca de 1000 Ma (Grenviliano) 
um dos momentos da geo-história de abundante geração de material pegmatítico. (Cerry, 1982) 
Os pegmatitos de Alto Ligonha são de dois grupos: i) grupo de composição química e mineralogia 
homogénea e ii) tipo zonado, com zoneamento mais ou menos desenvolvido. 
Os pegmatitos de Marropino apresentam geoquimicamente feição LCT (Li, Cs, Ta), com 
substituição hidrotermal extensa e são portadores de micas líticas e minérios ricos em tântalo. 
7 
 
Na parte Sul, os pegmatitos apresentam paragéneses primárias LCT ainda preservadas, com 
petalite e espodumena como vestígios de temperatura elevada e tapiolite> tantalite> microlite 
como minérios dominantes. (Dias et al., 2008 in Leal Gomes et al., 2016) 
Tal sugere uma instalação próxima e subautóctone dos seus corpos pegmatíticos, localizados em 
rupturas tangenciais sob porções tectónicas dos Gnaisses de Mamala e de unidades 
litostratigráficas do Grupo do Molócuè, ambos pertencentes ao Complexo de Nampula, de idade 
Mesoproterozóica. 
8 
 
 
 
Figure 3: Localização de grupos pegmatíticos do campo de Alto Ligonha. (Gomes et al. 2008) 
6. Prospecção e Pesquisa dos Pegmatitos da Região de Marropino 
 Na óptica de Neto & Rocha (2010), p.13 " o objectivo da prospecção é de fazer o reconhecimento 
geral de um depósito mineral, enquanto a pesquisa visa fazer o reconhecimento detalhado do 
depósito mineral. 
9 
 
 Todavia, pretende-se reunir a maior quantidade de informações necessárias e possíveis acerca da 
área em estudo, visando reduzir os riscos de retorno do investimento e aumentando a certeza de 
sucesso, fazendo o reconhecimento de uma determinada área em que seja suspeita de uma 
ocorrência mineral. 
O estabelecimento ou escolha do método de prospecção depende das propriedades do mineral e 
das formações geológicas nas quais se encontra. Por isso, para a prospecção dos pegmatitos irá 
utilizar-se dois métodos, sendo eles, o método geoquímico (que contribuirá na identificação dos 
minerais associados ao pegmatito) e o método geológico para o mapeamento da área em estudo. 
Salientar que apesar da escolha desses dois métodos, o método geofísico também contribui para a 
prospecção dos pegmatitos, pois faz a identificação e reconhecimento das zonas de interesse dos 
pegmatitos, ou seja, o mapeamento antes de se deslocar ao campo. Pode-se utilizar o método 
radiométrico, devido a radioactividade dos metais raros que se encontram associados aos 
pegmatitos. 
A prospecção geoquímica funciona como um método indirecto da localização de pegmatitos, 
envolvendo determinações de elementos traços em rochas ou sedimentos, dependendo das 
condições regionais do clima, cobertura de solo, erosão, entre outros. 
6.1. Etapas da Prospecção e Pesquisa dos Pegmatitos 
6.1.1. Prospecção Geológica 
Independentemente do meu reconhecimento, "As campanhas geológicas de prospecção mineral 
envolvem diversas etapas de trabalho, cada uma delas desenvolvida numa escala apropriada. 
Sendo elas: 
✓ Reconhecimento da área: identificação das zonas anómalas na região de Marropino 
através de estudos realizados previamente, e o início do processo do requerimento de área 
para solicitação da pesquisa mineral dos pegmatitos; 
✓ Mapeamento, escolha de malha: realização da checagem e avaliação de todas as 
anomalias traçando perfil; Buscando desse modo, reduzir para os alvos com grande 
potencial de ocorrência de pegmatitos (redução da malha), e descartar possíveis falsas 
anomalias; 
10 
 
✓ Amostragem: Coletar até 10 amostras de cada mineral para cada zona, em locais 
representativos. Fazer uma seleção e análise dos metais raros e alcalinos em cada fração 
monominerálica, bem como a avaliação do volume da amostra em cada zona. 
6.1.2. Prospecção Geoquímica 
Os levantamentos geoquímicos envolvem em geral, quatro etapas: 
• Pré- Levantamento de Campo: fase do processo de preparação e organização de 
todo material e dados necessáriospara a realização dos estudos na área referida; 
• Levantamento de Campo: coleta de dados no campo em pequenos pontos e 
durante as trilhas, guardar no GPS para auxiliar na navegação e localização dos 
pontos de amostragem; 
• Retoma à Base de Operações: conferir as amostras coletadas e registrá-las; 
• Pós Levantamento: fase do encerramento. Porém, deve-se encaminhar ao geólogo 
ou geoquímico responsável pelo projecto, as amostras, base de dados, mapa original 
do campo, entre outros aspectos. 
Torna-se pertinente á realização de análises químicas, como: a fluorescência de Raio – X 
(Si, Al, Ti, Fe, K), espectofotômetro de absorção atômica (Li, Na, K, Rb, Cs, Ca, Mn, Mg, 
Be, Sr, Pb, Cs, Pb), e verificar o comportamento do mineral (cor, brilho, dilatação, entre 
outros) ". (Neto & Rocha, 2010) 
6.2. Fases da Prospecção e Pesquisa dos Pegmatitos 
6.2.1. Prospecção Geológica 
➢ Análise prévia: análise e construção de banco de dados referente aos mapas existentes 
(geológicos e topográficos: numa escala de 1:250.000) que serão utilizados na área em 
estudo; Consultas bibliográficas, relatórios, entre outras informações já existentes acerca 
da ocorrência dos pegmatitos; 
➢ Reconhecimento expeditos: reconhecimento das estruturas ao longo das estradas, 
auxiliando para que possamos estar familiarizados com a área em estudo; 
➢ Visitas há jazigos e ocorrência minerais existentes na região: devem ser cadastradas e 
localizadas com GPS, conhecer e fazer a descrição do tipo de mineralização dos pegmatitos 
e a origem dos mesmos; 
11 
 
➢ Coleta não sistemática de amostras: as amostras coletadas serão devidamente analisadas 
utilizando o método químico apropriado. 
Após estudos feitos utilizando o método geológico, tem-se como resultado um mapa geológico 
original enriquecido com todas as observações e estudos feitos na área. (Independentemente 
do meu reconhecimento, Neto & Rocha, 2010) 
7. Importância Económica e Aplicação dos Pegmatitos 
Os pegmatitos constituem fontes importantes de pedras preciosas e semi-preciosas, de minerais 
industriais e de metais raros, tais como o Li, Rb, Cs, Be, Ge, Sc, Y, Sn, W, Mo, Nb, Ta e U. 
O valor económico actual destes jazigos é função da pureza e facilidade de separação dos seus 
minerais e/ou metais. Os feldspatos, micas, quartzo, berilo, gemas, entre outros, representam os 
minerais de maior interesse comercial. (Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências, 
2006, p. 3) 
De acordo com Castor & Hendrick (2006), como citado em Paludo (2018), p.16, "os minerais 
industriais e ETR são amplamente usados na indústria automotiva, na produção de vidros, em telas 
de computadores, televisores, em cerâmicas e pigmentos". 
Como catalizadores têm diversas aplicações nas refinarias de petróleo, também são utilizados em 
produtos farmacêuticos e em métodos avançados de filtragem e remoção de microrganismos da 
água. Além disso, são importantes para a defesa das nações devido ao uso em mísseis, radares, 
sonares, binóculos, sendo também essencial na produção de lâmpadas fluorescentes e em lâmpadas 
de mercúrio. (Castor & Hendrick, 2006, como citado em Paludo, 2018, p.16) 
 
 
 
 
 
12 
 
8. Resultados 
Na região central de Marropino ocorrem pegmatitos da classe dos elementos raros da família do 
tipo LCT (Lítio, Césio e Tântalo), com grau de mineralização geoquímica fraca a abundante, 
gemas e minerais industriais. 
Todavia, faz-se sentir um ambiente metamórfico com baixa P (2- 4 kbar) e uma T que varia de 
500-650ºC. (Cerný, 1991, como citado em Paludo, 2018, p. 10) 
Por isso, após a materialização deste trabalho, espera-se alcançar: a elaboração de um mapa 
geológico de detalhe que contenha a caracterização dos pegmatitos e que contribua para o estudo 
de outros corpos pegmatíticos não estudados, que ocorrem nesta região. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
9. Conclusão 
Após a realização do trabalho, concluiu-se que a génese dos pegmatitos é bastante vasta, porém 
resumem-se em factores comuns, como o facto de elas serem classificadas como sendo rochas 
ígneas que apresentam uma composição granítica e uma granulometria muito grossa. 
Os metais raros associados aos pegmatitos apresentam um grande potencial económico e 
aplicabilidade em diversas áreas como nas refinarias de petróleo, produção de lâmpadas, e muito 
mais. Para além de eles serem grandes produtores de gema. Estas gemas são usadas em joalharias 
e algumas para o fabrico de fertilizantes (apatite). 
Em Moçambique verifica-se à ocorrência de pegmatitos em diversas províncias. Mas, o presente 
trabalho centralizava-se no estudo dos pegmatitos da província de Zambézia, em Marropino. 
Portanto, ocorrem nesta região pegmatitos da classe dos elementos raros do tipo LCT (Lítio, Césio 
e Tântalo), com metamorfitos, migmatitos e granitoides pré-cambrianos. 
No estudo dos pegmatitos da região de Marropino, visava abordar para além da sua localização 
geográfica, acerca dos métodos de prospecção e pesquisa mineral. Pois bem sabe-se que estas 
zonas ou regiões em que ocorrem os pegmatitos, particularmente na área em estudo, não foram 
ainda realizados muitos estudos para a sua exploração. 
Neste contexto, para a prospecção e pesquisa dos mesmos, foi feita a escolha de dois métodos 
combinados para reduzir os riscos de empreendimento, sendo eles a prospecção geológica em que 
o mapeamento visa na coleta de dados durante as campanhas de campo, que serão utilizadas para 
encontrar áreas de interesse mineral. Esses dados de campo podem ser conseguidos ao analisar 
pequenos pontos em que afloram as rochas, cortes de estrada e até mesmo minerações da região, 
quando possível. 
Entretanto, combinado com o método geoquímico, este irá estudar as características químicas das 
rochas para tentar encontrar alvos de interesse económico. Principalmente na prospecção de metais 
associados aos pegmatitos. 
Salientar que os objectivos do trabalho foram alcançados em parte e com grandes dificuldades no 
que diz respeito ao conteúdo da informação, pois os pegmatitos são rochas ígneas, e estas são 
produtos da dinâmica interna do planeta, ou seja, são representantes de regiões directamente 
14 
 
inacessíveis ao Homem, como a crusta inferior e o manto superior, apresentando-se como uma 
mais-valia para o seu estudo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
 
10. Referências Bibliográficas: 
1. Jahns, R. H. (1955). The study of pegmatites: economic geology. 
2. London, D. (2008). Pegmatites. Mineralogical Association of Canada. 
3. Torres, J. L. L. (2018). Geoquímica de Micas e Turmalinas de Pegmatitos. Minas Gerais. 
p. 22 e 23, consultado pelas: 12:07’. 
4. Liccardo, A. (S/L). Geologia dos Pegmatitos. Brasil. p. 3, consultado pelas: 13:05’. 
5. Martins, M.S.; Scholz, R.; Queiroga, G.; Cândido Filho, M. (2012). Geologia do distrito 
turmalinífero de Mavuco, província pegmatítica do Alto Ligonha, Moçambique. Coimbra. 
6. Gemusse, U. G. O. (2014). Prospecção geológica dos pegmatitos de Mogovolas-Moma-
Moçambique, Dissertação de Mestrado, Universidade de Aveiro, Portugal. 
7. Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências. (2006). Recursos Minerais 
Metálicos: Jazigos Pegmatíticos. Lisboa. p. 3, consultado pelas: 14:07’. 
8. Paludo, C. M. (2018). Mineralogia e Geoquímica dos Pegmatitos. Porto Alegre, p. 16, 
consultado pelas: 22:15’. 
9. Ministério da Administração Estatal. Mulevada. (2013). Perfil do distrito de Ile. (2005), 
província de Zambézia, Moçambique. 
10. Neto, M. T. O. C. & Rocha, A. M. C. (2010). Noções de Prospecção e Pesquisa Mineral 
para Técnicos de Geologia e Mineração. 
11. Leal. Gomes, C., Marques, J., Dias, P. & Costa, J. C. (2008). Análise descritiva das 
Unidades Portadoras de Mineralização Tantalífera em Pegmatitos do Sul da Província 
Zambeziana. Moçambique, Maputo. 
 
 
	1. Introdução
	1.1. Contextualização do Trabalho
	1.2. Problematização2. Objectivos:
	2.1. Geral
	2.2. Específicos:
	3. Metodologia
	4. Descrição da Área de Estudo
	4.1. Localização Geográfica e Geomorfologia da Área de Estudo
	5. Enquadramento Geológico
	5.1. Geologia Regional
	6. Prospecção e Pesquisa dos Pegmatitos da Região de Marropino
	6.1. Etapas da Prospecção e Pesquisa dos Pegmatitos
	6.1.1. Prospecção Geológica
	6.1.2. Prospecção Geoquímica
	6.2. Fases da Prospecção e Pesquisa dos Pegmatitos
	6.2.1. Prospecção Geológica
	7. Importância Económica e Aplicação dos Pegmatitos
	8. Resultados
	8. Resultados
	8. Resultados
	8. Resultados

Outros materiais