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Autores: Profa. Claudia Regina Cortez 
 Prof. Jefferson Rodrigues de Sousa
Colaboradores: Profa. Vanessa Santhiago
 Prof. Luiz Henrique Cruz de Mello
Esportes Individuais
Professores conteudistas: Claudia Regina Cortez / Jefferson Rodrigues de Sousa
Claudia Regina Cortez
É mestre em Educação pelo Centro Universitário Salesiano (Unisal). Possui Pós‑Graduação 
em Handebol pela Universidade de São Paulo (USP) e Educação Física Infantil pela Universidade 
Metropolitana de São Paulo (Unimesp). Ex‑atleta de handebol, atuou pela Seleção Paulista e pela 
Seleção de Guarulhos de 1983 a 1995. Possui inúmeros títulos de campeã paulista de handebol e dos 
Jogos Regionais e Abertos de Handebol e foi vice‑campeã brasileira. É docente desde 2009 na UNIP, 
atuando nos cursos de Educação Física e Biomedicina. Sua área de especialidade abrange o ensino 
dos jogos esportivos coletivos e individuais durante o processo de iniciação esportiva, na qual tem 
produzido e orientado diversos trabalhos com o ensino dos esportes.
Jefferson Rodrigues de Sousa
É mestre em Educação: História, Política, Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica de São 
Paulo (2012). Possui pós‑graduação em Educação Física Escolar (2007) e Metodologia do Treinamento 
do Voleibol (2020) e graduação em Educação Física pela Universidade Cruzeiro do Sul (2005). 
É docente desde 2013 na UNIP, atuando no curso de Educação Física.
© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou 
quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem 
permissão escrita da Universidade Paulista.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
C828e Cortez, Claudia Regina.
Esportes Individuais / Claudia Regina Cortez, Jefferson Rodrigues 
de Sousa. – São Paulo: Editora Sol, 2023.
116 p., il.
Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e 
Pesquisas da UNIP, Série Didática, ISSN 1517‑9230.
1. Esporte individual. 2. Modalidade. 3. Formação. I. Cortez, 
Claudia Regina. II. Sousa, Jefferson Rodrigues de. III. Título.
CDU 796
U517.26 – 23
Profa. Sandra Miessa
Reitora
Profa. Dra. Marilia Ancona Lopez
Vice-Reitora de Graduação
Profa. Dra. Marina Ancona Lopez Soligo
Vice-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa
Profa. Dra. Claudia Meucci Andreatini
Vice-Reitora de Administração e Finanças
Prof. Dr. Paschoal Laercio Armonia
Vice-Reitor de Extensão
Prof. Fábio Romeu de Carvalho
Vice-Reitor de Planejamento
Profa. Melânia Dalla Torre
Vice-Reitora das Unidades Universitárias
Profa. Silvia Gomes Miessa
Vice-Reitora de Recursos Humanos e de Pessoal
Profa. Laura Ancona Lee
Vice-Reitora de Relações Internacionais
Prof. Marcus Vinícius Mathias
Vice-Reitor de Assuntos da Comunidade Universitária
UNIP EaD
Profa. Elisabete Brihy
Profa. M. Isabel Cristina Satie Yoshida Tonetto
Prof. M. Ivan Daliberto Frugoli
Prof. Dr. Luiz Felipe Scabar
 Material Didático
 Comissão editorial: 
 Profa. Dra. Christiane Mazur Doi
 Profa. Dra. Ronilda Ribeiro
 Apoio:
 Profa. Cláudia Regina Baptista
 Profa. M. Deise Alcantara Carreiro
 Profa. Ana Paula Tôrres de Novaes Menezes
 Projeto gráfico:
 Prof. Alexandre Ponzetto
Revisão:
 Lucas Ricardi
 Louise de Lemos
 Caio Ramalho
Sumário
Esportes Individuais
APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................................................7
INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................................................7
Unidade I
1 HISTÓRIA DO ESPORTE .....................................................................................................................................9
1.1 Histórico dos esportes individuais no Brasil .............................................................................. 12
1.2 Esporte educacional, esporte‑participação e esporte de rendimento ............................ 15
2 CARÁTER COMPETITIVO E NÃO COMPETITIVO ..................................................................................... 17
2.1 Esportes individuais nas escolas e clubes ................................................................................... 19
2.1.1 Divisão em categorias dos esportes na BNCC Educação Física............................................ 20
2.2 Órgãos oficiais de representação dos esportes individuais ................................................. 24
3 ESPORTES INDIVIDUAIS ................................................................................................................................ 26
3.1 Esportes individuais aquáticos ........................................................................................................ 27
3.1.1 Natação ....................................................................................................................................................... 28
3.1.2 Saltos ornamentais ................................................................................................................................ 31
3.1.3 Nado sincronizado .................................................................................................................................. 31
3.1.4 Maratona aquática ................................................................................................................................. 32
3.2 Esportes individuais terrestres ........................................................................................................ 33
3.3 Esportes individuais aéreos .............................................................................................................. 34
3.3.1 Balonismo .................................................................................................................................................. 35
3.3.2 Paraquedismo ........................................................................................................................................... 36
3.4 Esportes individuais de menor expressão ................................................................................... 36
4 DIVISÃO DOS ESPORTES INDIVIDUAIS .................................................................................................... 38
4.1 Esportes individuais de rede ............................................................................................................ 39
4.1.1 Equipamentos, instalações e regras básicas ................................................................................ 39
4.2 Esportes individuais de parede ....................................................................................................... 40
4.2.1 Equipamentos, instalações e regras básicas ................................................................................ 40
4.3 Esportes individuais de campo e taco ......................................................................................... 41
4.3.1 Equipamentos, instalações e regras básicas ................................................................................ 42
4.4 Esportes individuais de precisão .................................................................................................... 44
4.4.1 Equipamentos, instalações e regras básicas ................................................................................ 46
4.5 Esportes individuais de marca......................................................................................................... 49
4.5.1 Equipamentos, instalações e regras básicas ................................................................................ 52
4.6 Esportes individuais de combate ................................................................................................... 53
4.6.1 Equipamentos, instalações e regras básicas ................................................................................55
4.7 Esportes individuais técnico‑combinatórios ............................................................................. 57
4.7.1 Equipamentos, instalações e regras básicas ................................................................................ 59
Unidade II
5 FATORES DE DESEMPENHO ......................................................................................................................... 69
5.1 O treinamento a longo prazo e as modalidades esportivas individuais ........................ 70
5.1.1 O processo de adaptação ao treinamento em esportes individuais .................................. 72
5.2 Adaptações a longo prazo ................................................................................................................ 74
5.2.1 Variáveis que determinam a adaptação de longo prazo ........................................................ 75
5.2.2 Variáveis que determinam a adaptação anual ........................................................................... 76
6 O AMBIENTE DE DESENVOLVIMENTO DO TALENTO ESPORTIVO NAS MODALIDADES 
ESPORTIVAS INDIVIDUAIS ............................................................................................................................... 78
6.1 Tipos de competições de esportes individuais .......................................................................... 78
6.1.1 Fundamentação das competições em esportes individuais .................................................. 80
6.1.2 Calendário esportivo ............................................................................................................................. 82
6.1.3 Definição do local da competição ................................................................................................... 83
7 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E MOTORAS PREDOMINANTES NAS DISTINTAS MODALIDADES 
ESPORTIVAS INDIVIDUAIS ............................................................................................................................... 84
7.1 Classificação unidimensional de habilidades ............................................................................ 84
7.1.1 Características motoras: aquisição do comportamento motor ideal de acordo 
com o tipo de modalidade ............................................................................................................................. 86
7.1.2 Características físicas: qualidades de base e especiais ............................................................ 87
8 ESTRUTURA FÍSICA E MATERIAIS PARA A PRÁTICA DAS DISTINTAS MODALIDADES 
ESPORTIVAS INDIVIDUAIS ............................................................................................................................... 89
8.1 Modalidades esportivas ..................................................................................................................... 90
8.1.1 Pontos importantes a serem levados em consideração .......................................................... 91
8.2 Estrutura de jogo .................................................................................................................................. 92
8.2.1 Programas de desenvolvimento das modalidades esportivas individuais ....................... 92
8.2.2 Implicações pedagógicas e formação esportiva: iniciação e especialização.................. 95
8.2.3 Ensino por meio dos jogos .................................................................................................................. 96
8.2.4 Papéis do professor e do aluno no processo ensino‑aprendizagem‑treinamento 
dos esportes ......................................................................................................................................................... 97
7
APRESENTAÇÃO
É indiscutível que estamos lidando com um tema importantíssimo para a cultura humana e o seu 
desenvolvimento. O esporte é um fenômeno sociocultural de múltiplas possibilidades e de grande 
importância para a humanidade. Por esse motivo, a sua compreensão é muito importante para as 
pessoas, especialmente para aquelas que se interessam por estudos relacionados a seu desenvolvimento.
Este livro‑texto tem como intuito auxiliar o aluno no estudo dos esportes individuais como um 
fenômeno político, social e cultural, enfatizando as diferentes abordagens teórico‑metodológicas de 
ensino do esporte individual e suas fases de iniciação, aperfeiçoamento e especialização.
É importante instrumentalizar o aluno a aplicar conhecimentos sobre o conceito e as abordagens 
teóricas em pedagogia do esporte relacionados ao desenvolvimento motor individual, com ênfase nas 
ações motoras envolvidas na execução dos elementos básicos dos esportes. Deve‑se mostrar o esporte 
como expressão da cultura, assim como suas implicações para o ensino das modalidades esportivas 
individuais, conceitos sobre competição e detecção de talentos esportivos, elementos e estrutura de 
organização dos esportes individuais, aspectos didático‑pedagógicos e metodológicos associados ao 
ensino dos esportes individuais e, ainda, a organização de atividades de ensino dos esportes individuais. 
Também é fundamental capacitar o professor de educação física formado pela UNIP a conhecer e 
saber utilizar os esportes individuais como um instrumento da educação física escolar, explorando suas 
possibilidades sociais e educacionais, refletindo sobre o assunto e também conhecendo e vivenciando os 
esportes individuais enquanto prática social e educativa inserida no contexto escolar e não escolar no 
que se refere aos seus aspectos pedagógicos e metodológicos básicos.
INTRODUÇÃO
Esta disciplina tem o objetivo de destacar o estudo do esporte como um fenômeno social, cultural e 
político, apresentando as abordagens teórico‑metodológicas de ensino dos esportes individuais. Ainda, 
pretende demonstrar os procedimentos didático‑pedagógicos nas fases de iniciação e aperfeiçoamento 
do treinamento técnico e tático dos esportes individuais e suas diferentes classificações.
Cabe salientar que o conteúdo a ser abordado tentará provocar indagações acerca da atuação do 
professor de educação física e de como ele pode se utilizar de todos esses conteúdos para propor a seus 
educandos práticas de atividades físicas e esportivas (Afes) utilizando os esportes individuais.
Com esse propósito, na unidade I, incialmente, faremos uma explanação histórica da prática dos 
esportes individuais e sua importância na história e falaremos sobre as questões relacionadas à prática 
dos esportes em seus diferentes segmentos (educação, qualidade de vida e saúde e alto rendimento), 
tentando elucidar o papel da iniciação esportiva no âmbito escolar e em outros segmentos esportivos. 
Ainda na unidade I, falaremos sobre os órgãos oficiais de representação dos esportes individuais, 
equipamentos, instalações, regras básicas, espaços físicos e materiais adequados para a prática dos 
esportes individuais. Para finalizar a unidade, daremos ênfase às diferentes classificações usadas para 
os esportes individuais, que são divididos por objetivos e formatos de disputa diferenciados.
8
A unidade II começa com o treinamento a longo prazo e as modalidades esportivas individuais da 
iniciação esportiva e chega até o esporte de rendimento, passando pela formação do ambiente propício 
à formação do talento esportivo nas modalidades esportivas individuais, pelas características físicas e 
motoras predominantes nas distintas modalidades, bem como pela estrutura física e pelos materiais para 
a prática das distintas modalidades esportivas individuais. Terminamos a unidade salientando a estrutura 
de jogo, elucidando os diferentes programas de desenvolvimento das modalidades esportivas individuais, as 
implicações pedagógicas e a formação esportiva (iniciação esportiva e especialização esportiva).
Desse modo, pretende‑se levar o aluno a compreender os aspectos conceituais e estruturais do 
desporto individual e suas aplicações na escola e no segmento não escolar, paraque ele possa refletir e 
analisar as diversas abordagens metodológicas aplicadas ao ensino das modalidades individuais e com 
isso entender o processo de aprendizagem das modalidades individuais de forma interdisciplinar.
Diante do exposto, esperamos que você possa aproveitar o conteúdo deste livro‑texto e que ele 
auxilie e contribuía para a sua formação acadêmica.
Bons estudos!
9
ESPORTES INDIVIDUAIS
Unidade I
1 HISTÓRIA DO ESPORTE
O esporte tem o poder de inspirar. Tem o poder de unir as pessoas. Fala aos jovens 
em uma linguagem que eles entendem. O esporte pode criar esperança onde 
antes só havia desespero.
Nelson Mandela
O esporte é um fenômeno cultural e social que tem papel de influenciar a sociedade e ser influenciado 
por ela. Muitas vezes suas problemáticas se refletem na sociedade, e a cada dia ele se apresenta 
socialmente como uma parte importante do mundo, revelando uma inter‑relação com o cotidiano 
familiar e com valores políticos, educacionais, econômicos, artísticos e religiosos. Se aprofundarmos 
nossos conhecimentos acerca do esporte, podemos fazer com que mais praticantes venham a se 
beneficiar dos aspectos positivos que a sua prática é capaz de oferecer.
O surgimento do esporte remonta à Antiguidade, sendo a sociedade grega seu referencial. 
Os exercícios físicos assumiram uma finalidade educativa pelos gregos de Atenas. Lá, o que prevalecia na 
formação de um atleta era o físico robusto e ágil, já que para os gregos o corpo era o essencial.
Tal herança dos primórdios da humanidade permanece viva atualmente. Os Jogos Olímpicos são 
a maior competição do planeta e conferem aos vencedores status social e reconhecimento pela sua 
vitória, além de premiação.
Na atualidade, o esporte tem várias versões e abordagens. Isso faz parte de seu aspecto competitivo e 
profissional. Num sentido lúdico e participativo, é uma atividade destinada a todos, independentemente 
da idade ou das condições físicas de cada indivíduo.
Quando comparamos o jogo ao esporte, devemos nos lembrar que no jogo as regras são mais 
flexíveis e podem ser ajustadas de acordo com o perfil do público e o espaço físico; já o esporte é 
regido por regras estabelecidas por instituições regulamentadoras, como as federações internacionais 
das modalidades específicas, que são disseminadas pelas confederações em seus países, para que todos 
pratiquem os esportes com o mesmo formato.
A história do esporte se confunde com a própria história da civilização. Sobre isso, podemos enfatizar 
três períodos importantes:
10
Unidade I
• esporte antigo (até a primeira metade do século XIX);
• esporte moderno (de 1820 a 1980);
• esporte contemporâneo (de 1980 em diante).
As antigas civilizações (a chinesa, a grega e as indígenas) já possuíam atividades físicas em suas 
culturas, a maioria com características singulares. No Japão e na China havia as artes marciais, no 
Egito já se realizavam corridas e arremessos e os indígenas praticavam tiatchi, semelhante ao futebol. 
O esporte moderno, no entanto, surgiu na Inglaterra no final do século XIX e início do século XX, com 
base em duas diferentes percepções: proporcionar prazer para quem joga e para os espectadores, e 
fornecer formação moral (TUBINO, 1987).
 
A passagem do século XIX para o século XX marcou, na história do esporte e dentro do espírito 
da época, o surgimento de diversas federações internacionais de modalidades esportivas. Apesar do 
chamado “esporte moderno” ter surgido na Inglaterra, a criação das federações internacionais esteve, 
quase sempre, ligada à aristocracia francesa da virada do século. Foi nessa época que surgiram, por 
exemplo, a Federação Internacional de Ginástica (FIG), em 1881; a Federação Internacional de Remo (Fisa), 
em 1892; a Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa), em 1904; a Federação Internacional de 
Natação (Fina), em 1908; a Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf), em 1912; entre 
outras (TAVARES, 2008).
Nesse processo, em 1892 foi criado o Comitê Olímpico Internacional (COI), com a finalidade 
explícita de organizar o Movimento Olímpico Mundial e realizar os Jogos Olímpicos da Era Moderna 
(RUBIO, 2010).
A criação do COI viabilizou a primeira edição dos Jogos Olímpicos, em Atenas, na Grécia, em 
1896, inaugurando de forma mais efetiva as competições esportivas entre países e, com  elas, duas 
características que marcaram o esporte, em especial o olímpico, durante praticamente todo o século XX, 
dando a ele um caráter predominantemente político: o amadorismo e o nacionalismo.
O grande marco da configuração do esporte moderno foi a retomada dos Jogos Olímpicos, 
e dos ideais a ele ligados, pelo francês Pierre de Coubertin, que institui os Jogos Olímpicos da Era 
Moderna, internacionalizando o esporte a partir de ideais comuns; para tal, foi necessária também uma 
internacionalização das regras, massificando e aproximando o esporte, seus promotores, praticantes e 
espectadores por todo o mundo.
 Observação
Atualmente, o esporte vem sendo estudado, debatido e ensinado. Ele 
se manifesta na sociedade de diversas maneiras, gerando também uma 
pluralidade de definições.
11
ESPORTES INDIVIDUAIS
A partir de 1960, podemos perceber inúmeras iniciativas com o intuito de consolidar algumas 
investigações acerca da história do esporte. Em 1967, foi fundada a primeira sociedade internacional, o 
International Comitee for History of Physical Education and Sport e, em 1973, uma nova associação foi 
criada, a International Association for History of Physical Education and Sport.
Um marco importante em busca de fomentar tais pesquisas aconteceu em 1989, quando essas 
duas instituições se uniram, dando origem à International Society for History of Physical Education and 
Sport (ISHPES), entidade que congrega pesquisadores de vários países e leva a cabo iniciativas como a 
realização de eventos científicos (BARROS, 2007). É importante destacar que a ISHPES faz parte de um 
conglomerado de instituições conceituadas que elaboram e editam boletins, anais e outras publicações, 
concedem premiações anuais e mantêm um site com uma extensa lista de discussões através da internet, 
assim como são responsáveis pela produção de periódicos e revistas especializadas sobre a história e o 
desenvolvimento do esporte.
Em 1976, durante a I Reunião de Ministros de Esporte em Paris, ficou decidido que até o final da 
década a Unesco se responsabilizaria pela publicação e divulgação de um documento com diretrizes 
efetivas para que governos e populações em geral se referenciassem nas questões relativas ao esporte, 
para um mundo melhor. Esse documento foi a Carta Internacional de Educação Física e Esporte, de 
1978. Logo em seu artigo primeiro, foi reconhecido que as práticas esportivas são direito de todas as 
pessoas. Esse pressuposto rompeu com a perspectiva anterior de que o esporte era uma prerrogativa dos 
talentos e dos anatomicamente indicados, isto é, o fez sair da perspectiva única do rendimento para a 
perspectiva do direito de todos às práticas esportivas. Nessa nova perspectiva, o esporte passou, na sua 
ampliada abrangência social, a compreender todas as pessoas, independentemente das suas idades e 
de suas situações físicas. Depois da Carta da Unesco, todos os documentos do esporte (Carta Olímpica, 
Agendas, Conclusões de Congressos, Manifestos etc.) passaram a também reconhecer o direito de todos 
às práticas esportivas, o que defendeu a inclusão social no esporte (TUBINO, 2010).
Para se ter uma ideia do alcance e da aceitação do esporte pelo mundo, como também de sua 
relevância na cultura dos povos, o Comitê Olímpico Internacional (COI), através do Movimento 
Olímpico, agrega 202 Comitês Olímpicos Nacionais. A ONU (Organização das Nações Unidas), 
órgão internacional de cunho político institucional, tem 200 filiados. É também um dos negócios 
mais rentáveis do mundo, gerando milhares de empregos e movimentando bilhões de dólares ao 
redor do planeta.
O esporte, na atualidade, está presenteem diversos segmentos da sociedade e da ciência, existindo 
hoje a medicina esportiva, a engenharia para ambientes e equipamentos esportivos, a computação e 
tecnologia a serviço do esporte, a estatística, a publicidade, propaganda e marketing, a economia, a 
sociologia do esporte, entre outros.
12
Unidade I
Conforme Betti (1991, p. 24),
 
O esporte tem sido conceituado como uma ação social institucionalizada, 
convencionalmente regrada, que se desenvolve com base lúdica, em forma 
de competição entre duas ou mais partes oponentes ou contra a natureza, 
cujo objetivo é, através de uma comparação de desempenhos, designar o 
vencedor ou registrar o recorde; seu resultado é determinado pela habilidade 
e estratégia do participante, e é para este gratificante tanto intrínseca como 
extrinsecamente.
Já para Bento (2006, p. 17),
 
A imagem atual de pluralidade do esporte nos dirige à sua caracterização 
como: [...] um fenômeno sociocultural que representa, promove e disponibiliza 
formas muito distintas, mas todas especificamente socioculturais e historicamente 
datadas, de lidar com a corporalidade.
Por sua vez, Paes (2001, p. 112) descreve uma visão do esporte associada a um simbolismo relacionado 
às vivências do cotidiano:
 
O esporte é uma representação simbólica da vida, de natureza educacional, 
podendo promover no praticante modificações tanto na compreensão de 
valores como nos costumes e modo de comportamento, interferindo no 
desenvolvimento individual, aproximando pessoas que têm, neste fenômeno, 
um meio para estabelecer e manter um melhor relacionamento social.
1.1 Histórico dos esportes individuais no Brasil
A história dos esportes no Brasil nos remete aos séculos XIX e XX, período em que temos os 
primeiros relatos e produções desta história. Havia então uma preocupação de que a história fosse 
contada de forma ordenada e com um cunho verídico (PACHECO, 1893). Essas publicações se referem 
principalmente ao turfe nacional, que era uma espécie de corrida de cavalo praticada pelos ingleses e 
que também era realizada no Rio de Janeiro.
 Observação
Vale destacar que os ingleses tiveram bastante influência nos esportes 
praticados no Brasil. Nesse sentido, eles também foram responsáveis pela 
criação do esporte mais aclamado pelo povo brasileiro, o futebol.
Conforme Seyton (2013), em 1837, surgiu um projeto para o ensino de ginástica, natação, equitação 
e dança para meninas desamparadas do Rio de Janeiro, a ser administrado pelas paróquias locais.
13
ESPORTES INDIVIDUAIS
Competições, de fato, têm início em 1846. O esporte era o remo, e duas canoas fizeram uma regata 
no Rio de Janeiro. Jornais da época publicaram que havia “assombrosa massa popular” na Regata da 
Abolição, que também aconteceu no Rio de Janeiro, em maio de 1888.
No remo, uma das primeiras modalidades esportivas a serem praticadas em nosso país, também 
existia uma preocupação sobre a sistematização de observações sobre sua história:
 
Evidentemente sabido é que dificuldades de monta teríamos de encontrar 
na compilação de fatos históricos sobre a vida deste esporte, assim como na 
coleção de documentos a ele referente; porquanto, até a presente 
data é conhecida de sobejo a deficiência das publicações sobre o nosso 
movimento esportivo, hoje, felizmente, em grau de desenvolvimento notório 
(MENDONÇA, 1909).
Estes trabalhos tinham como foco principal preservar a memória e a história do esporte nacional, 
relatando eventos e marcos pertinentes ao início dessas práticas esportivas, sob o olhar de praticantes 
e público envolvido.
Talvez um dos primeiros defensores do esporte como inserção social no país tenha sido Rui Barbosa. 
É dele o parecer da Reforma do Ensino de 1882, sobre a importância da educação física e dos esportes 
na formação dos jovens.
Entre 1920 e 1930, começaram alguns movimentos voltados também à prática da ginástica. Nessa 
época, surgiram alguns escritos sobre tal segmento; no entanto, grande parte dos conteúdos trabalhados 
era fruto de livros estrangeiros, pois a nossa produção ainda não tinha um número expressivo de 
conteúdos e aprofundamentos a respeito dessa prática.
A partir de 1940, temos um marco na produção de material histórico relacionado ao esporte pelas 
mãos de Inezil Penna Marinho, um dos maiores estudiosos da história da educação física e do esporte 
no Brasil. Sua obra, além de retratar de forma fidedigna muitos fatos, também apresenta mudanças que 
apontam para uma perspectiva mais crítica e interpretativa da história (MELO, 1997).
Em 1970, podemos perceber um movimento no sentido de atribuir uma maior abrangência aos estudos 
relacionados à história do esporte e observar com uma maior frequência investigações sociológicas 
e antropológicas ligadas ao esporte, dando conotação a tais práticas com uma maior abrangência e 
importância na formação de um ser integral.
Dentro dessa ordem cronológica, é notório o aperfeiçoamento das iniciativas de pesquisa, buscando 
discutir com maior profundidade a presença e o papel da prática nos diversos quadros socioculturais. 
Ao longo do tempo, vemos uma maior sistematização e institucionalização dos estudos e uma configuração 
mais clara da história do esporte como um campo de investigação. Também é possível afirmar a incrível 
força do fenômeno esportivo no cenário contemporâneo, algo denotado no Brasil, até porque o país mais 
frequentemente faz parte do circuito internacional de grandes eventos esportivos e inclusive pôde sediar 
os maiores que existem: a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016.
14
Unidade I
Para falar sobre esportes no Brasil, não podemos deixar de explorar a história do território brasileiro. 
Influenciado pelas tradições europeias, o fenômeno esportivo teve início no Brasil na mesma época em que a 
população da Europa chegou, instalando‑se nas principais cidades do país. Com a consolidação de sociedades 
de classe alta, o esporte seguiu uma linha elitista e somente as pessoas com alto poder aquisitivo podiam 
fazer parte dos grandes clubes, os quais descobriam estrelas nesse campo de atuação. Seja como hobby, seja 
como profissão, o esporte ainda era uma atividade inacessível para grande parte da população.
Dentro do conjunto de direitos sociais previstos na Constituição Brasileira (BRASIL, 1988), são 
referenciados o esporte e o lazer. Consta, em seu artigo 217, que “É dever do Estado fomentar práticas 
desportivas formais e não formais, como direito de cada um”; no § 3º, que “O Poder Público incentivará 
o lazer, como forma de promoção social” e, no artigo 6º, que “São direitos sociais a educação, a saúde, a 
alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade 
e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”.
De acordo com o texto constitucional de 1988, deve‑se priorizar recursos públicos para o esporte 
educacional e, o caput do art. 217, estabelece como dever do Estado fomentar práticas esportivas 
formais e não formais como direito de cada um (TUBINO, 2010). Isso se apresentava em consonância 
com a Carta da Unesco de 1978, que já consolidava, logo no seu primeiro artigo, o direito de todas as 
pessoas às práticas esportivas.
Fato é que, embora as motivações não apresentassem uma fundamentação importante para o 
desenvolvimento dos alunos, todos tiveram a oportunidade de experimentar a prática esportiva dentro 
dos ambientes escolares. Isso acabou gerando um gosto pelas atividades físicas e abriu oportunidades 
para aqueles que queriam seguir essa carreira profissional. No Brasil, o esporte de rendimento era 
praticado nas escolas e fora do âmbito institucionalizado de forma indiscriminada. As pessoas tinham 
um entendimento sobre as práticas físicas ligadas a qualquer tipo de jogo/esporte como recreação.
Em 1985, foi instituída a Comissão de Reformulação do Esporte Brasileiro, quando foi sugerido que o 
conceito de esporte no Brasil fosse ampliado, deixando a perspectiva única doalto rendimento e, também, 
compreendendo as perspectivas da educação e da participação (lazer). A partir deste marco, foram 
introduzidas, na realidade esportiva nacional, as manifestações esporte‑educação, esporte‑participação 
(lazer) e esporte‑performance (desempenho).
Apesar de todos esses movimentos em prol da prática esportiva, permanecemos até 1993 sem uma 
lei específica, quando foi criada a Lei Zico (n. 8.672), que contemplou todos os conceitos e princípios 
para o esporte brasileiro, inclusive o reconhecimento das manifestações esportivas (esporte‑educação, 
esporte‑participação e esporte‑performance).
Em 1998, foi promulgada a Lei Pelé (n. 9.615) em substituição à Lei Zico; no entanto, foi mantido o 
texto anterior quanto aos conceitos e princípios. A Lei Pelé clarificou as normas gerais sobre esporte em 
nosso país, afirmando que ele tem três formatos diferenciados: desporto educacional, de participação 
e de rendimento.
15
ESPORTES INDIVIDUAIS
 Saiba mais
Acesse os links a seguir, que trazem a história dos esportes individuais:
COB. Documentos. Rio de Janeiro, [s.d.]a. 
Disponível em: https://cutt.ly/82vXAM0. Acesso em: 6 jan. 2023.
Disponível em: https://www.cob.org.br/pt/. Acesso em: 6 jan. 2023.
Disponível em: https://olympics.com/pt/. Acesso em: 6 jan. 2023.
1.2 Esporte educacional, esporte‑participação e esporte de rendimento
Para iniciarmos uma discussão sobre esporte, devemos ter em mente sua abrangência e seus 
conceitos, pois isso irá definir quais são as metodologias e os objetivos a serem alcançados.
O esporte não deve ser entendido e interpretado sobre um único olhar, pois ele pode ser utilizado 
e aplicado em vários formatos e para diferentes públicos. Por isso, faz‑se necessária sua diferenciação 
para uma aplicação metodológica adequada, para que todos possam praticá‑lo de acordo com suas 
expectativas e obter todos os seus benefícios.
De acordo com a Lei Pelé, o esporte nacional está dividido em três vertentes, com conceitos e 
objetivos diferenciados. Veja a figura a seguir:
Esporte
• Utilização construtiva 
de tempo livre
• Bem‑estar 
dos praticantes
• Alto nível
• Competição
• Regras e códigos
• Esporte olímpico
Esporte‑participação Esporte‑performanceEsporte‑educação
• Processo educativo
• Cidadão
• Caráter formativo
• Sem seletividade e 
competição acirrada
• Princípios educacionais
• Participação
• Cooperação
• Co‑educação
• Integração
• Responsabilidade
• Prática esportiva 
democrática
• Saúde
• Federações e 
confederações
Figura 1 – Características das vertentes do esporte
16
Unidade I
O esporte‑educação ou esporte educacional é praticado nos sistemas de ensino e em formas 
assistemáticas de educação, evitando‑se a seletividade e o excesso de competitividade de seus 
praticantes, com a finalidade de alcançar o desenvolvimento integral do indivíduo e a sua formação 
para o exercício da cidadania e a prática do lazer.
É o formato no qual existem algumas características relacionadas à formação do cidadão, sendo 
o esporte usado como uma ferramenta bastante útil e prazerosa para o desenvolvimento motor e de 
aspectos socioemocionais e cognitivos de crianças e adolescentes.
Ele assegura a inclusão de todos os indivíduos em práticas esportivas lúdicas, oportuniza a 
todos uma vivência democrática, pois não deve existir a seletividade, desenvolve a autonomia, pois 
oferece oportunidades de decisões na organização e na realização das atividades, respeita o nível de 
desenvolvimento motor, cognitivo, emocional, psicológico e social dos indivíduos e busca desenvolver 
a autocrítica, a autoavaliação e, consequentemente, a autoestima. Ainda, tem foco voltado para a 
emancipação dos indivíduos, sendo entendido como uma ferramenta para o exercício da cidadania.
Por sua vez, o esporte de participação é praticado de forma voluntária, compreendendo as 
modalidades desportivas realizadas com a finalidade de contribuir para a integração dos praticantes na 
plenitude da vida social, na promoção da saúde e educação e na preservação do meio ambiente.
Esse formato do esporte tem como finalidade o bem‑estar e a participação do praticante e se 
apresenta como valioso instrumento de apropriação da dimensão cultural do esporte, como uma forma 
de participação ativa e não seletiva e de espaços culturais e de convivência (TUBINO, 2002). Tem como 
propósitos a descontração, a diversão, o desenvolvimento pessoal e o relacionamento com as pessoas.
Podemos inferir que o esporte‑participação, por ser a dimensão social do esporte mais inter‑relacionada 
com os caminhos democráticos, equilibra o quadro de desigualdades de oportunidades esportivas 
encontrado na dimensão esporte de rendimento. Enquanto o esporte de rendimento só permite sucesso 
aos talentos ou àqueles que tiveram condições, o esporte‑participação favorece o prazer a todos que 
dele desejarem tomar parte (GODTSFRIEDT, 2010).
Por fim, o esporte de rendimento é caracterizado pela busca por resultados, vitórias e recordes em 
modalidades esportivas regidas por normas universalmente preestabelecidas e vinculadas a federações 
e confederações nacionais e internacionais de esporte, que exigem dos atletas alto grau de dedicação.
Esse formato do esporte pode ser organizado e praticado de forma profissional e não profissional. 
Na forma profissional, deve ficar explícito que existe uma remuneração pactuada em contrato formal de 
trabalho entre o atleta e a entidade de prática desportiva; já no modo não profissional, identificado pela 
liberdade de prática e pela inexistência de contrato de trabalho, é permitido o recebimento de incentivos 
materiais e de patrocínio (BRASIL, 1988).
17
ESPORTES INDIVIDUAIS
 Lembrete
O esporte educacional prioriza a formação ética e sem seletividade 
do cidadão; já no esporte‑participação, a prática tem como finalidade 
contribuir para a integração dos praticantes na plenitude da vida social e 
na promoção da saúde e o esporte‑rendimento foca no resultado e no alto 
rendimento, é seletivo e busca a perfeição na execução técnica e tática.
 Saiba mais
O livro a seguir aborda as participações do Brasil em Jogos Olímpicos 
e todos os atletas que se destacaram nas diferentes modalidades 
esportivas. Leia:
RUBIO, K. Atletas olímpicos brasileiros. São Paulo: Sesi‑SP Editora, 2015.
2 CARÁTER COMPETITIVO E NÃO COMPETITIVO
As modalidades esportivas são regidas por regras e normas determinadas pelas federações 
internacionais de cada esporte. Essa estrutura se encaixa em um modelo piramidal, utilizado pela 
maioria das modalidades esportivas. Trata‑se da cadeia hierárquica que rege o funcionamento de cada 
modalidade no que se refere às regras e diretrizes. As normas são definidas pelas organizações que estão 
no topo, e quem se encontra abaixo deverá aplicá‑las conforme determinado.
Federação 
internacional
Federação 
continental
Federação nacional
Federação regional
Clubes, atletas, treinadores etc.
Figura 2 – Pirâmide representativa das organizações que regem o esporte
18
Unidade I
Portanto, as regras estabelecidas pelas federações internacionais de cada modalidade devem ser 
aplicadas igualmente em todos os países que as têm como prática; no entanto, dependendo da faixa 
etária e dos objetivos dos praticantes, podemos optar por um formato competitivo ou não competitivo.
Já discutimos as três vertentes do esporte: educacional, participação e rendimento. Se pensarmos no 
aspecto competitivo e seletivo, ele se relaciona com o rendimento e a competitividade; no entanto, dentro 
de uma visão educacional e de participação, podemos ajustar esse mesmo esporte sem competitividade, 
moldando seu formato de modo a permitir que quem o pratica explore seus próprios limites sem se comparar 
a outras pessoas, em uma competição consigo mesmo. No sentido moderno, a competição coloca um sujeito 
contra o outro, o que, dependendo da faixa etária e da metodologia adotada pelo professor, poderá ser 
prejudicial ao praticante, deturpando sua autopercepção e autoestima,já que o coloca como uma prática 
essencialmente destrutiva, privilegiando o vitorioso em detrimento do derrotado (RUBIO, 2010).
Cabe ao professor elaborar seu planejamento sempre pautado em aspectos relacionados ao 
desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo‑social de seus alunos, considerando a modalidade esportiva 
a ser ensinada, e adequar seus conteúdos e metodologias, buscando um aprendizado salutar em todos 
os aspectos de formação do cidadão.
A competição é um elemento importante do esporte, que dá sentido à sua existência, e é nela que a 
manifestação do esporte se realiza em sua plenitude. Portanto, qualquer ação orientada para o ensino 
e a aprendizagem do esporte não está desvinculada da necessidade de se aprender a competir, seja nas 
aulas de educação física escolar (ensino formal) ou nas escolas de esportes e centros de treinamento 
(ensino não formal) (SCAGLIA; MONTAGNER; SOUZA, 2001; SCAGLIA; GOMES, 2005).
A competição e a concorrência são a alma e o motor do desporto e da vida (BENTO, 2006, p. 14). 
As competições devem ser dosadas e adequadas ao nível de compreensão do aprendiz e de seus 
objetivos, pois ela fará parte de sua formação e estará presente em toda sua vida; portanto, não 
podemos renegá‑la a um valor menor na formação do indivíduo.
Se pensarmos na competição dentro do âmbito escolar, ela sugere um cunho educativo ao aprendiz, e 
fica claro que devemos, enquanto mediadores dessa prática, estar conscientes de suas particularidades 
e função. Logo, seus princípios e condutas pedagógicas terão de responder os motivos (por quê), para 
quem, o quê, quando e como a competição será apresentada e ensinada (SCAGLIA; SOUZA, 2004; 
SANTANA; REIS, 2006).
Ao pensarmos o esporte educacional e o esporte‑participação, podemos ajustar os aspectos 
competitivos e não competitivos, tendo como objetivo utilizar o esporte como uma ferramenta bastante 
útil e prazerosa para o desenvolvimento motor e também dos aspectos socioemocionais e cognitivos de 
crianças e adolescentes, assegurando a inclusão de todos os indivíduos em práticas esportivas lúdicas e 
oportunizando a todos uma vivência democrática. Visando somente o desenvolvimento da autonomia, 
esse pensamento oferece oportunidades de decisões na organização e na realização das atividades, 
respeita o nível de desenvolvimento motor, cognitivo, emocional, psicológico e social dos indivíduos e 
ainda busca desenvolver a autocrítica, a autoavaliação e, consequentemente, a autoestima, associadas 
a uma Afes salutar para sua formação.
19
ESPORTES INDIVIDUAIS
2.1 Esportes individuais nas escolas e clubes
O esporte no âmbito escolar tem por finalidade democratizar e gerar cultura pelo movimento de 
expressão do indivíduo em ação como manifestação social e de exercício crítico da cidadania, evitando 
a exclusão e a competitividade exacerbada.
A escola é o espaço onde o professor se utiliza do esporte como estratégia ao trabalhar o 
esporte‑educação. Além de proporcionar aos alunos a vivência de diferentes modalidades, deve levá‑los 
a refletir de forma crítica não só sobre os problemas que envolvem o esporte na sociedade, mas também 
remeter a analogias das práticas sociais.
As Afes dentro do âmbito escolar estão normatizadas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), 
um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens 
essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da 
Educação Básica.
O esporte se caracteriza por ser orientado pela comparação de um determinado desempenho entre 
indivíduos ou grupos (adversários), regido por um conjunto de regras formais, institucionalizadas 
por organizações (associações, federações e confederações esportivas), as quais definem as normas 
de disputa e promovem o desenvolvimento das modalidades em todos os níveis de competição 
(BRASIL, 2018a).
A BNCC tem como princípio assegurar aos alunos os direitos de aprendizagem e desenvolvimento, 
em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de Educação (PNE). Esse documento normativo 
aplica‑se exclusivamente à educação escolar.
Os esportes na BNCC Educação Física do Ensino Fundamental incluem tanto suas manifestações 
mais formais quanto suas derivações. Para a BNCC, os esportes se caracterizam por comparação de 
desempenho entre indivíduos ou grupos (competição entre adversários), regras formais institucionalizadas 
por organizações que os promovem e normatizam pelo mundo. No entanto, os esportes são práticas 
sociais e, portanto, são passíveis de recriação e ressignificação por seus praticantes. Apesar de manter 
suas características básicas, as derivações dos esportes se adaptam aos interesses dos praticantes, aos 
espaços onde são praticados, ao número de praticantes no momento, aos recursos materiais disponíveis 
e outras adaptações possíveis (BRASIL, 2018a).
Tal afirmação reforça a autonomia do professor ao ajustar o conteúdo das modalidades esportivas 
ao grau de entendimento e percepção de seus alunos, adaptando‑as a formatos de prática e disputa.
20
Unidade I
Figura 3 – Representação de uma corrida ao ar livre 
com característica de uma prova de fundo do atletismo
Disponível em: https://cutt.ly/z2b6j9E. Acesso em: 5 jan. 2023.
A BNCC coloca os esportes como uma unidade temática da educação física e os classifica 
seguindo alguns critérios como cooperação, interação com o adversário, desempenho motor e 
objetivos táticos da ação. A partir desses critérios, as modalidades esportivas foram divididas em 
oito categorias, nas quais são privilegiadas as ações motoras intrínsecas que reúnem modalidades 
com exigências motoras semelhantes.
2.1.1 Divisão em categorias dos esportes na BNCC Educação Física
• Esportes de invasão: são esportes nos quais o objetivo é infiltrar o campo adversário e levar a 
bola ou outro objeto até uma meta ou área específica do campo adversário. Exemplos: futsal, 
handebol, basquete, futebol, rúgbi. Essa categoria só é contemplada nos esportes coletivos.
• Esportes de rede: são esportes nos quais a bola ou outro objeto deve ser rebatido ou lançado 
sobre a rede em direção ao campo do adversário. Exemplo: tênis de campo.
• Esportes de parede: são esportes parecidos com os de rede, porém não possuem rede e sim uma 
parede, em frente à qual os jogadores se posicionam e rebatem a bola. Exemplo: squash.
• Esportes de campo e taco: são esportes nos quais o objetivo é rebater a bola à maior distância 
possível para conquistar território. Exemplos: golfe ou beisebol.
21
ESPORTES INDIVIDUAIS
• Esportes de marca: são os esportes nos quais o resultado é aferido a partir do tempo, da distância 
ou do peso. Exemplo: atletismo (corrida, salto em distância, levantamento de peso).
• Esportes de precisão: são aqueles nos quais há um alvo específico. Exemplos: tiro com arco 
ou boliche.
• Esportes de combate: são os esportes de luta, de enfrentamento corporal, tanto de luta agarrada 
(exemplos: jiu‑jitsu, judô) quanto de luta que envolve contato corporal e troca de golpes (exemplos: 
boxe, karatê, taekwondo).
• Esportes técnico-combinativos: são esportes nos quais a realização de gestos técnicos é o 
principal instrumento para definir o vencedor. Exemplos: ginástica artística, patinação artística, 
nado sincronizado, ginástica rítmica.
Nos clubes, a metodologia do aprendizado está muito relacionada à faixa etária do aprendiz. 
A  criança passa por diferentes estágios de aprendizado na modalidade, e na primeira etapa 
prioriza‑se a iniciação esportiva universal (IEU), que compõe um conjunto de atividades voltadas 
para crianças e que oferece modalidades esportivas de forma lúdica e atrativa. Esse formato objetiva 
trabalhar e desenvolver habilidades locomotoras, estabilizadoras, manipuladoras e, através delas, 
os fenômenos sensoriais, perceptivos, motivacionais, sociais e emocionais.
Essas práticas auxiliam na aquisição e no aprimoramento das habilidades motoras fundamentais 
que se relacionam com as técnicas de diversasmodalidades esportivas e capacidades coordenativas 
(equilíbrio, diferenciação etc.), físicas, técnicas e cognitivas. Tais atividades são necessárias para 
aumentar o acervo motor do aprendiz e prepará‑lo para o aprendizado relacionado à fase seguinte das 
habilidades motoras especializadas das modalidades esportivas. Após o aprendiz vivenciar as diferentes 
formas de movimento, ele estará apto a escolher uma determinada modalidade esportiva para sua 
prática permanente com um cunho participativo e até mesmo de rendimento.
Podemos visualizar na figura a seguir o formato sugerido para diferentes faixas etárias, a duração de 
cada fase e a frequência semanal:
22
Unidade I
Fase 
pré‑escolar
I: 2‑3 anos
D: 4‑5 anos
F: 2‑3 vezes
Fase 
universal
I: 6‑12 anos
D: 6 anos
F: 2‑3 vezes
Fase 
orientação
I: 12‑14 anos
D: 2‑4 anos
F: 2‑3 vezes
Fase 
direção
I: 14‑16 anos
D: 2‑4 anos
F: 2‑3 vezes
Fase 
recreação/saúde
I: 16‑18 anos
D: 2 anos
F: 2‑3 vezes
Fase 
readaptação
I: 18 anos
D: 2 anos
F: 2‑3 vezes
Idade
Nível de 
rendimento
Fase 
aproximação/ 
integração
I: 18‑21 anos
D: 4‑5 anos
F: 3‑6 vezes
Fase 
alto nível
I: 21 anos
D: 4 anos
F: 6‑8 vezes
Fase 
especialização
I: 16‑18 anos
D: 4‑5 anos
F: 3‑4 vezes
Figura 4 – Modelo de iniciação esportiva universal e fases de treinamento: fases 
do desenvolvimento esportivo, duração, relação com a idade e frequência de semanas
Fonte: Greco e Benda (1998a, p. 24).
Diferente do esporte desenvolvido no âmbito escolar, em clubes a criança já é direcionada a partir 
dos 12 anos de idade a uma fase de orientação e opta pela modalidade esportiva com a qual mais se 
identifica a partir de vários aspectos: motores, cognitivos e socioemocionais. Ao compararmos o esporte 
no âmbito escolar ao praticado no clube, a escola dará os passos iniciais na modalidade esportiva, 
enquanto no clube a criança poderá ir passando de fase a fase até a especialização, quando poderá 
escolher continuar atuando em um formato de participação ou até mesmo passar para o esporte de 
rendimento, de acordo com seus anseios e habilidades.
Em relação a essas práticas, ao pensarmos nos esportes individuais, vem a pergunta: por qual 
modalidade começar?
23
ESPORTES INDIVIDUAIS
Como falado anteriormente, devemos lembrar que a criança já vem com um repertório motor de 
suas vivências anteriores, e precisamos partir exatamente desse ponto com um esporte que reúna essas 
características. O mais completo e adequado a esse contexto é o atletismo, que possui um leque de 
possibilidades de movimentos que vão ao encontro desse acervo motor, com atividades de locomoção, 
equilíbrio e manipulação muito simples, como corridas, saltos, arremessos e lançamentos.
É certo que na fase de iniciação esportiva não devemos nos preocupar com execuções perfeitas; 
a ideia inicial tem como princípio o lúdico, o método global e o método do jogo, o que resultará em 
práticas prazerosas e adequadas ao iniciante e trará motivação e prazer na prática esportiva. Além disso, 
é sabido que do atletismo se derivaram inúmeras Afes; portanto, se o professor se utilizar inicialmente 
dessa modalidade, ele terá contemplado vários objetivos estabelecidos para essa fase e toda a preparação 
para a fase seguinte, quando o aprendiz terá um acervo motor bastante rico e variado para experiências 
mais especializadas e complexas.
Gradativamente, devemos ir propiciando outras práticas, como os esportes de combate. É necessário 
desmistificar que essa prática propicia uma maior agressividade à criança, pois, quando o conteúdo é 
bem abordado pelo professor, são mostradas as regras, os conceitos de dever e de direito e o respeito ao 
adversário. Isso auxilia na formação do cidadão, que respeita normas nas relações interpessoais e sociais.
Devemos tentar abordar todos os formatos de práticas esportivas individuais: os esportes de precisão, 
rede, campo e taco, invasão e técnico‑combinatórios, lembrando que devemos partir dos esportes mais 
simples e chegar até os mais complexos.
Figura 5 – Tipo de atividade física esportiva (Afes): tênis de campo
Disponível em: https://cutt.ly/b2ndQqc. Acesso em: 6 jan. 2023.
24
Unidade I
2.2 Órgãos oficiais de representação dos esportes individuais
As Federações Esportivas Internacionais (IFs) são organizações não governamentais internacionais 
reconhecidas pelo Comitê Olímpico Internacional como responsáveis por administrar os esportes que 
representam.
De acordo com a Carta Olímpica, existe apenas uma federação internacional para cada esporte 
olímpico. Ela é a representação maior do esporte mundial, sendo responsável por gerir, administrar e 
monitorar todos os aspectos relacionados à modalidade, o que inclui os Jogos Olímpicos. Supervisionam 
o trabalho das confederações nacionais do esporte, que por sua vez devem participar de encontros 
anuais do Conselho Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI), onde devem opinar sobre a 
capacidade das cidades candidatas a receber os Jogos e participar de atividades das comissões.
Além das Federações de cada modalidades esportiva também existem outras quatro associações 
que reúnem as federações: a Associação das Federações Olímpicas Internacionais de Verão (ASOIF), a 
Associação das Federações Esportivas Internacionais de Inverno (AIOWF), a Associação das Federações 
Esportivas Internacionais Reconhecidas pelo COI (ARISF) e a Associação Geral das Federações Esportivas 
Internacionais (GAISF), que também inclui outras federações esportivas. Elas se reúnem com o objetivo 
de discutir problemas em comum das federações e definir datas desses eventos.
No âmbito nacional, duas organizações foram responsáveis especificamente pelo desenvolvimento 
do esporte de alto nível: o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e o Ministério da Cidadania (MC), que 
agrega a Secretaria Especial do Esporte (ME), no período de 2019 a 2022.
A Secretaria Especial do Esporte tem a função de assessorar o Ministério da Cidadania na supervisão e 
coordenação da política de desenvolvimento da prática esportiva. Nessa missão, desenvolve e implementa 
ações de inclusão social por meio do esporte, com a perspectiva de garantir à população o acesso 
gratuito a atividades físicas, qualidade de vida e desenvolvimento humano. Em outra frente, é dever da 
secretaria garantir o desenvolvimento de políticas e incentivos para o esporte de alto rendimento. 
A partir de 2023, as organizações responsáveis especificamente pelo desenvolvimento do esporte 
de alto nível são: o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e o Ministério do Esporte (ME).
A Secretaria Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social (Snelis) tem como competência 
a formulação e a implementação de programas esportivos‑educacionais, de lazer e de inclusão social, 
em parceria com estados, municípios e o Distrito Federal. Suas ações são voltadas para crianças, 
adolescentes, jovens, adultos e idosos, além de pessoas com deficiência, sempre com foco no exercício 
de uma cidadania ativa, com ênfase na população de regiões com alta vulnerabilidade social. A pasta 
também atua no incentivo a eventos e competições escolares e de participação.
A Secretaria Nacional de Alto Rendimento (Snear) executa ações para fortalecer o esporte 
competitivo e dar suporte aos atletas nacionais. Para isso, tem integração com diversas entidades 
esportivas, como o Comitê Olímpico do Brasil (COB), o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o Comitê 
25
ESPORTES INDIVIDUAIS
Brasileiro de Clubes (CBC) e entidades que representam o desporto escolar e universitário. O Bolsa Atleta, 
um dos maiores programas de patrocínio estatal do planeta, é uma das prioridades da Snear.
A Secretaria Nacional de Incentivo e Fomento ao Esporte (Senife) acompanha e monitora os resultados 
obtidos nos projetos esportivos e paradesportivos financiados mediante incentivos fiscais. Também 
atua na elaboração de estudos e pesquisas sobre fomento e incentivo ao esporte e busca melhorias 
permanentes na atualização do sistema de gestão e informaçãono âmbito da Lei de Incentivo ao Esporte.
O Conselho Nacional do Esporte (CNE) é um órgão colegiado de deliberação, normatização e 
assessoramento, diretamente vinculado ao ministro de Estado do Esporte, e parte integrante do Sistema 
Brasileiro de Desporto, tendo por objetivo buscar o desenvolvimento de programas que promovam a 
massificação planejada da atividade física para toda a população, bem como a melhoria do padrão de 
organização, gestão e qualidade.
Todas essas secretarias, juntamente com o Conselho Nacional de Esporte, formam o Sistema Nacional 
de Esporte, que elabora as políticas para o esporte de alto rendimento.
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) é a entidade representativa máxima do esporte no Brasil. 
Foi fundado em 8 de junho de 1914, e somente em 1935 começou a atuar. Sua sede atual é na Barra da 
Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro. Tem por objetivo representar o olimpismo e difundir o ideal olímpico 
no território nacional, além de desenvolver os esportes olímpicos no país. Para isso, conforme estipulado 
pela Lei n. 10.264, sancionada em julho de 2001 (Lei Agnelo‑Piva), recebe repasse de 85% de 2% da 
arrecadação bruta de todas as loterias federais do país (BRASIL, 2001). Parte desse dinheiro arrecadado 
é repassado às confederações nacionais de cada esporte.
As confederações nacionais dos esportes representam a modalidade esportiva no âmbito nacional. 
Elas são subordinadas às federações internacionais na disseminação e organização da modalidade.
Uma confederação é constituída pela união de três ou mais federações e representa a modalidade 
esportiva nacional e internacionalmente. Cabem às confederações instituídas na forma da lei o exercício 
do poder desportivo no território nacional, a representação das suas atividades no exterior e o intercâmbio 
com as entidades internacionais. Elas também são responsáveis pela organização de competições de 
ordem nacional, tais como Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Liga Nacional, entre outras.
As federações estaduais, filiadas às confederações, são os órgãos de direção dos desportos em cada 
uma das unidades territoriais do país (Distrito Federal, estados e territórios). Poderão as federações ser 
especializadas ou ecléticas, segundo tratem de um só ou de dois ou mais desportos.
As confederações dão filiação, no Distrito Federal e em cada estado ou território, a uma única 
federação para cada desporto. Elas são responsáveis por difundir a modalidade e organizar competições 
estaduais, devendo ser constituídas por três ou mais entidades de prática desportiva.
Outro segmento na representatividade dos esportes individuais são os clubes sociais e esportivos, que 
possibilitam a seus membros a oportunidade de participar de atividades sociais e praticarem esportes, 
26
Unidade I
como futebol, futebol de salão, voleibol, basquete, natação, equitação, golfe, tiro etc. Eles têm como 
principal adesão o associativismo, sendo organizados como entidades sem fins lucrativos e pertencentes 
ao terceiro setor.
As estruturas esportivas dos clubes são muito importantes, pois eles são os principais 
fomentadores do esporte olímpico nacional e fazem parte de uma hierarquia complexa. Sua atuação é 
essencial desde a iniciação esportiva até a formação e o treinamento de atletas olímpicos.
 Lembrete
O esporte é uma prática regida por regras determinadas pelas federações 
internacionais de cada modalidade, que são as mesmas utilizadas nos 
diferentes países que as praticam; portanto, essas regras não podem ser 
modificadas.
 Saiba mais
Neste tópico, falamos dos esportes individuais e dos diferentes órgãos 
responsáveis pela atualização de regras, regulamentos competitivos, 
organização de competições e suas competências. Para aprofundamento 
desse tema, acesse os links a seguir, de páginas de entidades regulatórias 
de diferentes modalidades:
Disponível em: https://www.cbat.org.br/. Acesso em: 6 jan. 2023.
Disponível em: https://www.cbtm.org.br/. Acesso em: 6 jan. 2023.
3 ESPORTES INDIVIDUAIS
Os esportes individuais são diretamente focados no indivíduo e em sua expectativa de rendimento 
ou prática em uma modalidade específica, e sua prática não está diretamente relacionada ao aspecto 
de grupo. Na maior parte dessas modalidades existe uma ação de oposição direta a um adversário. 
Podemos dar alguns exemplos: tênis de campo, atletismo, natação, entre outros.
Nos esportes individuais, seu praticante tem consciência de que a melhora de seu desempenho está 
diretamente relacionada ao aprendizado de habilidades motoras especializadas e à sua tática individual 
para a aplicação dessas habilidades no contexto da modalidade. Prioritariamente, deverá haver um 
técnico para aplicar o treinamento adequado, visando ao resultado estabelecido, e tal melhora também 
se refere às suas condições físicas e psicológicas.
Em geral, a participação em esportes individuais favorece o desenvolvimento da coordenação motora 
e da concentração e incrementa a força de explosão, o raciocínio rápido, o desenvolvimento do senso 
criativo e, desta forma, a autoconfiança.
27
ESPORTES INDIVIDUAIS
O praticante de esporte individual sabe que a melhora de sua performance, bem como os resultados 
obtidos, dependem exclusivamente dele. Tais desafios são típicos das modalidades individuais, e para 
tanto, além dos aspectos motores, ele terá que ter um grande controle emocional, uma autoestima 
elevada, automotivação e uma percepção bastante aguçada, pois em todos os momentos competitivos 
essas qualidades estarão à prova, considerando ainda que no momento crucial das disputas a interferência 
dos treinadores será mínima, o que aumenta a pressão e a responsabilidade do indivíduo, pois caberá ao 
praticante a tomada de decisão mais assertiva.
Além disso, os esportes individuais são centrados em provas, podem ter um caráter mais previsível das 
ações motoras dependendo da modalidade, proporcionam pouca interação entre sujeitos, apresentam 
uma diversidade de perspectivas e contextos e possuem particularidades e especificidades técnicas 
(TANI; BENTO; PETERSEN, 2006).
O foco das modalidades individuais é o rendimento individual. Elas são centradas nas técnicas 
individuais, possuem especificidades estruturais e funcionais e exigem habilidades motoras específicas 
(técnicas) e movimentos técnicos com alto grau de dificuldade, dependendo da modalidade. Muitas vezes 
a sua prática envolve a utilização de implementos específicos e exige capacidades motoras específicas e 
alto grau de aperfeiçoamento técnico (GRECO; BENDA, 1998a).
3.1 Esportes individuais aquáticos
A história dos esportes aquáticos tem os seus primeiros registros na Antiguidade, por volta do ano 
3000 a.C. Por uma questão básica de sobrevivência, o homem precisava deslocar‑se da melhor maneira 
possível na água para poder buscar alimentos ou mesmo fugir de animais que lhe ameaçassem.
Na Grécia Antiga, a natação passou a ser vista como atividade física e uma forma de desenvolver o 
corpo de maneira harmoniosa. Durante a Idade Média, acreditou‑se que a prática dos esportes aquáticos 
pudesse estar associada à disseminação de algumas doenças, mas sua prática voltou com muita força 
no período do Renascimento, quando a Europa ganhou muitas piscinas públicas, especialmente durante 
o reinado de Luís XIV na França.
Os esportes aquáticos têm conquistado espaço, compondo um dos gêneros mais antigos, tendo em 
vista que as atividades no meio líquido estavam associadas tanto ao descanso quanto à caça, já que 
muitas vezes sua sobrevivência se dava através delas, embora não seja uma prática tão comum para o 
homem quanto percorrer distâncias curtas ou longas em diferentes velocidades. A sustentação na água 
pode ter sido aprendida pelo homem por instinto e pela observação de outras espécies, o que auxiliou 
seu processo evolutivo.
A história dos esportes aquáticos no Brasil é muito rica. Nosso extenso litoral ajudou a disseminar 
todas as modalidades, hoje muito presentes em todos os cantos do país, emnossas praias e piscinas.
Esporte individual aquático designa os esportes praticados em meio líquido, portanto os locais nos 
quais são praticadas essas modalidades podem variar desde piscinas até águas abertas, onde se fazem 
travessias (represas, lagos, mares etc.).
28
Unidade I
São reconhecidos como esportes aquáticos aqueles cuja regulamentação é definida pela Federação 
Internacional de Natação (Fina), no cenário internacional, e pela Confederação Brasileira de Desportos 
Aquáticos (CBDA), no Brasil. São eles: natação (em piscina) e maratonas aquáticas (em águas abertas), 
nado sincronizado, polo aquático e saltos ornamentais. Nessas modalidades, estar com o corpo imerso 
na água é uma condição para atuar.
Já os esportes náuticos (canoagem, remo, vela) são diferentes dos esportes aquáticos porque, apesar 
de também serem praticados em meio aquático, de fato é a embarcação que está na água, e a pessoa 
deve permanecer dentro da embarcação, não na água.
Basicamente, é considerado um esporte náutico aquele que tem como campo de prática as águas de 
mares, rios, lagoas e lagos. Sendo assim, incluímos nessa categoria esportes como o remo; a vela; o surf; a 
prancha a vela e sua variante mais recente, o kitesurf; o esqui aquático e o wakeboard; o caiaque e a canoagem.
A natação, os saltos ornamentais, o nado sincronizado e a maratona aquática têm provas 
individuais; dentre essas práticas, a mais popular de todas é a natação, com diferentes estilos de prática 
e diversas provas.
3.1.1 Natação
A prática da natação possui um formato mais eclético, pois ela é um esporte muito importante 
para todas as idades, sendo um dos únicos que é praticado desde o nascimento até o envelhecimento. 
Sua prática é procurada por diferentes motivos, desde terapia até diversão e/ou competição.
Para a prática de natação, as piscinas devem ter diferentes tamanhos. Ela é considerada curta quando 
possuir 25 m ou 50 m, medida utilizada na modalidade olímpica.
Figura 6 – Nado crawl ventral ou livre
Disponível em: https://cutt.ly/22nbGqX. Acesso em: 6 jan. 2023.
29
ESPORTES INDIVIDUAIS
O estilo crawl ou livre é considerado o mais conhecido, simples, rápido e praticado. Nele, o 
indivíduo se posiciona com o corpo voltado de frente para o fundo da piscina (em decúbito frontal). 
Os membros inferiores (pernas) devem estar semiflexionados (extensão) e os pés estendidos se 
movendo com golpes curtos, como se dessem pontapés, trocando esquerda e direita ligeiramente. 
A  movimentação dos braços é intercalada, de modo que um inicie a puxada da água logo, 
antecipando o movimento.
As competições neste estilo têm as seguintes provas: 50, 100, 200, 400, 800 (exclusiva para mulheres) 
ou 1.500 m (unicamente masculina). São considerados ainda como modalidades de competição o 
revezamento, que pode ser de 4 × 100 m e de 4 × 200 m, e, por fim, a maratona aquática.
Figura 7 – Nado crawl dorsal ou costas
Disponível em: https://cutt.ly/92nQsZ6. Acesso em: 6 jan. 2023.
No estilo costas ou crawl dorsal, os praticantes devem alinhar‑se na água, com o corpo de frente 
para o bloco de saída e as duas mãos agarradas nos suportes (agarre). Os pés, incluindo os dedos, devem 
ficar sob a superfície da água.
Ao comando de uma partida e após a virada, o nadador deve dar impulso e nadar na posição 
de costas durante toda a trajetória, com exceção do momento da volta. Quando o corpo mudar de 
posição e como consequência sair da posição costas, não deve ter mais braçada ou pernada que seja 
independente da ação contínua de volta.
O nadador tem que retornar à posição de costas após deixar a parede. Quando a volta for executada, 
é necessário que exista o toque na parede com alguma parte do corpo do nadador. Ao fim da prova, 
o praticante tem de tocar a parede de costas, do contrário será desclassificado. Existem provas de 
100 m e de 200 m.
30
Unidade I
Figura 8 – Nado peito
Disponível em: https://cutt.ly/d2nQBrH. Acesso em: 6 jan. 2023.
No estilo peito, conhecido por seus movimentos em “tesourada”, todos os movimentos dos braços 
devem acontecer simultaneamente e no mesmo plano horizontal, ou seja, não existem movimentos 
alternados durante esse estilo. Dessa forma, apesar de não haver grandes dificuldades para sua 
aprendizagem de uma forma geral, exige muito em termos de coordenação para o praticante. 
As competições podem ser de 100 m e de 200 m.
Figura 9 – Nado borboleta
Disponível em: https://cutt.ly/42nWaD1. Acesso em: 6 jan. 2023.
O nado borboleta é julgado por muitos como um estilo com grau de dificuldade elevado para ser 
executado de maneira correta; por isso, na sequência de aprendizagem dos estilos de natação, é um 
dos últimos a ser ensinado. Tal fato se dá por ser o que exige mais resistência do praticante, sendo 
considerado o mais pesado.
31
ESPORTES INDIVIDUAIS
Este nado exige força para empurrar a água e, ao mesmo tempo, flexibilidade para enfrentar a 
resistência dela. O posicionamento do corpo é com a barriga voltada ao fundo da piscina.
Por fim, o estilo medley. Nas provas de medley individualizadas, o nadador terá que realizar os quatro 
nados seguindo a ordem: borboleta, costas, peito e livre. A competição poderá ser de 200 m, quando o 
competidor deverá nadar 50 m cada estilo; de 400 m, quando terá que nadar 100 m cada estilo, e por 
último o revezamento, de 4 × 100 m.
Vale destacar que já existem provas de 50 m a 1.500 m entre os quatro estilos nas provas individuais, 
além do revezamento com equipes de quatro competidores.
3.1.2 Saltos ornamentais
O salto ornamental é um esporte individual que tem como característica o salto de uma plataforma 
elevada que chega a até 10 m, conhecida como trampolim, podendo ser fixo ou não. Para a sua execução, 
terá de ser realizado um salto em direção à piscina, com uma série de movimentos estéticos e acrobáticos. 
É semelhante à ginástica olímpica.
Para a execução do salto ornamental, o ideal é que haja um ensaio dos movimentos e que haja 
concentração, equilíbrio, elasticidade e coordenação. Para o saltador, é exigido muito do tendão de 
Aquiles e dos joelhos. Por esse motivo, deve haver um trabalho especial para fortalecer as articulações 
dos joelhos e do quadril.
O processo avaliativo acontece por notas de 0 a 10. Juízes fazem essa avaliação considerando como 
requisitos a dificuldade nas manobras e o posicionamento do atleta ao cair na água. Cada atleta salta 
três vezes, sendo descartados o melhor e o pior salto. Sua nota é a média das notas dos sete árbitros.
3.1.3 Nado sincronizado
O nado sincronizado é uma modalidade aquática que reúne elementos da natação, dança e ginástica. 
Tem como característica principal a execução, dentro de uma piscina, de uma série de movimentos ao 
ritmo da música. Possui três formatos básicos de disputa: individual, casal e por equipe.
Esta modalidade envolve o uso de várias habilidades por parte do atleta, como força física, arte, 
precisão, flexibilidade, controle de respiração (apneia) dentro da água e graciosidade.
A competição ocorre em duas partes: exercícios técnicos e exercícios livres. Os árbitros avaliam o 
desempenho dos atletas com notas de, no máximo, 10 pontos. São considerados pelos árbitros qualidade 
técnica, graça, delicadeza, sincronia dos movimentos com a música e criação artística dos movimentos. 
Os nadadores perdem pontos nas seguintes situações: quando tocam o fundo da piscina, descansam na 
borda e se apresentam com olhar sem sorriso ou graça (expressão facial).
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Unidade I
3.1.4 Maratona aquática
A maratona aquática é uma modalidade disputada no mar, que possui algumas regras bastante 
específicas. A largada é dada de uma plataforma flutuante, de uma superfície fixa ou de terra firme (em 
que os atletas correm antes de começarem a nadar).
Figura 10 – Maratona aquática
Disponível: https://cutt.ly/O2nY0Je. Acesso em: 6 jan. 2023.
O percurso é delimitado por boias e pode ser realizado em linha reta, com os atletas indo e vindo 
como numa piscina, ou em formatos diversos.Normalmente os atletas nadam o estilo crawl, fazendo a respiração de forma frontal, olhando para a 
frente e levantando a cabeça, para facilitar a sua orientação, diferentemente das provas de natação em 
piscinas, em que existe uma predominância da respiração lateral.
Os últimos metros da prova são demarcados por raias, que formam um funil até a linha de chegada. 
Os atletas precisam levantar as mãos para bater na estrutura montada acima da água.
Nos Jogos Olímpicos, as provas têm 10 km de distância e são disputadas em águas abertas. 
A profundidade mínima do percurso tem que ser de 1,40 m e a temperatura da água deve estar entre 
16 °C e 31 °C, devendo ser medida antes e durante a prova.
Durante o percurso, o nadador pode encostar o pé no fundo, mas não pode caminhar ou saltar 
utilizando o fundo como apoio.
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ESPORTES INDIVIDUAIS
3.2 Esportes individuais terrestres
Os esportes individuais terrestres são aqueles praticados por apenas uma pessoa, ou seja, um 
atleta compete com o adversário individualmente. Alguns deles podem ser disputados contra apenas 
um competidor ou contra vários, que também estão competindo de forma individual, e essa disputa 
obrigatoriamente acontece em solo.
Há vários exemplos dessas modalidades: atletismo, lutas, ginástica, entre outros.
Figura 11 – Atletismo: prova de 3.000 m com obstáculos
Disponível em: https://cutt.ly/92nUnb2. Acesso em: 6 jan. 2023.
Cada modalidade terrestre possui características próprias. Algumas delas apresentam regras bem 
específicas, já outras são regidas e arbitradas através de códigos de pontuação.
Dentro desse rol de modalidades terrestres, veremos que elas são classificadas de acordo com 
as características de cada prova em: esportes individuais de invasão, esportes individuais de rede e 
parede, esportes individuais de campo e taco, esportes individuais de precisão, esportes individuais 
de marca, esportes individuais de combate e esportes individuais técnico‑combinatórios, sendo 
que em uma mesma modalidade esportiva – por exemplo, no atletismo – podemos ter provas com 
diferentes classificações, critérios de disputa e regulamentos específicos.
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Unidade I
Figura 12 – Bike freestyle
Disponível em: https://cutt.ly/a2nUS5h. Acesso em: 6 jan. 2023.
3.3 Esportes individuais aéreos
Esses esportes estão relacionados às atividades esportivas, de lazer e de entretenimento que 
acontecem no espaço aéreo do Brasil e do mundo. Os voos podem acontecer em vários tipos de 
aeronaves, dispositivos, paraquedas, drones e aeromodelos sobre a terra e sobre a água.
Nos esportes individuais aéreos, diferentemente do que acontece nos terrestres, seu praticante 
explora o ambiente aéreo se utilizando de algum aparelho específico. Entre essas práticas, temos: 
balonismo, paraquedismo, voo livre, voo em ultraleves motorizados, aeromodelismo, drones, planadores e 
acrobacia aérea. Algumas dessas modalidades também são consideradas esportes radicais pelo alto grau 
de dificuldade e perigo envolvidos. Por serem esportes que envolvem o espaço aéreo, seus praticantes 
devem seguir todas as normas estabelecidas, o que inclui vestimentas e materiais adequados, pois tudo 
isso está diretamente ligado à sua sobrevivência.
Essas atividades foram divididas em três universos operacionais: o das atividades regidas pelo 
RBAC  n.  103, um regulamento exclusivo para atividades desportivas, caracterizado pelo baixo nível 
de integração ao sistema de aviação civil, as quais estão submetidas a uma restrição operacional 
básica, garantindo a segurança de terceiros e do sistema de aviação civil; o das atividades regidas 
operacionalmente pelos RBAC n. 61 e 91, as quais estão sujeitas às exigências da aviação geral (certificado 
de piloto, certificado de aeronavegabilidade etc.) por possuírem maior interação com o sistema de 
aviação civil; e as atividades regidas pelos regulamentos do RBAC‑E n. 94, referentes a aeromodelismo 
e drones (BRASIL, 2018b).
No Brasil, o esporte aéreo é compartilhado por diferentes órgãos reguladores e entidades associativas. 
Existem o piloto pela RBAC 61, o piloto pela RBAC 103, o paraquedista e o aeromodelista. Mas aí vem a 
pergunta: o que contempla cada um e como eles são geridos?
35
ESPORTES INDIVIDUAIS
 Observação
Os pilotos pela RBAC 103 são os praticantes que optaram por voar 
segundo o Regulamento Brasileiro de Aviação Civil de número 103 da 
ANAC e sob as Instruções do Comando da Aeronáutica de números 100‑3, 
100‑12 e 100‑38 (BRASIL, 2018b).
3.3.1 Balonismo
O balonismo é um esporte aéreo praticado com um balão de ar quente, que proporciona ao praticante 
a sensação de ficar mais próximo do céu, flutuando em meio às nuvens.
O esporte possui adeptos em todo o mundo, inclusive no Brasil. No interior do estado de 
São Paulo, na cidade de Boituva, há um grande centro para a prática de balonismo e de outros 
esportes aéreos.
Figura 13 – Balonismo
Disponível em: https://cutt.ly/a2mGOAZ. Acesso em: 6 jan. 2023.
Atualmente, existem campeonatos desse esporte por todo o mundo. Algumas das provas de 
balonismo são: Fly In, Fly On, Caça à Raposa e Key Grab.
O balonismo pode ser praticado por qualquer pessoa. No entanto, a prática desse e de todos os 
esportes aéreos acaba sendo elitizada, devido ao fato de os equipamentos utilizados serem caros, bem 
como as horas de voo.
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Unidade I
3.3.2 Paraquedismo
O paraquedismo, dentre os esportes individuais aéreos, é um dos mais procurados. Nele, o 
praticante salta do avião munido de um paraquedas, passando por alguns segundos em queda livre a 
uma velocidade entre 200 e 350 km/h, e em determinado momento abre um paraquedas que diminui 
a velocidade, possibilitando o pouso ou aterrissagem.
Figura 14 – Paraquedismo
Disponível em: https://cutt.ly/02mHlwo. Acesso em: 6 jan. 2023.
A prática é autorizada a pessoa maior de 18 anos, que passe por exame médico e que faça um curso 
teórico e prático em escola certificada pela Confederação Brasileira de Paraquedismo.
Os equipamentos necessários para a prática do paraquedismo são: paraquedas, altímetro (que indica 
a altura em que a pessoa está em relação ao solo), capacete, macacão e óculos. O paraquedas conta com 
velames dirigíveis, que tornam o pouso seguro e possibilitam a navegação até o local exato do pouso. 
A questão do impacto também foi solucionada, pois ele tem freio aerodinâmico.
3.4 Esportes individuais de menor expressão
Os esportes individuais, em geral, são menos cativantes ao público. A principal consequência desse 
fato é que as instituições responsáveis pela organização acabam por não os priorizar, visando aquilo que 
lhes trará melhor retorno, tanto no aspecto financeiro quanto no de abrangência do público.
O esporte, por ser um fenômeno cultural e social, reflete a realidade de um país; portanto, essas 
manifestações estão diretamente ligadas a práticas cotidianas.
37
ESPORTES INDIVIDUAIS
O Brasil possui uma prática muito mais expressiva dos jogos coletivos, tais como o futebol de campo 
e voleibol, e por esse motivo a mídia também acaba por priorizar a disseminação dessas modalidades 
pelo retorno que elas proporcionam.
Podemos entender como esportes individuais de menor expressão aqueles cuja prática está 
condicionada aos aspectos culturais relacionados aos países que as praticam, às condições climáticas 
e aos espaços físicos utilizados para a sua prática. Podemos citar algumas modalidades, tais como: 
patinação artística, esqui, squash, golfe, entre outros.
Figura 15 – Patinação artística no gelo
Disponível em: https://cutt.ly/42m187Y. Acesso em: 6 jan. 2023.
No que se refere às condições climáticas, um exemplo clássico é demonstrado nos Jogos Olímpicos 
de Inverno: os países participantes, em sua maioria, são aqueles que possuem neve. Essa característica 
determina uma prática mais intensa dessas modalidades por todas as faixas etárias.
 Lembrete
Os esportes podem ser divididos em quatro grandes grupos: esportes 
individuais aquáticos, esportes individuais terrestres, esportesindividuais 
aéreos (categorizados pelo meio onde são praticados) e esportes individuais de 
menor expressão.
38
Unidade I
 Saiba mais
Neste tópico, falamos dos esportes individuais aéreos, uma das 
práticas esportivas: para saber mais sobre esses esportes, sua legislação 
e modalidades, sugerimos alguns links com informações para um maior 
aprofundamento sobre o tema:
Disponível em: https://www.decea.mil.br/. Acesso em: 6 jan. 2023.
BRASIL. Ministério da Infraestrutura. Agência Nacional de Aviação 
Civil (Anac). Brasília, [s.d.]a. Disponível em: https://cutt.ly/a2m00RB. Acesso 
em: 6 jan. 2023.
AERODESPORTO BRASIL. Esportes aéreos. [s.d.]. Disponível em: 
https://cutt.ly/r2m0HHZ. Acesso em: 6 jan. 2023.
4 DIVISÃO DOS ESPORTES INDIVIDUAIS
O esporte é uma prática integrante da cultura corporal de movimento. Como já dissemos, suas 
modalidades são caracterizadas por competição, regras universais e federações e confederações que 
organizam a prática esportiva nos níveis regional, estadual, federal e mundial.
Existem inúmeras modalidades esportivas, e elas podem ser classificadas de maneiras diferentes, 
dependendo da sua finalidade e intenção e de acordo com a lógica interna que está relacionada à 
organização estrutural do jogo em si, a prática que envolve os gestos motores, a relação com o adversário, 
entre outras.
A divisão entre esportes coletivos e individuais considera as relações de colaboração. Nos esportes 
coletivos, é necessária a colaboração de todos os companheiros de equipe para que seja possível certo 
nível de desempenho dentro da competição, como ocorre no futsal, no vôlei, no beisebol, entre outros. 
Já nos esportes individuais, o atleta compete sozinho e seu desempenho só depende de si.
No esporte sempre haverá disputas entre adversários. As relações de oposição configuram a maneira 
como será essa disputa e são divididas em duas categorias: a primeira é a relação com interação entre 
adversários, definida dessa maneira porque as ações de um adversário interferem diretamente nas ações 
do outro, havendo ou não contato físico; a segunda é a relação sem interação entre adversários, na qual 
não há interferência da ação de um adversário sobre a ação de outro.
Os esportes individuais possuem uma gama de modalidades bastante diversificadas, com características 
distintas em relação ao sistema de disputa, espaço físico envolvido, objetivos e regras; portanto, fez‑se 
necessária uma classificação para melhor entendimento e explicação de tais manifestações.
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ESPORTES INDIVIDUAIS
Essa classificação tem sete divisões: esportes individuais de rede, esportes individuais de parede, 
esportes individuais de campo e taco, esportes individuais de precisão, esportes individuais de 
marca, esportes individuais de combate e esportes individuais técnico‑combinatórios.
4.1 Esportes individuais de rede
Esportes com rede divisória são modalidades nas quais o objetivo principal é lançar, bater ou 
arremessar a bola ou objeto de mesma função para a quadra adversária sobre uma rede.
Essa maneira de atravessar a bola ou o objeto deve dificultar a interceptação da defesa do adversário e 
fazer com que a bola ou o objeto toque o chão para que o ponto seja computado (GONZÁLEZ; BRACHT, 2012).
Alguns exemplos desta classificação: badminton, tênis de campo, tênis de mesa, peteca e raquetebol.
4.1.1 Equipamentos, instalações e regras básicas
A principal característica que envolve essas modalidades é que não existe contato corporal entre os 
adversários, visto que eles estão separados por uma rede que divide os espaços de cada jogador.
A prática dessas modalidades é muito similar, pois o principal objetivo é golpear a bolinha ou peteca 
em direção à quadra ou mesa adversária de forma que ela toque o chão ou a mesa e o adversário não 
consiga devolver (defender).
Todas elas se utilizam de um implemento para golpear a bola, uma raquete que para cada modalidade 
tem formato e dimensão diferenciados.
Elas possuem em comum o fundamento saque, e sua contagem é feita através de pontos. A prática 
dessas modalidades é realizada em quadras, exceto o tênis de mesa.
Figura 16 – Tênis de mesa
Disponível em: https://cutt.ly/T2Qyqav. Acesso em: 6 jan. 2023.
40
Unidade I
4.2 Esportes individuais de parede
Os esportes com parede de rebote são modalidades nas quais o objetivo principal é lançar, 
bater ou arremessar a bola ou objeto de mesma função contra uma parede, devendo ela ser 
obrigatoriamente rebatida para a continuidade do jogo. Ao golpear a bola ou o objeto, deve‑se 
dificultar a recepção da defesa do adversário e fazer com que ela toque o chão para que o ponto 
seja computado.
Um exemplo clássico desse formato de disputa é o squash, que pode ser disputado individualmente 
ou em duplas.
Figura 17 – Squash
Disponível em: https://cutt.ly/a2m86qx. Acesso em: 6 jan. 2023.
4.2.1 Equipamentos, instalações e regras básicas
O squash é um esporte disputado em quadra quadrada fechada e que utiliza paredes laterais e 
frontal para que ocorra o jogo. A bola é golpeada por uma raquete e deve ser direcionada contra a 
parede antes da jogada de cada jogador/dupla.
O espaço aproximado é de 9,75 m de comprimento e 6,4 m de largura, com marcações específicas.
O jogo se inicia com o saque. Um atleta golpeia a bola com a raquete, de dentro da sua caixa de 
serviço – local de onde se deve sacar –, na parede frontal. Em seguida, ela poderá tocar qualquer outra 
parede, mas apenas uma vez no solo.
Depois de golpear a bola, o atleta deve esperar que seu oponente tente devolvê‑la na parede frontal. 
Como a quadra é relativamente pequena e a bolinha (de borracha) “pica” muito rápido, é um esporte 
41
ESPORTES INDIVIDUAIS
que exige um bom preparo físico e reflexos rápidos e precisos. O atleta precisa ter agilidade para bater 
na bola de maneira ofensiva e ainda se deslocar para o centro da quadra o mais breve possível, de modo 
que seu adversário possa rebater em seguida.
As principais jogadas são: a paralela, o voleio, a bola de duas paredes e a bola cruzada, além das duas 
interferências: o stroke e o let.
Os jogadores podem usar, para marcar o ponto, as quatro paredes da quadra (frente, fundo – 
normalmente de vidro – e as duas paredes laterais). Uma partida é geralmente disputada até 15 pontos, 
podendo ser de três games, ou cinco games, de acordo com o regulamento da competição.
4.3 Esportes individuais de campo e taco
Os esportes de campo e taco são modalidades cujo objetivo é rebater a bola o mais longe possível. 
Com isso, busca‑se ganhar tempo para percorrer as bases o maior número de vezes possível e/ou 
percorrer a maior distância entre elas.
Esses esportes têm como uma de suas principais características o ataque e a defesa simultânea entre 
as equipes. Portanto, cada uma possui sua vez de atacar e defender. Outra característica dessa categoria 
de esportes é que nela, diferentemente de outras categorias, é sempre a equipe defensiva quem inicia 
com a posse da bola.
Temos vários exemplos deste formato no formato coletivo, tais como beisebol, tacobol e softbol. 
Já no formato individual, podemos destacar o golfe, a sinuca e o snooker.
O golfe é um esporte que é classificado como de taco e de precisão, pois uma de suas principais 
características é o aprimoramento da percepção e dos movimentos dos jogadores.
O jogo consiste em rebater uma pequena bola para que ela entre em uma série de buracos 
espalhados pelo campo. Quem vence o jogo é aquele que consegue acertar o máximo de buracos com 
o mínimo de tacadas.
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Unidade I
Figura 18 – Golfe
Disponível em: https://cutt.ly/22m4GiW. Acesso em: 6 jan. 2023.
A sinuca é um esporte de taco brasileiro. Considerada um dos mais populares, foi reconhecida 
como esporte no Brasil em 1988, fato ainda pouco conhecido pelo grande público que acompanha 
essa prática.
Um esporte de formato parecido com a nossa sinuca é o snooker. Principalmente na Europa, e 
particularmente na Inglaterra, o snooker possui grande penetração e força, sendointensamente 
divulgado e praticado.
Na regra internacional do snooker, são usadas 22 bolas, sendo 15 vermelhas, e elas ocupam mesas 
maiores, com campo de jogo de aproximadamente 3,56 m × 1,78 m.
No Brasil, desde 1º de julho de 1996, podemos também utilizar oficialmente as regras internacionais 
do snooker, usando 6 ou 10 bolas vermelhas em nossas mesas, com campo de jogo de 2,84 m × 1,42 m 
ou as 15 nas mesas com dimensões internacionais.
4.3.1 Equipamentos, instalações e regras básicas
O golfe é praticado em campo aberto de ampla extensão, constituído por diferentes terrenos 
(gramado, lagos, córregos, areia, terra), embora possua variações em ambientes sintéticos e/ou 
reduzidos. Além disso, pode ser jogado individualmente ou entre equipes de duas ou quatro pessoas, 
sendo os rivais definidos por pontuações prévias e/ou no decorrer dos torneios.
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ESPORTES INDIVIDUAIS
Um dos objetivos do golfe é jogar a bola nos 18 buracos do campo com o menor número de tacadas, 
mas existem algumas regras quanto a isso. Um jogo de golfe tem tempo indeterminado, ou seja, a não 
ser que uma equipe cumpra o objetivo principal, o jogo não termina. Uma partida de golfe chega a durar 
até quatro horas.
Caso a bola caia num lugar impossível de dar outra tacada – como um rio ou lago –, o jogador 
pode dar a tacada em um lugar próximo de onde a bola teria sido lançada, com a penalidade de 
uma tacada extra.
Após cada tacada, o jogador e seus caddies têm cinco minutos para procurar a bola. Caso a bola não 
seja achada dentro dos cinco minutos permitidos, o jogador deve jogar uma nova bola na última posição 
de sua última tacada, sofrendo penalidades.
Para a prática do golfe são necessários tacos específicos, e cada jogador pode levar até 14 tacos na 
bolsa de tacos (taqueira) durante uma partida. Os principais tipos de tacos são os seguintes (CBG, s.d.):
• driver: taco usado para distâncias mais longas;
• irons (ferros): tacos para tacadas de média distância; as varas já foram de ferro, mas hoje são 
de grafite;
• woods (madeiras): hoje feitas de titânio e outros metais, também servem para tacadas mais 
longas;
• putter: taco usado para rolar a bola até o buraco;
• sand-wedge: ferro com lâmina muito inclinada usado para sair da banca.
Outros equipamentos utilizados pelos golfistas:
• sapatos: possuem travas na sola para dar maior firmeza ao jogador;
• luvas: nos destros, é usada na mão esquerda para melhorar a aderência ao taco;
• medidores de distância: podem ser utilizados para medir a distância até o alvo.
Já a sinuca possui uma dinâmica simples: ela é jogada em uma pequena mesa que possui buracos 
nas arestas, sendo necessário, apenas, que a bola branca bata nas coloridas, fazendo com que entre nos 
buracos da mesa. É um jogo que pode ser disputado por dois jogadores ou por duas duplas.
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Unidade I
Figura 19 – Jogo de sinuca
Disponível em: https://cutt.ly/B2m6Zip. Acesso em: 6 jan. 2023.
As medidas da mesa variam a depender do estilo. As mesas de bar, por exemplo, são as menores, 
medindo 1,70 m × 0,95 m. Já as de competições profissionais medem entre 2,80 m × 1,52 m e 
3,10 m × 1,70 m. As mesas possuem seis caçapas: uma em cada canto e uma na metade de cada lado 
maior do retângulo. Os tacos, por sua vez, medem, em média, 1,5 m.
No jogo de sinuca mais popular, há oito bolas: uma branca neutra e sete coloridas numeradas de 
1 a 7. O início do jogo acontece com as bolas coloridas agrupadas num dos lados menores da mesa e a 
bola branca no lado oposto.
Vence a partida quem conseguir encaçapar o máximo de bolas coloridas na sequência. Se começa 
pela bola de menor valor, indo até a de maior. Também é possível ganhar caso a diferença de pontos 
entre os jogadores seja definitiva.
4.4 Esportes individuais de precisão
Os esportes de precisão são um conjunto de modalidades que fazem referência às Afes e que possuem 
como objetivo em comum arremessar, bater ou lançar determinado objeto (bocha, bola, flecha, bolão, 
projétil) de modo a acertar um alvo específico, seja ele fixo ou móvel. Nesses esportes, o resultado 
da ação motora comparado é a eficiência e a eficácia de aproximar um objeto ou atingir um alvo 
(GONZÁLEZ; BRACHT, 2012).
A bocha, o boliche, o tiro esportivo e o tiro com arco são esportes de precisão, pois o objetivo 
de qualquer um desses esportes é lançar um objeto tendo em vista um alvo. Nessas modalidades de 
disputa, o vencedor é definido com base no menor número de tentativas em acertar o alvo e/ou na 
maior proximidade estabelecida entre o alvo e o objeto lançado.
45
ESPORTES INDIVIDUAIS
Para que ocorra êxito na prática dos esportes de precisão, é necessário que seu praticante refina 
alguns aspectos, tais como concentração, precisão, resistência física, força e velocidade, comumente 
presentes em modalidades pertencentes às demais categorias esportivas.
Figura 20 – Tiro com arco
Disponível em: https://cutt.ly/s2QPmum. Acesso em: 6 jan. 2023.
Temos vários exemplos de esportes individuais de precisão: bocha, tiro esportivo, tiro com arco e 
boliche, entre outros.
O jogo de bocha é realizado tradicionalmente em uma quadra feita de terra ou de asfalto. Os campos 
onde o jogo acontece são nomeados de “cancha”. Delimitado com separadores, em geral de madeira, com 
altura de pelo menos 12 cm, suas medidas são de cerca de 27,5 m de comprimento e de 2 m a 4 m de largura.
O objetivo da bocha consiste na marcação de pontos, através do lançamento das bolas, a fim de que 
elas se aproximem de um ponto, determinado aleatoriamente pelo lançamento de uma bola pequena 
denominada bolim.
Figura 21 – Jogo de bocha: bolas e bolim
Disponível em: https://cutt.ly/N2QAsj4. Acesso em: 6 jan. 2023.
46
Unidade I
Ela pode ser jogada entre duas pessoas ou duas equipes. Cada jogador ou equipe tem direito a 
quatro bochas por partida.
O início da partida se dá com o arremesso do bolim. O lugar em que ele para passa a ser o ponto 
daquela partida do qual as bochas devem ser aproximadas. Em seguida, os jogadores começam o 
lançamento das próprias bochas. É permitido aos jogadores eliminarem uns aos outros, através do 
distanciamento das bochas adversárias ao chocá‑las com as próprias bochas.
O lançamento das bolas deve ser feito pelo ar. Os jogadores não podem deslizá‑las enquanto rolam.
Figura 22 – Jogadora de bocha
Disponível em: https://cutt.ly/q2QSONE. Acesso em: 6 jan. 2023.
O jogador ou equipe vencedora é aquele que conseguir aproximar mais bochas do ponto estabelecido e, 
consequentemente, conseguir conquistar mais pontos.
4.4.1 Equipamentos, instalações e regras básicas
No tiro com arco, o objetivo é acertar um alvo circular com flechas, utilizando um arco. Desse modo, 
o jogador ou a dupla que acertar a marca mais próxima do alvo obtém a maior pontuação. Assim, ao 
fim de uma disputa, o jogador com a maior pontuação ganha.
47
ESPORTES INDIVIDUAIS
Os atletas podem escolher os tipos de arco utilizados durante as disputas, sendo eles recurvos 
(com arqueamento nas extremidades) ou compostos (com roldanas em vez de arqueamentos). Todos 
os equipamentos devem passar por uma checagem, realizada pelos árbitros antes das disputas, e as 
competições podem ocorrer em ambientes fechados (indoor) ou abertos (outdoor).
O tiro esportivo é realizado tanto com armas de fogo quanto de ar comprimido. Por isso, sua prática 
requer o uso de equipamentos de proteção específicos, como óculos, colete e tampões de ouvido. Além 
disso, pode ocorrer tanto em locais fechados como ao ar livre.
O objetivo da modalidade é atirar em alvos eletrônicos, buscando atingir a marca mais próxima 
possível do centro. Possui algumas regras básicas:
• nas provas de pistola, os competidores realizam séries distintas (pistola de 10 m, pistola livre, 
pistola rápida e pistola esportiva) em tempo determinado e na posição em pé;
• nas provas da carabina, são realizadas cinco séries distintas (carabina em pé, carabina três posições, 
carabina na posição deitada, tiro ao prato e fossa olímpica), tambémcom tempo delimitado, 
porém nas posições em pé e deitado;
• ao fim das provas, as pontuações são somadas para definir a classificação dos competidores e o 
campeão da disputa.
Figura 23 – Tiro de pistola
Disponível em: https://cutt.ly/e2QDsNH. Acesso em: 6 jan. 2023.
48
Unidade I
O boliche é um esporte de precisão, pois tem como finalidade arremessar uma bola sobre uma pista 
para atingir 10 pinos dispostos numa formação triangular.
Uma partida ou uma “linha” consiste de dez jogadas (frames), sendo que em cada uma delas o 
jogador tem direito a dois arremessos no máximo, para derrubar todos os pinos. No caso de derrubar 
todos os dez pinos na primeira jogada (strike), não deve jogar a segunda bola.
Figura 24 – Jogo de boliche
Disponível em: https://cutt.ly/t2QDTUf. Acesso em: 6 jan. 2023.
A pista de boliche é feita de madeira, podendo também ser sintética, e possui 18,20 m de 
comprimento por 1,07 m de largura. Tradicionalmente, ela possui dois tipos de madeira: os 6 m iniciais 
que correspondem à área de arremesso e o espaço onde ficam os pinos são montados com madeira 
branca e dura; já o meio da pista, até onde são colocados os pinos, é feito de madeira marfim.
Cada um dos 10 pinos tem aproximadamente 50 cm de altura, 20 cm de diâmetro na metade de sua 
altura e 7 cm na sua base, pesando cerca de 1,5 kg.
As bolas são fabricadas com variados materiais, tais como borracha dura, poliuretano, poliéster 
etc. Pesam entre 6 e 16 libras no máximo (2,72 kg e 7,25 kg) e não devem ter mais que 27 polegadas 
(aproximadamente 22 cm) de diâmetro.
49
ESPORTES INDIVIDUAIS
4.5 Esportes individuais de marca
São as modalidades esportivas que consideram a comparação entre o alcance de índices, os quais 
podem ser mensurados com metros, segundos, quilos etc. Na definição de González e Bracht (2012), 
os esportes de marca são aqueles nos quais o resultado da ação motora comparado é um registro 
quantitativo de tempo, distância ou peso.
Uma característica marcante desses esportes é a quebra de recordes. Exemplos: todas as provas do 
atletismo, patinação de velocidade, remo, ciclismo, levantamento de peso, natação etc.
Na modalidade de atletismo existem várias provas que possuem esse perfil: as corridas de velocidade, 
meio fundo e fundo, as corridas com barreiras e as provas com obstáculos, os saltos horizontais e 
verticais, o arremesso de peso e os lançamentos de dardo, disco e martelo.
Figura 25 – Atletismo: corrida de 100 m com barreiras feminina
Disponível em: https://cutt.ly/a2QGE8P. Acesso em: 6 jan. 2023.
Essa foto é de uma prova de 100 m com barreiras. Nela, o objetivo é que o barreirista franqueie 
ou transponha 10 barreiras, dispostas em um espaço de 100 m, no menor tempo possível, pois isso 
determinará o vencedor.
Um exemplo das provas de salto vertical no atletismo é o salto em altura. Conforme a imagem a 
seguir demonstra, o saltador deverá saltar o mais alto possível, sendo que para cada subida do sarrafo, 
ele terá três chances para fazê‑lo.
50
Unidade I
Figura 26 – Atletismo: salto em altura
Disponível em: https://cutt.ly/a2QHE91. Acesso em: 6 jan. 2023.
Ainda nas provas do atletismo, há o lançamento de dardo, um implemento muito parecido com uma 
lança, que deve ser lançado o mais distante possível. Antes de soltá‑lo, o lançador pode correr por uma pista 
para tomar impulso.
Cada participante terá três lançamentos na fase classificatória ou semifinal. Serão classificados para 
a final os atletas com os oito melhores lançamentos, e nessa fase eles terão mais três lançamentos. 
Vencerá aquele que lançar o dardo mais distante.
51
ESPORTES INDIVIDUAIS
Figura 27 – Atletismo: lançamento de dardo
Disponível em: https://cutt.ly/V2QJYLo. Acesso em: 6 jan. 2023.
O ciclismo é uma atividade que envolve a repetição de um movimento e que usa como meio de 
locomoção a bicicleta. Ele pode ser competitivo, recreativo e também praticado como forma de atividade 
física, tanto outdoor como indoor (como as aulas de spinning).
Figura 28 – Ciclismo
Disponível em: https://cutt.ly/g2QKyKO. Acesso em: 6 jan. 2023.
Nos Jogos Olímpicos, o ciclismo é disputado nos seguintes formatos: ciclismo de estrada, ciclismo de 
pista, mountain bike (MTB), bike motocross (BMX) e BMX estilo livre (freestyle).
52
Unidade I
Para cada uma dessas provas e modalidades existem regras específicas e espaços adequados, e 
as próprias bicicletas são especialmente preparadas para as especificidades da prática. No entanto, o 
objetivo dos participantes em todas elas é o mesmo: chegar primeiro a determinada meta ou cumprir 
determinado percurso no menor tempo possível.
4.5.1 Equipamentos, instalações e regras básicas
Há espaços físicos específicos para as diferentes provas do atletismo. No caso das corridas de 
velocidade, meio fundo, com barreiras e com obstáculos, utiliza‑se a pista de atletismo, que contém 
de oito a nove raias, o que possibilita o confronto e a disputa entre vários corredores. Já nas provas de 
saltos horizontais no atletismo, que são o salto em distância e o salto triplo, há um corredor para a 
corrida de impulsão, uma tábua impulsora e a caixa de areia, na qual é realizada a aterrissagem após 
o salto. Por fim, nos saltos verticais, em altura e com vara, existe uma área onde é feita a corrida de 
impulsão, e a zona de queda é devidamente protegida com colchões, ajustados à altura da queda e 
proporcional ao salto.
O ciclismo pode ser praticado em vários formatos, como vimos anteriormente; portanto, as bicicletas 
são preparadas especialmente para cada uma dessas práticas. Quanto ao local onde ele é praticado, 
ele pode ser indoor ou ao ar livre. O ciclismo de pista ou ciclismo em pista é um tipo de competição 
esportiva derivada do ciclismo de estrada, porém disputada em pistas especialmente construídas para 
essa modalidade, conhecidas como velódromo. O formato freestyle é composto por rampas, onde são 
executadas manobras; nelas, os ciclistas largam de uma plataforma com cerca de 10 m de altura e 
encaram diversos obstáculos montados na pista até a linha de chegada.
Figura 29 – Ciclismo freestyle
Disponível em: https://cutt.ly/v2QL8qk. Acesso em: 6 jan. 2023.
53
ESPORTES INDIVIDUAIS
4.6 Esportes individuais de combate
Os esportes individuais de combate são aqueles caracterizados como disputas em que o oponente 
deve ser subjugado, com técnicas, táticas e estratégias de desequilíbrio, contusão, imobilização 
ou exclusão de um determinado espaço na combinação de ações de ataque e defesa. Neles, dois 
combatentes lutam um contra o outro usando certas regras de contato, com o objetivo de simular 
partes de um combate.
Há vários exemplos de esportes de combate: esgrima, judô, caratê, taekwondo, sumô, boxe, jiu‑jitsu, 
muay thay, MMA, luta greco‑romana, entre outros.
Esgrima é um esporte olímpico disputado, de acordo com a modalidade, com espada, florete e sabre. 
Todas essas armas brancas são feitas de material flexível. O objetivo é tocar o adversário com a ponta 
de uma dessas armas sem ser tocado e sem que haja contato corporal. Os toques simultâneos não 
são contados.
Os combates são realizados em uma pista de 14 m de comprimento com 1,5 m a 2 m de largura, 
onde os esgrimistas são posicionados a uma distância de 2 m do adversário.
As disputas individuais têm três rounds de três minutos cada ou se estendem até um esgrimista tocar 
15 vezes o adversário. Na disputa por equipes, times de três competidores se enfrentam em nove séries 
de três minutos. Vence aquele que acumular mais pontos ou atingir o adversário 45 vezes – justamente 
o triplo em relação ao individual.
Figura 30 – Esgrima
Disponível em: https://cutt.ly/02EHOa5. Acesso em: 6 jan. 2023.
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Unidade I
O judô é uma arte marcial esportiva. Foi criado no Japão, em 1882, pelo professor de educação física 
Jigoro Kano e concebido com o objetivo de criar uma técnica de defesa pessoal, além de desenvolver 
o físico, o espírito e a mente. Essa arte marcial chegou ao Brasil no ano de 1922, em pleno períododa 
imigração japonesa, e se tornou um esporte olímpico de combate desde 1964.
Esse esporte teve uma grande aceitação no Japão, se espalhando, posteriormente, para o mundo 
todo, pois possui a vantagem de unir técnicas do jiu‑jitsu, que também é uma arte marcial japonesa, 
com outras artes marciais orientais.
Figura 31 – Judô
Disponível em: https://cutt.ly/l2EMRfh. Acesso em: 6 jan. 2023.
O karatê é uma arte marcial baseada em posições iniciais de equilíbrio que dão origem aos golpes, os 
quais podem ser socos ou chutes. A respiração deve ser controlada e é comum, no momento do golpe, 
que o carateca solte gritos especiais.
As principais características do karatê dizem respeito às suas três modalidades ou etapas: kirron, 
que designa o estudo dos fundamentos básicos (ataque e defesa); kata, que se refere à luta imaginária; 
e kumite, que é a luta em si. Além disso, outra característica diz respeito ao seu fundamento, o atemi 
waza, que faz menção a movimentos de socos, chutes, cotoveladas, joelhadas e golpes com a palma 
da mão aberta.
55
ESPORTES INDIVIDUAIS
Figura 32 – Karatê
Disponível em: https://cutt.ly/T2EM05N. Acesso em: 6 jan. 2023.
4.6.1 Equipamentos, instalações e regras básicas
A esgrima é disputada em uma pista que mede 14 × 2 m e tem duas fases: classificatória e eliminatória. 
Na classificatória, os combates são feitos entre todos os atletas até que alguém consiga marcar cinco 
pontos. Na fase seguinte, a disputa é feita num intervalo de três saltos de três minutos cada. A cada 
salto, há uma pausa de um minuto.
Os pontos são computados de forma eletrônica. Isso acontece porque a roupa dos esgrimistas tem 
sensores. Antes de ser adotada essa forma, as armas traziam vestígios de giz que marcavam a roupa do 
adversário, o que dificultava a votação feita pelos juízes. Vence a disputa o esgrimista que tiver mais 
pontos, num total de 15.
As lutas de judô são praticadas num tatame de formato quadrado (de 14 m a 16 m de lado). Cada 
luta dura até cinco minutos. Vence quem conquistar o ippon primeiro. Se ao final da luta nenhum 
judoca conseguir o ippon, vence aquele que tiver mais vantagens.
A pontuação no judô ocorre da seguinte forma:
• Ippon: o objetivo do judô é conquistar o ippon (ponto completo). O ippon é conquistado quando 
um judoca consegue derrubar o adversário, imobilizando‑o com as costas ou ombros no chão 
durante 30 segundos. Quando o ippon é concretizado, o combate se encerra.
• Wazari: outra forma de conquistar o ippon é através da obtenção de dois wazari, que valem 
meio ponto (vantagem). O wazari é um ippon que foi aplicado de forma incompleta, ou seja, o 
adversário cai sem ficar com os dois ombros no tatame.
56
Unidade I
• Yuko: quando o adversário vai ao solo de lado. Cada yuko vale um terço de ponto.
• Koka: menor pontuação do judô, vale um quarto de ponto. Ocorre quando o adversário cai 
sentado. Quatro kokas não geram o final da luta, embora ele seja cumulativo.
No judô não são permitidos golpes no rosto ou que possam provocar lesões no pescoço ou vértebras. 
Quando esses golpes são praticados, o lutador é penalizado e, em caso de reincidência, pode ser 
desclassificado.
No Brasil, as graduações do judô são feitas por cores das faixas, que são amarradas no quimono 
(espécie de roupão usado pelos judocas). São (do menor nível para o maior): branca, cinza, azul, 
amarela, laranja, verde, roxa, marrom, preta – 1º dan, preta – 2º dan, preta – 3º dan, preta – 4º dan, 
preta – 5º dan, vermelha e branca – 6º dan, vermelha e branca – 7º dan, vermelha e branca – 
8º dan, vermelha – 9º dan, vermelha – 10º dan.
Já no karatê, as regras dizem respeito às regiões em que os golpes são válidos e à pontuação 
atribuída a cada golpe. Do mesmo modo, há pontuações de penalização, que são atribuídas quando 
os caratecas (forma como são chamados os atletas de karatê) golpeiam regiões não autorizadas ou 
realizam movimentos não condizentes com os fundamentos desse esporte.
Vence a luta o carateca que atingir oito pontos de diferença em relação ao adversário. Além desse 
critério, outra forma de definir o vencedor é por tempo de luta: cada categoria tem um tempo (dois a 
três minutos) e, ao final dele, quem tiver mais pontos vence.
Figura 33 – Karatê
Disponível em: https://cutt.ly/Y2E12W2. Acesso em: 6 jan. 2023.
57
ESPORTES INDIVIDUAIS
No karatê, são utilizados como equipamentos de segurança: colete feminino, protetor bucal, de mão, 
de pé e de canela, além do de seio (obrigatório) e o escrotal (opcional). As características oficiais desses 
equipamentos são estabelecidas pela WKF. Além disso, utiliza‑se o quimono (karate gi, que significa 
roupa do karatê), que é o tipo de uniforme das artes marciais, acompanhado da faixa correspondente 
ao grau do atleta.
As faixas do karatê são organizadas da seguinte maneira, simbolizando a progressão no esporte: 
faixa branca – iniciante; faixa amarela – 6º kyu; faixa vermelha – 5º kyu; faixa laranja – 4º kyu; faixa 
verde – 3º kyu; faixa roxa – 2º kyu; faixa marrom – 1º kyu; faixa preta – 1º dan.
4.7 Esportes individuais técnico‑combinatórios
São os esportes em que se utilizam códigos para pontuação, nos quais se compara a plasticidade 
(beleza estética e grau de dificuldade dos movimentos executados pelos praticantes), de acordo com 
padrões ou critérios estabelecidos nas regras de cada modalidade. Exemplos: todas as modalidades 
de ginástica (acrobática, aeróbica esportiva, artística, rítmica, de trampolim), patinação artística, nado 
sincronizado, saltos ornamentais, skate, slackline, surf etc.
Nessas modalidades, os atletas executam uma rotina de movimentos que é avaliada por 
árbitros. Nesse tipo de esporte, os atletas são avaliados quanto à precisão dos movimentos e seu 
grau de dificuldade.
Figura 34 – Ginástica artística: argolas
Disponível em: https://cutt.ly/X2E0SSm. Acesso em: 6 jan. 2023.
58
Unidade I
A ginástica possui três esportes representados nos Jogos Olímpicos, com os seguintes formatos: 
ginástica artística (GA), ginástica rítmica (GR) e ginástica de trampolim (GT), cada uma com suas 
particularidades e competições independentes.
A ginástica artística combina sequências de exercícios acrobáticos em diferentes tipos de aparelhos, 
com uma mistura de força, leveza e perfeição. A cada prova o atleta é avaliado de acordo com a 
dificuldade da série e a execução dos movimentos. Tanto os homens como as mulheres competem na 
soma de pontos, individualmente e por equipe, mas há provas distintas para ambos os sexos (COB, s.d.b).
Direcionada ao público feminino, a ginástica rítmica é uma ramificação da ginástica em que as ginastas 
fazem apresentações individuais ou em grupo em um tablado com tapete de 13 × 13 m (COB, s.d.d). 
Essa atividade combina movimentos de balé e de dança, por meio da utilização de aparelhos, tais 
como cordas, arcos, maças, fitas e bolas. Um dos principais objetivos dessa modalidade é promover 
uma verdadeira expressão corporal, por meio de movimentos combinados, harmônicos e sincronizados 
com a música.
Trata‑se da combinação perfeita de esporte e arte, conectando passos expressivos de dança com 
diferentes habilidades e movimentos. A sequência ou série é realizada com movimentos livres naturais, 
geralmente acompanhados por uma música orquestrada, clássica ou popular, podendo ser cantada ou 
não, para alguns exercícios. Na ginástica rítmica, toda a coreografia deve ser acompanhada de expressão 
corporal e facial, para passar o sentimento através da coreografia. Tais elementos são essenciais e entram, 
inclusive, no julgamento dos árbitros das competições oficiais.
Figura 35 – Ginástica rítmica: exercício com bola
Disponível em: https://cutt.ly/d2E77s4. Acesso em: 6 jan. 2023.
59
ESPORTES INDIVIDUAIS
A ginástica de trampolim também é dissidente da ginástica e mistura esporte com acrobacias e 
espetáculo. Nessa modalidade esportiva, os ginastas devem fazer saltos e acrobacias no ar, pulando em 
uma cama elástica (trampolim). Eles podem usar sapatilha específicapara o esporte ou meias.
Os atletas são avaliados (ganham pontos) pelos árbitros de acordo com o nível de dificuldade das 
acrobacias e a permanência no ar. As notas (de 0 a 10) são atribuídas geralmente por cinco jurados 
(COB, s.d.c).
Atualmente, os principais saltos utilizados no trampolim são:
• Adolph: salto mortal para frente com três piruetas e meia;
• back: salto mortal para trás;
• Barani: mortal para frente com meia‑volta;
• double full: salto mortal com duas piruetas;
• Miller: duplo mortal com três piruetas;
• pike: salto mortal carpado;
• side: salto mortal lateral;
• straight: salto mortal com o corpo esticado;
• triple back: salto triplo mortal para trás.
Na competição, o ginasta faz uma preparação com duas séries de dez elementos (saltos) cada. Na 
fase de preparação, ele tem um minuto para fazer sua apresentação com saltos e acrobacias (uma série). 
Se passar de um minuto, perde pontos.
4.7.1 Equipamentos, instalações e regras básicas
As provas de GA são disputadas em diferentes aparelhos e divididas por gêneros.
Homens e mulheres:
• Solo: série de exercícios realizada sobre um tablado quadrado de 12 m montado sobre uma 
estrutura com molas e espuma. As mulheres se apresentam com música, enquanto os homens 
fazem sua série sem música.
• Salto sobre a mesa: o objetivo é saltar apoiando‑se numa pequena mesa recoberta de couro. Um 
pequeno trampolim fixado no chão ajuda o ginasta a tomar impulso.
60
Unidade I
Mulheres:
• Barras assimétricas: pelo menos dez elementos devem ser incluídos na apresentação em duas 
barras paralelas de alturas diferentes. Balanços circulares, piruetas, giros, saltos e voos são avaliados 
pela banca e arbitragem.
• Trave de equilíbrio: sobre uma trave de metal, revestida por espuma e couro, as ginastas fazem 
apresentações com elementos obrigatórios.
Homens:
• Barra fixa: as apresentações são feitas numa única barra a 2,8 m do chão. O movimento deve ser 
contínuo, incluindo giros e mortais.
• Barras paralelas: as apresentações são feitas em duas barras paralelas. São exigidos movimentos 
de suporte, apoio, giro e balanço.
• Cavalo com alças: os atletas evoluem sobre uma trave com alças laterais. São exigidos movimentos 
fluentes e contínuos, com mudanças do apoio de mão, tesouras e passagens com as pernas unidas 
e paralelas.
• Argolas: aparelho que exige força e concentração. Os ginastas se apresentam com as mãos nas 
duas argolas paralelas. Há exercícios obrigatórios, como a parada com os braços abertos (COB, s.d.b).
A área de apresentação da GR é de 13 por 13 m. Cada ginasta faz sua apresentação com um dos 
cinco elementos: arco, bola, corda, fita e maças.
Figura 36 – Ginástica rítmica: exercício com maças
Disponível em: https://cutt.ly/J2E5n8Y. Acesso em: 6 jan. 2023.
61
ESPORTES INDIVIDUAIS
Nos Jogos Olímpicos, o torneio individual tem duas fases: classificatória e finais. As atletas se 
apresentam com um elemento e as dez melhores avançam à final, quando se reapresentam, dessa vez 
com todos os elementos.
Na competição por equipes, cada grupo se apresenta com cinco bolas. Em seguida, são utilizados 
fitas e arcos. As notas das duas rotinas são somadas, e os oito melhores times passam à final.
Na apresentação de conjunto, a série deve ter de dois minutos e quinze a dois minutos e trinta 
segundos. Já no individual, um minuto a menos (COB, s.d.d).
Elementos utilizados na GR:
• Bola: feita de borracha ou material sintético, deve ter peso mínimo de 400 g e diâmetro de 
18 cm a 20 cm.
• Arco: de madeira ou plástico, deve ter, no mínimo, 300 g e diâmetro entre 80 e 90 cm.
• Fita: possui empunhadura feita de material sintético ou madeira, com diâmetro máximo de 1 cm 
e comprimento entre 50 e 60 cm. A fita de cetim tem 5 cm de largura e seis m de comprimento. 
O elemento deve ter peso mínimo de 35 g.
• Maças: feitas de madeira ou material sintético, medindo entre 40 e 50 cm de comprimento e 
massa mínima de 150 g.
• Corda: seu comprimento deve ser proporcional ao da ginasta e é feita de linho ou de material 
sintético.
As competições de GT são disputadas em lugares cobertos com altura mínima de 8 m. As áreas ao 
redor do trampolim devem ser revestidas por piso de borracha.
O trampolim tem 5,05 m de comprimento por 2,91 m de largura. A rede tem 4,28 m de comprimento 
por 2,14 m de largura.
Os competidores realizam uma série com dez elementos, com saltos simples, duplos e triplos, com e 
sem piruetas. A pontuação é concedida por um árbitro de acordo com a dificuldade e execução de cada 
série (COB, s.d.c).
62
Unidade I
 Lembrete
As modalidades esportivas podem ser classificadas de acordo com a 
lógica interna que está relacionada à organização estrutural do jogo em 
si, a prática que envolve os gestos motores, a relação com o adversário, 
entre outras.
 Saiba mais
Neste tópico, falamos dos esportes individuais técnico‑combinatórios. 
Para aprofundamento do tema, sugerimos alguns links relacionados a essas 
modalidades esportivas:
Disponível em: https://www.cbginastica.com.br/. Acesso em: 6 jan. 2023.
Disponível em: https://cbsurf.org.br/. Acesso em: 6 jan. 2023.
OLYMPICS. Nado artístico. [s.d.]. Disponível em: https://cutt.ly/o2E6wtD. 
Acesso em: 6 jan. 2023.
63
ESPORTES INDIVIDUAIS
 Resumo
Nesta unidade, foram apresentados os grandes marcos relacionados à 
história dos esportes individuais no âmbito mundial e em nosso país. Vimos 
que a prática de vários esportes individuais se entrelaça com a história 
da humanidade na busca do homem pelo alimento, para se proteger de 
animais e também por uma necessidade humana de superar seus limites, 
bem como de competir com outros seres humanos na busca pela superação.
Em seguida, apresentamos os formatos e abordagens diferenciadas 
que devem ser dados ao esporte, para que todos aqueles que queiram 
praticá‑lo possam fazê‑lo com metodologias e objetivos diferenciados. 
Foram apresentadas as diferenças conceituais e de aplicação do esporte 
educacional, do esporte‑participação e do esporte de rendimento, a 
importância da prática esportiva em todas essas vertentes e as possibilidades 
dessas práticas para a formação do cidadão. Também comentamos as 
definições desses diferentes formatos de prática relacionada aos jogos 
esportivos individuais, que são o foco deste livro‑texto.
Vimos as principais definições de esporte individual e apontamos as 
diferenças conceituais de autores e suas definições que se manifestam 
tanto no âmbito popular quanto no acadêmico e profissional. Relacionamos 
algumas características importantes aos praticantes de modalidades 
individuais que se contrapõem aos aspectos de esportes coletivos, nos 
quais o praticante tem que ter a consciência de que a melhora de seu 
desempenho está diretamente relacionada ao aprendizado de habilidades 
motoras especializadas e à sua tática individual para a aplicação dessas 
habilidades no contexto da modalidade, já que o resultado depende 
exclusivamente de sua atuação.
Categorizamos uma divisão dos esportes relacionadas ao ambiente 
onde ele é praticado: esportes individuais aquáticos, esportes individuais 
terrestres e esportes individuais aéreos. Enfatizamos as diferenças dessas 
práticas, as várias modalidades que as compõem, as regras básicas de 
participação e regulamentações específicas relacionadas aos espaços 
utilizados e à segurança dos praticantes.
Utilizamos a denominação de esportes de menor expressão para designar 
aqueles cuja prática está condicionada aos aspectos culturais relacionados 
aos países que as praticam, às condições climáticas e aos espaços físicos 
utilizados, demonstrando que as referidas modalidades são suscetíveis às 
condições adequadas a essas práticas.
64
Unidade I
Demonstramos as diferenças entre a prática do esporte no formato 
competitivo e não competitivo, com o intuito de demonstrar a importância 
de ambas e sua aplicação nos diferentes segmentos.
Em seguida, discutimos as práticas das modalidades esportivas individuais 
dentro do âmbito escolare não escolar. Apresentamos as diferentes 
abordagens a serem utilizadas nesses segmentos, considerando o público 
desses espaços, e vimos que a escola deve preconizar o esporte educacional, 
inclusivo, formador de cidadão consciente de seus direitos e deveres, 
sendo o esporte utilizado como ferramenta de desenvolvimento humano 
em outros espaços de práticas das atividades físicas e esportivas (Afes). 
As abordagens, como sugerem Greco e Benda (1998a), devem estar 
relacionadas à faixa etária do aprendiz e aos seus objetivos na modalidade. 
Também vimos que a estratégia aplicada pelo professor de educação física 
deve ser pautada no público‑alvo e nos objetivos a serem atingidos, pois o 
excesso de competitividade em determinadas faixas etárias poderá levar ao 
abandono precoce dessa prática devido ao grau de dificuldade do aprendiz 
em lidar com os aspectos relacionados a vitória e derrota.
Utilizamos a divisão das diferentes modalidades esportivas em oito 
categorias, de acordo com a BNCC. Nela, são privilegiadas as ações motoras 
intrínsecas, que reúnem modalidades com exigências motoras semelhantes.
Apresentamos a estrutura organizacional do esporte e sua relação 
hierárquica com os órgãos responsáveis pelos diferentes esportes e os 
segmentos representativos de cada modalidade esportiva. Os esportes 
individuais têm uma gama de modalidades bastante diversificadas, com 
características distintas em relação ao sistema de disputa, espaço físico 
envolvido, objetivos e regras; portanto, fez‑se necessária uma classificação 
para melhor entendimento de tais manifestações.
Iniciamos falando sobre os esportes individuais de invasão, que, como o 
nome já sugere, são modalidades cujo objetivo é invadir o espaço defendido 
pelo adversário para marcar pontos e, simultaneamente, proteger sua 
própria meta (GONZÁLEZ; BRACHT, 2012). Essas modalidades são praticadas 
em campos e quadras.
A seguir contemplamos os esportes de rede e parede, modalidades nas 
quais o objetivo principal é lançar, bater ou arremessar a bola ou objeto de 
mesma função para a quadra adversária sobre uma rede. Nesses esportes, a 
maneira de atravessar a bola ou o objeto deve dificultar a interceptação da 
defesa do adversário e fazer com que a bola ou o objeto toque o chão para 
que o ponto seja computado (GONZÁLEZ; BRACHT, 2012).
65
ESPORTES INDIVIDUAIS
Nos esportes de campo e taco, o objetivo é rebater a bola o mais longe 
possível. Com isso, busca‑se ganhar tempo para percorrer as bases o maior 
número de vezes possível e/ou percorrer a maior distância entre elas. 
Esses esportes têm como uma de suas principais características o ataque e 
a defesa simultânea entre as equipes.
Ao abordarmos os esportes de precisão, estamos falando de um conjunto 
de modalidades que fazem referência às Afes que possuem como objetivo 
em comum arremessar, bater ou lançar determinado objeto (bocha, bola, 
flecha, bolão, projétil) de modo a acertar um alvo específico, seja ele fixo 
ou móvel. São aqueles nos quais o resultado da ação motora comparado 
é a eficiência e a eficácia de aproximar um objeto ou atingir um alvo 
(GONZÁLEZ; BRACHT, 2012).
No tema esportes individuais de marca, temos uma diversidade de 
modalidades que contemplam esportes aquáticos, terrestres e aéreos. Neles, o 
principal objetivo é a comparação entre o alcance de índices, que podem 
ser mensurados com metros, segundos, quilos etc. Uma característica 
marcante desses esportes é a quebra de recordes. Os esportes de marca são 
aqueles nos quais o resultado da ação motora comparado é um registro 
quantitativo de tempo, distância ou peso (GONZÁLEZ; BRACHT, 2012).
Os esportes individuais de combate são modalidades esportivas com 
disputas em que o oponente deve ser subjugado com técnicas, táticas e 
estratégias de desequilíbrio, contusão, imobilização ou exclusão de um 
determinado espaço na combinação de ações de ataque e defesa.
Finalizamos a unidade falando sobre os esportes individuais 
técnico‑combinatórios, modalidades esportivas que utilizam códigos para 
pontuação, nos quais se compara a plasticidade (beleza estética e grau 
de dificuldade dos movimentos executados pelos praticantes), de acordo 
com padrões ou critérios estabelecidos nas regras de cada modalidade. Em 
todas as categorias de esportes contemplamos algumas modalidades e 
comentamos suas regras básicas e espaços de prática adequados.
66
Unidade I
 Exercícios
Questão 1. Em relação à história dos esportes individuais no Brasil, avalie as afirmativas a seguir:
I – O primeiro esporte individual praticado no Brasil foi o turfe, uma espécie de corrida de cavalo 
criada pelos ingleses.
II – O início da prática do tênis de mesa no Brasil ocorreu na década de 1950.
III – O primeiro campeonato de natação feito no Brasil foi uma prova de 100 m em piscina olímpica.
É correto o que se afirma em:
A) I, apenas.
B) II, apenas.
C) III, apenas.
D) I e II, apenas.
E) I, II e III.
Resposta correta: alternativa A.
Análise das alternativas
I – Afirmativa correta.
Justificativa: o que se coloca na afirmativa I é correto, conforme mostrado no texto a seguir:
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ESPORTES INDIVIDUAIS
Figura 37 – Turfe
Popularmente conhecido como “corrida de cavalos”, o turfe nada mais é do que a corrida de cavalo 
legalizada e fiscalizada, que tem o objetivo de vencer o páreo contra outros animais.
Criado na Inglaterra, por volta do século XVII, o turfe tinha função de entretenimento e foi desenvolvido 
de acordo com a criação da Raça Puro Sangue Inglesa, a qual teve toda sua seleção baseada na aptidão 
para corrida.
No Brasil, o esporte chegou em meados do século XIX e já teve sua permanência garantida nos 
principais hipódromos, os quais são regulamentados e fiscalizados periodicamente. Temos a participação 
de associações do cavalo Puro Sangue Inglês e provas classificatórias para os Grandes Prêmios.
Disponível em: https://cutt.ly/q2RwPe3. Acesso em: 3 jan. 2023.
II – Afirmativa incorreta.
Justificativa: no Brasil, os iniciantes na prática do tênis de mesa “eram turistas ingleses que, mais ou 
menos em 1905, começaram a implantar o tênis de mesa no país. Pode‑se fixar o ano de 1912 como o 
início das atividades organizadas do tênis de tesa no Brasil, pois até então ele era praticado somente em 
casas particulares e em clubes. Naquele ano, foi disputado o primeiro campeonato por equipes na cidade 
de São Paulo/SP, sagrando‑se vencedor o Vitória Ideal Clube”. Disponível em: https://cutt.ly/S2RtHl8. 
Acesso em: 3 jan. 2023.
III – Afirmativa incorreta.
Justificativa: no Brasil, “o primeiro campeonato de natação foi promovido em 1898, no Rio de 
Janeiro, e a prova consistia na travessia de 1.500 m entre a Fortaleza de Villegaignon e a praia de Santa 
Luzia”. Disponível em: https://cutt.ly/o2RtZvG. Acesso em: 3 jan. 2022.
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Unidade I
Questão 2. Em relação aos esportes individuais, avalie as asserções a seguir e a relação proposta 
entre elas:
I – Diferentemente do que ocorre nos esportes coletivos, nos esportes individuais, as regras de 
determinada modalidade não precisam ser rigorosamente seguidas.
porque
II – Os esportes individuais são modalidades nas quais a prática, ou o jogo, é realizada notadamente 
por um atleta, e não por uma equipe.
Assinale a alternativa correta:
A) As asserções I e II são verdadeiras, e a asserção II justifica a I.
B) As asserções I e II são verdadeiras, e a asserção II não justifica a I.
C) A asserção I é verdadeira, e a asserção II é falsa.
D) A asserção I é falsa, e a asserção II é verdadeira.
E) As asserções I e II são falsas.
Resposta correta: alternativa D.
I – Asserção falsa.
Justificativa: nos esportes individuais, tal qual ocorre nos esportes coletivos, as regras de determinada 
modalidade esportiva precisam ser obedecidas por seus praticantes.
II – Asserção verdadeira.
Justificativa: os esportes individuais “são notadamente relacionados ao indivíduo e ao seu desejo de 
performance em determinada modalidade na qual não existe, necessariamente, a participaçãode uma 
equipe colaborativa. Na maioria deles, há a ação de um desportista de um lado e de outro desportista 
como adversário. Como exemplo, podemos citar o tênis de quadra, o tênis de mesa, o badminton e o 
atletismo”. Disponível em: https://cutt.ly/52Rt2tO. Acesso em: 3 jan. 2023.

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