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RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
INTRODUÇÃO: 
O método de diagnóstico do tórax por imagem 
pode ser feito através: 
 RADRIOGRAFIA (utilizado como rastreio, 
e em situações corriqueiras); 
 ULTRASSONOGRAFIA (não utilizada para 
ver pulmão devido o ar); 
 TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA 
(TC), padrão ouro para tórax; 
 RESSONANCIA MAGENTICA (pouco 
utilizada, não é utilizada para ver o pulmão, 
mas o parênquima e o mediastino sim); 
 CINTILOGRAFIA PULMONAR (utilizada 
para estudar a função do tecido em si); 
RADIOGRAFIA DO TÓRAX: 
Geralmente é o primeiro método por imagem 
utilizado, possui baixo custo, sendo o método de 
diagnostico mais utilizado; 
 É amplamente disponível, e todo medico 
deve estar capacitado a interpretar uma 
radiografia do tórax; 
O raio x de tórax, possui suas limitações; 
Porém bastante utilizado em situações urgentes; 
Obs.: alterações radiográficas devem ser 
reconhecidas pelo médico de qualquer 
especialidade. 
PRINCIPIOS DE FORMAÇÃO DA IMAGEM: 
O Raio x normalmente é feito de forma póstero 
anterior como na imagem abaixo: 
 É somada tudo anterior e posterior ficando 
em um único plano; 
 A imagem é tirada quando se está em 
inspiração; 
 A radiografia tende a ser feita em pé; 
 Quanto mais próxima do feixe mais 
ampliada a imagem fica; 
 
É utilizada a radiação ionizante: 
- O osso tem maior interação com a ionização 
ficando mais branco, já o ar não, ficando mais 
“preto”. 
A ampola emite os raios que são absorvidos 
(mais ou menos de acordo com a densidade das 
estruturas do corpo) antes de atingirem o filme, 
possuindo 4 densidades: 
- AR: Preto 
- GORDURA: “pretinho” 
- ÁGUA (PARTES MOLE): algo mais branco 
- CÁLCIO: branco; 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
 
O estudo do raio x deve constar em pelo menos 
duas incidências: 
 
TÓRAX EM INCIDÊNCIA POSTEROANTERIOR 
 
INCIDÊNCIA EM PERFIL; 
Ambas incidências são realizadas de forma 
ortostática. 
ANATOMIA BÁSCIA E SISTEMÁTICA DA ANÁLISE: 
Análise da Incidência PosteroAnterior (PA). 
 
Deve-se ser analisado de fora para dentro: 
Um roteiro básico para a análise da radiografia do 
tórax: 
•Partes moles 
•Esqueleto torácico 
•Abdome superior, cúpulas diafragmáticas e seios 
costofrênicos 
•Mediastino 
•Hilos pulmonares 
•Pleura 
•Pulmões 
SOMBRAS E SILUETAS MAMÁRIAS: 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
 
A análise das sombras e silhuetas mamárias, é 
necessária para identificar se é homem ou mulher, 
normalmente quando é mulher se tem uma maior 
densidade na base do pulmão em comparação ao 
ápice. 
PARTES MOLE DO ARCABOUÇO TORÁCICO: 
Fazer análise de silhuetas, de gordura e músculos 
na região, para ver se há algo assimétrico e fora 
do padrão. 
 Por exemplo encontrar linfonodos ou 
massas empurrando musculaturas. 
 Analisar região supra clavicular de tecido 
adiposo cinza claro e livre. 
 
ESTRUTURAS ÓSSEAS: 
Para observamos as estruturas ósseas é necessário 
analisarmos não só os arcos costais, como também 
as clavículas e as projeções da escapula 
lateralmente; 
Outro ponto importante é lembrar que na 
radiografia estamos vendo com mais nitidez a 
parte posterior dos arcos costais, e a parte 
anterior de forma mais obliqua. 
 
RECESSO OU SEIOS COSTROFENICOS E CAVIDADES 
PELURAIS: 
 
 
Os seios costofrênicos, é o cantinho pulmão em que 
fica entre o diafragma e as costelas. 
- É a pontinha do pulmão; 
Com o paciente em pé, são nesses recessos onde 
acumula líquido; é essa “linguetinha” do pulmão 
(recesso/seio costofrênico) que ocupa a região 
mais baixa da lateral do tórax (cavidade pleural); 
Se tiver líquido ocupando essa cavidade isso 
amassa e empurra o pulmão para cima, e aí temos 
um seio costofrênico mais raso ou até obliterado 
 Na imagem o seio costofrênico aparece 
menos pontiagudo 
 É possível observar os laterais e não está 
visível os posteriores, significa que se o 
paciente tiver derrame pleural é possível 
identificar 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
 Toracocentese costuma ser necessária para 
determinar causa de derrame pleural 
O espaço pleural é posterior tem que encher 
eles para depois chegar nos laterais. 
 
 
Nessa imagem conseguimos observar o seio 
costofrênico ocupado por algo; 
SOMBRA OU SILHUETA CARDÍACA: 
 
Tanto o coração como demais estruturas formam 
sombras no pulmão; 
1. O arco da aorta ou botão aórtico forma 
uma bolinha no pulmão esquerdo. 
2. Veia cava retilínea na região direita. 
3. Átrio direito forma uma pequena 
impressão sobre o lado direito do pulmão. 
4. O ventrículo esquerdo por ser maior acaba 
fazendo um grande abaulamento no pulmão 
esquerdo. 
 
 
Em pacientes com hipertensão crônica a aorta 
acaba se alongando e deixa de mostrar uma 
silhueta normal e muda as impressões. 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
 
MEDIASTINO SUPERIOR: 
 
Grosseiramente a parte superior do mediastino, 
acima da croça da aorta não ultrapassam a largura 
do corpo vertebral. 
 Caso isso ocorra, é necessário pedir uma 
TC, para definir melhor o diagnostico, pois, 
alho está alargando essa estrutura; 
HILOS DO PULMÃO: 
 
 
 
 
O hilo do pulmão se concentra na parte central e 
proximal com a presença de artérias e veias mais 
calibrosas e principais, além da presença de 
linfonodos; 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
 
O hilo do pulmão direito é mais fácil de ser 
visualizado, sendo localizado mais embaixo que o 
hilo do pulmão esquerdo. 
 
Obs.: os dois possuem a mesma densidade. 
AUMENTO HILAR 
Para identificar o que está acontecendo naquela 
região é necessário lembrar as estruturas que as 
compõe: 
Brônquio: 
 Carcinoma bronco gênico; 
 Tumor carcinoide; 
Vasos: 
o Dilatação da artéria pulmonar 
 Hipertensão pulmonar 
o Insuficiência cardíaca 
 Ingurgitados com aspecto algodonoso 
 Linfonodomegalias: 
 Sarcoidose 
 Metástases linfonodais 
 Linfoma 
É necessário saber disso! 
Além de que podemos ter aumento hilar, unilateral 
e Bilateral. 
 
 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
 
Identificado nos brônquios, tendo um aspecto de 
massa arredondada. 
 
Identificada através dos vasos, em que se nota um 
aumento do hilo devido dilatação das artérias 
pulmonares, por hipertensão pulmonar; 
 
 
Identificada através dos vasos, em que se nota um 
aumento hilar bilateral devido insuficiência 
cardíaca congestiva. 
 Área cardíaca aumentada; 
 Hilo com aspecto algodonoso; 
 
Aumento hilar bilateral: Linfonodomegalias; 
 Massa com aspecto nodular; 
Obs.: Poderia até ser um tumor, mas não é comum 
que no tumor acometa bilateral. 
TRÁQUEIA R BRONQUIO FONTE: 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
É importante lembrar que a traqueia desce de 
forma linear e assim se ramifica em dois 
brônquios; 
Deve-se observar pois pode haver estruturas que 
crescem e empurram a traqueia ou os brônquios 
desviando-as; 
Sendo assim é necessário observar os trajetos e 
desvios que podem estar presentes. 
Obs.: Cartilagens identificadas em tons de cinza 
escuro//preto 
 
 
 
Na anatomia normal, sabe-se que a traqueia 
está rente a cervical. 
 Sendo utilizada como forma de 
identificar, se a desvio ou não da 
traqueia. 
 Lembrar que a traqueia é o local onde se 
tem ar, e a ionização não penetra em 
ar, ficando escuro, logo a traqueia tem 
tendência estar “preta” no raio x. 
PULMÕES: 
Duas estruturas simétricas que se diferenciam pela fissura 
transversa presente no pulmão direito. 
 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
INCIDENCIA DE PERFIL: 
 
Distante da fonte do raio; lado a ser estudado 
colado na parede e lado oposto virado para o raio; 
 comumente feito do ladoesquerdo por 
conta do coração. 
 
 
 
OBS.: A radiografia em PA e de perfil são 
complementares, pois quando analisamos as duas 
evitamos de deixar passar alguma 
lesão/acometimentos que pode acontecer de não 
aparecer na outra. 
 Na radiografia em perfil vemos os dois 
pulmões somados e sobrepostos um ao 
outro. 
 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
PULMÃO DIREITO: 
 
Diferença do pulmão direito e pulmão esquerdo é 
que o pulmão direito tem uma fissura a mais. 
 Direito tem a fissura transverso que quase nunca 
é visualizado. 
 
Pulmão direito 
 Fissura horizontal 
 Fissura oblíqua 
 Lobo superior 
 Lobo médio 
 Lobo inferior 
PULMÃO ESQUERDO: 
 
Pulmão esquerdo: 
 Possui a fissura obliqua. 
DECÚBITO LATERAL COM RAIOS HORIZONTAIS: 
O paciente deitado em decúbito lateral e será 
radiografado o lado a ser estudado; 
Caso haja suspeita de liquido no pulmão, ao 
deitarmos o paciente em decúbito lateral o liquido 
se deslocara e teremos a confirmação do liquido na 
pleura; 
 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
 
TERMINOLOGIA UTILIZADA NOS LAUDOS: 
OPACIDADE: densidade aumentada (Condensação, 
consolidação); 
 Tudo que fizer o pulmão ficar branco na 
radiografia; 
 Condensação é qualquer processo 
patológico que aumenta a densidade do 
parênquima pulmonar. 
 A consolidação do pulmão é simplesmente 
uma “solidificação” do tecido pulmonar 
devido ao acúmulo de material sólido e 
líquido nos espaços aéreos que 
normalmente seriam preenchidos por 
gás. Também é conhecido 
como consolidação pulmonar. A causa mais 
comum de consolidação é a pneumonia 
 
HIPERTRANSPARÊNCIA: densidade diminuída; 
 Quando se tem uma área mais preta que o 
preto do pulmão; 
 Ex.: Pneumotórax, bolha na cavidade 
pulmonar; 
 Pneumotórax: Suspeita-se do diagnóstico 
em pacientes estáveis com dispneia ou dor 
torácica pleurítica e confirma-se com uma 
radiografia inspiratória em posição 
ortostática. Ar radiotransparente e 
ausência de imagens pulmonares 
justapostas entre o lobo ou o pulmão 
retraído e a pleura parietal são 
diagnósticos de pneumotórax. O 
deslocamento traqueal e o desvio do 
mediastino acontecem com pneumotórax 
mais amplos. 
O principal sintoma do pneumotórax é uma 
súbita dor torácica de grande intensidade 
associada à dificuldade para respirar. O 
paciente costuma estar muito ansioso, pois 
a dor piora ao inspirar, o que leva a um 
imenso desconforto. 
O pneumotórax ocorre quando há uma lesão 
da pleura e o ar que deveria estar apenas 
no dentro do pulmão, começa a vazar para a 
cavidade torácica. Como o pulmão fica 
insuflado devido à pressão negativa do 
tórax, qualquer vazamento de ar para essa 
região eleva a pressão e favorece o colapso 
do mesmo. O ar que deveria estar 
expandindo o pulmão, está agora do lado de 
fora, comprimindo-o e fazendo-o murchar. 
 
CAVIDADE: alguma coisa que vai possuir ar 
dentro, para chamarmos de cavidade, haverá como 
se fosse uma massa na visualização da raio x; 
https://puromd.com/o-que-e-pneumonia-infeccao-pulmonar-inflamacao-doenca/
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
 
 
CONSOLIDAÇÃO DO PARÊNQUIMA: 
Aumento da densidade sem perda significativa do 
volume, e eventualmente com broncogramas aéreos 
(espaços alveolares ao redor dos brônquios são 
preenchidos por secreção e formam esse 
contraste entre as densidades); 
 
Nessa imagem podemos perceber que o pulmão em 
seu lobo inferior está preenchido por ar e em seu 
lobo superior por outra coisa. 
 O paciente desse caso possui pneumonia; 
CONSOLIDAÇÃO 
 Pneumonia 
 Edema aguado de pulmão (transudado 
dentro do alvéolo) 
 Hemorragia pulmonar 
 Contusão pulmonar (trauma) 
 Carcinoma pulmonar (cresce dentro dos 
alvéolos); 
ATELECTAISA: 
Colapso do pulmão, perda de volume, se houve 
perda de volume houve perda de ar, sendo assim o 
raio x deixa de ser preto e aparenta mais branco. 
- Pulmão colabou, “foi amassado”; 
Os pacientes costumam apresentar dispneia, ou 
insuficiência respiratória caso a atelectasia seja 
extensa; 
Sinais: 
 Direto: Opacidade, deslocamento da 
fissura, aproximação dos vasos; 
 Indireto: hipersuflação compensatória, 
elevação da cúpula, aproximação dos arcos 
costais e desvio do mediastino; 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
 
Essa radiografia do tórax mostra colapso 
do pulmão esquerdo decorrente de um 
tampão mucoso. 
HIPERINSUFLAÇÃO: 
É o aumento da quantidade de ar dentro do pulmão, e 
consequentemente o aumento do volume pulmonar; 
Será notório uma hipertrânsparencia no raio x, ou seja, 
iremos ver mais preto que o normal; 
 Hipertrânsparencia (hiperluscencia); 
 Pobreza de silhuetas vasculares; 
 Cúpulas rebaixadas e retificadas; 
 Aumento do diâmetro anteroposterior. 
 
Em comparação a um raio x normal, notamos um 
pulmão mais preto devido a maior presença de ar; 
A cúpula perdeu sua curvatura e os seio 
costofrênicos ficaram menos ponte agudos, além 
de termos um aumento do espaço retroesternal 
observado no Raio x de perfil; 
- Isso significa que o ar entra, mas devido alguma 
obstrução o ar não consegui sair de forma 
espontânea o que faz com que haja uma expansão 
do pulmão, e com isso a caixa torácica desce. 
O crescimento acontece sempre de forma 
anteroposterior nunca lateral-lateral; 
Pacientes apresentarão tórax em barril. 
SINAL DA SILHUETA: Seria a perda da 
definição das bordas ou margens de algumas 
estruturas, que estaria em contato com a 
opacidade, ou seja, seriam duas estruturas que 
apresentariam a mesma opacidade e estariam se 
encostando, apagando a margem formada por 
alguma estrutura. 
 Isso não nos permitirá limita determinadas 
estruturas, não sabendo onde começa e 
termina. 
 
 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
Na imagem acima mostra a opacidade mal definida 
no campo médio esquerdo, com borramento da 
silhueta cardíaca indicando comprometimento da 
língula Perfil mostrando consolidação na língula, 
delimitada pela fissura maior; 
 
- Sinal de silhueta, a imagem mostra Síndrome do 
lobo médio: atelectasia obstrutiva do lobo médio; 
Imagem: pneumonia do lobo médio formou-se uma 
consolidação próxima ao coração e na radiografia 
se perde o contorno do coração. 
 Interessa em nódulo pulmonar 
Outro exemplo: Síndrome do lobo médio → 
atelectasia obstrutiva do lobo médio (desvia as 
estruturas e acaba formando sinal da silhueta 
também). 
MASSA PULMONAR: 
 
 
Não perde a deformidade pois a massa não está 
junta das estruturas; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
INTRODUÇÃO: 
Na tomografia computadorizada (TC), ela nos dá 
uma imagem bidimensional ou até mesmo 
tridimensional. 
FORMAÇÃO DA IMAGEM: 
Um tubo fica de um lado girando e tirando foto em 
pixel. 
A imagem é bidimensional, ou tridimensional, 
quanto mais quadradinhos, melhor a resolução da 
imagem. 
INDICAÇÕES PARA USO DE TC: 
 Método de escolha para avaliação do 
mediastino, pois nos permite distinguir 
densidades e localizações anatômica da 
lesão; 
 Carcinoma broncogênico; 
 Avaliação do nódulo pulmonar; 
 Permeabilidade dos brônquios lobares, 
pesquisa de bronquiectasias; 
 Pesquisa de metástase; 
 Melhor caracterização de lesões 
pulmonares, mediastinais e pleurais que a 
radiografia não consegue definir 
 Pesquisa de tromboembolismo pulmonar 
(TEP); 
Avalia todas as estruturas torácicas melhores do 
que a radiografia, independente do que sejam. 
INDICAÇÃO DO USO DE MEIOS DE CONTRASTES: 
 Usado quando quero avaliar lesões 
principalmente do mediastino (vascular, 
linfonodomegalias, massas mediastinais); 
 Hilo pulmonar; 
 Lesão de parede torácica; 
 Lesão pulmonar;USO DO CONTRASTE EM PACIENTE COM LESÃO 
MEDIASTIANL: 
 
 
O Y de cabeça para baixo entre aorta descendente 
e ascendente, temos o tronco da artéria pulmonar, 
pulmonar direita e pulmonar esquerda; 
Entre o Y e a arteira descendente tem um buraco 
preto (preto = ar), ou seja, traqueia. 
Na imagem de contraste temos uma cor mais 
escura que é um derrame pleural loculado 
amassando o pulmão inteiro fazendo atelectasia 
completa do pulmão; 
COM CONTRASTE 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
E mais na frente temos uma massa (a bola branca); 
Com isso observamos que antes tínhamos as cores 
parecidas e após a ingestão do contraste 
conseguimos delimitar as estruturas e identifica-
las; 
 O meio de contraste é fundamental para a 
distinguirão da anatomia e da lesão. 
CONTRA INDICAÇÕES: 
 Gestantes; 
 Insuficiência Renal, alergia ao contraste 
iodado; 
 Relativas: Asma, miastenia gravis, 
feocromocitoma; 
ANATOMIA: 
Na TC, faremos muitas imagens no plano axial, e 
depois podemos reconstruir tanto no plano sagital 
ou coronal. 
As principais imagens que temos são as axiais; 
De acordo com a altura do tórax, e aonde será o 
corte enxergaremos as estruturas; 
 
 
- Imagem cortada acima do arco da aorta, o que 
podemos ver na TC, cada bolinha branca irá 
representa alguma estrutura, então iremos 
entender como: A. subclávia esquerda, A. carótida 
esquerda, Tronco Braquiocefalico e Veia cava 
superior; 
 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
 
A imagem na TC podemos observar: 
Crosta da aorta (a parte branca), a traqueia é o 
buraco preto, na frente a veia cava superior e 
atrás da traqueia na bolinha cinza é o esôfago; 
 
 
Na imagem de TC podemos observar o arco da 
aorta parte ascendente e descendente; 
 
 
Na imagem de TC conseguimos observar a Aorta 
ascendente e descendente, Veia cava superior, 
Tronco pulmonar com A. pulmonar direita e 
esquerda e a bolinha preta é o bronquifonte 
esquerda e temos o direito também e atrás do 
bronquiofonte esquerdo temos o esôfago; 
CROSTA DA AORTA 
VEIA CAVA SUPERIOR 
 
TRAQUÉIA 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
 
 
Na imagem de TC mostra o coração, e a aorta 
descendente; 
FISSURAS PULMONARES: 
 
PULMÃO DIREITO- EIXO SAGITAL 
 
PULMÃO ESQUERDO - EIXO SAGITAL 
TERMINOLOGIA UTILIZADA EM LAUDOS: 
■ opacidade: aumento da atenuação do parênquima 
(Parênquima irá ficar branco); 
■ consolidação: opacidade que obscurece as 
silhuetas vasculares, sem perda de volume e 
eventualmente com broncogramas aéreos de 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
permeio (encher os alvéolos de algo que não seja 
ar, e com isso o pulmão irá ficar branco); 
■ vidro fosco: opacidade que não obscurece as 
silhuetas vasculares (apenas em tc de alta 
qualidade, consigo ver as silhuetas); 
■ nódulo: opacidade circunscrita menor que 3,0 cm; 
■ massa: opacidade razoavelmente circunscrita 
maior que 3,0 cm; 
■ micronódulo: nódulo menor que 0,3 cm; 
■ bronquiectasias: dilatação irreversível dos 
brônquios (ectasiar é aumentar o diâmetro); 
■ bolhas (enfisema): aumento do espaço aéreo por 
destruição das paredes alveolares; 
CONSOLIDAÇÃO: 
 
Consigo perceber um pulmão aerado do lado 
esquerdo, e ao olhar o lobo direito observamos uma 
parte branca, significa que esses brônquios foram 
se enchendo de alguma coisa que foi ocupando o 
lugar do ar até que ficou todo branco, na 
consolidação não há perda de volume; 
O broncograma aéreos são alguns brônquios que 
ainda não se encheram de secreção, se tem 
brônquio que sobrou ar a gente sabe que a doença 
está dentro do brônquio; 
Ex.: poderia ser uma pneumonia; 
OPACIDADE EM VIDRO FOSCO: 
Possui áreas de tecidos que estão comprometidas 
por alguma coisa branquinha, mas que não é capaz 
de acabar com as silhuetas vasculares, ou seja, 
obscurecer; 
Obs.: pontinhos pretos são os brônquios cheio de 
ar; 
NÓDULO PULMONAR: 
 
É uma bola, chamada de nódulo pois possui uma 
densidade única, além de estra delimitada; 
MASSA PULMONAR: 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
 
Possui mais do que 3,0cm, não possui delimitações, 
não possui ar para chamar de cavidade; 
Na maioria das vezes em que falamos que se tem 
uma massa no pulmão estamos falando de um tumor 
no pulmão; 
ENFISEMA PULMONAR: 
O Enfisema pulmonar mais comum que parece um 
queijo suíço, com um monte de buraco no pulmão, 
esse padrão de enfisema de centro lobular, ele 
representa um alvéolo que explodiu então não há 
troca de gás mais, como não há mais essa troca de 
gás ele vai cada vez mais retendo esse ar dentro 
do pulmão deixando ele cada vez maior, e se fica 
maior é porque possui mais ar e com isso o pulmão 
fica muito mais preto. 
 
Essas bolinhas pretas devido à falta de troca de 
ar, e com isso o ar fica retido até formar um 
buracão como na terceira imagem; 
 
Nessa imagem mostra um Enfisema Difuso 
Panlobular monte de vasos afastado mostrando 
uma distensão do tecido; 
 
Enfisema Parasseptal, faz áreas enromes de 
acúmulos de ar no pulmão; 
Quanto mais extenso o enfisema pior para o 
paciente, o aumento do diâmetro do tórax é 
sempre anteroposterior; 
CAVIDADE: 
 
Cavidade pulmonar é alguma coisa em que eu 
consiga ver ar no interior, se eu não conseguir ver, 
não há como dizer; 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
BRONQUIECTASIA: 
É o aumento irreversível do brônquio. Deve 
procurar o brônquio dilatado; 
 
 
 
Para fazer diagnostico é necessário acompanhar a 
dilatação dos brônquios; 
PLEURA: 
É ar no espaço pleural, entre a pleura visceral e 
parietal o ar coleta naquela região chamamos de 
pneumotórax, caso seja liquido chamamos de 
derrame pleural; 
 
PNEUMOTORÁX 
 
 
DERRAME PLEURAL – O LIQUIDO SERIA O CINZA; 
PRINCIPIOS DIAGNÓSTICO DE LESÃO 
MEDIASTINIAS: 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
 Primeiro é necessário ver a localização da 
lesão, origem e sua relação com demais 
estruturas adjacentes; 
 Seu tipo de atenuação, ou seja, se ela é 
cística, sólida, se ela realça no meio de 
contraste; 
 Se possui caráter invasivo ou não; 
 
MEDIASTINO ANTERIOR: 
Os 4”T”s: 
 TIMOMA; 
 TERATOMA (TUMOR DE CÉLULAS 
GERMINATIVAS); 
 TIREOIDE; 
 LINFOMA; 
 
 
 
TIMOMA- 
 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
 
 
BÓCIO MERGULHANTE- observamos também um 
deslocamento da traqueia; 
MEDIASTINO MÉDIO: 
■ vasos: aneurisma, dissecção 
■ coração: cardiomegalia, alterações pericárdicas 
■ traquéia: estenose, tumores 
■ esôfago: megaesôfago, tumores 
■ linfonodos: linfoma, metástases linfonodais, 
sarcoidose, tuberculose primária 
■ outras alterações: mediastinite, 
pneumomediastino 
 
Uma dilatação da aorta maior do que o normal; 
 
Dissecção da aorta- Possui fluxo sanguíneo 
entrando por baixo da intima do vaso. Para que eu 
tenha dissecção precisa de ter essa linha que 
significa que o sangue entrou pela parede do vaso, 
e descolou a membrana intima do vaso andando por 
baixo dela e eu tenho o sangue entre a parede e 
jogando a intima para o meio do vaso. Do lado de 
fora seria falso e dentro verdadeiro; 
 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
TEP (TROMBO EMBOLISMO PULMONAR) - Um 
trombo que se desloca geralmente de membros 
inferiores que ocupa uma das aterias pulmonares 
que podem ser proximais ou distais; 
Na imagem conseguimos perceber o tronco 
pulmonar cheio de contraste, significando que o 
fluxo de sangue está livre, quando chega na 
esquerda, observamos algo dentro, uma massa que 
ocupa o lúmen desse vaso, sendo o TEP. Assim 
conseguimos observar o que acontece com o pulmão 
tendo um infarto pulmonar que não deixou chegar 
sangue para o pulmão; 
 
 
TUMOR DE TRAQUEIA 
 
TUMOR DE ESOFAGOLINFOMA 
 
PNEUMOMEDIASTINO – Possui ar no espaço mediastino; 
RADIOLOGIA LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI- MEDIICNA UNESC 
 
MEDIASTINO POSTERIOR: 
 
ULTRASSONOGRAFIA: 
Indicações: 
■ derrame pleural 
■ movimentação da cúpula frênica 
Limitações: 
■ avaliação do parênquima pulmonar e mediastino 
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA: 
Indicações: 
 ■ não tem acurácia para avaliação de lesões 
pulmonares (focais ou difusas) 
■ na avaliação do mediastino e parede torácica 
■ nos pacientes que não podem receber contraste 
iodado Limitações: 
■ pacientes dispnéicos e não colaborativos 
■ disponibilidade e custo

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