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Prof. Dr. Rafael Antônio de Campos e Equipe ANESTESIOLOGIA Prof. Me. Rafael Maluza Florez 2023 Técnicas: - Infiltração local - Bloqueio de campo - Bloqueio de nervo O que é? • INIBIÇÃO DO PROCESSO EXCITAÇÃO-CONDUÇÃO DE ESTÍMULOS. FUNDAMENTAL EM PROCEDIMENTOS ODONTOLÓGICOS, PRINCIPALMENTE EM CIRURGIAS. Conceito de Anestésico LOCAL: “Substância capaz de produzir bloqueio reversível e localizado da condução nervosa.” EUGESSE CREMONESI, 1996 Conceito de Sensação Anestésica: • Perda da sensiblilidade em uma área circunscrita do corpo causada pela depressão da excitação das terminações nervosas ou pela inibição do processo de condução STANLEY MALAMED, 1997 Anestesias LOCAIS (classificação de MALAMED) • SUPERFICIAIS (Tópicas) • benzocaína x lidocaína • INFILTRATIVA LOCAL • BLOQUEIOS • CAMPO • NERVO Definição de infiltração: O invento da seringa: 1920: lab. Cook-Wait registrou o termo “Carpule” – nome comercial registrado do tubete odontológico. • Apresenta 1,8 ml de solução. HASTE CALOTA ADAPTADOR DA SERINGA BISEL EXTREMIDADE QUE PENETRA NO TUBETE EMBOLO DE SILICONE TAMPA DE ALUMÍNIO DIAFRAGMA DE BORRACHA CILINDRO DE VIDRO CILINDRO DE PLÁSTICO ADAPTADOR DE AGULHA CORPO DA SERINGA APOIO PARA OS DEDOS EMBOLO c/ Refluxo c/ Aspiração AGULHAS • LONGA = 32 mm • CURTA = 20 mm • Extra curta: 10mm AÇO INOXIDÁVEL • CALIBRE DAS AGULHAS - • 25 G – 0,28 mm externo e 0,21 interno • 27 G – 0,3 mm diam. externo e 0,19 interno • 30 G – 0,4 mm diâmetro externo e 0,12 interno Cânula altamente flexível: Permite maior agilidade do profissional durante o uso, não ocorrendo quebra da cânula se utilizada corretamente. Angulações acentuadas não devem ser realizadas na cânula. Bisel trifacetado e cânula siliconizada: Permite penetração suave e conforto ao paciente. 1. DEVE SER TRANSITÓRIO E REVERSÍVEL 2. NÃO DEVE IRRITAR OS TECIDOS VIVOS 3. DEVE TER TOXICIDADE SISTÊMICA INSIGNIFICANTE 4. EFICAZ EM QUALQUER LOCAL DE SUA APLICAÇÃO 5. DEVE TER PEQUENO PERÍODO DE LATÊNCIA 6. NÃO DEVE SER CAPAZ DE PRODUZIR ALERGIAS 7. DEVE SER ESTÉRIL 8. DEVE SOFRER BIOTRANSFORMAÇÃO RÁPIDA NO ORGANISMO CARACTERÍSTICAS da anestesia TUBETE ANESTÉSICO: SAL ANESTÉSICO (vasodilatador) + VASOCONSTRITOR OBJETIVOS dos Vasoconstritores: • AUMENTAR O TEMPO DO EFEITO ANESTÉSICO • DIMINUIR O SANGRAMENTO • DIMINUIR A VELOCIDADE DE ABSORÇÃO DO SAL • DIMINUIR CONCENTRAÇÃO PLASMÁTICA • REDUZ POSSIBILIDADE DE EFEITOS COLATERAIS ESTABILIZADORES QUÍMICOS •SULFITO DE SÓDIO – baixo risco de reações alérgicas •METILPARABENO – potencial maior de produzir alergias Sais anestésicos Grupo éster: • PROCAÍNA •BENZOCAÍNA • PROPOXICAÍNA Usados com menor frequência Sais anestésicos Grupo amida: • LIDOCAÍNA •MEPIVACAÍNA • PRILOCAÍNA •BUPIVACAÍNA •ARTICAINA VASOCONSTRITORES • ADRENALINA – (CATECOLAMINA) • NORADRENALINA – (CATECOLAMINA) • LEVONORDEFRINA – (CATECOLAMINA) • FENILEFRINA – (CATECOLAMINA SINTÉTICA) • FELIPRESSINA – (HORMÔNIO ANTIDIURÉTICO) ADRENALINA • AUMENTA A PRESSÃO ARTERIAL • AUMENTA A GLICEMIA • AUMENTA A CONTRAÇÃO UTERINA • AUMENTA A FREQUENCIA CARDÍACA • PROMOVE BRONCODILATAÇÃO • EXCITAÇÃO LIGEIRA NORADRENALINA •AUMENTA PRESSÃO ARTERIAL • PROMOVE VASOCONSTRICÇÃO •AUMENTA A FREQUENCIA CARDÍACA LEVONORDEFRINA •AUMENTA FREQUENCIA CARDÍACA •AUMENTA PRESSÃO ARTERIAL • PROMOVE BRONCODILATAÇÃO FELIPRESSINA • NÃO ALTERA A PRESSÃO • NÃO ALTERA GLICEMIA • AUMENTA A CONTRAÇÃO UTERINA • DIMINUI A CIRCULAÇÃO UTERINA • VASOCONSTRICÇÃO PEQUENA • NÃO ALTERA A FREQUENCIA CARDÍACA FENILEFRINA •AUMENTA PRESSÃO ARTERIAL • POTENTE VASOCONSTRICÇÃO • PEQUENA BRONCODILATAÇÃO •NÃO ALTERA FREQUENCIA CARDÍACA ANESTÉSICOS UTILIZADOS • LIDOCAINA 2% e 3% com adrenalina 1:100.000 (Xylocaína 2%) • 2% com adrenalina 1:50.000 (Alphacaína) • 2% com noradrenalina 1:30.000 (Xylestesin 2%, Lidostesin 3%) • 2% com fenilefrina 1:2.500 (Biocaina e Novocol) • sem vasoconstrictor (Xylocaína 2%, Xylestesin 2%, Lidocaína 2%) ANESTÉSICOS UTILIZADOS • PRILOCAÍNA 3% com felipressina ou octapressin (Biopressin, Citanest, Citocaína, Prilocaína e Prilonest) ANESTÉSICOS UTILIZADOS • MEPIVACAÍNA 2% com adrenalina 1:100.000 (Scandicaína e Mepivacaína) • com noradrenalina 1:30.000 (Scandicaína e Mepivacaína) • com levonordefrina 1:20.000 (Mepivacaína) • 3% sem vasoconstrictor (Scandicaína e Mepivacaína) ANESTÉSICOS UTILIZADOS • ARTICAÍNA 4% com adrenalina 1:100.000 ou 1:200.000 (Septanest) ANESTÉSICOS UTILIZADOS • BUPIVACAÍNA 0,5% com adrenalina 1:200.000 (Neocaína) • sem vasoconstrictor (Neocaína) Anestésico Vasoconstritor Nome comercial Lidocaína Adrenalina Alphacaine Noradrenalina Xilocaína, Xylestesin Fenilefrina Biocaína, Novocol Sem vasoconstritor Xilocaína Prilocaína Felipressina Citanest Mepivacaína Adrenalina Mepiadre Noradrenalina Mepinor Levonordefrina Mepilevo Sem vasoconstritor Mepivalem SV Bupivacaina Adrenalina Neocaína Sem vasoconstritor Articaina Epinefrina Articaine Genérico Concentração % Mg/ml Mg/tubete (x1,8ml) Lidocaína 2% 20 36 Prilocaína 3% 30 54 Mepivacaína 2% 20 36 3% 30 54 Articaína 4% 40 72 Bupivacaína 0,5% 5 9 Anestésico local Mg/tubete Dose máxima (por kg de peso) Nº de tubetes (para 60 kg) Max absoluto (independente de peso) Risco Gestante Lidocaína 2% 36 mg 7,0 mg 11,6 500 mg B Lidocaína 3% 54 mg 7,0 mg 7,7 500 mg B Mepivacaína 2% 36 mg 6,6 mg 11 400 mg C Mepivacaína 3% (SV) 54 mg 6,6 mg 7,3 400 mg C Articaína 4% 72 mg 7,0 mg 5,8 500 mg Desconhecido Prilocaína 3% 54 mg 8,0 mg 8,8 600 mg B Bupivacaína 0,5% 9 mg 2,0 mg 10 90 mg C Cálculo da dose máxima de anestésicos locais 6,6mg/Kg 6,6mg/Kg 6,6mg x 65Kg = 429mg 6,6mg x 65Kg = 429mg 6,6mg x 65Kg = 429mg X tubetes --- 429 429/36 = 11,91 tubetes Anestésicos recomendados • LIDOCAINA 2% COM ADRENALINA 1:100.000 - Rotina - Crianças - Idosos - Gestantes (*) Hipertensos e Gestantes : máximo 2 tubetes Anestésicos recomendados • PRILOCAINA 3% COM FELIPRESSINA 0,03UI - Uso de antidepressivos - Uso de Neurolépticos - Uso de estimulantes adrenérgicos - Uso de B-bloqueadores - Sensibilidade aos sulfitos - Doenças cardiovasculares não controladas (*) Hipertensos : máximo 3,5 tubetes NÃO USAR : GRÁVIDAS, IDOSOS E CRIANÇAS Anestésicos recomendados • MEPIVACAINA 2% com adrenalina 1:100.000 - Procedimentos mais invasivos - Protocolo de analgesia - Urgências NÃO UTILIZAR EM GRÁVIDAS (acumula no fígado feto) CRIANÇAS (longa duração) Posição do paciente para receber anestesia local PRINCÍPIOS BÁSICOS •Assepsia rigorosa • Conhecer anatomia • Solução ser nova •Quantidade segura • Indicação adequada • Técnica correta •Bisel da agulha voltado para osso • Troca de agulha quando repetidas anestesias PROBLEMAS nos TUBETES ◼ VAZAMENTO NA TAMPA ALUMÍNIO ◼ VAZAMENTO NO PISTÃO BORRACHA ◼ CORROSÃO DA PROTEÇÃO ALUMÍNIO FALHAS NAS ANESTESIAS • Anomalias anatômicas • Infiltração muito rápida • Solução fria ou quente • Movimentos intempestivos • Agulha muito curta • Vazamento do tubete • Falta de conhecimento anatômico • Agulha muito longa • Erro de técnica • Falta de experiência • Empunhadura inadequada • Solução adulterada • Eliminação rápida do anestésico Técnicas anestésicas: • Infiltração local • Bloqueio de campo • Bloqueio de Nervo Mallamed, SF Mallamed, SF Infiltração Local Pequenas terminações nervosas na área do tratamento odontológico são infiltradas com solução de anestésico local. A incisão é então realizada na mesma área na qual o anestésico local foi depositado. Um exemplo de infiltração local é a administração de anestésico local na papila interproximal antes do alisamento radicular. O termo infiltração e comumente utilizado em odontologia para definir a injeção na qual a solução anestésica local edepositada no ápice do dente a ser tratado ou acima dele. Embora tecnicamente incorreto — essa técnica é um bloqueio de campo (ver a seguir) —, este termo comum continuará a ser utilizado para esse tipo de injeção. Mallamed, SF Bloqueio de Campo O anestésico local é infiltrado próximo aos ramos nervosos terminais maiores, de modo que a área anestesiada será circunscrita, impedindo a passagem de impulsos do dente para sistema nervoso central (SNC). A incisão (ou o tratamento) é então realizada na área distante do local da injeção do anestésico. Injeções maxilares administradas acima do ápice do dente a ser tratado são apropriadamente denominadas de bloqueios de campo (embora o uso comum as identifique como infiltrações ou supraperiosteais). Mallamed, SF Bloqueio de Nervo O anestésico local é depositado próximo a um tronco nervoso principal, geralmente distante do local de intervenção operatória. As injeções nos nervos alveolar supero posterior, alveolar inferior e nasopalatino são exemplos de bloqueios de nervo. Discussão Tecnicamente, a injeção comumente designada em odontologia como infiltração local é um bloqueio de campo, pois a solução anestésica é depositada no ápice ou acima do dente a ser tratado. Técnicas anestésicas • • • • • • • • • • • Submucosa Bloqueio de campo supraperiostal Bloqueio de campo subperiostal Intraligamentar Intracrista Intrapulpar Intrasseptal Intraóssea Descarte Obrigado! Slide 1 Slide 2 Slide 3: O que é? Slide 4: Conceito de Anestésico LOCAL: Slide 5: Conceito de Sensação Anestésica: Slide 6: Anestesias LOCAIS (classificação de MALAMED) Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 30: CARACTERÍSTICAS da anestesia Slide 31: TUBETE ANESTÉSICO: Slide 32: OBJETIVOS dos Vasoconstritores: Slide 33: ESTABILIZADORES QUÍMICOS Slide 34: Sais anestésicos Grupo éster: Slide 35: Sais anestésicos Grupo amida: Slide 36 Slide 37: VASOCONSTRITORES Slide 38: ADRENALINA Slide 39: NORADRENALINA Slide 40: LEVONORDEFRINA Slide 41: FELIPRESSINA Slide 42: FENILEFRINA Slide 43: ANESTÉSICOS UTILIZADOS Slide 44: ANESTÉSICOS UTILIZADOS Slide 45: ANESTÉSICOS UTILIZADOS Slide 46: ANESTÉSICOS UTILIZADOS Slide 47: ANESTÉSICOS UTILIZADOS Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51: Cálculo da dose máxima de anestésicos locais Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61 Slide 62 Slide 63 Slide 64 Slide 65 Slide 66 Slide 67: Anestésicos recomendados Slide 68: Anestésicos recomendados Slide 69: Anestésicos recomendados Slide 70: Posição do paciente para receber anestesia local Slide 71: PRINCÍPIOS BÁSICOS Slide 72 Slide 76 Slide 78: FALHAS NAS ANESTESIAS Slide 79 Slide 80: Técnicas anestésicas: Slide 81 Slide 82 Slide 83 Slide 84 Slide 85 Slide 86 Slide 87 Slide 88: Técnicas anestésicas Slide 89 Slide 90: Bloqueio de campo supraperiostal Slide 91: Bloqueio de campo subperiostal Slide 94: Intraligamentar Slide 95: Intracrista Slide 96: Intrapulpar Slide 97: Intrasseptal Slide 98 Slide 99: Descarte Slide 100 Slide 101 Slide 102 Slide 103 Slide 104: Obrigado!