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Anatomia radiográfica: projeção laterolateral direita Radiografia torácica INDICAÇÕES A radiologia torácica serve para avaliar a presença de doenças cardiopulmonares, metástases, traumas graves e até mesmo para avaliação pré-anestésica. de pequenos animais INTRODUÇÃO Deve-se priorizar técnicas com alto Kv. mA tórax = Kv/10; Kv = E x 2 + CF (20 a 30); Na avaliação de tórax deve-se solicitar no mínimo duas projeções, mas preferencialmente realizar três (laterolateral direita, laterolateral esquerda e ventrodorsal ou dorsoventral). PROJEÇÃO LATEROLATERAL Na projeção laterolateral, os membros torácicos devem estar estendidos cranialmente e paralelos entre si. A imagem deve abranger todo o tórax, é visível os processos espinhosos da região dorsal, esternébras da região ventral e linha diafragmática. PROJEÇÃO VENTRODORSAL Os membros torácicos devem estar estendidos cranialmente, ao lado da cabeça. O esterno e a coluna devem estar alinhos ao centro e a linha diafragmática é visível. SISTEMA RESPIRATÓRIO Anatomia radiográfica: projeção dorsoventral Radiografia torácica AVALIAÇÃO DA TRAQUÉIA Para avaliar a traqueia cervical, deve- se realizar o exame em decúbito lateral, durante a inspiração, pois a pressão negativa das vias aéreas permite avaliar o tamanho real do lúmen da traqueia, ou seja o colapso da traqueia é evidente no momento em que as pressões estão aumentadas. Já a traqueia intratorácica deve ser avaliada durante a expiração. O colapso de traqueia é identificado através da diminuição do lúmen traqueal, é avaliado através da projeção laterolateral e pode ser realizado também através da técnica compressiva (com o emprego de uma pera de laboratório) e a projeção tangencial também pode ser realizada, pois permite avaliar com maior precisão o grau do colapso. Há ainda a hipoplasia traqueal (diminuição do lúmen traqueal em toda a extensão da traqueia) e a ruptura de traqueia, onde será visualizado o aumento da radioluscência e perda da delimitação traqueal (enfisema subcutâneo, intramuscular e peritraqueal). Por fim, também podemos observar a mineralização dos anéis traqueais, alteração comum em animais idosos. de pequenos animais PULMÕES Para avaliar os pulmões é importante saber que a identificação radiográfica dos lobos pulmonares não é visível em animais saudáveis. Além disso, a variação do contraste pode ocorrer por idade, posicionamento, ciclo respiratório e técnica empregada. PADRÕES PULMONARES Características radiográficas: Opacidade pulmonar: Broncogramas aéreos; Alveologramas aéreos; Causas: broncopneumonia, edema, hemorragia, atelectasia pulmonar, pneumonia, granulomas, massas... Padrão alveolar: Ocorre por preenchimento dos alvéolos com fluido ou exsudato, debris celulares ou infiltração neoplásica. É caracterizado pela radiopacidade mal definida. Impossibilita a visualização das margens do coração, vasos e do diafragma. Radiografia torácica Características radiográficas: Árvore brônquica evidente; Calcificação das paredes; Trilhos de trem ou donuts; Áreas circulares com radiopacidade periférica. Padrões radiográficos: “Donut” – infiltrado peribronquial (tranversal); "Trilho de trem” – contorno longitudinal; Calcificação dos brônquios – idade ou doença. Causas: bronquite, bronquiectasia, infiltrado de células inflamatórias. Padrão bronquial: Ocorre em espessamento dos brônquios ou com alterações no diâmetro do lúmen. de pequenos animais Características radiográficas: Aparência reticulada Marcas lineares não-vasculares Causas: infiltração por líquido, neoplasia, tecido fibroso. Miliar: 0,3-0,5cm Nódulo: 0,5-3cm Massa: >3cm Causas: neoplasia metastática, neoplasia primária, pneumonia micótica, granuloma e abcessos. Causas: pneumonia intersticial, pneumonia eosinofílica, hemorragia intersticial, fibrose pulmonar, linfoma e edema intersticial. Causas: hipervascularização (congestão venosa (ICCE)), hipovascularização (choque hipovolêmico) ou dilatação e sinuosidade arterial (dirofilariose ou tromboembolismo pulmonar). Pode ser intersticial estruturado, com a presença de nódulos bem definidos, sem coalescência dos nódulos, de opacidade de tecido mole. E também pode ser não estruturado, de aparência rendilhada (favo de mel), grandes vasos e brônquios comprometidos. Padrão vascular: Caracterizado por alterações no padrão radiográfico dos vasos. Padrão intersticial: Ocorre por alteração nos padrões radiográficos da região de interstício. O interstício é o tecido que suporta e envolve os vasos sanguíneos, linfáticos, brônquios e alvéolo. Radiografia torácica Padrão misto: Caracterizado pela associação entre padrões. Por exemplo, em casos de ICCE, em que no início pela congestão venosa identifica-se o padrão vascular, durante o edema inicial identifica-se o padrão vascular e intersticial, e em casos de edema grave o padrão alveolar sobreposto ao vascular e intersticial. de pequenos animais Características radiográficas: Radiopacidade ventral (lateral) Obliteração da imagem cardíaca (parcial ou total)... A efusão pleural pode ser classificada como hidrotórax, hemotórax, piotórax ou quilotórax, mas não são distinguíveis pelo RX. ESPAÇO PLEURAL Características radiográficas: Silhueta cardíaca afastada do esterno; Aumento da opacidade pulmonar; Pneumotórax: caracterizado pela presença de ar livre na cavidade pleural. Geralmente ocasionado por trauma, mordedura, ruptura de bolha ou cisto pulmonar... Efusão pleural: caracterizado pela presença de líquido no espaço pleural, há fissuras interlobares pela opacidade de fluido. CORAÇÃO Para interpretar a radiografia do coração é importante verificar a técnica empregada, considerar diâmetro e posição da traqueia, avaliar densidades anormais (massas), arco aórtico, reconhecer tamanho e forma das artérias e veias, além da forma, tamanho e posição do coração.O tamanho cardíaco é sempre avaliado de duas maneiras, a quantitativa (VHS) e a qualitativa (avaliação subjetiva). O coração do gato, normalmente é mais alongado e horizontal, na projeção lateral ocupa de 2 a 2 ½ espaços intercostais. Em raças de tórax profundo e estreito o coração é mais redondo e menor na DV e mais vertical e estreito na projeção LL, ocupando 2 ½ espaços intercostais. Já em raças de tórax pouco profundo e largo o coração direito é maior e mais ovalado em projeções dorsoventrais e em projeções laterais é mais arredondado e tem maior contato esternal, ocupando 3 ½ espaços intercostais. Radiografia torácica 8,5 a 10,5 vértebras (cão) 6,7 a 8,1 vértebras (gato) Os valores normais de VHS são: O aumento de câmeras cardíacas pode acarretar no deslocamento dorsal da traqueia. Além disso na endocardiose pode-se notar a "orelha de mickey na radiografia. Ademais, cães caçadores (hounds) com endocardiose desenvolvem cardiomegalia generalizada. de pequenos animais Orelha de Mickey (aumento de átrio esquerdo).