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Bioquímica II

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No momento de jejum a PKA coloca um fosfato na enzima (frutose 2,6-
), nesse momento a função fosfatase da enzima esta ativa e a função quinase esta inibida bifosfatase
e é nesse momento que o ativador é degradado. 
Em um segundo momento quando a estrutura da enzima não apresenta um 
fosfato ( )PFK 2 , em função do sinal da insulina que leva a ativação de proteínas 
fosfatases que removem o fosfato de sua estrutura e consequentemente essa enzima 
passa a funcionar como uma quinase colocando um fosfato no açúcar. 
 
𝐽𝑒𝑗𝑢𝑚 𝐺𝑙𝑢𝑐𝑎𝑔𝑜𝑛 𝑃𝐾𝐴 𝑎𝑡𝑖𝑣𝑎 𝑓𝑜𝑠𝑓𝑜𝑟𝑖𝑙𝑎 𝑎 𝑒𝑛𝑧𝑖𝑚𝑎 = 𝐟𝐫𝐮𝐭𝐨𝐬𝐞 𝟐,𝟔− 𝐛𝐢𝐟𝐨𝐬𝐟𝐚𝐭𝐚𝐬𝐞 𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚 𝑒 𝑃𝐹𝐾 2 𝑖𝑛𝑎𝑡𝑖𝑣𝑎 
𝐴𝑙𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎𝑑𝑜 𝐼𝑛𝑠𝑢𝑙𝑖𝑛𝑎 𝑃𝑡𝑛 𝑓𝑜𝑠𝑓𝑎𝑡𝑎𝑠𝑒𝑠 𝑟𝑒𝑚𝑜𝑣𝑒𝑚 𝑜 𝑃 = 𝑃𝐹𝐾 2 𝑎𝑡𝑖𝑣𝑎 𝑒 𝐟𝐫𝐮𝐭𝐨𝐬𝐞 𝟐,𝟔 − 𝐛𝐢𝐟𝐨𝐬𝐟𝐚𝐭𝐚𝐬𝐞 𝐢𝐧𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚 
A adrenalina e o glucagon ativam o mesmo sistema de regulação só que em sítios catalíticos 
diferentes. 
A regulação da via glicolítica vai ser levemente diferente no fígado e no músculo. 
Regulação da PFK 1 - Hepatócito 
No estado alimentado a PFK 1 ativa em função das altas concentrações de frutose 2,6-
bifosfato (que é um ativador) e da baixa concentração de cAMP. O cAMP esta associado a PKA 
em função dela ser dependente do cAMP. 
O cAMP e a frutose 2,6-bifosfato são as duas 
moléculas vão ditar o (PFK 1 ativa). estado alimentado
No temos baixa concentração de frutose estado de jejum
2,6-bifosfato e isso é uma consequência da concentração 
de cAMP estar alta e a PKA ativa, esta ultima vai 
fosforilar a enzima e quando isso ocorre o regulador é 
degradado, tendo assim uma ausência do principal 
ativador da PFK 1 que consequentemente esta estará inibida. 
Vermelho - baixa concentração; Verde - alta concentração; 
Vivian Rocha 
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Regulação da PFK 1 - Miócito 
O músculo só ira fazer glicólise em dois momentos: no estado alimentado e quando estamos 
fazendo atividade física. 
No músculo o cAMP ativa a quebra do glicogênio, aumentando a glicólise (que é o oposto 
do que estávamos vendo até agora), pois o músculo contrai e por isso vai precisar de mais energia 
com o sinal da adrenalina, por isso que ele apresenta um metabolismo um pouco diferente do fígado 
(que não possui muito receptor de adrenalina). 
Esse sinal é importante para declarar os três estados da PFK no músculo. 
Estado de Jejum 
Em jejum a PFK esta inibida (igual ao fígado). 
Estado de Jejum + Contração muscular ou Adrenalina 
Existe um estado intermediário em que ainda estamos em jejum e recebemos um sinal extra 
de contração muscular ou um sinal de adrenalina. Esse sinal de adrenalina desperta a necessidade de 
contração muscular que libera cálcio fazendo com que a 
PFK do seu músculo fique ativa mesmo em jejum (o que 
não ocorre no fígado). Então no estado de jejum basta ter 
o sinal de adrenalina ou contração muscular para que a 
PFK fique ativa. 
Se pararmos para diferenciar jejum com estimulo 
de jejum sem estimulo veremos que ADP, AMP, cAMP, 
frutose 6-fosfato e um diferencial no ATP revertem o 
panorama da PFK inibida para ativa. Ou seja, mesmo em jejum a glicólise pode estar ativa em dois 
momentos: contração ou adrenalina. 
No momento de adrenalina ou contração muscular o músculo utiliza o glicogênio como 
substrato. Sendo assim a glicólise ocorre utilizando o glicogênio como substrato para a degradação, 
pois no estado de jejum o músculo não possui permissão para pegar glicose do sangue. Isso quer 
dizer que em repouso ou em jejum nos quase não iremos degradar o glicogênio muscular e quase 
não vamos fazer glicólise. As células musculares só captam glicose em quantidades expressivas em 
presença de insulina. 
Estado Alimentado 
No estado alimentado a PFK esta muito ativa, pois ha disponibilidade de glicose e há uma 
regulação alta de frutose 2,6-bifosfato, baixa de cAMP e frutose 6-fosfato. 
 O músculo prefere degradar lipídeo (se tiver oxigênio), mas em questão extra (susto Obs.:
ou contração) ele usa glicogênio, além de lipídeos. 
Terceira Regulação - Piruvato quinase 
A última enzima da via glicolítica é a piruvato quinase. Na figura é possível 
ver um controle de carga energética, a alta carga energética bloqueia a ultima reação 
da glicólise, ou seja, concentrações altas de ATP vão inibir a piruvato quinase. O 
piruvato pode ser produzido direto da alanina. Se tivermos muita alanina disponível, 
um amino dela é retirado para ser feito o piruvato. Se já estamos fazendo piruvato a 
partir da alanina é preciso também fazer piruvato pela glicólise? Não, então a alanina também irá 
inibir a piruvato quinase, para não haver duas vias fazendo a mesma molécula. 
Vivian Rocha 
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Mecanismo de ação em cascata da Adrenalina (epinefrina) e do Glucagon 
A figura abaixo representa a adrenalina e o , cada um se ligando a um receptor, a glucagon
mesma sinalização ativa a proteína quinase A (PKA) que fosforila varios alvos (entre esses alvos 
está a PFK 2), ela também iria fosforilar e regular a quebra do glicogênio. A PKA não tem ação 
direta sob a PFK 1 nem sob a glicogênio fosforilase (que é a enzima que leva a degradação do 
glicogênio), existem dois intermediários. Sendo assim a PKA ativa um primeiro intemediário e 
depois um segundo intermediário, ativando assim a glicogênio fosforilase. 
 Sempre teremos uma enzima ativando a outra. A diferença vai ser que no figado vamos ter 
o sinal do glucagon, pois ele praticamente não apresenta recpetores para adrenalina, respondendo 
assim marjoritariamente ao glucagacon, enquanto que no 
musculo ocorre o contrario, pois este praticamente não 
apresenta recpetor de glucagon, a maioria dos seus recptores 
são de adrenalina, então o músculo vê o jejum como ausência 
da insulina, mas ausência de um hormonio não é suficiente 
para dar a sinalização da PKA, a sinalização dessa enzima só 
ocorre quando houver repcetor para adrenalina ou pra 
glucagon, isso nos leva a quebra do glicogênio. Ou seja, 
ativamos a glicogênio fosforilase que quebra o glicogênio. No 
caso do músculo o destino da glicose 1-fosfato é a via 
 e no figado a glicose 1- fosfato em vai glicolítica jejum para o 
. Qual é o nome da enzima intermediária? Fosforilase sangue
b quinase. Qual é o nome do efetor final? Glicogênio 
fosforilase. 
Se levarmos um susto no estado alimentado faz algum 
sentido quebramos o glicogênio do músculo? Não. Então o 
que vocês esperam que uma alta concentração de glicose faça com a glicogênio fosforilase? 
Inative. 
 Cascata de fosforilações que controla simultânea e antagonicamente a síntese e 
a degradação de glicogênio 
 Nessa figura a enzima ativa é 
representada pela caixa verde e a enzima inibida é 
representada pela caixa vermelha. Se estamos com a 
enzima ativa e possuimos alta concentração de glicose 
(estado alimentado) está enzima é inibida (não há 
motivo para degradar glicogênio). Se entrarmos em 
contração muscular uma carga energetica é criada que 
regula a enzima para forma ativa. Então mesmo sem 
sinal de adrenalina se houver contração muscular 
temos uma carga energetica que ativa a enzima. 
Mesmo se tivermos um sinal de glucagon se tivermos 
alimentado e tivermos alta de glicose a enzima não 
funciona. 
Vivian Rocha 
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AULA 4 - CICLO DE KREBS E SUA REGULAÇÃO 
O Ciclo de Krebs ocorre na mitocôndria, mais especificamente na sua matriz mitocondrial e 
temos a participação da crista, as invaginações que vão ser ricas em prótons. O que vamos ter na 
invaginação e na crista é a cadeia transportadora de elétrons que esta associada a isso, mas não é 
Ciclo de Krebs. 
Existem tecidos que não irão fazer Ciclo de Krebs como as hemácias, mais a maioria deles 
faz. 
O Ciclo de Krebs acontece quando estamos no estado alimentado e de jejum. 
Estado Alimentado 
No estado alimentado o Ciclo de Krebs ocorre com três objetivos, três funções: 
 Gerar energia - Fornecer

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