Prévia do material em texto
Filosofia em biopulpectomia e necropulpectomia Casos de dor espontânea pulpite irreversível Diagnóstico · Sinais e sintomas · Condições da polpa · Aspecto radiográfico Tratamento endodôntico · Biopulpectomia tratamento de canal radicular de dentes com vitalidade pulpar tratamento preventivo, ainda não tem contaminação indicações: - pulpite aguda irreversíveis sintomáticas; - pulpite crônica (pulpite irreversível assintomática) - indicação protética - reabsorções dentárias internas - traumatismos objetivos: - combater infecção superficial - manutenção da cadeia asséptica - preservar a vitalidade do coto pulpar (a preservação de vitalidade durante o tratamento endodôntico é de extrema importância para o processo de reparo apical e periapical” Por que a polpa inflama? “a polpa dental inflama-se numa resposta a um agente agressor que pode (ou não) estar localizado em sua superfície, como pode (ou não) ser originado por microorganismos patogênicos” Agressões a polpa que causam inflamação · Não biológicas - físicos: traumas: exposição pulpar preparos cavitários sem refrigeração: aumento da temperatura pulpar - químicos: clareamento condicionamento ácido · Biológicas - microorganismos carie (maioria dos casos Aspectos macroscópicos da polpa vital 1. Sangramento normal após o corte do tecido pulpar 2. Sangue cor “vermelho vivo” 3. Polpa dentária consistente Dentes com vitalidade pulpar Região apical e periapical · Integridade do cemento (sem reabsorções) · Integridade do periodonto (osso alveolar normal) · Ligamento periodontal normal · Inserções de fibras colágenas no cemento apical Polpa inflamada · Aspectos relacionados a inflamação podem alterar a atividade dos nervos periféricos por modificações químicas nas fibras · Alterações nos canais de sódio · Prostaglandinas podem diminuir a resposta do nervo aos agentes anestésicos diminui a efetividade dos anestésicos Como potencializar o efeito dos anestésicos em dentes com pulpite irreversível? Pré medicação: - cetorolaco (toragesic) Diminui dor e ansiedade do paciente Tipo de anestésico: - articaína - mepivacaína (para bloqueio) (sempre com vaso constrictor) Volume 2 tubetes Técnica: · Intraligamentar e intraóssea (superior e inferior) - agulha curta ou extra-curta Bloqueio regional + intra óssea · Combinação de técnicas (aumento de 30%) - bloqueio do nervo alveolar inferior - Infiltração nervo bucal - Intra-ligamentar - Intra-pulpar* (se fizer os 3 anteriores com sucesso, não precisa fazer esse) Anestesia infiltrativa aumenta a eficiência do bloqueio do nervo Como conseguir: Assepsia + substâncias não irritantes = sucesso Soluções irrigadoras · Combater infecção superficial · Remoção de restos pulpares e raspas de dentina · Dissolução do remanescente pulpar · Preservação da vitalidade do coto pulpar e tecidos apicais e periapicais hipoclorito de sódio soro fisiológico agua de hidróxido de cálcio Dissolução de tecido orgânico A dissolução é diretamente proporcional: · Fluxo (frequência e intensidade) · Quantidade de matéria orgânica necrótica · Reação de dissolução inativa quimicamente ao hipoclorito de sódio Hipoclorito de sódio Propriedades: · Solvente de tecido orgânico-detergente · Antimicrobiano · Lubrificação · Baixa tensão superficial · Acao rápida e clareadora Limitações: · Não elimina “smear layer” · Tóxico Limite de trabalho · Canal dentinário (1mm aquém do ápice) Reação de quelação Quelato de cálcio · EDTA – solubilização de fosfato de cálcio · Incorporação do cálcio pelo EDTA · Solubilização da dentina para suprir a necessidade de cálcio EDTA Propriedades: · Elimina smear layer por quelacao do cálcio Limitações: · Não dissolve tecido orgânico · Baixa capacidade antibacteriana Vantagem da biopulpectomia: · Tratamento endodôntico em uma única sessão · Não tem contaminação · Quando não for possível falta de predicados técnicos casos de sobre-instrumentação reações do paciente casos de anatomia difícil Curativo de demora Quando não for possível terminar o tratamento endodôntico na mesma sessão Objetivo: · Modular a inflamação do coto pulpar · Prevenir dor pós operatória · Evitar contaminação pela restauração provisória · Favorecer o reparo apical Otosporin · Canais não instrumentados · Casos de urgência · Menos de 7 dias PMCC · Urgência · Canais não instrumentados · Mais de 7 dias Hidróxido de cálcio · Após a instrumentação · Mais de 7 dias Vantagens: acao antibacteriana acao anti-exsudativa acao indutora de tecido mineralizado biocompatibilidade inativação de endotoxinas Cimentos obturadores · Biocompatibilidade · Selamento biológico · Respeitando o limite de trabalho Material obturador além do ápice radiográfico esta correlacionado com quedo do prognóstico Necrose pulpar morte do tecido pulpar, cessando suas atividades metabólicas, bem como, suas defesas naturais Tratamento endodôntico · Necropulpectomia: tratamento de canal radicular de dentes com necrose pulpar Vias microbianas de acesso · Túbulos dentinarios · Cavidade aberta · Membrana periodontal · Corrente sanguínea · Extensão (dente adjacente) Propagação bacteriana · Canal principal · Sistema de canais · Massa dentinaria · Deltas apicais · Região periapical Polpa mortificada: · Recente (sem lesão) periodontite apical aguda (pericementite) · Prolongada (com lesão) periodontite apical crônica (granuloma) · Objetivo obtenção da cadeia asséptica · Neutralização precoce do conteúdo séptico e tóxico do canal radicular - mediata (urgência) primeira sessão: abertura coronária isolamento absoluto irrigação abundante com hipoclorito 2,5% lima K15 até terço médio curativo com Formocresol (5 a 7 dias) selamento coronário Segunda sessão: odontometria instrumentação EDTA nova irrigação com hipoclorito a 2,5% neutralização com soro fisiológico ou agua destilada novo curativo intracanal (hidróxido de cálcio) – 14 dias selamento coronário Terceira sessão: remoção do curativo intracanal com hipoclorito de sódio a 2,5% + instrumento memória EDTA neutralização com soro fisiológico ou água destilada obturação selamento coronário -imediata Primeira sessão: Abertura Coronária Isolamento Absoluto Irrigação abundante com Hipoclorito 2,5% Instrumentação Progressiva * EDTA Nova Irrigação com Hipoclorito Neutralização com Soro Fisiológico ou Água Destilada Curativo Intracanal (Hidróxido de Cálcio) - 14 dias Selamento Coronário Segunda sessão: Remoção do curativo intracanal com Hipoclorito de Sódio a 2,5% + Instrumento memória EDTA Neutralização com Soro Fisiológico ou Água Destilada Obturação Selamento Coronário · Preparo biomecânico Instrumentação + irrigação - irrigação Neutralização do conteúdo séptico e tóxico hipoclorito de sódio gluconato de clorexidina - Solução de Labarraque (maior efeito antimicrobiano; dissolução de matéria orgânica) - clorexidina 2% (bom efeito antimicrobiano; não dissolve matéria orgânica; usar em pacientes alérgicos ao hipoclorito) · Curativo de demora combate as bactérias remanescentes no sistema de canais radiculares após o preparo biomecânico inativação do LPS formocresol (dentes sup. ou inf. Com abertura coronária ou preparo biomecânico incompleto); hidróxido de cálcio (preenchimento dos canais radiculares com a pasta hidróxido de cálcio com ou sem radiopacificador e sempre após o uso do EDTA); hidróxido de cálcio + PMCC (rapidez na evolução de reparo da lesão periapical, favorece o reparo de lesoes periodontais, envolvidas com processos infecciosos endodônticos, reduz acentuadamente o exsudato persistente das grandes lesões periapicais) · Obturação Utilizar um cimento obturador que possua boa tolerância tecidual e uma técnica de obturação adequada, promovendo uma obturação de qualidade