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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS DEPARTAMENTO DE FÍSICA FÍSICA EXPERIMENTAL 2 - 5368 VELOCIDADE DO SOM ACADÊMICOS: RA: ENZO VAZ BONANCIN 131127 EVELYN MARTINS SOARES 131124 LUANA CAMARGO DE PAULA TRINDADE 131130 MARIA EDUARDA FERNANDES SILVA 131132 TURMA: 6 PROFESSOR (A): LILIAN FELIPE DA SILVA TUPAN MARINGÁ, 7 DE MARÇO, 2023 INTRODUÇÃO Neste experimento foram estudadas ondas estacionárias no ar, para isso utilizou-se de um alto falante, um amplificador, um gerador frequência, um tubo de vidro, um reservatório de água e mangueira de conexão de forma a variar o comprimento do tubo de vidro utilizável. Com estes materiais, foi possível gerar ondas estacionárias no ar dentro do tubo. Através desse sistema, criou-se uma série de situações que se diferenciavam pela frequência emitida pelo alto falante e pelo comprimento do tubo de vidro utilizado, e então analisou-se alguns fatores relacionados a distância entre os nós nestas ondas geradas bem como calculou-se a velocidade do som no ar para a temperatura ambiente do laboratório utilizado, comparando-a com valores teóricos obtidos via equação. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA As ondas sonoras são ondas longitudinais, que podem se propagar em sólidos, líquidos e gases. Quando uma onda sonora se propaga no ar, a energia potencial está associada à compressão e expansão de pequenos elementos de volume do ar. A propriedade que determina o quanto um elemento de um meio muda de volume quando é submetido a uma pressão é o módulo de elasticidade volumétrico B, definido como: B = - ∆p/ (∆V/V) A equação é válida para qualquer meio, seja ele um gás, um líquido ou um sólido, entretanto, para sua dedução, é assumido que o meio esteja confinado em um tubo, de modo que a onda se mova em uma só direção. A velocidade com a qual uma onda sonora percorre um meio, quando a variação da pressão não é muito grande, é dada por: v = √β/ρ Podemos modificar a segunda equação apresentando-a de uma forma, que mostra claramente, que a velocidade da onda sonora depende da temperatura absoluta T (Kelvin) do meio, onde ela se propaga. Para isso, a partir da Primeira Lei da Termodinâmica aplicada a um gás ideal, em um estado de equilíbrio termodinâmico, obtenha para a velocidade da onda sonora a equação: v =√γ𝑅𝑇/𝑅𝑇𝑀 Com base nesta equação encontramos que a velocidade do som no ar, a 0 oC é, aproximadamente 331,5 m/s. E, esta equação nos mostra que a velocidade do som, em qualquer gás é diretamente proporcional à raiz quadrada da temperatura absoluta. Tal que, a razão entre as velocidades a temperatura T1 e T2 fornece a equação: 𝑣1/𝑣2 = √𝑇1/𝑇2 Neste experimento, as ondas percorrem a coluna de ar, sendo refletidas no nível da água (extremidade fechada do tubo), com uma defasagem de 180o retornando à extremidade aberta, onde são novamente refletidas, porém, sem inversão de fase. A interferência dessas ondas dá origem a ondas estacionárias, sempre que a coluna de ar, de comprimento L, satisfizer a condição de ressonância, isto é, vibrar com a mesma frequência do gerador. Para um tubo com uma extremidade aberta e outra fechada, a condição é: 𝐿𝑛 = (2𝑛 − 1)λ/4 onde n =1, 2,3,.... representa o número de ventres. Esta equação nos mostra que só estarão presentes os harmônicos de ordem ímpar e a configuração da onda estacionária (de deslocamento), consiste de um nodo na superfície da água e de um antinodo próximo à extremidade aberta. Na prática, os antinodos de pressão (nodos de deslocamento) são percebidos pelo aumento da intensidade do som. Assim, se medirmos a distância entre dois antinodos sucessivos, que equivale a meio comprimento de onda ( λ / 2 ), e conhecendo-se a frequência ( f ) do gerador, podemos determinar a velocidade do som, à temperatura ambiente, através da equação: .𝑣 = λ𝑓 DESENVOLVIMENTO EXPERIMENTAL: Montagem experimental: Um tubo de vidro que encerra uma coluna de ar à temperatura ambiente, limitada na parte inferior por uma coluna de água que se comunica com um reservatório de água. Dessa forma, o comprimento “L” da coluna de ar pode ser variado pelo movimento (para cima e para baixo) do reservatório, enviadas para o interior do tubo, através de um alto-falante acoplado a um gerador de funções, de frequência conhecida. Materiais Utilizados: - 1 tubo de vidro - 1 reservatório de água; - 1 mangueira de conexão entre o reservatório e o tubo de vidro; - 1 alto-falante; - fios conectores para o amplificador (parte de trás); - 1 gerador de funções; - 1 amplificador; - recipiente com água; - Giz, ou caneta de quadro branco (3 cores) - 1 Trena - 1 Termômetro Procedimento Experimental: 1 – O reservatório foi posicionado em sua forma mais baixa, onde foi adicionado água, fazendo com que a mesma eleve-se no tubo de vidro, de modo que o tubo fique parcialmente cheio. 2 - O gerador de funções foi ligado, na função de amplificador, à uma frequência entre 700 a 1.000 Hz. 3 - com o objetivo de fazer com que a água vá abaixando no tubo de vidro, o reservatório foi elevado lentamente. Conforme o nível de água foi variando, os antinodos de pressão (nodos de deslocamento) foram identificados e anotados, por meio do aumento da intensidade do som nesses pontos. E anotou-se a distância entre cada par de antinodos consecutivos, com o auxílio de uma trena. 04 -Repetiu-se o procedimento 2 e 3 para mais duas frequências. 5. A temperatura ambiente foi registrada. RESULTADOS E DISCUSSÕES Nas Tabelas 1, 2 e 3, apresenta-se os dados das medidas de meio comprimento de onda, λ, (distância entre dois nós consecutivos), repetidas três vezes para cada frequência (f). Onde T é a temperatura ambiente durante o processo de medida. Tabela 1 – Medidas do comprimento de onda ( (m)) , frequência (f) e temperatura ambiente (T).λ/2 = (800,00 ± 0,005)𝑓1 𝐻𝑧 (m)λ/2 0,211 0,212 0,217 0,200 T= (27,5±0,5)°C Tabela 2 – Medidas do comprimento de onda ( (m)) , frequência (f) e temperatura ambiente (T).λ/2 = (900,00 ± 0,005)𝑓2 𝐻𝑧 (m)λ/2 0,174 0,197 0,192 0,172 T= (27,5±0,5)°C Tabela 3 – Medidas do comprimento de onda ( (m)) , frequência (f) e temperatura ambiente (T).λ/2 = (1000,00 ± 0,005)𝑓3 𝐻𝑧 (m)λ/2 0,162 0,165 0,178 0,174 0,158 T= (27,5±0,5)°C Tabela 4 - Medidas do comprimento médio de onda para diferentes frequências (média). = (800,00 ± 0,005)𝑓1 𝐻𝑧 = (900,00 ± 0,005)𝑓2 𝐻𝑧 = (1000,00 ± 0,005)𝑓3 𝐻𝑧 λ𝑚 (m) 0,210 0,184 0,167 A partir da Eq.(6) pode ser encontrada a velocidade do som para as 3 frequências estudadas a temperatura ambiente. E a partir da Eq.(4) é possível determinar a velocidade do som a 0 ℃. = (800,00 ± 0,005)𝑓1 𝐻𝑧 = (900,00 ± 0,005)𝑓2 𝐻𝑧 = (1000,00 ± 0,005)𝑓3 𝐻𝑧 𝑣𝑎(𝑚/𝑠) 336,0 331,2 334,0 𝑣0(𝑚/𝑠) 320,3 315,7 318,4 Comparando os valores obtidos para a velocidade do som a 0℃ com o valor teórico de 331,5 , percebemos que a que mais se aproxima a velocidade real do𝑚/𝑠 som a temperatura ambiente foi a primeira frequência utilizada (800,00 ). O erro𝐻𝑧 percentual em relação a velocidade real do som para a frequência de 800,00 a𝐻𝑧 temperatura ambiente foi de 3,38%. O erro percentual para o caso com 900,00 ficou em 4,77% e para o caso com𝐻𝑧 1000,00 ficou em 3,95%. Tendo sido então um resultado satisfatório visto que o erro𝐻𝑧 esteve abaixo de 5%. CONCLUSÃO: Com o experimento foi possível determinar a velocidade do som, utilizando os conceitos de ressonância, onda estacionária e interferência. A prática possibilitou ainda que pudéssemos utilizar as propriedades teóricas do som para determinar a velocidade do mesmo fazendo uso do sistema experimental utilizado. Este foi testado quanto à sua confiabilidade ao comparar o valor obtido na prática com o valor obtido teoricamente, o qual mostrou-se aceitável. REFERÊNCIAS [1] Apostila de física experimental II [2] D. Halliday, R. Resnick, Gravitação, Ondas e Termodinâmica. 3a ed..Rio de Janeiro, Livros Técnicos e Científicos Editora Ltda, Vol. 4, Cap. 18. (1991); [3] J. Goldemberg, Física Geral e Experimental. São Paulo - SP, Companhia Editora Nacional USP, Vol. 1 (cap. V e VII), (1968);