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DE���T��O��� MI����S SU���F��I��� ➢ São doenças produzidas por fungos que se localizam na epiderme e/ou seus anexos eventualmente na derme, cuja a clínica resulta na presença do próprio fungo ou da reação de hipersensibilidade específica aos seus produtos. ➢ O contágio inter-humano é frequente. CE����FI����S Causadas por fungos essencialmente superficiais sem capacidade ceratolíticas, comensais de flora cutânea, sem manifestação subjetivas ou reações de hipersensibilidade. São elas: ⟳ Pitiríase versicolor ⟳ Tinea nigra (ceratofitose negra) ⟳ Piedra negra ⟳ Piedra branca PITIRÍASE VERSICOLOR ● Distribuição universal, especialmente nos climas quentes e úmidos; ● Sem predileção por raça ou sexo; ● Maior prevalência após a adolescência em razão da maior atividade hormonal e consequentemente da oleosidade da pele; ● Gênero Malassezia sp.; compõe a biota normal da pele; ● Apresenta 17 espécies infectantes; ↳ Malassezia furfur - principal contaminante, levedura antropofílica lipodependente; ↳ Outras denominações: Pityrosporum ovale e orbiculare; ↳ Indivíduos sadios são portadores em 97% do couro cabeludo e 92% no tronco. MALASSEZIA FURFUR ⇒ Fungo lipofílico; ⇒ Microbiota normal da pele; ⇒ Vive na superfície da pele; ⇒ Sem capacidade queratolítica; ⇒ O que transforma a forma saprofítica em patogênica é ainda desconhecida. FATORES PREDISPONENTE E FREQUENTES RECIDIVAS - PITIRÍASE VERSICOLOR ⇒ Predisposição genética; ⇒ Imunodeficiência; ⇒ Uso de ACO; ⇒ Aumento do cortisol sérico; ⇒ Desnutrição; ⇒ Hiperidrose; ⇒ Exposição solar; ⇒ Alta temperatura; ⇒ Umidade. QUADRO CLÍNICO ⇒ Manchas inicialmente arredondadas hipocrômicas e descamativas que confluem, acometendo predominantemente tronco superior e face. ⇒ Pode ocorrer prurido após exposição solar ou atividade física, principalmente nas formas eritematosas. ⇒ Técnica semiótica - sinal da unha, estiramento da pele ou de Zinelli; ⇒ Variações nas cores das lesões; ⇒ Diagnóstico clínico. Mais comum: hipocrômica → Raspar a unha e ver se descama Mar���l� Simões Cav����n�i - Der����lo��� - Pro�. Dr. Edi���r� Pel���r��i - M6- 2023.1 DE���T��O��� Hipocromia em torno do folículo piloso, logo o fungo está no pêlo, assim o tratamento tem que ser sistêmico. DI���ÓS�I��S DI����N�I��� ➢ Pitiríase alba; ➢ Vitiligo; ➢ Discromia pós-solar; ➢ Eritrasma; ➢ Hanseníase indeterminada. DI���ÓS�I�� LA����TO���� (Ap�i�áve� pa�� to��� as mi����s cu�âne��) ➢ Luz de Wood - coloração amarelada ou prateada; ➢ Exame micológico - raspado cutâneo e clarificação pelo potássio (KOH a 10%); ➢ Cultura; ➢ Biópsia - coloração pelo PAS (excepcional). T�A��M���O MEDIDAS GERAIS: ➢ Evitar hidratantes e óleos lubrificantes na pele; ➢ Não usar cremes ou gel nos cabelos; ➢ Evitar sudorese excessiva; ➢ Tomar banho logo após as atividades físicas; ➢ Usar bucha vegetal durante o banho nas áreas afetadas; ➢ Usar sabonete antiacne com ácido salicílico; ➢ Expor-se ao sol para normalizar a pigmentação cutânea. TÓPICO ● Cetoconazol 2% em loção ou creme de uso diário por 4 semanas; Nitrato de econazol 1%, Ciclopiroxolamida 1%, Clotrimazol 1%, Miconazol 2%, Tioconazol loção 1%; Terbinafina creme, formulação de hipossulfito de sódio a 25% em solução aquosa. ↳ Sempre use creme e loção, não pomada! ● Cetoconazol 2% xampu; sulfeto de selênio 2,5% xampu; ● Sabonete de enxofre e ácido salicílico. SISTÊMICO: ● Itraconazol 100 mg 2 x ao dia por 5 a 7 dias; ● Fluconazol 150-300 mg dose única semanal / 2-3 semana; ● O Cetoconazol sistêmico foi proibido pela FDA por ser hepatotóxico. TINHA NEGRA ● Ceratofitose pouco frequente causada pelo Hortaea werneckii, Phaeoannellomyces werneckii, Exophiala werneckii ou Stenella araguata, fungos filamentosos demáceos geofílicos. ● Principalmente crianças; sexo feminino 3-5x; portadores de hiperidrose; áreas tropicais sub-tropicais. C�ÍNI�� ● Lesões palmares (pp), plantares ou axilares; manchas pretas ou castanho-escuras, lesão única ou em número reduzido. DI���ÓS�I�� LA����TO���� ● Exame direto (hifas escuras septadas e tortuosas) DI���ÓS�I�� DI����N�I�� ● Melanoma; ● Lesão purpúrica traumática; ● Pigmentação exógena por metais. T�A��M���O ● Ceratolíticos e imidazólicos tópicos. DE���T��I��S�� ● Chamado de Tinea ou Tinha; ● Causadas por dermatófitos, leveduras (candida) e fungos filamentosos não dermatófitos (FFND); Mar���l� Simões Cav����n�i - Der����lo��� - Pro�. Dr. Edi���r� Pel���r��i - M6- 2023.1 DE���T��O��� ● Acometimento da queratina da pele, pelos e unhas. ● Os dermatófitos agrupam os gêneros: Trichophyton (seletividade por pele, pêlo e unha), Microsporum (pele e pelo) e Epidermophyton (pele e unha). ● Uma mesma espécie pode provocar quadros clínicos diferentes e com seletividade etária; ● Há envolvimento da imunidade celular e humoral (pouco efetiva). ● Aspectos clínicos variam segundo a região acometida. ● Não são capazes de levar a quadro sistêmico por disseminação. ● Clima, umidade e imunodeficiência influenciam na evolução clínica, aumento de casos em quadros de imunossupressão, DM, HIV e transplantados. ● Contágio por contato direto ou indireto por fômites contaminados (calças, roupas,…). ● Não é necessário porta de entrada, esses fungos possuem enzimas que digerem a queratina e se propagam pela epiderme e seus anexos. ● A imunidade Th1 é muito importante no controle do fungo. ● Animais infectados servem como fontes para a infecção humana. DERMATOFITOSE DO COURO CABELUDO (TINEA CAPITIS) ● Comum em crianças e raras em adultos; ● Contato direto entre indivíduos, animais e objetos; ● Evolução aguda ou crônica; ● Áreas tonsuradas (pelo aspecto cortado) e presença de eritematoescamosas; ● Cabelo volta a crescer depois do tratamento. ↳ Tinha tricofítica - várias pequenas lesões; ↳ Tinha microspórica - lesão única e grande; ↳ Tinha favosa - rara, alopecia cicatricial, presença de crostas de micélios, células, sebo e exsudato, pode evoluir com atrofia cutânea e alopécia definitiva. ● Diagnóstico diferencial: Alopécia areata, sífilis, eczema seborreico e tricotilomania. → tem cabelo, só está cortado DERMATOFITOSE DO CORPO (TINEA CORPORIS) ● Tinha da pele glabra (pele grossa); ● Aspectos morfológicos variados (vesiculosa, anular e em placa); ● Clínica: Lesões eritematoescamosas circinadas, isoladas ou confluentes, com crescimento centrífugo; presença de vesículas e/ou pústulas, exulcerações e crostas; por vezes placas eritematoescamosas; prurido sempre presente, predominam nos braços, face e pescoço. ● Diagnóstico diferencial - Psoríase, eczema seborreico, sífilis, farmacodermia, etc… Mar���l� Simões Cav����n�i - Der����lo��� - Pro�. Dr. Edi���r� Pel���r��i - M6- 2023.1 DE���T��O��� E = crescimento centrífugo D = aspecto circinado lesão bem delimitada azul - tem gente que acredita que tinha de caneta cura micose.🤡 DERMATOFITOSE INGUINAL/MARGINADA (TINEA CRURIS) ● CLÍNICA: Lesões eritematoescamosas com borda nítida, pruriginosas, geralmente bilateral, não acomete escroto, extensão para as regiões adjacentes, liquenificação frequente, mais comum no sexo masculino. ● DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: Eczema seborreico, eczema de contato, candidíase e eritrasma. DERMATOFITOSE DA FACE (TINEA FÁCIES) ● CLÍNICA: Lesões eritemato escamosas de crescimento centrífugo; prurido discreto, difícil diagnóstico. ● DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: Lúpus eritematoso, eczema seborreico, dermatite perioral, hanseníase tuberculóide, sarcoidose, etc… Mais comum em criança Mar���l� Simões Cav����n�i - Der����lo��� - Pro�. Dr. Edi���r� Pel���r��i - M6- 2023.1 DE���T��O��� DERMATOFITOSE DOS PÉS E MÃOS (TINEA PEDIS E TINEA MANUS) ● Mais frequente nos pés ● Sinonímia: Frieira, quando intertriginosa. ● CLÍNICA: ↳ Forma aguda (vesicobolhosa) - aspecto eczematóide, presença de vesículas e prurido. ↳ Forma intertriginosa (pé-de-atleta) - fissuras e macerações. ↳ Forma crônica (tipo mocassim) - lesões descamativas pouco pruriginosas. ● O acometimento dedois pés e uma mão é altamente sugestivo (síndrome dos 2 pés e 1 mão). ● Diagnóstico diferencial - Eczema de contato, larvas migrans, candidíase, eczema atópico e psoríase. ON����IC���� ● Constitui todas as infecções ungueais causada por fungos filamentosos demáceos, leveduras (Candida spp) e fungos filamentosos não-dermatófitos (FFND); C�A�S����AÇÃO → Subungueal distal e/ou lateral → Subungueal proximal → Superficial branca Podem evoluir para distrofia parcial ou total da unha. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: Psoríase, Doenças de Reiter, líquen plano, verruga ungueal, paroníquia congênita, doença de Darier, escabiose norueguesa, etc. O tempo de tratamento é bem longo - unha da mão 6 meses - pé são 9 meses Mar���l� Simões Cav����n�i - Der����lo��� - Pro�. Dr. Edi���r� Pel���r��i - M6- 2023.1 DE���T��O��� TRATAMENTO DAS DERMATOFITOSES/ ONICOMICOSES - TRATAMENTO TÓPICO ⇨ Terbinafina a 1% (creme); ⇨ Derivados imidazólicos (isoconazol, tioconazol, econazol, bifonazol,clotrimazol, miconazol, oxiconazol e cetoconazol, etc.) [loção ou creme]; ⇨ Amorolfina a 0,025% (creme) e 8% (esmalte); ⇨ Nistatina (creme, suspensão oral e óvulos); ↳ Dermatofitoses - aplicar 1-2 x ao dia por 2-4 semanas; ↳ Onicomicoses - aplicação semanal por 6-12 meses (com critérios clínicos). SISTÊMICO ⇨ Griseofulvina: 200-500 mg/dia (10-20mg kg/dia), 6-12 semanas (principalmente em crianças, indicada para tinea capitis em crianças); ⇨ Terbinafina: 62,5 mg/dia (< 20 kg), 125 mg/dia (20-40 kg), 250 mg/dia (> 40 kg), 4 - 8 semanas; ⇨ Itraconazol: 100 - 200 mg/ia (3 - 5 mg kg / dia); ⇨ Fluconazol: 150-300 mg/ semanal (6 mg kg); ⇨ Cetoconazol: 50 mg/dia até 20kg, 20 mg/dia > 40 kg → proibido pelo FDA por causar lesão hepática. CA���DÍAS� ➢ Gênero Candida, 13 espécies, fungo leveduriforme; ➢ Candida albicans, espécie mais comum (70 a 80%); ➢ Todas as espécies Candida spp podem causar lesões no homem, sob certas condições; ➢ Acomete todas as faixas etárias e gêneros; distribuição universal; ocorrem principalmente em pacientes imunodeprimidos. ➢ Infecção da pele, mucosas, unhas ou sistêmica; isolada ou conjuntamente; ➢ Aspectos profissionais podem predispor; ➢ Candida albicans, saprófita do tubo digestivo e mucosa vaginal; ➢ Infecções oportunistas - obesidade, gravidez, RN prematuros, DM, imunodeficiências (SIDA), antibioticoterapia prolongada, corticoterapia, alterações fisiológicas (lavadeiras, fraldas, sudorese intensa ou roupas úmidas). MA����S�AÇÕES C�ÍNI��� ➔ ORAL ‘sapinho’ ↳ Pseudomembranosa aguda; ↳ Atrófica aguda e crônica; ↳ Hipertrófica crônica; ↳ Mucocutânea crônica. ➔ INTERTRIGINOSA ↳ Mãos de lavadeira; ↳ Dermatite das fraldas. áreas de dobra e calor lesão satélite é muito típico da candidíase intertriginosa ➔ UNGUEAL E PERIUNGUEAL (paroníquia) Mar���l� Simões Cav����n�i - Der����lo��� - Pro�. Dr. Edi���r� Pel���r��i - M6- 2023.1 DE���T��O��� ➔ QUEILITE ANGULAR (Perlèche); ➔ VAGINITES E BALANITES; candidíase não é DST. ➔ MUCOCUTÂNEA CRÔNICA; ➔ VISCERAL. pacientes acamados Quadro sistêmico: esofagite, ITU e fungemia - em pacientes graves na UTI ou em imunossuprimidos. DI���ÓS�I��S DI����N�I��� ⇒ Dermatofitoses; ⇒ Leucoplasias; ⇒ Eczemas; ⇒ Ceratólise esfoliativa; Imagem D = dermatite de contato - fungo nunca vai dar nos dois suvacos ao mesmo tempo; a candidíase acomete as dobras enquanto a dermatite poupa. Imagem E = eczema DI���ÓS�I�� LA����TO���� ⇒ Exame direto (hidróxido de potássio - KOH 10%) - células leveduriformes arredondadas com brotamento único ou múltiplo e presença de pseudohifas. (nem sempre útil) ⇒ Cultura (meio): padrão ouro ↳ Agar dextrose de Sabouraud ↳ Agar micosel ou micobiótico ↳ Meio teste de dermatófito (DTM) ⇒ Identificação da C. albicans T�A��M���O ⇒ SISTÊMICO ↳ Fluconazol 100 a 200 mg; ↳ Cetoconazol ou itraconazol; ⇒ Onicomicose: ↳ Cremes de imidazólicos (tioconazol, isoconazol, etc.) ↳ Cremes com nistatina. ⇒ Casos graves com candidemia ↳ Uso de anfotericina B intravenosa ou equinocandinas. Mar���l� Simões Cav����n�i - Der����lo��� - Pro�. Dr. Edi���r� Pel���r��i - M6- 2023.1