Prévia do material em texto
Protozoa: giardíase e tricomoníase
APRESENTAÇÃO
Nessa Unidade de Aprendizagem estudaremos os protozoários flagelados: Giardia lamblia que
infecta o trato intestinal causando a giardíase e Trichomonas vaginalis que infecta o trato
urogenital provocando a tricomoníase. Serão apresentados os aspectos clínicos das infecções, as
características das formas parasitárias e os métodos de diagnóstico.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Definir os aspectos clínicos da giardíase e da tricomoníase;•
Reconhecer e caracterizar as formas parasitárias da Giardia lamblia e do Trichomonas
vaginalis;
•
Identificar os métodos diagnósticos da giardíase e da tricomoníase.•
DESAFIO
A giardíase normalmente é endêmica, podendo ocorrer surtos associados a fontes de água
contaminadas.
Os sintomas mais frequentes são diarreia aquosa com odor ruim, cólicas abdominais, náusea e
anorexia.
O diagnóstico é importante para que ocorra um tratamento eficaz. Atualmente estão disponíveis
vários testes para o diagnóstico da Giardia lamblia.
INFOGRÁFICO
A giardíase é uma doença causada pelo flagelado Giardia lamblia e a tricomoníase é uma
doença causada pelo flagelado Trichomonas vaginalis.
Na figura estão identificadas as características que serão estudadas nessa unidade de
aprendizagem:
CONTEÚDO DO LIVRO
No capítulo Protozoa: giardíase e tricomoníase da obra Parasitologia Clínica, você
compreenderá melhor a respeito doa aspectos clínicos da giardíase e da tricomoníase.
A Tricomoniase é uma infecção no trato genital de homens e mulheres, causada pelo
protozoário Trichomonas vaginalis (T. vaginalis), a infecção em mulheres é frequentemente
sintomática, já nos homens a infecção é frequentemente assintomática, mas eventualmente
podem ocorrer reações como uretrite, epididimite e prostatite.
E a Giardíase infecta o trato intestinal, pode ser assintomática em alguns casos, porém quando
aguda se desenvolve após um período de encubação do parasita, causando sintomas como
náuseas, vômito, diarreia, dor abdominal e inchaço, sendo a diarreia considerado o principal
sintoma. Leia o capítulo e aprofunde seu conhecimento.
Boa leitura.
!"!#$%&'&($!)
*'+,$*!
-./-)0123455
Protozoa: giardíase
e tricomoníase
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Definir os aspectos clínicos da giardíase e da tricomoníase.
Reconhecer e caracterizar as formas parasitárias da Giardia lamblia e
do Trichomonas vaginalis.
Identificar os métodos diagnósticos da giardíase e da tricomoníase.
Introdução
Neste capítulo, você vai aprender sobre os protozoários flagelados:
a Giardia lamblia (intestinal) e o Trichomonas vaginalis. A G. lamblia é res-
ponsável por causar a giardíase, e a sua transmissão é fecal-oral, ou seja,
ocorre por meio da ingestão de cistos do parasita em alimentos ou água
contaminados por fezes. Já o T. vaginalis é o protozoário mais importante
do trato urogenital e infecta principalmente o epitélio escamoso do trato
urogenital. Os seres humanos são o único hospedeiro natural, e essa é
uma doença sexualmente transmissível.
1 Aspectos clínicos da giardíase
e da tricomoníase
Nesta seção, você vai estudar os aspectos clínicos da giardíase e da tricomoní-
!"#$%"&'() *+,$,!$-&'*)'- '!$!'*.,/ !#$,$-"&0,+,$+"$'*)12 34,$"$ $-&"% 56*)' $
na população.
Giardíase
A manifestação da giardíase pode ser assintomática em alguns casos. A giar-
+0 !"$ 71+ $!"$+"!"*%,5%"$ -8!$1/$-"&0,+,$+"$'*)12 34,$+,$- & !'. #$91"$-,+"$
ser de 1 a 14 dias, e geralmente dura de 1 a 3 semanas. Os sintomas incluem
*:1!" #$%;/'.,#$+' &&"' #$+,&$ 2+,/'* 5$"$'*)< 3,#$+"$ ),&+,$),/$,$="*."&!$
>,&$?'!" !"$=,*.&,5$ *+$@&"%"*.',*$A=?=#$BCDE FG$H$+' &&"' $I$),*!'+"& + $
),/,$,$-&'*)'- 5$!'*.,/ #$),/$ !-").,$ 91,!,$"$/ 1$)<"'&,$AJKLMNOPN#$
BCDQFG$H!$>"R"!$-,+"/$!"&$7,&+1&,! !$"$),/$."*+6*)' $ $S1.1 &$A=?=#$BCDTFG$
N $7' &+0 !"$)&;*') #$,!$!'*.,/ !$!4,$&"),&&"*."!$"$-,+"/$,),&&"&$/:$ 2!,&34,$
"$"*>& 91")'/"*.,$>0!'),#$),/$-"&+ $+"$-"!,$A=?=#$BCDE FG$
P1.&,!$!'*.,/ !$/"*,!$),/1*!$'*)51"/$),)"'& $* $-"5"#$1&.'):&' $"$'*)< 3,$
+,!$,5<,!$"$ &.')15 3U"!$A=?=#$BCDTFG$K!.1+,!$. /2I/$.6/$+"/,!.& +,$ $
&"5 34,$+ $7' &+0 !"$),/$ $'*.,5"&V*)' $W$5 ).,!"G$K!! $ 5."& 34,$!"&' $-,!!0%"5$
-"5 $ 5. $) &7 $- & !'.:&' #$91"$-&,%,) $ 34,$'&&'. .'% $!,2&"$ $/1),! $'*."!.'* 5#$
5"% *+,$ $1/ $-&,+134,$"X)"!!'% $+"$/1),$"$ $ 5."& 3U"!$+ $-&,+134,$+"$
"*R'/ !$+'7"!.'% !#$,$91"$-,+"&' $,) !',* &$'*.,5"&V*)' $ ,$5"'."$"$+"&'% +,!$
AOHNYHNH$et alG#$BCDZFG
A G. lamblia é o único protozoário patogênico encontrado no duodeno e jejuno de
seres humanos. Por isso, ela também é conhecida como G. duodenalis ou G. intestinalis
(BROOKS et al., 2014).
H$/ ',&$-&"% 56*)' $+"$7' &+0 !"$*,$[& !'5$I$+"/,!.& + $"/$)&' *3 !$
"*.&"$R"&,$"$Q$ *,!#$% &' *+,$+"$DB#Z\$ $TC\#$+"-"*+"*+,$+,$.'-,$+"$"!.1+,#$
+ $&"7'4,$"$+ $> 'X $".:&' $-"!91'! + $AOHNYHNH$et alG#$BCDZFG$K/$)&' *3 !#$
a giardíase grave pode atrasar o crescimento e o desenvolvimento físico e
/"*. 5$"$) 1! &$+"!*1.&'34,$A=?=#$BCDTFG
Protozoa: giardíase e tricomoníase2
O processo patológico da giardíase depende do número de parasitos que colonizam
o intestino, além de fatores inerentes ao hospedeiro. Leia o artigo “Atualidades sobre
a giardíase” e preste bastante atenção nos itens que abordam a patogênese e os
aspectos clínicos (SANTANA et al., 2014).
Tricomoníase
A infecção por T. vaginalis$"/$/15<"&"!$I$>&"91"*."/"*."$!'*.,/:.') G$
H$% 7'*'."$),/$!")&"34,$-1&15"*. $-,+"$!"&$ ),/- *< + $+"$5"!4,$%15% &$"$
)"&%') 5#$),/$+,&$ 2+,/'* 5G$P$-"&0,+,$+"$'*)12 34,$I$+"$T$ $B]$+' !G$N,!$
<,/"*!#$ $'*>")34,$I$>&"91"*."/"*."$ !!'*.,/:.') #$/ !$,) !',* 5/"*."$
-,+"/$,),&&"&$1&".&'."#$"-'+'+'/'."$"$-&,!. .'."$A=?=#$BCDE2^$H@_J#$BCDQFG$
="&) $+"$EC\$+ !$-"!!, !$'*>"). + !$*4,$ -&"!"*. /$!'* '!$,1$!'*.,/ !G$
Quando a tricomoníase causa sintomas, eles podem variar de irritação leve a
'*S / 34,$7& %"$A=?=#$BCBCFG$
L"` $* $a'71& $D$,!$!'*.,/ !$+ $.&'),/,*0 !"$91"$-,+"/$,),&&"&$. *.,$* $
/15<"&$),/,$*,$<,/"/G
L,)6$! 2' $91"$ $.&'),/,*0 !"$-,+"$ 1/"*. &$,$&'!),$+"$),*.& '&$,1$"!- 5< &$
,1.& !$'*>")3U"!$!"X1 5/"*."$.& *!/'!!0%"'!b$M!!,$,),&&"$+"%'+,$W$'*>5 / -
ção genital causada pelo T. vaginalis#$91"$> )'5'. $ $'*>")34,$-"5,$_ML$,1$ $
.& *!/'!!4,$+,$%0&1!$- & $,$- &)"'&,$!"X1 5$A=?=#$BCBCFG$@,&. *.,#$,$1!,$+"$
-&"!"&% .'%,!$I$ $-&'*)'- 5$>,&/ $+"$-&"%"*34,G
Mulheres grávidas com tricomoníase são mais propensas a terem seus bebês pre-
maturamente. Além disso, os bebês de mães infectadas têm maior probabilidade de
terem um baixo peso ao nascer (CDC, 2020).
3Protozoa: giardíase e tricomoníase
Figura 2. Trofozoíto de Giardia lamblia corado com iodo.
Fonte: CDC (2017a).
Figura 3. Trofozoítos de Giardia lamblia corados com tricômio.
Fonte: D. Kucharski K. Kucharska/Shutterstock.com.
5Protozoa: giardíase e tricomoníase
O cisto$."/$>,&/ $,% 5$ $"5'-!,'+ 5$"$-,!!1'$- &"+"!$"!-"!! !$"$&"!'!."*."!^$
'*+ #$ -&"!"*. $91 .&,$*c)5",!$* $>,&/ $/ +1& $"$+,'!$*c)5",!$* $'/ .1& $
"$/"+"$+"$DC$ $DZ$d/$+"$),/-&'/"*.,$A[ePPfO$et al.#$BCDZ^$=?=#$BCDE FG$
L"` $* $a'71& $Z$1/$)'!.,$+"$G. lamblia ),& +,$),/$',+,$"#$* $a'71& $T#$+,'!$
cistos corados por tricrômio.
Figura 4. Cisto de Giardia lamblia corado
com iodo.
Fonte: CDC (2017a).
Figura 5. Cistos de Giardia lamblia corados com tricrômio.
Fonte: CDC (2017a).
Protozoa: giardíase e tricomoníase6
O T. vaginalis$ -&"!"*. $!,/"*."$ $>,&/ $+"$.&,>,R,0.,G$K!."$I$-'&'>,&/"$
"$/"+"$+"$E$ $gC$d/$+"$),/-&'/"*.,$A=?=#$BCDE2FG$K5"$."/$)'*),$>5 7"5,!h$
91 .&,$>5 7"5,!$5'%&"!#$91"$!1&7"/$ $- &.'&$+"$1/$c*'),$) 15"#$"$1/$91"$>,&/ $
1/ $/"/2& * $,*+15 *."$A[ePPfO$et al.#$BCDZFG$P$.&,>,R,0.,$ -&"!"*. $1/$
*c)5",$7& *+"#$91"$7"& 5/"*."$"!.:$5,) 5'R +,$* $"X.&"/'+ +"$/ '!$5 &7 $"$
),*.I/$/1'.,!$7&V*15,!$+"$)&,/ .'* $"$1/$-"91"*,$) &'8.,/,G$P$)'.,-5 !/ $
. /2I/$),*.I/$/1'.,!$7&V*15,!#$/ !$"!."!$7"& 5/"*."$*4,$!4,$%'!0%"'!$"/$/,!.& !$),& + !$),/$i'"/! $A=?=#$BCDE2FG$
P2!"&%"$ !$) & )."&0!.') !$/,&>,587') !$+,!$+,'!$.&,>,R,0.,!$+"$T. vaginalis
91"$"!.4,$> )'5/"*."$%'!0%"'!$* $a'71& $QG$N $!"916*)' #$%"` $* $a'71& $E$
,1.&,$"X"/-5,$+"$.&,>,R,0.,$+"$T. vaginalis. Nesse caso, as características
morfológicas não são totalmente visíveis como na figura anterior, mas repre-
!"*. /$'71 5/"*."$,$/"!/,$- & !'. G$K!!"$I$1/$"X"/-5,$+"$91"#$* $ *:5'!"$
/')&,!)8-') #$*,&/ 5/"*."$*4,$% /,!$"*),*.& &$1/$"X"/-5 &$+ $"!-I)'"$
"/$-"&>"'. !$),*+'3U"!G
Figura 6. Trofozoítos de Trichomonas vaginalis corados com Giemsa.
Fonte: CDC (2017b).
7Protozoa: giardíase e tricomoníase
Figura 7. Trofozoíto de Trichomonas vaginalis corado com Giemsa.
Fonte: CDC (2017b).
T. vaginalis também podem ser observados no exame de urina, durante a análise
microscópica. Procure o vídeo “Trichomonas Vaginallis na urina”, do canal de Natricio
Almeida no YouTube, e veja como é a sua forma e o seu movimento.
3 Métodos diagnósticos da giardíase
e da tricomoníase
Nesta seção, você vai compreender como ocorre o diagnóstico da giardíase
e da tricomoníase.
Giardíase
!"#$%&'$()!*!&#$"+,(-#.$&$!/)0$!#&)+-#1.$23,!&)!.#(-,(!,4!-%,5,6,'-,(!+$(!5)6)(7!
/,%!8)#,!&,!)9$8)!&#%)-,!$!5%)(.,!,4!)8!-*.+#.$(!&)!.,+.)+-%$23,:!;(!.#(-,(!
(3,!+,%8$08)+-)!<#(-,(!)8!/%)/$%$2=)(!$!5%)(.,7!)+>4$+-,!,(!-%,5,6,'-,(!(3,!
Protozoa: giardíase e tricomoníase8
<#(-,(!)8!/%)/$%$2=)(!/)%8$+)+-)(!.,%$&$(!?@A@7!BCDE$F:! !/)(>4#($!&)!.#(-,(!
*!%)$0#6$&$!)8!5)6)(!5,%8$&$(7!/,%!8)#,!&,!)9$8)!&#%)-,!$!5%)(.,!,4!.,%$&,!
/)0,!04",0:!;4-%,(!8*-,&,(!-$8G*8!/,&)8!()%!4-#0#6$&,(7!.,8,!,!8*-,&,!&)!
H$4(-!)!.,0$G,%$&,%)(!,4!,!&)!I,558$+7!J,+(!)!K$+)%:! !/)(>4#($!&)!-%,5,6,'-,(!
*!%)$0#6$&$!)8!5)6)(!0'>4#&$(!?&#$%%)#.$(F7!/,%!8)#,!&,!)9$8)!&#%)-,!$!5%)(.,!
,4!.,%$&,!/,%!04",07!L)8$-,9#0#+$!5*%%#.$!,4!8)%-#,0$-)M#,&,M5,%8,0!?NOHF:!
;(!-%,5,6,'-,(!(3,!/,4.,!%)(#(-)+-)(7!()+&,!&)(-%4'&,(!+,!8)#,!)9-)%+,!)8!
DP!8#+4-,(Q!/,%!#((,7!*!.,+<)+#)+-)!.,+()%<$%!$(!5)6)(!.,8!,!.,+()%<$+-)!&)!
R.L$4&#++!,4!NOH!?R ST S !et al:7!BCDUF:!
N*-,&,(!$0-)%+$-#<,(!/$%$!&)-).23,!&)!G. lamblia incluem testes de de-
-).23,!&)!$+-'")+,(7!/,%!#84+,)+($#,(!)+6#8V-#.,(7!)!&)-).23,!&)!/$%$(#-$(7!
/,%!#84+,504,%)(.W+.#$!)8!$8,(-%$(!&)!5)6)(:! 8G,(!,(!8*-,&,(!)(-3,!&#(-
/,+'<)#(!)8!X#-(!.,8)%.#$#(:!;!-)(-)!&)!#84+,504,%)(.W+.#$!&#%)-$!*!%)$0#6$&,!
/)0$!8$%.$23,!&)!$+-#.,%/,(!504,%)(.)+-)(7!>4)!(3,!$&#.#,+$&,(!Y(!5)6)(!)!
#+.4G$&,(:! !<#(4$0#6$23,!&)<)!()%!5)#-$!)8!48!8#.%,(.Z/#,!504,%)(.)+-)7!>4)!
mostra os cistos de G. lamblia!.,8,!)(-%4-4%$(!,<,#&)(!<)%&)(!)!G%#0L$+-)(!
?@A@7!BCDE$F:!T)(-)(!/$%$!&)-).23,!&)!$+-#.,%/,(!+,!(,%,!+,%8$08)+-)!+3,!
)(-3,!&#(/,+'<)#(!?[\]OSR;S7!BCD^F:
Tricomoníase
;!8*-,&,!-%$&#.#,+$0!&)!&#$"+Z(-#.,!/$%$!-%#.,8,+'$()!-)8!(#&,!,!)9$8)!$!
5%)(.,7!.,8!<#(4$0#6$23,!8#.%,(.Z/#.$!&)!/$%$(#-$(!8Z<)#(!&)!T. vaginalis
)8!/%)/$%$2=)(!&)!0_8#+$(!&)!().%)2=)(!<$"#+$#(!,4!4%)-%$#(:!S$(!840L)%)(7!
,!)9$8)!&)<)!()%!%)$0#6$&,!+$(!().%)2=)(!<$"#+$#(!)!4%)-%$#(:!S,(!L,8)+(7!
$(!().%)2=)(!4%)-%$#(!,4!/%,(-V-#.$(!$+-)%#,%)(!&)<)8!()%!)9$8#+$&$(!?@A@7!
BCDEGF:!;!#&)$0!*!>4)!$(!$8,(-%$(!()`$8!$+$0#($&$(!0,",!$/Z(!$!(4$!.,0)-$7!
/$%$!<)%!,(!/$%$(#-$(!8Z<)#(!? JI[7!BCBCF:!\(()!*!,!8*-,&,!8$#(!/%V-#.,!)!
%V/#&,!&)!&#$"+Z(-#.,7!/)%8#-#+&,!-%$-$8)+-,!#8)&#$-,7!8$(!*!%)0$-#<$8)+-)!
#+()+('<)0!?@A@7!BCDEGF:! !(4$!()+(#G#0#&$&)!<$%#$!&)!a^!$!ECb!)!$#+&$!$/%)-
()+-$!<$%#$23,7!&)!$.,%&,!.,8!,!$<$0#$&,%!)!.,8!$!%$/#&)6!.,8!>4)!,!-)(-)!*!
5)#-,!)!#+-)%/%)-$&,!? JI[7!BCBCF:
A cultura tem sido considerada o padrão-ouro para o diagnóstico de tri-
.,8,+'$()7!.,8!48$!)(/).#5#.#&$&)!/%Z9#8$!&)!DCCbQ!/,%*87!)0$!+3,!*!
$8/0$8)+-)!4-#0#6$&$7!)!(4$!()+(#G#0#&$&)!/,&)!()%!)8!-,%+,!&)!ECb!$!cPb!
?S TI S!et al.7!BCDPF:!;4-%$!%)(($0<$!*!>4)!,(!%)(40-$&,(!+3,!)(-3,!&#(/,-
+'<)#(!$+-)(!&)!a!$!E!&#$(!?@A@7!BCDEGF:!;!#8/,%-$+-)!+)(($!-*.+#.$!*!>4)!$!
$8,(-%$!&)<)!()%!#+,.40$&$!$((#8!>4)!/,(('<)07!&)+-%,!&)!48$!L,%$!$/Z(!$!
.,0)-$7!/$%$!8$+-)%!$!<#$G#0#&$&)!&,!,%"$+#(8,!? JI[7!BCBCF:
9Protozoa: giardíase e tricomoníase
])`$! +$! H#"4%$! c! $! &)(.%#23,! &)! ,4-%,(!8*-,&,(! &#$"+Z(-#.,(! /$%$!
tricomoníase.
Figura 8. Descrição de outros testes diagnósticos para tricomoníase.
Para saber mais sobre o diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis, entre elas,
a tricomoníase, leia o manual “Diagnóstico laboratorial de doenças sexualmente trans-
missíveis, incluindo o vírus da imunodeficiência humana”, publicado pela Organização
Mundial da Saúde, juntamente com o Ministério da Saúde brasileiro (ORGANIZAÇÃO
MUNDIAL DA SAÚDE, 2014).
APHL. Advances in Laboratory Detection of Trichomonas Vaginalis (Updated). USA,
2016. Disponível em: https://www.aphl.org/aboutAPHL/publications/Documents/
ID_2016November-Laboratory-Detection-of-Trichomonas-update.pdf. Acesso em:
21 abr. 2020.
BROOKS, G. F. et al. Microbiologia médica de Jawetz, Melnick & Adelberg. 26. ed. Porto
Alegre: AMGH, 2014.
CDC. DPDx: Laboratory Identification of Parasites of Public Health Concern: giardiasis.
USA, 2017a. Disponível em: https://www.cdc.gov/dpdx/giardiasis/index.html. Acesso
em: 21 abr. 2020.
Protozoa: giardíase e tricomoníase10
CDC. DPDx: Laboratory Identification of Parasites of Public Health Concern: trichomo-
niasis. USA, 2017b. Disponível em: https://www.cdc.gov/dpdx/trichomoniasis/index.
html. Acesso em: 21 abr. 2020.
CDC. Parasites: giardia: illness & symptoms. USA, 2015. Disponível em: https://www.cdc.
gov/parasites/giardia/illness.html. Acesso em: 21 abr. 2020.
CDC. Trichomoniasis: CDC fact sheet. USA, 2020. Disponível em: https://www.cdc.gov/
std/trichomonas/stdfact-trichomoniasis.htm. Acesso em: 21 abr. 2020.
LEVINSON, W. Microbiologia médica e imunologia. 13. ed. Porto Alegre: AMGH, 2016.
NATHAN, B. et al. Microscopy outperformed in a comparison of five methods for de-
tecting trichomonas vaginalis in symptomatic women. International Journal of STD &
AIDS, v. 26, n. 4, p. 251–256, 2015.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Diagnóstico laboratorial de doenças sexualmente
transmissíveis, incluindo o vírus da imunodeficiência humana. Genebra: WHO; Brasília,
DF: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://apps.who.int/iris/bitstream/
handle/10665/85343/9789241505840_por.pdf?sequence=7&isAllowed=y. Acesso em:
21 abr. 2020.
SANTANA, L. A. et al. Atualidades sobre giardíase. Jornal Brasileiro de Medicina, v. 102,
n. 1, p. 7–10, 2014. Disponível em: http://files.bvs.br/upload/S/0047-2077/2014/v102n1/
a4019.pdf. Acesso em: 21 abr. 2020.
TRICHOMONAS vaginallis na urina. [S. l.: s. n.], 2018. 1 vídeo (40 seg). Publicado pelo canal
Natricio Almeida. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=HB7h9liwMBo.
Acesso em: 21 abr. 2020.
Leitura recomendada
SOBEL, J. D.; MITCHELL, C. Trichomoniasis. In: UPTODATE. [S. l.], 2020. Disponível em:
https://www.uptodate.com/contents/trichomoniasis?search=tricomonas%20na%20
gravidez&source=search_result&selectedTitle=1~70&usage_type=default&display_
rank=1. Acesso em: 21 abr. 2020.
Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun-
cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a
rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de
local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade
sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links.
11Protozoa: giardíase e tricomoníase
DICA DO PROFESSOR
Nessa unidade de aprendizagem, estudaremos a giardíase e a tricomoníase, veremos os achados
clínicos, o diagnóstico laboratorial e identificação microscópica das formas parasitárias.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
EXERCÍCIOS
1) Com relação ao diagnóstico laboratorial da tricomoníase, é incorreto afirmar:
A) O método mais utilizado é o exame microscópico em uma lâmina a fresco de secreções
vaginais ou de próstata.
B) Imunofluorescência direta é uma técnica complexa.
C) Cultura do parasitaé um método rápido e prático.
D) A amostra utilizada no diagnóstico é secreção vaginal ou da próstata.
E) No método do exame microscópico em lâmina a fresco são observados trofozoítos móveis.
2) Os achados clínicos da tricomoníase são diferentes em homens e mulheres. Marque a
alternativa correta:
A) Em homens ocorre coceira intensa.
B) Cerca de 10% dos homens infectados apresentam uretrite.
C) Mulheres podem apresentar um corrimento inodoro e incolor.
D) Pode causar febre e dor de cabeça.
E) Podem ocorrer lesões uretrais em forma de bolha.
3) Uma mulher sexualmente ativa de 24 anos de idade reclama de coceira vaginal e
corrimento fétido. Para verificar seu diagnóstico sugestivo de tricomoníase, você deve
incluir um dos seguintes itens em seu prontuário:
A) Exame parasitológico de fezes.
B) Esfregaço fecal para ovos e parasitas.
C) Lâmina fresca de fluido vaginal.
D) Teste de Elisa do soro.
E) Cultura de fezes.
4) Sua paciente é uma mulher de 30 anos que retornou de uma viagem pela Europa
Ocidental uma semana atrás. Na viagem, ela apresentou anorexia, náuseas sem
vômito e distensões abdominais. Nos dois últimos dias, teve diarreias aquosas
explosivas. Um exame de suas fezes revelou organismos móveis, flagelados e com
forma de pera. Em relação às seguintes opções, qual é o agente causador da infecção?
A) Acanthamoeba castelanii.
B) Entamoeba histolytica.
C) Giardia lamblia.
D) Naegleria fowleri.
E) Trichomonas vaginalis.
5) Marque a alternativa correta com relação ao diagnóstico da giardíase:
A) O diagnóstico é feito necessariamente pela presença de trofozoítos nas fezes.
B) O teste de Elisa pode ser utilizado para verificar a presença de anticorpos de Giardia.
C) PCR é a técnica mais específica e mais utilizada para giardíase.
D) Testes sorológicos são amplamente utilizados no diagnóstico de giardíase.
E) Presença de trofozoítos em forma de pera em fezes diarreicas é confirmatório para Giardia
lamblia.
NA PRÁTICA
O diagnóstico da tricomoníase requer técnicas mais modernas, pois a visualização microscópica
de preparo de amostras a fresco, não é um teste sensível (sensibilidade de 44% a 68%).