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6. Explique a fisiopatologia da beta-talassemia e sua herança genética. Compreenda as manifestações clínicas, como é feito o diagnóstico e explique porque o tratamento com sulfato ferroso não foi suficiente. Além disso, entenda as repercussões da doença na gravidez (necessidade de transfusão). 1 � 6. Explique a fisiopatologia da beta-talassemia e sua herança genética. Compreenda as manifestações clínicas, como é feito o diagnóstico e explique porque o tratamento com sulfato ferroso não foi suficiente. Além disso, entenda as repercussões da doença na gravidez (necessidade de transfusão). Definição: As β-talassemias são causadas por mutações que diminuem a síntese das cadeias de β-globina. Patogenia Molecular O sequenciamento dos genes de β-talassemia revelou mais de 100 diferentes mutações causais, consistindo principalmente em mutações pontuais. As mutações causais estão divididas em duas categorias: 1. mutações β0, associadas à síntese ausente de β-globina 2. mutações β+, caracterizadas por síntese reduzida (porém detectável) de β-globina Mutações Mutações no splicing Estas constituem a causa mais comum de β+-talassemia. A maioria dessas mutações está situada em íntrons, enquanto algumas poucas estão localizadas em éxons. Algumas dessas mutações destroem as junções normais de splice de RNA e impedem completamente a produção de RNAm de β-globina normal, resultando em β0-talassemia. Outras criam um local de splice “ectópico” no interior de um íntron. Uma vez que os locais normais de splice vizinhos permanecem, ocorre splicing tanto normal quanto anormal e algum RNAm de β-globina normal é fabricado, resultando em β+- talassemia. Mutações nas regiões promotoras Estas mutações reduzem a transcrição em 75% a 80%. Alguma β-globina normal é sintetizada; portanto, essas mutações estão associadas à β+-talassemia. Mutações de terminação de cadeia Estas constituem a causa mais comum de β0-talassemia. Dois subtipos de mutações estão dentro desta categoria: O tipo mais comum cria um novo códon de parada no interior de um éxon; O segundo introduz pequenas inserções ou deleções que desviam as estruturas de leitura de RNAm (mutações em frameshift). 6. Explique a fisiopatologia da beta-talassemia e sua herança genética. Compreenda as manifestações clínicas, como é feito o diagnóstico e explique porque o tratamento com sulfato ferroso não foi suficiente. Além disso, entenda as repercussões da doença na gravidez (necessidade de transfusão). 2 As duas bloqueiam a translação e impedem a síntese de qualquer β-globina funcional. Mecanismos que resultam em anemia 2 mecanismos: 1. déficit na síntese de HbA produz eritrócitos "sub-hemoglobinizados", hipocrômicos, microcíticos, com capacidade subnormal de transporte de oxigênio. 2. diminuição de sobrevida de eritrócitos e seus precursores, o que resulta do desequilíbrio na síntese de α e β-globina. As cadeias α não pareadas se precipitam no interior dos precursores eritrocitários, formando inclusões insolúveis. Essas inclusões causam uma variedade de efeitos indesejados, porém a lesão da membrana é a causa proximal da maior parte da patologia eritrocitária. Muitos precursores eritrocitários sucumbem à lesão da membrana e sofrem apoptose. Na β-talassemia grave, estima-se que 70% a 85% dos precursores eritrocitários sofram esse destino, que leva a uma eritropoiese ineficaz. Os eritrócitos liberados da medula óssea também contêm inclusões e lesões de membrana e estão propensos a sequestro esplênico e hemólise extravascular. Manifestações Clínicas Na β-talassemia grave, a eritropoiese ineficaz cria vários problemas adicionais. O estímulo eritropoiético no contexto de anemia grave não compensada provoca hiperplasia eritroide maciça na medula óssea e hematopoiese extramedular extensa. A massa em expansão de precursores eritrocitários causa erosão do córtex ósseo, prejudica o crescimento ósseo e produz anormalidades esqueléticas. A hematopoiese extramedular envolve o fígado, o baço e os linfonodos e, em casos extremos, produz massas extraósseas no tórax, abdome e na pelve. Estes progenitores eritróides metabolicamente ativos roubam nutrientes dos outros tecidos que já sofrem privação de oxigênio, causando caquexia grave em pacientes não tratados. Outra complicação séria da eritropoiese ineficaz é a absorção excessiva de ferro dietético. A eritropoiese ineficaz suprime os níveis circulantes de hepcidina, um regulador negativo crítico da absorção do ferro. Os baixos níveis de hepcidina e a carga de ferro de transfusões de sangue repetidas inevitavelmente causam uma sobrecarga de ferro intensa, exceto quando medidas preventivas são tomadas. 6. Explique a fisiopatologia da beta-talassemia e sua herança genética. Compreenda as manifestações clínicas, como é feito o diagnóstico e explique porque o tratamento com sulfato ferroso não foi suficiente. Além disso, entenda as repercussões da doença na gravidez (necessidade de transfusão). 3 Síndromes Clínicas Diagnóstico �Hemograma com microcitose, hipocromia e reticulócitos aumentados. A eletroforese de hemoglobina apresenta elevação da hemoglobina A2 nas beta-talassemias. Tratamento O tratamento varia de simples observação e acompanhamento, nas formas mais brandas (alfa talassemia ou beta talassemia minor), até transfusões sanguíneas frequentes e esplenectomia, nas formas mais severas (beta talassemia major). Condutas gerais: Controlar a infecção urinária. Prescrever ácido fólico: 5mg/dia, VO. Não administrar suplementos ferruginosos. Não prescrever drogas oxidativas como as sulfas. As pacientes com talassemia devem ser encaminhadas para aconselhamento genético 6. Explique a fisiopatologia da beta-talassemia e sua herança genética. Compreenda as manifestações clínicas, como é feito o diagnóstico e explique porque o tratamento com sulfato ferroso não foi suficiente. Além disso, entenda as repercussões da doença na gravidez (necessidade de transfusão). 4