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Leucemias e Linfomas Prof. Fabio Mesquita fabiomesquitarj@gmail.com @fabio.m.mesquita mailto:fabiomesquitarj@gmail.com Leucemias • São neoplasias hematológicas, que envolvem alterações malignas na produção e função das células do sangue. • Elas são classificadas em agudas ou crônicas com base na velocidade de progressão da doença e no tipo de célula afetada.1. • Leucemias Agudas são caracterizadas pela rápida proliferação de células imaturas (blastos) que interrompem o desenvolvimento normal das células sanguíneas na medula óssea. • Leucemias Crônicas apresentam uma progressão mais lenta, onde as células afetadas tendem a ser mais maduras, mas ainda anormais. LEUCEMIAS CRÔNICA AGUDA LLC LMC LLA LMA Amanda Sartori linhagem eritrociítica, linfocítica, mielocíticas (mieloblastos) Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) 50 + HTLV A LLC afeta principalmente os linfócitos B, um tipo de célula envolvida na resposta imunológica adaptativa, responsável pela produção de anticorpos. Alterações genéticas comuns na LLC: - Trissomia do cromossomo 12 e deleções em regiões específicas, como del13q, que afeta o braço longo do cromossomo 13. - A mutação no gene TP53 pode também ocorrer, afetando o processo de apoptose, o que leva à sobrevivência prolongada dos linfócitos B defeituosos. Fatores associados: Idade avançada, Sexo Masculino, Pré-disposição genética, Exposição a agentes químicos, Infecção HTLV-1, Imunossupressão Laboratório (LLC) • No exame laboratorial, observa-se leucocitose (excesso de linfócitos), podendo ocorrer trombocitose (aumento de plaquetas) ou trombocitopenia (redução de plaquetas). • Pode apresentar ou trombocitose ou trombocitopenia; • Lâmina apresenta diversos linfócitos “clones” e restos celulares; • Confirmar o diagnóstico através de imunofenotipagem e FISH • Progressão muito lenta • A presença de “clones” de linfócitos e restos celulares são visíveis nas lâminas de exame. Amanda Sartori linfócito: só tem núcleo, não tem citoplasma Amanda Sartori poli morfo nuclear A LMC envolve a proliferação anormal de células da linhagem mieloide, que inclui precursores de granulócitos, monócitos, eritrócitos e megacariócitos (células precursoras de plaquetas). A translocação entre os cromossomos 9 e 22 resulta no cromossomo de Filadélfia e na formação do gene BCR-ABL1, que ativa a produção excessiva de células mieloides. Laboratorialmente, os pacientes apresentam um aumento na contagem de leucócitos (leucometria elevada), com maturação celular que inclui células jovens e maduras, mas poucos ou nenhum blastos (menos de 20%). Na fase acelerada ou blástica, pode haver trombocitopenia. O tratamento padrão envolve inibidores de tirosina quinase (como Imatinibe, Nilotinibe e Dasatinibe), que bloqueiam a atividade do gene BCR-ABL1. Leucemia Mielóide Crônica (LMC) Amanda Sartori apresenta aumento tanto de células precursoras de todas as linhagens Leucemia Mielóide Crônica (LMC) • Translocação entre 9 e 22 (Ph). • Formação do gene BCR-ABL1 Laboratório (LMC) • Lâmina vai apresentar toda a sequência maturacional, com exceção ou poucos blastos (menos de 20%) • Normalmente é acompanhada de leucometria elevada e/ou trombocitose ou trombocitopenia; • Imunofenotipagem e FISH para diagnóstico • Pode entrar em fase acelerada e blástica (pode ocorrer trombocitopenia nessa fase) Amanda Sartori quando as células sed modificam, seus ag de superfície se modificam também Tratamento LMC • Os chamados inibidores da tirosina quinase (Mesilato de Imatinibe, Nilotinibe e Dasatinibe) são uma grande revolução da ciência e hoje tornaram-se o tratamento padrão para este tipo de leucemia. *(Tirosina quinase = crescimento / sobrevida celular) Imatinibe: É um inibidor de tirosina quinase utilizado no tratamento da Leucemia Mieloide Crônica (LMC). Atua inibindo a atividade da proteína BCR-ABL, uma tirosina quinase resultante da translocação cromossômica específica (Filadélfia positiva) associada à LMC. Nilotinibe: Também é utilizado no tratamento da Leucemia Mieloide Crônica (LMC). Assim como o imatinibe, inibe a atividade da proteína BCR- ABL. Dasatinibe: Outro inibidor de tirosina quinase indicado para o tratamento da Leucemia Mieloide Crônica (LMC). Inibe a atividade da BCR-ABL, incluindo variantes resistentes ao imatinibe. Amanda Sartori proliferação celular Leucemia (LLA) • A LLA afeta células da linhagem linfoide, principalmente linfoblastos, que são precursores de linfócitos (B ou T) e são essenciais para a resposta imune. • Comum em crianças, a LLA está associada a uma translocação genética T12;21 e possui uma origem multifatorial. • Rápida Progressão Laboratório LLA • Leucocitose com Mais de 20% de blastos em Sangue Periférico e Medula Óssea; • Trombocitopenia; • Solicitar imunofenotipagem; Tratamento LLA • Indução de remissão- induzir a redução ou eliminação das células leucêmicas (Quimiterapia); • Consolidação: terapias visando manter a remissão e prevenir recaída (Quimioterapia e transplante de células troncos); • Manutenção: Algumas vezes, pode ser recomendada para prolongar a remissão; • Radioterapia: áreas específicas do corpo onde persistir as células leucêmicas; • Transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH): recomendado para pacientes de alto risco ou os que apresentaram recidiva; * Quimioterápicos – Vincristina, Prednisona ou Dexa, Asparaginase ou Doxorrubicina Amanda Sartori terapia direcionada para a área afetada (radiofármaco) Amanda Sartori pode ser feita c radioterapia ou quimio No laboratório, a LLA é identificada pela presença de leucocitose com mais de 20% de blastos no sangue periférico (SP) e na medula óssea (MO), além de trombocitopenia (redução de plaquetas). O diagnóstico é confirmado com imunofenotipagem. O tratamento inclui várias fases: indução de remissão (para reduzir as células leucêmicas), consolidação (para manter a remissão), manutenção (para prolongar a remissão), e, em alguns casos, radioterapia ou transplante de células-tronco hematopoiéticas. Leucemia Mielóide Aguda • caracterizada por uma rápida proliferação de células mieloides imaturas, conhecidas como mieloblastos, na medula óssea; • Causas: T(8;21) e Inv (16) • Anteriormente, a LMA era classificada pela classificação FAB, que dividia a doença em subtipos M0 a M7 com base na morfologia das células leucêmicas Amanda Sartori quando suspeita de leucemia, faz exame de sangue, imunofenotipagem e punção medular Leucemia Mielóide Aguda Laboratório LMA • Leucometria elevada + blastos em SP e MO +20% blastos; • Pode apresentar trombocitopenia; • Confirmação por citogenética: FISH (FLT3, NPM1, CEBPA e outros); • Dosagem de LDH pode indicar prognóstico; A LMA é caracterizada pela proliferação descontrolada de mieloblastos imaturos na medula óssea, que afetam a produção de células sanguíneas maduras. Associada a translocações genéticas como T(8;21) e Inv(16). A translocação T(8;21)(q22;q22) é uma alteração em que partes dos cromossomos 8 e 21 trocam segmentos. Esta translocação gera um gene de fusão chamado RUNX1-RUNX1T1 (também conhecido como AML1-ETO), resultando em uma proteína de fusão que interfere na diferenciação normal das células mieloides. A inversão cromossômica Inv(16)(p13q22) ocorre quando um segmento do cromossomo 16 inverte sua orientação. Essa inversão cria o gene de fusão CBFB-MYH11, que também interfere na maturação das células da linhagem mieloide. Assim como a T(8;21), a Inv(16) é geralmente associada a um prognóstico favorável. Pacientes com essa inversão respondem bem à quimioterapia intensiva e têm uma boa chance de remissão e sobrevida a longo prazo. Antigamente, era classificada pela classificação FAB, que a subdividia em M0 a M7 com base na morfologia celular. Nos exames laboratoriais, observa-se uma leucometria elevada com uma alta proporção de blastos no sangue periférico e na medula óssea (mais de 20%). A citogenética por FISH e a dosagemde LDH (lactato desidrogenase) são importantes para o prognóstico. Amanda Sartori célula efetora diminui= mais suscetível a infecções Linfoma de Hodgkin • Presença de células de Reed-Sternberg, que são grandes células malignas características desse subtipo (TP53 e rearranjos no gene REL) • Pico de incidência em duas faixas etárias: jovens adultos (15-35 anos) e idosos (acima dos 55 anos) • Sistema de estadiamento Ann Arbor é frequentemente utilizado para avaliar a extensão da doença; • Possui uma boa taxa de cura Estágio I: A doença está localizada em um único grupo linfonodal ou em um único órgão. Estágio II: A doença está localizada em dois ou mais grupos linfonodais do mesmo lado do diafragma (Estágio II) ou em um órgão e em grupos linfonodais próximos (Estágio IIE). Estágio III: A doença está presente em grupos linfonodais em ambos os lados do diafragma, podendo incluir o baço (Estágio III) ou, além disso, órgãos extralinfáticos (Estágio IIIE). Estágio IV: A doença está disseminada de forma difusa, afetando um ou mais órgãos além dos linfonodos. O estágio IV pode incluir o envolvimento de órgãos distantes, como pulmões, fígado ou medula óssea. Amanda Sartori vem do LT B, mas perde as caracteristicas dessa cél O Linfoma de Hodgkin é uma neoplasia linfóide caracterizada pela presença das células de Reed-Sternberg, que são células grandes e multinucleadas, e que são um marcador diagnóstico dessa doença. O Linfoma de Hodgkin é considerado um dos tipos de linfoma mais tratáveis, especialmente quando diagnosticado precocemente. Características Principais: - Células de Reed-Sternberg: Estas são células malignas grandes, geralmente com núcleos em formato de "olhos de coruja". Elas surgem a partir dos linfócitos B, mas perdem características típicas de células B funcionais. Subtipos: O Linfoma de Hodgkin é dividido em dois tipos principais: ➢ Linfoma de Hodgkin Clássico: Inclui quatro subtipos histológicos, como esclerose nodular e celularidade mista. A presença de células de Reed-Sternberg é um marcador-chave. ➢ Linfoma de Hodgkin de Predominância Linfocitária Nodular: Mais raro e com características celulares distintas, onde predominam linfócitos e células grandes chamadas células LP (popcorn cells). Sistema de Estadiamento Ann Arbor: O Linfoma de Hodgkin é estadiado com base no sistema Ann Arbor, que define a extensão da doença: ➢Estágio I: A doença está localizada em um único grupo linfonodal ou em um único órgão. ➢Estágio II: A doença afeta dois ou mais grupos linfonodais do mesmo lado do diafragma. ➢Estágio III: Envolve grupos linfonodais em ambos os lados do diafragma, podendo incluir o baço. ➢Estágio IV: A doença está disseminada de forma difusa, afetando um ou mais órgãos além dos linfonodos. Laboratório LH • Hemograma pode apresentar ligeira leucocitose; • Medula apresentando células características; Tratamento QUIMIOTERAPIA- “ATAQUE”; RADIOTERAPIA- ÁREAS ESPECÍFICAS; IMUNOTERAPIA- FOCO EM CÉLULAS REED-STERNBERG; TRANSPLANTE DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOIÉTICAS; AVALIAÇÃO A LONGO PRAZO Amanda Sartori utiliza ac monoclonais Linfoma não Hodgkin • O LNH é um grupo diversificado de cânceres do sistema linfático, com múltiplos subtipos. • Origina-se nas células linfoides (linfócitos), podendo ocorrer em qualquer parte do sistema linfático. • Algumas subcategorias incluem linfoma difuso de grandes células B, linfoma folicular, linfoma de células do manto, entre outros O Linfoma Não Hodgkin é um grupo mais heterogêneo de linfomas que pode surgir em várias partes do sistema linfático e envolve diferentes tipos de células, principalmente linfócitos B e linfócitos T. O LNH pode ser classificado como indolente (crescimento lento) ou agressivo (crescimento rápido). Características Principais - Tipos de Células: O LNH pode se originar de linfócitos B (cerca de 85% dos casos) ou linfócitos T. A classificação depende da célula de origem e da agressividade do linfoma. Subtipos Comuns: Linfoma Difuso de Grandes Células B (DLBCL): É o tipo mais comum de LNH e é considerado agressivo. Responde bem à quimioterapia, especialmente com o protocolo R-CHOP (Rituximabe, Ciclofosfamida, Doxorrubicina, Vincristina e Prednisona). Linfoma Folicular: É um linfoma indolente que apresenta um padrão folicular na histologia. Pode não necessitar de tratamento imediato e frequentemente é monitorado até o surgimento de sintomas. Linfoma de Burkitt: Um dos subtipos mais agressivos de LNH, associado ao vírus Epstein-Barr em alguns casos. Requer quimioterapia intensiva. Linfoma de Células do Manto: Geralmente agressivo e de prognóstico intermediário. Pode ser tratado com quimioterapia e, em alguns casos, transplante de células-tronco. Síndrome de Sézary e Micose Fungoide: São linfomas cutâneos de células T, que apresentam lesões cutâneas e crescimento mais lento. Laboratório • HC Pode revelar anemia, trombocitopenia ou leucocitose, dependendo do subtipo e estágio; • Lactato Desidrogenase (LDH); • Biópsia de Medula Óssea. Amanda Sartori hemograma Linfoma Folicular Características: Geralmente indolente, com padrão folicular na histologia. Comportamento: Crescimento lento, mas pode ser recorrente. Tratamento: Pode envolver observação ativa, imunoterapia e, em alguns casos, Linfoma de Burkitt Características: Células pequenas e uniformes, rápido crescimento. Comportamento: Muito agressivo. Tratamento: Protocolos intensivos de quimioterapia. Linfoma de Células do Manto Características: Células pequenas a médias, com crescimento geralmente rápido. Comportamento: Geralmente agressivo. Tratamento: Protocolos agressivos de quimioterapia, imunoterapia e, em alguns casos, transplante de células-tronco. Síndrome de Sézary Características: Linfoma cutâneo de células T. Comportamento: Geralmente de crescimento lento. Tratamento: Terapias tópicas, fototerapia e, em casos avançados, quimioterapia. Amanda Sartori células com núcleo grande, cromatina frouxa e altamente vacuolizadas Amanda Sartori núcleo toma toda a proporção da célula, cromatina frouxa, núcleo dobrado Amanda Sartori núcleo em formato de penagem