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Transtornos Psicológicos
Estresse: Estresse é uma reação natural do corpo diante de situações de perigo ou uma reação que nos tire de contextos a que inicialmente estávamos habituados (BRASIL, 2015). O corpo emite sinais de alerta em caso de estresse: dores musculares, insônia, irritabilidade, entre outros sintomas. Eles nos avisam da necessidade de buscar novas ferramentas que permitam ao nosso corpo retornar ao seu estado de equilíbrio ou adaptar-se a novas situações.
Agudo: Quando vivenciado a partir de situações inesperadas.
Crônico: Relacionado ao cotidiano.
Neste último, muitas vezes a pessoa já incorporou esse estado como parte de sua subjetividade, o que se torna ainda mais perigoso para a sua saúde.
O pesquisador Hans Selye, buscando compreender o estresse e suas ações em nosso corpo, criou um Modelo Trifásico, que divide as respostas ao estresse em três fases, conhecidas como:
Estado de alerta: O corpo se prepara para lidar com os estímulos estressores, cujo objetivo é a autopreservação. Os estímulos estressores não são necessariamente ruins e podem levar o sujeito à ação. O resultado da situação depende de como o sujeito lida com esses estímulos. Porém, se os gatilhos permanecem por muito mais tempo, avançamos para a fase seguinte.
Resistência: A energia gasta para manter a homeostase do corpo é sentida, chegando ao cansaço físico e mental. Dessa forma, caso o indivíduo não escute os sinais de seu corpo, seguirá para a próxima fase.
Exaustão: Nesta fase, o corpo tende a paralisar em razão de doenças mais sérias.
Fase da quase exaustão: Localizada entre a fase da resistência e da exaustão, as doenças não chegam a ser consideradas graves, dando ao corpo mais uma chance de recuperação e reavaliação das estratégias. Caso não haja esta atenção, o curso do estresse seguirá para a exaustão, levando o indivíduo a grave adoecimento.
Diversos pesquisadores, incluindo o próprio Syele, ampliaram seu olhar sobre o tema estresse — antes puramente biológico. Levando em consideração questões psicológicas e sociais, compreenderam que também podemos reagir de forma estressada a situações e contextos positivos e felizes e não somente àqueles que causam desprazer ou sofrimento.
O estresse prolongado, conhecido como estresse crônico, está relacionado à secreção de altas quantidades de cortisol e de outros hormônios que elevam o nível de açúcar no sangue e as taxas metabólicas do organismo. De certa forma, estas mudanças fisiológicas permitem que o sujeito sustente atividade prolongada para se defender de qualquer ameaça. No entanto, esta condição acarreta diminuição da atividade do sistema imunológico.
Possíveis Causas Do Estresse
O estresse pode ter diversas causas, como a ansiedade, o desejo de aprovação social, as dificuldades pessoais e sociais, entre outras tantas.
Não saber administrar o tempo, ter sempre a sensação de estar atrasado, preocupação excessiva com as contas a pagar, perder muito tempo em trânsito também são considerados agentes estressores.
Podemos ainda mencionar outras causas para o estresse, como a situação de pessoas que sofrem com doenças crônicas, vivendo seu dia a dia em meio a limitações e dores, como, por exemplo, a fibromialgia.
Baixa autoestima é outro fator estressor importante, uma vez que as pessoas vivem seu cotidiano com dúvidas relacionadas a si mesmas ou à sua capacidade intelectual, podendo despertar afetos negativos. Além disso, viver intensa competição no trabalho ou na família pode se tornar um gatilho estressor. as questões relativas à segurança, à economia e à política, ou seja, ligadas ao nosso habitat, são poderosos gatilhos para o estresse.
Transtorno de Estresse Pós Traumático
O transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é causado por um evento de grande impacto psicológico e emocional na vida de uma pessoa. Os sintomas aparecem em até seis meses após a ocorrência do fato. Neste caso, estamos nos referindo a situações extremas como: experiências de guerra, violência ligada a tortura, estupro, desastres naturais ou provocados pelo homem.
Temos muitos relatos de militares que, quando retornam da guerra, desenvolvem estresse pós-traumático, mostrando muita dificuldade de readaptação à vida cotidiana. As imagens do que viveu ficam registradas na memória, provocando um nível elevado de estresse. Por este motivo, o tratamento precisa ser muito bem estruturado e seguido de forma responsável; caso contrário, pode se tornar crônico e as mudanças passam a fazer parte da subjetividade da pessoa.
Consequências do Estresse
As alterações de comportamento causadas pelo estresse muitas vezes comprometem relacionamentos pessoais e profissionais, uma vez que as pessoas podem se afastar para evitar discussões como forma de preservar a relação.
O estresse também pode causar prejuízo nas funções mentais, alterar a capacidade produtiva da pessoa, já que a atenção não está focada nos objetivos a serem cumpridos e sim nos sintomas produzidos pela doença.
Formas de Cuidado, Prevenção e Tratamento
Para o tratamento do estresse, temos ao nosso dispor médicos, psicólogos e profissionais da área de saúde que atuam através das práticas integrativas e complementares. Atualmente dispomos de um total de 29 práticas reconhecidas e utilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Atenção Básica, entre elas, a acupuntura, a meditação, a yoga, entre outras.
Além dessas práticas citadas, podemos trabalhar utilizando técnicas educativas, cujo objetivo é auxiliar na compreensão do que é estresse. As pessoas precisam ser capazes de reconhecer os sintomas no corpo, na mente e nas relações interpessoais; identificar as fontes externas de estresse e os estressores internos, ou seja, nossa fábrica particular.
Outra forma de tratamento implica ensinar a lidar com os agentes estressores situacionais, na busca de eliminar os que podem ser eliminados e fazer uma reinterpretação dos que são considerados inevitáveis.
É preciso tentar ressignificar positivamente os agentes estressores essenciais à vida, chegando ao processo de aceitação. Falar sobre o que sentimos também ajuda muito no tratamento, reconhecer que se é humano e que existem pessoas que vivem dores parecidas com as nossas. E mais: pedindo ajuda, o cuidado se torna possível.
Verificando o Aprendizado
1. Existem divergências com relação à base conceitual do estresse, mas esta pergunta deve ser respondida utilizando a proposta apresentada pelo Modelo Quadrifásico, no qual o estresse pode progredir e percorrer as quatro fases do modelo. Quais são elas:
R: Alerta, resistência, quase-exaustão e exaustão.
· O Modelo Quadrifásico propõe que o estresse progride e percorre quatro fases, chamadas de alerta, resistência, quase-exaustão e exaustão.
2. Estudamos que as pessoas acometidas pelo estresse podem ser cuidadas por médicos, psicólogos e/ou por profissionais que trabalham com as práticas integrativas e complementares. Assinale a alternativa que menciona duas práticas integrativas e complementares utilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS):
R: Acupuntura e meditação
· As práticas integrativas e complementares são recursos voltados à prevenção e promoção de saúde. Hoje existem 29 práticas reconhecidas e adotadas pelo SUS, como acupuntura e meditação.

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