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1 O antígeno carcinoembrionário (CEA) é uma proteína fetal sintetizada nos seis primeiros meses da gestação. Após o nascimento, ela é encontrada no polo apical das células epiteliais do tubo digestório, mas sua concentração se torna muito fraca no soro. Sua sobreexpressão em caso de câncer colorretal é, de fato, um marcador desse câncer. OBJETIVOS DA DOSAGEM Marcar os cânceres: câncer colorretal, principalmente; mas também cânceres da mama (associado ao CA 15-3), do ovário (associado ao CA 125), adenocarcinomas brônquicos CLÍNICA CÂNCER COLORRETAL A concentração do CEA aumenta nos cânceres colorretais, onde um valor superior a 25ng/mL é muito frequente (até 90% dos pacientes em certas séries). Essa elevação é bastante correlacionada ao grau de extensão do câncer, de forma que a dosagem pré-operatória do CEA pode ser útil para distinguir, entre os pacientes sem invasão ganglionar, os que têm alto risco de recidiva; No entanto, mesmo que essa dosagem tenha valor prognóstico, nenhum dado da literatura sugere seu interesse para decidir um tratamento adjuvante (Anaes); Associado à ecografia hepática, o CEA é um marcador sensível para a detecção das metástases hepáticas dos cânceres colorretais; Uma ecografia hepática normal com concentração sérica aumentada do CEA é indicação para investigações complementares. antígeno carcinoembrionário EXAMES LABORATORIAIS cea 2 OUTROS CÂNCERES O CEA não é específico do câncer colorretal. Elevações superiores a 25 ng/mL se observam em outros adenocarcinomas do tubo digestório (esôgafo, estômago), em cânceres dos brônquios, dos ovários, da mama, no câncer medular da tireoide. AFECÇÕES BENIGNAS Concentrações inferiores a 10 ng/mL são encontradas em doenças nflamatórias intestinais, hepatites crônicas, pancreatites.