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ECTOPARASITAS
-Artrópodes que vivem na pele e nas penas, normalmente não causa mortalidade mas o fato delas passarem muito tempo se coçando, faz com que a produção caia.
-As perdas podem ser maiores quando tem a possibilidade de ocorrer dermatites e alergias nas aves e nos operários da granja
-São importantes também os insetos que de desenvolvem e vivem no esterco das aves, em carcaças de aves mortas e em resíduos orgânicos úmidos
1. Ácaros
-Dermanyssus (ácaro vermelho, piolho de galinha)
-Podem viver 34 semanas sem se alimentar no ambiente sem se alimentar (o vazio sanitário pode não ser eficiente). 
-São encontrados em regiões de clima temperado, sendo raro em instalações com gaiola. Alimenta-se principalmente à noite (por isso é necessário examinar a ave durante a noite), escondendo-se durante o dia em frestas, rachaduras do chão e paredes, debaixo do esterco. 
-Tratar tanto as aves quanto as instalações.
-Dermanyssus gallinae:
-Ornithonyssus
-Vivem todo o ciclo na ave, podem ser encontrados durante o dia e a noite. Quando em grande quantidade, as penas ficam escurecidas e a pele parece arranhada e escamosa no ventre. 
-Deve examinar as aves. Sobem rapidamente pelas mãos e braços do operador. Devido a sua rápida disseminação, caso uma ave esteja infectada, deve tratar todas. 
-É comum ver os ácaros andando sobre os ovos colocados nas bandejas. 
-Deve-se examinar as aves 2x por mês (20-60 aves em média) para evitar perdas.
-Podem entrar no aviário através de pintos contaminados, caminhões e caixa de transporte infestados, equipamentos, pessoal e aves silvestres.
-Tratar as aves 2x, com intervalo de 5-7 dias.
-Trombicula autumnalis
-São de vida livre, causam coceira, vesículas e abscesso no local da picada, rodeado por uma região de vermelhidão e inchaço, vivem sobre a pele injetando uma substância irritante e alimentando-se de tecidos liquefeitos.
 
-Cnemidocoptes mutans
-São ácaros das patas, causa hiperqueratose (mais comum em aves velhas). Deve banhar as patas com óleo vegetal para retirar as crostas e depois aplicar acaricida.
-Cnemidocoptes gallinae
-Ácaros depenadores, causam tanta irritação que as aves retiram as penas. Aparecem mais na primavera no verão.
*As vezes é possível encontrar ácaros internos, que normalmente não causam problemas. Cytodites (em sacos aéreos) e Laminosioptes ( no subcutâneo).
Família Uropodidae
Vivem na cama alimentando-se de fungos e não causam problemas às aves. Não é necessário sua retirada.
Controle geral dos ácaros
-Identificar corretamente o ácaro (coletar o ácaro em álcool 70%)
-Manter a propriedade livre de roedores
-Impedir acesso de aves silvestres
-Lavar e desinfetar os equipamentos entre um lote e outro
-Desinfetar as bandejas de plásticos e examinar as de papelão
-Diminuir ao máximo a circulação de pessoas entre os galpões
-Impedir a introdução de aves infestadas
-Examinar a cada 30 dias as instalações e uma amostra de 20-30 aves de cada galpão.
-De acordo com os ácaros, deve-se tratar:
2. Piolhos
São mastigadores, alimentando-se de penas e escamações da pele.
-Vivem permanentemente no corpo das aves
-Encontrados na pele principalmente ao redor da cloaca, peito e coxas
-A fêmea coloca os ovos nas penas.
-A espécie Menacanthus pode consumir sangue ao raspar a pele da base das penas
-Em galinhas adultas não causam grandes problemas pois usa o bico para catar.
-Em aves jovens causam irritação que interfere no repouso das aves afetando seu crescimento. 
-Controle: examinar 20-30 aves por galpão a cada 1-2 semanas. A presença de poucos parasitas já indica a necessidade de tratamento. Deve-se ter cuidados especiais no outono/inverno
. -Aplicar inseticida 2x a intervalos de 7-10 dias, completar o tratamento com a limpeza do galpão. 
-Completar tratamento com a limpeza do galpão, assegurar-se que toda a ave foi tratada.
-Certas práticas de manejo aumentam/ diminuem a população de piolhos: debicagem/ muda forçada.
3. Percevejos
-Insetos que se alimentam de sangue. O corpo é achatado de contorno oval com menos de 1 cm de comprimento, sem asas. Adultos vivem até 1 ano sem se alimentar, dependendo da temperatura.
-A fêmea põe os ovos em frestas e em 4-20d nascem ninfas. Trocam de pele 5x, alimentando-se a cada troca e voltando às frestas para digerir o sangue e fazer nova troca.
-Ornithocoris toledo:
-Controle: tratar abrigos (frestas, rachaduras de paredes e chão, embaixo de ninhos, poleiros), utilizar produto com poder residual combinado com a fumigação.
4. Pulgas
-Só a fase adulta parasita as aves. As larvas vivem no meio ambiente alimentando-se de restos de penas, escamações da pele e fezes de pulgas adultas.
-Os ovos são postos no corpo do animal, caindo depois no solo. Os adultos vivem semanas sem se alimentar e quando estão alimentados vivem meses e até anos.
-Echidnophaga gallinacea vive aderida na pele formando ulcerações na cabeça e pescoço. 
-Ceratophyllus gallinae sobe no corpo para se alimentar
-A pulga do gato e a pulga do homem, podem atacar as aves.
-Controle: remoção da cama infectada e aspersão do aviário infestado. Tratar a nova cama para matar as pulgas adultas e evitar entrada de animais. Luz do sol, tempo quente, umidade excessiva e congelamento impedem seu desenvolvimento.
5. Carrapatos
-Os principais são os de corpo mole (gênero Argas)
-São raros em criações de gaiola. As fêmeas põem de 500-800 ovos em 4-5 posturas necessitando sugar sangue antes de cada postura.
-Os ovos são postos em frestas e cascas de árvores.
-As larvas se fixam nas aves por 4-5d. Deixam as aves e buscam abrigo para mudarem para ninfa.
-Argas:
-Geralmente sobem nas aves a noite. Os sinais são penas arrepiadas, falta de apetite, diarréias. 
-A perda de sangue leva a anemia, emagrecimento, retardo no crescimento e diminuição na postura. 
-Os carrapatos também podem transmitir agentes como Borrelia anserina. causadora de uma espiroquetose altamente patogênica. 
-Amblyomma também pode parasitar as aves.
-Controle: é feito tratando-se as instalações e os arredores. Utilizar bomba de compressão forçando a penetração do produtos nas frestas e rachaduras, paredes e teto. 
-Coletar os carrapatos nos abrigos durante o dia, e a noite no corpo das aves, olhando regiões de pele mais fina como peito e sob as asas.
6. Besouros
Alimentam-se de restos de aves, esterco, aves mortas ou moribundas. 
-Nenhum é verdadeiramente parasita. O mais importante é o cascudinho (Alphitobius diaperinus). A sua importância está nos agentes que podem transmitir:
-Não devem ser confundidos com os besouros benéficos que decompõem o esterco.
-Alphitobius diaperinus:
-Controle: na escolha do inseticida deve ser levado em conta o número de ovos e larvas existentes na cama que podem não ser atingidos pelo inseticida.
-Utilizar produto com boa ação residual
-Tratamento logo após a saída do lote. Tratar primeiro as paredes, colunas e vigas para evitar a fuga dos cascudinhos. 
-O cascudinho é sensível a baixas temperaturas e em locais frios pode-se manter o controle da população mantendo abertas as cortinas durante o vazio sanitário.
7. Moscas
-Em geral, não são parasitas. Todas podem transmitir doenças às aves por se criarem e alimentarem em restos orgânicos e entrarem e saírem das instalações sem nenhum controle.
-Seu ciclo no período quente é mais rápido. Os prejuízos estão relacionados aos problemas com as comunidades ao redor dos aviários: incômodo, estresse, veiculação de doenças.
-A principal é a mosca doméstica. 
-Stomoxys também causa prejuízos.
-Controle: criação em gaiolas deve coletar fezes diariamente.
-Evitar umedecimento do esterco e cama: consertar vazamentos de bebedouros, instalações com beiral largo, terreno entre galpões. 
-Manter a vegetação rasteira. Utilizar agentes biológicos: ácaros de vida livre, tesourinhas, besouros.
-Inibidores ou reguladores do crescimento, utilizados na ração das aves.
-Inseticidas: cuidado para não deixar resíduos em ovos e carcaças. 
Cuidados na utilização de ectoparasiticidas: -não contaminar água, alimentos, ovos e utensílios.Atenção para animais confinados em áreas mal ventiladas. 
-Organofosforados, carbamatos, piretróides são os mais utilizados na aplicação direta nas aves quanto nas instalações e camas.
-Organoclorados são proibidos por deixarem resíduos tóxicos nos ovos e carcaças.
-Alguns ornganofosforados (parathion, metilparathion, diazinon e fenthion) são tóxicos para as aves.
-Aves de postura em gaiolas→ aspersão com bomba costal.
-Aves em camas –: pós em caixas ou nos ninhos
-Uso sistêmico → se não deixar resíduos.

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