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INTOXICAÇÃO POR FERRO UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMIÁRIDO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ANIMAIS CURSO: MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINA: TOXICOLOGIA VETERINÁRIA Prof.ª DRA NILZA DUTRA ALVES Janeiro - 2014 DISCENTES: ADRIANE GONÇALVES PINHEIRO EDUARDO GOMES BEZERRA O FERRO NO METABOLISMO Fundamental no transporte de elétrons e síntese do DNA; É dependente de: a. biodisponibilidade na dieta b. digestão e absorção intestinal c. transporte plasmático d. captação pelas células-alvo e. mecanismos de estoque f. reciclagem e excreção INTOXICAÇÃO POR FERRO 2 (ALENCAR ET AL., 2002) FONTES DE INTOXICAÇÃO - Alimentar - Iatrogênica (suplementação, super alimentação, ração incorreta, medicamentos) a. Suínos recém-nascidos; b. Cavalos atletas; c. Cães e gatos com anemia; INTOXICAÇÃO POR FERRO 3 METABOLISMO DO FERRO Ferro inorgânico • Estado férrico Fe3+ Fe2+ Ferro na Forma heme • Altamente disponível INTOXICAÇÃO POR FERRO 4 (ATANASIU et al., 2006). Cádmio, cobalto, cobre, manganês e zinco Ferro INTOXICAÇÃO POR FERRO 5 METABOLISMO DO FERRO C o n s u m o a b s o r ç ã o (LEWIS, 2000) Transferrina (Hepatócitos e macrófagos) Plasma LEC INTOXICAÇÃO POR FERRO 6 METABOLISMO DO FERRO (ALENCAR et al., 2002) Não ligado a proteínas Ferro Livre • Radicais livres • Óxido Redução Gera • Lesão Tecidual Causa INTOXICAÇÃO POR FERRO 7 INTOXICAÇÃO POR FERRO (PEELING et al., 2008) Métodos laboratoriais para avaliação do metabolismo e intoxicação pelo ferro INTOXICAÇÃO POR FERRO 8 Determinação sérica do ferro A capacidade total da ligação do ferro O índice de saturação da transferrina A avaliação do conteúdo medular de ferro A concentração de ferritina (ALENCAR et al., 2002) INTOXICAÇÃO POR SUPLEMENTAÇÃO Injetável Ultrapassa a CLT Acúmulo de Fe livre Oral Sulfato ferroso Rápida absorção INTOXICAÇÃO POR FERRO 9 SINAIS CLÍNICOS - 1ª fase: logo após a ingestão – vômitos e diarreia, frequentemente sanguinolentas; perdas intensas de fluidos e sangue no trato gastrintestinal podem resultar em choque, insuficiência renal aguda e óbito. - 2ª fase: os pacientes que sobrevivem à primeira fase, passam por um período de latência de aproximadamente 12 horas, com aparente melhora dos sinais e sintomas. - 3ª fase: súbita piora do quadro com coma, choque, convulsões, acidose metabólica, alterações da coagulação, falências hepática e renal, seguindo-se a morte. - 4ª fase: superada a fase anterior, observam-se sinais de cicatrização das lesões do trato gastrintestinal, podendo ocorrer estenose pilórica e obstrução intestinal. INTOXICAÇÃO POR FERRO 10 TRATAMENTO 1) Medidas específicas a. Mesilato de deferoxamina (Desferal® - 25 a 50mg/kg) – Quelante 2) Medidas para evitar absorção a. Vômito Ipeca, estimulação mecânica, água oxigenada b. Lavagem gástrica Pode ser útil nos casos de formas líquidas ou mastigáveis 3) Medidas para retardar absorção a. Adsorvente Carvão ativado (pouco eficaz, se liga muito pouco ao Fe) b. Protetores de mucosa Sucralfato c. Irrigação intestinal e laxantes INTOXICAÇÃO POR FERRO 11 Rosany Bochner (SINITOX - FIOCRUZ) 4) Medidas de apoio a. Manutenção das funções vitais: cardiovascular e respiratória; b. Desidratação: reposição de fluidos e eletrólitos por via parenteral; c. Acidose metabólica: bicarbonato de sódio endovenoso; d. Hipotensão grave e choque: posição de Trendelemburg, fluidos endovenosos e, se necessário, aminas vasoativas; e. Crises epilépticas: anticonvulsivos usuais; f. Coma: controle geral das condições vitais e suporte nutricional. INTOXICAÇÃO POR FERRO 12 TRATAMENTO Rosany Bochner (SINITOX - FIOCRUZ) 13 INTOXICAÇÃO POR FERRO RELATO DE CASO a. Concomitante com perfuração de poço; b. Seguida por morte de peixes; c. Análise da água e lodo – altos índices de Fe até 2,4mg/L; d. Sem lesões macroscópica; e. amostras de fígado: intensa vacuolização e necrose dos hepatócitos, congestão, edema e presença maciça de grânulos de pigmento marrom-dourado 14 INTOXICAÇÃO POR FERRO INTOXICAÇÃO POR ÓLEO DIESEL UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMIÁRIDO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ANIMAIS CURSO: MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINA: TOXICOLOGIA VETERINÁRIA Prof.ª DRA NILZA DUTRA ALVES Janeiro - 2014 DISCENTES: ADRIANE GONÇALVES PINHEIRO EDUARDO GOMES BEZERRA OS HIDROCARBONETOS • Gasolina • Óleo Diesel • Querosene • Carvão • Gás Natural INTOXICAÇÃO POR ÓLEO DIESEL 16 FORMAS DE INTOXICAÇÃO Via oral Via aérea Via tópica Via conjuntival INTOXICAÇÃO POR ÓLEO DIESEL 17 MAIS COMUM EM ANIMAIS MARINHOS: VAZAMENTO DE PETRÓLEO SINAIS CLÍNICOS Dependentes da quantidade ingerida e via de exposição INTOXICAÇÃO POR ÓLEO DIESEL 18 • Irritação ocular, edema de pálpebra e blefaroespasmo Ocular • Queimaduras, necrose; efeitos sistêmicos pouco comuns Dérmica • Tosse, dispneia, ataxia, lesões pulmonares; depressão/ estimulação SNC; hipóxia; inflamação; pneumonias Inalação • Vômitos; diarreia; hipersalivação; hepatopatias; nefropatias; arritmias; coma Ingestão SPINOSA, 2008; http://www.petpoisonhelpline.com/poison/hydrocarbons/ TRATAMENTO 1) Tratamento especifico: a. Não há 2) Medidas para evitar absorção a. Vômito NÃO INDUZIR b. Lavagem gástrica: realizar somente se houver ingestão de volume elevado c. Lavagem ocular com solução salina d. Lavagem tópica com água morna e detergente neutro e. Retirar o animal do local com composto volátil INTOXICAÇÃO POR ÓLEO DIESEL 19 3) Medidas para retardar absorção a. Adsorvente Carvão ativado, também com o intuito de diluir o composto - CAUTELA b. Sucralfato Proteção da mucosa + diluição do composto c. Lavagem intestinal Enemas com solução salina morna 4) Medidas para acelerar a eliminação a. Fluidoterapia de manutenção triplicada b. Uso de diuréticos c. Uso de diarreicos: não utilizar compostos lipofílicos (óleo mineral) Enemas d. Manter animal em local ventilado INTOXICAÇÃO POR ÓLEO DIESEL 20 TRATAMENTO 5) Medidas de Apoio a. Fluidoterapia de manutenção b. Manter animal em local calmo, ventilado e semiescuro c. Utilizar benzodiazepínicos (Diazepam 1mg/Kg) caso haja excessiva agitação ou convulsão 6) Tratamento Sintomático INTOXICAÇÃO POR ÓLEO DIESEL 21 TRATAMENTO RELATO DE CASO INTOXICAÇÃO POR ÓLEO DIESEL 22 CASO CLÍNICO Hospital Veterinário de Uberaba (HVU) Aratinga aurea (Gmelin, 1788): periquito-rei Adulta Sem sexo definido Ave psitaciforme muito abundante no bioma cerrado (Mahecha 2005) Histórico de contato percutâneo e ingestão de óleo diesel por queda num balde contendo tal substância INTOXICAÇÃO POR ÓLEO DIESEL 23 Sinais Clínicos Sonolência Pálpebras caídas Apatia com surtos de movimentos verticais bruscos e violentos com cabeça e pescoço êmese inodora de coloração esbranquiçada Asas caídas bilateralmente Penas parcialmente arrepiadas Fezes enegrecidas e Poliúria INTOXICAÇÃO POR ÓLEO DIESEL 24 DIAGNÓSTICO a. Histórico b. Exame clínico INTOXICAÇÃO POR ÓLEO DIESEL 25 TRATAMENTO Petroleum 4 CH: 1 gota a cada 15 minutos durante 6 horas; 1 gota a cada 30 minutos da 6a a 12a hora; 1 gota a cada 60 minutos da 12a hora a 18a hora; 1 gota a cada 4 horas da 18a hora ao 5o dia. Limpeza de penas e pele com solução salina morna (39 :C) e detergente neutro a 5% 2 banhos Solução de Ringer a 38 :C 50ml/Kg/dia, via subcutânea a cada 6 horas AMBIENTE: tranquilo e aquecido a 38 :C INTOXICAÇÃO POR ÓLEO DIESEL 26 RESULTADOS E DISCUSSÃO Movimentos bruscos da cabeça e pescoço, bem como êmese,cessaram por volta da 18a hora; A coloração do excremento voltou ao normal em torno do 5o dia de tratamento; A administração de diluições infinitesimais de uma substância é capaz de induzir a eliminação da mesma substância que estiver armazenada no organismo (Soares 2011). O tratamento homeopático por Petroleum se mostrou eficiente na cura rápida e duradoura da intoxicação da ave. INTOXICAÇÃO POR ÓLEO DIESEL 27 INTOXICAÇÃO POR FERRO E ÓLEO DIESEL UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMIÁRIDO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ANIMAIS CURSO: MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINA: TOXICOLOGIA VETERINÁRIA Prof.ª DRA NILZA DUTRA ALVES Janeiro - 2014 DISCENTES: ADRIANE GONÇALVES PINHEIRO EDUARDO GOMES BEZERRA