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Neoplasias do SNC . @brunagsaboia - Maioria intracranianas (94%) – raros intramedulares - 2º grupo de neoplasias mais comuns na faixa etária pediátrica (1º leucemias) - Acometem todas as faixas etárias - Alta letalidade - Mesmo quando não malignas → Morte (localização, volume) - Maioria esporádicas - Em adultos 70% dos tumores intracranianos → acima da tenda cerebelar (supratentoriais) - Em crianças 70% → abaixo da tenda cerebelar - Gênero masculino é o mais acometido (exceção meningiomas) - Acometem mais idosos acima dos 65 anos - Fatores de risco: radiação ionizante, leucemias durante a infância, baixa imunidade e HIV. Neoplasia� Primária�: - Tumores meningeanos (47%) = meningioma => células da meninge - Tumores neuroepiteliais (40%) = gliomas (astrocitomas, oligodendrogliomas e tumores ependimários); gangliocitomas/neurocitomas/neuroblastomas /PNET (neurônios e embrionários– raros) => ocorrem em células que compõem o parênquima cerebral = astrócitos, oligodendrócitos (formam a bainha de mielina do SNC), células ependimárias - Raízes nervos cranianos (10%) - Células linfóides e germinativas (3% restantes). Astrocitoma�: se originam dos astrócitos = células de sustentação dos neurônios e fazem o processo de cicatrização do SNC; se dividem o tempo inteiro, o que aumenta a chance de ter mutação. * Aspectos Moleculares: norteiam o prognóstico e o tratamento do paciente. * Classificação Histológica (NOS/SOE = sem outra especificação = não fez pesquisa molecular). - Grau 1: a depender da localização e tamanho consegue extrair a lesão, curando o paciente; é chamado de pilocítico; é mais comum em crianças - Grau 4: não consegue curar; sobrevida de 1 ano; glioblastoma. 1. Astrocitoma Grau 1 = Pilocítico: - crianças e adolescentes - acometem cerebelo, hipotálamo, tálamo e quiasma óptico - baixo grau, crescimento lento de padrão expansivo ou infiltrativo - se conseguir ressecar todo o tumor, pode curar - sobrevida de 5 anos (90%) - mutação BRAF – melhor prognóstico (tratamento) - raro mutação de p53. * Prolongamentos dos astrócitos nessa neoplasia são chamados de fibras de Rosenthal na microscopia. 2. Astrocitoma Grau 2 (Difuso): - supratentoriais - massas grandes com limites imprecisos - maioria IDH mutado - diagnóstico diferencial: confunde esse com gliose (processo de cicatrização) - baixa atipia e celularidade. * Astrocitoma difuso grau 2 NOS ( = SOE) = se não fez a pesquisa molecular. * Se fizer a pesquisa molecular = astrocitoma difuso grau 2 com IDH mutado (ou IDH não mutado). 3. Astrocitoma Grau 3 (Anaplásico): - não vê os limites com precisão - alta celularidade (= alta quantidade de células) na microscopia - presença de muitas atipias (alta anaplasia) = mitoses atípicas. 4. Astrocitoma Grau 4 (Glioblastoma): - neoplasia mais letal - é o mais comum dos astrocitomas - homens acima dos 65 anos - pode vir de 2 vias moleculares => mutação do PTEN ou do EGFR OU progressão do astrocitoma (glioblastoma secundário) - cerca de 1 ano de sobrevida, melhor para os secundários * Glioblastomas secundários: Quando originado de astrocitomas difusos (mutações somáticas nos genes IDH1 e IDH2 e p53) → glioblastomas secundários → melhor prognóstico => pacientes mais "jovens" * Hipermetilação do gene MGMT (gene de reparo do DNA) = boa para ver se o paciente responde bem a terapêutica = paciente responde melhor se tiver essa hipermetilação. * Causa extensas áreas de necrose (marcador dessa neoplasia) e presença de hemorragia. * Áreas de necrose em faixa rodeadas por células fusiformes dispostas em pseudopaliçada = necrose no centro e células viáveis ficam na periferia e enfileiradas, delimitando as áreas de necrose. Oligodendrogliom�: oligodendrócitos (formam a bainha de mielina). - Homens e mulheres dos 30-60 anos - Baixa malignidade, crescimento lento, sobrevida de 5 anos (2 terços) - GRAU II - Deleções combinadas nos cromossomos 1p e 19q = melhor resposta à quimioterápicos - Anaplásicos (alto grau – GRAU III) → deleção ou metilação do CDKN2A/B → baixa resposta à quimioterapia e prognóstico reservado. * Oligodendroglioma aparecem mais na substância branca, pois lá tem muito oligodendrócitos. * Faz focos de calcificação distrófica. Meduloblastom�: - Origem nas células neuroepiteliais embrionárias = tecido neuroectodérmico embrionário (neurônio primitivo) - Alto grau de malignidade, crescimento rápido, originando-se no cerebelo - Neoplasia maligna do SNC mais frequente na infância → gênero masculino entre os 5 e 8 anos - Disseminação via liquórica => metástases fora do SNC em 15% dos casos (ossos, linfonodos, peritônio, fígado e pulmões) - Pode sofrer leucemização = da metástase para a medula óssea, sendo produzida igual as células do sangue, se espalhando pelo corpo - Quadro clínico da criança = perda de equilíbrio - Ressecção cirúrgica, quimioterapia e radioterapia podem levar a uma sobrevida de 5 anos em cerca de 80% dos pacientes, porém podem haver sequelas. * Células com núcleo grande e pouco citoplasma = são células primitivas (aspecto embrionário). Meningiom�: aparecem nas regiões de meninge = pode comprimir giros e empurrar o parênquima. - Normalmente benignos, originados das células meningoteliais, são as neoplasias intracranianas PRIMÁRIAS mais comuns - Como a maioria é benigno, dá para remover em cirurgia, tendo bom prognóstico - Acometem mais adultos (mulheres) → receptores para progesterona - Crescimento lento e em geral bom prognóstico dependendo da localização. Craniofaringiom�: mais comum em crianças => sintomas iguais aos efeitos de massa dos adenomas de hipófise, exceto por não produzirem hormônios. Linfoma�: inicia no SNC e não tem manifestação sistêmica. - Linfoma difuso (grande) de células B - Padrão periventricular é típico de linfoma = neoplasia passa de um ventrículo para o outro - Mais comum em pacientes com AIDS. * Macroscopia = padrão periventricular. Metástase�: comum ter vindo de um tumor de pulmão; podem levar a herniações, comprimindo estruturas. 1- O diagnóstico anatomopatológico é glioblastoma. Macroscopia: coloração acinzentada, com áreas de necrose e hemorragia. Microscopia: grande celularidade, numerosas mitoses, proliferação microvascular, áreas de necrose em faixa rodeadas por células fusiformes dispostas em pseudopaliçada. O achado são áreas de necrose em faixa rodeadas por células fusiformes dispostas em pseudopaliçada, ou seja, necrose no centro e células viáveis ficam na periferia e enfileiradas, delimitando as áreas de necrose. 2- O prognóstico dessa neoplasia é ruim com cerca de 1 ano de sobrevida, então, o paciente estava dentro da sobrevida esperada. 3- Neoplasia secundária (metástase). 4- Meningioma. 5- Glioblastoma.