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1 
SUMÁRIO 
1 O QUE É LITERATURA ................................................................. 3 
2 FUNÇÃO DA LITERATURA ........................................................... 3 
2.1 Gêneros literários ................................................................................. 4 
3 LITERATURA: ENTENDA SOBRE A TEORIA LITERÁRIA ............ 6 
3.1 Histórico da Teoria Literária ................................................................. 6 
3.2 Conceitos básicos da Teoria Literária .................................................. 7 
3.3 Teoria da Literatura: o que é e para que serve? .................................. 7 
4 A LITERATURA É O ÚNICO INSTRUMENTO CAPAZ DE MUDAR O 
HOMEM 10 
4.1 Dia da Literatura Brasileira ................................................................. 13 
4.2 Origem do Dia da Literatura Brasileira ............................................... 14 
5 LITERATURA INFANTIL .............................................................. 14 
5.1 Qual a importância da leitura literária na infância? ............................. 17 
6 HISTÓRIA DA LITERATURA BRASILEIRA ................................. 18 
6.1 Os períodos da literatura brasileira .................................................... 19 
6.2 Escolas literárias brasileiras ............................................................... 19 
6.2.1 Quinhentismo ............................................................................... 19 
6.2.2 Barroco ......................................................................................... 20 
6.2.3 Arcadismo .................................................................................... 21 
6.2.4 Romantismo ................................................................................. 21 
6.2.5 Realismo e Naturalismo ............................................................... 22 
6.2.6 Parnasianismo .............................................................................. 22 
6.2.7 Simbolismo ................................................................................... 23 
6.2.8 Pré-Modernismo ........................................................................... 23 
6.2.9 Modernismo .................................................................................. 24 
6.3 Literatura contemporânea brasileira ................................................... 24 
7 TEORIAS CRÍTICAS DA LITERATURA ....................................... 26 
8 ESTUDO DA LITERATURA: PERSPECTIVAS E MÉTODOS ...... 28 
 
2 
9 TEORIAS DE LEITURA ................................................................ 29 
10 A CONCEITUALIZAÇÃO DA LITERATURA E SUA IMPORTÂNCIA33 
11 O ATO DE LER ............................................................................. 34 
12 A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE LITERATURA E LEITURA EM SALA 
DE AULA 36 
13 A CONTRIBUIÇÃO DA LITERATURA PARA FORMAÇÃO DE LEITORES
 38 
14 A PRÁTICA DA LEITURA LITERÁRIA ......................................... 39 
REFERÊNCIAS BIBLIOPGRÁFICAS .................................................... 48 
 
 
 
3 
1 O QUE É LITERATURA 
A literatura (do latim littera, que significa “letra”) é uma das manifestações 
artísticas do ser humano, ao lado da música, dança, teatro, escultura, arquitetura, 
dentre outras. 
Ela representa comunicação, linguagem e criatividade, sendo considerada a 
arte das palavras. 
Trata-se, portanto, de uma manifestação artística, em prosa ou verso, muito 
antiga que utiliza das palavras para criar arte, ou seja, a matéria prima da literatura 
são as palavras, tal qual as tintas é a matéria prima do pintor. 
De tal maneira, o conceito de literatura também pode compreender o conjunto 
de estórias fictícias inventadas por escritores em determinadas épocas e lugares, 
sejam poemas, romances, contos, crônicas, novelas. 
Os textos literários possuem uma função muito importante para o ser humano, 
de forma que provocam sensações e produzem efeitos estéticos, os quais nos fazem 
entender melhor nós mesmos, nossas ações bem como a sociedade em que vivemos. 
Segundo o crítico literário Afrânio Coutinho: "A Literatura é, assim, a vida, parte da 
vida, não se admitindo possa haver conflito entre uma e outra. Através das obras 
literárias, tomamos contato com a vida, nas suas verdades eternas, comuns a todos 
os homens e lugares, porque são as verdades da mesma condição humana." 
Nesse sentido, devemos lembrar que o conceito de literatura foi se alterando 
ao longo do tempo, e seu significado tal qual conhecemos hoje, é diferente da visão 
clássica de antanho. 
Para o filósofo Grego Aristóteles, um dos primeiros a focar nos estudos sobre 
essa arte: “A Arte literária é mimese (imitação); é a arte que imita pela palavra”. 
Com efeito, o conceito de literatura foi se ampliando e abrangendo assim, 
diversos textos que englobam os gêneros literários que hoje conhecemos: literatura 
infantil, literatura de cordel, literatura marginal, literatura erótica, dentre outros. 
2 FUNÇÃO DA LITERATURA 
A arte literária representa recriações da realidade produzidas de maneira 
artística, ou seja, que possui um valor estético, donde o autor utiliza das palavras em 
 
4 
seu sentido conotativo (figurado) para oferecer maior expressividade, subjetividade e 
sentimentos ao texto. 
 
 
Fonte: gabsartor.blogspot.com 
Dessa forma, a literatura possui um importante papel social e cultural envolvido 
no contexto em que fora criada, posto que abarca diversos aspectos de determinada 
sociedade, dos homens e de suas ações e, portanto, que provoca sensações e 
reflexões do leitor. Para o filósofo francês Louis-Gabriel-Ambroise, Visconde de 
Bonald: “A literatura é a expressão da sociedade, como a palavra é a expressão do 
homem. ” 
2.1 Gêneros literários 
Os gêneros literários são categorias da literatura que englobam os diversos 
tipos de textos literários segundo sua forma e conteúdo. 
Tanto o conceito de literatura se modificou ao passar do tempo como o de 
gênero literário, uma vez que os gêneros literários, abordado por Aristóteles, eram 
classificados de três maneiras, semelhante ao que conhecemos hoje, embora possua 
diferenças. 
 
5 
De acordo com o esquema proposto por Aristóteles, os gêneros literários eram 
divididos em: Lírico (“palavra cantada”), Épico (“palavra narrada”) e Dramático 
(“palavra representada”). 
Atualmente, o gênero épico, que envolvia as narrativas históricas baseado nas 
lendas e na mitologia, foi substituído pelo gênero narrativo. Sendo assim, os gêneros 
literários são classificados em: 
 Gênero Lírico: possui um caráter sentimental com presença do eu-lírico, por 
exemplo, as poesias, odes e sonetos. 
 Gênero Narrativo: possui um caráter narrativo, ou seja, envolve narrador, 
personagens, tempo e espaço, por exemplo, os romances, contos e novelas. 
 Gênero Dramático: possui um caráter teatral, ou seja, são textos para serem 
encenados, por exemplo, tragédia, comédia e farsa. 
 
Texto Literário e Não Literário 
 
Nem todo texto possui uma linguagem literária, ou seja, não possui um caráter 
ficcional, subjetivo e cheio de significados (plurissignificação), emoções, sensações e 
desejos. Para compreender melhor essa diferença vejamos os exemplos abaixo: 
 
Exemplo 1 
 
“Poema tirado de uma notícia de jornal” de Manuel Bandeira 
João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num 
barracão sem número 
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro 
Bebeu 
Cantou 
Dançou 
Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado. ” 
 
Exemplo 2 
 
“Foi encontrado essa manhã na Lagoa Rodrigo de Freitas, o corpo do 
carregador de feira livre conhecido como João Gostoso. Testemunhas afirmam que 
 
6 
João era habitante do morro da Babilônia e na noite passada, estava no bar Vinte de 
Novembro, do qual saiu bêbado. As autoridades analisarão as provas para verificar 
se o ocorrido se trata de homicídioou suicídio. ” 
Segundo os exemplos acima podemos notar a diferença entre os textos 
literários e não literários. De tal maneira, o primeiro exemplo envolve uma linguagem 
literária e subjetiva em forma de poema, a qual possui uma expressividade induzida 
pelo escritor. 
Já o segundo exemplo nos informa sobre o acontecimento, a partir de uma 
linguagem utilizada nos textos jornalísticos, que possui uma função informativa e não 
literária.1 
3 LITERATURA: ENTENDA SOBRE A TEORIA LITERÁRIA 
Teoria Literária pode ser compreendida como a argumentação científica ou 
filosófica da interpretação literária, crítica literária e do conceito de Literatura no geral. 
Desde a Antiguidade Grega, busca-se entender a literatura e os seus diversos 
ângulos. 
Em seu “Novo Manual de Teoria Literária”, o crítico literário brasileiro Rogel 
Samuel afirma que a teoria literária reúne uma coleção de ciências que alguns tratam 
por “teoria da literatura”, outros de “teoria literária”. (SAMUEL, 2002, p. 7). De acordo 
com o especialista, “teoria literária” seria a teoria que nasce da prática literária, da 
obra, da leitura; já a “teoria da literatura” vê a literatura como objeto do saber. 
Pode-se afirmar que a teoria literária tem por objetivo o estudo da literariedade, 
evolução literária, gêneros literários, narratividade, influências externas (política, 
cultura etc.) sobre a produção literária e outros aspectos. 
3.1 Histórico da Teoria Literária 
Existe uma estreita relação entre teoria e filosofia, e a necessidade de construir 
a Teoria da Literatura surgiu há muitos anos, com obras de filósofos como Platão e 
Aristóteles. Em “A República”, de Platão, e “Poética”, de Aristóteles, podemos 
 
1 Extraído do link: www.todamateria.com.br 
 
7 
encontrar teorias sobre os aspectos literários. Considera-se, portanto, uma tarefa 
difícil distinguir da História da Teoria da Literatura, da Estética Filosófica, da Poética, 
Hermenêutica e da Retórica Filosófica. 
Durante o Classicismo, a atenção recaiu sobre os clássicos greco-romanos; 
com o Humanismo, o escritor passou a ser o centro das análises. Considera-se que a 
literatura se transformou em ciência a partir do século XIX. 
Embora a necessidade de analisar obras literárias seja bastante antiga, muitos 
teóricos consideram que a Teoria da Literatura surgiu apenas no início do século XX, 
com o surgimento de escolas como a Neocrítica (também chamada de Nova Crítica) 
e o Formalismo Russo. 
3.2 Conceitos básicos da Teoria Literária 
De acordo com Rogel Samuel, a primeira tarefa da teoria literária é definir 
claramente o que é literatura. É importante ressaltar que não existe um único método 
teórico de analisar esta disciplina. Existem modelos de teorias centradas no autor, 
baseadas no texto, centradas no leitor, no código e no contexto. 
No primeiro capítulo de seu “Novo Manual de Teoria Literária”, Rogel Samuel 
afirma que literário é um determinado texto que possui a literariedade, que é um dos 
conceitos básicos dos estudos sobre a arte literária. Mas, o que seria “literariedade”? 
Segundo o especialista, a literariedade é constituída pelas metáforas, as metonímias, 
as sonoridades, os ritmos, a narratividade, a descrição, os personagens, os símbolos, 
as ambiguidades e alegorias, os mitos e outras propriedades. 
Alguns conceitos básicos estudados na teoria literária são os seguintes: 
discurso, espaço, estrutura da obra, linguagem, literariedade, polissemia, tempo, entre 
outros.2 
3.3 Teoria da Literatura: o que é e para que serve? 
Teoria da Literatura é o estudo e a sistematização da Literatura como área do 
conhecimento, bem como os modos de análise deste campo. Muita coisa foi omitida 
nessa definição, pois dentro do próprio campo, ainda hoje, é visível um grande racha 
 
2 Extraído do link: www.estudopratico.com.br 
 
8 
sobre o que é a tal da Teoria e qual é a sua utilidade. O fato é que ela como campo 
do saber é muito recente dentro da Literatura. Antes, ao se falar sobre o assunto, não 
se dava tanta atenção apenas à Literatura e sim ao conjunto das Artes como um todo. 
A isso se dava, ou ainda se dá o nome de Estética. Até esse ponto nomes como Platão 
e Hegel – só para ficarmos nos mais conhecidos – discutiam a validade da Literatura 
para a vida do ser humano, seu valor ao meio social, implicações de determinadas 
técnicas, o que era belo, valor da arte etc. etc. etc. Poucos foram os casos em que a 
Literatura teve um tratamento priorizado frente às outras artes; no entanto, eles 
existiram. Aristóteles e sua Poética dissecaram as tragédias gregas, mostrando como 
alguns chegavam a mimeses e quais caminhos seguiram para tanto. Assim seguimos 
até o início do século XX quando se construiu a Teoria Literária como a conhecemos 
hoje. 
Aqui temos um grande aumento das perspectivas especulativas sobre o 
assunto, dado até então somente à Filosofia. Dos Estudos Culturais à Desconstrução, 
passando pela Escola Pragmática americana e pelo Formalismo Russo, a arte de 
escrever começou a ser analisada por todos meio possíveis e velhas discussões sobre 
o valor e a utilidade do campo foram reacesos e intensificados. 
 
 
Fonte: www.sanatduvari.com 
Dependendo do ponto de vista teórico adotado, podemos ver a Literatura como 
meio para algo ou como fim, como sinal de mudança ou registro de uma época, como 
 
9 
sintoma da evolução – ou não – da psique humana ou um traço de que ela se mantém 
a mesma durante o correr dos milênios. O importante para nós, neste momento, não 
dizer quais ou tais estão certas ou erradas, apenas demonstrar que cada parte de um 
ponto de vista teórico diferente, sendo que cada vez mais o ponto de partida não é a 
própria Literatura e sim a Psicanálise, a Sociologia e a Linguística – para darmos 
nomes aos principais. 
Chegando aqui, tendo que temos uma base do que possa ser a tal Teoria, 
podemos partir para questão essencial deste texto e do campo em si: para que ela 
serve? 
Vai depender de quem quiser saber a resposta. 
Para o leitor comum, que forma o maior dos grupos que possa se interessar 
pelo assunto, ela não é de grande utilidade. Não é subestimar ninguém, longe disso; 
ela, no entanto, nada acrescenta àqueles que leem pelo prazer do texto, para citar 
Roland Barthes. O leitor comum é provavelmente o mais feliz de todos, pois para ele 
questões como o sublime e o belo, o bem e o mal, qual fim deve se dar à Literatura 
não são de grande interesse ao ler uma poesia, romance, peça de teatro etc. O leitor 
comum apenas gosta ou não de determinado poema segundo valores subjetivos de 
gosto. Esses não pensam nas palavras de Karl Marx sobre Balzac ao ler O Pai Goriot 
ou A Mulher de Trinta Anos, eles apenas leem e gostam ou desgostam. O gosto 
comum de quem é apenas leitor sobrevive, como sempre foi e provavelmente sempre 
será, sem saber os apontamentos de Boileaux-Drespréaux ou de Kant. Gosto literário 
para a maioria pode passar por várias coisas, menos pela crítica. 
Para o escritor pode ser útil, entretanto não se faz necessária. Como método 
de análise de obras, a Teoria pode dar aos autores, principalmente aos iniciantes, um 
modelo a seguir – quer como estrutura de narrativa ou de versificação, quer como 
modelo ideológico. Para alguns, também pode ensinar os mecanismos de análise 
necessários para entender o funcionamento dela. Porém, e este é o ponto principal 
aqui, ela se mostra cada vez menos necessária aos autores, mesmo que muitos deles 
também sejam teóricos do assunto. É provável que Garcia Márquez tivesse as 
palavras de Sartre em O que é a Literatura? Em mente ao escrever quase toda sua 
obra; da mesma forma, é provável que esse fato estivesse mais no seu inconsciente 
do que em outro lugar quando Gabo teve a ideia inicial de Cem Anos de Solidão. 
Assim como muitos leitores passaram ilesos pelo mundo da Literaturasem nunca 
pensar na Teoria, muitos autores, a partir do último principalmente, têm dado cada 
 
10 
vez menos atenção ao que dizem sobre ela e mais ao que leem como simples leitores, 
primeiro passo para qualquer escritor. 
Para a crítica ela é útil, senão o ponto de partida para compreendê-la. Àqueles 
que pretendem tê-la como objeto de estudo, a Teoria da Literatura é o ponto inicial 
para entender seu funcionamento, o que cada corrente de pensamento está fazendo, 
quais são os acertos e erros sobre ela e assim por diante. Ter como objeto a Literatura 
implica conhecer todas as formas que foram empregadas para analisá-la, mesmo que 
seja para negar todas e criar um novo método. Ela é o ponto que diferencia a crítica 
do leitor comum ao falar sobre as obras dos leitores acadêmicos – mas não deve, de 
forma alguma, impor sua visão sobre o primeiro. A utilidade última da coisa, para não 
entrarmos em discussões ontológicas ou metafísicas, é saber como funciona esse 
campo que, apesar dos milênios e das suas modificações como um todo, continua a 
cativar milhões e bilhões de pessoas ao redor do mundo ao ponto de alguns quererem 
produzir algo do tipo.3 
4 A LITERATURA É O ÚNICO INSTRUMENTO CAPAZ DE MUDAR O HOMEM 
A literatura não é um fenômeno recente. Antes mesmo das inscrições 
rupestres, ela já existia em sua forma oral. É fácil imaginar o Homo sapiens, ainda na 
era das cavernas, no fim do dia, ao redor do fogo, narrando suas façanhas de caçador. 
Certamente aquele que tivesse a melhor estratégia narrativa acabava por angariar 
vantagens competitivas naquela civilização incipiente. Poderia exercer algum posto 
de liderança e comando, reivindicar as melhores glebas de caça, reservar para si as 
mulheres mais saudáveis e gerar as proles mais bem-sucedidas. É razoável supor 
que, pela prevalência do mais apto, somos descendentes de uma linhagem de 
trogloditas contadores de histórias. As linhagens sem aptidões narrativas certamente 
pereceram ao longo do tempo. 
Mas o registro literário desde a escrita rupestre, passando pela escrita 
cuneiforme, pelo papiro, pelo pergaminho, pelos incunábulos dos escribas dos 
mosteiros medievais, sempre permeou a vida da humanidade. Mas só o suporte de 
papel, em um chumaço impresso e encadernado, numa técnica desenvolvida por 
 
3 Extraído do link: homoliteratus.com 
 
11 
Gutenberg, no século 15, vulgarmente conhecido como livro, permitiu a disseminação 
massiva dos conteúdos literários. 
A propósito, quem milita com Literatura neste mundo de coisas utilitárias de 
hoje em dia, às vezes se vê instigado a responder de pronto: para que serve mesmo 
a Literatura? A resposta parece óbvia, mas na hora de responder assim de chofre e 
de forma objetiva, acaba-se caindo em apuros. 
Em primeiro lugar, para se dar uma resposta que convença minimamente, será 
preciso admitir que há, ainda hoje, certos fatores que entram na composição das 
forças do mundo que são, digamos, sutis. Como a força do Papa, que não tem 
nenhuma divisão de brigada, mas conseguiu interferir em muitas guerras e questões 
relevantes ao longo da História. Inclusive agora, recentemente, com o Papa Francisco 
protagonizando sutilmente o reatamento diplomático entre os Estados Unidos e Cuba, 
que viviam um embargo por mais de cinco décadas. São forças não passíveis de 
avaliação imediatamente em números, peso, medida ou valor monetário. São coisas 
que não entram no cálculo do PIB, nem no superávit primário, mas são primordiais. 
Como o ar que respiramos, que ninguém calcula o seu preço, mas sem ele não 
existiríamos para dar preço às outras coisas. Com uma diferença significativa: o ar é 
natural; a Literatura é invenção humana, no desenrolar de sua cultura. Seja como for, 
valendo-me inclusive de um ensaio de Umberto Eco, aí vão alguns exemplos de 
utilidade da Literatura que consegui elencar: 
1º — A Literatura contribui para a formação, estabilização e desenvolvimento 
de uma língua, como patrimônio coletivo. O que seria da língua portuguesa sem Luís 
de Camões? O que seria do italiano sem Dante Alighieri? O que seria do espanhol 
sem Cervantes? O que seria do inglês sem Shakespeare? O que seria da civilização 
e da língua grega sem Homero? O que seria da língua russa sem Puchkin? É bom 
lembrar que impérios que não tiveram uma Literatura que sobressaísse entraram em 
decadência sem alcançar o apogeu, como o vasto império mongol de Genghis Khan, 
o maior em extensão territorial da história. 
2º — A Literatura mantém o exercício, o arejamento, o frescor da língua, que é 
o principal fator de criação de identidade, de noção de comunidade, do sentimento de 
pátria e pertencimento a uma placenta cultural que nos acolhe e nos dá sentido à vida 
tanto individual quanto coletivamente. 
3º — A Literatura proporciona o aprendizado, de uma forma lúdica e segura, ao 
mesmo tempo em que permite o acesso das novas gerações aos valores acumulados 
 
12 
pelo processo civilizatório e universalmente aceitos como válidos, como a 
honestidade, o respeito ao próximo, a importância da cultura, enfim a transmissão de 
valores morais, bons ou ruins e o senso crítico de escolha dentre eles ou até de rejeitá-
los por inteiro. 
4º — A Literatura expande a rede neural do leitor, possibilitando a diversidade 
das ideias, a capacidade de reflexão, a noção de flexibilidade e a tolerância para com 
o diferente, proporciona a empatia (capacidade de se colocar no lugar do outro — pré-
condição para a existência da ética na sociedade), prevenindo as pessoas contra o 
sectarismo político, o fanatismo, a submissão cega a líderes maliciosos, a ideologias 
e a religiões. 
5º — A Literatura enseja o surgimento e a disseminação de valores estéticos, 
aguça a sensibilidade, introduzindo na vida das pessoas o verdadeiro sentido do belo, 
distinguindo-nos da fauna geral, onde gosto não se discute. 
6º — A confabulação da literatura nem sempre segue o caminho retilíneo 
desejado pelo leitor, possibilitando a ele entrar em contado com a frustração ficcional, 
como exercício de amadurecimento para o enfrentamento das frustrações reais 
impostas pela vida de fato, às quais é bom que resista e supere. 
7º — A Literatura, como toda arte, estimula o cruzamento de informações, 
possibilita a sinergia do pensamento, amplia a visão da realidade e até cria realidade 
nova. 
8º — A Literatura faz a aproximação entre a ciência e a vida. No dizer de Roland 
Barthes: “A ciência é grosseira, a vida é sutil, e é para corrigir essa distância que a 
literatura nos importa”. 
9° — A Literatura cria as pré-condições para que os atos e os fatos ganhem 
dimensão simbólica. E é na dimensão simbólica das coisas que a vida ganha sentido. 
Afinal, como diz o axioma histórico: “Os atos e os fatos não existem por si, mas 
nascem do sentido que lhes é atribuído”. 
10° — Pelo que foi listado, a Literatura não é uma panaceia — remédio para 
todos os males —, mas a base, a plataforma de lançamento de cidadãos melhores, 
numa sociedade portadora de um clima onde pessoas de boa vontade possam ver 
implantados seus ideais de paz, respeito, leveza, cordialidade, lisura, honestidade, 
preservação e desenvolvimento sustentado. 
 
13 
Certamente o leitor verá na Literatura “utilidades” diferentes ou mesmo 
complementares a estas aqui apresentadas.4 
 
Fonte:ww.grupoescolar.com 
4.1 Dia da Literatura Brasileira 
O Dia da Literatura Brasileira é comemorado anualmente em 1º de maio. 
A data é uma homenagem aos grandes escritores e às suas belíssimas obras, 
que passam por uma extensa e rica diversidade de escolas literárias, marcando cada 
período social e intelectual da história do Brasil. 
Entre as vanguardas e escolas literárias mais significativas para a literatura 
brasileira está o Quinhentismo, Barroco, Neoclassicismo ou Arcadismo, Romantismo, 
Realismo, Parnasianismo, Simbolismo, Pré – Modernismo, Modernismoe o Neo – 
Realismo. 
A importância cultural e histórica da literatura no Brasil ainda é homenageada 
no dia 18 de abril, data conhecida por ser o Dia Nacional do Livro Infantil, e também o 
Dia do Monteiro Lobato, o mais importante nome da literatura infantil brasileira. 
 
4 Extraído do link: www.revistabula.com 
 
14 
4.2 Origem do Dia da Literatura Brasileira 
O Dia da Literatura Brasileira é uma homenagem ao aniversário de um dos 
mais importantes autores do Romantismo Brasileiro, José de Alencar. 
José Martiniano de Alencar nasceu em 1 de maio de 1829, e ficou conhecido 
por ser o primeiro escritor brasileiro a retratar o seu país exatamente como ele era, ou 
seja, com os personagens típicos do Brasil, como o índio e a vida no sertão nordestino. 
Alencar era cearense e, além de escritor, também atuava como advogado, 
jornalista, deputado e ministro da justiça.5 
5 LITERATURA INFANTIL 
A literatura infantil é um gênero literário definido pelo público a que se destina. 
Certos textos são considerados pelos adultos como sendo próprios à leitura pela 
criança e é, a partir desse juízo, que recebem a definição de gênero e passam a 
ocupar determinado lugar entre os demais livros. 
Portanto, o que é classificado como literatura infantil não independe da 
concepção que a sociedade tem da criança e de seu entendimento do que seja 
infância. Mas os dois conceitos são instáveis, uma vez que variam em diferentes 
épocas e culturas. Vários teóricos, entre eles Peter Hunt, estabeleceram uma 
característica distintiva a partir da qual se pode conceituar o que é literatura infantil: o 
livro para crianças pode ser definido a partir do leitor implícito - isto é, a partir do tipo 
de leitor que o texto prevê. Os principais traços do leitor implícito do texto infantil são: 
um leitor em formação e com vivências limitadas por força da idade. 
Sendo assim, o texto deve ser adequado à competência linguística da criança 
para ler os signos, assim como às suas experiências de vida. Elas podem permitir, ou 
não, que o texto produza certos sentidos no leitor. Há, ainda, uma terceira 
competência: a competência textual, da qual depende a relação entre texto e leitor 
que efetiva a leitura. Exemplo: um livro com muitas páginas, letras miúdas, pouco 
espaçamento, ausência de ilustração requer do leitor maturidade (competência) que 
uma criança pequena não tem. 
 
5 Extraído do link: www.calendarr.com 
 
15 
Um livro de literatura infantil, portanto, constitui uma forma de comunicação que 
prevê a faixa etária do possível leitor, atende aos seus interesses e respeita as suas 
possibilidades. A estrutura e o estilo das linguagens verbais e visuais procuram 
adequar-se às experiências da criança. Os temas são apresentados de modo a 
corresponder às expectativas dos pequenos e, ao mesmo tempo, superá-las, 
mostrando algo novo. A literatura infantil apresenta diversas modalidades de 
processos verbais e visuais. As melhores obras são aquelas que respeitam seu 
público, permitindo ao leitor infantil possibilidades amplas de dar sentido ao que lê. 
A mediação do professor é decisiva na relação que a criança irá estabelecer 
com a literatura infantil, pois a ele cabe escolher o livro, promover sua leitura e 
conversar a respeito na sala de aula. Também será tarefa sua ensinar a criança a 
manipular o livro como objeto e descobrir nele o que só com a visão e a manipulação 
é possível descobrir. 
É desejável que o livro ingresse na sala, nos primeiros anos, como um 
brinquedo e uma aventura com as palavras, que desperte a curiosidade dos pequenos 
e os estimule a pensar.6 
Mesmo sendo caracterizada por valores individuais, a Cultura Obscura abriga 
diversas manifestações artísticas comuns a outras culturas. A Literatura é uma das 
expressões mais utilizadas. É através da composição poética, por exemplo, que se 
confrontam os temores e se revelam os mais profundos sentimentos e desejos da 
alma. É, também na literatura, que se encontra uma definição estética e ideológica 
sobre os vários aspectos que compõem a cultura obscura. 
Mais precisamente, podemos citar o Romantismo como a principal referência 
da Cultura Obscura. Surgido no final do século XVIII, como uma reação aos ideais 
Iluministas, o Romantismo traz como principais características a potencialização das 
emoções. Além do individualismo e subjetivismo desenvolvidos a partir da liberdade 
criativa. O Romantismo Literário, que evocava a Idade Média sob uma perspectiva 
idealizada e positivista em seus temas, é uma das bases da Literatura, quando 
relacionada à Cultura Obscura. 
Já o autor inglês Horace Walpole abordou a Idade Média diferentemente da 
"idealização medieval positivista" de outros românticos. O fez sob uma perspectiva 
 
6 Extraído do link: www.ceale.fae.ufmg.br 
 
16 
soturna, com ambientações em castelos e ruínas que atribuíam um clima de mistério 
e terror sobrenatural. Sua obra, O Castelo de Otranto, de 1764, é considerada a 
precursora do que viria a ser classificado como Gothic Novel. No Brasil, conhecido 
como Romance Gótico ou Literatura Gótica. Neste caso, o termo "Gothic" é aplicado 
como sinônimo de obscuro ou medieval. 
No Brasil, o Romantismo iniciou-se "oficialmente" em 1836, com a obra de 
Gonçalves de Magalhães, Suspiros poéticos e saudades. Dentre as três gerações 
românticas brasileiras, o Ultrarromantismo é que tem maior expressividade na Cultura 
Obscura. 
Influenciado diretamente pela Gothic Novel, o ultrarromantismo teve como 
principais características a evasão, tédio, morbidez, subjetivismo, saudosismo, 
predileção pelo noturno e a forma e composição livre dos versos. O escritor paulista 
Álvares de Azevedo, ávido leitor de Byron, surgiu como poeta e contista no ano de 
1848 e é considerado um dos maiores autores ultrarromânticos do país. Além dele, 
outros nomes como Casimiro de Abreu, Bernardo Guimarães, Junqueira Freire, entre 
outros, destacam-se como grandes expoentes do ultrarromantismo, que também ficou 
conhecido pejorativamente, como mal-do-século. 
Autores como Allan Poe, Lord Byron, Lovecraft, Baudelaire e Álvares de 
Azevedo são amplamente consumidos entre os apreciadores da Cultura Obscura. 
Assim, mesmo havendo um conceito de que, geralmente, a Literatura Gótica é 
baseada na prosa, enquanto o ultrarromantismo está fundamentado na poesia, a 
cultura obscura é suficientemente ampla para abrigar ambos estilos de composição, 
e ainda absorver outros gêneros que possam refletir sua alma e personalidade.7 
 
7 Extraído do link: www.spectrumgothic.com.br 
 
17 
 
Fonte: www.google.com 
5.1 Qual a importância da leitura literária na infância? 
A leitura literária é importante na infância por vários motivos, mas vou citar 
quatro razões que considero essenciais. Pensando especificamente na primeira 
infância, podemos dizer que a leitura literária – aqui entendida de modo amplo, 
incluindo textos produzidos oralmente, como canções, cantigas de ninar, parlendas, 
trava-línguas – é uma das primeiras experiências de comunicação poética que a 
criança tem, o que pode proporcionar sensações de bem-estar e fortalecimento da 
subjetividade importantes para o desenvolvimento emocional, por exemplo, além de 
desafios cognitivos lúdicos, considerando-se que a comunicação poética convida a 
um instigante jogo com o sentido das palavras e com os sentidos da percepção. 
O ritmo do texto poético falado ou cantado, a sonoridade das palavras, a 
constância de um determinado timbre de voz e suas entonações comunicam 
sentimentos específicos e ampliam a capacidade de percepção e interação da criança, 
inclusive em se tratando de bebês. É por isso que, mesmo em contextos em que o 
livro como objeto está ausente, mas a palavra literária é de alguma formacriada e 
compartilhada oralmente, podemos dizer que há leitura literária porque há uma 
interação marcada pela intenção de se comunicar de forma singular com a criança, 
tendo a palavra poética como principal recurso. Além disso, avançando um pouco 
 
18 
mais, a leitura literária na infância é necessária para garantir o acesso da criança à 
cultura escrita, sobretudo, o acesso à cultura escrita em sua expressão artística. 
A leitura literária pode ser, por exemplo, um dos primeiros contatos da criança 
com uma obra de arte, se considerarmos a literatura como linguagem artística. Essa 
imersão na cultura escrita adquire ainda mais valor, pensando-se no que ela pode 
proporcionar socialmente. Integrar uma comunidade de leitores, desde cedo, mesmo 
antes de saber ler convencionalmente, pode ser uma experiência coletiva 
extremamente formativa: ouvir a leitura de um adulto, falar sobre os livros, discutir 
preferências e pontos de vista, buscar sentidos implícitos, construir e validar 
interpretações de forma partilhada são experiências que a leitura literária pode 
proporcionar. 
O direito à fabulação, como nos ensinou o mestre Antonio Candido, é mais um 
aspecto que torna a leitura literária tão necessária, desde a infância. Fabular ou buscar 
modos simbólicos de compreender e recriar a realidade é condição para o 
desenvolvimento humano porque permite encontrar formas cada vez mais elaboradas 
de compreensão de si, do outro e do meio social em que se vive. A leitura dos 
chamados contos maravilhosos e das narrativas míticas, que tanto atraem as 
crianças, são meios potentes de exercitar a fabulação. Por fim, uma quarta razão que 
torna a leitura literária na infância necessária é a experiência de alteridade que ela 
proporciona (tão em falta no tempo que vivemos!), ou seja, a capacidade de se colocar 
no lugar do outro, de estabelecer uma relação de empatia e respeito com outras 
experiências humanas, em distintos contextos culturais. Como diz a espanhola Teresa 
Colomer, especialista em literatura infanto-juvenil, a literatura nos permite “ser outro, 
sem deixar de ser a gente mesmo”.8 
6 HISTÓRIA DA LITERATURA BRASILEIRA 
A história da literatura brasileira é dividida considerando os diversos 
movimentos ou escolas literárias. Ao estudar determinada época literária, percebe-se 
que há temas e formas de se expressar comuns aos vários autores daquele período. 
 
8 Extraído do link: www.crb8.org.br 
 
19 
É muito difícil estabelecer uma data para indicar quando se acaba uma escola 
literária e se inicia outra. Contudo, para situar os diversos estilos em tempo 
cronológico, estabeleceram-se marcos iniciais que indicam o surgimento de um novo 
estilo por meio da publicação de obra inovadora ou de um fato histórico. 
6.1 Os períodos da literatura brasileira 
A literatura brasileira tem sua história dividida em duas grandes eras, que 
acompanham a evolução política e econômica do país: a Era Colonial e a Era 
Nacional, separadas por um período de transição, que corresponde à emancipação 
política do Brasil. As eras apresentam subdivisões chamadas escolas literárias ou 
estilos de época. 
A Era Colonial abrange o Quinhentismo (de 1500, ano do descobrimento, a 
1601), o Seiscentismo ou Barroco (de 1601 a 1768), o Setecentismo ou Arcadismo 
(de 1768 a 1836). 
A Era Nacional, por sua vez, envolve o Romantismo (de 1836 a 1881), o 
Realismo-Naturalismo e o Parnasianismo (de 1881 a 1893), o Simbolismo (de 1893 a 
1922), o Pré-Modernismo (de 1902 a 1922) e o Modernismo (de 1922 a 1945). A partir 
daí o que está em estudo é a contemporaneidade da literatura brasileira. 
6.2 Escolas literárias brasileiras 
6.2.1 Quinhentismo 
 
Entende-se por Quinhentismo as manifestações literárias ocorridas no Brasil 
durante o século XVI tinham como objetivo descrever a nova terra e converter os 
índios ao catolicismo. 
A história da literatura brasileira apresenta como marco inicial a carta de Pero 
Vaz de Caminha ao rei dom Manuel (1469-1521), de 1500, na qual se relatavam o 
descobrimento do Brasil e as primeiras impressões do novo território. 
Enquanto a Europa vivia intensamente o período renascentista, a produção 
literária no território recém-descoberto ainda estava impregnada dos valores literários 
medievais. 
https://www.coladaweb.com/resumos/a-carta-pero-vaz-de-caminha
https://www.coladaweb.com/resumos/a-carta-pero-vaz-de-caminha
 
20 
Nesse contexto, predominaram duas vertentes literárias: a informativa, 
representada por Pero Vaz de Caminha, e a catequética (ou jesuítica), representada 
pelo padre José de Anchieta (1534-1597). 
 
6.2.2 Barroco 
 
O Barroco foi marcado pelos conflitos da época, que se dividia entre 
antropocentrismo e teocentrismo, na qual o ser humano vivenciava grandes dilemas 
existenciais. 
O homem barroco impunha-se, de maneira angustiada, o avanço do 
racionalismo da burguesia. Isso se refletiu na produção artística que acompanhava 
esse movimento, a qual era pautada por angústia, desejo de fuga e ilimitado 
subjetivismo. 
Durante o Barroco, ainda não havia no Brasil colônia todos os elementos de um 
sistema literário, mas alguns autores isolados, que viviam, principalmente, em 
Salvador e em Recife, já que a vida econômica da colônia era mais desenvolvida no 
Nordeste. 
O marco do Barroco brasileiro foi o poema épico Prosopopeia, de Bento 
Teixeira, escrito em 1601. Além desse autor, merecem destaque dois escritores que 
surgiram na Bahia: padre Antônio Vieira e Gregório de Matos. 
 
 
Fonte: portugues.uol.com.br 
https://www.coladaweb.com/literatura/padre-antonio-vieira
https://www.coladaweb.com/biografias/gregorio-de-matos
 
21 
6.2.3 Arcadismo 
 
No Brasil, os poetas árcades (que se designavam “pastores”) seguem os 
mesmos ideais estéticos do Arcadismo português. Os poemas revelam a valorização 
da simplicidade e do bucolismo, o culto ao natural e ao singelo, e a imitação dos 
modelos clássicos. A temática do carpe diem (“aproveite o dia”) também é bastante 
evidente em grande parte dos poemas árcades. 
O Arcadismo trouxe para o Brasil temas e convenções artísticas do Ocidente 
europeu; no entanto, foi nesse período que surgiram os primeiros traços de uma 
literatura que ansiava por afastar-se dos modelos de sua metrópole, em busca de 
uma identidade brasileira. 
Seus principais representantes foram: Tomás Antônio Gonzaga, Cláudio 
Manuel da Costa, Alvarenga Peixoto, Basílio da Gama e Santa Rita Durão. 
 
6.2.4 Romantismo 
 
No Brasil, o Romantismo iniciou-se em 1836 com a obra Suspiros poéticos e 
saudades, de Gonçalves de Magalhães e teve três gerações: 
1ª geração: denominada nacionalista ou indianista. A pátria, caracterizada por 
sua natureza exuberante, e seus primeiros habitantes, os indígenas, são os elementos 
de destaque. Cultiva também outros temas caros aos românticos, como o 
sentimentalismo e a religiosidade. Gonçalves de Magalhães (1811-1882) e Gonçalves 
Dias (1823-1864) são os principais representantes desse período, 
2ª geração: denominada ultrarromântica. Nota-se um exagero dos temas 
românticos, como o subjetivismo, o pessimismo, o tédio e a melancolia. A paisagem 
noturna/soturna ganha destaque. Há uma supervalorização da morte como solução 
dos problemas. Álvares de Azevedo (1831-1852), Junqueira Freire (1832-
1855), Fagundes Varela (1841-1875) e Casimiro de Abreu (1839-1860) são os 
principais representantes dessa geração. 
3ª geração: denominada condoreira ou social. O individualismo excessivo e 
ultrarromântico vai perdendo espaço para uma visão mais próxima da realidade 
social. Castro Alves (1847-1871), Tobias Barreto (1839-1889) e Sousândrade (1833-
1902) são os principais representantes dessa fase. 
 
https://www.coladaweb.com/biografias/goncalves-dias
https://www.coladaweb.com/biografias/goncalves-dias
https://www.coladaweb.com/biografias/castro-alves
 
22 
6.2.5 Realismo e NaturalismoO Realismo e Naturalismo no Brasil tem como marco inicial o ano de 1881, com 
a publicação de duas obras fundamentais: O mulato, de Aluísio Azevedo (naturalista), 
e Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis (realista). 
Os autores desses estilos têm a tendência de privilegiar a visão racional do 
mundo e da sociedade humana, o que os leva a desenvolverem, via de regra, uma 
arte engajada, ou seja, uma arte de compromisso com a dignidade do ser humano e 
com a justiça social. 
Essa intenção é implementada por meio das denúncias que fazem em suas 
obras dos chamados crimes sociais, cometidos cotidianamente por instituições oficiais 
ou não, ou por grupos alojados no poder político e/ou econômico, ou mesmo por ações 
de um indivíduo qualquer contra outro, socialmente mais frágil. 
O Naturalismo é considerado um complemento do Realismo, nele há um 
determinismo, em que se afirma que a obra de arte seria determinada por três fatores: 
meio, momento e raça. Além, ainda, do cientificismo, que aparece como grande 
influência dos autores da vertente naturalista. 
Os principais representantes foram Machado de Assis, Aluísio Azevedo, Raul 
Pompéia, Adolfo Caminha, Júlio Ribeiro e Inglês de Souza. 
 
6.2.6 Parnasianismo 
 
O Parnasianismo teve origem na França e representou, na poesia, ideal 
estético da “arte pela arte’’ e o retorno à orientação clássica, que busca o equilíbrio e 
a perfeição formal. 
No Brasil, o Parnasianismo exerceu forte influência nos meios artísticos, e seus 
poetas alcançaram um sucesso até então nunca obtido por poetas. O marco inicial foi 
a publicação da obra Fanfarras, em 1882, com poemas de Teófilo Dias (1854-1889). 
Após um começo pouco impactante, influenciado por Artur de Oliveira (1851-
1882), o movimento foi adquirindo maior expressão e grande prestígio com as obras 
de Raimundo Correia (1859-1911), Alberto de Oliveira (1857-1937) e, principalmente, 
de Olavo Bilac (1865-1918), o mais famoso dos poetas parnasianos. 
 
 
23 
6.2.7 Simbolismo 
 
Ao negar o cientificismo, a objetividade e o descritivismo dos parnasianos, os 
poetas simbolistas procuram o incerto, o nebuloso, o vago. 
No Brasil, o Simbolismo inicia-se em 1893, com a publicação das obras Missal 
e Broquéis, do poeta Cruz e Sousa. A forma mais largamente utilizada pelos 
simbolistas brasileiros foi o poema. 
Diferentemente do Simbolismo português, que alcançou destaque nas letras e 
incentivou a primeira geração modernista, a estética simbolista brasileira sofreu forte 
rejeição por aqueles que admiravam o Parnasianismo, em especial, por Olavo Bilac 
(1865-1918). 
Como maiores representantes dessa estética no Brasil, destacam-se Cruz e 
Sousa (1861-1898) e Alphonsus de Guimaraens (1870-1921). 
 
6.2.8 Pré-Modernismo 
 
O Pré-Modernismo é o período literário que compreende as duas primeiras 
décadas do século XX e que valorizava acima de tudo discutir a realidade social e 
política do Brasil. 
Didaticamente pauta-se por critérios cronológicos e está compreendido entre 
1902 – ano da publicação de Os sertões, de Euclides da Cunha (1866-1909), e de 
Canaã, de Graça Aranha (1868-1931) – e 1922 – ano da realização da Semana de 
Arte Moderna, em São Paulo. O período conta com grande diversidade de estilos e 
autores. 
Convivem durante esse período tendências conservadoras e renovadoras. A 
postura conservadora é aquela em que ainda há traços positivistas e deterministas 
que fundamentaram o Realismo e seus desdobramentos Naturalismo, Simbolismo e 
Parnasianismo). 
Já na postura renovadora encontra-se um grupo de escritores preocupados em 
incorporar a realidade ao fazer literário, de maneira crítica, apresentando, dessa 
forma, uma maior preocupação político-social em suas obras. 
Principais autores: Graça Aranha, Euclides da Cunha, Lima Barreto, Monteiro 
Lobato e Augusto dos Anjos. 
 
 
24 
6.2.9 Modernismo 
 
A Semana de Arte Moderna, que aconteceu no período de 11 a 18 de fevereiro 
de 1922, marca o início o oficial do movimento modernista brasileiro. Ele costuma ser 
dividido em 3 fases: 
A primeira fase do Modernismo brasileiro (geração de 22) notabilizou-se por 
abrir caminhos vanguardistas para um público que ainda flertava com a estética 
parnasiana tardia. Destaques: Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Manuel 
Bandeira. 
Na segunda fase, que ocorre a partir dos anos 1930, a poesia brasileira mistura 
a liberdade formal (conquistada pela geração de 22) com os recursos tradicionais da 
literatura; a prosa, por sua vez, torna-se menos preocupada com o como dizer e mais 
com o que dizer. Os escritores da geração de 30 se preocupam mais em registrar os 
problemas da realidade brasileira do que em experimentar novas formas de 
linguagem. Destaques: Carlos Drumond de Andrade, Cecília Meireles, Vinícius de 
Moraes, Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos e Jorge Amado. 
Diferentemente do espírito radical presente na primeira fase, na terceira fase 
(geração de 1945), os autores retomam uma atitude mais formal em suas produções, 
indo na contramão da liberdade desenvolvida nas gerações modernistas anteriores. 
Outras características dessa fase são: produção de contos fantásticos; inovações na 
linguagem e uso da função metalinguística; produção de uma literatura experimental; 
uso de temáticas sociais e humanas, tendo o regionalismo universal como destaque; 
e linguagem mais objetiva. Destaques: Clarice Lispector, Guimarães Rosa e João 
Cabral de Melo Neto. 
6.3 Literatura contemporânea brasileira 
Na segunda metade do século XX, houve poucos movimentos literários e 
poéticos duradouros e organizados no Brasil. No campo da poesia, por exemplo, o 
Concretismo e o Tropicalismo, manifestações também ligadas à produção musical e 
à arte popular, tiveram curta duração como movimentos estéticos estruturados. 
Ainda assim, algumas tendências podem ser apontadas como características 
mais ou menos comuns, sobretudo para os prosadores: 
 
25 
 Uma tentativa de mescla de gêneros, em que o romance, o conto, a crônica de 
costumes e o relato documental se misturam; 
 Uma narrativa mais direta, sem rodeios, que estabelece um realismo cru. 
Em algumas produções na prosa, por vezes, há o resgate ou a superação de 
alguns aspectos da recente tradição literária brasileira. Em outras, são trilhadas 
veredas ainda não seguidas por nenhum escritor brasileiro, à semelhança da narrativa 
bruta e obsessivamente objetiva de Rubem Fonseca (1925) ou dos contos mínimos 
de Dalton Trevisan (1925). 
 
Fonte:www.google.com 
Em relação à poesia, embora afirmem-se como artistas de talento, premiados 
e reconhecidos pela crítica e pelo público, os contemporâneos não seguem uma única 
tendência estética nem apresentam um estilo semelhante. São poetas que falam de 
seu tempo com uma linguagem que busca, acima de tudo, uma aproximação com o 
leitor. 
Em relação ao teatro, a partir de 1943, com a apresentação da peça Vestido de 
noiva, de Nelson Rodrigues (1912-1980), encenada no Teatro Municipal do Rio de 
Janeiro, foi inaugurado um novo cenário na história do teatro brasileiro. Essa peça 
revolucionou a dramaturgia nacional, que passou a contar com importantes autores, 
 
26 
como Ariano Suassuna (1927), Gianfrancesco Guarnieri (1934-2006) e Dias Gomes 
(1922-1999), entre outros.9 
7 TEORIAS CRÍTICAS DA LITERATURA 
Tão antigas quanto a própria produção literária são as teorias que a estudam. 
Atualmente temos ao alcance uma série de teorias que tentam definir a função e o 
funcionamento da literatura, e seguem elas por diversas vertentes, cada uma 
estudando um objeto específico, ou até estudando o mesmo objeto, mas sob pontos 
de vista diferentes. Mas, afinal, o que vem a ser essas teorias e para que servem? 
Para responder a essas perguntas é válido conhecer um pouco da história da crítica 
literária e como ela se transformou ao longo do tempo e das culturas. 
Muito pouco se registrou sobre a históriada crítica, apesar do termo ser 
bastante utilizado, não apenas quando se refere à literatura, já que ela também pode 
estar ligada à filosofia, à política, à música, à arte, etc. René Wellek (1970) afirma que 
as Histórias da crítica abordam questões de estética, poética e teoria literária, 
entretanto não discutem, ou abordam suscintamente, a teoria da própria crítica. 
Num passeio pelas diversas abordagens críticas encontraremos o 
termo krineín (julgar) e derivando dele teremoskritikós (juiz de literatura), que se 
confundia com o termo gramatikós, ambos se dedicavam ao estudo dos escritores 
clássicos, mas era um estudo de caráter pedagógico. Posteriormente encontraremos 
no latim o termo criticus também em contraposição com grammaticus, sendo o 
primeiro menos frequente e utilizado para designar o indivíduo que buscava 
aprofundamento na interpretação dos textos e palavras. 
O termo em questão foi cultivado por filósofos e retóricos e hoje corresponde 
ao que chamamos de crítica literária. 
Durante a Idade Média a palavra crítica vai ganhar a conotação de doença, mas 
vai reaparecer entre os humanistas como uma subdivisão da gramática com objetivo 
limitado à correção e valoração dos textos. Também durante o Renascimento haverá 
a distinção dos termos gramático, crítico e filólogo, o que já oferece grande abertura 
para o que viria ser a crítica literária na era moderna. 
 
9 Extraído do link: www.coladaweb.com 
 
27 
Desde o século XVIII observamos um crescente desenvolvimento de várias 
teorias. Nos últimos três séculos crítica ocidental parece ter encontrado terrenos 
férteis para discussões pertinentes no ramo literário. Em certo momento ganhou tal 
importância que passou a preceder a própria produção literária, não mais buscavam 
sua base na obra, eram a base da obra. Seguem adiante algumas das teorias mais 
importantes que exemplificam os métodos de análise que podem ser tomados no 
estudo literário. 
O formalismo Russo, fundamentado nas teorias de Jakobson e Chklovski, foi 
uma das teorias mais difundidas no ocidente. Buscava explicar os fatores 
determinantes para se considerar um texto como obra literária, concentrava-se na 
distinção entre a linguagem prosaica e a linguagem poética. Chklovski defende que a 
arte se diferencia das demais linguagens pelo seu procedimento de construção e pela 
desautomatização da percepção. Segundo esta teoria, a linguagem prosaica é 
automatizada, não há reflexão acerca das palavras pronunciadas ou escritas, nos 
acostumamos ao uso de certas palavras em certas situações e seguindo determinada 
ordem. Para a linguagem se tornar poética é necessário que ela cause um 
estranhamento, que novos sentidos e sonoridades sejam percebidos e que a 
experiência de entrar em contato com essa nova linguagem seja ímpar. No formalismo 
Russo o objeto de estudo não é o texto literário em si, mas a sua literariedade. 
Seguindo o mesmo pensamento dos formalistas, encontramos o New 
Criticismo americano, que se desenvolveu durante a primeira metade do século XX 
no sul dos Estados Unidos e fundamenta-se nas obras de Samuel Taylor Coleridge. 
Defende a análise minuciosa dos elementos internos do texto, tomando-o como um 
fenômeno autônomo, portanto livre de influências exteriores, tais como referências 
sociais, intencionalidade do autor, biografismos, etc. Os novos críticos se concentram 
no estudo das técnicas de que tornam possível a materialidade linguística do texto e 
o efeito provocado na articulação de cada partícula textual no conjunto da obra. 
O Estruturalismo também se concentra na análise do discurso textual, da forma 
e da estrutura que acoplam a obra de arte. Seu método se baseia m técnicas 
interpretativas através das quais se depreende padrões estruturais dos textos 
literários. Quando se estuda um texto em particular é com o objetivo de estabelecer o 
padrão, um modelo geral. Para os estruturalistas forma e conteúdo não se separam 
no texto literário, pois o significado depreendido do texto é dependente da maneira 
 
28 
como ele ganhou materialidade. As teorias estruturalistas, assim como o formalismo 
e o new criticismo, recusa a participação do indivíduo na produção de sentido do texto. 
Diferente das teorias anteriores, a teoria sociológica busca as relações entre o 
texto literário e a sociedade. Agora as peculiaridades internas serão relegadas e os 
fatores externos ganham destaque na análise textual. Os estudiosos dessa tendência 
veem na literatura um reflexo da sociedade e da época em que foi produzida. Os 
estudos da teoria sociológica darão maior abertura para a participação do autor e do 
leitor na interpretação do texto. 
A psicanálise foi criada por Sigmund Freud também exerceu importante papel 
na crítica literária. Freud formulou muitas de suas ideias baseando-se em 
personagens literários. Os conceitos de Id, ego, superego, inconsciente, complexo de 
Édipo entre outros serviram de base para analisar os textos literários, traçar perfis 
psicológicos através dos personagens, ou até mesmo desvendar resquícios 
biográficos do autor em seus textos. 
Podemos ainda citar outras tendências críticas, tais como a marxista, a 
feminista, a estética da recepção, a cultural, a filosófica, a linguística e estilística, a 
mítica, e inúmeras outras. O que se percebe é que cada teoria crítica apresenta um 
ponto de vista diferente sobre a literatura, cada uma avalia um objeto diferente. Não 
há como dizer que uma crítica é mais válida que outra, todas elas apresentam pontos 
falhos, mas também têm sua parcela de acertos, cada teoria tem seu valor dentro da 
análise literária. É válido lembrar também que as teorias críticas surgem em 
consonância com outras, de certa maneira uma nova teoria terá resquícios de uma 
teoria anterior. Assim como na química nada se cria, nada se perde, tudo se 
transforma, funciona também a crítica literária: uma teoria “adormece” enquanto outra 
ganha espaço, esta por sua vez, tem influência de outra que outrora também tinha 
sido esquecida. 
8 ESTUDO DA LITERATURA: PERSPECTIVAS E MÉTODOS 
De que maneira se deve seguir os estudos literários? Qual o melhor método a 
se usar? Qual a melhor perspectiva a se empregar? Estes são alguns 
questionamentos levantados pelos teóricos Wellek e Warrren ao discutir ideias acerca 
da teoria, do criticismo e da história literária. 
 
29 
A princípio destacam-se alguns termos já utilizados para definir a natureza do 
estudo literário, tais como as expressões “erudito” e “filologia”. Entretanto, ambas 
apresentam limitações e vagueza diante do conceito ao qual se pretende relacioná-
las. O termo “erudito” é criticável por apresentar um sentido muito restrito e assim 
excluir a ideia de criticismo, além de reduzir a prática ao caráter acadêmico. Por outro 
lado, o termo “filologia” é amplo demais pois pode se referir a todos os estudos 
literários e linguísticos ou qualquer outro estudo das produções humanas, embora, 
atualmente, tal estudo se efetive como pesquisa e análise linguística. Um terceiro 
termo apresentado e configura vago demais para ser uma definição do estudo literário, 
a “pesquisa” seria um termo muito superficial, pois se limita também ao caráter 
acadêmico. 
Partindo de uma perspectiva mais restrita ao processo, depreendem-se três 
distinções caras ao estudo da literatura: a teoria literária, o criticismo e a história da 
literatura. À primeira, cabe o estudo dos princípios da literatura e as categorias dos 
seus critérios e matérias semelhantes, aos dois últimos caberia o estudo das obras 
concretas, tomando-as isoladamente ou inseridas num segmento cronológico. 
Embora pouco se discuta a respeito, os três métodos estão vinculados entre si, 
toma-los como estudos isolados seria impraticável. Ao se fazer um estudo baseado 
na teoria literária, recorre-se a fundamentos da crítica e da história literária, da mesma 
formase segue com os demais métodos: teoria, crítica e história literária coadunam-
se na análise da obra literária. Mesmo que alguns estudiosos rejeitem essa ideia, é 
patente que essas relações existem dentro do estudo, sejam elas explícitas ou 
implícitas, tanto que algumas vezes é possível haver confusões quanto à classificação 
da abordagem adotada em uma determinada análise, os conceitos são muito tênues 
e um sempre leva ao outro.10 
9 TEORIAS DE LEITURA 
As diversas formas de expressão do pensamento tiveram início ainda antes de 
Cristo quando a preocupação ainda era as ações e os feitos dos heróis, sua origem e 
natureza, antes que os aspectos estéticos da produção textual. 
 
10 Extraído do link: profes.com.br 
 
30 
Após Platão e Aristóteles, que deram início à teorização textual, surgiram 
grupos defendendo ora o aspecto normativo da chamada estética clássica 
(preocupação com a forma), ora, o aspecto descritivo quando o autor liberto de 
pressões, produzia livre e espontaneamente para depois enquadrar a obra em um 
gênero literário. 
A tendência normativa persiste até o século XX quando as primeiras reações 
tiveram efeito. Uma nova atitude de preocupação com o leitor, principalmente com a 
resposta ao estímulo provocado pela leitura é influenciada por correntes filosóficas 
como a fenomenologia e a hermenêutica originando teorias inovadoras no campo da 
literatura e da leitura. 
O método fenomenológico apresenta e esclarece o acontecimento tal como ele 
se mostra. Na literatura ele influencia alguns teóricos quando se preocupam com o 
leitor enfatizando o papel da consciência afirmando que “o texto literário só existe 
quando passa para a consciência do leitor” e´ o que afirma Wolfgang Iser, criador da 
teoria do Efeito Estético. 
Segundo essa teoria o texto literário é como uma pintura que só 
toma forma, corpo, movimento, cor, vibração, intensidade se o leitor ou o 
apreciador da obra é capaz de absorver essas emanações, ou seja, quando texto 
e leitor se interagem intimamente ao nível da consciência. O autor no momento 
da criação interatua com um leitor implícito; aquele para quem ele redige o 
texto, considerando o seu repertório cultural, suas normas sociais, sua bagagem de 
conhecimentos. Assim, o leitor real é livre para construir e reconstruir o significado 
num processo contínuo transformando o ato de ler numa atividade dinâmica em que 
leitor-texto-autor estabelecem elos de transações afetivas. A teoria do efeito estético 
tenta compreender o que se passa com o receptor no momento da leitura. A ênfase é 
dada na interação individual: leitor, sua consciência e o texto literário. 
 
31 
 
Fonte: revistaemilia.com.br 
A teoria Estética da Recepção tem como criador Hans Rober Jauss, 
influenciada pela hermenêutica de Hans-Georg Gadamer, estuda a leitura sob o 
enfoque da interpretação textual. Quando lê, o leitor interpreta e compreende a 
mensagem enviada através do texto pelo autor. É a visão reprodutivista de leitura 
segundo Silva (apud Zappone, p.51) que algumas escolas promovem, ao adotarem 
como corretas apenas as ideias do professor ou do próprio livro didático, é o tipo de 
ensino de leitura onde reside a presença da censura, problema característico de 
cunho filosófico-religioso de nossa sociedade. A interpretação de textos deve 
proporcionar uma compreensão do contexto onde o leitor se situa, permitindo uma 
abertura para a discussão do que foi lido e não ser imposição de pontos de vista pré-
determinados ou pelo professor ou pelo autor do livro didático. 
Assim, “uma obra é lida porque é compreendida”, e exatamente preenche as 
expectativas históricas e sociais do leitor, como afirma Jauss preenchendo as 
dimensões histórica e coletiva da leitura. 
O leitor pratica constantemente a leitura do mundo, aprende organizar seus 
conhecimentos, estabelece relações entre as suas experiências e resolve os conflitos 
que se apresentam em si mesmo e em sua volta. 
O ser humano em busca da realização pessoal necessita da leitura pelo fato de 
ela deter algumas funções que se relacionam com o cognitivo, o afetivo, além da 
 
32 
dimensão estética e criativa estimuladas pela leitura de obras literárias e poéticas. 
Somam-se a essas funções específicas, uma outra tão importante como as anteriores 
– a função social. A leitura possibilita ao indivíduo a abertura de uma visão de mundo 
ampliada, tornando-o receptivo ao intercâmbio com outras pessoas, avança além das 
paredes da sala de aula, conscientizando-o do seu papel social na sociedade em que 
se acha inserido. (Márquez p. 16). 
Os estudos sobre leitura e compreensão vêm passando por várias propostas 
entre elas o processamento ascendente (botton-up) em que o leitor sintetiza e analisa 
indutivamente as informações visuais construindo o significado; processamento 
descendente (top-down) é uma abordagem em que o leitor faz uso do processo 
analítico dedutivo das informações usando o seu conhecimento do mundo, da 
linguagem e das informações contidas no texto. As hipóteses levantadas pelo leitor 
levam-no empreender uma busca no sentido de confirma-las ou refutá-las. Uma outra 
visão foi formulada a partir das duas anteriores, a visão interativa em que uma 
conciliação entre os modelos anteriores é proposta sendo que o processamento da 
informação se dá tanto de maneira ascendente como descendente, um modelo em 
que o ato de ler é visto como interação entre leitor e autor. (Márquez p. 29). 
Concluindo, qualquer que seja o modelo proposto, retrata um tipo de processo 
de leitura que depende das condições individuais e subjetivas, grau de maturidade do 
sujeito como leitor, nível de complexidade, estilo individual e o gênero literário. 
Conforme o nível de complexidade do texto o leitor aplicará o modelo mais adequado. 
A leitura de um texto puramente teórico exigirá do leitor o funcionamento de sistemas 
cognitivo e linguístico mais apurado do que um texto do gênero literário ou ainda um 
texto bíblico ou jurídico ou ainda um manual de instruções. Os textos bíblicos e 
jurídicos não são compreendidos, são interpretados. Não se leem manuais de 
instruções como se fora um romance e antes, não são redigidos como tal. Para cada 
tipo de publicação um estilo, para cada leitor o texto adequado.11 
 
11 Extraído do link: resumos.netsaber.com.br 
 
33 
10 A CONCEITUALIZAÇÃO DA LITERATURA E SUA IMPORTÂNCIA 
Vários são os significados ou conceitos atribuídos à literatura. O dicionário 
Aurélio define como “Arte de compor ou escrever trabalhos artísticos em prova e 
verso”. Neste contexto, as palavras além de identificadas têm que ter: sentido, 
compreensão, interpretação, relacionar o que for mais relevante em um texto, diálogo 
entre outras comunicações. Segundo Freire (2003, p.28) “a leitura é importante no 
sentido de oferecer ao homem compreensão do mundo e através dessa relação é 
possível a descoberta da realidade sobre a vida”. 
Jordão e Oliveira (2006, p.17) definiram que “Literatura é a recriação de uma 
realidade por meio de palavras”. Porém não basta fazer uso da palavra para se 
produzir arte literária. É preciso criar formas mais intensas, que tenham um significado 
mais profundo. 
Também Terra e Nicola (1997, p.99) afirmam que “a literatura é a linguagem 
carregada de significado. Grande literatura é simplesmente a linguagem carregada de 
significado até o máximo grau possível”. 
Dessa forma, a literatura não tem um compromisso de fazer um retrato da 
realidade imediata; ao contrário, ao artista literário interessa mais recriar a realidade 
de acordo com sua própria visão. 
A Literatura retrata uma realidade do mundo em desenvolvimento constante em 
plano simbólico, e também é uma realização de linguagem. 
Atualmente, a Literatura recebe um conceito de cultura que preserva o caráter 
lúdico do jogo literário, ou mesmode arte que provoca novos interesses no homem, 
forma leitores aptos e, consequentemente, escritores, a cultura que motiva o senso 
crítico, que atende às necessidades individual, profissional, cultural e social do 
homem. Deste modo, a arte literária funciona como um jogo lúdico em torno da 
linguagem, das expressões, do conteúdo e das formas, a mesma não é subordinada 
apenas a um objetivo intermediário da prática. De acordo com Silva (2007, p.14) “a 
literatura não consiste apenas numa herança, num conjunto cerrado e estático de 
textos escritos no passado, mas apresenta-se antes como um ininterrupto processo 
histórico de produção de novos talentos”. 
A Literatura é importante por possuir características funcionais, ela pode ir além 
de objeto de informação e passa a funcionar como ensino de informações. Assim, a 
literatura é identificada a partir do momento em que o aluno se sente interessado por 
 
34 
esta arte e passa a se familiarizar com a leitura por meio da prática. Quando o 
educando concebe a cultura literária como uma forma de sistematizar os saberes 
literários e não literários, o discente insere na vida a oportunidade de construir e inserir 
uma segunda cultura em seu contexto histórico e cultural. 
Na opinião de Silva (2007, p.69), “A compreensão do mundo e a compreensão 
de si podem ser enriquecidas através da leitura”. A compreensão é fundamental no 
ato da leitura, assim, o aprendizado é fixado com a finalidade que os autores desejam. 
11 O ATO DE LER 
É através da leitura que a educação busca o desenvolvimento do discente, 
possibilitando elaborar conceitos de ampliar o seu domínio da linguagem oral, 
elementos da aprendizagem que são vitais para a prática da cidadania. A visão é criar 
leitores cada vez mais dependentes, respeitando os diversos níveis de escolaridade, 
e isto é possível através da leitura de textos literários e não literários. 
De acordo com Martins (2005, p.30) “é preciso considerar a leitura como um 
processo de compreensão de expressões formal e simbólico, não importando por 
meio de que linguagem”. Assim, para incentivar a leitura consiste no fato da atividade 
de leitura quando realizada implica ser um processo de articulação dos conhecimentos 
inerentes a cada sujeito que realiza a ação. 
Além disso, cada indivíduo faz uma leitura diferente, de objeto, imagem, 
manuscrito, depende do seu nível intelectual e das experiências e circunstâncias de 
vida e da motivação de cada leitor. Para Martins (2005) “à medida que desenvolvemos 
nossas capacidades sensoriais, emocionais e racionais também se desenvolvem 
nossas leituras nesses níveis, ainda que, repito, um ou outro permaneça” (p.80). Os 
níveis de leitura são simultâneos, dependendo da individualidade, da necessidade, da 
experiência e da motivação de cada leitor. 
Faulstich (2003) diz que há dois tipos de leituras: “Leitura informativa – ao se 
fazer, busca-se resposta a questões específicas” (p.14). Diante disso, temos duas 
subdivisões da informativa que são: a leitura seletiva que o leitor escolher as ideias 
de acordo com o autor, e a leitura crítica que exige do aluno uma visão do assunto 
que está sendo estudado. Já “leitura interpretativa requer total domínio da leitura 
 
35 
informativa. Para que se faça leitura interpretativa é necessário que se conheçam 
determinadas capacidades de conhecimento. ” (p.22). 
O ato de ler auxilia no desenvolvimento das habilidades de produção textual e 
análise linguística do texto. Quando o aluno adquire o hábito de leitura, além de 
expandir o horizonte cultural, tende a favorecer a interpretação de textos (de todas as 
áreas), pois a leitura expande o universo linguístico do leitor, tanto em vocabulário 
quanto em aspectos culturais. Quanto mais lemos, mais facilidade temos para 
perceber aquilo que está implícito, aquilo que extraímos de uma leitura mais 
aprofundada do texto. Dessa forma, o educando deixa de ser passivo na leitura e 
torna-se ativo e interferente, levando-se em consideração que o conhecimento resulta 
de um processo de construção. 
Todavia, não há como falarmos sobre o ato de ler, sem falarmos sobre a 
importância que a Literatura exerce no universo do leitor. Em outras palavras, Silva e 
Zilberman (1990, p. 24) expressam “há que se ler literatura para romper o silêncio, 
desentravando, aceitando e retroalimentando os sentimentos e a inteligência do 
mundo”. Neste contexto, “a literatura se associa então à leitura. ” (p.18). É primordial 
observar que a leitura literária é um instrumento de capacitação do sujeito em relação 
às demais proficiências e, ademais, permite o pleno exercício da cidadania, posto que 
por meio dela é possível assumir uma postura mais crítica do mundo. 
 
 
Fonte: donorbox.org 
 
36 
12 A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE LITERATURA E LEITURA EM SALA DE 
AULA 
O processo do ensino de Literatura e leitura em sala de aula requer renovações 
de conceitos e práticas metodológicas superando as metodologias tradicionais tão 
presentes no ensino. 
A leitura literária é tema de discussão onde os teóricos questionam seu 
desenvolvimento para compreensão da realidade da sociedade. Além disso, para que 
se tenha um melhor aproveitamento do uso de textos antigos, já que alguns 
professores que desenvolvem no aluno a ideia de que a Literatura não faz parte do 
mundo contemporâneo, tornando sem proveito o seu estudo. 
Definindo a importância da Literatura em sala de aula, Martins (2005) diz que 
aprender a ler significa também “aprender a ler o mundo, dar sentido a ele e a nós 
próprios, o que, mal ou bem, fazemos mesmo sem ser ensinados”. Diante disso, o 
professor deve apresentar ao aluno o texto literário ou não literário como um conjunto 
de produções em linguagem carregada de sentidos. Isso significa universalizar, na 
escola, a concepção de leitura como uma modalidade artística de linguagem que 
veicula componentes temáticos e ideológicos a partir dos quais é possível aprimorar 
a compreensão das diversidades sociais, econômicas e culturais do mundo em que 
vivemos. 
Percebe-se que a Literatura é tão importante quanto os demais conhecimentos 
transmitidos aos alunos do Ensino Médio. O ensino da literatura, bem como o de 
outras artes, desenvolve o cumprimento do art. 35 da Lei de Diretrizes e Bases do 
Ensino Médio, que preceitua como um de seus objetivos no inciso lll: “aprimoramento 
do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento 
da autonomia intelectual e do pensamento crítico” (BRASIL,1996). 
Caberia então à Literatura e à escola ter como meta o desenvolvimento do 
humanismo, da autonomia intelectual e do pensamento crítico, não importando se o 
educando continuará os estudos ou ingressará no mercado de trabalho. 
Desta forma, caberia ao professor o papel de formar o leitor literário, ou seja, 
um leitor reflexivo, crítico, que sabe apropriar-se daquilo que tem direito, visto. 
Assim, quando o aluno não tem interesse pela leitura literária, cabe ao 
professor motivá-lo com suas habilidades. É preciso que a escola e o professor criem 
e organizem condições para que os discentes do Ensino Fundamental possam 
 
37 
praticar a leitura literária. O professor tem que estar envolvido com o ato de ler, onde 
o aluno possa fazer da leitura um hábito e este se torne um processo de 
aprendizagem, onde a leitura possa ser desenvolvida juntamente com a compreensão 
e a interpretação por meios diversos. 
Além disso, é necessário que os alunos tenham acesso ao mundo letrado e que 
a escola e os professores ampliem suas tarefas ao ensino da leitura e fortaleçam os 
meios para que o discente possa se dedicar a esta tarefa essencial à sua formação. A 
leitura desempenha um papel fundamental no nível individual e coletivo do aluno, 
contribuindo para seu enriquecimento pessoal, possibilitando-o a ter uma visão real 
do mundo. 
Kleiman (2001) afirma que: “ninguém consegue fazer aquilo queé difícil 
demais, nem aquilo do qual não consegue extrair sentido” (p.16). Neste contexto, cabe 
ao professor negociar para poder ensinar, é preciso usar estratégias de leituras. 
Nesse sentido Lajolo (1997) afirma que todas “as atividades escolares das quais o 
texto participa precisam ter sentido, para que o texto resguarde seu significado maior. 
” (p.62) 
Uma saída seria o professor fornecer modelos de estratégias, fazendo com que 
o aluno interaja com o texto, com o professor e com o restante da turma. Inclusive 
porque “para elaboração de uma hipótese de leitura é necessário ativar o 
conhecimento prévio do leitor sobre o assunto” até que este se torne um “leitor 
experiente”, ou seja, até que sua leitura se torne uma atividade consciente, reflexiva 
e intencional. (KLEIMAN, 2001, p.56). 
A Literatura como uma disciplina que envolve conhecimentos variados, 
necessita de complementação teórica que facilite a compreensão do aluno com o 
texto. O professor pode, assim, fornecer materiais que facilitem a compreensão e 
façam com que o aluno se sinta motivado a buscar novas fontes para sanar suas 
dificuldades e curiosidades. Segundo Mazzoni (2003), na “formação intelectual, que 
envolve um processo lento e contínuo, é necessário que o professor esteja qualificado 
e apto a motivar alunos com pensamentos mais críticos, e para que estes busquem 
seu próprio conhecimento intelectual”. (2003.p.1) 
Cândido (2000) afirma que a “posição social [do artista] é um aspecto da 
estrutura da sociedade”. E, ainda, “o público é o fator de ligação entre o autor e sua 
obra”. (p p. 22-3). Ao levar o leitor a perceber tal fato, o autor propõe exagerar essas 
“verdades” a fim de que o aluno se sinta interessado em analisar não somente a 
 
38 
intimidade das obras, como também os fatores internos que participam de sua 
construção através do social e das características que tornam o texto uma obra de 
arte. 
Há vários fatores que prejudicam o ensino da Literatura. Desde as estruturas 
físicas da sala de aula e da escola, até fatores externos que dificultam o acesso a 
livros literários ou de estudos da Literatura. Aos poucos, pretende-se apontá-los mais 
especificamente. Neste sentido, estreitamente ligado com o ensino/aprendizagem de 
Literatura e leitura, é essencial à compreensão do ato de ler. 
Ao relevar a leitura como importância no ensino escolar do indivíduo, estão ato 
de ler, para que possa possibilitar o desenvolvimento de capacidades cognitiva e 
intelectual. 
As escolas e os professores têm um grande obstáculo a superar, que é formar 
leitores críticos, reflexivos e conscientes. 
13 A CONTRIBUIÇÃO DA LITERATURA PARA FORMAÇÃO DE LEITORES 
A Literatura no Ensino Médio é pouco estudada, está reduzida a um 
conhecimento superficial, são extraídos do texto apenas elementos 
descontextualizados com poucas informações ou fragmentados, o que dificulta o 
processo de aprendizagem do aluno enquanto leitor crítico. 
A literatura é composta por vários instrumentos que abrangem vários 
conhecimentos de transmissão, na formação de leitores está relacionada à construção 
do universo textual de informações que o aluno pode adquirir através da leitura 
literária. 
A aula de Literatura na sala envolve o educando com atividades e assuntos que 
desenvolvem a formação de opiniões, despertam o senso crítico e ajudam na 
construção do cidadão reflexivo que estará preparado para o mundo. 
A Literatura poder ajudar na formação do leitor, através dela o educando viaja 
no texto, consegue entender interpretando, formulando seu próprio conceito, uma vez 
que pode ser comparado ao seu mundo e se apropriar de certos sentidos que 
contribuem para a transformação do pensamento. 
O ensino da literatura envolve o entendimento aos interesses do leitor e a 
provocação de novos interesses que despertam os limites práticos. 
 
39 
Diante disso, podemos dizer a que a habilidade desenvolvida a partir da leitura 
diversificada e a cultura literária proporcionam um leque de oportunidades na vida do 
educando enquanto leitor, escritor e cidadão com pensamentos universais. 
Para a formação de leitores a Literatura contribui na medida em que é 
desenvolvida, pois não há formalidades e limites para o seu desenvolvimento. 
Segundo Bordini e Aguiar (1988, p.17), o papel da escola é decisivo no 
processo de formação do leitor habitual, mas para isso é preciso cumprir certos 
requisitos como “dispor de uma biblioteca com livros diversos de temas diferentes na 
área da literatura, com bibliotecários que provam o livro literário, professores leitores 
com fundamentação teórica e metodológica e projetos de ensino que valorizem a 
literatura”. 
Além disso, Martins (2005) expressa que o livro didático só contribui para o 
desinteresse pela leitura, uma vez que tentam manipular seus leitores na intenção de 
transmitir valores, costumes, princípios e linguagens de uma cultura elitizada em vez 
de comtemplar textos que explorem o contexto socioeconômico e cultural do aluno. 
É preciso considerar que os materiais didáticos têm que ser utilizados em sala 
de aula, mas tem que ter outros materiais para que as aulas não fiquem em um 
resumo. 
Ainda os discentes perdem o interesse pela leitura literária pelo fato dos livros 
didáticos apresentarem fragmentos e textos com exercícios mecânicos que não 
estimulam a criatividade, prazer e a reflexão das obras literárias e os demais materiais 
literários. 
14 A PRÁTICA DA LEITURA LITERÁRIA 
Conforme, Jordão e Oliveira (2006) A linguagem literária se manifesta em duas 
formas: A prosa que é “utilizada em textos literários (crônicas, contos, novelas, 
romances e não literários (ensaios científicos, notícias e reportagens jornalísticas, 
mensagens publicitárias, histórias em quadrinhos” etc. (p.19). Já a outra forma é o 
“poema que é organizado em versos, cada uma das linhas do poema uma estrofe” 
(p.20). Além disso, a poesia refere-se à forma literária e também é o nome que se dá 
a produção de versos de um poeta, o escritor de poemas. 
 
40 
 
Fonte: www5.usp.br 
Os textos não literários apresentam uma linguagem objetiva, fundamentada em 
fatos históricos, concretos, dados estatísticos, etc. E os textos literários contemplam 
essas formas de linguagem centrada nas emoções do observador e preocupação 
intencional com o modo de expressa-las. 
O gênero literário é o conjunto de características que permitem classificar uma 
obra literária em determinada categoria. A literatura ocidental deve aos gregos a 
concepção de três grandes gêneros literários o épico, o lírico e o dramático. 
A linguagem da Literatura, quanto à forma, pode ser prosa ou poema, quanto 
ao conteúdo e estrutura, pode enquadrar as obras em três gêneros. Segundo Jordão 
e Oliveira (2006) “O gênero épico, ou narrativo, é assim classificado por apresentar 
como tema a narração de fatos”. (p.40). Para que seja notável como figura principal 
do contexto, há uma necessidade do protagonista. Já “gênero Lírico caracteriza-se 
por apresentar como tema os sentimentos”, as emoções estão presentes nos 
personagens pessoais do artista literário e geralmente em estruturas de versos. O 
“gênero Dramático é característico de textos produzidos unicamente para encenação 
pública”. (p.41). Que é a chamada peça teatral, que conta, além do texto, com 
elementos transversais como atores, cenários, etc. 
O critério de classificação de uma obra literária em determinado gênero é a 
semelhança dos temas tratados bem como o desenvolvimento e as estruturas formais 
empregadas na elaboração das obras. Porém, todo gênero é portador de uma 
 
41 
mensagem, o discente precisa ler, necessita estar preparado para a leitura, conforme 
os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s), “a leitura do texto literário é um 
acontecimento que provoca reações, estímulos, experiências múltiplas e variadas” 
(2006, p.67). Porém, cada pessoa ao fazer uma leitura tem uma reaçãodiante do texto 
quando compreende, faz uma análise crítica, avaliativa e etc. 
Freire define seus ensinamentos para o professor desempenhar um importante 
papel na formação de seus alunos. 
Castro, (1993) define as características da obra literária. Assim, ao analisar 
uma obra literária, “é preciso levar em conta dois aspectos: seu conteúdo (as ideias, 
os conceitos, a significação das palavras, etc.) e sua forma (os sons das palavras, sua 
rima, sua disposição gráfica no papel, etc.) ” (p.60). Estes dois aspectos formam o 
todo que compõe um texto literário. 
A respeito disso, há necessidade urgente de capacidade em leitura e 
estratégias e planejamento das práticas trabalhadas em sala de aula, é preciso fazer 
uma aliança com a literatura, já que não é possível falar em literatura sem falar em 
leitura. 
Para que os alunos possam ter um aprendizado melhor, não é necessário 
somente ter acesso aos livros didáticos e à leitura de obras literárias, tem que haver 
algo mais provocador, sem a dinâmica à sistematização da aula faz-se rotineiramente 
pelo estabelecimento do contexto político-social, contra o qual se destacam as 
circunstâncias biográficas dos autores e suas obras. Assim estudam fragmentos 
escolhidos pelos autores dos livros, que nem sempre têm a necessidade da clareza 
quanto à necessidade de explorar a literalidade dos textos selecionados. 
O PCNs (2006) afirma que “letramento literário”, consiste em: “[…] empreender 
esforços no sentido de adotar o educando da capacidade de se apropriar da literatura” 
e de ter a “experiência literária” proporcionada pelo “contato efetivo com o texto”. 
(p.55). Esse ensino é ministrado nas séries iniciais, mesmo a Literatura sendo um 
conteúdo implícito. 
De acordo com Resende (2010) de vital importância são os estudos que 
discutem a importância da Literatura, como e de que forma tem sido o seu 
desenvolvimento dentro das salas de aula, quais os métodos utilizados pelos 
professores e quais influências a leitura tem ocasionado nos estudantes das diferentes 
turmas, dentro e fora da instituição. 
 
42 
Para o desenvolvimento da prática da leitura, é necessária a construção da 
identidade do aluno leitor, de forma que este crie suas competências e habilidades 
necessárias para se formar leitores. Segundo os PCN’s, um leitor competente deve: 
 Perceber as diferenças entre textos literários e não literários; 
 Identificar características do autor através dos indícios gramaticais; 
 Reconhecer, reproduzir, compreender e avaliar sua produção textual e alheia; 
 Desenvolver o domínio pleno do discurso através da argumentação oral por 
meio de diversos gêneros, ampliando suas possibilidades de participação 
social no exercício da cidadania. 
 Comparar textos literários, observando as linguagens verbais ou não verbais, 
analisando os recursos expressivos de cada um dele. 
É preciso considerar que são muitas as habilidades e competências que o aluno 
deve desenvolver no Ensino Médio, portanto, o educador precisa estimular o aluno à 
criatividade, à capacidade de ler, compreender, interpretar e indagar sobre os diversos 
gêneros textuais que circulam no meio que os cerca. 
Jordão e Oliveira (2006, p.69) afirmam que os dois textos tratam do mesmo 
tema: o amor. “Os autores são modernos e contemporâneos e produziram suas obras 
na mesma época, por volta da primeira metade do século XX”. Entretanto ambos 
manifestam concepções bastante diferentes sobre o tema. 
Além dos livros didáticos, muitos outros materiais podem e devem ser usados 
em sala de aula para ser ter uma prática pedagógica e desenvolver uma prática leitora 
mais consistente nos alunos. 
Há muito já se sabe que o professor não deve se habituar apenas com 
ensinamento baseado somente nos livros e sim, trabalhar com revistas, jornais, 
aparelhos de televisão e vídeos, retroprojetores, data show, etc… O professor tem 
que ser renovador, para ser possível ver na sala coisas novas, relacionadas ao 
conteúdo trabalhado. Assim, o docente com adequada aprendizagem dos alunos, 
fundamentado numa determinada concepção do papel do profissional, pode levar os 
alunos a refletirem a respeito de valores e padrões da sociedade. 
Além disso, a atividade de leitura na escola deve ser mais que um ensino 
literário, deve ser uma prática que possa contribuir para a formação do discente, uma 
possibilidade que contribua para suas realizações como é descrito nos PCN’s, ˝que 
possa constituir também objeto de aprendizagem, […] que faça sentido para o aluno; 
 
43 
isto é, a atividade de leitura deve responder do seu ponto de vista, a objetos de 
realização imediata […] (2006, p.55). 
A pesquisa mostrou também que, para o aluno, a escola continua sendo o 
espaço indicado para desenvolver e consolidar a prática leitora. Isso se evidencia nos 
aspectos apontados pelos alunos a respeito de quem incentiva a leitura. A escola foi 
apontada por 26% dos alunos, aparecendo em seguida a família 24%, 13% o 
professor e os demais alunos apontaram todos os meios de comunicação. Esse dado 
leva à reflexão do papel da família como um importante ponto de referência para o 
hábito da leitura; atividade que pode ser iniciada desde a infância, com contação de 
história, a prática de ler com os filhos e outras atividades que podem ser realizadas 
em casa, sem a necessidade de técnicas mais avançadas. 
A esse respeito, Libâneo (1999) afirma que […]˝ os métodos de ensino, portanto 
não se reduzem a quaisquer medidas, procedimentos e técnicas. ” (p.51) e ainda 
Resende (2010, p. 60) afirma que: “Quanto mais profundamente o receptor se 
apropriar do texto e a ele se entregar, mais rica será a experiência estética, isto é, 
quanto mais letrado literariamente o leitor, mais crítico, autônomo e humanizado será” 
(p.60). 
Finalizando o questionário com os alunos, indagou-se a eles a respeito da 
interação com o que é lido; se no decorrer da leitura alguém sentiu vontade de mudar 
a história. 43% mostraram-se desejosos apenas de conhecer a história; 43% de mudar 
apenas o final da história e 14% disseram sentir o desejo de mudar completamente o 
lido. Freire (2003) enfatiza a importância de permitir essa interação entre a obra e o 
leitor. Ele fala sobre isso ao valorizar “as liberdades dos alunos, (…) reinventando o 
ser humano na aprendizagem de sua autonomia” (p.105). Neste contexto, abrem-se 
as portas para a busca e formação de conceitos ofertados pelo aspecto moral que a 
literatura oferece. 
Ainda reforçando esta questão, perguntou-se aos discentes depois da leitura 
de um livro, qual a atitude diante dos questionamentos. Verificou-se que as leituras 
têm influenciado poucos deles, pois 43% responderam que não tomam posição 
alguma e apenas 26% disseram modificar o modo de pensar e agir. Outros alunos 
responderam debater o lido com os colegas e que recomendam a leitura para outras 
pessoas. 
A pesquisa revelou que a professora tem suas aulas planejadas 
bimestralmente, o que se evidencia como um aspecto favorável. É importante salientar 
 
44 
que o planejamento é fundamental, porém deve ser modificado a qualquer momento, 
uma vez que nada impede o surgimento do que não estava no plano de aula. Como 
afirma Libâneo (1999) “O planejamento é um processo de racionalização e 
coordenação da ação docente, articulado à atividade escolar e à problemática”. 
(p.222). 
Questionou-se se o ensino de literatura e português podem ser trabalhados 
separadamente. A professora respondeu que em alguns momentos elas podem ser 
estudadas juntas. Por outro lado, a professora disse que são disciplinas para serem 
estudadas separadamente. 
Partindo desse pressuposto, buscou-se verificar os recursos utilizados pela 
professora nas aulas de Leitura Literária e perguntou-se a eles qual a melhor forma 
de se trabalhar o ensino da Literatura no Ensino Fundamental. A professora apontou 
os filmes, poemas e o livro didático como recursos preferidospor ele. Quando 
questionados a respeito das dificuldades no ensino da Leitura Literária a professora 
apontou a falta de material adequado como a principal dificuldade e mais o 
desinteresse dos alunos. Verifica-se que o livro didático permanece em destaque 
entre os professores e mantendo no leitor a falta de conhecimento que pode ser obtido 
com outros materiais. Porém, para que haja a compreensão do texto é preciso o 
docente levar o discente a identificar e decodificar os signos linguísticos. 
Dentro dessa perspectiva, observa-se com claridade que ״[…] os professores 
precisam desenvolver intimidade com os textos adotados e possuir justificativas para 
a sua a doação […]˝(SILVA, 2007, p. 49) as práticas direcionadas à atividade leitora 
na escola ˝não nascem do acaso, e nem do autoritarismo ao nível da tarefa, mas sim 
de uma programação envolvente e devidamente planejada, que incorpore no seu 
trajeto de execução, as necessidades, as inquietações e os desejos dos alunos-
leitores ״(idem, 50). 
Ademais, a insatisfação e o desinteresse dos alunos pela leitura pode ser 
decorrente da falta de material adequado que faz com que os alunos não tenham 
contato com materiais diversificados e significativos. 
Professores e escola precisam repensar suas práticas e ter novas atitudes para 
que possam obter meios para atingir os objetivos do ensino da leitura literária com 
eficácia e eficiência. Destarte, os PCN’s definem que ״[…]. Um projeto educativo 
comprometido com a democratização social e cultural atribui à escola a função e a 
responsabilidade de garantir a todos os seus alunos o acesso aos saberes linguísticos 
 
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necessários para o exercício da cidadania, direito inalienável de todos. ˝ (PCN’s,2006, 
p.23). 
Diante dos dados levantados, faz-se necessário esclarecer alguns pontos da 
pesquisa. Percebe-se que a prática docente, em geral é precária, já que os 
professores pesquisados trabalham com livros didáticos praticamente todo o 
conteúdo, sem apresenta uma prática mais significante. 
Percebeu-se que, como dito por uma professora, quando possível, prefere 
trabalhar a literatura junto com outros conteúdos outras disciplinas, pois a literatura 
funciona como uma ligação desse aluno com um mundo exterior, enquanto os 
conteúdos diversos estão presentes em todo contexto. 
Porém, é necessária a valorização dessa arte que concebe o pensamento 
humano, transforma o leitor em cidadão crítico e conhecedor da própria história. Não 
se pode gostar daquilo que não conhece e conhecer algo significa conhecer suas 
particularidades, características e um pouco das suas funções. E, no caso da leitura 
literária, ela pode trazer um mundo de descobertas, pois como bem explica Coutinho 
(1978, p.08) a expressão literária é uma arte ilimitada ˝não visa informar, ensinar, 
doutrinar, pregar, documentar. Secundariamente ela pode conter História, Filosofia, 
Ciências, Religião, […] inclui precisamente o social, o histórico, o religioso, etc., porém 
transformando esse material em estético. 
 
 
Fonte: gestaoescolar.org.br 
 
46 
Logo, eis a importância do uso consistente, desprendido e significativo do texto 
literário, pois esse é uma ferramenta para a formação de opiniões e conceitos; 
aspectos imprescindíveis na formação da identidade pessoal. 
É importante ressaltar que o docente tem que ter mais conhecimentos dos 
conteúdos trabalhados, podendo utilizar outros materiais, que a própria professora 
poder sugerir dentro de sala com os alunos, aceitando até mesmo opiniões dos 
discentes. 
Constatou-se que a leitura literária é pouco trabalhada pelos docentes, ou seja, 
a professora não visa à leitura literária, como meio que possa desenvolver nos alunos 
um aprendizado significativo com formulações de conceitos. A docente se justifica 
diante do questionamento de que a leitura não tem um desenvolvimento por falta de 
interesse dos discentes que não gostam de ler. Os alunos leem sem interesse, 
somente por obrigação para responder questionários, saindo do Ensino Fundamental 
com uma deficiência da leitura. 
Constatou-se que a questão da falta de material adequado, mas também a falta 
de uma prática pedagógica mais significante, voltada para a leitura literária como 
possibilidade de transformação de aprendizagem desses alunos é pouco 
desenvolvida. 
A respeito disso, para que os docentes possam encontrar soluções para os 
problemas da deficiência na leitura, necessitam que todos tenham participação desde 
a equipe gestora e todos os funcionários da escola, principalmente os funcionários da 
biblioteca e da sala de leitura. Com essa prática procura-se o desenvolvimento do 
educando, possibilitando-o a elaborar conceitos e ampliar o seu domínio da linguagem 
oral. 
Assim valorizando a leitura cria-se oportunidades para que os alunos 
descubram o prazer da leitura literária, desenvolvendo habilidades de ler, 
compreendendo e interpretando diferentes tipos de leituras e gêneros de textos, com 
isso descobrindo os conceitos chaves e compreendendo o que foi lido. 
Seguindo esse pressuposto, sabe-se que é responsabilidade da instituição 
aplicar um ensino eficiente e de qualidade. Acredita-se que deve haver uma parceria 
entre a escola e os participantes deste meio, onde todos trabalhem em prol do 
aprimoramento e da autonomia intelectual do educando. A escola tem que 
proporcionar condições necessárias para que os alunos possam atuar, desde o início 
da escolaridade como leitores, pois a leitura é, antes de tudo, um objeto de ensino e 
 
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para que se constitua também num objeto de aprendizagem é necessário que tenha 
sentido de fato para o aluno, o que significa, entre outras coisas, que deve cumprir 
uma função para realização de propósitos. 
Diante disso, para ensinar Literatura não é necessário somente a 
contextualização presente nos livros, mas principalmente a formação do docente e o 
compromisso, a competência e a habilidade de desenvolver, estimular e querer 
garantir essa formação através do ensino dos conteúdos aplicados em sala de aula. 
São várias as habilidades e competências que o discente deve aprender no 
Ensino Fundamental, portanto, o educador precisa estimular no aluno à criatividade, 
a curiosidade, a capacidade de ler, interpretar e desenvolver conceitos em diferentes 
contextos sociais. 
Deve haver uma preparação do professor, sendo que o educador precisa estar 
apto a aceitar o seu papel dentro e fora da sala de aula, assim associando a sua 
obrigação e comprometimento com a necessidade do aluno de ser um leitor. Diante 
disso, buscar novas metodologias para ter uma prática de leitura literária mais 
motivada, assim os alunos interagem nas aulas. 
Diante do que foi dito, a Literatura como instrumento essencial para formação 
de leitores não é um foco das disciplinas de Português e Literatura. É caracterizada 
uma crise dentro da prática institucional, conforme alunos em questionamento 
afirmaram que hábito da leitura não é uma prática cotidiana e também os discentes 
relataram que o processo de ensino é através do livro didático somente. Além disso, 
a professora também questionou a falta de interesse dos discentes pela leitura, que é 
precária, e a falta de materiais adequados para o ensino da Literatura. É dever da 
escola oferecer uma biblioteca estruturada, com um acervo adequado às 
necessidades do aluno, organizar, desenvolver e executar projetos políticos voltados 
para a evolução da instituição com apoio e envolvimento de toda comunidade.12 
 
 
12 Extraído do link: www.nucleodoconhecimento.com.br 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOPGRÁFICAS 
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leitor: Alternativas Metodológicas - Porto Alegre. Mercado Aberto, 1988. 
COUTINHO, Afrânio. Notas de teoria literária. Rio de Janeiro, civilização brasileira, 
1978. 
DURÃO, Fabio Akcelrud. Teoria (literária)americana: uma introdução crítica. 
Campinas: Autores Associados, 2011b. 
EAGLETON, Terry. Teoria da literatura: uma introdução. Tradução de Waltensir 
Dutra. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006. 
JAKOBSON, Roman. O dominante. In: LIMA, Luiz Costa (Org.). Teoria da literatura 
em suas fontes. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. v. 1, p. 511-518. 
MAZZONI, V.S. A prática pedagógica de ensino de literatura: uma proposta de 
transformação. Revista Plures – Humanidades. Ribeirão Preto. V.4, n.1, p. 136-145, 
2003. 
MINAYAO, M.C. de S. (org.) Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 22 eds. 
Rio de Janeiro: Vozes, 2003. 
_________. Principais tendências da crítica no século XX in Conceitos de Crítica. 
São Paulo: Cultrix, 1970 
WELLEK, René; WARREN, Austin. Teoria literária, criticismo literário e história 
literária in Teoria da Literatura. Lisboa: Publicações Europa-América. s/d. 
WELLEK, René. Termo e conceito de crítica literária in Conceitos de Crítica. São 
Paulo: Cultrix, 1970.

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