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- Gravidade maior quanto menor for a idade gestacional 
(maior risco de malformações, principalmente no 1º 
trimestre) 
#OBS: Contaminação fetal é maior quanto maior for a 
IG!! 
Pré natal 
- Sintomas: a maioria dos casos acontece sem sintomas ou 
com sintomas inespecíficos 
- IgM e IgG na 1ª consulta: 
o IgM - IgG + = imune 
o IgM – IgG - = suscetível (repetir no 2º e 3º 
trimestres) 
o IgM + IgG += teste de avidez (teste para medir a 
força de interação com IgG) 
- avidez Alta: infecção passada >> orientar 
- avidez Baixa: infecção recente >> tratar 
imediatamente c/ espiramicina 
o IgM + IgG - = raro, janela imunológica do IgG 
>> tratar e repetir sorologia em 3 semanas >> se 
IgG positivar confirma infecção 
- Orientações gerais: 
o Não deve mexer em terra de jardim/caixa de areia 
do gato, ou sempre usar luva 
o Lavar bem as verduras, frutas e legumes 
o Não comer carne mal passada 
#OBS: Se IgG e IgM positivarem com IG > 16 
semanas, não é necessário/útil o teste de avidez, o 
tratamento é direto 
 
Tratamento 
- Gestantes com teste de avidez baixa 
- Medicamento: Espiramicina 
o Trata a mãe, não o feto 
o Ajuda a não passar pro feto 
o Até o final da gestação 
- Pesquisa de infecção fetal: 
o Amniocentese a partir de 18 semanas: detecção do 
toxoplasma gondii no líquido amniótico 
o PCR para toxoplasma gondii positivo: 
- Tratar com pirimetamina + sulfadiazina + 
ácido folínico (tratam a infecção fetal) 
- Alternar 3/3semanas com espiramicina 
 
#OBS: Na toxoplasmose adquirida após a 30ª semana 
da gestação, o risco de infecção fetal é alto o suficiente 
para dispensar procedimentos de diagnóstico fetal e indicar 
o início imediato do tratamento em esquema tríplice 
- Vírus possui elevada toxicidade para os tecidos 
embrionários 
- Consequências: aborto, natimortalidade, infecção da 
placenta 
- A infecção embrionária persistente pode gerar a 
Síndrome da Rubéola Congênita: 
o Glaucoma, catarata congênita, cegueira, 
microftalmia 
o Cardiopatia congênita 
o Sudez central ou coclear 
o Retardo mental 
#existe a possibilidade do acometimento isolado de órgãos 
 
 
- Diagnóstico: 
o Clínico: exantema maculopapular, adenomegalia 
principalmente 
cervical (aumento 
dos linfonodos), 
febrícula, artralgia 
(30-40% dos casos), 
ardor conjuntival, 
cefaleia... 
o Laboratorial: 
- Dosagem de IgM (confirma infecção na 
fase aguda 
#OBS: a IgM passa a ser detectável por tempo variável, 
mas seu pico é em torno da 2ª semana após exantema 
- 2ª coleta deve ser realizada entre 20 e 30 
dias após a 1ª coleta (títulos de IgG 
deverão ser positivos nesta ocasião para 
confirmação real) 
- Conduta: 
o Avaliar cartão vacinal: caso não haja como 
comprovar a imunização vacinal ou sorologia 
anterior comprovando presença de IgG p/ rubéola 
solicita-se nova dosagem de IgG 
- IgG (+): contato prévio com o 
vírus/vacinada 
- IgG (-): suscetível (deverá ser vacinada 
após o parto, ainda na maternidade) 
 
A vacina está contraindicada na gestação, mas pode ser 
administrada durante a amamentação. Entretanto, se 
administrada inadvertidamente, não há indicação para a 
interrupção da gravidez. A administração inadvertida 
durante a gravidez não determinou maior incidência de 
anomalias congênitas. 
 
- Tratamento: 
o O tratamento fetal eficaz não existe no presente 
o Gestante deve ser acompanhada em serviço 
especializado de medicina fetal 
o Vigilância atenta da vitalidade fetal 
o Em casos de infecçao fetal aguda, deve ser 
ponderada a manutenção ou interrupção da 
gestação para tratamento neonatal na UTI 
 
- Infecção congênita mais comum 
- Fontes de disseminação: secreções respiratórias, sangue, 
urina, secreção de colo, esperma e leite materno 
- Assim como na herpes, inicialmente ocorre infecção 
primária do indivíduo exposto 
- Vírus permanece em latência, podendo reativar-se 
- Sintomas: a maioria das crianças e adultos apresenta 
poucos sintomas (semelhante à doença febril aguda) ou é 
assintomática 
- Transmissão vertical: 
o Disseminação via placentária do vírus (congênita) 
o No momento do parto, pelo contato com sangue e 
secreções genitais maternas (perinatal) 
o Aleitamento (perinatal) 
 
O risco de transmissão da infecção fetal quando resulta da 
infecção materna primária é de 40 a 50%, sendo de 0.5 a 
2% quando resulta da infecção secundária (recorrente). 
 
#OBS: não há indicação de suspensão da amamentação 
devido à soropositivade materna para o CMV 
 
- Infecção congênita: 
o Maioria dos RN infectados não manifestam 
sintomas ao nascimento 
o 10 a 15% podem desenvolver sequelas, perceptíveis 
ao longo da infância (primeiros 2 anos geralmente) 
o Sequelas mais comuns: deficiência auditiva e 
alterações neurológicas 
 
Dos fetos com infecção congênita decorrente de infecção primária materna, 
10% a 15% apresentam sintomas e sinais ao nascimento. 
- Diagnóstico da infecção primária materna: 
o IgM + ou IgG + em paciente previamente não 
reagente (soroconversão) 
o PCR de LA para confirmação da infecção fetal 
- Diagnóstico de recorrência da infecção: 
o Aumento dos títulos de IgG 
o IgM positivo na presença de IgG previamente 
reagente 
Não há, até o momento, nenhuma modalidade de 
tratamento materno que previna ou reduza a chance de 
ocorrência de doença fetal que tenha sido aprovada para 
uso. (MS) 
Estudos mostram que 30% de filhos de mães soropositivas e amamentadas adquirem a infecção nos primeiros anos de vida, chegando a 70% dos casos quando o vírus é isolado no leite materno. Entretanto, infecções sintomáticas ou seqüelas tardias não têm sido observadas nos bebês, provavelmente devido à passagem de anticorpos maternos específicos que os protegem contra a doença sistêmica. Parece ser preferível a contaminação precoce da criança amamentada, pois, se ocorrer em período mais tardio da vida, o risco de doença sintomática é maior. Esses dados justificam a não-contra-indicação da amamentação
OLHAR ARTIGO: https://www.scielo.br/pdf/jped/v80n5s0/v80n5s0a10.pdf
- Prevenção: 
o Evitar aglomerações 
o Usar preservativos de barreira e diminuir nº de 
parceiros sexuais 
o Não compartilhar objetos de uso pessoal 
o Reforçar hábitos de higiene 
 
 
- Virose transmitida principalmente por contato sexual 
(HSV-2), ou contato direto com lesões ou objetos 
contaminados 
- Infecção primária materna no final da gestação >> 
Maior risco de infecção neonatal 
- Infecção primária materna nos primeiros meses de 
gestação >> possibilidade de abortamento espontâneo 
- Maior risco de transmissão vertical no momento do 
parto!! 
o 50% de chance se a lesão for ativa (recomenda-se 
cesária) 
o Também pode haver transmissão na forma 
assintomática 
- Diagnóstico: 
o Clínico: aparecimento de lesões vesiculosas que se 
transformam em pequenas úlceras. Pródromos: 
ardência, prurido e dor 
 
 
- Tratamento 
o Apenas nos casos de primo-infecção durante a 
gestação 
o Aciclovir 400mg VO de 8/8hrs por 7-10 dias 
o Profilaxia periparto por 10 dias, a partir da 36ª 
semana, mesmo esquema (também em caso de 
recidivas frequentes na gestação) 
 
 
- Vias de transmissão mais importantes: sexual e vertical 
(intrautero, periparto) 
 
- Quadro clínico, diagnóstico e tratamento da sífilis na 
gestação não difere do período não gestacional 
- Testagem feita na 1ª consulta e início do 3º trimestre, e 
na internação para o parto em caso de aborto/natimorto 
ou violência sexual 
-Tratamento: 
 
- Sífilis congênita: 
o Passível de ocorrer em qualquer IG e em qualquer 
fase da doença 
o Geralmente ocorre devido à falta de testagem da 
gestante durante o pré-natal, ou tratamento 
inadequado 
o Todas as crianças expostas ou com sífilis congênita 
deverão ser avaliadas ao nascimento 
 
Tratamento adequado: tratamento completo para o respectivo estágio 
clínico da sífilis, com benzilpenicilina benzatina, iniciado até 30 dias antes 
do parto. As gestantes que não se enquadrarem nesse critério serão 
consideradas como tratadas de forma não adequada. 
Nota: criançasnascidas de mulheres que têm história bem documentada de 
tratamento adequado para sífilis em qualquer estágio clínico, anterior à 
gestação, sem aumento na titulação dos testes não treponêmicos durante 
a gestação e sem fator de risco conhecido de reinfecção, não são 
consideradas expostas, e não precisam ser investigadas para sífilis 
congênita. 
o Os RN de mães com diagnóstico de sífilis durante a 
gestação devem ser testados com teste não 
treponêmico para sangue periférico. 
- título maior que o materno em pelo menos duas 
diluições (ex.: materno 1:4, RN maior ou igual a 
1:16) é indicativo de infecção congênita

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