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Infecções congênitas
Compreender as principais infecções congênitas
Investigar o manejo clínico, triagem, manifestações clínicas, diagnóstico e notificação compulsória das doenças
Entender o impacto do uso de substâncias lícitas e ilícitas durante a grvaidez
	Principais infecções congênitas
	RUBÉOLA
TRANSMISSÃO:
A transmissão acontece diretamente de pessoa a pessoa, por meio das secreções nasofaríngeas expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar.
O período de transmissibilidade é de 5 a 7 dias antes e depois do início do exantema, que é uma erupção cutânea.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:
· linfadenopatia pós-auricular (precede em 5 dias o exantema); 
· exantema maculopapular → que se inicia na parte superior do tórax, depois por todo o corpo
· febrícula
· CIR
· púrpura
· icterícia
· hepatoesplenomegalia
· microcefalia e retardo mental
· meningoencefalite
· doença óssea radioluzente.
As complicações são mais comuns no adulto e incluem artralgia, artrite, encefalite, neurite e púrpura trombocitopênica
Em geral é uma doença que se cura sem deixar sequelas
SINDROME DA RUBEOLA CONGENITA
A transmissão da doença a gestantes no início da gestação pode resultar na síndrome da rubéola congênita. 
→ A infecção no 1° trimestre determina a síndrome da rubéola congênita (SRC), caracterizada pela tríade catarata, surdez neurossensorial e malformação cardíaca; até 8 semanas a taxa de abortamento é de 20%. 
De 12 a 18 semanas, a incidência da SRC é de cerca de 35% e após 18 semanas, ela é de 0%. (microcefalia, retardo mental…)
 
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL NA GRÁVIDA
A Secretaria de Vigilância em Saúde notificou que a sorologia para rubéola não é mais um exame de rotina no pré-natal para detectar as pacientes suscetíveis, exceto em grávidas com manifestações clínicas e/ou vínculo epidemiológico. 
Em 20 a 50% dos casos de rubéola, o paciente não apresenta exantema, o que dificulta o diagnóstico; quando feito pelo teste ELISA, o diagnóstico deve ser realizado em duas situações distintas:
→ Nas grávidas com exantema, os seguintes resultados indicam infecção:
· Soroconversão (caso a paciente tenha feito teste sorológico)
· Aumento do título de IgG de, no mínimo, 4 vezes em dois exames espaçados de 2 a 3 semanas (fase aguda exantemática e convalescença)
· IgM positivo
→ Nas grávidas que tiveram contato com a rubéola aplicam-se os mesmos critérios, mas o intervalo dos exames pareados será de 4 a 5 semanas.
DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO FETAL
Realizada por PCR-LA. Para reduzir os resultados falso-negativos, é necessário esperar 6 a 8 semanas após a infecção materna e 21 semanas de gestação, quando a excreção urinária fetal é maior.
	HERPES
 Herpes simples é uma doença infecciosa determinada pelo HSV com dois tipos sorologicamente distintos: tipo 1 (HSV-1) e tipo 2 (HSV-2).
O HSV-1 é o responsável pela infecção não genital (lábios, face, córnea, mucosa oral), e o HSV-2 está associado à infecção genital (pênis, uretra, vulva, vagina, cérvice, pele das coxas e das nádegas).
Depois do episódio de infecção primária genital, com remissão completa, a doença pode recorrer sem qualquer relação com contágio venéreo ulterior (infecção recorrente).
Durante os últimos anos, houve ascensão notável na incidência de infecções do sistema genital por vírus herpético.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
As manifestações geralmente ocorrem entre a 1ª e a 3ª semana de vida, mas raramente também podem só aparecer após a 4ª semana. Os neonatos podem manifestar doença local ou disseminada. As vesículas da pele são comuns nos diferentes tipos da doença e aparecem em aproximadamente 70% dos casos. Neonatos sem vesículas na pele geralmente se apresentam com doença no sistema nervoso central localizada. Neonatos não tratados, com doença isolada de pele ou mucosa, podem, em 7 a 10 dias, evoluir para formas progressivas ou mais graves da doença.
Doença localizada
Um grupo portador de encefalite cujas manifestações neurológicas são líquido cefalorraquidiano com pleocitose e concentração elevada de proteínas, com ou sem envolvimento concomitante de pele, olhos e boca. 
O outro grupo tem apenas comprometimento da pele, dos olhos e da boca e nenhuma evidência de doenças do sistema nervoso central ou doença de outros órgãos.
Doença disseminada
Recém-nascidos com doença disseminada e envolvimento de órgão viscerais têm hepatite, pneumonite e/ou coagulação intravascular disseminada, com ou sem encefalite ou doença de pele.
Outros sinais, que podem ocorrer isolados ou associados, incluem instabilidade térmica, letargia, hipotonia, disfunções respiratórias, apneia e convulsões.
· Disseminado: envolvimento de múltiplos órgãos (pulmão, fígado, supra renais, pele, olhos, cérebro) (presente em 25% dos casos)
· Herpes do SNC (30% dos casos)
· Localizado: pele, olhos e boca (45% dos casos).
DIAGNÓSTICO
· Cultura de HSV ou teste de reação em cadeia da polimerase (PCR)
· Por vezes, exame com imunofluorescência das lesões ou microscopia eletrônica
É essencial o diagnóstico rápido por cultura viral ou PCR para HSV. O local mais comum de recuperação é vesículas da pele. 
Nasofaringe, olhos, reto, sangue e líquor também devem ser testados. 
Em alguns neonatos com encefalite, o vírus só é encontrado no sistema nervoso central. O diagnóstico do HSV neonatal também pode ser feito por imunofluorescência de esfregaço das lesões, particularmente com o uso de anticorpos monoclonais, e microscopia eletrônica.
Se nenhum diagnóstico virológico estiver disponível, um exame com o teste de Tzanck das lesões pode revelar células gigantes multinucleadas características e inclusões intranucleares, porém esse procedimento é menos sensível do que a cultura e podem ocorrer falso-positivos.
	CITOMEGALOVÍRUS
O citomegalovírus pertence à família Herpesviridae e é considerado um dos principais patógenos da atualidade. Assim como os demais herpesvírus, o citomegalovírus estabelece infecção, podendo ocorrer episódios de reativação da infecção ao longo da vida do indivíduo
TRANSMISSÃO
O citomegalovírus pode ser detectado em secreções da orofaringe, no sêmen, na secreção vaginal, no leite materno, no sangue, na urina e nas lágrimas. A transmissão pode ocorrer de diversas maneiras, sendo as principais: sexual (evidências sugerem alta concentração vaginal de citomegalovírus durante a primoinfecção), contato próximo (transmissão por saliva e trato respiratório superior), hemotransfusão, exposição ocupacional e transmissão vertical.
INFECÇÃO CONGÊNITA
Para a grávida, as duas vias mais comuns de exposição ao CMV são o contato sexual (sêmen) e o contato com a saliva e a urina de crianças pequenas infectadas.
A infecção congênita pelo CMV é responsável por sequelas definitivas e morte na infância em maior número de casos que a síndrome de Down, síndrome alcoólica fetal e defeitos do tubo neural 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Muito embora adultos com a infecção primária pelo CMV tendam a ser assintomáticos (80%), indivíduos podem apresentar: 
· síndrome mononucleose-símile, com febre, calafrios, mialgias, cefaleia, leucocitose, linfocitose, função hepática anormal e linfadenopatia
Os achados clínicos da infecção congênita sintomática pelo CMV inclui 
· icterícia
· petéquias
· trombocitopenia
· hepatoesplenomegalia
· CIR
· miocardite 
· hidropisia fetal não imune (HFNI)
DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO MATERNA
O diagnóstico laboratorial na gravidez está indicado somente quando a gestante apresentar sintomatologia semelhante à da mononucleose, ou sinais ultrassonográficos sugestivos de infecção fetal por CMV.
O diagnóstico da infecção materna primária pelo CMV é feito pela soroconversão IgG ou pela elevação dos títulos de no mínimo 4 vezes. 
O IgM específico costuma ser positivo. 
DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO NO RECÉM NASCIDO
A infecção congênita pelo CMV pode ser diagnosticada se o recém-nascido apresentar o vírus na urina, na saliva ou em qualquer outro tecido até 2 a 3 semanas após o nascimento. 
Se os testes virológicos forem realizados depois desse período, não há como diferenciar a infecçãocongênita da adquirida após o parto. Como metade das grávidas apresenta anticorpos IgG específicos para o CMV, e eles atravessam a placenta, esse achado no recém-nascido reflete apenas imunidade passiva. O IgM positivo parece ser conclusivo.
Em geral, bebês com infecção por CMV adquirida após o parto não apresentam problemas, a não ser quando extremamente pré-termo ou de muito baixo peso.
	TOXOPLASMOSE
A toxoplasmose tem como agente etiológico o Toxoplasma gondii. Trata-se de um parasita intracelular obrigatório
Os hospedeiros intermediários são principalmente o porco, a ovelha e o ser humano; os hospedeiros definitivos são membros da família Felidae, e o exemplo típico é o gato doméstico.
TRANSMISSÃO:
A principal forma de contaminação dos seres humanos é pela ingestão oral, que pode ocorrer pelo consumo de alimentos, água, terra e lixo contendo oocistos provenientes de contaminação por fezes de felinos e/ou pelo consumo de carnes de hospedeiros intermediários que contenham bradizoítos.
TRANSMISSÃO CONGÊNITA
A infecção primária adquirida antes da gravidez não afeta o concepto, exceto em mulher imunodeprimida. 
A infecção primária ocorrida na gestação pode ser transmitida ao feto pela via transplacentária. 
A invasão da placenta pelos taquizoítos e a multiplicação dos parasitas nesse local é um cenário provável. 
A toxoplasmose congênita pode determinar abortamento e malformação fetal, com graves repercussões no recém-nascido, podendo levar ao óbito.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
→ Adultos:
· Assintomática na maioria das vezes
· linfadenopatia cervical
· febre
· mal estar
· hepatoesplenomegalia
· Pode resultar em aborto
→ RN:
A tríade clássica, composta por coriorretinite, hidrocefalia e calcificações intracerebrais (síndrome toxoplasmose), está presente em apenas 10% dos casos. 
Outros recém-nascidos:
· convulsões
· esplenomegalia
· febre
· anemia
· icterícia
· linfadenopatia
Dentre os recém-nascidos infectados sintomáticos, cerca de 10 a 15% morrem da doença; os sobreviventes sofrem de progressivo retardo mental ou de outras deficiências neurológicas. 
Se a transmissão ocorrer mais tarde na gravidez, especialmente após 20 semanas, ela é muito menos grave.
A maioria das crianças infectadas (70 a 85%) não apresenta sintomas ao nascimento – infecção subclínica ou assintomática – e será diagnosticada apenas por exames laboratoriais (sorologia IgM). 
Embora possam parecer saudáveis ao nascimento, 90% das crianças infectadas desenvolvem sequelas – coriorretinite, comprometimento visual ou auditivo, grave retardo no neurodesenvolvimento
DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO MATERNA
A sorologia IgG e IgM para toxoplasmose é obrigatória na primeira consulta pré-natal
A soroconversão para IgG e IgM preenche os requisitos para o diagnóstico. 
Mulheres soronegativas serão examinadas mensalmente, e não trimestralmente, por motivos explicitados mais adiante.
O principal problema é que, na primeira consulta pré-natal, 5% das grávidas exibem IgM positivo e, dessas, a minoria (< 5%) apresentará recém-nascido com infecção congênita. Baixos níveis de IgM podem permanecer por diversos anos. Exames pareados, com intervalo de 2 a 3 semanas, com aumento do título de IgG de pelo menos 4 vezes, indicam infecção aguda.
Assim, passa a ser fundamental identificar quais dessas mulheres com IgM positivo foram infectadas antes ou durante a gravidez.
O teste de avidez IgG é muito útil para esse propósito, e separa a infecção antiga da recente. A alta avidez (> 60%) no 1o trimestre sugere infecção há > 3 à 4 meses; portanto, antes da gravidez. Já a baixa avidez (< 30%) indica infecção recente (< 3 meses); e o resultado intermediário (30 a 60%) é inconclusivo. O valor preditivo positivo do teste de avidez é muito superior ao valor preditivo negativo, ou seja, a baixa avidez não assegura a infecção fetal e a alta avidez praticamente a afasta.
Por fim, se houver titulação IgG positiva e IgM negativa, a infecção é considerada antiga e o feto, protegido.
DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO FETAL
O diagnóstico da infecção fetal é feito atualmente pela PCR-LA. 
O teste só deve ser oferecido após 18 semanas da gestação e decorridas 4 semanas da infecção materna (soroconversão), para reduzir a taxa de resultados falso-negativos. 
Eventualmente, o diagnóstico pode ser feito por ultrassonografia, que mostra calcificações intracerebrais, ventriculomegalia, microcefalia, hepatoesplenomegalia e CIR acentuado.
DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO NO RN
É feito por meio da dosagem do IgM que não atravessa a placenta.
	SÍFILIS
O Treponema pallidum pode atingir o concepto em todas as fases da gestação e em qualquer estágio da doença materna. A sífilis congênita origina-se da transmissão de espiroquetas pela placenta que ocorre preferencialmente no segundo ou no terceiro trimestre da gravidez.
A sífilis primária é caracterizada pelo cancro duro indolor na genitália (lábios) e linfadenopatia, geralmente 3 semanas após o contato. O estágio secundário ocorre de 6 semanas a 6 meses após a lesão primária. A espiroquetemia determina exantema maculopapular envolvendo todo o corpo, especialmente mãos e pés. Sintomas não específicos como febre, perda de peso e mal-estar ocorrem em 50% dos pacientes. 
A fase secundária é seguida pela latente, caracterizada pela falta de lesões clínicas aparentes e teste sorológico positivo. A doença pode ser comunicável nos 4 anos iniciais da fase latente e geralmente não é transmissível após esse prazo, com exceção da infecção fetal transplacentária.
A fase terciária ou tardia é o estágio de destruição tecidual que aparece 10 a 25 anos após a fase inicial em quase 35% dos pacientes não tratados. As lesões granulomatosas (gomas) podem ocorrer em qualquer órgão, sendo muito mais dependentes da resposta local imune que da ação direta do organismo. As manifestações mais graves da sífilis terciária incluem aquelas que afetam o sistema cardiovascular (aorta) ou o SNC (tabes dorsalis, demência), e a morte
DIAGNÓSTICO
Existem dois tipos de testes:
· Testes não específicos, como o VDRL (venereal disease research laboratory)
· Testes específicos (treponêmicos), como o FTA-Abs (fluorescent treponemal antibody absorption) e o teste rápido.
O rastreamento é feito com o VDRL, mas a ocorrência de falso-positivos demanda a confirmação por FTA-Abs. Em geral, o VDRL torna-se positivo 1 a 3 semanas após o aparecimento do cancro duro. O VDRL quantitativo também é o teste de escolha de acompanhamento para os casos após o tratamento, uma vez que o FTA-Abs permanece positivo após a infecção sifilítica inicial.
SÍFILIS CONGÊNITA
A sorologia VDRL na primeira consulta pré-natal é a medida mais importante para identificar os fetos de risco para a sífilis congênita. O CDC (2015) recomenda, ainda, a repetição do teste no 3o trimestre (28 semanas).
A infecção transplacentária pode ocorrer durante quaisquer estágios da doença e idade da gravidez; o comprometimento fetal depende particularmente da treponemia materna. Assim, a taxa de transmissão em mulheres não tratadas será de 70 a 100% nas fases primária, secundária e latente inicial; e de 30% nas fases latente tardia e terciária.
A sífilis congênita em mulheres não tratadas é responsável por:
· Perda fetal/natimorto (25,6%)
· Neomorto (12,3%)
· Parto pré-termo/baixo peso (12,1%)
· Infante com sífilis congênita (15,5%)
· Prognóstico adverso global (66,5%).
Os achados ultrassonográficos são vistos em 31% das grávidas infectadas no exame pré-tratamento. 
Os achados de infecção fetal nesse exame representam uma resposta inflamatória robusta do feto ao treponema e se mostram presentes apenas após 20 semanas da gravidez. 
· Hepatomegalia (80%)
· Aumento da velocidade sistólica máxima na artéria cerebral média, sinal de anemia fetal (33%)
· Placentomegalia (27%)
· Polidrâmnio (12%)
· Ascite (10%) e hidropisia.
Os cerca de 50% dos recém-nascidos infectados apresentam sífilis congênita precoce quando os sintomas aparecem nos primeiros 2 anos de vida, ou sífilis congênita tardia quando os sintomas desenvolvem-se após os 2anos de idade.
A hepatoesplenomegalia e o exantema são as manifestações iniciais mais comuns da sífilis congênita precoce, que tende a manifestar-se ao nascimento ou dentro de 3 a 7 semanas do parto. As manifestações tardias resultam principalmente da infecção crônica dos ossos (nariz em sela, fronte olímpica), dos dentes e do SNC.
MANEJO CLÍNICO
Período neonatal
→ adequadamente tratada, independentemente do resultado do VDRL do recém-nascido, realizar: hemograma, radiografia de ossos longos, punção lombar (na impossibilidade de realizar este exame, tratar o caso como neurossífilis), e outros exames, quando clinicamente indicados.
→ Nos recém-nascidos de mães adequadamente tratadas: realizar o VDRL em amostra de sangue periférico do recém nascido; se este for reagente com titulação maior do que a materna, e/ou na presença de alterações clínicas, realizar hemograma, radiografia de ossos longos e análise do LCR:
· B 1 - se houver alterações clínicas e/ou radiológicas, e/ou hematológica sem alterações liquóricas, o tratamento deverá ser feito como em A1; 
· B 2 - se houver alteração liquórica, o tratamento deverá ser feito como em A2;
→ Nos recém-nascidos de mães adequadamente tratadas: realizar o VDRL em amostra de sangue periférico do recém nascido: 
· C.1 - se for assintomático e o VDRL não for reagente proceder apenas ao seguimento clínico-laboratorial. Na impossibilidade de garantir o seguimento 8 deve-se proceder o tratamento com penicilina G benzatina, IM, na dose única de 50.000 UI/Kg. 
· C.2 - se for assintomático e tiver o VDRL reagente, com título igual ou menor que o materno acompanhar clinicamente (ver Seguimento). Na impossibilidade do seguimento clínico, investigar e tratar como A1(sem alterações de LCR) ou A2 (se houver alterações no LCR). 
Período pós natal
Crianças com quadro clínico e sorológico sugestivos de sífilis congênita devem ser cuidadosamente investigadas, obedecendo-se à rotina acima referida. Confirmando-se o diagnóstico, proceder o tratamento conforme preconizado, observando-se o intervalo das aplicações que, para a penicilina G cristalina, deve ser de 4 em 4 horas, e para a penicilina G procaína, de 12 em 12 horas, mantendo-se os mesmos esquemas de doses recomendados.
	 Drogas na gavidez
O uso de substâncias de abuso no período gravídico puerperal está associado com prematuridade, aborto, crescimento intrauterino restrito (CIR), infecções perinatais, deficiências cognitivas, entre outros. Dentre as drogas lícitas são mais recorrentes o álcool e o tabaco.
Acerca dos malefícios fetais decorrentes do uso das drogas ilícitas no geral, temos que as principais consequências ao recém nascido são: icterícia, prematuridade, infecção neonatal, baixo peso ao nascer, desconforto respiratório e sífilis congênita. 
Febre, redução do sono, irritabilidade, excitação, sudorese, tremores, convulsões, vômitos, diarreia, hiperfagia, escoriações na pele, alteração no tempo de emissão e no timbre do choro estão associadas à síndrome de abstinência, que se inicia no segundo dia.
ÁLCOOL
Quando a gestante consome bebida alcoólica, o álcool atravessa a placenta, o que faz com que o feto esteja exposto às mesmas concentrações do sangue materno. Porém, a exposição do feto é maior, porque o metabolismo e eliminação do álcool são mais lentos, fazendo com que o líquido amniótico permaneça impregnado de álcool. Essa exposição ao álcool afeta o desenvolvimento do cérebro e do corpo do bebê. 
Consequências
Ingerir bebida alcoólica durante a gravidez coloca o bebê em risco de apresentar Transtorno do Espectro Fetal do Álcool (FASD). FASD é o termo usado para descrever os efeitos que podem ocorrer quando o bebê é exposto ao álcool no útero. 
Distúrbios mentais: 
• Dificuldade de coordenação motora 
• Hiperatividade 
• Déficit de atenção 
• Distúrbio de memória 
• Dificuldade de aprendizado 
• Atraso no desenvolvimento da linguagem 
• Deficiência intelectual 
• Deficiência na capacidade de julgamento e raciocínio Distúrbios físicos 
• Anomalias faciais 
• Microcefalia (cérebro e cabeça significativamente menores do que o esperado) • Problemas de visão e audição 
• Problemas cardíacos, renais e de ossos
TABACO
O tabagismo na gestação traz sérios prejuízos tanto para a gestante quanto para o desenvolvimento do bebê. Em adultos, o fumo passivo provoca graves doenças cardiovasculares e respiratórias, incluindo doença coronariana e câncer de pulmão. Nos bebês, pode causar morte súbita e baixo peso no nascimento. Já em gestantes, pode provocar o descolamento de placenta e hemorragias uterinas.
MACONHA
Se a mãe usa maconha diariamente, a criança podem apresentar: 
Idade 0 - 3 anos: 
• Dificuldade em se acalmar 
• Sobressaltos exagerados 
• Problemas de sono
 Idade 3 - 6 anos: 
• Memória fraca 
• Mais impulsivo 
• Menos atencioso 
• Déficit de memória 
Idade 6 - 10 anos: 
• Mais hiperativo e impulsivo 
• Maior dificuldade de aprendizagem 
• Sintomas de depressão e ansiedade 
• Mais dificuldade em tomar decisões 
• Menos atencioso 
Idade 14 - 18 anos: 
• Baixo desempenho escolar 
• Problemas de conduta 
• Pode experimentar e/ou usar maconha mais cedo
• Mais hiperativo, impulsivo e menor atenção
COCAÍNA E CRACK
TRIAGEM NEONATAL
A Triagem Neonatal Biológica (TNB) é um conjunto de ações preventivas, responsável por identificar precocemente indivíduos com doenças metabólicas, genéticas, enzimáticas e endocrinológicas, para que estes possam ser tratados em tempo oportuno, evitando as sequelas e até mesmo a morte. Além disso, propõe o gerenciamento dos casos positivos através de monitoramento e acompanhamento da criança durante o processo de tratamento. 
Um dos princípios da Pediatria é a prevenção: 
· Prevenção primária ➞ faz intervenção e orientações a nível pré-concepcional. 
· Prevenção secundária ➞ já houve a concepção então faz orientações de saúde com o pré-natal.
· Prevenção terciária ➞ o indivíduo já nasceu, só que fazemos um acompanhamento para evitar danos e agravos. 
Todos os RN devem realizar a triagem neonatal ➞ a coleta ideal deve ser realizada entre o 2º e 5º dia de vida, independente da história de prematuridade, alimentação, uso de medicamentos, internação hospitalar, doenças aparente ou transfusão. 
Teste do pezinho: 
· Deve ser feito entre 48h de vida e o quinto dia de vida, sendo que a amostra é proveniente do calcanhar do RN. 
· São triadas ➞ deficiência de biotinidade, fenilcetonúria, fibrose cística, hemoglobinopatias, como anemia falciforme, hiperplasia adrenal congênita e hipotireoidismo congênito. 
· A maior parte são distúrbios metabólicos, que são os chamados “Erros inatos do Metabolismo” ➞ a maioria desses erros inatos do metabolismo geralmente tem influência genética, sendo a maioria dessas doenças uma herança autossômica recessiva (HAR) ➞ a detecção de um caso deve ligar o alerta para a família para que haja um aconselhamento genético. 
Teste do coraçãozinho: 
· É um exame simples, rápido, indolor e capaz de detectar precocemente a hipoxemia que caracteriza as cardiopatias congênitas graves, ou seja, aquelas com risco de vida imediato e necessidade de intervenção cirúrgica precoce. 
· Deve ser realizado antes da alta em todos os recém-nascidos, idealmente entre 24 e 48 horas de vida horas de vida. 
· É utilizado um oxímetro de pulso para realizar a medida da saturação de oxigênio pré-ductal (membro superior direito) e pós-ductal (um dos membros inferiores). 
· Se houver SpO2 < 95% ou entre saturação em membro superior e inferior ≥ 3% deve-se indicar a realização de ecocardiograma e suspender a alta hospitalar.
Teste do olhinho: 
· Exame simples, rápido e indolor, que detecta problemas oculares congênitos que podem comprometer a visão do bebe como catarata congênita, glaucoma congênito e retinoblastoma. 
· Deve ser realizado em todos os recém-nascidos antes da alta da maternidade e repetido regularmente nas consultas pediátricas, pelo menos duas a três vezes por ano, nos três primeiros anos de vida. 
· As principais causas de patologia ocular são toxoplasmose,catarata, retinopatia da prematuridade, alterações no SNC, etc. 
· O teste do reflexo vermelho é um teste realizado ainda na maternidade, no 2° ou 3° dia de vida do bebê ➞ consiste na produção de um estímulo sonoro e na captação do seu retorno por meio de uma delicada sonda introduzida na orelhinha do recém-nascido. Para o teste, usam-se emissões otoacústicas evocadas durante o sono natural do bebê, identificando-se uma possível deficiência auditiva. 
· Se identificada alguma alteração, o bebê deve ser encaminhado para uma avaliação com fonoaudiólogo e otorrinolaringologista.
Teste da orelhinha: 
· exames de emissões otoacústicas e/ou potencial evocado auditivo de tronco encefálico. É rápido, seguro e indolor e o ideal é que seja realizado a partir de 24h de vida do RN e antes da alta hospitalar. 
NOTIFICAÇÃO
A unidade técnica responsável pela vigilância de anomalias congênitas foi estabelecida no Ministério da Saúde a partir de 2019 e está sediada na Coordenação-Geral de Informações e Análises Epidemiológicas (CGIAE) do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis (DAENT) da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA). Tal unidade técnica visa estruturar e implantar a vigilância nacional de anomalias congênitas.
A notificação de nascidos vivos com anomalias congênitas é feita no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), que está sob gestão da CGIAE/DAENT/SVSA/MS, e representa um dos principais instrumentos utilizados pela unidade técnica para a vigilância desses agravos. De maneira complementar, informações sobre mortalidade associadas às anomalias congênitas podem ser obtidas por meio do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).
A suspeita precoce, a notificação adequada e o registro oportuno de casos suspeitos de infecções congênitas são fundamentais para desencadear o processo de investigação, bem como subsidiar as ações de atenção integral à saúde da gestante e da criança. Todos os casos suspeitos ou confirmados de Sífilis, Toxoplasmose e Zika devem ser notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Os casos e óbitos suspeitos de infecção congênita por STORCH+Z, conforme os critérios da Nota Técnica no 16 de 2021 deverão ser notificados no formulário eletrônico do Registro de Eventos de Saúde Pública (RESP)

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