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PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E APOIO AO 
ALEITAMENTO MATERNO NO PRÉ-NATAL 1 de 60MÓDULO 1
Apresentação 
Olá! Seja bem-vindo(a) ao curso Amamentação e Alimentação Saudável na Primeira Infância
do UNICEF.
Este conteúdo direciona-se a profissionais da área da saúde, educação e assistência social que 
trabalham no atendimento à primeira infância em todo o Brasil, principalmente nos municípios 
do Selo UNICEF, no Semiárido e na Amazônia Legal Brasileira. O curso tem como finalidade a 
capacitação para a promoção do aleitamento materno e da alimentação complementar saudável.
O Selo UNICEF, que é uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), foi 
criado para apoiar os municípios do Semiárido e da Amazônia Legal Brasileira para a promoção 
e a garantia dos direitos de crianças e adolescentes. Ao aderir a ele, o município assume o 
compromisso de manter a agenda de suas políticas públicas pela infância e adolescência como 
prioridade. Para isso, são monitorados tanto os indicadores sociais quanto a implementação de 
ações que ajudem esses territórios a cumprirem a Convenção sobre os Direitos da Criança, que, 
no Brasil, é refletida no Estatuto da Criança e do Adolescente. 
Sabendo da importância de estudar o tema, o UNICEF lançou este curso. O material foi dividido 
em quatro módulos, e, ao final de cada módulo, você realizará uma avaliação de aprendizagem 
para, no final, obter o certificado de conclusão do curso. 
No Módulo 1, você descobrirá a importância e as vantagens da amamentação para a criança, para a 
mulher, para a família e para a sociedade. 
No Módulo 2, você estudará sobre a amamentação no puerpério e as dificuldades no aleitamento 
materno, bem como sobre a proteção legal dessa fase tão importante na vida da mãe e do bebê. 
No Módulo 3, você entenderá os pilares da alimentação na primeira infância.
Serão apresentados os Dez Passos para uma Alimentação Adequada 
e Saudável, a classificação dos alimentos e os grupos 
alimentares. 
No Módulo 4, o último, você aprenderá sobre a promoção 
contínua do aleitamento materno, passando por assuntos 
como o retorno da mãe
ao trabalho, o manejo do leite materno e a
alimentação escolar.
Todos os módulos trazem, de forma 
transversal, como os serviços de saúde, 
assistência social e educação infantil podem 
atuar na promoção da amamentação e da 
alimentação saudável na primeira infância.
Esperamos que aproveite este conteúdo ao 
máximo para que juntos possamos fortalecer os 
direitos das crianças. Bons estudos!
PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E APOIO AO 
ALEITAMENTO MATERNO NO PRÉ-NATAL 3 de 60MÓDULO 1MÓDULO 1
PROMOÇÃO, PROTEÇÃO 
E APOIO AO ALEITAMENTO 
MATERNO NO PRÉ-NATAL
PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E APOIO AO 
ALEITAMENTO MATERNO NO PRÉ-NATAL 4 de 60MÓDULO 1
Aula 1 – A importância e as vantagens
da amamentação para a criança
A amamentação é a melhor forma de se fornecer o alimento ideal para o crescimento e desenvolvimento saudáveis 
da criança pequena, pois o leite materno contém todos os nutrientes de que ela precisa. Ele é totalmente adaptado às 
necessidades da criança. 
Em condições favoráveis, a alimentação baseada exclusivamente no leite materno é capaz de suprir todas as demandas 
nutricionais do bebê nos seus primeiros 6 meses de vida, permanecendo como uma importante fonte de nutrientes até o 
seu segundo ano de vida.
1. O MAIS COMPLETO NUTRIENTE PARA O BEBÊ
A composição do leite materno é incomparável à de qualquer outro tipo de leite, por apresentar fatores de proteção e de 
defesa contra infecções. Isso acontece porque ele é rico em anticorpos e outras substâncias que protegem a criança nos 
dois primeiros anos de vida, período decisivo para o seu crescimento e desenvolvimento. Além disso, ele é melhor digerido 
pelo bebê, quando comparado, por exemplo, aos leites de vaca e cabra, entre outros. 
PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E APOIO AO 
ALEITAMENTO MATERNO NO PRÉ-NATAL 5 de 60MÓDULO 1
2. BENEFÍCIOS DA 
AMAMENTAÇÃO
Entre as vantagens da amamentação, estão:
 Diminuição de problemas ortodônticos e 
fonoaudiológicos associados ao uso de chupetas e 
mamadeiras. 
O esforço que a criança faz para retirar o leite do peito é 
um exercício importante para a boca e para os músculos 
do rosto, repercutindo positivamente na respiração, na 
mastigação, na deglutição, na articulação da fala e no 
alinhamento dos dentes. 
Redução do risco de alguns problemas de saúde e 
doenças, como: 
Infecções respiratórias;
Infecções de ouvido;
Alergias;
Asma;
Hipertensão;
Colesterol alto;
Obesidade;
Diabetes;
Câncer na infância;
Doenças cardiovasculares;
Aterosclerose;
Desnutrição.
Benefícios psicológicos e emocionais
É por meio dos estímulos (sensoriais, auditivos, visuais e 
táteis) provocados pela amamentação que se estabelece 
uma relação profunda entre a mulher e ao bebê. 
Ademais, também é fato comprovado que as crianças 
amamentadas têm um desempenho de inteligência 
melhor que as não amamentadas. 
PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E APOIO AO 
ALEITAMENTO MATERNO NO PRÉ-NATAL 6 de 60MÓDULO 1
 SAIBA MAIS
Por todas essas vantagens, estudos mostram que uma melhora nas práticas de 
amamentação poderia prevenir, a cada ano, 823 mil mortes de crianças menores de 5 anos 
em todo o mundo. (VICTORA et al., 2016)
3. INTERRUPÇÃO PREMATURA DA AMAMENTAÇÃO 
Evidências científicas comprovam que a interrupção prematura da amamentação é perigosa, pois muitos dos alimentos 
utilizados a partir do desmame são inadequados para a alimentação do bebê.
Paralelamente, a chance de que a criança sofra de diarreia aumenta significativamente, pois parte dos produtos que passam 
a ser oferecidos e dos substitutos ao leite materno podem expô-la, pela primeira vez, a micro-organismos aos quais ela não 
está habituada. 
PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E APOIO AO 
ALEITAMENTO MATERNO NO PRÉ-NATAL 7 de 60MÓDULO 1
Aula 2 – A importância e as vantagens da amamentação
1. PARA A MULHER
As vantagens da amamentação para a mulher são diversas. Entre elas, podemos citar:
Ajuda a aumentar o espaçamento entre gestações;
Previne hemorragias no pós-parto;
Protege a mulher do diabetes tipo 2 e dos cânceres de mama, de ovário e de endométrio;
Ajuda a mulher a perder peso;
Contribui para o fortalecimento do vínculo entre a mãe e a criança.
PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E APOIO AO 
ALEITAMENTO MATERNO NO PRÉ-NATAL 8 de 60MÓDULO 1
2. PARA A CRIANÇA
Existem também benefícios à criança, que são:
O leite materno exclusivo é capaz de suprir todas as necessidades nutricionais nos primeiros seis meses e continua 
sendo uma importante fonte de nutrientes no segundo ano de vida
Apresenta fatores de proteção e de defesa contra infecções
Crianças amamentadas possuem maiores chances de atingir o seu potencial máximo de desenvolvimento cognitivo, 
emocional e afetivo;
Geração de adultos com maior capacidade laboral, plena aptidão física e mental para a profissão que ocupa que 
contribuem para o desenvolvimento do país. 
3. PARA A FAMÍLIA E A SOCIEDADE
O fato de as crianças amamentadas adoecerem menos gera:
Menores impactos financeiros sobre o sistema de saúde. 
Economia e praticidade. As famílias economizam, deixando de gastar com leite em pó, mamadeiras, bicos, chupetas, 
medicamentos e hospitalização. Além disso, o leite materno já está pronto e vem na quantidade certa para o bebê, não 
precisando ser preparado.
Manutenção no mercado de trabalho. Os filhos adoecem com menor frequência e, por isso, as mães não precisam ficar 
entrando com pedidos constantes de afastamento do trabalho.
4. REDE DE APOIO À AMAMENTAÇÃO
Denominamos de “rede de apoio” o conjunto de pessoas, grupos e entidades que apoiam a mulher durante a amamentação, 
seja dando carinho, dividindo as tarefas domésticas ou oferecendo apoio físico e/ou psicológico. Esse suporte deve começar 
no próprio domicílio. Por isso, todos que residem com a mãe devem ser mobilizados e conhecer a importância desse período 
para a sua vida e a vida do bebê. 
Aula 3 – Aleitamento materno no contexto da Covid-19
A pandemia do coronavírus trouxe muitasincertezas para todas as pessoas. E, para as mães que estavam amamentando, 
não foi diferente. Entretanto, até o momento, não há evidências científicas de transmissão vertical (da mãe para o bebê) do 
vírus no período da gestação nem no período neonatal, pela amamentação. 
PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E APOIO AO 
ALEITAMENTO MATERNO NO PRÉ-NATAL 9 de 60MÓDULO 1
Dessa forma, conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), mulheres com Covid-19 podem continuar 
oferecendo seu leite aos bebês se assim o desejarem. 
No Brasil, lactantes foram incluídas no grupo prioritário da campanha de vacinação contra a Covid-19. A amamentação deve 
continuar após a vacinação e independentemente desta. Até agora, existem evidências de que anticorpos contra a Covid-19 
podem passar da mãe para o bebê pelo leite materno, protegendo também as crianças nos seus primeiros meses de vida. 
Mais uma vantagem do aleitamento materno em tempos de Covid-19.
1. RECOMENDAÇÃO
É importante que, ao amamentarem, as mães com suspeita ou quadro confirmado de Covid-19 continuem com as medidas 
de prevenção e controle de transmissão, tais como: 
Lavar as mãos com frequência, especialmente antes e depois de tocar o bebê;
Usar máscara sempre que estiver próxima de outras pessoas, principalmente enquanto segura e amamenta o bebê;
Limpar bem as superfícies e os objetos próximos do bebê;
Se não estiver se sentindo bem, fazer a ordenha, com as mãos e todos os objetos muito limpos, para outra pessoa 
ofertar o leite materno no copinho.
 SAIBA MAIS
Mais informações sobre a amamentação e a Covid-19:
 Amamentação e a Covid-19 (PAHO WHO Brazil)
 Aleitamento materno e a doença causada pelo novo coronavírus (Covid-19) - Opas
 Covid-19: quais são as orientações para a amamentação em tempos de pandemia? - UnBTV
 Amamentar com segurança durante a pandemia de Covid-19
PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E APOIO AO 
ALEITAMENTO MATERNO NO PRÉ-NATAL 10 de 60MÓDULO 1
Aula 4 – Assistência social e aleitamento materno
A rede de apoio não se limita apenas ao suporte de familiares e amigos. É preciso também que o estado oferte uma 
proteção social básica. Saiba onde encontrar apoio. 
1. CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CRAS)
 O Cras atua garantindo às pessoas e/ou famílias em situação de vulnerabilidade acesso aos seus direitos sociais. Nas 
unidades, é possível a participação em rodas de conversa sobre a importância da amamentação, do afeto na comunicação 
com bebês e dos primeiros mil dias na vida da criança, entre outras temáticas. 
A expectativa é de que as mães sejam prontamente assistidas por agentes comunitários de saúde e assistentes sociais 
do Cras de referência do seu domicílio. Entretanto, caso o município não disponha de uma busca ativa por pessoas 
em situação de vulnerabilidade, pode ser que estas não procurem pelos serviços e programas disponíveis por não 
conhecerem os seus direitos.
 SAIBA MAIS
Cras de Jundiaí (SP) promove o aleitamento materno durante a Semana do Bebê.
PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E APOIO AO 
ALEITAMENTO MATERNO NO PRÉ-NATAL 11 de 60MÓDULO 1
2. PROGRAMA CRIANÇA FELIZ 
O Programa Criança Feliz, do Ministério da Cidadania, surge como uma importante ferramenta para que famílias com 
crianças pequenas ofereçam a elas os meios necessários para a promoção de seu desenvolvimento integral, trabalhando o 
fortalecimento de vínculos familiares e o exercício da parentalidade e prevenindo situações de exclusão e riscos sociais. O 
público do programa é composto por gestantes; crianças de 0 a 36 meses; e crianças de 0 a 72 meses com deficiência. 
Objetivos do programa 
Algumas das metas do Programa Criança Feliz são:
Promover o desenvolvimento humano a partir do apoio ao desenvolvimento integral da criança na primeira infância;
Apoiar a gestante e a família na preparação para o nascimento e nos cuidados perinatais;
Integrar as políticas públicas e as ações de primeira infância (Portaria MDS nº 956, de 22 de março de 2018). 
Eixos
Os dois principais eixos de atuação do programa são as visitas domiciliares e a integração das políticas de atenção à 
primeira infância no território. Entre seus objetivos, estão fornecer à gestante ou ao casal: 
Orientações nutricionais: preferir alimentos como frutas e legumes e evitar alimentos ultraprocessados (esse 
conceito será apresentado no próximo módulo);
Advertências quanto ao uso de substâncias químicas: evitar bebidas alcoólicas e cigarro;
Suporte para a amamentação: compreender a importância do momento para o estabelecimento do vínculo entre a 
mãe e a criança (que inclui as sensações de segurança e amparo), por meio da troca de olhares;
Apoio para a mudança de rotina após a chegada do bebê: a puérpera precisa de muito apoio do companheiro e 
dos outros moradores da casa para amamentar e cuidar do filho. Lembrar que o sucesso da amamentação, tão 
importante para a saúde do bebê, depende do suporte e apoio ofertados à mãe.
Visitas domiciliares
As visitas domiciliares podem abordar os seguintes assuntos: 
Acompanhamento do pré-natal na UBS; 
Transformações emocionais; 
Alimentação adequada e acessível; 
Informações sobre os direitos das gestantes; 
Importância do aleitamento materno;
Entre outros.
PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E APOIO AO 
ALEITAMENTO MATERNO NO PRÉ-NATAL 12 de 60MÓDULO 1
Além de promover os direitos da gestante e da criança e o desenvolvimento infantil, o visitador do Programa Criança Feliz 
contribui também para o fortalecimento de competências familiares. Para crianças de 0 a 36 meses, o programa estabelece 
quatro visitas domiciliares por mês.
 SAIBA MAIS
As competências familiares são conhecimentos, saberes e habilidades somados 
à afetividade e a atitudes e práticas das famílias que facilitam e promovem a 
sobrevivência, o desenvolvimento, a proteção e a participação das crianças de até 
6 anos. (OPAS e UNICEF, 2017)
Já para as gestantes, o Programa Criança Feliz prevê a realização de visitas domiciliares mensais, com o objetivo principal de 
promover o fortalecimento do vínculo família-bebê e o exercício da parentalidade desde a gestação.
 SAIBA MAIS
Parentalidade é o conjunto de modos de ser e de viver as relações e os laços entre 
um adulto e uma criança, independente da estrutura familiar onde ela se encontra 
inserida, com o objetivo de assegurar cuidado e o desenvolvimento da criança. 
(Sousa e Fontella, 2016)
Integração das políticas de atenção à primeira infância
A intersetorialidade faz com que diferentes áreas, como a assistência social, a educação e a saúde alcancem mais pessoas, 
de forma mais efetiva, por meio da utilização de dados de maneira integrada e da realização de ações em conjunto. 
3. SEMANA DO BEBÊ – UNICEF
A semana do bebê é uma estratégia do UNICEF para assegurar a atenção adequada à criança na primeira infância e tornar 
seus direitos à sobrevivência e ao desenvolvimento prioridades absolutas. 
É uma estratégia de cunho intersetorial, que une os setores da saúde, da educação e da assistência social, além da 
sociedade em si, em prol da primeira infância e do fortalecimento das competências dos familiares, dos gestores e dos 
profissionais do município. 
PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E APOIO AO 
ALEITAMENTO MATERNO NO PRÉ-NATAL 13 de 60MÓDULO 1
 SAIBA MAIS
Semana do Bebê UNICEF. Clique aqui.
O momento da amamentação pode ser desafiador, e, portanto, é necessário que a mulher tenha uma rede de apoio e 
pessoas que a incentivem. Nesse sentido, é importante que todos os serviços tenham o objetivo comum de assegurar 
que a família tenha informações adequadas e possa exercer seus direitos e fazer melhores escolhas. Portanto, seja 
você um profissional de saúde, da assistência social ou da educação, sua participação na promoção do aleitamento 
materno é fundamental. 
 CAMPANHAS
Na primeira semana de agosto, denominado Agosto Dourado, as entidades 
espalhadas pelo país realizam eventos de incentivo às mães para a manutenção 
do aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade da criança.
PROMOÇÃO,PROTEÇÃO E APOIO AO 
ALEITAMENTO MATERNO NO PRÉ-NATAL 14 de 60MÓDULO 1
Aula 5 – O leite materno
O leite materno é caracterizado conforme suas características bioquímicas, adequadas a cada período da vida da criança. 
1. DO QUE É FEITO O LEITE MATERNO? 
Composição do leite materno
Colostro
Líquido de coloração amarelada, produzido nos 
primeiros dias após o parto (dura, em média, de 48 a 
72 horas). Apresenta alta concentração de proteínas 
e é rico em anticorpos que fornecem proteção ao 
recém-nascido.
Leite de transição
Líquido produzido durante a apojadura ou descida do 
leite. É liberado entre o 7° e o 15° dia após o parto. 
O seu volume e a sua composição variam no decorrer 
dos dias.
Leite maduro
Sucedendo o leite de transição, apresenta-se como 
um líquido branco e opaco. O leite maduro tem 88% 
de água, além de proteínas, carboidratos, lipídios, 
minerais e vitaminas.
2. ESPECIFICAÇÕES 
Em uma mesma mamada, o leite que sai primeiro pode parecer “ralo”, de cor mais transparente. Essa parte é rica em água e 
anticorpos e atua na hidratação do bebê e na sua proteção contra infecções.
Depois de a criança mamar por algum tempo, o líquido pode ficar mais esbranquiçado ou amarelado, pois passa a conter 
mais gorduras, deixando uma sensação maior de saciedade. 
Por isso é que é importante deixar a criança mamar bastante em uma mama antes de oferecer a outra. Assim ela se 
beneficia de todas as qualidades do leite materno.
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR
E SAUDÁVEL NA PRIMEIRA INFÂNCIA 15 de 60MÓDULO 3
 ESPALHE ESTA INFORMAÇÃO
Todo o leite materno é adequado para o crescimento e desenvolvimento das 
crianças. Ele nunca é fraco e, de modo geral, toda mulher tem condições 
biológicas para amamentar!
2.1 LEITE PRÉTERMO
O leite produzido pelas mães de crianças que nascem prematuramente é chamado de leite pré-termo. Ele se difere do leite 
de mães de crianças de termo por apresentar maior teor de proteínas, lipídeos e calorias, atendendo à maior necessidade de 
crescimento do recém-nascido. Também possui menor teor de lactose, o que facilita a digestão.
Aula 6 – A amamentação após o nascimento
Neste momento, você já compreendeu que o leite materno é o melhor alimento para o bebê. No entanto, existem alguns 
casos bem específicos em que a mãe é orientada a não amamentar. São eles: 
Mães infectadas pelo vírus HIV; 
Mães infectadas pelo HTLV 1 ou o HTLV 2; 
Mães que façam uso de medicamentos incompatíveis com a amamentação, como antineoplásicos e radiofármacos; 
Mães de crianças portadoras de galactosemia (doença rara em que não se pode ingerir leite humano ou qualquer outro 
que contenha lactose).
 SAIBA MAIS
Guia pré-natal do parceiro (Ministério da Saúde). Clique aqui para acessar.
Esse guia é um instrumento que busca reforçar a importância do envolvimento 
consciente e ativo de homens, adolescentes, jovens adultos e idosos na gestação. 
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR
E SAUDÁVEL NA PRIMEIRA INFÂNCIA 16 de 60MÓDULO 3
1. AMAMENTAÇÃO E/OU CONTATO PELE A PELE NA SALA DE PARTO
Quando um bebê nasce, ele é colocado no peito da mãe já na sala de parto. Esse é o procedimento recomendado quando 
ambos estão em condições físicas e emocionais adequadas. O contato pele a pele precoce e prolongado é indicado no 
período pós-parto imediato e deve durar até a primeira mamada ou pelo tempo que a mãe desejar (WHO, 2017).
Durante o contato, a criança não deve ser forçada a mamar. Estudos demonstram que esse momento cria um ambiente 
ótimo para a adaptação do recém-nascido à vida fora do útero, auxiliando no estabelecimento da sucção precoce, 
estimulando a produção de hormônios responsáveis pela produção e ejeção do leite e reduzindo o tamanho do útero e o 
sangramento. 
Outros benefícios do contato pele a pele precoce são: 
(Podemos incluir uma imagem legal do contato do bebê em contato com a pele da mãe de um lado e essas informações 
abaixo do outro) 
Promoção do vínculo entre a mãe e o recém-nascido; 
Proteção do bebê contra o frio; 
Estabilização da frequência respiratória e do nível de glicemia da criança;
Tranquilização do recém-nascido: ele chora menos e o estresse provocado pelo trabalho de parto é atenuado;
Reconhecimento e exploração do corpo materno pelo bebê.
©UNICEF/BRZ/FredericoBorba
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR 
E SAUDÁVEL NA PRIMEIRA INFÂNCIA 17 de 60MÓDULO 3MÓDULO 2
AMAMENTAÇÃO 
NO PUERPÉRIO
AMAMENTAÇÃO NO PUERPÉRIO 18 de 60MÓDULO 2
Aula 1 – Introdução à amamentação no puerpério
1. A PRIMEIRA MAMADA 
O bebê demonstra sinais de que está com fome antes de chorar. Ele aumenta os movimentos dos olhos e da boca, fechando-
os e abrindo-os, estica a língua, vira a cabeça para procurar a mama, faz sons suaves e chupa ou morde as mãos e os 
dedos. Nesse momento, é importante que o profissional faça a avaliação de uma mamada do bebê do início ao fim, sempre 
trabalhando a confiança da mãe.
2. DOR AO AMAMENTAR 
A dor pode significar que a posição e/ou a pega do bebê não estão corretas, o que, na maioria das vezes, consiste na causa 
para as fissuras no mamilo. Portanto, não se deve:
Segurar o bebê pelas costas com um braço (de modo que a barriga fique virada para cima);
Apertar o bico do peito para colocá-lo na boca do bebê;
Permitir que o bebê torça o pescoço ao ser colocado no peito, abocanhando a aréola.
AMAMENTAÇÃO NO PUERPÉRIO 19 de 60MÓDULO 2
3. COMO POSICIONAR O BEBÊ 
É possível amamentar em várias posições. Por isso, a primeira coisa que deve ser feita para o tratamento da fi ssura é 
posicionar o bebê corretamente no peito, sempre se lembrando de que é ele que vai até a mama, e não a mama que vai até 
ele! As seguintes dicas podem ajudar:
O rosto deve ser posicionado de frente
para a mama, ficando o nariz na altura
do mamilo;
O corpo do bebê deve ficar próximo ao
da mãe;
O bebê deve ficar bem apoiado;
A cabeça e o corpo do bebê devem estar
alinhados.
4. COMO AJUDAR O BEBÊ A PEGAR A MAMA
 Tocar o lábio do bebê com o mamilo;
 Esperar que abra bem a boca;
 Levá-lo rapidamente até a mama, posicionando o lábio inferior embaixo do mamilo. Os dedos da mãe devem estar 
posicionados em forma de “C” para facilitar a pega (não é recomendado que os dedos estejam em forma de tesoura, pois 
podem servir de obstáculo entre a boca da criança e a aréola).
4.1. QUATRO INDÍCIOS DE UMA BOA PEGA
 Mais aréola visível acima da boca do bebê;
 Boca bem aberta;
 Queixo tocando a mama;
 Lábio inferior virado para fora.
AMAMENTAÇÃO NO PUERPÉRIO 20 de 60MÓDULO 2
 SAIBA MAIS
A sucção deve ser lenta e profunda, com pausas, e as bochechas devem estar 
cheias. O bebê solta a mama quando termina.
A sucção em livre demanda pela criança é elemento básico para a manutenção da amamentação, pois quanto mais o bebê 
suga, maior é a produção de leite. Além do posicionamento correto da criança, outras dicas para o tratamento da fissura de 
mamilos são:
Praticar a amamentação em livre demanda: colocar o bebê no peito aos primeiros sinais de fome, para que ele não sugue 
com tanta força;
Evitar passar sabão ou outros produtos na região da aréola e do mamilo para não retirar a oleosidade natural da pele; 
Fazer ordenha manual se a mama estiver cheia, para que a região mamilo areolar fique flexível e o bebê faça uma boa pega;
Começar a amamentação pela mama menos dolorida;
Usar diferentes posições para amamentar para diminuir a pressão na área machucada.
5. PONTOS IMPORTANTES SOBRE A AMAMENTAÇÃO
Não existe leite fraco; toda mulher produz leite de qualidade, que contém todos os nutrientes essenciais para o 
crescimento e desenvolvimento da criança;
Durante a mamada, é importante esvaziar uma mama até o final antes de oferecer a outra,
Recomenda-se que a mãe inicie a mamada pela mama oferecida por último — caso tenha ofertado as duas — ou pela 
mama que não tenha sido utilizada na mamada anterior;
O bebê deve mamar sob livre demanda, isto é, na hora que ele quiser e pelo tempo que desejar;
A sucção em livre demanda é elemento básico para a manutenção da amamentação, poisquanto mais frequentemente o 
bebê suga a mama, maior será a produção de leite;
Durante os primeiros 6 meses, não se deve oferecer água, chás e outros leites, pois eles podem levar ao desmame 
precoce e até ao aumento da morbimortalidade infantil. Mesmo nos lugares mais quentes, o leite materno tem a 
quantidade certa de água de que o bebê precisa;
AMAMENTAÇÃO NO PUERPÉRIO 21 de 60MÓDULO 2
A mamadeira é fonte de contaminação e pode levar ao desmame precoce, pois a maneira de sugar o peito e a de sugar a 
mamadeira são diferentes;
Após os 6 meses, quando a criança começar a beber outros líquidos, o copo é a melhor opção a ser utilizada. 
Aula 2 – Dificuldades para amamentar
Após o nascimento do bebê, a mulher pode ter dificuldades para amamentar. Nas consultas de pré-natal, os familiares são 
informados de que, nesses casos, os profissionais de saúde são capazes de ajudá-las. 
Todos os profissionais que realizam visitas domiciliares ou assistem a mãe e a família são fundamentais para a identificação 
do problema, o acolhimento em tempo oportuno e o referenciamento, se necessário, para evitar a interrupção do 
aleitamento materno.
O acolhimento também envolve a orientação de que a chegada da nova criança altera a rotina da família, podendo gerar 
sentimentos como insegurança, tristeza e cansaço. Algumas mulheres, por exemplo, podem passar pelo baby-blues pós-
parto, também chamado de tristeza materna – uma condição comum e passageira –, ou até mesmo ter depressão materna, 
uma condição importante, que requer cuidados médicos e apoio psicológico. 
1. AS 5 PRINCIPAIS DIFICULDADES NA AMAMENTAÇÃO
1.1. DOR AO AMAMENTAR
É normal sentir sensibilidade nos mamilos alguns dias após o parto, mas a amamentação não deve ser dolorosa. Por isso 
é importante observar e se orientar sobre a pega e a posição adequadas. É importante iniciar a amamentação pela mama 
sem dor ou menos dolorida e variar as posições da mamada para aliviar o desconforto. Se a dor persistir, é indicado procurar 
suporte de um profissional de saúde. 
Caso o bebê tenha dificuldades para soltar a mama, a dica é introduzir, com cuidado, o dedo mínimo no canto da sua boca 
para que ele largue o mamilo sem machucá-lo. 
1.2. MAMILO INVERTIDO OU PLANO 
Essa condição não impossibilita a amamentação, mas pode exigir uma maior atenção dos profissionais de saúde. Nesse caso, 
é recomendado aconselhar as mães a encontrarem posições que facilitem a pega e sejam confortáveis para ela e o bebê. 
Além disso, não se deve, ainda no pré-natal, aconselhar a mulher a fazer exercícios para os mamilos ou utilizar seringas para 
esticá-los, pois essas manobras não são efetivas e podem provocar ferimentos. 
1.3. MAMILOS MACHUCADOS
A mãe deve evitar o uso de sabão ou qualquer outra substância – como cremes, óleos e chás – nos mamilos para tentar 
aliviar a dor. Caso estejam machucados, o ideal é enxaguá-los com água limpa pelo menos uma vez ao dia, a fim de evitar 
infecções, e procurar os serviços de saúde para orientação. Se a dor for intolerável, pode-se suspender temporariamente a 
oferta de uma das mamas e retirar o leite do peito manualmente.
AMAMENTAÇÃO NO PUERPÉRIO 22 de 60MÓDULO 2
1.4. INGURGITAMENTO MAMÁRIO OU LEITE EMPEDRADO
Acontece quando a mama produz uma grande quantidade de leite e não é esvaziada completamente. Em situações mais 
graves, as mamas podem ficar doloridas, inchadas e com a pele avermelhada, provocando febre e mal-estar. Nesses casos, o 
profissional de saúde recomenda: 
Deixar o bebê mamar sempre que ele quiser para que ele extraia o máximo de leite;
Fazer massagens com movimentos circulares nas mamas e retirar um pouco de leite antes das mamadas para facilitar a pega;
Tentar resolver a situação, de todas as formas possíveis, sem interromper a amamentação da criança. 
1.5. MASTITE
É uma inflamação na mama, que pode gerar uma infecção. O local pode ficar inchado, avermelhado, e provocar febre 
e dores no corpo. Geralmente acontece quando o leite fica muito tempo parado no peito e/ou quando há rachaduras 
no mamilo. Nesta e nas demais dificuldades, é importante que a mãe procure imediatamente o serviço de saúde para 
tratamento, lembrando-se de que a amamentação não precisa ser interrompida.
Aula 3 – Proteção legal da amamentação
A garantia dos direitos das mulheres é imprescindível para a manutenção do aleitamento materno. Conheça algumas 
iniciativas de proteção ao aleitamento materno, relacionadas a seguir.
1. GRUPO DE MÃES QUE APOIAM A AMAMENTAÇÃO
O grupo é normalmente composto por um agente comunitário e mães que sentem a necessidade trocar informações e 
experiências em comum. 
Ele é muito importante dentro das comunidades, pois permitem que mães ajudem outras mães. A alimentação e os cuidados com 
o bebê são vistos como atividades normais, o que confere às mulheres mais autoconfiança e lhes proporciona novas amizades.
2. NBCAL (LEI Nº 11.265/2006)
A Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas 
e Mamadeiras (NBCAL), do Ministério da Saúde, regula a promoção comercial e a rotulagem de alimentos e produtos 
destinados a recém-nascidos e crianças de até 3 anos de idade, como leites, papinhas, chupetas e mamadeiras.
O objetivo da NBCAL é proteger e incentivar o aleitamento materno e a nutrição adequada dos lactentes e das crianças na 
primeira infância. É importante frisar que a norma deve ser cumprida. Caso contrário, pode-se realizar denúncias por meio 
do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) ou da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 
AMAMENTAÇÃO NO PUERPÉRIO 23 de 60MÓDULO 2
O normativo preconiza o uso apropriado dos produtos, de modo que não interfiram no aleitamento materno. São eles: 
Fórmulas infantis para lactentes e fórmulas infantis de seguimento para lactentes; 
Fórmulas infantis de seguimento para crianças de primeira infância; 
Leites fluídos, leites em pó, leites modificados e similares de origem vegetal; 
Alimentos de transição e alimentos à base de cereais indicados para lactentes e ou crianças de primeira infância, bem 
como outros alimentos ou bebidas, à base de leite ou não, comercializados como apropriados para a alimentação de 
lactentes e de crianças de primeira infância; 
Fórmulas de nutrientes apresentadas e/ou indicadas pra recém-nascidos de alto risco;
Mamadeiras, bicos e chupetas.
Confira os materiais de apoio:
Cartilha sobre o escopo da NBCAL: www.ibfan.org.br/parceiros/pdf/2.pdf 
Idec: https://idec.org.br/defesa-da-amamentacao/denuncie-e-saiba-mais 
NBCAL: https://www.youtube.com/watch?v=SuPNryJyxUQ 
3. BANCO DE LEITE 
Os bancos de leite possuem a missão de promover, proteger e apoiar o aleitamento materno, além de fazer a coleta, o 
processamento e a distribuição do leite humano. É possível contatar o banco de leite para doação caso haja leite em 
excesso. O leite recebido de doação passa por um processo de pasteurização e controle de qualidade e é destinado à 
alimentação de bebês que estão internados na UTI neonatal, principalmente os prematuros de alto risco.
AMAMENTAÇÃO NO PUERPÉRIO 24 de 60MÓDULO 2
 SAIBA MAIS
Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. Clique aqui para acessar.
4. LICENÇA-MATERNIDADE E PATERNIDADE 
De acordo com a Constituição Federal de 1988, todas as mulheres trabalhadoras registradas pela Consolidação das Leis 
Trabalhistas (CLT) possuem direito a licença-maternidade de 120 dias, sem prejuízo de salário ou emprego, não podendo ser 
demitidas nos primeiros 5 meses após o parto, a não ser por justa causa. As trabalhadoras que não se enquadram no regime 
CLT, por sua vez, têm direito ao salário maternidade, que deve ser solicitado à Previdência Social.
A lei também garante ao pai cinco dias de licença. No retorno ao trabalho, a mulher tem o direito a dois períodos de 30 
minutos de pausa para amamentação até a criança completar 6 meses.
5. MARCO LEGAL DA PRIMEIRA INFÂNCIA
A Lei nº 13.257/2016, o Marco Legal da Primeira Infância,foi sancionada com o intuito de estabelecer princípios e diretrizes 
para a formulação e a implementação de políticas públicas voltadas para a primeira infância. Seu intuito é ofertar atenção à 
especificidade e à relevância dos primeiros anos de vida no desenvolvimento infantil e do ser humano, em geral.
AMAMENTAÇÃO NO PUERPÉRIO 25 de 60MÓDULO 2
6. PROGRAMA EMPRESA CIDADÃ
A Lei nº 11.770/2008 criou o Programa Empresa Cidadã, que, em sua origem, contemplava a possibilidade de 
acréscimo de 2 meses à licença-maternidade. No marco legal, a licença paternidade também foi ampliada em 15 dias, 
além dos 5 já assegurados. 
7. ART. 37 DO MARCO LEGAL DA PRIMEIRA INFÂNCIA
O art. 37 do marco legal confere aos pais o direito a dois dias para acompanhar consultas médicas e demais exames 
complementares durante o período de gravidez e a um dia por ano para acompanhar filhos de até 6 anos em consultas médicas. 
8. PROTEÇÃO E APOIO
As licenças materna e paterna são fundamentais para proteger e apoiar a amamentação, dando aos bebês uma maior chance 
de sobreviverem. A licença-maternidade é um direito conquistado, que deve ser exercido da melhor maneira possível. 
Entretanto, o Brasil ainda precisa avançar em sua legislação para facilitar o aleitamento exclusivo durante os 6 primeiros 
meses do bebê. A volta ao trabalho após 120 dias de licença-maternidade pode tornar a amamentação exclusiva muito 
desafiadora para a mãe e o bebê.
A proteção à maternidade contribui para o alcance de três objetivos do desenvolvimento sustentável, adotados pelos 
países-membros das Nações Unidas, que são: 
ODS 2: Garantir o acesso de todas as pessoas a alimentos seguros, nutritivos e suficientes, e acabar com todas as formas 
de má nutrição; 
ODS 3: Reduzir a mortalidade infantil; 
ODS 5: Promover a igualdade de gênero e a autonomia das mulheres.
 IMPORTANTE
As licenças materna e paterna são fundamentais para proteger e apoiar a amamentação, dando 
aos bebês mais chances de sobreviver. 
A licença-maternidade é um direito conquistado e deve ser exercido da melhor maneira possível. 
AMAMENTAÇÃO NO PUERPÉRIO 26 de 60MÓDULO 2
9. SITUAÇÃO DE MAIOR VULNERABILIDADE 
Algumas mulheres estão inseridas no mercado informal e, portanto, possuem menos segurança em relação ao trabalho e 
à renda, o que pode afetar a amamentação. Sendo assim, elas necessitam ajuda e apoio de todos os profissionais que as 
acompanham para enfrentar o desafio de dividir a maternidade e o trabalho logo no início da vida da criança.
Por essas mulheres serem mais suscetíveis a desmamar a criança precocemente, a amamentação deve ser assumida 
como responsabilidade compartilhada por toda a sociedade, suscitando, entre outras ações, uma melhor divisão 
do trabalho doméstico e do cuidado com a criança e a demanda por políticas públicas para proteger o direito das 
mulheres, crianças e famílias.
A luta pelos direitos das mulheres e dos trabalhadores é imprescindível para a manutenção do aleitamento materno.
©UNICEF/BRZ/InêzBrandão
AMAMENTAÇÃO NO PUERPÉRIO 27 de 60MÓDULO 2MÓDULO 3
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR E 
SAUDÁVEL NA PRIMEIRA INFÂNCIA
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR
E SAUDÁVEL NA PRIMEIRA INFÂNCIA 28 de 60MÓDULO 3
Aula 1 – Introdução à alimentação saudável
A partir do sexto mês do bebê, ele já está pronto para iniciar a alimentação complementar. O envolvimento de toda a 
família é crucial para que a criança seja alimentada da melhor forma possível.
O hábito alimentar é formado nos primeiros anos de vida. Dessa forma, os alimentos oferecidos nessa fase vão influenciar 
o desenvolvimento futuro do paladar da criança, o seu gosto e a sua relação com a alimentação. Criança que consome 
alimentos mais saudáveis nos primeiros anos de vida terá maior possibilidade de realizar escolhas alimentares mais 
conscientes e saudáveis na vida adulta.
Conheça os dez passos do UNICEF para a promoção de alimentação e hábitos saudáveis. 
1. PRIORIZAR A AMAMENTAÇÃO EXCLUSIVA
Ofereça apenas leite materno nos primeiros 6 meses, pois ele tem tudo de que o bebê precisa para o seu crescimento e 
desenvolvimento saudáveis, não sendo necessários chás, sucos ou água, mesmo em locais muito quentes. 
2. NÃO OFERECER AÇÚCAR DURANTE OS PRIMEIROS 2 ANOS 
Não ofereça açúcar, nem um pouquinho! O bebê que experimenta açúcar nos primeiros 2 anos pode ter maior preferência 
por doces e desenvolver hábitos alimentares não saudáveis por toda a vida. 
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR
E SAUDÁVEL NA PRIMEIRA INFÂNCIA 29 de 60MÓDULO 3
3. REALIZAR UMA BOA INTRODUÇÃO ALIMENTAR 
A partir dos 6 meses de vida, o bebê está apto a experimentar novos alimentos. Nessa fase, além do leite materno, 
a alimentação deve ser composta por: arroz, feij ões, raízes, verduras, legumes, carnes, ovos e frutas. Com relação à 
hidratação, o bebê deve tomar água fervida e fi ltrada.
É importante iniciar a introdução dos alimentos de forma lenta e gradual, a fi m de se complementarem as necessidades 
nutricionais do bebê, que está em crescimento e desenvolvimento. Contudo, é importante manter o aleitamento materno 
até os 2 anos ou mais.
4. OFERECER COMIDA DE VERDADE
Criança com fome come comida de verdade. Nesse sentido, não substitua almoço e jantar por mingaus, biscoitos, bolos, 
sucos, refrigerantes, doces, iogurtes ou alimentos em mamadeiras. A recusa de novos sabores e texturas é comum, portanto 
ofereça novamente mais tarde.
5. ESTIMULAR O BEBÊ A MASTIGAR
Estimule o bebê a mastigar para ajudar na formação dos seus dentes e no desenvolvimento da sua fala. Amasse os 
alimentos, mas não os bata no liquidifi cador ou passe na peneira.
6. OFERECER ALIMENTOS SAUDÁVEIS
Ofereça à criança comida de panela feita com alimentos de verdade, como grãos, carnes, raízes, arroz, frutas e verduras.
7. OFERECER VERDURAS, LEGUMES E FRUTAS
Cores variadas tornam a alimentação mais divertida e saudável. É até os 2 anos que a criança adquire o gosto por alimentos 
saudáveis, o qual pode durar pela vida toda. 
O que vai diferenciar a comida do 
bebê em introdução alimentar da 
comida dos outros membros da 
família é a textura e a consistência.
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR
E SAUDÁVEL NA PRIMEIRA INFÂNCIA 30 de 60MÓDULO 3
8. ANTES DOS 2 ANOS, NADA DE DOCES, BISCOITOS, SALGADINHOS, 
CAFÉ, REFRIGERANTES OU GELATINA
Para o bebê ter hábitos saudáveis, a alimentação da família precisa ser saudável. Evite também televisão e celular na hora 
das refeições!
9. LAVE BEM AS MÃOS, OS ALIMENTOS E OS UTENSÍLIOS
Assim, você evita doenças, como a diarreia. A mamadeira e a chupeta podem ser objetos propícios para a proliferação de 
germes. É melhor beber água e líquidos no copo, o que, inclusive, ajuda no desenvolvimento do bebê.
10. BEBÊ ATIVO É BEBÊ SAUDÁVEL E FELIZ
Estimule o seu bebê a fazer atividades ao ar livre. É importante saber: bebê acima do peso não significa bebê saudável. 
 SAIBA MAIS
Você também pode baixar esse arquivo no seu celular e levar para onde quiser.
OS 12 PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL 
O Ministério da Saúde disponibiliza o Guia Alimentar, para menores de 2 anos, e apresenta os 12 passos para uma 
alimentação saudável. Conheça a seguir: 
1. Amamentar até os 2 anos ou mais, oferecendo somente o leite materno até os 6 meses;
2. Oferecer alimentos in natura ou minimamente processados, além do leite materno, a partir dos 6 meses;
3. Oferecer água própria para consumo à criança, em vez de sucos, refrigerantes e outras bebidas açucaradas;
4. Oferecer alimentos amassados quando a criança começar o processo de desmame;
5. Não oferecer açúcar nem preparações ou produtos que contenham açúcar à criança de até 2 anos de idade;
6. Não oferecer alimentos ultraprocessados à criança;
7. Cozinhar a mesma comida para a criança e para a família;
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR
E SAUDÁVEL NA PRIMEIRA INFÂNCIA 31 de 60MÓDULO 3
8. Zelar para que a alimentação da criança consista em um momento de experiências positivas, aprendizado e 
afeto junto da família;
9. Prestar atenção aos sinais de fome e saciedadeda criança e conversar com ela durante a refeição;
10. Cuidar da higiene em todas as etapas da alimentação da criança e da família;
11. Oferecer à criança alimentação adequada e saudável também fora de casa;
12. Proteger a criança da publicidade de alimentos.
Como podemos perceber, esses passos são muito semelhantes aos apresentados pelo UNICEF. O passo 11 fala sobre a 
importância de se ofertarem alimentos saudáveis também fora de casa, como na casa de familiares, em restaurante, em 
creches e em escolas. Já o passo 12 fala sobre a publicidade de alimentos direcionados ao público infantil. É um dever de 
todos proteger as crianças contra a publicidade abusiva de alimentos.
 SAIBA MAIS
Para mais informações, consultar o Guia Alimentar para Crianças Menores de 2 anos.
Aula 3 – Classificação dos alimentos
A alimentação da criança a partir do sexto mês deve ser variada, equilibrada e saborosa, respeitando as tradições e a cultura 
da família. Para isso, é preciso conhecer os alimentos:
1. CONHECENDO A CLASSIFICAÇÃO DOS ALIMENTOS
Os alimentos são classificados em:
IN NATURA E MINIMAMENTE PROCESSADOS
Os alimentos in natura, obtidos diretamente de plantas e animais, não sofrem alterações após deixarem a natureza. Alguns 
exemplos são: legumes, frutas, verduras, raízes e tubérculos.
Já os minimamente processados passam por uma leve transformação que, contudo, não envolve a adição de novas 
substâncias. Algumas alterações sofridas por eles são: limpeza, remoção de partes indesejáveis, fermentação e refrigeração. 
Alguns exemplos são: arroz, feijão, frutas secas, sucos de frutas sem adição de açúcar ou outras substâncias, castanhas sem 
sal ou açúcar, leite e ovos.
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR
E SAUDÁVEL NA PRIMEIRA INFÂNCIA 32 de 60MÓDULO 3
 IMPORTANTE
Esses alimentos são saudáveis e possuem nutrientes importantes para a manutenção da 
saúde, do crescimento e do desenvolvimento. Devem ser a base da alimentação da família 
e das crianças, ou seja, a maior parte dos alimentos consumidos devem ser desse grupo.
ALIMENTOS PROCESSADOS 
São alimentos in natura que sofrem a adição de sal, açúcar ou outra substância de uso culinário, no intuito de se tornarem 
mais duráveis e agradáveis ao paladar. Exemplos: legumes em conserva, frutas em calda, frutas cristalizadas, extrato de 
tomate, carne seca, sardinha e atum enlatados, queijos e pão de sal.
 IMPORTANTE
Os alimentos processados, se consumidos em excesso, podem fazer mal à saúde. 
Por isso, podem ser ingeridos por adultos em quantidades pequenas, mas somente 
alguns podem fazer parte da alimentação das crianças menores de 2 anos, como 
queijos e pães feitos com farinha de trigo, levedura, água e sal.
ULTRAPROCESSADOS 
Esses produtos são formulados industrialmente e fabricados a partir de substâncias extraídas de alimentos in natura ou 
sintetizadas em laboratório, como corantes, aromatizantes e realçadores de sabor. Eles costumam vir embalados e contêm 
vários nomes diferentes na sua lista de ingredientes. São exemplos: biscoitos, sorvetes, misturas para bolo, barras de cereal, 
macarrão e temperos instantâneos, molhos prontos, salgadinhos de pacote, refrescos e refrigerantes, iogurtes, congelados 
(como pizzas, hambúrgueres, nuggets, salsichas), pães de forma, entre outros.
O alto consumo desses alimentos pode levar a problemas de saúde, tais quais obesidade, hipertensão, diabetes e cárie 
dentária. Além disso, eles podem criar dependência e levar as crianças a terem menos interesse pelos alimentos saudáveis 
(in natura ou minimamente processados).
Por isso, eles devem ser evitados por todos os membros da família e, em especial, pelas crianças, pois não fazem parte de 
uma nutrição adequada, e em geral, possuem quantidades excessivas de calorias, sal, açúcar, gorduras e aditivos e poucas 
vitaminas e minerais.
 SAIBA MAIS
Consulte o guia alimentar para a população brasileira. 
Clique aqui.
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR
E SAUDÁVEL NA PRIMEIRA INFÂNCIA 33 de 60MÓDULO 3
ALIMENTOS SAUDÁVEIS 
Os alimentos in natura ou minimamente processados são a base para uma alimentação variada e equilibrada para todos. 
Uma refeição saudável é colorida, contém todos os grupos de alimentos in natura ou minimamente processados e é livre de 
temperos fortes ou industrializados. 
EXEMPLO DE TIPOS DE ALIMENTOS
In natura – abacaxi, milho, peixe
Processado – Abacaxi em calda, milho em conserva e peixe em conserva
Ultraprocessado – Suco de abacaxi em pó, salgadinho de milho no pacote, empanado de peixe. 
COMUNS, MAS NADA SAUDÁVEIS
Alguns alimentos ultraprocessados são entendidos como comuns na alimentação das crianças, porém não são saudáveis e 
devem ser evitados. Exemplo:
Alimentos com muito açúcar:
Achocolatados em pó;
Cereais matinais açucarados; 
Bebidas açucaradas e gaseificadas 
(refrigerantes, refrescos em pó, gelatinas 
em pó com sabor);
Chocolates, balas e chicletes;
Iogurtes com sabor e do tipo petit suisse; 
Leite fermentado; 
Biscoitos recheados; 
Bolachas salgadas; 
Sorvete industrializado; 
Bisnaguinha;
Entre outros. 
©UNICEF/BRZ/FredericoBorba
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR
E SAUDÁVEL NA PRIMEIRA INFÂNCIA 34 de 60MÓDULO 3
Aula 4 – Entendendo melhor os grupos
de alimentos para a introdução alimentar
Cada refeição do bebê deve ser composta por diferentes grupos de alimentos. E é fundamental ter atenção quanto ao seu 
modo de preparo e à sua consistência na fase da introdução alimentar. Vamos conhecer mais sobre esses grupos.
Todos os grupos de alimentos podem ser oferecidos à criança desde o início da introdução alimentar
GRUPO 1: FEIJÕES E LEGUMINOSAS
Composto por todos os tipos de feijão e também pela ervilha, pelo grão de bico, pela soja e pela lentilha. Esses alimentos 
são importantes fontes de ferro, além de outros nutrientes. Para que o ferro seja mais bem aproveitado, é importante 
oferecer na refeição da criança, fontes de vitamina C, como abacaxi, acerola, caju, goiaba, laranja, limão e tangerina 
(também conhecida como bergamota ou mexerica). Portanto, pingar um pouco de limão na comida da criança ou incentivá-
la a comer um pedaço de fruta durante a refeição ajuda a prevenir anemia.
GRUPO 2: CEREAIS
Esse grupo é formado por todos os tipos de arroz, aveia, milho, trigo e farinha. 
GRUPO 3: RAÍZES E TUBÉRCULOS
Composto pelos vários tipos de batata, cará, inhame e mandioca.
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR
E SAUDÁVEL NA PRIMEIRA INFÂNCIA 35 de 60MÓDULO 3
GRUPO 4: LEGUMES E VERDURAS
São alimentos que contêm diversas vitaminas e minerais. Os vegetais de cor alaranjada e as folhas de cor verde-escura são 
ricos em vitamina A. As folhas possuem, ainda, ferro, um mineral essencial que previne a anemia. Os legumes e verduras são 
também ricos em fibras, que evitam a constipação intestinal e outras doenças.
Dá para perceber o quanto é fundamental que toda a família os consuma para que a criança tenha o exemplo e adquira o 
mesmo hábito. 
Exemplos: Legumes: abóbora (ou jerimum), abobrinha, berinjela, beterraba e cenoura. 
Verduras: acelga, agrião, alface, almeirão, brócolis e couve.
GRUPO 5: FRUTAS 
Todas as frutas podem ser oferecidas às crianças e são fonte de uma variedade de vitaminas e minerais. São exemplos: 
Abacate, abacaxi, abiu, açaí, acerola, banana, cajá, caqui, carambola, cupuaçu, figo, goiaba, jabuticaba, jaca, laranja, 
tangerina e maçã.
É preferível oferecer as frutas às crianças, em vez de sucos. As frutas possuem mais fibras e mais nutrientes em geral, 
quando comparadas aos sucos, que são diluídos em água e geralmente coados. Além disso, a eles muitas vezes se adiciona 
açúcar, o que facilita o desenvolvimento de cárie e o ganho excessivo de peso. 
 LEMBRE-SE
Sucos não são recomendados para crianças menores de um ano, mesmo aqueles 
feitos somente com fruta. Após essa idade, um pouco de suco natural, sem adição de 
açúcar, pode ser oferecido como parte de uma refeição.
GRUPO 6: CARNES E OVOS 
Inclui as carnes de vaca, porco, cordeiro, aves, pescados, frutos do mar e demais animais, bem como osovos de galinha e de 
outras aves. Os miúdos, como fígado, tripa e moela, estão igualmente inseridos neste grupo.
 IMPORTANTE
Hambúrguer, nuggets de frango, salsicha, salame, linguiça e peixes empanados 
prontos para consumo são alimentos ultraprocessados, e, por isso, possuem muito 
sal e aditivos, NÃO devendo ser oferecidos às crianças pequenas.
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR
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GRUPO 7: LEITE E SEUS DERIVADOS 
Fazem parte deste grupo o leite em si (pasteurizado ou em pó) e seus derivados, como iogurte (sem adição de açúcar ou 
outras substâncias), coalhadas e queijos. Os alimentos ultraprocessados que possuem leite em sua composição não devem 
ser oferecidos, uma vez que quase sempre contêm açúcar e outros aditivos químicos, a exemplo de iogurtes adoçados com 
sabor e coloridos, iogurtes com mel e tipo petit suisse, leites aromatizados, achocolatado de caixinha, bebidas lácteas 
adoçadas. 
Lembre-se de que o leite materno deve ser a principal fonte de leite para crianças menores de dois anos.
GRUPO 8: CASTANHAS E NOZES 
Como são duros, não são seguros para serem oferecidos inteiros a crianças pequenas, devido ao risco de sufocamento. 
Contudo, se forem triturados, podem ser utilizados como ingredientes de preparações culinárias sem oferecer perigo às 
crianças. Alguns exemplos desse grupo são: castanhas, nozes, amendoim, amêndoa, pistache e outras oleaginosas sem sal 
ou açúcar. 
GRUPO 9: ÁGUA 
É um alimento essencial à vida. A água deve ser própria para o consumo, não apresentando cheiro, gosto ou cor. A 
necessidade desse elemento é ainda maior em lugares quentes. Assim, é importante estar atento e, sempre que possível, 
deixá-la disponível para a criança. Ao introduzir novos alimentos, água também deve ser disponibilizada, principalmente 
entre as refeições, mesmo que a criança não peça ou não demonstre sede. 
 ATENÇÃO
Chá, café e erva-mate contêm cafeína e não devem ser oferecidos a crianças 
pequenas, pois provocam agitação e irritabilidade.
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR
E SAUDÁVEL NA PRIMEIRA INFÂNCIA 37 de 60MÓDULO 3
Aula 5 – Alimentação complementar saudável
Na introdução alimentar, é de responsabilidade dos pais ou cuidadores determinar o que, onde e como a criança vai comer, 
sendo muito importante a disponibilização de alimentos saudáveis e variados.
 IMPORTANTE
O hábito alimentar é formado nos primeiros anos de vida e, portanto, o que é 
oferecido vai influenciar o desenvolvimento do paladar, o gosto e a relação da criança 
com a alimentação.
Durante o processo de introdução de alimentos, é importante que toda a família tenha uma alimentação saudável, uma vez 
que suas refeições servirão de exemplo para as crianças. Aquelas que consomem alimentos mais nutritivos nos primeiros 
anos de vida terão maior possibilidade de realizarem escolhas alimentares mais conscientes na vida adulta. 
1. ALIMENTAÇÃO DO BEBÊ
Estudos têm mostrado que os hábitos alimentares de uma criança se consolidam nos primeiros mil dias de sua vida. Isso 
influencia seu crescimento e desenvolvimento, prevenindo doenças crônicas e doenças não transmissíveis. 
E os benefícios não se limitam a evitar doenças. Crianças bem alimentadas tornam-se adultos mais produtivos e com 
melhores oportunidades de emprego. Para consolidar um bom comportamento alimentar, conheça uma referência de plano 
para bebês. 
1.1. DICAS IMPORTANTES PARA CRIANÇAS A PARTIR DOS 6 MESES
O feijão é um alimento muito consumido pelos brasileiros e todos os tipos podem ser ofertados ao bebê a partir dos 6 
meses. Desde o início, deve-se oferecer os grãos e o caldo, sendo que dos 6 aos 7 meses o feijão deve ser amassado com 
garfo e, a partir do oitavo mês, já pode ser ingerido inteiro.
Não se deve oferecer alimentos liquidificados ou passados na peneira, para que a criança aprenda a mastigar e possa 
experimentar novas consistências, sabores e cores. Além disso, os procedimentos de processamento podem aumentar a 
chance de contaminação e perda de nutrientes. Os alimentos, portanto, devem ser oferecidos separadamente e apenas 
amassados com o garfo. 
A água deve ser disponibilizada às crianças a partir dos 6 meses, ou seja, no mesmo momento em que se inicia a 
introdução alimentar. Ela deve ser oferecida em um copo, principalmente nos intervalos entre as refeições. 
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR
E SAUDÁVEL NA PRIMEIRA INFÂNCIA 38 de 60MÓDULO 3
1.2. QUANTIDADE DE ALIMENTO
Cada criança possui suas particularidades, por isso algumas vão aceitar volumes maiores e outras volumes menores por 
refeição. Em princípio, essa quantidade vai aumentando à medida que ela vai crescendo e se desenvolvendo. Vale lembrar, 
no entanto, que a criança não pode ser forçada a comer quando não estiver com fome. 
Por isso é importante saber identificar os sinais de fome e saciedade. Adotar intervalos regulares entre as refeições não 
significa estabelecer horários rígidos, pois no dia a dia pode acontecer de a criança demorar um pouco mais para ter apetite 
outra vez. 
1.2.1. Quantidade ideal de alimento 
A melhor forma de saber se a quantidade de leite materno e de alimentos está sendo suficiente é avaliando o peso e a 
altura da criança em relação à curva de crescimento. Isso deve ser acompanhado por profissionais de saúde e registrados na 
caderneta da criança. 
MODELO  ESQUEMA ALIMENTAR PARA CRIANÇAS MENORES DE 2 ANOS
Aos 6 meses de idade
O
 leite m
aterno pode ser oferecido sem
pre que a criança quiser
Café da manhã: leite materno
Lanche da manhã: fruta e leite materno
Almoço (é recomendado que o prato tenha):
1 alimento do grupo de cereais ou raízes e tubérculos
1 alimento do grupo dos feijões
1 ou mais alimentos do grupo dos legumes e das verduras
1 alimento do grupo das carnes e dos ovos
Lanche da tarde: fruta e leite materno
Antes de dormir: leite materno
Textura: os alimentos devem ser bem amassados com um garfo ou raspados na textura de um purê. 
As carnes devem ser bem cozidas e oferecidas em pedaços pequenos (picados ou desfiados)
Quantidade: cada criança é única e pode comer quantidades diferentes. É importante que a 
quantidade vá aumentando com o seu crescimento
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR
E SAUDÁVEL NA PRIMEIRA INFÂNCIA 39 de 60MÓDULO 3
Entre 7 e 8 meses idade
O
 leite m
aterno pode ser oferecido sem
pre que a criança quiser
Café da manhã: leite materno
Lanche da manhã: fruta e leite materno
Almoço e jantar: é recomendado que o prato tenha:
1 alimento do grupo de cereais ou raízes e tubérculos
1 alimento do grupo dos feijões
1 ou mais alimentos do grupo dos legumes e das verduras
1 alimento do grupo das carnes e dos ovos
Lanche da tarde: fruta e leite materno
Antes de dormir: leite materno
Textura: menos amassados do que antes ou bem picados, de acordo com a aceitação da criança.
Quantidade: cada criança é única e pode comer quantidades diferentes. É importante que a 
quantidade vá aumentando com o seu crescimento.
Entre 9 e 11 meses idade
O
 leite m
aterno pode ser oferecido
 sem
pre que a criança quiser
Café da manhã: leite materno
Lanche da manhã e da tarde: fruta e leite materno
Almoço e jantar: é recomendado que o prato tenha:
1 alimento do grupo de cereais ou raízes e tubérculos
1 alimento do grupo dos feijões
1 ou mais alimentos do grupo dos legumes e das verduras
1 alimento do grupo das carnes e dos ovos
Junto com a refeição, pode ser oferecido um pedaço pequeno de fruta. Quantidade aproximada: 4 a 5 
colheres de sopa no total. Essa quantidade serve apenas para a família ter alguma referência e não deve 
ser seguida de forma rígida, uma vez que as características individuais da criança devem ser respeitadas.
Antes de dormir: leite materno | Ofereça água ao longo do dia
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR
E SAUDÁVEL NA PRIMEIRA INFÂNCIA 40 de 60MÓDULO 3
Entre 1 e 2 anos de idade
O
 leite m
aterno pode ser oferecido sem
pre que a criança quiser
Café da manhã: fruta e leite materno OU cereal (pães caseiros ou processados, aveia, cuscuz de milho)e leite materno OU raízes e tubérculos (aipim/macaxeira, batata-doce, inhame) e leite materno.
Lanche da manhã: fruta e leite materno
Almoço e jantar: é recomendado que o prato tenha:
1 alimento do grupo de cereais ou raízes e tubérculos
1 alimento do grupo dos feijões
1 ou mais alimentos do grupo dos legumes e das verduras
1 alimento do grupo das carnes e dos ovos
Lanche da tarde: leite materno e fruta OU leite materno e cereal (pães caseiros ou processados, aveia, 
cuscuz de milho) OU raízes e tubérculos (aipim/macaxeira, batata-doce, inhame).
Antes de dormir: leite materno
Textura: alimentos picados na mesma consistência dos alimentos da família. As carnes podem ser 
desfiadas. Ao completar 1 ano de idade, os alimentos podem ser oferecidos em pedaços maiores e na 
mesma consistência da comida família.
Quantidade: cada criança é única e pode comer quantidades diferentes. É importante que a 
quantidade vá aumentando com o seu crescimento.
1.3. MOMENTO DA ALIMENTAÇÃO 
É interessante que os alimentos sejam oferecidos nos horários de refeição da família, em intervalos regulares, e que esse 
seja um momento tranquilo, sem agitação, barulho ou televisão para não dificultar a aceitação da criança. O momento da 
refeição com os pais e outros membros da família incentiva a criança a querer consumir os mesmos alimentos.
Também é importante ter paciência com a criança no início, pois cada criança é única e, por isso, para algumas pode levar 
um pouco mais de tempo para aprender a mastigar e engolir. 
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR
E SAUDÁVEL NA PRIMEIRA INFÂNCIA 41 de 60MÓDULO 3
 IMPORTANTE
Caso a criança rejeite a comida, os pais ou cuidadores não devem substituí-la por 
guloseimas como biscoitos, bolos e alimentos de que a criança goste mais.
Aula 6 – A alimentação complementar
em contexto de maior vulnerabilidade
Em contextos de maior vulnerabilidade, é comum a ocorrência de insegurança alimentar e nutricional decorrente da falta de 
disponibilidade e acesso aos alimentos adequados. 
A alimentação é essencial para o crescimento e desenvolvimento das crianças. Após os seus 6 meses de idade, elas precisam 
de alimentos saudáveis, oferecidos, na quantidade certa, em complementação ao leite materno. A segurança também 
envolve o uso de utensílios limpos para que se evitem contaminações e doenças.
1. DADOS BRASILEIROS 
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou um aumento da insegurança alimentar em 2017-2018: 36,7% 
dos domicílios, o que equivale a 25,3 milhões de domicílios, estavam com algum grau de insegurança alimentar, sendo 
que, desses, 4,6% (3,1 milhões) tinham insegurança alimentar grave, que ocorre quando os moradores passam por privação 
severa do consumo de alimentos, passando a fome a ser uma experiência recorrente. 
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada em 2013, 77,4% dos domicílios tinham 
segurança alimentar, número que caiu para 63,3% em 2017-2018. Além disso, a rede geral de esgotos está presente em 
menos da metade dos domicílios com insegurança alimentar moderada (47,8%) e grave (43,4%).
2. EFEITO CORONAVÍRUS 
A pandemia da covid-19 está associada ao aumento do desemprego e à diminuição da renda familiar, 
impactando diretamente a alimentação das pessoas. De acordo com um estudo realizado pelo UNICEF em 
maio de 2021, 55% dos brasileiros mudaram seus hábitos alimentares e 17% deixaram de comer porque não 
havia dinheiro para comprar comida. Os efeitos secundários da pandemia sobre a alimentação das crianças 
são muito preocupantes. Mais informações em: https://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/
quatro-em-cada-dez-familias-afirmam-que-escolas-ja-retomaram-atividades-presenciais
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR
E SAUDÁVEL NA PRIMEIRA INFÂNCIA 42 de 60MÓDULO 3
2.1. O QUE PODE SER FEITO? 
O agente comunitário de saúde ou o visitador domiciliar do Programa Criança Feliz podem encaminhar as pessoas em 
situação de vulnerabilidade ao Cras de referência, com objetivo garantir a sua proteção social no enfrentamento das 
suas dificuldades. 
Caso algum domicílio com crianças pequenas seja encontrado nessa situação por algum visitador domiciliar, ele poderá 
encaminhar a família a programas, serviços ou benefícios oferecidos no seu município de residência, como o Bolsa Família, 
o Programa Criança Feliz ou o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF). 
©UNICEF/BRZ/Gioacomo_Pirozzi
PROMOÇÃO CONTÍNUA DO ALEITAMENTO MATERNO 
E DA ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR SAUDÁVEL 43 de 60MÓDULO 4MÓDULO 4
PROMOÇÃO CONTÍNUA DO 
ALEITAMENTO MATERNO E DA 
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR 
SAUDÁVEL
PROMOÇÃO CONTÍNUA DO ALEITAMENTO MATERNO
E DA ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR SAUDÁVEL 44 de 60MÓDULO 4
Aula 1 – A volta da mãe ao trabalho
Após a licença-maternidade, as mamães precisam se preparar para o retorno ao trabalho. É um momento muitas vezes 
delicado, mas que, com o apoio de todos, poderá ser mais fácil.
É possível continuar amamentando durante a volta ao trabalho. O maior desafio é manter a amamentação exclusiva quando 
o retorno se dá antes de a criança completar 6 meses. E a recomendação é continuar amamentando pelo menos até os 2 
anos ou mais.
Em caso de oferecer leite ordenhado da mãe enquanto ela não estiver presente, não é indicado o uso de mamadeiras. O 
leite deve ser oferecido por meio de copo, para que o bebê não faça confusão entre os bicos e deixe de mamar no peito.
Antes da volta ao trabalho, a mãe e toda a família devem começar a se organizar para garantir a oferta exclusiva do leite 
materno (no caso de o bebê ter menos de 6 meses). Por exemplo, o leite pode ser retirado antes do retorno ao trabalho, 
fazendo-se um estoque de leite congelado. É importante, porém, começar o estoque 15 dias antes. 
A mãe pode amamentar no peito antes de ir para o trabalho e quando voltar para casa, e, caso possível, também em 
intervalos ao longo do dia. Lembre-se de que a mãe tem o direito a dois períodos de 30 minutos ou um período de uma 
hora de pausa em suas atividades laborais para amamentação. Deve-se avaliar o contexto da família para entender se 
essa é uma possibilidade. 
A mãe tem igualmente a possibilidade de esvaziar as mamas durante o horário de trabalho, seja para armazenar leite ou 
para ficar mais confortável. A retirada deve ser feita com as mãos. O uso de bombas manuais ou elétricas não é indicado, 
devido à possibilidade de contaminação e traumas nos seios.
Para isso, é importante verificar se existem condições necessárias, como: local adequado, preparação do frasco, preparação 
da mãe e armazenamento adequado do leite retirado.
 ARMAZENAMENTO 
O leite materno pode ser guardado por 12 horas na geladeira ou por 15 dias no 
freezer/congelador.
PROMOÇÃO CONTÍNUA DO ALEITAMENTO MATERNO
E DA ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR SAUDÁVEL 45 de 60MÓDULO 4
Aula 2 – Manejo do leite materno
Vamos conhecer mais sobre os procedimentos de preparação, retirada e armazenamento do leite. 
1. DICAS PARA OFERTAR O LEITE MATERNO SEM A PRESENÇA DA MÃE
Evitar o uso de mamadeiras: o leite deve ser oferecido por meio de copo, para que o bebê não faça confusão entre os 
bicos e deixe de mamar no peito;
Fazer um estoque de leite congelado: é preciso começar o estoque de leite quinze dias antes de voltar a trabalhar;
Amamentar em momentos oportunos: pode dar o leite à criança antes de ir para o trabalho e depois de voltar;
Sempre que possível, a mãe pode esvaziar as mamas durante o horário de trabalho, seja para seu armazenamento, seja 
para seu conforto – lembrando que o ambiente deve ter as condições necessárias para isso;
Armazenar o leite coletado por até 12 horas na geladeira. No caso do freezer ou do congelador, esse prazo se estende 
para 15 dias.
1.2. RETIRADA MANUAL DO LEITE MATERNO
Escolher um local limpo, tranquilo e longe de animais;
Prender os cabelos e utilizar um lenço limpo na cabeça;
PROMOÇÃO CONTÍNUA DO ALEITAMENTO MATERNO
E DA ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR SAUDÁVEL 46 de 60MÓDULO 4
Usar máscaraou lenço na boca e lembrar-se de, na medida do possível, evitar falar, espirrar ou tossir enquanto estiver 
retirando o leite; 
Lavar bem as mãos e antebraços e secá-los com uma toalha limpa;
Adotar uma posição confortável, mantendo os ombros relaxados e um pouco inclinados para a frente;
Massagear as mamas com a ponta dos dedos, fazendo movimentos circulares no sentido da aréola para o corpo;
Com os dedos da mão em forma de “C”, colocar o polegar acima da linha onde acaba a aréola e os dedos indicador e 
médio abaixo da aréola em oposição ao polegar, sustentando o seio com os outros dedos; 
Firmar os dedos e empurrar para trás em direção às costelas;
Apertar o polegar contra os outros dedos até sair o leite;
Desprezar os primeiros jatos ou gotas;
Mudar a posição dos dedos ao redor da aréola para esvaziar todas as áreas; 
Após terminar a coleta, fechar bem o frasco, anotando na tampa a data e hora em que foi realizada a primeira coleta, e 
guardar imediatamente no freezer/congelador ou na geladeira;
Se o frasco não ficou cheio é possível completá-lo em outras ordenhas, utilizando um outro recipiente de vidro, como 
um copo de beber água, lavado e fervido por 15 minutos; 
Colocar o leite recém-ordenhado por cima do que já estava congelado até faltarem dois dedos para encher o frasco (não 
encher totalmente o vidro porque ele pode quebrar com o congelamento);
O leite deve ser guardado no congelado ou no freezer por até 15 dias ou na prateleira da geladeira que fica mais 
próxima do congelador por até 12 horas.
1.3. PREPARANDO O FRASCO PARA GUARDAR O LEITE
Utilizar recipiente de vidro com tampa plástica lavado e esterilizado;
Esterilizar da seguinte maneira: após lavar e enxaguar bem, deve-se ferver o pote e a tampa em água por 15 minutos e 
colocar para secar de boca para baixo em um pano limpo ou papel toalha, deixando a água escorrer sem enxugar;
Utilizar vidros de outros produtos alimentícios apenas se estiverem bem limpos com água e sabão. Também é preciso 
retirar todo tipo de cola e papel;
Usar o frasco quando estiver seco. 
1.4. CUIDADOS NO DESCONGELAMENTO DO LEITE 
Aquecer água em uma panela; quando se iniciar a fervura, desligar o fogo – a temperatura da água deve estar em torno 
de 40oC, ou seja, deve ser possível tocá-la sem se queimar;
Colocar o frasco com o leite congelado no recipiente com a água aquecida e agitar até descongelar;
PROMOÇÃO CONTÍNUA DO ALEITAMENTO MATERNO
E DA ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR SAUDÁVEL 47 de 60MÓDULO 4
Não aquecer o leite materno, pois se aquecido há perdas de fatores de proteção; ele deve ser oferecido em temperatura 
ambiente.
1.5. COMO OFERTAR O LEITE MATERNO ARMAZENADO 
Colocar um pouco de leite em um copo ou em uma xícara limpa;
Acomodar o bebê acordado no colo, na posição sentada ou semissentada, cuidando para que a cabeça forme um ângulo 
de 90o com o pescoço; 
Encostar a borda do copo no lábio inferior do bebê e deixar o leite materno tocá-lo; 
Não despejar o leite na boca do bebê; 
O leite materno descongelado deve ser guardado dentro da geladeira (nunca na porta) por até 12 horas, aquecendo-o 
em banho-maria, com o fogo apagado, na hora de utilizar. Passado esse tempo, ele deve ser descartado.
PROMOÇÃO CONTÍNUA DO ALEITAMENTO MATERNO
E DA ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR SAUDÁVEL 48 de 60MÓDULO 4
Aula 3 – Alimentação escolar
Desde a creche ou pré-escola, a alimentação escolar é muito importante para o desenvolvimento infantil e para a 
consolidação de hábitos alimentares. Nesse local, a alimentação da criança poderá ser diferente daquela à qual ela está 
habituada, contendo, por exemplo, outros temperos. Independentemente disso, uma alimentação adequada e saudável deve 
ser mantida. 
1. O PAPEL DOS CUIDADORES 
As mães que escolherem deixar o leite retirado do peito para ser oferecido à criança durante o período da creche devem 
explicar aos cuidadores os procedimentos a serem adotados, seguindo as orientações destacadas no tópico anterior (LEIA: 
“Como ofertar o leite materno armazenado”).
2. DIRETRIZES DO PROGRAMA NACIONAL
DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR (PNAE)
O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do 
Ministério da Educação, prevê a oferta de alimentação e de ações de educação alimentar e nutricional a estudantes de todas 
as etapas da educação básica da rede pública desde a creche/pré-escola.
A resolução do PNAE (Resolução/CD/FNDE nº 26, de 17 de junho de 2013) preconiza que a educação infantil inclua 
nutricionista e que o cardápio oferecido tenha, no mínimo, três porções de frutas e hortaliças por semana, devendo pelo 
menos 30% dos recursos repassados ser utilizados para a aquisição de alimentos diretamente da agricultura familiar. 
Também é restrita a aquisição de alimentos enlatados, concentrados, embutidos ou compostos, doces ou preparações 
semiprontas ou prontas para o consumo. 
2.1. A ALIMENTAÇÃO ESCOLAR 
O cardápio da creche/escola deve ser elaborado por nutricionista seguindo as recomendações do Guia alimentar para 
crianças brasileiras menores de 2 anos, do Ministério da Saúde, transformando o local em um ambiente de promoção da 
alimentação adequada e saudável. 
As famílias podem solicitar interação com nutricionistas e outros profissionais para discutir a qualidade da alimentação e a 
realização de atividades educativas sobre alimentação saudável. É direito das famílias conhecer, acompanhar e opinar sobre 
o cardápio oferecido na creche. 
Para melhor adaptação alimentar da criança, a família pode conversar com a equipe da instituição sobre os seus hábitos 
alimentares, assim como sobre suas intolerâncias e preferências. É importante que os profissionais estejam abertos a 
essas conversas, explicando à família que a exposição a novas práticas e novos alimentos faz parte da socialização, do 
desenvolvimento e do aprendizado da criança. 
PROMOÇÃO CONTÍNUA DO ALEITAMENTO MATERNO
E DA ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR SAUDÁVEL 49 de 60MÓDULO 4
É importante que, diariamente, a família tenha acesso a informações sobre a alimentação da criança na escola, 
principalmente no que diz respeito à aceitação dos alimentos oferecidos e ao horário da sua última refeição, para que 
possam decidir sobre o que deve ser oferecido no restante do dia, mantendo uma alimentação saudável e equilibrada. 
 SAIBA MAIS 
Em caso de necessidade alimentar especial, a equipe poderá informar a família sobre 
a necessidade de um relatório de saúde completo.
2.2. O CONSELHO DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR (CAE)
O Conselho de Alimentação Escolar (CAE) foi criado para acompanhar a execução do PNAE, fiscalizar a aplicação dos 
recursos financeiros, fiscalizar a qualidade dos alimentos e as suas condições higiênicas e verificar a aceitabilidade dos 
cardápios oferecidos, garantindo o direito das crianças à alimentação escolar. O CAE permite a participação da comunidade 
no chamado controle social.
O CAE deve ter a seguinte composição:
1. Poder Executivo: 1 titular e 1 suplente;
2. Trabalhadores da educação: 2 titulares e 2 suplentes;
3. Pais de alunos: 2 titulares e 2 suplentes;
4. Sociedade civil: 2 titulares e 2 suplentes.
2.2.1 Indicação
Os representantes de pais de alunos devem ser indicados, formalmente, pelos conselhos escolares, pela associação de pais 
e mestres ou por entidade similar. A escolha deve ser feita em reunião plenária de todas as entidades representativas das 
escolas do município ou do estado, momento em que serão eleitos os referidos representantes.
DOCUMENTOS IMPORTANTES SOBRE A ALIMENTAÇÃO ESCOLAR
 Recomendações para a execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar no retorno presencial às aulas durante 
a pandemia da Covid-19: educação alimentar e nutricional e segurança dos alimentos: https://www.gov.br/fnde/pt-br/
acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programas/pnae/manuais-e-cartilhas/recomendacoes-para-a-execucao-do-
programa-nacional-de-alimentacao-escolar-no-retorno-presencial-as-aulas-durante-a-pandemia-da-covid-19-educacao-
alimentar-e-nutricional-e-seguranca-dos-alimentos-1Caderno de atividades – Promoção da alimentação adequada e saudável – Educação Infantil: http://189.28.128.100/
dab/docs/portaldab/publicacoes/caderno_atividades_educacao_infantil.pdf 
 Caderno de referência sobre alimentação escolar para estudantes com necessidades alimentares especiais: http://www.
fnde.gov.br/component/k2/item/10532-31-de-março-de-2017 
PROMOÇÃO CONTÍNUA DO ALEITAMENTO MATERNO
E DA ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR SAUDÁVEL 50 de 60MÓDULO 4
Aula 4 – A importância da amamentação
e da alimentação saudável 
Nas últimas décadas, a nossa forma de viver e de nos alimentar mudou muito, levando à adoção de um estilo de vida mais 
sedentário e ao abandono da comida de verdade. O aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares, 
gorduras e sal e pobres em nutrientes essenciais é um exemplo. 
Esse é o pano de fundo para a má nutrição, observada desde a infância. De um lado está o aumento dos casos de excesso de 
peso (sobrepeso e obesidade), de outro lado continuam existindo a desnutrição, anemia e deficiências de micronutrientes.
 SAIBA MAIS 
Assista ao documentário “Muito Além do Peso” para mais informações sobre a 
epidemia de obesidade infantil. Clique aqui 
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 mostram que 60,3% dos adultos estão com excesso de peso, o que 
representa cerca de 96 milhões de pessoas, sendo que, desses, 25,9% são considerados obesos. O aumento no número de 
casos de sobrepeso e obesidade também é observado na infância, visto que os hábitos alimentares e estilo de vida dos 
adultos repercutem nas crianças. Também tem crescido o número de crianças com doenças crônicas não transmissíveis 
associadas à obesidade e à má-alimentação.
1. SOBREPESO E OBESIDADE
O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), realizado em 2019, mostrou que 10% das crianças menores 
de 5 anos estão com excesso de peso; 3% estão com obesidade; e 18,3% estão em risco de sobrepeso. Mais informações em:
https://enani.nutricao.ufrj.br/.
É preciso reconhecer que os sistemas alimentares, que incluem as grandes indústrias de alimentos, possuem um papel 
importante nas escolhas de hoje em dia. Por isso, precisamos falar sobre estratégias para manter um ambiente saudável que 
proporcione à criança o crescimento e desenvolvimento adequados. 
2. PROMOÇÃO DA INFORMAÇÃO ADEQUADA SOBRE A ALIMENTAÇÃO 
DISSEMINADA DE FORMA SIMPLES E ACESSÍVEL
A promoção do aleitamento materno exclusivo é o primeiro passo para o crescimento e desenvolvimento adequados da criança, 
uma vez que lhe proporciona os nutrientes necessários e, ao mesmo tempo, adia a introdução de alimentos ultraprocessados. 
PROMOÇÃO CONTÍNUA DO ALEITAMENTO MATERNO
E DA ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR SAUDÁVEL 51 de 60MÓDULO 4
Entretanto, muitas mulheres têm dúvidas sobre a amamentação e não possuem o incentivo adequado, por parte dos 
profissionais ao seu redor, para continuarem a amamentar. A rede de apoio à amamentação é muito importante e você pode 
fazer parte dela, seja como profissional da saúde, da assistência social ou da educação. 
Pais e cuidadores também precisam ser informados adequadamente sobre o que é e como se mantém uma alimentação 
saudável, bem como sobre a introdução de alimentos adequados à criança após os 6 meses. Quando a família entende e 
pratica uma alimentação saudável, fica mais fácil para a criança acompanhar o mesmo padrão de comportamento. 
2.1. BOAS PRÁTICAS PARA PROMOÇÃO DA INFORMAÇÃO ADEQUADA
Existem inúmeras maneiras de promover hábitos alimentares saudáveis na primeira infância. Os profissionais de saúde, 
assistência social e educação podem utilizar os momentos de interação com as crianças e famílias para isso. Por exemplo, 
podem-se apresentar os conceitos discutidos ao longo deste curso em momentos como: 
Visitas domiciliares;
Atendimentos individuais;
Grupos;
Salas de espera;
Campanhas de educação em saúde;
Atividades do Programa Saúde na Escola.
3. ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL: COMPROMISSO DE TODOS
Todos os profissionais de saúde, da educação e da assistência social que trabalham diretamente com as famílias e os 
cuidadores são fundamentais no seu apoio e orientação. A alimentação saudável das crianças brasileiras é compromisso 
de todos. 
É importante o reconhecimento da escola como um espaço de aprendizagem, de vivência coletiva e de inclusão do tema da 
alimentação saudável no projeto pedagógico da instituição.
Trata-se de um eixo temático extremamente potente e transversal a todas as atividades pedagógicas da escola. Um 
exemplo é a construção de hortas comunitárias, onde alunos e professores têm a oportunidade de abordar diversos 
assuntos pertinentes. 
4. PROMOÇÃO DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NO CRAS E CREAS
O Centro de Referência em Assistência Social (Cras) e o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) são 
locais onde se deve trabalhar a promoção da alimentação saudável. 
PROMOÇÃO CONTÍNUA DO ALEITAMENTO MATERNO
E DA ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR SAUDÁVEL 52 de 60MÓDULO 4
Nesses espaços, é possível:
Propor atividades coletivas para o reconhecimento do direito humano à alimentação;
Realizar mapeamento do estado de segurança alimentar dos indivíduos e comunidades;
Realizar oficinas culinárias educativas voltadas para a alimentação saudável, assim como hortas comunitárias;
Fortalecer os bancos de alimentos e as redes de compra solidária de alimentos;
Resgatar a alimentação tradicional dos povos e comunidades. 
 ATENÇÃO
É igualmente importante atentar para as ações transversais orientadas para públicos 
específicos: indígenas; quilombolas; pessoas atingidas pela construção de barragens; 
pescadores artesanais; comunidades de terreiros; e acampados à espera da reforma 
agrária, entre outros.
5. AÇÕES DE REGULAÇÃO DA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS 
As escolhas alimentares são fortemente influenciadas pelos sistemas alimentares. Portanto, organismos internacionais 
como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o UNICEF, assim como instituições acadêmicas, indicam várias estratégias 
que nossos governos podem adotar para promover uma nutrição adequada, a diminuição do consumo de alimentos 
ultraprocessados e o controle da obesidade. 
6. ESTRATÉGIAS PARA MANTER UM
AMBIENTE SAUDÁVEL PARA AS CRIANÇAS
6.1 REDUÇÃO DA PUBLICIDADE DE ALIMENTOS DIRECIONADA A CRIANÇAS
A indústria de alimentos utiliza estratégias publicitárias na divulgação dos seus produtos. Algumas dessas estratégias são 
materializadas em anúncios comerciais em meios de comunicação, promoções, distribuição de amostras grátis, exposição 
diferenciada de produtos nos locais de venda, embalagens atraentes, entre outros. 
Durante a primeira infância, podemos identificar dois tipos distintos de influência da publicidade de alimentos 
ultraprocessados sobre as famílias.
Estratégias comerciais dos produtos substitutos do leite materno
PROMOÇÃO CONTÍNUA DO ALEITAMENTO MATERNO
E DA ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR SAUDÁVEL 53 de 60MÓDULO 4
A primeira influência ocorre por meio da comercialização de substitutos do leite materno, cujo foco são as mulheres e as 
famílias durante os meses pós-parto. A NBCAL, abordada no primeiro módulo, regula a promoção comercial e rotulagem 
desses produtos de forma a proteger e apoiar o aleitamento materno. 
Publicidade voltada para o público infantil 
A segunda influência se refere à publicidade voltada ao público infantil. Quando falamos de propagandas dirigidas às 
crianças, nos referimos às mensagens utilizadas pela indústria de alimentos para influenciar o consumo nos meios de 
comunicação aos quais o público infantil está mais exposto – como TV e internet – ou nos locais em que está mais 
concentrado – como escolas e locais de lazer. 
Podemos citar também a utilização de personagens de desenhos animados, personalidades da moda, músicas cuja letra e 
melodia são de rápida memorização, além de brinquedos que acompanham o alimento.
Veja o estudo do UNICEF sobre a “Influência dos rótulos de alimentos ultraprocessados na percepção, preferências eescolhas alimentares de crianças brasileiras”: https://idec.org.br/sites/default/files/arquivos/pesquisa_idec_unicef_7.pdf
6.2. LEI Nº 8.078/1990 E O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR
É importante destacar que a Lei nº 8.078/1990 e o Código de Defesa do Consumidor (CDC) proíbem todo tipo de publicidade 
abusiva (art. 37). E a Resolução nº 163 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) define que 
é abusivo o direcionamento de publicidade e de comunicação mercadológica à criança (definida pelo Estatuto da Criança e 
do Adolescente como toda pessoa de até 12 anos de idade). A resolução define igualmente como abusiva toda e qualquer 
publicidade ou comunicação mercadológica em instituições escolares de ensino infantil e fundamental.
6.3. A FAMÍLIA E A PUBLICIDADE E PROPAGANDA
Do ponto de vista das famílias, é importante esclarecer que a publicidade de alimentos visa essencialmente aumentar a 
venda de produtos e fidelizar consumidores. Por isso, deve-se limitar a exposição das crianças às telas (celulares e televisão) 
como um meio de diminuir a influência das propagandas sobre elas. É trocar as telas por brincadeiras que a façam gastar 
energia, desenvolver a imaginação e ter um melhor desenvolvimento. 
6.4. REGULAMENTAÇÃO DA PUBLICIDADE
Do ponto de vista do poder público, são necessárias estratégias de regulamentação da publicidade abusiva direcionada 
a crianças e monitoramento de leis relacionadas à publicidade. Isso também pode ser feito nos municípios e estados. 
Um exemplo recente é a Lei nº 13.582/2016 da Bahia, que proíbe a publicidade dirigida a crianças em determinados 
horários, no rádio, na TV e nas escolas públicas e privadas. O estudo “Publicidade infantil é ilegal – Entenda o 
impacto da Resolução nº 163/2014 do Conanda” está disponível em: https://www.cfn.org.br/index.php/noticias/
stf-valida-lei-baiana-que-proibe-publicidade-infantil-de-alimentos-nao-saudaveis/
PROMOÇÃO CONTÍNUA DO ALEITAMENTO MATERNO
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7. ROTULAGEM FRONTAL DOS ALIMENTOS 
A rotulagem nutricional deveria informar o consumidor sobre a composição nutricional de 
alimentos e bebidas. Entretanto, na maioria das vezes, apresenta informações que são difíceis de 
entender. 
Além disso, muitos produtos trazem mensagens em suas embalagens sugerindo que são 
saudáveis, como “acrescido de vitaminas e minerais” ou “sem açúcar”, enquanto a sua composição 
nutricional mostra o contrário. Isso leva muitos consumidores a se confundirem sobre os 
alimentos que estão consumindo.
A rotulagem frontal é uma forma de fornecer informações de forma fácil e prática, mostrando se 
o alimento tem alto teor de nutrientes críticos, como sal, gordura e açúcar. Ela se baseia no direito do consumidor de saber 
o que está ingerindo e de poder fazer escolhas conscientes.
7.1. O CASO DO CHILE
A melhor experiência recente de rotulagem frontal foi a implementada no Chile, em formato de octógono, a qual trazia 
informações de fácil visualização, nas cores preto e branco. Estudos conduzidos após a implementação da rotulagem 
mostraram uma redução no consumo de alimentos ultraprocessados e uma melhora no entendimento de crianças e 
adolescentes sobre os nutrientes contidos nos alimentos.
7.2. O CASO DO BRASIL
Após longas discussões na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o país aprovou, em 7 de outubro de 2020, um 
modelo de rotulagem frontal, em formato de lupa, que adverte quanto a alimentos com excesso de sal, açúcar e gorduras 
saturadas. No entanto, não há data para a sua implementação. É importante que, antes mesmo de se iniciar o processo, as 
famílias compreendam o que é a rotulagem frontal e saibam utilizá-la para benefício da alimentação.
8. DIMINUIÇÃO DOS SUBSÍDIOS FISCAIS DE BEBIDAS AÇUCARADAS
Em todo o mundo, vários países, como Portugal, Reino Unido, Chile e México, têm implementado taxações sobre bebidas 
açucaradas, considerando ser uma medida comprovadamente eficaz para redução do seu consumo e, consequentemente, 
para a melhora da saúde e da arrecadação fiscal. 
A redução do consumo de bebidas açucaradas, como refrigerantes, é uma forma simples de melhorar a alimentação, visto 
que elas, em sua maioria, estão repletas de calorias vazias, ou seja, que não oferecem qualquer benefício nutricional. 
Pode-se inclusive destinar o dinheiro arrecadado pelo imposto a ações de prevenção e controle de doenças crônicas não 
transmissíveis. 
Entretanto, no Brasil, esses produtos recebem incentivos fiscais e subsídios do Estado, o que acaba incentivando o seu 
consumo e impactando a saúde pública como um todo. 
O ideal seria que os alimentos saudáveis, principalmente aqueles advindos de pequenos produtores, tivessem direito aos 
subsídios e fossem mais acessíveis à população proporcionando seu maior consumo.
PROMOÇÃO CONTÍNUA DO ALEITAMENTO MATERNO
E DA ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR SAUDÁVEL 55 de 60MÓDULO 4
 SAIBA MAIS
Nota técnica “Por uma Reforma Tributária a Favor da Saúde”, da ONG ACT Promoção 
da Saúde
Conheça a página “Tributação de Bebidas Adoçadas: Bom para a Economia, Bom para 
a Saúde, Bom para a Sociedade” 
Relatório “Tributação das Bebidas Adoçadas no Brasil” elaborado pela Organização 
Pan-Americana da Saúde (OPAS) e ACT
9. PROMOÇÃO DA OFERTA DE COMIDA DE VERDADE NAS ESCOLAS 
A escola tem um relevante papel no desenvolvimento de preferências alimentares e valores em relação à alimentação, visto 
que é um lugar onde as crianças passam muitas horas do seu dia, interagindo umas com as outras. 
Sendo assim, para a promoção de uma alimentação saudável, é importante que a escola proteja a criança contra propagandas 
de alimentos e estratégias de marketing e que permita fácil acesso a produtos verdadeiramente nutritivos. Essa proteção 
também permite um acompanhamento mais próximo dos pais e cuidadores em relação à alimentação da criança. 
Existem diversas leis municipais e estaduais já estabelecidas para promover ambientes saudáveis nas escolas, que incluem 
pontos como: 
Regulamentação das cantinas escolares, com, por exemplo, a proibição da venda de refrigerantes;
Regulamentação da publicidade infantil nas escolas; 
Capacitação dos cantineiros;
Atividades de educação alimentar e nutricional. 
 SAIBA MAIS 
Como fazer um projeto de lei no seu município para a promoção da alimentação saudável: 
https://idec.org.br/ferramenta/alimentacao-saudavel-nas-escolas 
https://idec.org.br/ferramenta/ambiente-alimentar-das-escolas-guia-para-gestores 
Existem várias outras estratégias e ideias para se promover uma alimentação saudável a crianças. Afinal, ela é um direito 
humano. Seja criativo! 
PROMOÇÃO CONTÍNUA DO ALEITAMENTO MATERNO
E DA ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR SAUDÁVEL 56 de 60MÓDULO 4
DINÂMICA EM GRUPO | 1ª PROMOÇÃO DA AMAMENTAÇÃO E ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR SAUDÁVEL
A atividade educativa “Circuito sobre manejo em aleitamento materno”, pode ser utilizada para se trabalhar o tema do 
aleitamento materno e se abordarem algumas dificuldades com a amamentação e algumas situações que podem ser 
vivenciadas nas consultas. 
Objetivos:
Discutir as principais dificuldades vivenciadas pela mulher e sua família durante a amamentação e a necessidade de 
preparo da equipe de saúde e assistência social para manejar essas situações;
Refletir sobre a importância da atuação da equipe de saúde e assistência na promoção do aleitamento materno. 
Tempo: 2h
Materiais: folhas tipo flip chart ou cartolinas de cores diferentes, canetas coloridas (tipo pincel atômico), relógio com 
marcação de minutos. 
Com as folhas ou cartolinas, preparar seis cartazes com os títulos a seguir (um para cada título), que serão afixados na sala 
em local apropriado, distantes uns dos outros.
1ª parte (10 min.) – Preparo:
O organizador da atividade mostra os objetivos a serem alcançados e explica que serão discutidos os temas divididos nos 
cartazes, podendo os participantes escolherem mais de um para discutirem. O organizador divide os participantesem seis 
grupos para percorrerem o “circuito de manejo”:
Ações de promoção ao aleitamento materno;
Ingurgitamento mamário;
Retorno ao trabalho;
Pouco leite; 
Trauma mamilar; 
Problema escolhido pelo grupo.
2ª parte (10 min.) – Desenvolvimento da prática “Circuito de manejo”:
Após a divisão, o organizador orienta todos os grupos a percorrerem o circuito e apontarem, diante do título/problema 
apresentado nos cartazes de 2 a 6, uma (apenas uma) conduta/tratamento por escrito. No cartaz 1, deverão sugerir ações de 
promoção ao aleitamento materno.
Cada grupo terá no máximo 1 minuto para escrever as sugestões e, então, passar para o próximo cartaz, até percorrer todos (1 
a 6). É importante que o organizador controle o tempo para que todos os grupos completem o circuito pelo menos duas vezes.
3ª parte (60 min.) – Discussão sobre manejo em aleitamento materno:
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O organizador lê as sugestões escritas nos cartazes 2 a 6 e, se for necessário, complementa as condutas sugeridas para cada 
situação apresentada.
Posteriormente, relembra a importância da compreensão dos principais tópicos relacionados à amamentação: pega/posição/
ordenha, cuidados com trauma mamilar e ingurgitamento mamário.
4ª parte (30 min.) – Síntese da atividade:
O organizador lê as ações sugeridas no cartaz 1 e propõe uma reflexão sobre elas, pontuando aquelas que podem prevenir 
os problemas mais frequentes.
É importante que o profissional chame atenção para a importância de se realizar, durante o acompanhamento pré-natal 
e a puericultura, ações que garantam o diálogo com a mulher e sua família por meio, por exemplo, da indicação de sua 
participação em grupos para gestantes e do agendamento de consulta na primeira semana de vida do bebê.
 ATENÇÃO!
O Caderno de Atenção Básica nº 23 é referência para a realização dessa 
atividade. Clique aqui e acesse.
2ª DINÂMICA EM GRUPO | CONVERSANDO SOBRE COMO PREPARAR A REFEIÇÃO E MONTAR O PRATO PARA A 
CRIANÇA A PARTIR DOS 6 MESES DE IDADE 
Tempo: 40 minutos
Material: utensílios para demonstração do preparo de uma refeição, prato, copo, talheres, alimentos. 
Se não for possível ter alimentos, pode ser feita demonstração com fotos de pratos, para que possa se visualizar na prática 
as orientações fornecidas (dica: pode usar as fotos do “Guia Alimentar para Menores de 2 anos”, que, em sua página 101, 
mostra a evolução da consistência dos alimentos).
Inicie a atividade resgatando o que já foi apresentado até o momento (sobre aleitamento materno). Pergunte se alguém tem 
alguma ideia sobre quando e como os alimentos devem ser preparados e oferecidos à criança. Espere por algumas respostas 
e explique inicialmente sobre os cuidados de higiene no preparo, utilizando imagens que exemplificam a lavagem das mãos 
com água e sabão. 
Utilize também ilustrações ou fotos que exemplifiquem a limpeza dos utensílios domésticos e das superfícies para a 
preparação dos alimentos. As imagens devem mostrar o seguinte:
Toda verdura, todo legume e toda fruta devem ser lavados em água corrente tratada, filtrada ou fervida antes de serem 
descascados; 
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As verduras, os legumes e as frutas devem ser higienizados com água e solução clorada (água sanitária própria para 
essa finalidade, descrita no rótulo, sendo feita a diluição de 1 colher de sopa do produto para cada litro de água própria 
para o consumo) durante 10 a 15 minutos; ou produtos feitos para desinfetar alimentos (o uso deve obedecer às 
recomendações da embalagem). Em seguida, enxaguar os alimentos um a um em água corrente própria para consumo;
Os alimentos devem ser bem cozidos e preparados em quantidade para uma ou duas refeições por dia;
As sobras devem ser armazenadas em geladeira até a próxima refeição. Já os restos do prato da refeição anterior não 
devem ser guardados nem oferecidos novamente;
Os alimentos devem ser guardados em vasilhas limpas, secas e tampadas e armazenados em local fresco, na geladeira. 
Explore as dúvidas e, na sequência, explique que, no início, os alimentos complementares devem ser especialmente 
preparados para a criança. Eles devem ser cozidos em água suficiente para ficarem macios, ou seja, deve sobrar pouca 
água na panela. 
A sua consistência deve ser pastosa (papa ou purê), não sendo necessário passá-los na peneira. Basta colocá-los no prato e 
amassar com o garfo ou desfiar em pedaços bem pequenos para serem oferecidos com o auxílio de uma colher. 
A comida oferecida para a criança deve ser “COMIDA CASEIRA, DE PANELA, FEITA COM ALIMENTOS DE VERDADE”.
DICAS PARA INTRODUÇÃO ALIMENTAR DAS CRIANÇAS
Estimular a mastigação 
Deixar que ela pegue pequenos pedaços de alimentos com as mãos, como tirinhas de legumes, carnes ou frutas. Isso vai 
despertar a curiosidade e a vontade de levá-los à boca. 
É importante reforçar que mesmo que as crianças ainda não tenham dentes, sua gengiva fica endurecida, pois os dentes 
estão se preparando para surgir. Assim, ela consegue amassar os alimentos. A consistência adequada da comida é firme (não 
escorre da colher e não dá trabalho para mastigar). Ela é fundamental para o crescimento e desenvolvimento da criança.
Incentivar a ingestão de frutas, verduras e legumes
Se a criança recusar um alimento, oferecer novamente em outro momento. Para que haja essa aceitação, pode ser preciso 
que ela experimente várias vezes, pelo menos de oito a dez. Evite oferecer os alimentos misturados, para que a criança 
possa conhecer o sabor de cada um. Arrume em porções separadas no prato. 
Quantidade certa de alimentos a ser oferecida para uma criança
Oferecer refeições quando a criança mostrar sinais de fome. A quantidade de comida de cada refeição pode variar de criança 
para criança. Deve-se ficar atento ao seu crescimento e desenvolvimento.
Tornar o ambiente propício à alimentação da criança 
O momento da alimentação precisa ser tranquilo e agradável, sem pressa ou distrativos. Não permitir o uso de televisão ou 
aparelhos eletrônicos contribui para uma alimentação saudável e mais consciente. Fazer as refeições com a família facilita a 
introdução alimentar. 
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Conclusão 
Chegamos ao final do curso!
Esperamos que você tenha aproveitado ao máximo o conteúdo. Caso tenha 
alguma dúvida, não hesitem em voltar aos módulos e revisá-los.
Parabéns por ter chegado até aqui! Não deixe de responder a avaliação de 
satisfação do curso.
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PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E APOIO AO 
ALEITAMENTO MATERNO NO PRÉ-NATAL 60 de 60MÓDULO 1

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