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1 Camila Carminate - MEDCEL Nódulos Tireoidianos EPIDEMIOLOGIA Até 50% das pessoas que realizam USG tem nódulo de tireoide Mais comum em mulheres e idosos 80% nódulos císticos 10-15% neoplasia folicular benigna 5% carcinoma diferenciado de tireoide NÓDULO DE TIREOIDE É MUITO COMUM MALEFÍCIOS DO NÓDULO TIREOIDIANO Estético Alteração da função tireoidiana Câncer RASTREIO DO CÂNCER DE TIREOIDE US Preventive Services Task Force: contraindicado em adultos assintomáticos Ministério da Saúde: “não há evidência científica de que o rastreamento do cancer de tireoide traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado” ETIOLOGIAS BENIGNOS Bócio multinodular Tireoidite de hashimoto Cistos Adenoma folicular Células de hürthle MALIGNOS Carcinoma papilar Carcinoma folicular Carcinoma anaplásico Carcinoma medular Linfoma Metástase CLASSIFICAÇÃO Diferenciados (90- 95%) Papilíferos Foliculares Oncocíticos Medulares (5%) Anaplásicos (1-5%) ASPECTOS CLÍNICOS SUSPEITOS DE MALIGNIDADE Masculino, < 20 anos ou > 70 anos Exposição à radiação ou radioterapia Diagnóstico prévio de carcinoma de tireoide Antecedente familiar (1º grau), NEM, complexo de Carney ou polipose adenomatosa familiar Nódulo de crescimento rápido ou volumoso Sintomas compressivos Nódulo endurecido aderido a planos profundos Paralisia de corda vocal Nódulo detectado em PET scan, incidental EXAMES LABORATORIAIS TSH sérico: Deve ser dosado em todos os casos de nódulo tireoidiano Calcitonina sérica: Deve ser dosada apenas de rotina, apenas nos pacientes com história suspeita de CMT ou NEM2 Dosagem de tireoglobulina: Desencorajada CONDUTA FRENTE A NODULO DE TIREOIDE 1. é produtor de hormônio tireoidiano? TSH é o primeiro exame a ser solicitado TSH baixo: tireotoxicose 2. esse hormônio em excesso vem do nódulo? Cintilografia da tireoide 2 Camila Carminate - MEDCEL INDICAÇÃO DE CINTILOGRAFIA DA TIREOIDE Apenas nos pacientes com TSH suprimido Não por uso exógeno de levotiroxina 90% dos nódulos quentes ou hipercaptantes são benignos INTERPRETAÇÃO DE CINTILOGRAFIA CONDUTA USG Hipoecogenicidade Microcalcificações Vascularização central Margens irregulares Diâmetro anteroposterior maior do que transverso Linfonodos cervicais com características suspeitas Nódulo, sólido, em terço inferior da tireoide, 1,5 x 1,2 x 0,7 cm, hipoecogênico, com microcalcificações, mais alto do que largo, com vascularização central ao Doppler ACR TI-RADS INDICAÇÕES DE PAAF TI-RADS 0 pontos TR1 Benigno S/PAAF 2 pontos TR2 Sem suspeitas S/PAAF 3 pontos TR3 Pouco suspeito ≥ 2,5 cm - PAAF ≥ 1,5 cm - seguir 4 a 6 pontos TR4 Muito suspeito ≥ 1,5 cm – PAAF ≥ 1,0 cm – seguir 7 pontos TR5 Altamente suspeito ≥ 1,0 cm - PAAF ≥ 0,5 cm - seguir CARACTERÍSTICAS DE LINFONODO SUSPEITO Heterogêneo Microcalcificação Vascularizacão periférica 3 Camila Carminate - MEDCEL Assimétrico, contornos mal definidos Hiperecogênico Sem hilo Globoso INDICAÇÃO DE PAAF-BRASIL < 5 mm: não ≥ 5 mm: pacientes com alto risco clínico de malignidade ou nódulo suspeito ao USG ≥ 10 mm: nódulo sólido hipoecoico ≥ 15 mm: nódulo sólido ISO ou hiperecoico ≥ 20 mm: todos Linfonodo suspeito: todos INDICAÇÃO PAAF-ATA ≥ 10 mm: sólido, hipoecoico, margens irregulares microcalcificação, mais ALTO que largo, extensão extratireoidiana ≥ 15 mm: ISO ou hiperecoico, sem características suspeitas ≥ 20 mm: espongiforme ou parcialmente cístico sem características suspeitas Puramente cístico: não MICROCARCINOMA DE TIREOIDE Em geral, não se deve puncionar nódulos subcentimétricos, ainda que muito suspeitos. A tendência é observá-los e puncionar se aumentarem de tamanho O consenso brasileiro considera que, se o risco de câncer é alto ou há suspeita de metástase linfonodal, punciona-se nódulo ≥ 5 mm BETHESDA DIAGNÓSTICO CONDUTA I Amostra insatisfatório Repetir PAAF II Benigno Não fazer exame adicional III Atipia de significado indeterminado ou lesão folicular de significado indeterminado Repetir PAAF Teste molecular IV Neoplasia folicular ou suspeito para neoplasia folicular Tireoidectomia Teste molecular V Suspeito para malignidade Tireoidectomia VI Maligno Tireoidectomia Câncer De Tireoide PAPILÍFEROS 20-80% multicêntrico 33% acometimento linfonodal macroscópico 60% acometimento linfonodal microscópico Mulheres 30-50 anos 30% microcarcinomas VARIANTES Melhor prognóstico: Clássica Folicular Pior prognóstico: Colunar Células altas Esclerosante difusa Sólida Insular Trabecular FOLICULARES Mulheres > 50 anos Áreas de deficiência de iodo Maioria nódulo único Disseminação hematogênica Metástase à distância > metástase linfonodal Subclassificação: Minimamente invasivo Extensamente invasivo - 4 focos de invasão vascular ou invasão extratireoidiana DIFERENÇA DE METÁSTASE Carcinoma papilífero Metástase linfonodal Disseminação linfonodal 4 Camila Carminate - MEDCEL Carcinoma folicular Metástase á distância Disseminação hematogênica ONCOCÍT ICO Células de Hürthle Células foliculares metaplásicas com aparência oncocítica Envolvimento linfonodal Taxa maior de recorrência e mortalidade MICROCARDINOMA / VIG ILÂNCIA ATIVA Papilíferos variante clássica, < 5 mm Sem sinais de invasão extratireoidiana, longe da cápsula Ausência de metástase à distância ou acometimento de linfonodos > 40 anos Opção do paciente Ausência de história familiar Ausência de exposição à radiação cervical Multicentricidade, se bilateral e focos ≥ 6 mm, cirurgia é recomendada Indicação cirúrgica: invasão extratireoidana, N1, M1, mutação de risco, aumento progressivo (3 mm em 6 meses) CARCINOMA MEDULAR DE T IREIOIDE Derivado das células C parafoliculares 20% associado à Neoplasia endócrina múltipla Mutação autossômica dominante NEM2A: CMT, feocromocitoma e hipoparatireoidismo NEM2B: CMT, feocromocitoma, e hábito marfanoide CARCINOMA ANAPLÁSICO Cirurgia sempre que possível quando não há metástase há distância Crescimento rápido com sintomas compressivos Alta morbimortalidade COMPLICAÇÕES DA TIREOIDECTOMIA Sangramento Hipocalcemia por hipoparatireoidismo – transitório ou definitivo Lesão de nervo: rouquidão, alteração da deglutição – transitório ou definitivo Hipotireoidismo Síndrome de Horner: miose, ptose e anidrose por lesão do SNA simpático Complicações mais graves Hipoparatireoidismo definitivo – após 6 meses da cirurgia Lesão do nervo laríngeo recorrente: paresia ou paralisia da corda vocal ipsilateral HIPOCALCEMIA: SINAIS DE CHVOSTEK E TROUSSEAU QUANDO CONSIDERAR RAI BAIXO RISCO Não é recomendado RAI rotineiramente Considerar fatores específicos para risco de recorrência ou escolha do paciente Recomendação fraca, sem qualidade de evidência Não Microcarcinoma com lobectomia ou tireoidectomia Sem indicação de RAI Considerar fatores específicos para risco de recorrência ou escolha do paciente RISCO INTERMEDIÁRIO RAI deve ser indicada rotineiramente ALTO RISCO RAI deve ser indicada rotineiramente ACOMPANHAMENTO Dosagem de tireoglobulina Dosagem de antitireoglobulina USG anual 5 Camila Carminate - MEDCEL TSH dentro do alvo para a paciente RISCO DE RECORRÊNCIA META INICIAL DE TSH Baixo 0,5 – 2,0 mUI/l Intermediário 0,1 – 0,5 mUI/l Alto <0,1 mUI/l Calcitonina - carcinoma medular de tireoide Tireoglobulina - carcinoma diferenciado de tireoide