Prévia do material em texto
Escola de Engenharia – Universidade federal de Minas Gerais Curso Engenharia Elétrica – Fundamentos de Energia Nuclear Lista 01 João Vitor Silva Gama 2019027709 1. Quando há deslocamento de elétrons nas camadas eletrônicas de um átomo, explique em qual situação haverá (a) absorção de energia; e (b) liberação de energia. Como esta energia é liberada? R: Durante a movimentação de elétrons nas órbitas, ocorrerá absorção de energia caso o elétron salte de uma camada mais interna (maior energia de ligação) para uma mais externa (menor energia de ligação). Para que ocorra liberação de energia, por sua vez, é necessário que o elétron migre de uma camada mais externa para outra camada mais interna. Esse processo de liberação de energia é a partir da emissão de fótons com comprimento de onda específico, embasado pela equação Δ𝐸 = ℎ 𝜆 . 2. O que significa dizer que um nuclídeo é radioativo? R: Significa dizer que este nuclídio em específico não apresenta estabilidade total, de forma que a partir da emissão de radiação, ele busca sua estabilidade. 3. Descreva a equação genérica e explique quais tipos de radiações são emitidas no decaimento alfa, beta e gama. Qual a maior probabilidade de ocorrência de cada evento? R: Decaimento Alfa: 𝑋𝑍 𝐴 → 𝑌𝑍−2 𝐴−4 + 𝐻𝑒2 4 + 𝑒𝑛𝑒𝑟𝑔𝑖𝑎 reação especialmente provável para núcleos “pesados” (alto número de prótons e nêutrons) Decaimento beta: 𝑋𝑍 𝐴 → 𝑌𝑍+1 𝐴 + 𝑒− + �̅� + 𝑒𝑛𝑒𝑟𝑔𝑖𝑎 ou 𝑋𝑍 𝐴 → 𝑌𝑍−1 𝐴 + 𝑒+ + 𝑣 + 𝑒𝑛𝑒𝑟𝑔𝑖𝑎 Esse conjunto de reações possui maior probabilidade de ocorrência para nuclídeos perto da “zona de estabilidade” Z=N. Radiação Gama: ocorre normalmente durante a passagem de um nucleon de um nível mais excitado para outro de menor energia (internuclear). Esse processo costuma ocorrer em seguida de uma desintegração alfa ou beta. Por não ocorrer mudanças na quantidade e distribuição dos nucleons no nuclídio, a sua equação é basicamente 𝑋𝑍 𝐴 ∗ → 𝑋𝑍 𝐴 + 𝛾, sendo o asterisco um indicativo de núcleo energeticamente excitado. 4. Como é de conhecimento raios-X e radiação gama são ondas eletromagnéticas. Destaque as analogias e diferenças entre tais radiações. Como elas podem ser geradas? R: Ambas as radiações são puramente eletromagnéticas (sem carga ou massa). No entanto, suas diferenças consistem na frequência e energia. Devido a seu espectro de frequência se localizar entre 3 × 1017 𝑒 3 × 1019 Hz (Raios-X), sua energia associada (𝐸 = ℎ𝑓) se encontra entre 103 𝑒 105 eV. Já os Raios Gama, não possuem limitação superior em frequência, e sua energia ultrapassa 105 eV. Os Raio-X são menos energéticos e por isso podem ser produzidos apenas com radiações eletrônicas (que acontecem na camada eletrônica), através de uma migração de uma camada mais energética para outra menos energética. Já os raios Gama, por se tratar de radiações mais energéticas, são emitidos através de processos nucleares, como passagem de um nucleon de um nível mais excitado para outro de menor energia. Esse processo geralmente acontece após uma emissão alfa e/ou beta. 5. Em que consiste o processo de (a) emissão de elétron Auger e de (b) Conversão interna? Destaque as analogias e diferenças entre tais processos. Escola de Engenharia – Universidade federal de Minas Gerais Curso Engenharia Elétrica – Fundamentos de Energia Nuclear Lista 01 João Vitor Silva Gama 2019027709 R: O processo de elétron Auger é caracterizado pela excitação eletrônica, e não nuclear. Nesse processo, ocorrem duas transições: primeiro um elétron retorna a um nível de menor energia. Em seguida, a diferença entre as energias dos estados inicial e final é transmitido a outro elétron, que é ejetado. Dessa forma, uma característica desse processo é a ocupação de lacunas de camadas inferiores sem emissão de fótons. Já no processo de conversão interna é possível detectar emissão de radiação eletromagnéticas (Raios-X característicos) uma vez que a excitação nuclear (em contraste com a excitação eletrônica do elétron Auger) ao transfere energia ao elétron das camadas mais internas, promove sua ejeção, e posterior ocupação dessa lacuna por elétrons mais exteriores, emitindo nesse momento radiação eletromagnética. 6. Quando um átomo do isótopo 228 do tório libera uma partícula alfa, transforma-se em um átomo de rádio, de acordo com a equação a seguir 𝑇ℎ𝑋 228 → 𝑅𝑎88 𝑌 + 𝛼2 4 , quais são os valores de X e Y? R: Temos as equações X=88+2 (X=90) e 228=Y+4 (Y=224) 7. Um isótopo radioativo submete-se à seguinte série de desintegrações: X → Y+ β− → Z+ β− →W+. Quais átomos X, Y, Z ou W são isótopos? R: A radiação beta, nesse caso, emissão de elétrons, é devido a conversão interna de um nêutron em próton. Dessa forma, supondo que o isótopo X possua N prótons. Assim, temos 𝑌𝑁+1 𝐾 𝑒 𝑍𝑁+2 𝐾 . Após Z sofrer emissão de partícula beta segundo a equação, temos: 𝑍𝑁+2 𝐾 → 𝑊𝑁 𝐾−4 + 𝛼2 4 . Assim, W e X são isótopos. 8. O plutônio apresenta um dos seus isótopos com 94 prótons e 148 nêutrons. Se a partir do átomo desse isótopo houver emissões sucessivas de 3 partículas alfa, qual será o número de prótons e o de nêutrons do átomo resultante? Qual será o novo elemento? R: A equação final que temos é (origem)=(produtos). Assim, temos 148=X+3*4 (X=136) e 94=Y+3*2 (Y=88). O elemento é o Rádio 𝑅𝑎88 136 . 9. Um feixe de prótons proveniente de um cíclotron atinge um alvo de zinco com massa 68. Para cada interação, há emissão de dois nêutrons do alvo e um novo nuclídeo é formado. Que nuclídeo é esse? Escreva a equação correspondente. R: 𝑍𝑛30 68 + 𝑝1 1 → 2 𝑛0 1 + 𝐺𝑎31 67 . Gálio-67. 30+1=X (X=31) e 68+1=2+Y (Y=67). 10. Represente o diagrama de desintegração do 38Cl em 38Ar (link: http://atom.kaeri.re.kr:81/ton/index.html). (a) Quais são os tipos de radiações emitidas neste decaimento? (b) O que ocorre com o número de prótons, o número de nêutrons e o número de massa? (c) Quais são as possibilidades de decaimento até alcançar o estado fundamental? Indique a probabilidade de cada um. Escola de Engenharia – Universidade federal de Minas Gerais Curso Engenharia Elétrica – Fundamentos de Energia Nuclear Lista 01 João Vitor Silva Gama 2019027709 R: É um isótopo de decaimento único 𝐶𝑙17 38 → 𝐴𝑟18 38 + 𝛽−1 0 (emissão de elétrons). Nessa reação, o número de prótons aumenta uma unidade, o número de nêutrons reduz em uma unidade, e o número de massa diminui (37,968->37,963). 11. Responda: a) Explique o significado físico da constante de decaimento (λ), da meia vida (t⅟₂) e da vida média (Tm). b) Supondo que dois radionuclídeos possuem a mesma atividade inicial (A0), mas diferentes constantes de decaimento (λ), o que se pode afirmar sobre a atividade final (A) após um determinado intervalo de tempo? c) Entre os dois nuclídeos citados, qual deles possuirá maior t⅟₂ e Tm? R: A constante de decaimento 𝜆 é definida como a probabilidade que um radionuclídeo decaia por unidade de tempo infinitesimal. É uma grandeza escalar, e sua análise dimensional indica unidade [𝑇]−1. Já a meia vida é definida como o período que uma amostra leva para reduzir sua atividade (ou quantidade) pela metade, e sua unidade é [𝑇]. São inversamente proporcionais, ou seja, o radionuclídeo com o maior 𝜆 possuirá a menor meia vida, e vice-versa. Para dois radionuclídeos com diferentes constantes de decaimento e mesma atividade inicial, é esperado que após um período qualquer, suas atividades sejam distintas. Já a vida-média de um radioisótopo, é definida como a média aritmética do tempo de vida de todos os átomos de uma determinada massa deste isótopo. Como consequência, a vida-media é o tempo médio que um isótopo instável leva para decair ou desintegrar.12. Em 25/03/2011, uma fonte de bário-133 (133Ba) apresentou uma atividade de 11,28 MBq. Sabendo-se que essa mesma fonte havia sido calibrada em 25/10/2000, qual era a atividade nesta data? (T1/2133Ba = 10,5 anos) R: 25/03/2011 – 25/10/2000 = 3803 = 10 anos e 5 meses = 10,416 anos. Logo: 𝐴 = 𝐴0 ⋅ 𝑒 − ln 2 𝑡1 2 ⋅𝑡 . : 𝐴 = 11,28 ⋅ 0,5028 = 5,67 𝑚𝐵𝑞 13. Uma fonte radioativa apresenta uma atividade de 2500 Bq. Calcule (a) o número de desintegrações radioativas que ocorrem em um intervalo de tempo de um minuto e (b) o valor da atividade da fonte em Curies (Ci). R: 1 𝐵𝑞 = 1 𝑑𝑝𝑠 = 2,7027 × 10−11 . : 2500 𝐵𝑞 = 67,5675 × 10−9 𝐶𝑖 Supondo uma atividade constante da amostra, o número de desintegrações radioativas é de 𝑁° = 𝐴 ⋅ 𝑡 = 2500 𝑠−1 ⋅ 60𝑠 = 150000 desintegrações. 14. A constante de decaimento do tecnécio-99m é de 0,115ℎ−1. Determine a meia-vida desse radioisótopo. Escola de Engenharia – Universidade federal de Minas Gerais Curso Engenharia Elétrica – Fundamentos de Energia Nuclear Lista 01 João Vitor Silva Gama 2019027709 R: 𝜆 = ln 2 𝑡1 2 . : 𝑡1 2 = ln 2 𝜆 ≈ 6ℎ 15. Quanto tempo será necessário para que uma amostra radioativa contendo 0,150mCi de tálio-201 decaia para 30 μCi, sendo sua meia-vida física de 73 horas? R: 𝐴 = 𝐴0𝑒 −𝜆𝑡 . : 𝑠𝑒𝑛𝑑𝑜 𝜆 = ln 2 𝑡1 2 . : 30 × 10−6 = 150 × 10−6 ⋅ 𝑒 −− ln 2 𝑡1 2 ⋅𝑡 − ln 5 = − ln 2 𝑡1 2 ⋅ 𝑡 . : 𝑡 = 𝑡1 2 ⋅ ( ln 5 ln 2 ) ≈ 169 ℎ 30 𝑚𝑖𝑛 16. Uma amostra radioativa decai para 30% do seu valor original em 5 horas. (a) Qual é meia-vida do elemento que constitui a amostra? (b) Calcule a constante de decaimento desse elemento. R: 0,3𝑁0 = 𝑁0𝑒 − ln 2 𝑡1 2 ⋅𝑡 . : ln 0.3 = − ln 2 𝑡1 2 ⋅ 𝑡 . : 𝑡1 2 = − ln 2 ln 0.3 ⋅ 5ℎ . : 𝑡1 2 = 2,878ℎ = 2ℎ 52 𝑚𝑖𝑛 43 𝑠𝑒𝑔 𝑆𝑒𝑛𝑑𝑜 𝜆 = ln 2 𝑡1 2 ≈ 0,24 ℎ−1 17. Responda: (a) O que significa DEFEITO DE MASSA? Porque ele existe? (b) Como um nuclídeo instável poderá atingir a estabilidade? (c) No diagrama N-Z (nêutrons-prótons), observa-se que há um aumento de N em relação a Z conforme o aumento da massa atômica (A). Por que isto ocorre? a) Defeito de massa é o nome dado ao fenômeno que ocorre no processo de ligação dos nucleons, referente a soma das massas desses nucleons individuais ser superior a massa do núcleo formado pela justaposição deles. Esse fenômeno ocorre devido a conversão de massa em energia de ligação, através da equação 𝐸 = Δ𝑀 ⋅ 𝑐2. b) Um nuclídio instável poderá atingir a estabilidade a partir de reações nucleares de fissão ou fusão. c) O distanciamento da reta Z=N de nuclídios estáveis em direção ao semiplano Z<N, acima de um certo valor de Z, é indicativo do aumento da repulsão coulombiana das cargas positivas no núcleo, desproporcional ao aumento da energia de ligação, esta última sendo insuficiente para manter o núcleo coeso. Assim, o incremento de nêutrons eleva também a energia de ligação do núcleo, não elevando a repulsão. 18. Calcule a energia de ligação total e a energia de ligação média por nucleon dos isótopos 𝐵𝑒4 8 e 𝐵𝑒4 9 e explique qual é mais estável. R: 𝐸𝐿( 𝐵𝑒4 8 ) = [(4 ⋅ 1.0078250 + 4 ⋅ 1.0086649) − ( 8.0053051)] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 𝐸𝐿( 𝐵𝑒4 8 ) = [0,0606545] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 = 56,50 𝑀𝑒𝑉 𝐸𝐿−𝑚é𝑑𝑖𝑎( 𝐵𝑒4 8 ) = 56,50 8 𝑀𝑒𝑉 𝑛𝑢𝑐𝑙𝑒𝑜𝑛 = 7,063 𝑀𝑒𝑉 Escola de Engenharia – Universidade federal de Minas Gerais Curso Engenharia Elétrica – Fundamentos de Energia Nuclear Lista 01 João Vitor Silva Gama 2019027709 𝐸𝐿( 𝐵𝑒4 9 ) = [(4 ⋅ 1.0078250 + 5 ⋅ 1.0086649) − ( 9.0121821)] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 𝐸𝐿( 𝐵𝑒4 9 ) = [0,0624424] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 = 58,16 𝑀𝑒𝑉 𝐸𝐿−𝑚é𝑑𝑖𝑎( 𝐵𝑒4 9 ) = 58,16 9 𝑀𝑒𝑉 𝑛𝑢𝑐𝑙𝑒𝑜𝑛 = 6,462 𝑀𝑒𝑉 O isótopo 𝐵𝑒4 8 é mais estável pois sua energia de ligação média é superior. 19. Calcule a energia de separação de um nêutron para os isótopos 𝑂8 16 e 𝑂8 17 . R: 𝑂8 16 → 𝑛0 1 + 𝑂8 15 𝐸𝑂16 = [(8 ⋅ 1.0078250 + 8 ⋅ 1.0086649) − (15.9949146)] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 𝐸𝑂16 = [0,1370046] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 = 127,62 𝑀𝑒𝑉 𝐸𝑂15 = [(8 ⋅ 1.0078250 + 7 ⋅ 1.0086649) − (15.0030654)] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 𝐸𝐹𝑒55 = [0,1201889] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 = 111,96 𝑀𝑒𝑉 Logo, a energia necessária para remover um único nêutron desse nuclídio é 𝐸 = 127,62 − 111,96 = 15,66 𝑀𝑒𝑉. 𝑂8 17 → 𝑛0 1 + 𝑂8 16 𝐸𝑂17 = [(8 ⋅ 1.0078250 + 9 ⋅ 1.0086649) − (16.9991315)] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 𝐸𝑂16 = [0,1414526] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 = 131,76 𝑀𝑒𝑉 𝐸𝑂16 = [(8 ⋅ 1.0078250 + 8 ⋅ 1.0086649) − (15.9949146)] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 𝐸𝑂16 = [0,1370046] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 = 127,62 𝑀𝑒𝑉 Logo, a energia necessária para remover um único nêutron desse nuclídio é 𝐸 = 131,76 − 127,62 = 4,14 𝑀𝑒𝑉. 20. Um pesquisador realiza estudos com o nuclídeo estável 26Fe56. Determine a energia (em MeV) necessária para: (a) Remover um único nêutron deste nuclídeo; (b) Remover um único próton deste nuclídeo; (c) Separar completamente o núcleo de 26Fe56 em seus nucleons individuais; (d) Dividir o 26Fe56 simetricamente em dois núcleos idênticos 13Al28. a) 𝐹𝑒26 56 → 𝐹𝑒26 55 + 𝑛0 1 𝐸𝐹𝑒56 = [(26 ⋅ 1.0078250 + 30 ⋅ 1.0086649) − (55.9349421)] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 𝐸𝐹𝑒56 = [0,5284549] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 = 492,25 𝑀𝑒𝑉 𝐸𝐹𝑒55 = [(26 ⋅ 1.0078250 + 29 ⋅ 1.0086649) − (54.9382980)] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 𝐸𝐹𝑒55 = [0,5164341] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 = 481,06 𝑀𝑒𝑉 Logo, a energia necessária para remover um único nêutron desse nuclídio é 𝐸 = 492,25 − 481,06 = 11,19 𝑀𝑒𝑉. Escola de Engenharia – Universidade federal de Minas Gerais Curso Engenharia Elétrica – Fundamentos de Energia Nuclear Lista 01 João Vitor Silva Gama 2019027709 b) 𝐹𝑒26 56 → 𝑀𝑛25 55 + 𝑝1 1 𝐸𝐹𝑒26 = [(26 ⋅ 1.0078250 + 30 ⋅ 1.0086649) − (55.9349421)] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 𝐸𝐹𝑒56 = [0,5284549] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 = 492,25 𝑀𝑒𝑉 𝐸𝑀𝑛25 = [(25 ⋅ 1.0078250 + 30 ⋅ 1.0086649) − (54.9380496)] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 𝐸𝐹𝑒55 = [0,5175224] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 = 482,07 𝑀𝑒𝑉 Logo, a energia necessária para remover um próton nêutron desse nuclídio é 𝐸 = 492,25 − 482,07 = 10,18 𝑀𝑒𝑉. c) 𝐹𝑒26 56 → 30 𝑛0 1 + 26 𝑝1 1 𝐸𝐹𝑒26 = [(26 ⋅ 1.0078250 + 30 ⋅ 1.0086649) − (55.9349421)] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 𝐸𝐹𝑒56 = [0,5284549] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 = 492,25 𝑀𝑒𝑉 Logo, a energia necessária para separar completamente esse nuclídio é 𝐸 = 492,25 𝑀𝑒𝑉. d) 𝐹𝑒26 56 → 2 𝐴𝑙13 28 𝐸𝐹𝑒26 = [(26 ⋅ 1.0078250 + 30 ⋅ 1.0086649) − (55.9349421)] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 𝐸𝐹𝑒56 = [0,5284549] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 = 492,25 𝑀𝑒𝑉 𝐸𝐴𝑙13 = [(13 ⋅ 1.0078250 + 15 ⋅ 1.0086649) − (27.9819102)] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 𝐸𝐹𝑒55 = [0,2497883] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 = 232,68 𝑀𝑒𝑉 Logo, a energia necessária para dividir esse nuclídio em dois nuclídios idênticos é 𝐸 = 492,25 − 2 ⋅ 232,68 = 26,89 𝑀𝑒𝑉. 21. Responda: (a) Quais são as grandezas que se conservam em uma reação nuclear. (b) O que significa dizer que uma reação é endoenergética e exoenergética? (c) O decaimento radioativo é uma reação endotérmica ou exotérmica? Explique. a) Energia relativística total, momento linear e angular, a quantidade de nucleons, a carga elementar, e paridade. b) Uma reação endoenergética significa que a reação somente ocorre com a absorção de energia do meio, ou seja, não pode ocorrer naturalmente. Já uma reação exoenergética, pelo fato dos produtos serem mais estáveis que os reagentes há liberação da energia de ligação em prol da redução da massa dos membros, de forma que essa reação pode ocorrer naturalmente. c) O decaimento radioativo é uma reaçãoexoenergética, pois os radioisótopos são átomos com excesso de energia acumulada, que buscam sua estabilidade a partir da emissão de radioatividade. Como exemplo, o decaimento de 𝑇ℎ90 232 em 𝑅𝑎88 228 através da equação, 𝑇ℎ90 232 → 𝛼2 4 + 𝑅𝑎88 228 libera para o ambiente uma energia Escola de Engenharia – Universidade federal de Minas Gerais Curso Engenharia Elétrica – Fundamentos de Energia Nuclear Lista 01 João Vitor Silva Gama 2019027709 𝑄 = [(𝑚𝑇ℎ) − (𝑚𝛼 + 𝑚𝑅𝑎)] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 𝑄 = [(232.0380504) − (4.0026032 + 228.0310641)] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 𝑄 = 0,0043831 𝑢 ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 = +4,08 𝑀𝑒𝑉 Sendo assim, uma reação exoenergética (liberação de energia). 22. Verifique se o 𝐵5 9 é ou não um emissor alfa. R: Para ser um emissor, significa dizer que a equação de decaimento é exoenergética. Assim, 𝐵5 9 → 𝛼2 4 + 𝐿𝑖3 5 Sendo Δ𝑀 = (𝑚𝐵) − (𝑚𝛼 + 𝑚𝐿𝑖) = (9.0133288) − (4.0026032 + 5.0125378) 𝑄 = −0,0018122 𝑢 ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 = −1,69 𝑀𝑒𝑉 Um Q negativo implica que essa reação ocorre com absorção de energia, sou seja, 𝐵5 9 não é um emissor natural de radiação Beta. 23. Determine a energia liberada quando o 60Nd144 decai em 58Ce140 através da emissão de uma partícula alfa. R: 𝑁𝑑60 144 → 𝐶𝑒58 140 + 𝛼2 4 + 𝐸 𝐸 = [(𝑚𝑁𝑑) − (𝑚𝐶𝑒 + 𝑚𝛼)]𝑐 2 Δ𝑀 = [(143.9100826) − (139.9054340 + 4.0026032)] E = 0,0020454 𝑢 ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉/𝑢 𝐸 = 1,905𝑀𝑒𝑉 liberada (exoenergética) 24. Encontre o balanço de energia para as seguintes reações de fusão: (a) 𝐻1 2 (𝑑, 𝑛) 𝐻𝑒2 3 𝐻1 2 + 𝐻1 2 → 𝑛0 1 + 𝐻𝑒2 3 𝑄 = Δ𝑀 ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 = [(2𝑥2.0141018) − (1.0086649 + 3.0160293)] 0,0035094𝑢 → 0,0035094 𝑢 ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 = +3,27 𝑀𝑒𝑉 Reação exoenergética (b) 𝐻1 2 (𝑑, 𝑝) 𝐻1 3 𝐻1 2 + 𝐻1 2 → 𝑝1 1 + 𝐻1 3 𝑄 = Δ𝑀 ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 = [(2𝑥2.0141018) − ( 1.0078250 + 3.0160493)] 0,0043293𝑢 → 0,0043293 𝑢 ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 = +4,03 𝑀𝑒𝑉 Reação exoenergética (c) 𝐻1 3 (𝑑, 𝑛) 𝐻𝑒2 4 𝐻1 2 + 𝐻1 3 → 𝑛0 1 + 𝐻𝑒2 4 𝑄 = Δ𝑀 ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 = [(2.0141018 + 3.0160493) − (1.0086649 + 4.0026032)] 0,018883𝑢 → 0,018883 𝑢 ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 = +17,59 𝑀𝑒𝑉 Reação exoenergética Escola de Engenharia – Universidade federal de Minas Gerais Curso Engenharia Elétrica – Fundamentos de Energia Nuclear Lista 01 João Vitor Silva Gama 2019027709 25. Determine o valor de Q para a reação N7 14 (α, p) O8 17 . Se a energia cinética da partícula α é de 7,0 MeV e desprezando a energia de recuo do O 8 17 calcule a energia cinética do próton. R: 𝛼2 4 + 𝑁7 14 → 𝑂8 17 + 𝑝1 1 [(𝐾𝛼 + 𝐾𝑁) − (𝐾𝑂 + 𝐾𝑝)] = −[(𝑚𝛼 + 𝑚𝑁) − (𝑚𝑂 + 𝑚𝑝)] ⋅ 𝑐 2 Por 𝛼 ser a partícula incidente o 𝑁7 14 o núcleo alvo, se não houve recuo do átomo 𝑂 8 17 após o impacto, significa que 𝐾𝑁 = 𝐾𝑂. Logo: [𝐾𝛼 − 𝐾𝑝] = −[(𝑚𝛼 + 𝑚𝑁) − (𝑚𝑂 + 𝑚𝑝)] ⋅ 𝑐 2 −𝐾𝑝 = −[(𝑚𝛼 + 𝑚𝑁) − (𝑚𝑂 + 𝑚𝑝)] ⋅ 𝑐 2 − 𝐾𝛼 𝐾𝑝 = [(𝑚𝛼 + 𝑚𝑁) − (𝑚𝑂 + 𝑚𝑝)] ⋅ 𝑐 2 + 𝐾𝛼 𝐾𝑝 = [(4.0026032 + 14.0030740) − (16.9991315 + 1.0078250)] ⋅ 931,4977 𝑀𝑒𝑉 𝑢 + 7,0 𝑀𝑒𝑉 𝐾𝑝 = −1,19 𝑀𝑒𝑉 + 7,0 𝑀𝑒𝑉 = +5,81 𝑀𝑒𝑉