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27/02/2023, 14:12 lddkls212_bio_apl_sau
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=cidalacerdac%40gmail.com&usuarioNome=APARECIDA+DE+CASTRO+LACERDA&disciplinaDescricao=BIOQUÍMICA+APLICADA+À+SAÚ… 1/5
FOCO NO MERCADO DE TRABALHO
INTRODUÇÃO AOS CARBOIDRATOS
Christian Grassl
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SEM MEDO DE ERRAR
A situação-problema se refere aos conhecimentos de Bioquímica que podem ser
aplicados na prática clínica. Aqui, abordamos o uso de carboidratos como
fármacos e vamos analisar as questões levantadas na situação-problema.
A lactulose é um dissacarídeo sintético formado por galactose e frutose. Esse
carboidrato não sofre ação das glicosidases duodenais e, portanto, não é digerido,
nem os seus aminoácidos constituintes são absorvidos. Dessa maneira, a lactulose
segue o caminho para o intestino grosso, onde sofre a ação das bactérias da
microbiota intestinal. O metabolismo bacteriano transforma a lactulose em ácidos
graxos de cadeia curta, o que aumenta a concentração de solutos no lúmen do
Fonte: Shutterstock.
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intestino grosso. Com esse aumento da osmolaridade, a água é atraída, por
osmose, para o lúmen do intestino grosso, contribuindo para o aumento do
volume da massa fecal; com isso, ocorre uma resposta re�exa entérica que leva a
um aumento do peristaltismo, estimulando a motilidade propulsora da massa fecal
em direção ao reto. Por isso, a lactulose é usada como laxante em casos de
constipação.
A lactulose também é utilizada no tratamento da encefalopatia hepática. Os
pacientes hepatopatas graves têm capacidade reduzida de converter a amônia em
ureia, pois o ciclo da ureia, conjunto de reações químicas envolvidas nessa
conversão, está localizado no fígado. As principais fontes de amônia do organismo
são o metabolismo de aminoácidos e a microbiota intestinal. A amônia é
extremamente neurotóxica e atravessa facilmente a barreira hematoencefálica. Os
danos neurológicos provocados por ela caracterizam o quadro de encefalopatia. 
Entre os vários tratamentos para encefalopatia hepática, temos o uso da lactulose.
Nessa situação, o metabolismo bacteriano da lactulose resulta em ácidos graxos e
outros ácidos orgânicos, o que leva à liberação de prótons para o lúmen do
intestino grosso. Esses prótons reagem com a amônia produzida pela microbiota
intestinal, formando o íon amônio, que possui carga positiva. Devido à essa carga
elétrica, o íon amônio não é lipossolúvel e não consegue atravessar a barreira
intestinal e alcançar a corrente sanguínea, dessa maneira, a lactulose reduz a
sobrecarga de amônia para o fígado por meio da redução da absorção intestinal da
amônia produzida pela microbiota intestinal.
A heparina é um glicosaminoglicano, mas diferentemente dos outros
glicosaminoglicanos que são extracelulares, a heparina se encontra nos grânulos
de mastócitos. A estrutura geral de um glicosaminoglicano é um
heteropolissacarídeo formado por repetições de unidades dissacarídicas
compostas por um açúcar ácido e um açúcar aminado. No caso da heparina, o
açúcar ácido é o ácido D-glicurônico e o açúcar aminado é o N-acetil-D-
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galactosamina. A heparina interage com a proteína antitrombina III, aumentando a
sua e�cácia em inibir a trombina e outros fatores da coagulação, por isso, a
heparina é um anticoagulante endógeno e tem aplicação na clínica.
O ácido hialurônico é um glicosaminoglicano encontrado no meio extracelular e
formado por repetições de unidades formadas por N-acetil-D-glicosamina e ácido
D-glicurônico. Devido às cargas negativas presentes na cadeia, ele atrai muitas
moléculas de água chamada água de solvatação, e isso confere turgidez da pele e
viscosidade nas articulações. Por isso, o ácido hialurônico é aplicado como
preenchedor na Saúde Estética e na viscossuplementação na Ortopedia.
Essa poderia ser uma forma de responder à situação-problema, mas a partir do
que foi discutido nesta seção, você tem condições de propor e discutir novas
soluções com o seu professor e seus colegas.
AVANÇANDO NA PRÁTICA
APLICAÇÕES DA DIGESTÃO DOS CARBOIDRATOS NA ÁREA DA SAÚDE
Os carboidratos obtidos na alimentação são alvos da ação das glicosidases
presentes no trato gastrintestinal. A digestão desses carboidratos mais complexos,
como os polissacarídeos glicogênio e amido, resulta em monossacarídeos que são
absorvidos pela mucosa duodenal. Há várias questões importantes em relação à
digestão e absorção de carboidratos. O glicogênio, o amido e a celulose são
polímeros formados por unidades de glicose, porém os dois primeiros
polissacarídeos possuem ligações do tipo alfa 1 – 4, enquanto a celulose possui
ligações do tipo beta 1 – 4. A celulose resiste à digestão enzimática e não libera as
suas unidades de glicose nos seres humanos, já o glicogênio e o amido, ambos sob
a ação enzimática, liberam as suas unidades de glicose.
Imagine que você é um consultor de uma empresa de treinamento e reciclagem de
pro�ssionais da saúde que estava em uma capacitação quando foi questionado,
dentro desse contexto, como isso é possível. Você poderia formular uma solução a
essa questão? Então, se a celulose não é digerida, qual é a importância dela para o
organismo humano?
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Outra situação relacionada com a digestão e absorção de carboidratos é a
de�ciência de glicosidases. A mais predominante dessas de�ciências é a
intolerância à lactose, atingindo até 70% da população adulta no mundo. Nesse
caso, a enzima lactase tem a sua atividade reduzida, prejudicando a digestão da
lactose. Frente a isso, quais são as consequências da digestão reduzida da lactose
para o organismo? Como você explica essas consequências?
RESOLUÇÃO
Uma vez questionado sobre esses temas, você deveria enfatizar que o
organismo humano possui as alfa-amilases salivar e pancreática que catalisam
a hidrólise das ligações glicosídicas do tipo alfa 1 – 4 presentes no glicogênio e
no amido, por isso, conseguimos digerir esses polissacarídeos, liberando as
unidades de glicose para a absorção pela mucosa duodenal. No caso da
celulose, as unidades de glicose estão unidas entre si por ligações glicosídicas
do tipo beta 1 – 4. Os seres humanos não possuem enzimas especí�cas que
reconhecem as ligações tipo beta 1 – 4, por isso, somos incapazes de romper
as ligações glicosídicas da celulose. 
A celulose e outros açúcares que resistem à digestão enzimática são chamados
de �bras, que contribuem para o aumento do volume da massa fecal, o que
estimula o peristaltismo intestinal e, consequentemente, melhora a motilidade
intestinal, por isso a importância da ingestão de �bras na alimentação. 
A reduzida atividade da enzima lactase leva a uma menor digestão da lactose,
o que caracteriza a intolerância à lactose, que é um dissacarídeo formado por
galactose e glicose, por isso, não é absorvida pela mucosa duodenal. É
necessária a ação da lactase para se romper a ligação glicosídica entre os dois
monossacarídeos. A lactose não digerida segue o caminho para o intestino
grosso, onde sofre a ação do metabolismo das bactérias da microbiota
intestinal. A consequência é o aumento da osmolaridade no lúmen do intestino
grosso, o que atrai a água, por osmose, resultando em um aumento do volume
da massa fecal. A consequênciaé o estímulo do peristaltismo intestinal, uma
resposta re�exa entérica, o que leva ao aumento da motilidade intestinal com
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risco de diarreia. Além disso, devido ao metabolismo da lactose pela
microbiota intestinal, com produção do gás carbônico e do gás hidrogênio, há
risco de �atulência, distensão abdominal e meteorismo.
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