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Patologia ortopédica do MS 1
📓
Patologia ortopédica do MS
Natasha Ferreira - ATM25
PATOLOGIAS DO OMBRO
SINDROME DO IMPACTO
Alterações causadas pelo movimento de impacto entre a cabeça do úmero e acrômio 
Entre essas estruturas encontra-se o manguito rotador → responsável pela estabilidade e rotações 
pressão das estruturas causa bursite, tendinite
Divide-se em 3 estágios → diagnostico por idade e por imagem (US)
1. 20-30 anos com alterações inflamatórias em tendões do manguito rotador (bursite, tendinite) → agudo 
2. 30-45 anos com alterações degenerativas (tendinose) e inflamatórias do manguito rotador → varias infecções 
agudas e como teve inflamações repetidas tem degeneração do tendão
3. +50 anos, alterações degenerativas (tendinose e artrose) com ruptura tendinosa → trauma de repetição que 
ocasionou ruptura → perda de função 
O deltoide pode seguir tracionando, degenerando as estruturas e causa artrose progressiva com destruição articular 
EXAME FÍSICO
1. Testes de impacto 
avaliam principalmente o músculo supra-espinhoso
Fazem a abdução e a rotação interna do ombro
São provocativos de dor → caracteriza quadro inflamatório
podem indicar ruptura de manguito rotador
Teste de Neer
elevação súbita do ombro → dor (positivo)
Faça compressão com uma das mãos sobre a 
escápula para impedir seu movimento e erga o braço 
do paciente subitamente com a outra mão
Teste de Hawkins
Flexione o ombro e o cotovelo do paciente a 90°, com 
a palma de sua mão voltada para baixo.
Em seguida, com uma das mãos no antebraço e a 
outra no braço, efetue a rotação interna do braço 
subitamente.
Patologia ortopédica do MS 2
Isso comprime a tuberosidade maior do úmero contra 
o acrômio
Isso comprime a tuberosidade maior do úmero contra 
o tendão do músculo supraespinal e o ligamento 
coracoacromial
2. Teste de função 
Não provocam tanta dor como os testes de impacto
Teste de Jobe
Testa também principalmente o supra-
espinhal
rotação interna e força contra 
resistência 
Eleve os braços à 90° e faça a rotação 
interna dos braços com os polegares 
apontando para baixo, como ao 
esvaziar uma lata. Solicite ao paciente 
que resista enquanto você empurra 
para baixo
Geralmente é positivo quando for 
assimétrico
Teste de Patte
força contra resistência
Testa o infra-espinhal e o 
redondo menor (rotadores 
externos)
Paciente com braço a 90 graus 
de abdução e cotovelo fletido, o 
examinador tenta fazer uma 
rotação interna do ombro do 
paciente contra a resistência
Teste de Gerber
Testa o sub-escapular 
(rotação interna)
forca contra resistencia 
O paciente deve fazer a 
rotação interna do ombro, 
com o cotovelo fletido a 90 
graus, colocar o dorso da 
mão encostado na região 
lombar e solicita-se ao 
paciente que afaste a mão 
das costas
⚠ Junção dos 2 testes
Neer + Jobe simétrico = lesão inflamatória sem ruptura de tendões
Neer + Jobe com alteração de força = ruptura de tendão
EXAME DE IMAGEM
Exames que avaliem partes moles (RX não faz essa avaliação)
RX
Avalia forma do acrômio, articulação clavicular e gleno-humeral
Serve para mostrar artrose entre cabeça do úmero e glenóide
Patologia ortopédica do MS 3
Não vai nos mostrar tendões, bursas e estruturas moles
Ressonância magnética → padrão ouro 
avaliar a saúde dos tendões, quantificando o tamanho das rupturas, qual o grau, como está a estrutura da Bursa
É preferencial pois identifica rupturas menores e permite o planejamento cirúrgico melhor
US
mais acessível e prático 
Ótimo exame para avaliação dos tendões e articulações
Baixo custo, sem radiação, sem necessidade de deslocamento até aparelho
faz RX associado para ver se tem lesão óssea
ACRÔMIO
O “teto” para a cabeça do úmero, funcionando como uma alavanca
Tem a função de manter e estabilizar a cabeça do úmero e mantê-la junto com os tendões do manguito que vão 
segurar a cabeça do úmero para o deltoide puxar
Têm alguns formatos que provocam mais impacto → características anatômicas que favorecem ter síndrome do 
impacto 
quanto maior o espaço, melhor (plano é melhor)
Em tendinose e acrômio II ou III está indicada a ressecção da pontinha do acrômio que vai diminuir o impacto 
e, provavelmente, irá regredir a lesão degenerativa. Se já tem ruptura se faz sempre de rotina.
TRATAMENTO 
Estágio 1 → pacientes mais jovens
Conservador com reabilitação fisioterápica, uso de AINE e retirar fatores provocativos, paciente apresenta remissão 
total dos sintomas.
Não realizar infiltração com corticoesteróides 
se infiltrar um manguito inflamado ou com algum grau de degeneração a chance de ele romper é muito maior ou 
de causa progressão na patologia em qualquer estágio
Totalmente conservador, salvo raras exceções
Estágio 2 → tendão inflamação de repetição, bursopatia cronica, tendinose, menos elastico
Métodos para diminuir o impacto → cirurgia não é primeira escolha, pois não há rompimento de tendão
Caso não se tenha resposta no conservador, deve-se fazer cirurgia
Na falha faz-se intervenção cirúrgica (acromioplastia), não se conseguirá remissão definitiva do quadro se o 
paciente voltar a fazer as mesmas atividades que ocasionaram o impacto
Pode pensar em fazer acromioplastia (lixar a pontinha do acrômio), reconstruir manguito, fazer sutura porque já 
tem a ruptura mesmo.
Se degeneração de Bursa, pode ser feito bursectomia
Dependendo da idade já vai ter lesão degenerativa e precisar de tratamento cirúrgico
Patologia ortopédica do MS 4
Estágio 3 → basicamente cirúrgico
Quase sempre cirúrgico, principalmente de supraespinhoso que mais segura o ombro
Se não houver intervenção ocorrerá uma artrose (paciente mais velhos nem se opera)
Se acrômio tipo 2 ou 3 → acromioplastia
Artrose acrômio-clavícula → ressecção 1/3 distal da clavícula
Ruptura do manguito rotador → reinserção do manguito e sutura do mesmo.
Cirurgia aberta X artroscópica
não tem escolha obrigatória de algum método → em casos que não se tenha acesso a artroscopia, deve-se fazer 
a cirurgia aberta, pq a longo prazo é melhor do que não fazer nada
As vantagens da artroscópicas são as mesmas de todas cirurgias laparoscópicas → menos invasiva, pós menos 
doloroso, não lesiona deltoide, etc
CAPSULITE ADESIVA 
Resposta inflamatória do ombro que causa inflamação da capsula articular, levando à dor 
súbita e limitação de mobilidade
Mulheres, na fase perimenopausa (40-60 anos)
Ocorre aderência da cápsula no manguito rotador devido a uma reação inflamatória
CLÍNICA
Ombro rígido + sem história de trauma
Quadro autolimitado
em 1 mês o quadro álgico deve melhorar, mas a mobilidade não 
em 6 meses ambos os sintomas devem desaparecer
Se isso não acontecer fazemos bloqueio anestésico (inícialmente) e depois cirurgia para liberar a capsula (última 
opção)
IMAGEM
Os exames (US e RNM) contrariam os sintomas, pois o ombro está “saudável” 
Na imagem o manguito apresenta-se íntegro, tendões saudáveis e sem lesão aparente
Muitas vezes não mostram inflamação da capsula
TRATAMENTO
Analgesia potente e fisioterapia
Pode ser feito uma infiltração de corticoide, morfina e anestésico na capsula articular
Algumas vezes se faz bloqueio do nervo subescapular para o paciente conseguir mobilizar e fazer fisioterapia
Boa remissão em 4 a 6 meses com bons modulares de dor (gabapentina)
Se muito rígido → anestesia no bloco e manipulação sob anestesia
Opera-se muito pouco principalmente pela parte anterior da cápsula → Cirurgia é a última opção
INSTABILIDADE DO OMBRO
Divididas em 2 grandes grupos, o da unidirecional (luxação) e o da multidirecional
UNIDIRECIONAL
Após trauma moderado que faz lesão na cartilagem e faz luxação (sai do lugar)
Paciente traumatizado, vai ter ido na emergência, onde será feita redução da lesão e imagem para ver o que lesou 
(RNM)→ 1º ep é conservador
até 6h do acontecido → redução tração contra tração
Patologia ortopédica do MS 5
12-24h após → redução no bloco
Se a luxação se torna recidivante (a partir do 2º episodio) → cirurgia (aberta ou artroscopia)
Ocorre devidoa lesão do labrum antero-inferior (fibro-cartilagem) → Lesão de Bankart
faz um espaço que se o paciente fizer uma rotação externa ou uma abdução o ombro sai do lugar, então acaba 
se tornando sempre cirúrgico
Imagem → RNM 
Tratamento → cirúrgico
deve ser feita a redução do ombro antes do início do procedimento
reinserção do labrum 
Aberta com 2 técnicas
Luxando a cabeça (muito agressiva)
Cirurgia de Bristow que não é anatômica, mas funciona → retira a pontinha do coracoide e prende ao lado da 
lesão de Bankart (menos agressiva) 
Via artroscóspica
MULTIDIRECIONAL
Subluxação, sai para vários lugares, mas não 100% → geralmente bilateral
Paciente chega no ambulatório relatando que o ombro é “frouxo”, sente deslocar, mas nunca tirou do lugar → história 
sem trauma + instabilidade articular
Quando faz a tração do braço, faz um sulco no ombro → gaveta para frente 
Imagem 
RNM com contraste articular → avaliar se tem excesso de capsula articular
Artrografia e artrorresonancia com contraste (vai mostrar frouxidão da capsula, principalmente inferior)
Tratamento
fortalecimento da musculatura ao redor 
cirurgia é exceção 
LUXÇÃO ACROMIO CLAVICULAR
NÃO É URGÊNCIA, não se faz redução na urgencia, pois não consegue → coloca tipoia, faz 
analgesia, RX para avaliar o grau 
Ocorre perda da congruência articular da ponta da escápula (acrômio) com a clavícula → ruptura ligamentar da 
articulação
dor e deformidade → “tecla de piano”
TRATAMENTO
Conservador
Grau mais elevado (grau 3) → cirúrgico
ARTROPLASTIA DE OMBRO 
Prótese de ombro → não é tão boa quanto o quadril
Boa alternativa nos casos que apresenta um quadro de dor e limitação funcional pelas patologias abaixo:
Artropatia degenerativa do ombro (pós ruptura do manguito) resultados limitados.
Necrose avascular da cabeça umeral
Fratura em 04 partes do úmero proximal
Patologia ortopédica do MS 6
Osteoartrite Gleno-umeral → doenças reumatologicas
PATLOGIAS DE COTOVELO
EPICONDILITE 
Inflamação dos extensores ou dos flexores → esforço de repetição 
CLÍNICA
Paciente entre 30-50 anos 
Dor ao mínimo movimento de força, pois qualquer movimento de força da mão realizamos uma posição de 
dorsiflexão
Sensibilidade ao toque no epicôndilo
Nomenclatura
cotovelo do tenista → extensores 
cotovelo de golfista → flexores 
EXAME FÍSICO
palpação do epicôndilo para avaliação da dor 
Teste de cozen 
epicondilite lateral
dorsi flexão contra resistência do punho 
Teste do cotovelo de golfista
epicondilite medial
resistência contra tentativa deflexão do punho
TRATAMENTO
Conservador → AINE, fisioterapia, restrição da atividade (pelo menos 6 meses)
Se não houver melhora → infiltração
Porem só melhora agudamente (depois de um mês a dor volta)
Cirurgia → abre a fascia do nervo para descompressão 
a partir do 6º mês em que não se teve melhora (alto índice de recidiva)
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
Compressão do n. radial 
Arcada de frose onde tem estreitamento da passagem do nervo radial
Dor anterior ao epicôndilo com Cozen negativo, mas com dor na extensão do terceiro dedo
Realizar eletroneuromiografia para ver função neurológica 
PATOLOGIA DE MÃO E PUNHO
TENOSSINOVITE
Inflamação das bainhas tendinosas dos tendões 
Patologia ortopédica do MS 7
Relacionada a movimentos repetitivos e ao trabalho (digitadores) → difícil de tratar por ser lesão ocupacional 
TRATAMENTO 
tala de proteção, restringir atividade, AINE
alta taxa de recidiva devido ao ciclo vicioso de sua atividade 
CISTO SINOVIAL
Hérnia da articulação do carpo ou da bainha dos tendões
Em geral é mais feio esteticamente do que doloroso
Sintomático → cisto sinovial associado a inflamação, dor vai ser secundária
TRATAMENTO
assintomático → não ressecar, pois tende a desaparecer (faz somente punção)
sintomático → ressecar: 20% de recidiva
TENDINITE DE QUERVAIN
Tenossinovite estenosante dos tendões abdutor longo do polegar e extensor curto do polegar 
(primeiro compartimento dorsal)
Compressão no primeiro compartimento dorsal, local onde dois extensores passam que é o abdutor longo do polegar e o 
extensor curto do polegar, na apófise estilóide do rádio
10x mais em mulheres
CLÍNICA
Dor ao movimentar o polegar e incomoda o 
paciente porque todo movimento de pinça vai gerar 
essa dor
IMAGEM
US mostra a lesão 
TRATAMENTO
Inicialmente conservador (AINE + imobilização)
Na falha realizar infiltração com corticoide
cirurgia (descompressão da bainha) na falha do tto 
conservador (1-2 meses)
Cuidar lesão de nervo radial sensitivo, pois passa 
nesta região
EXAME FÍSICO 
Filkestein
desvio ulnar da mão, causando bastante dor naquela 
região
SÍNDROME DO TUNEL DO CARPO
Compressão do nervo mediano na região carpal apresentando dor na mão (piora à noite) do 
1ª parte lateral do 4 dedo → 5º dedo assintomático
Patologia comum em mulheres entre 40 e 60 anos, gestantes e hipotireoidismo
CLÍNICA
Dor e parestesia 1º-4º dedo (em sua parte lateral)
Acorda de noite com dor, necessitando levantar o braço para melhorar
Diminuição de tato/sensibilidade na região
Patologia ortopédica do MS 8
EXAME FÍSICO
Teste de Phalen
Existem fraturas de punho que diminuem o espaço do 
canal carpiano, então como o paciente não consegue 
fazer flexão, nesses casos fazemos o Phalen invertido
Após 15-20 segundos, o paciente vai sentir 
formigamento dos dedos (não esquecer de avaliar se 
tem formigamento no quinto dedo também)
Teste de Tinel
percussão do nervo para que se tenha irritação
EXAMES
Eletroneuromiografia → solicitada para confirmação e para realizar a cirurgia
Pode-se tratar ou operar só pelo exame físico, mas atualmente é realizada para ter uma confirmação da doença
TRATAMENTO 
Inicialmente conservador (AINE e imobilização), avaliar outros fatores
Tentamos utilizar antiinflamatório e medicamentos para dor neuropática, como a pregabalina
Na falha do tratamento conservador (30 dias) e não havendo um fator causal → cirurgia
Dura em torno de 15 minutos e consiste em abrir o retináculo anterior do carpo.
Tem bons resultados quando o diagnóstico é certo. Mas lembrando que, nos casos agudos, sempre espera um 
pouco antes da cirurgia, tentando o tratamento conservador.
Se atrasar tratamento, pode dar atrofia na mão
CONTRATURA DUPUYTREN
Fibrose progressiva do tecido palmar subcutâneo, causando a presença de retração e de 
“nós” em palma da mão e dedos.
Paciente vai contraindo cada vez mais a mão, devido a 
fibromatose palmar
Pode apresentar associado contratura da fáscia plantar, geralmente bilateral.
Mais comum em homens (10X), entre 50 e 70 anos, epiléticos e alcoolistas
ESTÁGIOS
Patologia ortopédica do MS 9
TRATAMENTO
cirúrgico → fasciotomia palmar
Aguardar até que tenha deformidade para provocar uma flexão Metatarso-falangeana de 30° 
Leve a moderado → quando tem no máximo 30° de flexão, fazemos percutâneo (não abre), apenas palpamos os 
nódulos e ressecamos eles de forma percutânea
Grave → ressecamos toda a fáscia e deixamos o tendões embaixo, assim o paciente consegue esticar a mão 
novamente
Cronicidade → amputar o dedo, pois devido a tanta retração, ele não estica mais (raro)
DEDO EM GATILHO
Ocorre formação de um nódulo no tendão que provoca 
um travamento do tendão na polia, ocorrendo um click 
quando o tendão passa → tendões flexores dos 
dedos (curto ou longo)
A etiologia na criança é congênita e no adulto devido a movimento de 
repetição (flexão dos dedos)
CLÍNICA
Paciente chega com dedo dobrado e diz que o dedo trava 
e não consegue esticar ou precisa fazer um movimento de gatilho 
para melhorar, sentindo um desconforto
Ocorre em adultos (acima dos 45 anos) que realizam atividades 
repetitivas
TRATAMENTO 
Se iniciou há 1-2 dias, primeiro tentamos o tratamento conservador 
nos primeiros 30 dias
Caso não resolva, fazemos o tratamento cirúrgico que consiste 
em cortar a polia que impede a movimentação 
Se for muito antigo, já vai para a cirurgia direto
Patologia ortopédica do MS 10
 
⚠ Ciclobenzaprina pode ser associada para melhoraras lesões → relaxante muscular

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