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AUTISMO DE A A Z - Apostila

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O Transtorno do Espectro Autista – TEA1 tem sido o grande desafio nas 
questões médicas e educacionais do século XXI. Na década de 80, tratava-se 
de um distúrbio raro, com uma incidência de acordo com (ROTTA; 
OHLWELLER; RIESGO, 2016) de 01 para 2.500 nascidos, e hoje, a 
prevalência tem aumentado gradativamente, sendo de 01 para 68 crianças. 
O TEA é tratado como um distúrbio do desenvolvimento humano, que 
vem sendo estudado pela ciência há quase seis décadas, mas sobre o qual 
ainda permanecem, dentro do próprio âmbito da ciência, divergências e 
grandes questões por responder. 
Definir TEA, antigamente conhecido como autismo, não é tarefa fácil, 
mas necessária, visto que as fronteiras existentes do espectro autista são 
muito tênues. Segundo Orrú (2007) o Autismo é uma palavra de origem grega 
(autos) que significa por si mesmo. É um termo quando usado dentro da 
psiquiatria, denomina-se comportamentos humanos que se centralizam “em si 
mesmos”, voltados para o próprio indivíduo. 
Atualmente, com as definições da Organização Mundial da Saúde – 
OMS, Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais - DSM-V e 
pesquisadores, nos mostram como tem ocorrido a evolução conceitual do TEA, 
como demonstraremos a seguir: 
Quando Leo Kanner, (1943) psiquiatra Austríaco, radicado nos EUA, 
descreveu casos de 11 crianças que apresentavam em comum “um 
isolamento” extremo desde o início da vida, e um desejo obsessivo pela 
 
1 O termo TEA será utilizado durante o texto no lugar da denominação autismo, pois, 
seguiremos o DSM-V, mas encontraremos o termo autismo quando este for citado por outros 
autores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
preservação da mesmice, denominou-as “autista” e usou o termo “autismo 
infantil precoce”, pois, os sintomas já apareciam na primeira infância. 
Segundo José de Jesus Mari, (2015), TEA é uma condição geral para 
um grupo de desordens complexas do cérebro, antes, durante ou logo após o 
nascimento. Esses distúrbios ou desordens se caracterizam pela dificuldade na 
comunicação social e comportamentos repetitivos, considerado como uma 
condição permanente: a criança nasce com TEA e torna-se um adulto com 
TEA. 
De acordo com Teixeira (2006), o autismo é um transtorno invasivo do 
desenvolvimento caracterizado por prejuízo na interação social, atraso na 
aquisição da linguagem e comportamentos estereotipados e repetitivos. 
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) o autismo é 
definido como uma desordem em um contínuo, envolvendo os aspectos 
cognitivos e neurocomportamentais. 
No DSM-V o TEA deve ser considerado distúrbio do desenvolvimento 
caracterizado por quadro comportamental peculiar, e que envolve sempre as 
áreas da interação social, da comunicação e do comportamento em graus 
variáveis de leve a severo. A mais recente classificação do DSM-V, publicado 
em 2013, denomina o Autismo como um “Transtorno de 
Neurodesenvolvimento”, recebendo o nome de Transtorno do Espectro do 
Autismo (TEA). Assim, o TEA é definido como um distúrbio do 
Desenvolvimento Neurológico que deve apresentar, desde a infância, déficit 
nas dimensões sócio comunicativa e comportamental. 
Pesquisadores e Neurologistas dirigem as pesquisas conceituando TEA 
como uma desordem global que afeta o desenvolvimento do cérebro, a nível 
comportamental e comunicativo, apresentando um quadro de indivíduos com 
anormalidades sensoriais, motoras e cognitivas; que enfrentam sérios desafios 
na adaptação aos seus ambientes; deficiências em recursos de enfrentamento 
 
 
 
 
 
 
 
 
e compensa de formas incomuns de regular as emoções, bem como controlar 
os aspectos físicos e sociais à sua volta. 
Essas definições citadas, colaboram para identificar quem é a criança 
com TEA e permite descrever as modificações de nomenclatura ocorridas 
desde a década de 1950, quando Leo Kanner definiu o Espectro Autista como 
“autismo infantil precoce”, até o termo que deve ser utilizado hoje, TEA, por 
profissionais que avaliam e diagnosticam esse transtorno, bem como pela 
comunidade escolar. 
 
 
Surpreende pela diversidade de características que podem apresentar, 
na maioria das vezes, a criança que apresenta o TEA possui uma aparência 
totalmente normal, bom funcionamento cognitivo em algumas áreas, enquanto 
outras se encontram bastante comprometidas. 
 
 
 
 
 
 
 
A multiplicidade das terminologias fenomenológicas existentes durante a 
história, demonstram a complexidade do transtorno e a importância de 
esclarecimentos e de um diagnóstico preciso a esse respeito, que deve 
envolver uma equipe multidisciplinar, com um trabalho de observação efetiva. 
Para melhor visualização e compreensão das características do TEA, 
apresentaremos pesquisas que examinaram traços autísticos e as definições 
de cada processo: 
CARACTERÍSTICAS FREQUENTEMENTE ASSOCIADA COM O AUTISMO 
DOMÍNIO/PROCESSO CARACTERÍSTICAS 
SENSORIAL 
 
 
Hipersensibilidade, evitação sensorial, 
busca sensorial, problemas de integração 
vestibular (equilíbrio) e proprioceptiva 
(localização espacial do corpo). 
MOTOR Atrasos no desenvolvimento motor, 
problemas com a coordenação fina e 
grossa, baixo tônus motor, problemas de 
planejamento motor, falta de destreza e 
dificuldade de coordenação. 
ESTIMULAÇÃO / ATIVAÇÃO E 
EMOÇÃO 
 
Hiperestimulação, hipoestimulação, 
temperamento difícil ou lento, alta 
reatividade emocional, fraca regulação 
emocional, medo generalizado, 
ansiedade, depressão e problemas 
motivacionais. 
COGNIÇÃO 
 
Dificuldades de atenção, pensamento 
concreto, boas habilidades de 
“visualização”, fraco aprendizado 
incidental e por visualização, falta de 
brincadeiras de “faz de conta”, problemas 
de funcionamento metacognitivo e 
executivo, dificuldades na solução de 
problemas, baixo entendimento social. 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTERAÇÃO SOCIAL 
 
Fraco contato visual, dificuldades em 
seguir o modelo, atenção conjunta e 
referências sociais, baixa iniciativa de 
interações sociais, tendência a isolar-se, 
afeto social inapropriado, falta de 
empatia, baixo uso de gestos sociais, 
falta de conscientização de protocolos 
sociais e amizades superficiais. 
LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO 
 
 
Problemas de protocomunicação (falta de 
gestos sociais), ecolalia, dificuldade na 
linguagem expressiva e receptiva, 
inversão de pronomes e fraca 
compreensão de leitura e fala coloquial. 
AUTORREGULAÇÃO 
 
Falta de habilidades apropriadas de 
autorregulação, dificuldades na solução 
de problemas, incapacidade para solicitar 
e utilizar apoios instrumentais e 
emocionais, sinais de fraca 
autorregulação (impulsividade, distração, 
hiperatividade, comportamento 
estereotipado e autoestimulador, 
interesses obsessivos e limitados, 
comportamentos compulsivos e 
ritualísticos). 
PROBLEMAS COMPORTAMENTAIS 
 
Desobediência, agressividade, 
autoagressividade, problemas com o 
sono e com a alimentação. 
CARACTERÍSTICAS 
FÍSICAS/PROBLEMAS MÉDICOS 
Aparência normal, circunferência craniana 
grande e convulsões. 
Fonte: O Desenvolvimento do Autismo – Social, Cognitivo, Linguístico, Sensório-motor e 
Perspectivas Biológicas. (2015). 
 
Segue abaixo as características do TEA de acordo com a fonte acima. Por 
meio dos sentidos, aprendemos sobre o ambiente, bem como sobre nós, 
criamos as memórias que contêm registros da nossa história de experiências 
sensoriais. 
 
 
 
 
 
 
 
A gama de disfunções sensoriais do TEA que incluem a hiper e a hipo 
sensibilidades táteis, visuais, auditivas, olfativas e gustativas. Problemas de 
defesa tátil, aversões alimentares, sensibilidade hiper ou hipo a dor, sons, 
cheiros e toques. 
Os problemas sensoriais envolvem também o sistema vestibular, que ajuda a 
regular o equilíbrio e o movimento e os sistemas proprioceptivo, que fornece 
feedback sobre a posição corporal pelos músculos, tendões e ligamentos. 
Problemas nestes dois últimos sistemasprovavelmente são responsáveis pelo 
menos em parte, pelas dificuldades que muitas crianças têm nas atividades 
motoras grossas e finas (WHITMAN, 2015). 
Como observamos, os problemas sensoriais afetam diretamente o 
desenvolvimento do TEA, pois, não conseguem perceber as informações 
sensoriais que o meio ambiente oferece; informações táteis, olfativas, 
gustativas, visuais e auditivas. 
 
O sistema motor é um conjunto de processos que ajudam a organizar e 
coordenar os movimentos funcionais. A aprendizagem motora requer atenção e 
esforço conscientes. Problemas motores são frequentemente observados em 
crianças com autismo, sendo as motoras finas mais afetadas que as motoras 
grossas. 
 
Descrições de crianças com autismo sugerem que essas podem ficar 
facilmente estressadas, ansiosas e temerosas. Mostram fortes emoções ao 
 
 
 
 
 
 
ambiente, podendo ter dificuldades para regular suas emoções quando se 
sentem incomodados. 
Estudiosos têm especulado sobre o papel que a estimulação exerce no TEA, 
pois, indicam que a estimulação excessiva possa ser responsável pelas 
dificuldades sociais e comportamentos disruptivos observados nos indivíduos 
com TEA. 
 
A atenção é um pré-requisito para a aprendizagem e tem sido considerada o 
grande desafio da criança que apresenta o TEA, por apresentarem dificuldades 
em lidar com estimulação excessiva, mostrando comportamento de falta de 
vontade, ou hiperexcitação usando estes ou outros mecanismos de 
enfrentamento. 
Muitos sujeitos que apresentam TEA, diante da estimulação excessiva ou para 
orientar-se por períodos mais longos, necessitam de mecanismos de 
autorregulação para integrar e interpretar as tarefas sociais a que são 
confrontados. 
Grande parte das crianças com TEA apresentam boa capacidade de 
memorização. Quando o material a ser recordado é de natureza visual, existe 
mais possibilidade de recordar informações complexas e com relevância do 
que os que são apresentados em forma auditiva. 
 
O mais rudimentar nos processos cognitivos, a atenção, é um pré-requisito 
para o desenvolvimento dos processos mais complexos. 
 
 
 
 
 
 
Pais e professores relatam que crianças com TEA têm dificuldades com a 
atenção, desviam com frequência sua atenção, pois se envolvem com 
situações irrelevantes por longos períodos de tempo. 
Hipóteses sobre a natureza exata dos problemas de atenção das crianças com 
TEA (WHITMAN, 2015): 
 Orientar-se para um estímulo; 
 Sustentar a atenção por um período mais longo; 
 Desviar a atenção de um estímulo para o outro; 
 Ampliar o seu foco de atenção; 
A teoria do desenvolvimento aborda que a atenção e desatenção do TEA 
podem evoluir como uma forma de regular as emoções desagradáveis. Essa 
forma seletiva de observar o mundo de forma desatenta representa como esta 
criança lida com situações extremamente difíceis dentro das suas 
características. Seu olhar periférico e sua falta de vontade para dividir a sua 
atenção com outras pessoas são exemplos de como a criança utiliza 
mecanismos de enfrentamento, representando a forma de lidar nestas 
situações. 
As crianças com TEA apresentam dificuldades de atenção, pois, seu foco está 
em aspectos estreitos do ambiente, ou seja, conseguem manter atenção em 
estímulos mais simples e apresentam dificuldade na integração ou na 
percepção, e até mesmo para extrair significados de padrões de estímulos 
mais complexos (WHITMAN, 2015). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pesquisas sugerem que crianças com TEA de alto funcionamento apresentam 
boa capacidade na memorização e vão melhorando com o passar da idade. 
Estudos revelam que materiais de natureza visual são mais fáceis de serem 
memorizados do que materiais com informações auditivas. 
 
As pessoas com TEA apresentam dificuldades para compreender ideias 
abstratas, expressões de humor, figuras de linguagem e comportamentos 
enganadores, entendendo de modo literal as expressões orais utilizadas por 
um grupo de pessoas. 
Sua compreensão de mundo é visualizada de forma concreta. Temple Grandin 
relata que convertia ideias abstratas em imagens para melhor entendimento. 
 
Pessoas com TEA podem aprender habilidades comportamentais e cognitivas 
simples e concretas, mas apresentam dificuldade de transferir ou generalizar o 
que aprenderam para outros contextos e de se adaptarem a eles. A explicação 
possível para essa incapacidade é que estes apresentam um transtorno 
autorregulador. 
Esse transtorno não permite que a criança alcance sucesso em mudanças e 
generalização de comportamento, pois há grande dificuldade dessa 
transferência para novas situações de aprendizagem, que podemos 
caracterizar como autorregulação e apresenta-se da seguinte maneira: 
 
 
 
 
 
 
 Parecem confusas, indefesas e distraídas; 
 Agem de forma impulsiva e aparentemente sem sentido; 
 Perseveram utilizando repetidamente estratégias ineficazes (WHITIMAN, 
2015). 
Mesmo diante de roteiros sociais ou outros, para que possam lidar com 
situações específicas, o TEA precisaria apresentar habilidades metacognitivas 
(habilidades para tomada de decisão) caracterizadas pela autorregulação de 
comportamento. 
 
O pensamento autorreflexivo depende do desenvolvimento das relações 
interpessoais e compreensão social. 
A competência emocional se desenvolve no âmbito das relações sociais e 
experiências emocionais de uma pessoa e, Sarni (1999), sugere que crianças 
com TEA em virtude do déficit cognitivo da interpretação de suas experiências 
emocionais e dos outros, são incapazes de transmitir emoções de formas 
convencionais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O TEA exibe um amplo padrão de dificuldade em situações de interação social. 
Desde os estágios iniciais de desenvolvimento, as dificuldades de interação 
social podem não ser aparentes e menos fáceis de detectar, mas, à medida 
que seu desenvolvimento global se desenvolve, as dificuldades interacionais 
tornam-se cada vez mais aparentes. 
Wing e Gould (1979), propõem que os estilos de interação social de indivíduos 
com TEA podem ser agrupados em três tipos: 
a) DISTANTES: isolam-se do contato social, aborrecem-se quando perto 
de outras pessoas e muitas vezes rejeitam propostas sociais; 
b) PASSIVOS: não tomam iniciativas sociais, mas aceitam iniciativas por 
outros sem demonstrar aborrecimentos; 
c) ATIVOS: é o nível mais elevado de competência social, pois são 
indivíduos que se aproximam espontaneamente das pessoas, mas o 
fazem de maneira incomum e inapropriada. 
O desenvolvimento social do TEA pode ser aperfeiçoado com estruturas de 
apoio e intervenções adequadas. A criação de programas de intervenção 
precoce tem indicado melhora no comportamento social e emocional 
inapropriados de crianças retraídas, não afetivas e não interativas. 
 
O apego em uma perspectiva evolutiva, comportamento de apego servem para 
manter as crianças próximas de seus pais e cuidadores, garantindo assim sua 
segurança física e a preservação da espécie. 
Embora as pesquisas insinuem que as crianças com TEA são insensíveis a 
comportamentos de apego, em contextos educacionais, percebemos que 
 
 
 
 
 
 
estilos de apego praticados por essas crianças demonstram, algumas vezes, 
laços seguros e outras vezes, laços inseguros. 
 
A atenção conjunta é um pré-requisito para melhorar o comportamento social 
da criança. Para a criança com TEA é difícil se envolver e demonstrar 
comportamentos de apego, fazer contato visual, compartilhar interesses, 
partilhar a atenção, para a realização de uma atividade. 
Alguns pesquisadores apontam que a atenção conjunta pode direcionar o 
entendimento do desenvolvimento do TEA, pois parece ser muito importante a 
aquisição da linguagem oral para decifrar a comunicação verbal e não verbal 
de outras pessoas. 
 
Durante o desenvolvimento normal a criança é atraída por seus pais e 
cuidadores e tentam imitar suas expressões faciais.As crianças com TEA, por 
sua vez, demonstram dificuldades nesta imitação espontânea ou provocada 
quando solicitada. 
Os programas de estimulação precoce para crianças com TEA devem se 
preocupar em desenvolver as habilidades do comportamento imitativo, como o 
início ao ensino de outros comportamentos não verbais e verbais específicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os brinquedos e as brincadeiras influenciam as crianças e ajudam-nas a 
experimentar novos papéis, a resolver problemas, a interagir em cooperação 
com outras crianças e a formular e executar planos. 
O TEA demonstra uma dificuldade em participar de brincadeiras em contextos 
sociais e não sociais, sendo considerada uma das características marcantes, 
precoces da criança dentro do TEA. De acordo com Whitman (2015), as 
brincadeiras de crianças com TEA caracterizam-se por: 
 Natureza estereotipada, com objetos muitas vezes servindo como fontes 
de autoestimulação repetitiva; 
 Preocupação com brinquedos específicos; 
 Ausência de interações funcionais e normativas com brinquedos; 
 Falta de imaginação e de orientação para o faz de conta; 
 Natureza concreta e não simbólica; 
 Solidão e qualidade não social; 
 Estrutura simplista e decorada. 
 
As atividades que descrevem o comportamento de repetição, rotinas fixas, fala 
excessiva, movimento com o corpo, preocupação e rituais compulsivos 
sugerem um sistema de autorregulação cognitiva e social mal desenvolvido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
O comportamento estereotipado ocorre com alta frequência nas crianças com 
TEA e sugerem que esse comportamento serve como função de alta 
estimulação, voltado a aumentar ou reduzir o estímulo externo ou reduzir a 
ansiedade ou tensão. 
O comportamento estereotipado, também pode ser explicado como resultado 
do reforço positivo ou negativo. Por isso, o professor deve se envolver com o 
aluno para controle do comportamento e a necessidade do reforço positivo e 
não aumentar negativamente com exigências. 
 
A desobediência em crianças com TEA pode ocorrer em virtude de sua falta de 
habilidade de comunicação e, se não for mediada corretamente, esta pode 
transformar-se em agressividade. 
A literatura nos mostra padrões de sono da criança com TEA diferente da 
criança típica, como: dificuldade para adormecer; má qualidade do sono; 
acordar durante a noite; acordar cedo e padrões irregulares de sono. 
Com relação à alimentação, observamos em evidências informais: seletividade 
alimentar; comer muito rápido; respostas alérgicas aos alimentos e predileções 
a alimentos secos. 
Como visto, as informações sobre as características do TEA, nos esclarece 
para a realização de intervenções educacionais necessárias ao atendimento da 
singularidade de sua necessidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A partir do último diagnóstico, versão V de 2013, fundiram-se em um 
único diagnóstico: Transtorno do Espectro Autista – TEA, todos os distúrbios do 
autismo (Transtorno Autista, Transtorno Desintegrativo da Infância, Transtorno 
Generalizado do Desenvolvimento não Especificado e Síndrome de Asperger). 
O TEA se instala nos três primeiros anos de vida, momento este, em que 
os neurônios que coordenam a comunicação e os relacionamentos sociais 
deixam de formar as conexões necessárias (GUIA MINHA SAÚDE ESPECIAL, 
2016). 
Mesmo que o transtorno seja incurável, quando o reconhecimento 
desses neurônios é tardio, e não são estimulados no momento certo, perde-se 
a oportunidade de a criança aprender e desenvolver-se. 
 
 
 
 
 
 
De acordo com o DSM-V existe uma díade de sintomas composta de 
critérios específicos: 
1- Os Déficits sociais e de comunicação; 
2- Comportamentos repetitivos e restritivos. 
A fim de receber um diagnóstico de transtorno do Espectro Autista, uma 
pessoa precisa apresentar os três seguintes déficits dentro da comunicação e 
da comunicação social: 
1) Problemas de interação social ou emocional alternativa - isso pode 
incluir a dificuldade de estabelecer conversas e interações, a incapacidade 
de iniciar uma interação e problemas com a atenção compartilhada ou 
partilha de emoções e interesse com os outros. 
2) Problemas para as relações – isso pode envolver uma completa falta de 
interesse em outras pessoas, a dificuldade de se engajar em atividades 
sociais apropriadas à idade e de adaptação às diferentes expectativas 
sociais. 
3) Problemas de comunicação não verbal – o que pode incluir dificuldade 
no contato visual, postura, expressões faciais, tom de voz e gestos, bem 
como a dificuldade de entender esses sinais não verbais em outras 
pessoas. 
4) Comportamentos repetitivos e restritivos – o indivíduo deve apresentar, 
pelo menos, dois desses comportamentos: 
 Apego extremo a rotinas e padrões; resistência a mudanças nas 
rotinas e sinais ritualísticos; 
 Fala ou movimentos repetitivos ou estereotipados; 
 Interesses intensos e restritivos. 
 
 
 
 
 
 
 Dificuldade em integrar informação sensorial ou forte procura ou 
evitar comportamentos de estímulos sensoriais, caracterizando 
problemas de transtornos sensoriais. 
Esses dois critérios de análise (díade) do TEA passam por níveis 
classificatórios de leve, moderado e grave (MARI, 2015) 
QUADRO: DSM-V– TEA TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA – 
DÉFICIT NA COMUNICAÇÃO SOCIAL E PADRÕES DE COMPORTAMENTO 
Déficits persistentes em comunicação social e interação social em múltiplos 
contextos, manifestados como se segue, atualmente ou por histórico: 
Déficits na reciprocidade social-emocional, variando, por exemplo, desde uma abordagem 
social anormal e falha no diálogo normal até um compartilhamento reduzido de interesses, 
emoção ou afeto, até uma falha em iniciar ou responder à interação social. 
Déficits em comportamentos comunicativos não verbais usados para interação social, 
variando, por exemplo, desde comunicações verbais e não verbais pobremente integradas 
a anormalidades no contato visual e linguagem corporal ou déficits em compreender e usar 
gestos, até a ausência total de expressões faciais e comunicação não verbal. 
Déficits no desenvolvimento, manutenção e compreensão dos relacionamentos, variando, 
por exemplo, desde dificuldades em ajustar o comportamento aos diferentes contextos 
sociais a dificuldades em compartilhar jogos imaginativos, até a ausência de interesse nos 
semelhantes. 
Padrões de comportamentos, interesses ou atividades restritos e repetitivos, como 
manifestado por pelo menos dois dos seguintes, atualmente ou por histórico: 
Movimentos motores, uso de objetos ou fala estereotipada ou repetitivos (ex.: estereotipia 
motora simples, alinhar brinquedos ou virar objetos, ecolalia, frases idiossincráticas). 
Insistência na monotonia, adesão inflexível à rotina ou padrão ritualizado de 
comportamentos verbais ou não verbais (ex.: estresse extremo a pouca mudança, 
dificuldade com transições, padrões de pensamento rígidos, rituais de cumprimento, 
necessidade de pegar o mesmo caminho ou comer a mesma comida todo dia). 
Interesses fixos e altamente restritos que são anormais em intensidade e foco (ex.: forte 
apego ou preocupação com objetos não usuais, interesses excessivamente restritos ou 
perseverantes). 
 
 
 
 
 
 
Hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais ou interesse não usual em aspectos 
sensoriais do ambiente (ex.: aparente indiferença à dor ou à temperatura, resposta adversa 
a sons e texturas específicos, excessivo tocar ou cheirar objetos, fascinação visual em 
relação à luz ou movimento. 
Fonte: Autismo: perspectivas no dia a dia. (2013) 
 
 O Ministério da Saúde descreve indicadores do desenvolvimento e sinais 
de alerta que possibilitam a instauração de intervenções precoces importantes 
para crianças com TEA que possibilitam a identificação desse quadro 
favorecendo o desenvolvimento global da criança. 
 Esse diagnóstico é realizado por meio de observações direta com a 
criança, entrevistascom pais e ou cuidadores. 
 
 INDICADORES DO 
DESENVOLVIMENTO 
INFANTIL 
SINAIS DE ALERTA PARA 
TEA 
De 0 a 
06 
meses 
Interação 
Social 
Por volta dos 3 meses de idade 
crianças passam a acompanhar 
e a buscar o olhar de seu 
cuidador. 
Crianças com TEA podem 
não fazer isto ou fazer com 
frequência menor. 
Em torno dos 6 meses de idade 
é possível observar que as 
crianças prestam mais atenção 
em pessoas do que em objetos 
ou brinquedos. 
Criança com TEA pode 
prestar mais atenção em 
objetos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Linguagem Desde o começo, a criança 
parece ter atenção à (melodia 
da) fala humana. Após os 3 
meses, ela já identifica a fala 
de seu cuidador, mostrando 
reações corporais. Para sons 
ambientais, apresenta 
expressões, por exemplo, de 
“susto”/ choro/tremor. 
Criança com TEA pode 
ignorar ou apresentar pouca 
resposta aos sons de fala. 
Desde o começo, a criança 
apresenta balbucio intenso e 
indiscriminado, bem como 
gritos aleatórios, de volume e 
intensidade variados, na 
presença ou na ausência do 
cuidador. Por volta dos 6 
meses, começa uma 
discriminação nestas 
produções sonoras, que 
tendem a aparecer 
principalmente na presença do 
cuidador. 
Criança com TEA pode 
tender ao silêncio e/ou 
a gritos aleatórios. 
No inicio, o choro é 
indiscriminado. 
Por volta dos 3 meses, há o 
início de diferentes 
formatações de choro: choro 
de fome, de birra, etc. Estes 
formatos diferentes estão 
ligados ao momento e/ou a um 
estado de desconforto. 
Criança com TEA pode ter 
um choro indistinto nas 
diferentes ocasiões, e pode 
ter frequentes crises de 
choro duradouro, sem 
ligação aparente a evento ou 
pessoa. 
 Brincadeiras As crianças olham para o 
objeto e o exploram de 
diferentes formas (sacodem, 
atiram, batem e etc.) 
Ausência ou raridade desses 
comportamentos 
exploratórios pode ser um 
indicador de TEA. 
Alimentação A amamentação é um 
momento privilegiado de 
atenção por parte da criança 
aos gestos, expressões faciais 
e fala de seu cuidador. 
Criança com TEA pode 
apresentar dificuldades 
nestes aspectos. 
 
 
 
 
 
 
 
De 06 
a 12 
meses 
Interação 
Social 
Começam a apresentar 
comportamentos 
antecipatórios (ex.: estender 
os braços e fazer contato 
visual para “pedir” colo) e 
imitativos (por exemplo: gesto 
de beijo). 
Crianças com TEA podem 
apresentar dificuldades 
nesses comportamentos. 
 
 
Linguagem 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Choro bastante diferenciado e 
gritos menos aleatórios. 
Crianças com TEA podem 
gritar muito e manter seu 
choro indiferenciado, criando 
uma dificuldade para seu 
cuidador entender suas 
necessidades. 
Balbucio se diferenciando; 
risadas e sorrisos. 
Crianças com TEA tendem 
ao silêncio e a não 
manifestar amplas 
expressões faciais com 
significado. 
Atenção a convocações 
(presta atenção à fala 
materna ou do cuidador e 
começa a agir como se 
“conversasse”, respondendo 
com gritos, balbucios, 
movimentos corporais). 
Crianças com TEA tendem a 
não agir como se 
conversassem. 
 
 A criança começa a atender 
ao ser chamada pelo nome. 
Crianças com TEA podem 
ignorar ou reagir apenas 
após insistência ou toque. 
Começa a repetir gestos de 
acenos, palmas, mostrar a 
língua, dar beijo, etc. 
Crianças com TEA podem 
não repetir gestos (manuais 
e/ou corporais) frente a uma 
solicitação ou pode passar a 
repeti-los fora do contexto, 
aleatoriamente. 
Brincadeiras Começam as brincadeiras 
sociais (como brincar de 
esconde-esconde), a criança 
passa a procurar o contato 
visual para manutenção da 
interação. 
A criança com TEA pode 
precisar de muita insistência 
do adulto para se engajar 
nas brincadeiras. 
 
 
 
 
 
 
 Alimentação Período importante porque 
serão introduzidos texturas e 
sabores diferentes (sucos, 
papinhas) e, sobretudo, 
porque será iniciado o 
desmame. 
Crianças com TEA podem 
ter resistência a mudanças 
e novidades na 
alimentação. 
 
 Interação 
Social 
Aos 15-18 meses as crianças 
apontam (com o dedo 
indicador) para mostrar coisas 
que despertam a sua 
curiosidade. Geralmente, o 
gesto é acompanhado por 
contato visual e, às vezes, 
sorrisos e vocalizações (sons). 
Ao invés de apontar elas 
podem “mostrar” as coisas de 
outra forma (ex.: colocando-as 
no colo da pessoa ou em 
frente aos seus olhos). 
A ausência ou raridade deste 
gesto de atenção 
compartilhamento pode ser 
um dos principais indicadores 
de TEA. 
 
 Linguagem Surgem as primeiras palavras 
(em repetição) e, por volta do 
18º mês, os primeiros esboços 
de frases (em repetição a fala 
de outras pessoas). 
Crianças com TEA podem 
não apresentar as primeiras 
palavras nesta faixa de 
idade. 
De 12 
a 18 
meses 
A criança desenvolve mais 
amplamente a fala, com um 
uso gradativamente mais 
apropriado do vocabulário e da 
gramática. Há um progressivo 
descolamento de usos 
“congelados” (situações do 
cotidiano muito repetidas) para 
um movimento mais livre na 
fala. 
Crianças com TEA podem 
não apresentar este 
descolamento/sua fala pode 
parecer muito adequada, 
mas porque está em 
repetição, sem autonomia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A compreensão vai também 
saindo das situações 
cotidianamente repetidas e 
se ampliando para diferentes 
contextos. 
Crianças com TEA mostram 
dificuldade em ampliar sua 
compreensão de situações 
novas. 
 A comunicação é, em geral, 
acompanhada 
por expressões faciais que 
refletem o estado emocional 
das crianças (ex.: arregalar 
os olhos e fixar o olhar no 
adulto para expressar 
surpresa, ou então 
constrangimento, 
“vergonha”). 
Crianças com TEA tendem a 
apresentar menos variações na 
expressão facial ao se 
comunicarem, a não ser 
alegria/excitação, raiva ou 
frustração. 
 Brincadeiras Aos 12 meses a brincadeira 
exploratória é ampla e 
variada. A criança gosta de 
descobrir os diferentes 
atributos (textura, cheiro, 
etc.) e funções dos objetos 
(sons, luzes, movimentos, 
etc.). 
A criança com TEA tende a 
explorar menos objetos e, muitas 
vezes, fixa-se em algumas de 
suas partes, sem explorar as 
funções (ex.: passar mais tempo 
girando a roda de um carrinho do 
que empurrando-o). 
 O jogo de faz-de-conta 
emerge por volta dos 15 
meses e deve estar presente 
de forma mais clara aos 18 
meses de idade. 
Em geral, isso não ocorre no 
TEA. 
 Alimentação A criança gosta de descobrir 
as novidades na 
alimentação, embora possa 
resisti r um pouco no início. 
Crianças com TEA podem ser 
muito resistentes à introdução de 
novos alimentos na dieta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
De 18 
a 24 
meses 
Interação 
Social 
Há interesse em pegar objetos 
oferecidos pelo seu parceiro 
cuidador. Olham para o objeto 
e para quem o oferece. 
Crianças com TEA podem não se 
interessar e não tentar pegar 
objetos estendidos por pessoas 
ou fazê-lo somente após muita 
insistência. 
A criança já segue o apontar 
ou o olhar do outro, em várias 
situações. 
Crianças com TEA podem não 
seguir o apontar ou o olhar dos 
outros; podem não olhar para o 
alvo ou olhar apenas para o dedo 
de quem está apontando. Além 
disso, não alterna seu olhar entre 
a pessoa que aponta e o objeto 
que está sendo apontado. 
A criança, em geral, tem a 
iniciativa espontânea de 
mostrar ou levar objetos de 
seu interesse a seu cuidador. 
Nos casos de TEA, a criança, em 
geral, só mostra ou dá algo para 
alguém se isso reverter em 
satisfação de alguma 
necessidade imediata (abrir uma 
caixa, por exemplo, para que ela 
pegue um brinquedo em que 
tenha interesse imediato: uso 
instrumental do parceiro). 
Por volta dos 24 meses: 
surgem os “erros”, mostrando 
o descolamento geral do 
processo de repetição da fala 
do outro, em direção a uma 
fala mais autônoma, mesmo 
que sem domínio das regras econvenções (Por isso 
aparecem os “erros”). 
Criança com TEA tendem a 
ecolalia. 
 
 
 Os gestos começam a ser 
amplamente usados na 
comunicação. 
Crianças com TEA costumam 
utilizar menos gestos e/ou a 
utilizá-los aleatoriamente. 
Respostas gestuais, como: 
acenar com a cabeça para “sim” e 
“não”, também podem estar 
ausentes nessas crianças entre 
os 18 e 24 meses. 
 
 
 
 
 
 
 Brincadeiras Por volta de 18 meses, 
bebês costumam reproduzir 
o cotidiano por meio de um 
brinquedo ou brincadeira; 
descobrem a função social 
dos brinquedos. (ex.: fazer o 
animalzinho “andar” e 
produzir sons) 
A criança com TEA pode 
ficar fixada em algum 
atributo do objeto, como a 
roda que gira ou uma 
saliência em que passa os 
dedos, não brincando 
apropriadamente com o 
que o brinquedo 
representa. 
 As crianças usam brinquedos 
para imitar ações dos adultos 
(dar a mamadeira a uma 
boneca; dar “comidinha” 
usando uma colher, “falar” ao 
telefone, etc.) de forma 
frequente e variada. 
Em crianças com TEA este 
tipo de brincadeira está 
ausente ou é rara. 
 Alimentação Período importante porque, 
em geral, é feito: 1) o 
desmame; 2) começa a 
passagem dos alimentos 
líquidos/ pastosos, 
frios/mornos para alimentos 
sólidos/semi-sólidos, 
frios/quentes/ mornos, doces/ 
salgados/amargos; variados 
em quantidade; oferecidos 
em vigília, fora da situação 
de criança deitada ou no 
colo; 3) começa a introdução 
da cena alimentar: mesa/ 
cadeira/utensílios (prato, 
talheres, copo) e a interação 
familiar/social. 
Crianças com TEA podem 
resistir às mudanças, 
podem apresentar recusa 
alimentar ou insistir em 
algum tipo de alimento 
mantendo, por exemplo, a 
textura, a cor, a 
consistência, etc. Podem, 
sobretudo, resistir a 
participar da cena 
alimentar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
De 24 
a 36 
meses 
Interação 
Social 
Os gestos (olhar, apontar, etc.) 
são acompanhados pelo 
intenso aumento na 
capacidade de comentar e/ou 
perguntar sobre os objetos e 
situações que estão sendo 
compartilhadas. A iniciativa da 
criança em apontar, mostrar e 
dar objetos para compartilhá-
los com o adulto aumenta em 
frequência. 
Os gestos e comentários 
em resposta ao adulto 
tendem a aparecer 
isoladamente ou após muita 
insistência. As 
iniciativas são raras, sendo 
um dos principais sinais de 
alerta de TEA. 
Linguagem A fala está mais desenvolvida, 
mas ainda há repetição da fala 
do adulto em várias ocasiões, 
com utilização dentro da 
situação de comunicação. 
Crianças com TEA podem 
ter repetição da fala da 
outra pessoa sem relação 
com a situação de 
comunicação. 
Começa a contar pequenas 
estórias; a relatar eventos 
próximos já acontecidos; a 
comentar sobre eventos 
futuros, sempre em situações 
de diálogo (com o adulto 
sustentando o discurso). 
Crianças com TEA podem 
apresentar dificuldades ou 
desinteresse em narrativas 
referentes ao cotidiano. 
Podem repetir fragmentos 
de relatos/narrativas, 
inclusive de diálogos, em 
repetição e independente da 
participação da outra 
pessoa. 
Canta e pode recitar uma 
estrofe de versinhos (em 
repetição). Já faz distinção de 
tempo (passado, presente, 
futuro); de gênero (masculino, 
feminino); e de número 
(singular, plural), quase 
sempre adequadas (sempre 
em contexto de diálogo). 
Produz a maior parte dos sons 
da língua, mas pode 
apresentar “erros”; a fala tem 
uma melodia bem infantil 
ainda; voz geralmente mais 
agudizada. 
Crianças com TEA podem 
tender à ecolalia; distinção 
de gênero, número e tempo 
não acontece; cantos e 
versos só em repetição 
aleatória, não “conversam” 
com o adulto. 
 
 
 
 
 
 
 
 Brincadeiras A criança, nas brincadeiras, usa 
um objeto “fingindo” que é outro 
(um bloco de madeira pode ser 
um carrinho, uma caneta pode 
ser um avião, etc.). A criança 
brinca imitando os papéis dos 
adultos (de “casinha”, de 
“médico”, etc.), construindo 
cenas ou estórias. Ela própria 
ou seus bonecos são os 
“personagens”. 
Crianças com TEA 
raramente apresentam este 
tipo de brincadeira ou o 
fazem de forma bastante 
repetitiva e pouco criativa. 
A criança gosta de brincar perto 
de outras crianças (ainda que 
não necessariamente com elas) 
e demonstram interesse por 
elas (aproximar-se, tocar e se 
deixar tocar, etc.). 
A ausência dessas ações 
pode indicar sinais de TEA; 
as crianças podem se 
afastar, ignorar ou limitar-se 
a observar brevemente 
outras crianças à distância. 
Aos 36 meses as crianças 
gostam de propor/ engajar-se 
em brincadeiras com outras da 
mesma faixa de idade. 
Crianças com TEA, quando 
aceitam participar das 
brincadeiras com outras 
crianças, em geral, têm 
dificuldades em entendê-las. 
Alimentação A criança já participa das cenas 
alimentares cotidianas: café da 
manhã/almoço/jantar; é capaz 
de estabelecer separação dos 
alimentos pelo tipo de refeição 
ou situação (comida de 
lanche/festa/almoço de 
domingo, etc.); início do 
manuseio adequado dos 
talheres; alimentação contida 
ao longo do dia (retirada das 
mamadeiras noturnas). 
Crianças com TEA podem 
ter dificuldade com este 
esquema alimentar: 
permanecer na mamadeira; 
apresentar recusa alimentar; 
não participar das cenas 
alimentares; não se adequar 
aos “horários” de 
alimentação; pode querer 
comer a qualquer hora e 
vários tipos de alimento ao 
mesmo tempo; pode passar 
por longos períodos sem 
comer; pode só comer 
quando a comida é dada na 
boca ou só comer sozinha, 
etc. 
Fonte: Diretrizes de atenção: à reabilitação da pessoa com Transtornos do Espectro do 
Autismo (TEA). (2013). 
 
 
 
 
 
 
 
 
O TEA apresenta comportamento de compulsões, rituais e rotinas, 
insistência, mesmice e interesse circunscritos, que são caracterizados por uma 
aderência rígida a alguma regra ou necessidade de ter as coisas somente por 
tê-las. 
Crianças com TEA, muitas vezes., demonstram grandes habilidades 
sobre um determinado assunto específico e um padrão anormal e restrito de 
interesses, exagerando em foco e intensidade para crianças daquela idade. 
Mas não conseguem destinar tempo para o desenvolvimento e aprendizagem 
de habilidades básicas, apresentando prejuízo em outras áreas de sua vida 
fundamentais para a autonomia, comunicação e socialização. 
Pesquisas indicam que pessoas com TEA aparentam dificuldades nas 
funções executivas que nos habilitam a planejar coisas, iniciar tarefas, se 
controlar para continuar a tarefa, manter a atenção, e finalmente resolucionar o 
problema. 
Por esta razão, pessoas com TEA são aflitas quando saem da rotina, 
não conseguem generalizar as regras e informações e apresentam ansiedade 
diante das mudanças e dos problemas a serem resolvidos, demonstrando, com 
isso, padrões de comportamentos restritos e repetitivos. 
Diante desse quadro de rigidez e ansiedade, surgem as birras e os 
comportamentos disruptivos (se jogar no chão, derrubar objetos, avançar nos 
colegas e professores), que estão ligados à dificuldade do TEA em utilizar a 
comunicação convencional para manifestar seus desejos e inquietudes. 
 
 
 
 
 
 
 
Por essa questão, o TEA utiliza a forma de comunicação que lhe é 
extremamente funcional: comportamentos disruptivos. O problema se agrava 
quando se realizam todos os desejos da criança com TEA, o que é infelizmente 
comum. 
 A solução para diminuir a frequência de birras, então, é ensinar formas 
de comunicação adequadas, que permitam a criança a manifestar suas 
necessidades. 
 
O atendimento da criança com TEA é multiprofissional; essa mediação 
deve envolver várias frentes e diferentes tipos de terapia. 
As intervenções multidisciplinares, em diferentes combinações, devem 
atender às necessidades de cada criança, pois, é de fundamental importância o 
entendimento de que as crianças são diferentes, com potenciais e 
oportunidades diferentes,significando plano multidisciplinar e individual para 
cada uma. 
O processo de investigação de uma criança com TEA, inicia muitas 
vezes dentro da família, em um parque de diversões, na escola, em busca de 
respostas a comportamentos diferentes e padrões de desenvolvimento 
esperados para sua idade. Aprofundando a investigação, chegam a um 
neurologista e/ou psiquiatra que classificam essa criança de acordo com o 
Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais, manual que auxilia 
nortear e direcionar a avaliação de comportamento de seres humanos, sejam, 
eles crianças ou adultos, hoje DSM-V, último editado em 2013 e CID-10, 
 
 
 
 
 
 
 
 
Código Internacional de Doenças, segundo a Organização Mundial da Saúde 
(OMS). 
O diagnóstico adequado é necessário para maiores possibilidades de 
atendimento e melhoria do comprometimento global da criança com TEA. 
São indicadores para a avaliação mais detalhada de uma criança com 
provável TEA, de acordo com (ROTTA; OHLWEILER; RIESGO, 2016): 
 Não balbucia aos 12 meses; 
 Não gesticula aos 12 meses (não aponta, não abana); 
 Tem ausência de palavras com significados aos 16 meses; 
 Não consegue elaborar frases de duas palavras 
espontaneamente e não ecolálicas aos 24 meses; 
 Sofre alguma perda de linguagem ou habilidades sociais em 
qualquer idade. 
As intervenções visam ajudar a criança a: 
 Adquirir habilidades funcionais para usar todo o seu potencial; 
 Reduzir a rede de comportamentos mal adaptados que interferem 
no comportamento; 
 Desenvolver a autonomia e a independência; 
 Flexibilizar tendências repetitivas; 
 Desenvolver habilidades cognitivas a acadêmicas; 
 Melhorar a comunicação e atenção compartilhada. 
Ao mesmo tempo o diagnóstico é necessário para: 
 Que a família busque orientação e informação especializada; 
 
 
 
 
 
 
 Que os professores reconheçam a necessidade de conhecimento 
específico sobre o TEA e suas características, e busquem a 
especialização necessária para o atendimento nas necessidades 
dessas crianças. 
 
Devido à ampla variação do TEA, sua apresentação clínica pode ser 
acompanhada por comorbidades (ocorre quando duas ou mais doenças estão 
etiologicamente relacionadas), como epilepsia e outras afecções neurológicas, 
deficiência intelectual, hiperatividade, auto e heteroagressão. Porém, é 
necessário realizar o diagnóstico diferencial, como a deficiência intelectual, os 
distúrbios específicos de linguagem, o mutismo seletivo, a depressão do bebê, 
o transtorno reativo de vinculação e a surdez (BRASIL, 2013). 
Com o intuito de conhecer o TEA e suas comorbidades, não é para 
alarmar a família para outros problemas, mas para compreender como se 
apresenta o distúrbio do espectro autista e o seu processo de desenvolvimento, 
a fim de propor alternativas de atendimentos, uma vez que há uma variedade 
de etiologias. Além dos prejuízos inerentes ao transtorno, podem estar 
associadas a outros comprometimentos, o que justifica as crianças com TEA 
apresentarem, em 70% dos casos, duas a cinco comorbidades (ROTTA; 
OHLWEILER; RIESGO, 2016). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Por meio da linguagem expressamos nossas necessidades, 
comunicamos nossos pensamentos, sentimentos, exploramos e respondemos 
ao meio social, e imaginamos mundos diferentes em que vivemos. 
Existe uma compreensão dinâmica entre a linguagem da criança e seu 
funcionamento social e cognitivo. 
É comum a criança com TEA apresentar uma deficiência na linguagem 
como característica diagnóstica central. Também é comum, essas crianças 
apresentarem muita dificuldade na comunicação e na linguagem expressiva, ao 
ecoarem palavras que ouvem. 
Em crianças com o transtorno, que desenvolvem uma linguagem mais 
complexa, sua gramática é muito semelhante ao das crianças típicas, mas 
mostram uma variedade de anomalias como: sequência comum de palavras, 
inversões de pronomes, utilização de sentenças na voz passiva, problemas na 
produção e compreensão de perguntas. 
Crianças com TEA, raramente, usam a linguagem para compartilhar ou 
obter informações de outros. Mesmo as crianças que apresentam alto 
funcionamento, não compreendem pontos de vistas diferentes dos seus (não 
apresentam uma teoria da mente). 
No desenvolvimento da aprendizagem para a aquisição da linguagem 
com crianças, é necessário o surgimento de intenções comunicativas e com 
capacidade simbólica. 
 
 
 
 
 
 
 
A criança com TEA manifesta limitações nestas áreas, mas seus atos 
comunicativos e simbólicos podem ser adquiridos, mesmo que apresentem 
dificuldades, se for mediada a realizar solicitações a outras pessoas e a rejeitá-
las. 
UM TEA EM MINHA SALA DE AULA 
 
Fonte: https://pt.slideshare.net/SimoneHelenDrumond/91-autismo-e-sala-de-aula-adaptao-por-
simone-helen-drumond 
 
 
Para trabalhar com a criança com TEA é necessário o conhecimento de 
suas características, de comportamento e de comunicação. Algumas 
orientações pedagógicas são necessárias, no que tange aos comportamentos 
disruptivos em uma sala de aula com muitos alunos. A investigação se faz 
 
 
 
 
 
 
 
importante, nos problemas de atitudes disruptivas, deve-se posteriormente, ter 
uma prática de perseverança, redirecionar as atitudes da criança para um 
comportamento social, levando-a a expressar os seus sentimentos e desejos. 
 Seguem algumas orientações: 
 Não se alterar e não valorizar as reações excessivas; 
 Redirecionar a atenção e ação do aluno; 
 Usar um tom de voz baixo, manter o mesmo tom e o contato 
visual; 
 Corrigir mediando, não reprimindo; 
 Disciplinar a atividade e não imobilizar o aluno; ele precisa confiar 
em seu mediador; 
 O mediador deve oportunizar um fazer pedagógico diferenciado e 
especializado para cada criança que apresenta o TEA. 
Como sugestão de estratégias de aprendizagem, Verônica Sherborne, 
professora de Educação Física, acredita que a técnica abaixo pode beneficiar 
uma criança TEA em seu desenvolvimento psicomotor. 
Movimentos Sherborne – “Relation Play” 
Esta abordagem tem como objetivos gerais desenvolver a autoconfiança, 
autoconhecimento, consciencialização corporal e espacial, promover a interação 
social e a comunicação entre os participantes. Pode ser aplicado individualmente ou 
em grupo, em todas as idades (embora seja mais direcionado para crianças). 
No Relation Play é particularmente importante estimular a comunicação não-verbal. 
Devem estar sempre presentes a linguagem corporal, mímica, expressões faciais, 
contato ocular e o toque nas atividades. Esta abordagem também permite trabalhar a 
defesa tátil (reação exagerada e aversiva ao toque), muito característica nas crianças 
com este transtorno. 
 
 
 
 
 
 
O trabalho educacional é de fundamental importância para o 
atendimento da criança com TEA, pois, independente da teoria comportamental 
ou cognitiva,é de competência do professor o estabelecimento de intervenções 
que possam atender às necessidades da criança a nível cognitivo, social e 
emocional. 
Devemos observar no TEA quais as suas distrações visuais, auditivas, 
olfativas e táteis para melhor atender e estimular o seu processo pedagógico. 
O processo de ensino e aprendizagem na apresentação do material 
didático deve ser individual, com afetividade, compartilhando com sentimentos 
e interesses de cada aluno. Deve-se, portanto, oportunizar ambientes 
estruturados, organizados, não hiperestimulados, olhando para os olhos e 
chamando para o contato visual, respeitando a necessidade de organização 
diária, que permitam uma situação mais confortável ao aluno TEA, mas ao 
mesmo tempo oferecendo atividades diversas. Com isso, auxiliando no 
rompimento da repetição estereotipada. 
A criança com TEA aprende de forma mais direta as informações que 
podem ser absorvidas de uma região do espaço visual. Para isso, o professor 
deve propiciar atividades a nível visual, como umroteiro de imagens que 
ajudam seu cérebro a se aprontar para as atividades diárias e/ou atividades de 
sala de aula. 
A música provoca um efeito calmante e natural sobre o corpo humano. 
Músicas de piano provocam um efeito relaxante e positivo sobre as crianças 
com TEA. Durante as atividades, a música pode auxiliar na parte integrante do 
trabalho pedagógico, sendo considerada uma boa estratégia para regular as 
crises de ansiedade. Auxiliam, também, na interação, emoção e aprendizado 
da linguagem, além de facilitar nos momentos lúdicos e de necessidade de 
espera da criança. 
 
 
 
 
 
 
 
Muitas vezes os comportamentos repetitivos podem originar-se na 
tentativa de se organizar, pois as crianças com TEA executam esses 
comportamentos para ajudar no controle de superestimulação em ambientes 
com muita estimulação visual e auditiva, por exemplo. 
A criança com TEA, para se organizar, alinha determinados objetos 
como forma de acalmar, de simplificar o que está sentindo, e, para tanto, é de 
competência de quem está mediando a situação em casa ou na escola, de 
ofertar um lugar mais seguro, calmo, um ambiente mais previsível, onde possa 
ajudá-lo na redução de sua ansiedade. 
Seguem outras orientações para interação no cotidiano escolar do aluno 
com TEA: 
 Estimular o contato físico; 
 Reprimir comportamentos auto e heteroagressão quando 
ocorrerem. 
 Propiciar atividades que envolvam elementos do mundo ao seu 
redor. 
 Emprego de estratégias relacionadas à área de seu interesse; 
 Recursos visuais oferecidos paralelamente aos estímulos 
auditivos podem ser úteis; 
 Criar estratégias que estabeleçam e favoreçam as interações de 
amizade; 
 Explicar e estabelecer claramente atividades e normas básicas de 
respeito; 
 Conhecer as características dos alunos e manifestação de 
comportamento; 
 
 
 
 
 
 
 Promover melhor desenvolvimento das potencialidades; 
 Buscar suporte científico e técnico para melhor compreensão dos 
transtornos; 
 Atitudes de acolhimento e afeto, pois o afeto não é uma parte 
incidental, mas sim é parte inseparável de como nos vemos e 
representamos o mundo em volta de nós. 
 Devido à inflexibilidade de comportamento e casos mais severos 
de autoagressão, medidas de acolhimento são fundamentais; 
 O aprendizado advindo de situações reais é de utilidade real para 
a criança, pois pode-se organizar situações contextuais da 
criança; 
 A disposição do ambiente escolar é de fundamental importância, 
no qual todos participam, e o aluno com o TEA deve ficar mais 
próximo do professor; 
 Fazer estratégias metodológicas diversificadas; 
 Oferecer atividades que possibilitem diferentes graus de 
complexidade, pois esta pode ser trabalhada de diversas 
maneiras; 
 Explorar utilização de diversos materiais durante a realização de 
atividades; 
 Elaborar formas de avaliação adequadas à necessidade do aluno. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É de fundamental importância compreender as dificuldades que a família 
sente ao receber o impacto de provável e/ou diagnóstico do espectro autista, 
pois, na maioria das vezes, convivem com o nascimento de um bebê que não 
chama a atenção por suas características físicas, mas sim, pelos sintomas que 
apresentam em seu desenvolvimento nas questões sociais, de comunicação e 
de comportamento. Esses sintomas podem se apresentar de maneiras sutis e 
os pais são quase pegos de surpresas. Muitas vezes o TEA traz uma carga de 
dor familiar, isolamento social e exclusão escolar. Por mais que a família se 
preocupe, existe a insegurança e, com isso, alterações significativas ocorrem 
no ambiente familiar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Diante do conflito, pode existir o desafio, a negação, a culpa e 
sentimentos, muitas vezes improdutivos, mas necessários para o 
enfrentamento do diagnóstico adequado. 
Por último, vem a experiência da dor e do luto para a luta, para a busca 
de conhecimento e intervenções necessárias que facilitem o desenvolvimento 
da criança com TEA. Mesmo com todo apoio e busca pela família para 
melhorar a condições de vida dessa criança, a situação cotidiana não é leve, é 
insegura, na qual os pais buscam na escola e nas terapias intervenções para 
melhorar as habilidades do TEA com vista à superação de suas dificuldades. 
A escola e a família precisam dialogar entre si nas ações, intervenções 
de aprendizagem e suporte de apoio na área da comunicação e 
comportamento. 
O bom preparo do profissional se faz necessário, como o auxílio no 
atendimento pedagógico do aluno com TEA e intervenções junto à família. 
A família e a escola são corresponsáveis pela busca compartilhada de 
impasses que surgirão ao longo do caminho, que objetivará no sucesso de 
cada criança com TEA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AUTISMO. FILME FRANCÊS "O CÉREBRO DE HUGO" 
 
https://www.youtube.com/watch?v=PKhS4WlG234 
 
AUTISMO E SINDROME DE ASPERGER - TEMPLE GRANDIN (PARTE 1) 
 
https://www.youtube.com/watch?v=I1-VYbBeUd8 
 
AUTISMO E SINDROME DE ASPERGER - TEMPLE GRANDIN (PARTE 2) 
https://www.youtube.com/watch?v=mLIgzWXCT6I 
https://www.youtube.com/watch?v=PKhS4WlG234
https://www.youtube.com/watch?v=I1-VYbBeUd8
https://www.youtube.com/watch?v=mLIgzWXCT6I
 
 
 
 
 
 
 
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Transtornos do Espectro Autista (TEA). Brasília – DF, 2013. 
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