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Instituto de Educação Santa Maria-IESM CNPJ: 44.033.954/0001-76 Diretor Pedagógico: Prof.Esp.Francisco Barroso de Sousa Diretor Geral: Prof.Esp.Francisco Marcos Ferreira Lima Curso: Graduação em Pedagogia DISCIPLINA : PEDAGOGIA EMPRESARILAL SAO DOMINGOS -MA 2025 3 INTRODUÇÃO O pedagogo tem se caracterizado como o profissional responsável pelo ensino e especialidades na educação, tais como: Direção, Coordenação e Supervisão, entre outras atividades específicas da escola. Mas dificilmente, encontra-se o profissional da educação desvinculado da escola propriamente dita e inserido em outras atividades, como empresas, mesmo que este trabalho refira-se à educação. Hoje o curso de Pedagogia passa por um processo de reestruturação com propostas divergentes de diretrizes curriculares, considerando as mudanças ocorridas no processo produtivo, faz-se importante contemplar a possibilidade de atuação desses profissionais em outros setores do trabalho. Essas transformações estão nos levando a um novo modelo de organização da economia e da sociedade: uma economia do saber. Estamos diante da famosa e complicada sociedade do conhecimento, onde o recurso controlador não é mais o capital, a terra ou a mão-de-obra, mas, sim, a capacidade e experiências dos indivíduos. E sim qualificar profissionais para atuarem no âmbito empresarial, visando os processos de planejamento, capacitação, treinamento, atualização e desenvolvimento do corpo funcional da empresa é o foco da Pedagogia Empresarial. O ambiente organizacional solicita o trabalhador pensante, criativo, proativo, analítico, com habilidade para resolução de problemas e tomada de decisões, capacidade de trabalho em equipe e em total contato com a rapidez de transformação e a flexibilização dos tempos atuais. Onde surgem varias indagações, é que aparece a figura do Pedagogo Empresarial. Cada vez mais as empresas descobrem a importância da educação no trabalho e começam a desvendar a influência da ação educativa do Pedagogo na empresa. Sendo assim, a pedagogia conta com o Pedagogo Empresarial dentro da empresa, visando sempre melhorar a qualidade de prestação de serviços. Atualmente, a empresa começa abrir espaço para que este profissional possa, de maneira consciente e competente, solucionar problemas, elaborar projetos, formular hipóteses, visando à melhoria dos processos instituídos na 4 empresa, garantindo a qualidade do atendimento, contribuindo para instalação da cultura institucional da formação continuada dos empregados. O Pedagogo na empresa produz e difunde o conhecimento, exercendo o seu papel de educador. A maneira de atuar na empresa deve buscar modificar o comportamento dos trabalhadores de modo que estes melhorem tanto suas qualidades no desempenho pessoal e profissional. A atuação do Pedagogo Empresarial esta aberta. É ampla e extrapola a aplicação de técnicas visando estabelecer políticas educacionais no contexto escola 5 FUNDAMENTOS DA PEDAGOGIA É a arte de instruir, ensinar e educar. Ela implica metodologias, isto é, é necessário dominar e ter conhecimento do método para ter habilidade para concretizá-lo. Ela é a ciência ou disciplina cujo objetivo é a reflexão, ordenação, a sistematização e a crítica do processo educativo. Esta palavra tem origem na Grécia antiga, paidós (criança) e agogé (condução). No decorrer da história do Ocidente, a Pedagogia firmou a prática educativa é um fato social, cuja origem está ligada à da própria humanidade. A compreensão do fenômeno educativo e sua intervenção intencional fez surgir um saber específico que modernamente associa-se ao termo pedagogia. Assim, a indissociabilidade entre a prática educativa e a sua teorização elevou o saber pedagógico ao nível científico. Com este caráter, o pedagogo passa a ser, de fato e de direito, investido de uma função reflexiva, investigativa e, portanto, científica do processo educativo. Autoridade que não pode ser delegada a outro profissional, pois o seu campo de estudos possui uma identidade e uma problemática próprias. A história levou séculos para conferir o status de cientificidade à atividade dos pedagogos apesar de a problemática pedagógica estar presente em todas as etapas históricas a partir da Antiguidade. A pedagogia está ligada às suas origens na Grécia antiga. Aqueles que os gregos antigos chamavam de "pedagogo" era o escravo que levava a criança para o local da relação ensino- aprendizagem; não era exclusivamente um instrutor, ao contrario, era um condutor alguém responsável pela melhoria da conduta geral do estudante, moral e intelectual. Ou seja, o escravo pedagogo tinha a norma para a boa educação; se por acaso, precisasse de especialistas para a instrução, conduzia a criança até lugares específicos, os lugares próprios para o "ensino de idiomas, de gramática e calculo", de um lado, e para a "educação corporal" de outro. Como é patente, surgiu na Grécia Clássica, cujo significado etimológico é preceptor, mestre, guia aquele que conduz. Atualmente, denomina-se pedagogo, o profissional cuja formação é a Pedagogia, que no Brasil é uma graduação e que, por parte do MEC - 6 Ministério da Educação e Cultura, é um curso que cuida dos assuntos relacionados à Educação por excelência, portanto se trata de uma Licenciatura, cuja grade horário-curricular atual estipulada pelo MEC confere ao pedagogo, de uma só vez, as habilitações em educação infantil, ensino fundamental, educação de jovens e adultos, coordenação educacional, gestão escolar, orientação pedagógica, pedagogia social e supervisão educacional, sendo que o pedagogo também pode, em falta de professores, lecionar as disciplinas que fazem parte do Ensino Fundamental e Médio, além se dedicar à área técnica e científica da Educação, como por exemplo, prestar assessoria educacional. Já passou a época em que o pedagogo ocupava-se somente da educação infantil. A pedagogia hoje dispõe de uma vasta área de atuação, que inclui, além de instituições de ensino, empresas dos mais diversos setores. Mas apenas formar-se pedagogo não é suficiente para conquistar um cargo em uma companhia. É necessário buscar outros conhecimentos relacionados à educação corporativa e à andragogia (educação de adultos) por meio de cursos de especialização, mestrados e doutorados. 1.1 O papel do Pedagogo Segundo Franco (2002), o ensino (docência) é uma profissão com identidade e estatuto epistemológico próprios, e que em si, o ensino é uma das manifestações da práxis educativa, definir o pedagogo como professor (e das séries iniciais) é reduzir a potencialidade de sua inserção na práxis educativa. Por outro lado, dizer que enquanto pedagogo, ele pode também ser docente das séries iniciais (para o que ele tem que ser formado e preparado, através do conjunto das disciplinas e atividades que compõem o curso, orientadas por docentes de várias áreas que tenham a educação e o ensino como objeto de estudo), significa garantir o único espaço adequado na universidade para a formação dos professores e pesquisadores para esse nível de escolarização. Essas considerações apontam caminhos que poderão orientar a elaboração de diretrizes curriculares nacionais para os cursos de pedagogia que retirem o pedagogo do limbo profissional em que se encontra. 7 Entendendo que o pedagogo é um profissional que domina determinados saberes, que, em situação, transforma e dá novas configurações a estes saberes e, ao mesmo tempo, assegura a dimensão ética dos saberes que dão suporte à sua práxis no cotidiano do seu trabalho, e que a Pedagogia se aplica ao campo teórico-investigativo da educação e ao campo do trabalho pedagógico que se realiza na práxis social, entendo que, o cursode graduação em Pedagogia forma o Pedagogo com uma formação integrada para atuar na docência nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, na Educação Infantil e nas disciplinas pedagógicas dos cursos de formação de professores e na gestão dos processos educativos escolares e não escolares, assim como na produção e difusão do conhecimento do campo educacional (proposta de Diretrizes, ForumDir, 2004). A proposta de diretrizes, além de avanços construídos pela Comissão de Especialistas, enfrenta, estrategicamente, a importância da formação dos professores das séries iniciais no curso de pedagogia, único espaço em nível superior para se proceder sua formação com a qualidade desejada, entendendo-a como uma das inserções profissionais possíveis dos pedagogos, e entendendo que essa formação não se reduz a sala de aula, mas inclui a gestão das políticas e dos espaços de ensino e aprendizagem, sejam eles escolares ou não. Portanto, implica a formação de um pedagogo da educação infantil (da criança de 0 a 10 anos). Considerando a complexidade dessa educação, admitem-se áreas de aprofundamento para uma formação mais voltada para a criança de 0 a 06 anos (Educação Infantil) e para a criança de 07 a 10 anos (séries iniciais do Ensino Fundamental). Portanto, tendo a pedagogia como base para a formação docente. Um curso de pedagogia não dá conta de formar pedagogos para se inserirem em inúmeras áreas de atuação como hoje se constata com as várias modalidades de currículo existente nas universidades e nas demais instituições de ensino superior. Daí se assumir com tranquilidade o que seria o essencial da formação do pedagogo, o que o identifica epistemológica e profissionalmente em todo o território nacional. 8 2. PEDAGOGIA EMPRESARIAL NO BRASIL Na década de 1970, houve uma crescente automação do processo de trabalho e de novas tecnologias. Entretanto, a classe trabalhadora encontrava- se despreparada para o desenvolvimento industrial e estaria levando o mercado de trabalho a exigir profissionalização dos trabalhadores para acompanhar as mudanças que ocorriam em consequência das transformações tecnológicas. No entanto, as instituições de ensino encontravam-se despreparadas para oferecer contribuições na profissionalização dos trabalhadores para que atendessem às perspectivas de desenvolvimento industrial. A escola tinha como objetivo contribuir para a aceleração do desenvolvimento econômico e do progresso social, em que os princípios básicos estavam na racionalidade técnica, na eficiência e na produtividade do trabalhador, da economia para a educação, conciliando com a política desenvolvimentista baseada nos princípios da teoria do capital humano, presente no cenário nacional, respaldado em políticas e ações que visavam ao aperfeiçoamento do sistema industrial e econômico capitalista. A formação profissional passou a ter sua área definida no mercado de trabalho, através de treinamento intensivo, coordenado por instituições ou pela própria empresa. Inicialmente, o pedagogo encontrou uma empresa com características tayloristas-fordistas e com trabalhadores com pouca escolaridade. Na década de 1970, a preocupação da empresa era ter em seu quadro um trabalhador com escolaridade básica, mas com conhecimento técnico de atividade que iria desenvolver e que não promovesse conflitos. Os cursos de relações humanas estavam dentro do processo de treinamento que, na maioria das vezes, ministrado pelo pedagogo em parceria com o psicólogo. Ao pedagogo cabia coordenar programas educativos, como os que proporcionassem a escolaridade básica aos empregados dentro dos programas 9 de ensino formal e dos treinamentos, para atender às necessidades da empresa, bastando um trabalhador com pouco domínio da educação básica. Essa forma de atuação agia de acordo com o modelo produtivo com características tayloristas-fordistas, que centrava suas ações de formação na construção de um saber técnico e no saber fazer. Nesse período (1970), devido à escola formal não atender às expectativas do mercado, a formação profissional se dava no próprio local de trabalho e passou a ser de grande relevância, proporcionando uma demanda grande de treinamentos. A educação sofreu mudanças em seu conceito, deixou de ser restrita ao processo ensino aprendizagem em espaços escolares formais, saindo do ambiente escolar partindo para diferentes e diversos segmentos. O profissional pedagogo também se transformou, adequando-se a essa nova realidade, posicionando-se como profissional capacitado juntamente com a sociedade em transformação. 2.1. O Pedagogo na Qualificação Profissional Geralmente, o pedagogo tem-se caracterizado como profissional responsável pela docência e especialidades da educação, como: Direção, Supervisão, Coordenação e Orientação Educacional, entre outras atividades específicas da escola. Podemos dizer que, dificilmente, encontra-se o profissional da educação desvinculado da escola propriamente dita, e inserido em outras atividades do mundo do trabalho, como em empresas, ainda que esse trabalho refira-se à educação, mas em uma perspectiva extraescolar. Ao analisar a estrutura de organização das disciplinas do curso de Pedagogia notamos que não há direcionamento específico para a atuação do pedagogo em empresas, fato esse que dificulta a inserção e conhecimento das possibilidades de atuação desse profissional nos processos produtivos. Por essa razão e, também, porque a escola constitui-se um local de trabalho bastante conhecido dos pedagogos, esses profissionais limitam sua procura a essas instituições. 11 • Trabalha a cultura empresarial (valores e objetivos) junto a funcionários. • Mantenha-se atualizado. Estude leia, desenvolva pesquisas, participe de cursos e treinamentos, associe-se a órgãos e sindicatos. • Conheça todas as áreas da empresa na qual está trabalhando. Isso possibilita entender quais problemas a empresa enfrenta e como eles podem ser resolvidos. • Desenvolva sua capacidade de trabalhar em equipe e seja dinâmico. • Ser humilde. O aprendizado é uma via de mão dupla - ensine e aprenda com seus colegas e clientes. • Cria um ambiente de trabalho que valorize e motive a participação e opiniões dos funcionários. • Busca um profissional mais experiente para ser seu conselheiro. Ele poderá contribuir com aprimoramento profissional ao compartilhar experiências e uma visão empresarial mais sólida. • Ter a tecnologia a seu favor. Utilize ferramentas como internet e DVD em projetos educacionais. • Ser generalista. Busque conhecimentos também em áreas que não estão diretamente relacionadas à educação. • Não se deixe abater pelas dificuldades. Elas geram oportunidades de crescimento. 2.3. Atuação do pedagogo empresarial Estas são as oportunidades de campo de atuação há um pedagogo empresarial: 1. Universidade Corporativa As UC´s têm-se revelado um sistema muito eficaz de concepção, de desenvolvimento e de implementação de educação voltada para a competitividade e o alinhamento de cultura e valores. 12 De acordo com Fonseca (SOUZA, 2006), as Universidades Corporativas, se tornaram o agente principal da gestão do conhecimento e das consequentes transformações nas organizações, nos dias atuais e futuros, despertam interesses nas empresas preocupadas com a competitividade, o desenvolvimento sustentável e a responsabilidade social. E no Brasil, na maior parte das empresas que possuem algum tipo de atuação na área da educação corporativa são de grande porte. Os profissionais da área de Recursos Humanos têm o desafio de estimular o surgimento ou a discussão da educação corporativa em empresas de pequeno e grande porte e estimular o surgimento das UC´s, cujo foco do ensino é direcionado para a estratégia empresarial e do negócio. As UC´s possuem a prioridade de aumentar a competitividadeda empresa, através da preparação de seus lideres e treinamento dos seus liderados, disseminando suas crenças e seus valores com a otimização da sua comunicação. Segundo Éboli (LORENZO, 2004), as UC´s vieram para somar às Universidades de Ensino Convencional, que possuem o caráter de formação individual acadêmica e generalizada do cidadão. Mas para Ferraz (SOUZA, 2006), nas UC´s os pedagogos são responsáveis pela avaliação de cursos, profissionais e programas de faculdades no estabelecimento de parcerias. O pedagogo escolhe entre opções disponíveis aquela que melhor atende às necessidades da empresa. Às vezes, é necessário adaptar o currículo do curso e isso também é feito pelo pedagogo, em conjunto com outros profissionais. A Universidade Corporativa possui a missão de promover o desenvolvimento pessoal e profissional dos funcionários, disponibilizando ferramentas que estimulem a atingir a plenitude de seu potencial, com consequente melhoria do desempenho do negócio. Além dos cursos realizados dentro da empresa, os funcionários podem participar de programas on-line, que contam com a orientação de pedagogos. As empresas já estão oferecendo a opção de cursos via Internet a seus empregados. Essa é uma tendência e as companhias que seguirem este 13 caminho, na certa, alcançarão o sucesso. Mesmo que ainda precisemos evoluir intensamente nessa área, é preciso refletir que a educação corporativa precisa ser naturalmente fundamentada, e que através da educação nós criamos pessoas melhores, uma empresa melhor, com impressões imediatas. 2. Seleção de Pessoal Para Chiavenato (2004), a tarefa básica da seleção é a de escolher, entre os candidatos recrutados, aqueles que tenham maiores probabilidades de ajustar-se ao cargo vago e desempenhá-lo bem. O objetivo básico da seleção é o de escolher e classificar os candidatos adequados às necessidades da organização. Mas no geral, a seleção visa dois problemas básicos: a) Adequação do colaborador ao cargo. b) Eficiência e eficácia do colaborador no cargo. Se todas as pessoas fossem iguais e reunissem as mesmas condições individuais para aprender e trabalhar, certamente a seleção de pessoal poderia ser dispensada. Contudo, a variabilidade humana é enorme, as diferenças individuais tanto no plano físico como no plano psicológico, levam as pessoas a se comportarem diferentemente, a perceberem situações de maneira diferente e a terem desempenhos diferentes nas organizações. Os instrumentos mais utilizados para a seleção são: • Entrevistas: o candidato que se sai mal na entrevista em geral é cortado da seleção, independentemente de sua experiência, dos resultados nos testes ou de suas cartas de recomendação. Por outro lado, muito frequentemente, a pessoa mais tarimbada nas técnicas de busca de emprego, em especial nas entrevistas, acaba sendo contratada, ainda que ela possa não ser a mais adequada para a posição entre os candidatos. As evidências revelam que as entrevistas são mais indicadas para avaliar a inteligência, o nível de motivação e habilidades interpessoais dos candidatos. Quando essas qualidades estão 14 relacionadas ao desempenho no trabalho, a validade da entrevista como instrumento de seleção é maior. • Provas ou testes de conhecimento ou de capacidade: conforme Chiavenato (2004) são para avaliar objetivamente os conhecimentos e habilidades adquiridos através do estudo, da prática ou do exercício. Procuram medir o grau de conhecimentos profissionais ou técnicos exigidos pelo cargo, ou o grau de capacidade ou habilidades para certas tarefas. Há uma variedade de provas de conhecimento ou de capacidade, razão pela qual costumamos classificá-las quanto à maneira, quanto à área abordada e quanto à forma. • Testes psicológicos: o teste é geralmente utilizado para servir de base para melhor conhecer as pessoas nas decisões de empregos, de orientação profissional, de diagnóstico de personalidade etc. O resultado do teste psicológico de uma pessoa é comparado com os padrões de resultados alcançados por uma amostra representativa de pessoas. Os testes psicológicos focalizam principalmente as aptidões, procurando a determinação de quanto elas existem em cada pessoa, com o intuito de generalizar e prever aquele comportamento em determinadas formas de trabalho. • Testes de personalidade: os testes de personalidade servem para analisar os diversos traços de personalidade, sejam eles determinados pelo caráter ou pelo temperamento. Um traço de personalidade é uma característica marcante da pessoa e que é capaz de distingui-las das demais. Os testes de avaliação psicológicos são aplicados sob a responsabilidade e diagnose do profissional credenciado pela psicologia, de acordo com a legislação brasileira. • Técnicas de simulação: procuram passar do tratamento individual e isolado para o tratamento em grupos e do método exclusivamente verbal ou de execução para ação social. As técnicas de simulação são essencialmente técnicas de dinâmica de grupo. A principal técnica de simulação é o psicodrama, que se fundamenta na teoria geral de papéis: cada pessoa põe em ação os papéis que lhe são mais característicos sob forma de comportamento, seja isoladamente seja em interação com outra ou outras pessoas. Age no aqui e agora como em seu cotidiano, o que permite analisar e diagnosticar seu próprio esquema de comportamento. 15 3. Treinamento Treinar é oferecer oportunidades para que as pessoas possam frequentemente refletir sobre seus significados e exercitar seu lado crítico, profissionalizando-se, assim, diante das circunstâncias empresariais e de seu projeto de vida. Isso só será possível com a utilização cada vez mais frequente das chamadas técnicas ou práticas interativas de treinamento. É por meio delas que o “treinamento” pode desenvolver suas racionalidades para legitimar e reelaborar sua prática (MALVEZZI, 2005). De acordo com Chiavenato (2004), treinamento é o processo educacional de curto prazo aplicado de maneira sistemática e organizado através do qual as pessoas aprendem conhecimentos, habilidades e competências em função de objetivos definidos. E o treinamento envolve um processo de quatro etapas: • Levantamento das Necessidades de Treinamento (diagnóstico). Para Guarany (SOUZA, 2006) obtém-se o diagnóstico através do LNT Levantamento das Necessidades de Treinamento: a) Quem deve ser treinado? b) O que deve ser aprendido? Comparam-se as exigências do cargo (tarefa e atribuições) com o desempenho do funcionário. Existem alguns indicadores de necessidades de treinamento, esses indicadores servem para apontar eventos que provocarão futuras necessidades de treinamento (indicadores a priori) ou problemas decorrentes de necessidades de treinamento já existentes (indicadores a posteriori). • Programação de treinamento para atender às necessidades: O levantamento de necessidades de treinamento deve fornecer as seguintes informações para que se possa traçar a programação de treinamento: 16 a) O que deve ser ensinado? b) Quem deve aprender? c) Quando deve ser ensinado? d) Onde deve ser ensinado? e) Como se deve ensinar? f) Quem deve ensinar? • Execução do treinamento: Segundo Guarany (apud SOUZA, 2006), a execução é a aplicação prática daquilo que foi planejado e programado para suprir as necessidades de aprendizagem detectadas na organização. • Avaliação dos resultados: A avaliação deve considerar dois aspectos: a) Verificar se o treinamento produziu as modificações desejadas no comportamento dos empregados. b) Verificar se os resultados do treinamento apresentam relação com o alcance das metas da empresa. Assim o treinamento tem por finalidade ajudar a alcançar os objetivos da empresa, proporcionando oportunidades aos empregados de todos osníveis de obterem o conhecimento, a prática e a conduta requeridos pela organização. 17 4. Responsabilidade Social Para Chiavenato (2004), responsabilidade social significa a atração responsável socialmente de seus membros, as atividades de beneficência e os compromissos da organização com a sociedade em geral e de forma mais intensa com aqueles grupos ou parte da sociedade com a qual está mais em contato. A responsabilidade social está voltada para a atitude e comportamento da organização em face das exigências sociais da sociedade em consequência das suas atividades. A responsabilidade social da organização se dá quando cumpridas as prescrições de leis e de contratos, constituindo uma resposta da organização às necessidades da sociedade, isto é, internalizando o que é bom para a sociedade e respondendo ao que a sociedade espera da organização. 5. Liderança e formação de equipe a) Categorização de Liderança Para Nieradka (2007), a liderança é tanto uma ciência como uma arte, e tem características pessoais de cada líder em particular: não é possível liderar de maneira competente baseando-se unicamente no carisma ou na personalidade do líder, tampouco é possível liderar um grupo sem levar em conta as pessoas como seres individuais. Dentro de uma equipe, um líder deve ser capaz de combinar suas características pessoais e também suas ambições com as da equipe, possuir mente aberta, capaz de comunicar claramente suas ideias, ser capaz de entender os outros, saber ouvi-los e manter-se aberto a novas ideias. Através de atitudes, comportamentos e ações, no dia-a-dia é que o líder passa os valores da empresa à equipe, fazendo com que todos canalizem suas competências e habilidades para a consecução dos objetivos da empresa. Como uma equipe dentro de uma empresa é composta por pessoas, cada uma com sua individualidade, seus valores, seus conhecimentos, seus anseios, suas aspirações, sentimentos, esperanças e necessidades com competências 18 e habilidades diferenciadas, o líder deve desenvolver a capacidade de reconhecer as diferenças individuais dos membros que compõem a equipe, bem como estabelecer os fatores comuns a esses membros para que possa potencializar os valores e capacidades comuns, de interesse para o melhor desempenho da equipe, e manifestar considerações pelos seus colaboradores, demonstrando respeito às suas diferenças; valorizando-os quando leva cada um dos componentes da equipe a colocar grande parte das especiais competências e habilidades como complemento às competências e habilidades de outros componentes. O verdadeiro líder de uma equipe deve compartilhar a liderança com outros membros da equipe, inclusive estimulando este compartilhamento, pois, assim, estará elevando a autoestima e a satisfação pessoal daqueles que assumem compromissos com a equipe em situações específicas, bem como fará aumentar a busca de aperfeiçoamento e de novos conhecimentos e competências. O líder deve estar atento às necessidades de seus liderados, quer seja no campo pessoal, quer seja no desempenho profissional. Deve estar constantemente empenhado na melhoria das relações interpessoais do grupo, no crescimento individual de cada componente desse grupo, na aquisição de novos conhecimentos, no desenvolvimento de novas competências, no autoconhecimento e na aceitação do outro como um indivíduo especial. O feedback é a ferramenta ideal para alcançar esses objetivos. Segundo Ribeiro (2006), liderança é 90% conhecimento de pessoas e 10% conhecimento do produto. Você pode ter grandes habilidades com as pessoas e não ser um bom líder, mas você não será um bom líder sem essas habilidades. Um líder que não entende as pessoas que lidera, nem elas nem ele alcançarão seu melhor potencial. Líderes de sucesso são capazes de descobrir as necessidades de seu grupo e tomar uma atitude para supri-las. b) Categorização de Equipes 19 A obtenção de bons resultados está diretamente relacionada ao desempenho das equipes. Afinal, as empresas são formadas por pessoas que convivem diariamente e precisam ter objetivos compartilhados, caso contrário o sucesso do negócio está comprometido. Segundo Robbins (SOUZA, 2006), podemos encontrar as formas mais comuns de equipes: • Equipes de Solução de Problemas onde os membros trocam ideias ou oferecem sugestões sobre os processos e os métodos de trabalho que podem ser melhorados. • Equipes de Trabalho Auto gerenciadas que são colaboradores que realizam trabalhos interdependentes e muitas vezes assumem responsabilidades de antigos superiores: planejar cronograma, delegar tarefas, controlar o andamento das atividades, tomarem decisões e programar ações e ainda escolher e avaliar o desempenho dos seus membros. • Equipes Multifuncionais que são colaboradores do mesmo nível hierárquico, mas de diferentes setores da empresa, que se juntam para cumprir uma tarefa. Denominadas também de Força-Tarefa, sendo uma equipe multifuncional temporária, ou Comitês membros de diversas linhas departamentais. Por fim as Equipes Virtuais que usam a tecnologia da informática para juntar fisicamente seus membros para que possam atingir seus objetivos comuns. Estas equipes podem fazer tudo os que as outras fazem. Compartilhar informações, tomar decisões, realizar tarefas sendo que via on-line. O líder assume, na equipe de trabalho, um papel fundamental, especialmente quando manifesta a priorização do elemento humano, contribuindo de forma efetiva e permanente, para o crescimento dos componentes da equipe e a busca, de forma coerente e coletiva, do alcance dos objetivos da organização. A liderança se manifesta e se consolida nas relações interpessoais no ambiente de trabalho. 20 3.2. O papel do pedagogo nas organizações empresariais Através da preocupação em conhecer outras formas de pensar e fazer educação, foi realizada uma pesquisa sobre o papel do pedagogo, nas organizações empresariais. O presente estudo teve como objetivo, investigar qual a função do pedagogo no desenvolvimento dos funcionários no setor empresarial. A coleta de dados foi feita através de sites da Internet, periódicos e materiais coletados durante as aulas de administração de recursos humanos na graduação de pedagogia. As conclusões obtidas é que o pedagogo e a empresa fazem uma ótima combinação, pois em tempos modernos ambos têm o mesmo objetivo de formar cidadãos críticos com competências para tal função. 3.3. A importância da educação no trabalho A educação é uma prática social humana. Ou seja, característica dos seres humanos, e realizada por todo e qualquer cidadão, em todas as instituições sociais. A educação tem por finalidade possibilitar o crescimento das pessoas como seres humanos; é processo de humanização. Tornar-se humano significa tornar-se partícipe do processo civilizatório, dos bens que historicamente foram produzidos pelos homens em sociedade e dos problemas gerados por esse mesmo processo. Nesse sentido, a educação tem uma dimensão de continuidade que se traduz na transmissão dos conhecimentos, da cultura e dos valores, e, ao mesmo tempo, de ruptura, ou seja, de produzirem-se novos conhecimentos, novas culturas, novos valores, a partir não apenas do avanço do conhecimento, mas da análise crítica dos resultados desse processo civilizatório, produto de grupos de interesses dominantes nas sociedades. Nesse sentido, a educação é, ao mesmo tempo, permanência e transformação, em busca de condições para o desenvolvimento humano de todos os sujeitos que nascem lhes garantido o usufruto dos bens da civilização e dotando-os de uma perspectiva analítica e crítica a fim de que se coloquem como construtores de novos modos de se processar a civilização. 21 Uma civilização que garanta as condições humanas de vida a todos, que assegure os direitoshumanos para todos, de sobrevivência, de alimentação, de trabalho, de participação social, de elaboração da lei, de construção da democracia etc. A educação é inerente ao processo de humanização que ocorre na sociedade em geral. Por isso, afirmamos que a educação é uma prática social, histórica e situada em determinados contextos. Nesse sentido, é que podemos afirmar que a educação é uma práxis social. Estudá-la, analisá-la, compreendê-la, interpretá-la em sua complexidade, e propor outros modos e processos de ser realizada com vistas à construção de sociedade justa e igualitária, supõe a contribuição de vários campos disciplinares, dentre os quais o da pedagogia. A pedagogia é um campo de conhecimento específico da práxis educativa que ocorre na sociedade. Diferente dos demais que não têm a educação como objeto específico de análise, mas que a ela podem se voltar. A sociologia, por exemplo, na sua raiz não tem a educação como objeto de estudo, mas há sociólogos que se voltam a ela, se valendo dos aportes da ciência sociológica para estudar dimensões da práxis educativa. O mesmo ocorre com a filosofia, a psicologia, a história e outras ciências que se voltam à educação. Essas disciplinas quando voltadas ao campo da educação, constituem nos cursos de pedagogia os fundamentos da educação. Curiosamente não há dentre eles uma disciplina denominada pedagogia que se voltaria ao estudo do campo do pedagógico. Essa perspectiva, em geral, é coberta pela didática e por estudos do campo curricular, quando estudam as teorias e as ideias pedagógicas, sintetizando os aportes das disciplinas anteriores, focando nos resultados do ensino e da educação e dos sistemas escolares. Por sua vez, ciências como a física, a matemática, a geografia, a história, a biologia, as letras, têm-se constituído também como campo da pedagogia, por se voltarem aos estudos dos fundamentos dos métodos do ensino, uma das atividades profissionais do pedagogo. A natureza dessas áreas de conhecimento de análise crítica dos modos de produção do humano e o desenvolvimento da pesquisa na própria formação dos pedagogos, em geral, têm possibilitado que o curso de pedagogia se constitua no único curso de 22 graduação no qual se realiza a análise crítica e contextualizada da educação e do ensino enquanto práxis social. 3.4. A educação na empresa O processo de influências recebidas pelos participantes de uma Empresa, durante todo o tempo em que trabalha nela, é Educação. Pois bem o que é Educação? É fundamental que o Pedagogo Empresarial esteja ciente de que a Educação, puramente humana, por mais requintada que seja, não realiza totalmente o homem, e isto porque o homem tem aspirações de Infinito. Demonstra-se metafisicamente e historicamente que o homem, em toda parte e sempre, mesmo quando nega o Infinito, sente a atração do Infinito. A religiosidade é fenômeno anormal, contrário às aspirações mais íntimas da natureza humana. Deste modo, uma verdade domina a Educação: Toda a dignidade do homem reside no pensamento, livre no seu ato, e perfeito no seu objetivo. O pleno desenvolvimento da pessoa humana realizar-se-á na livre adesão do espírito à Bondade, à Beleza, à Verdade Suprema, isto é, a Deus. A este fim último todos os outros devem subordinar-se. Lições de pedagogia empresarial • Educação é o processo de formação da personalidade humana, durante toda a sua vida. • Não há Educação sem o ideal de um mundo melhor. Não há educador que possa dispensar-se de cultivar a nobreza da alma. • Educação é o conjunto de ações, de influências e de sugestões exercidas sobre os indivíduos no sentido de aproveitar metódica e progressivamente todas as possibilidades fisio-psíquicas no interesse individual e no interesse coletivo para que eles se tornem capazes de viverem bem, no ambiente físico e social de que fazem parte, contribuindo, na medida do possível, para o bem estar e progresso da sociedade em que vive. 23 • A Educação, digna de tal nome, não só prepara a pessoa humana para cumprir seus deveres gerais de cidadão, mas também para o desempenho de uma atividade ou profissão, tomando por base diversos aspectos: - conhecimentos, aptidão, vocação, interesse, classe social, situação econômica, etc. • A boa Educação deve atender aos interesses espirituais, morais e materiais. O educador realiza a obra educativa por intermédio do espírito, e não conseguiria e nem se compreenderia que essa ação promovesse apenas o desenvolvimento e a cultura dos interesses materiais. • Educar é assimilar o educando (funcionário) à cultura (usos e costumes sociais e ético-morais) do seu tempo, do seu grupo social e habilitá-lo a viver com eficiência e eficácia. • A Educação trabalha com as experiências úteis do passado e com os conhecimentos que ensinam construir o futuro. Então, procura desenvolver e utilizar todas as potencialidades da pessoa humana, através de atividades práticas educativas, isto é, que sejam construtivas. A diferença da educação e instrução nas empresas Se lembrarmos que o homem é um ser naturalmente criativo, que produz, elabora, questiona, inventa e realiza, não esperamos resultados. Mágicos. De métodos de ensino, de processos de ensino, de livros didáticos, de ilustrações, de laboratórios, de herbários, de transparências, de vídeos, etc. É a personalidade dinâmica e positiva do monitor ou chefe líder-educador que se torna imprescindível. Já está provado que a aplicação meticulosa dos métodos de ensino, mesmo com o melhor material didático do mundo, é processo insuficiente. Como na empresa, há necessidade de se conseguir mudança de comportamento com o objetivo definido de melhorar a produtividade pessoal, o processo que deve se realizar é o processo educativo e não somente instrutivo. 24 3.6. Como melhorar a produtividade A Educação Profissional é excessivamente unilateral e restrita em relação à personalidade humana integral. O Pedagogo Empresarial enfrenta, na empresa, o desafio de contrabalançar os efeitos desequilibradores da especialização profissional, limitante e muitas vezes castradora, com atividades recriadoras. A atenção do Pedagogo Empresarial, à Educação Integral, isto é, ao processo de influenciar e sugestionar positivamente os funcionários em todos os aspectos da sua personalidade vai proporcionar o desenvolvimento da produtividade pessoal nas mais diversas atividades. O Pedagogo Empresarial deve saber que o homem é um microcosmo, um ser complexo e que para desenvolver a sua faculdade inata de produzir necessita do desenvolvimento integral da sua personalidade. Portanto, deve demonstrar com o seu trabalho prático, na empresa, os efeitos benéficos da adoção das várias atividades educativas. Embora não se atinja a perfeição ideal, pode encontrar-se a perfeição humanamente possível, com boa vontade, ciência, persistência e principalmente muita criatividade.