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PEDAGOGIA EMPRESARIAL

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Instituto de Educação Santa Maria-IESM 
CNPJ: 44.033.954/0001-76 
Diretor Pedagógico: Prof.Esp.Francisco Barroso de Sousa 
Diretor Geral: Prof.Esp.Francisco Marcos Ferreira Lima 
Curso: Graduação em Pedagogia 
 
 
 
 
 
 
 
 
DISCIPLINA : PEDAGOGIA EMPRESARILAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SAO DOMINGOS -MA 
 2025
 
3 
 
INTRODUÇÃO 
 
O pedagogo tem se caracterizado como o profissional responsável pelo 
ensino e especialidades na educação, tais como: Direção, Coordenação e 
Supervisão, entre outras atividades específicas da escola. Mas dificilmente, 
encontra-se o profissional da educação desvinculado da escola propriamente 
dita e inserido em outras atividades, como empresas, mesmo que este trabalho 
refira-se à educação. Hoje o curso de Pedagogia passa por um processo de 
reestruturação com propostas divergentes de diretrizes curriculares, 
considerando as mudanças ocorridas no processo produtivo, faz-se importante 
contemplar a possibilidade de atuação desses profissionais em outros setores 
do trabalho. Essas transformações estão nos levando a um novo modelo de 
organização da economia e da sociedade: uma economia do saber. Estamos 
diante da famosa e complicada sociedade do conhecimento, onde o recurso 
controlador não é mais o capital, a terra ou a mão-de-obra, mas, sim, a 
capacidade e experiências dos indivíduos. E sim qualificar profissionais para 
atuarem no âmbito empresarial, visando os processos de planejamento, 
capacitação, treinamento, atualização e desenvolvimento do corpo funcional da 
empresa é o foco da Pedagogia Empresarial. 
O ambiente organizacional solicita o trabalhador pensante, criativo, 
proativo, analítico, com habilidade para resolução de problemas e tomada de 
decisões, capacidade de trabalho em equipe e em total contato com a rapidez 
de transformação e a flexibilização dos tempos atuais. 
Onde surgem varias indagações, é que aparece a figura do Pedagogo 
Empresarial. Cada vez mais as empresas descobrem a importância da 
educação no trabalho e começam a desvendar a influência da ação educativa 
do Pedagogo na empresa. Sendo assim, a pedagogia conta com o Pedagogo 
Empresarial dentro da empresa, visando sempre melhorar a qualidade de 
prestação de serviços. 
Atualmente, a empresa começa abrir espaço para que este profissional 
possa, de maneira consciente e competente, solucionar problemas, elaborar 
projetos, formular hipóteses, visando à melhoria dos processos instituídos na 
 
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empresa, garantindo a qualidade do atendimento, contribuindo para instalação 
da cultura institucional da formação continuada dos empregados. O Pedagogo 
na empresa produz e difunde o conhecimento, exercendo o seu papel de 
educador. A maneira de atuar na empresa deve buscar modificar o 
comportamento dos trabalhadores de modo que estes melhorem tanto suas 
qualidades no desempenho pessoal e profissional. A atuação do Pedagogo 
Empresarial esta aberta. É ampla e extrapola a aplicação de técnicas visando 
estabelecer políticas educacionais no contexto escola 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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FUNDAMENTOS DA PEDAGOGIA 
É a arte de instruir, ensinar e educar. Ela implica metodologias, isto é, é 
necessário dominar e ter conhecimento do método para ter habilidade para 
concretizá-lo. Ela é a ciência ou disciplina cujo objetivo é a reflexão, ordenação, 
a sistematização e a crítica do processo educativo. 
Esta palavra tem origem na Grécia antiga, paidós (criança) e agogé 
(condução). No decorrer da história do Ocidente, a Pedagogia firmou a prática 
educativa é um fato social, cuja origem está ligada à da própria humanidade. A 
compreensão do fenômeno educativo e sua intervenção intencional fez surgir 
um saber específico que modernamente associa-se ao termo pedagogia. 
Assim, a indissociabilidade entre a prática educativa e a sua teorização elevou 
o saber pedagógico ao nível científico. Com este caráter, o pedagogo passa a 
ser, de fato e de direito, investido de uma função reflexiva, investigativa e, 
portanto, científica do processo educativo. Autoridade que não pode ser 
delegada a outro profissional, pois o seu campo de estudos possui uma 
identidade e uma problemática próprias. 
A história levou séculos para conferir o status de cientificidade à atividade 
dos pedagogos apesar de a problemática pedagógica estar presente em todas 
as etapas históricas a partir da Antiguidade. A pedagogia está ligada às suas 
origens na Grécia antiga. Aqueles que os gregos antigos chamavam de 
"pedagogo" era o escravo que levava a criança para o local da relação ensino- 
aprendizagem; não era exclusivamente um instrutor, ao contrario, era um 
condutor alguém responsável pela melhoria da conduta geral do estudante, 
moral e intelectual. Ou seja, o escravo pedagogo tinha a norma para a boa 
educação; se por acaso, precisasse de especialistas para a instrução, conduzia 
a criança até lugares específicos, os lugares próprios para o "ensino de 
idiomas, de gramática e calculo", de um lado, e para a "educação corporal" de 
outro. Como é patente, surgiu na Grécia Clássica, cujo significado etimológico 
é preceptor, mestre, guia aquele que conduz. 
Atualmente, denomina-se pedagogo, o profissional cuja formação é a 
Pedagogia, que no Brasil é uma graduação e que, por parte do MEC - 
 
6 
 
Ministério da Educação e Cultura, é um curso que cuida dos assuntos 
relacionados à Educação por excelência, portanto se trata de uma Licenciatura, 
cuja grade horário-curricular atual estipulada pelo MEC confere ao pedagogo, 
de uma só vez, as habilitações em educação infantil, ensino fundamental, 
educação de jovens e adultos, coordenação educacional, gestão escolar, 
orientação pedagógica, pedagogia social e supervisão educacional, sendo que 
o pedagogo também pode, em falta de professores, lecionar as disciplinas que 
fazem parte do Ensino Fundamental e Médio, além se dedicar à área técnica e 
científica da Educação, como por exemplo, prestar assessoria educacional. 
Já passou a época em que o pedagogo ocupava-se somente da 
educação infantil. A pedagogia hoje dispõe de uma vasta área de atuação, que 
inclui, além de instituições de ensino, empresas dos mais diversos setores. 
Mas apenas formar-se pedagogo não é suficiente para conquistar um cargo em 
uma companhia. É necessário buscar outros conhecimentos relacionados à 
educação corporativa e à andragogia (educação de adultos) por meio de 
cursos de especialização, mestrados e doutorados. 
 
 
1.1 O papel do Pedagogo 
Segundo Franco (2002), o ensino (docência) é uma profissão com 
identidade e estatuto epistemológico próprios, e que em si, o ensino é uma das 
manifestações da práxis educativa, definir o pedagogo como professor (e das 
séries iniciais) é reduzir a potencialidade de sua inserção na práxis educativa. 
Por outro lado, dizer que enquanto pedagogo, ele pode também ser 
docente das séries iniciais (para o que ele tem que ser formado e preparado, 
através do conjunto das disciplinas e atividades que compõem o curso, 
orientadas por docentes de várias áreas que tenham a educação e o ensino 
como objeto de estudo), significa garantir o único espaço adequado na 
universidade para a formação dos professores e pesquisadores para esse nível 
de escolarização. Essas considerações apontam caminhos que poderão 
orientar a elaboração de diretrizes curriculares nacionais para os cursos de 
pedagogia que retirem o pedagogo do limbo profissional em que se encontra. 
 
7 
 
Entendendo que o pedagogo é um profissional que domina determinados 
saberes, que, em situação, transforma e dá novas configurações a estes 
saberes e, ao mesmo tempo, assegura a dimensão ética dos saberes que dão 
suporte à sua práxis no cotidiano do seu trabalho, e que a Pedagogia se aplica 
ao campo teórico-investigativo da educação e ao campo do trabalho 
pedagógico que se realiza na práxis social, entendo que, o cursode graduação 
em Pedagogia forma o Pedagogo com uma formação integrada para atuar na 
docência nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, na Educação Infantil e nas 
disciplinas pedagógicas dos cursos de formação de professores e na gestão 
dos processos educativos escolares e não escolares, assim como na produção 
e difusão do conhecimento do campo educacional (proposta de Diretrizes, 
ForumDir, 2004). A proposta de diretrizes, além de avanços construídos pela 
Comissão de Especialistas, enfrenta, estrategicamente, a importância da 
formação dos professores das séries iniciais no curso de pedagogia, único 
espaço em nível superior para se proceder sua formação com a qualidade 
desejada, entendendo-a como uma das inserções profissionais possíveis dos 
pedagogos, e entendendo que essa formação não se reduz a sala de aula, mas 
inclui a gestão das políticas e dos espaços de ensino e aprendizagem, sejam 
eles escolares ou não. 
Portanto, implica a formação de um pedagogo da educação infantil (da 
criança de 0 a 10 anos). Considerando a complexidade dessa educação, 
admitem-se áreas de aprofundamento para uma formação mais voltada para a 
criança de 0 a 06 anos (Educação Infantil) e para a criança de 07 a 10 anos 
(séries iniciais do Ensino Fundamental). Portanto, tendo a pedagogia como 
base para a formação docente. Um curso de pedagogia não dá conta de formar 
pedagogos para se inserirem em inúmeras áreas de atuação como hoje se 
constata com as várias modalidades de currículo existente nas universidades e 
nas demais instituições de ensino superior. Daí se assumir com tranquilidade o 
que seria o essencial da formação do pedagogo, o que o identifica 
epistemológica e profissionalmente em todo o território nacional. 
 
8 
 
2. PEDAGOGIA EMPRESARIAL NO BRASIL 
 
 
Na década de 1970, houve uma crescente automação do processo de 
trabalho e de novas tecnologias. Entretanto, a classe trabalhadora encontrava- 
se despreparada para o desenvolvimento industrial e estaria levando o 
mercado de trabalho a exigir profissionalização dos trabalhadores para 
acompanhar as mudanças que ocorriam em consequência das transformações 
tecnológicas. 
No entanto, as instituições de ensino encontravam-se despreparadas para 
oferecer contribuições na profissionalização dos trabalhadores para que 
atendessem às perspectivas de desenvolvimento industrial. 
A escola tinha como objetivo contribuir para a aceleração do 
desenvolvimento econômico e do progresso social, em que os princípios 
básicos estavam na racionalidade técnica, na eficiência e na produtividade do 
trabalhador, da economia para a educação, conciliando com a política 
desenvolvimentista baseada nos princípios da teoria do capital humano, 
presente no cenário nacional, respaldado em políticas e ações que visavam ao 
aperfeiçoamento do sistema industrial e econômico capitalista. 
A formação profissional passou a ter sua área definida no mercado de 
trabalho, através de treinamento intensivo, coordenado por instituições ou pela 
própria empresa. Inicialmente, o pedagogo encontrou uma empresa com 
características tayloristas-fordistas e com trabalhadores com pouca 
escolaridade. 
Na década de 1970, a preocupação da empresa era ter em seu quadro 
um trabalhador com escolaridade básica, mas com conhecimento técnico de 
atividade que iria desenvolver e que não promovesse conflitos. Os cursos de 
relações humanas estavam dentro do processo de treinamento que, na maioria 
das vezes, ministrado pelo pedagogo em parceria com o psicólogo. 
Ao pedagogo cabia coordenar programas educativos, como os que 
proporcionassem a escolaridade básica aos empregados dentro dos programas 
 
9 
 
de ensino formal e dos treinamentos, para atender às necessidades da 
empresa, bastando um trabalhador com pouco domínio da educação básica. 
Essa forma de atuação agia de acordo com o modelo produtivo com 
características tayloristas-fordistas, que centrava suas ações de formação na 
construção de um saber técnico e no saber fazer. 
Nesse período (1970), devido à escola formal não atender às expectativas 
do mercado, a formação profissional se dava no próprio local de trabalho e 
passou a ser de grande relevância, proporcionando uma demanda grande de 
treinamentos. 
A educação sofreu mudanças em seu conceito, deixou de ser restrita ao 
processo ensino aprendizagem em espaços escolares formais, saindo do 
ambiente escolar partindo para diferentes e diversos segmentos. O profissional 
pedagogo também se transformou, adequando-se a essa nova realidade, 
posicionando-se como profissional capacitado juntamente com a sociedade em 
transformação. 
2.1. O Pedagogo na Qualificação Profissional 
Geralmente, o pedagogo tem-se caracterizado como profissional 
responsável pela docência e especialidades da educação, como: Direção, 
Supervisão, Coordenação e Orientação Educacional, entre outras atividades 
específicas da escola. Podemos dizer que, dificilmente, encontra-se o 
profissional da educação desvinculado da escola propriamente dita, e inserido 
em outras atividades do mundo do trabalho, como em empresas, ainda que 
esse trabalho refira-se à educação, mas em uma perspectiva extraescolar. 
Ao analisar a estrutura de organização das disciplinas do curso de 
Pedagogia notamos que não há direcionamento específico para a atuação do 
pedagogo em empresas, fato esse que dificulta a inserção e conhecimento das 
possibilidades de atuação desse profissional nos processos produtivos. Por 
essa razão e, também, porque a escola constitui-se um local de trabalho 
bastante conhecido dos pedagogos, esses profissionais limitam sua procura a 
essas instituições. 
 
11 
• Trabalha a cultura empresarial (valores e objetivos) junto a funcionários. 
 
• Mantenha-se atualizado. Estude leia, desenvolva pesquisas, participe de 
cursos e treinamentos, associe-se a órgãos e sindicatos. 
• Conheça todas as áreas da empresa na qual está trabalhando. Isso 
possibilita entender quais problemas a empresa enfrenta e como eles podem 
ser resolvidos. 
• Desenvolva sua capacidade de trabalhar em equipe e seja dinâmico. 
 
• Ser humilde. O aprendizado é uma via de mão dupla - ensine e aprenda 
com seus colegas e clientes. 
• Cria um ambiente de trabalho que valorize e motive a participação e 
opiniões dos funcionários. 
• Busca um profissional mais experiente para ser seu conselheiro. Ele 
poderá contribuir com aprimoramento profissional ao compartilhar experiências 
e uma visão empresarial mais sólida. 
• Ter a tecnologia a seu favor. Utilize ferramentas como internet e DVD 
em projetos educacionais. 
• Ser generalista. Busque conhecimentos também em áreas que não 
estão diretamente relacionadas à educação. 
• Não se deixe abater pelas dificuldades. Elas geram oportunidades de 
crescimento. 
2.3. Atuação do pedagogo empresarial 
Estas são as oportunidades de campo de atuação há um pedagogo 
empresarial: 
1. Universidade Corporativa 
 
As UC´s têm-se revelado um sistema muito eficaz de concepção, de 
desenvolvimento e de implementação de educação voltada para a 
competitividade e o alinhamento de cultura e valores. 
 
12 
De acordo com Fonseca (SOUZA, 2006), as Universidades Corporativas, 
se tornaram o agente principal da gestão do conhecimento e das consequentes 
transformações nas organizações, nos dias atuais e futuros, despertam 
interesses nas empresas preocupadas com a competitividade, o 
desenvolvimento sustentável e a responsabilidade social. 
E no Brasil, na maior parte das empresas que possuem algum tipo de 
atuação na área da educação corporativa são de grande porte. Os profissionais 
da área de Recursos Humanos têm o desafio de estimular o surgimento ou a 
discussão da educação corporativa em empresas de pequeno e grande porte e 
estimular o surgimento das UC´s, cujo foco do ensino é direcionado para a 
estratégia empresarial e do negócio. As UC´s possuem a prioridade de 
aumentar a competitividadeda empresa, através da preparação de seus lideres 
e treinamento dos seus liderados, disseminando suas crenças e seus valores 
com a otimização da sua comunicação. 
Segundo Éboli (LORENZO, 2004), as UC´s vieram para somar às 
Universidades de Ensino Convencional, que possuem o caráter de formação 
individual acadêmica e generalizada do cidadão. 
Mas para Ferraz (SOUZA, 2006), nas UC´s os pedagogos são 
responsáveis pela avaliação de cursos, profissionais e programas de 
faculdades no estabelecimento de parcerias. O pedagogo escolhe entre opções 
disponíveis aquela que melhor atende às necessidades da empresa. Às vezes, 
é necessário adaptar o currículo do curso e isso também é feito pelo pedagogo, 
em conjunto com outros profissionais. 
A Universidade Corporativa possui a missão de promover o 
desenvolvimento pessoal e profissional dos funcionários, disponibilizando 
ferramentas que estimulem a atingir a plenitude de seu potencial, com 
consequente melhoria do desempenho do negócio. 
Além dos cursos realizados dentro da empresa, os funcionários podem 
participar de programas on-line, que contam com a orientação de pedagogos. 
As empresas já estão oferecendo a opção de cursos via Internet a seus 
empregados. Essa é uma tendência e as companhias que seguirem este 
 
13 
caminho, na certa, alcançarão o sucesso. Mesmo que ainda precisemos evoluir 
intensamente nessa área, é preciso refletir que a educação corporativa precisa 
ser naturalmente fundamentada, e que através da educação nós criamos 
pessoas melhores, uma empresa melhor, com impressões imediatas. 
 
 
2. Seleção de Pessoal 
 
Para Chiavenato (2004), a tarefa básica da seleção é a de escolher, entre 
os candidatos recrutados, aqueles que tenham maiores probabilidades de 
ajustar-se ao cargo vago e desempenhá-lo bem. O objetivo básico da seleção é 
o de escolher e classificar os candidatos adequados às necessidades da 
organização. 
Mas no geral, a seleção visa dois problemas básicos: 
 
a) Adequação do colaborador ao cargo. 
 
b) Eficiência e eficácia do colaborador no cargo. 
 
Se todas as pessoas fossem iguais e reunissem as mesmas condições 
individuais para aprender e trabalhar, certamente a seleção de pessoal poderia 
ser dispensada. Contudo, a variabilidade humana é enorme, as diferenças 
individuais tanto no plano físico como no plano psicológico, levam as pessoas a 
se comportarem diferentemente, a perceberem situações de maneira diferente 
e a terem desempenhos diferentes nas organizações. 
Os instrumentos mais utilizados para a seleção são: 
 
• Entrevistas: o candidato que se sai mal na entrevista em geral é cortado 
da seleção, independentemente de sua experiência, dos resultados nos testes 
ou de suas cartas de recomendação. Por outro lado, muito frequentemente, a 
pessoa mais tarimbada nas técnicas de busca de emprego, em especial nas 
entrevistas, acaba sendo contratada, ainda que ela possa não ser a mais 
adequada para a posição entre os candidatos. As evidências revelam que as 
entrevistas são mais indicadas para avaliar a inteligência, o nível de motivação 
e habilidades interpessoais dos candidatos. Quando essas qualidades estão 
 
14 
relacionadas ao desempenho no trabalho, a validade da entrevista como 
instrumento de seleção é maior. 
• Provas ou testes de conhecimento ou de capacidade: conforme 
Chiavenato (2004) são para avaliar objetivamente os conhecimentos e 
habilidades adquiridos através do estudo, da prática ou do exercício. Procuram 
medir o grau de conhecimentos profissionais ou técnicos exigidos pelo cargo, 
ou o grau de capacidade ou habilidades para certas tarefas. Há uma variedade 
de provas de conhecimento ou de capacidade, razão pela qual costumamos 
classificá-las quanto à maneira, quanto à área abordada e quanto à forma. 
• Testes psicológicos: o teste é geralmente utilizado para servir de base 
para melhor conhecer as pessoas nas decisões de empregos, de orientação 
profissional, de diagnóstico de personalidade etc. O resultado do teste 
psicológico de uma pessoa é comparado com os padrões de resultados 
alcançados por uma amostra representativa de pessoas. Os testes psicológicos 
focalizam principalmente as aptidões, procurando a determinação de quanto 
elas existem em cada pessoa, com o intuito de generalizar e prever aquele 
comportamento em determinadas formas de trabalho. 
• Testes de personalidade: os testes de personalidade servem para 
analisar os diversos traços de personalidade, sejam eles determinados pelo 
caráter ou pelo temperamento. Um traço de personalidade é uma característica 
marcante da pessoa e que é capaz de distingui-las das demais. Os testes de 
avaliação psicológicos são aplicados sob a responsabilidade e diagnose do 
profissional credenciado pela psicologia, de acordo com a legislação brasileira. 
• Técnicas de simulação: procuram passar do tratamento individual e 
isolado para o tratamento em grupos e do método exclusivamente verbal ou de 
execução para ação social. As técnicas de simulação são essencialmente 
técnicas de dinâmica de grupo. A principal técnica de simulação é o 
psicodrama, que se fundamenta na teoria geral de papéis: cada pessoa põe em 
ação os papéis que lhe são mais característicos sob forma de comportamento, 
seja isoladamente seja em interação com outra ou outras pessoas. Age no aqui 
e agora como em seu cotidiano, o que permite analisar e diagnosticar seu 
próprio esquema de comportamento. 
 
15 
3. Treinamento 
 
Treinar é oferecer oportunidades para que as pessoas possam 
frequentemente refletir sobre seus significados e exercitar seu lado crítico, 
profissionalizando-se, assim, diante das circunstâncias empresariais e de seu 
projeto de vida. Isso só será possível com a utilização cada vez mais frequente 
das chamadas técnicas ou práticas interativas de treinamento. É por meio 
delas que o “treinamento” pode desenvolver suas racionalidades para legitimar 
e reelaborar sua prática (MALVEZZI, 2005). 
De acordo com Chiavenato (2004), treinamento é o processo educacional 
de curto prazo aplicado de maneira sistemática e organizado através do qual 
as pessoas aprendem conhecimentos, habilidades e competências em função 
de objetivos definidos. E o treinamento envolve um processo de quatro etapas: 
 
 
• Levantamento das Necessidades de Treinamento (diagnóstico). 
 
Para Guarany (SOUZA, 2006) obtém-se o diagnóstico através do LNT 
Levantamento das Necessidades de Treinamento: 
a) Quem deve ser treinado? 
 
b) O que deve ser aprendido? 
 
Comparam-se as exigências do cargo (tarefa e atribuições) com o desempenho 
do funcionário. 
Existem alguns indicadores de necessidades de treinamento, esses 
indicadores servem para apontar eventos que provocarão futuras necessidades 
de treinamento (indicadores a priori) ou problemas decorrentes de 
necessidades de treinamento já existentes (indicadores a posteriori). 
 
 
• Programação de treinamento para atender às necessidades: 
 
O levantamento de necessidades de treinamento deve fornecer as seguintes 
informações para que se possa traçar a programação de treinamento: 
 
16 
a) O que deve ser ensinado? 
 
b) Quem deve aprender? 
 
c) Quando deve ser ensinado? 
 
d) Onde deve ser ensinado? 
 
e) Como se deve ensinar? 
 
f) Quem deve ensinar? 
 
 
 
• Execução do treinamento: 
 
Segundo Guarany (apud SOUZA, 2006), a execução é a aplicação prática 
daquilo que foi planejado e programado para suprir as necessidades de 
aprendizagem detectadas na organização. 
 
 
• Avaliação dos resultados: 
 
A avaliação deve considerar dois aspectos: 
 
a) Verificar se o treinamento produziu as modificações desejadas no 
comportamento dos empregados. 
b) Verificar se os resultados do treinamento apresentam relação com o alcance 
das metas da empresa. 
Assim o treinamento tem por finalidade ajudar a alcançar os objetivos da 
empresa, proporcionando oportunidades aos empregados de todos osníveis 
de obterem o conhecimento, a prática e a conduta requeridos pela 
organização. 
 
17 
4. Responsabilidade Social 
 
Para Chiavenato (2004), responsabilidade social significa a atração 
responsável socialmente de seus membros, as atividades de beneficência e os 
compromissos da organização com a sociedade em geral e de forma mais 
intensa com aqueles grupos ou parte da sociedade com a qual está mais em 
contato. A responsabilidade social está voltada para a atitude e comportamento 
da organização em face das exigências sociais da sociedade em consequência 
das suas atividades. 
A responsabilidade social da organização se dá quando cumpridas as 
prescrições de leis e de contratos, constituindo uma resposta da organização 
às necessidades da sociedade, isto é, internalizando o que é bom para a 
sociedade e respondendo ao que a sociedade espera da organização. 
 
 
5. Liderança e formação de equipe 
 
a) Categorização de Liderança 
 
Para Nieradka (2007), a liderança é tanto uma ciência como uma arte, e 
tem características pessoais de cada líder em particular: não é possível liderar 
de maneira competente baseando-se unicamente no carisma ou na 
personalidade do líder, tampouco é possível liderar um grupo sem levar em 
conta as pessoas como seres individuais. Dentro de uma equipe, um líder deve 
ser capaz de combinar suas características pessoais e também suas ambições 
com as da equipe, possuir mente aberta, capaz de comunicar claramente suas 
ideias, ser capaz de entender os outros, saber ouvi-los e manter-se aberto a 
novas ideias. 
Através de atitudes, comportamentos e ações, no dia-a-dia é que o líder 
passa os valores da empresa à equipe, fazendo com que todos canalizem suas 
competências e habilidades para a consecução dos objetivos da empresa. 
Como uma equipe dentro de uma empresa é composta por pessoas, cada 
uma com sua individualidade, seus valores, seus conhecimentos, seus anseios, 
suas aspirações, sentimentos, esperanças e necessidades com competências 
 
18 
e habilidades diferenciadas, o líder deve desenvolver a capacidade de 
reconhecer as diferenças individuais dos membros que compõem a equipe, 
bem como estabelecer os fatores comuns a esses membros para que possa 
potencializar os valores e capacidades comuns, de interesse para o melhor 
desempenho da equipe, e manifestar considerações pelos seus colaboradores, 
demonstrando respeito às suas diferenças; valorizando-os quando leva cada 
um dos componentes da equipe a colocar grande parte das especiais 
competências e habilidades como complemento às competências e habilidades 
de outros componentes. 
O verdadeiro líder de uma equipe deve compartilhar a liderança com 
outros membros da equipe, inclusive estimulando este compartilhamento, pois, 
assim, estará elevando a autoestima e a satisfação pessoal daqueles que 
assumem compromissos com a equipe em situações específicas, bem como 
fará aumentar a busca de aperfeiçoamento e de novos conhecimentos e 
competências. 
O líder deve estar atento às necessidades de seus liderados, quer seja no 
campo pessoal, quer seja no desempenho profissional. Deve estar 
constantemente empenhado na melhoria das relações interpessoais do grupo, 
no crescimento individual de cada componente desse grupo, na aquisição de 
novos conhecimentos, no desenvolvimento de novas competências, no 
autoconhecimento e na aceitação do outro como um indivíduo especial. O 
feedback é a ferramenta ideal para alcançar esses objetivos. 
Segundo Ribeiro (2006), liderança é 90% conhecimento de pessoas e 
10% conhecimento do produto. 
Você pode ter grandes habilidades com as pessoas e não ser um bom 
líder, mas você não será um bom líder sem essas habilidades. Um líder que 
não entende as pessoas que lidera, nem elas nem ele alcançarão seu melhor 
potencial. Líderes de sucesso são capazes de descobrir as necessidades de 
seu grupo e tomar uma atitude para supri-las. 
b) Categorização de Equipes 
 
19 
A obtenção de bons resultados está diretamente relacionada ao 
desempenho das equipes. Afinal, as empresas são formadas por pessoas que 
convivem diariamente e precisam ter objetivos compartilhados, caso contrário o 
sucesso do negócio está comprometido. 
Segundo Robbins (SOUZA, 2006), podemos encontrar as formas mais 
comuns de equipes: 
• Equipes de Solução de Problemas onde os membros trocam ideias ou 
oferecem sugestões sobre os processos e os métodos de trabalho que 
podem ser melhorados. 
• Equipes de Trabalho Auto gerenciadas que são colaboradores que 
realizam trabalhos interdependentes e muitas vezes assumem 
responsabilidades de antigos superiores: planejar cronograma, delegar 
tarefas, controlar o andamento das atividades, tomarem decisões e 
programar ações e ainda escolher e avaliar o desempenho dos seus 
membros. 
• Equipes Multifuncionais que são colaboradores do mesmo nível 
hierárquico, mas de diferentes setores da empresa, que se juntam para 
cumprir uma tarefa. Denominadas também de Força-Tarefa, sendo uma 
equipe multifuncional temporária, ou Comitês membros de diversas 
linhas departamentais. 
Por fim as Equipes Virtuais que usam a tecnologia da informática para 
juntar fisicamente seus membros para que possam atingir seus objetivos 
comuns. Estas equipes podem fazer tudo os que as outras fazem. Compartilhar 
informações, tomar decisões, realizar tarefas sendo que via on-line. 
O líder assume, na equipe de trabalho, um papel fundamental, 
especialmente quando manifesta a priorização do elemento humano, 
contribuindo de forma efetiva e permanente, para o crescimento dos 
componentes da equipe e a busca, de forma coerente e coletiva, do alcance 
dos objetivos da organização. A liderança se manifesta e se consolida nas 
relações interpessoais no ambiente de trabalho. 
 
20 
3.2. O papel do pedagogo nas organizações empresariais 
Através da preocupação em conhecer outras formas de pensar e fazer 
educação, foi realizada uma pesquisa sobre o papel do pedagogo, nas 
organizações empresariais. O presente estudo teve como objetivo, investigar 
qual a função do pedagogo no desenvolvimento dos funcionários no setor 
empresarial. A coleta de dados foi feita através de sites da Internet, periódicos 
e materiais coletados durante as aulas de administração de recursos humanos 
na graduação de pedagogia. As conclusões obtidas é que o pedagogo e a 
empresa fazem uma ótima combinação, pois em tempos modernos ambos têm 
o mesmo objetivo de formar cidadãos críticos com competências para tal 
função. 
 
 
 
3.3. A importância da educação no trabalho 
A educação é uma prática social humana. Ou seja, característica dos 
seres humanos, e realizada por todo e qualquer cidadão, em todas as 
instituições sociais. A educação tem por finalidade possibilitar o crescimento 
das pessoas como seres humanos; é processo de humanização. Tornar-se 
humano significa tornar-se partícipe do processo civilizatório, dos bens que 
historicamente foram produzidos pelos homens em sociedade e dos problemas 
gerados por esse mesmo processo. 
Nesse sentido, a educação tem uma dimensão de continuidade que se 
traduz na transmissão dos conhecimentos, da cultura e dos valores, e, ao 
mesmo tempo, de ruptura, ou seja, de produzirem-se novos conhecimentos, 
novas culturas, novos valores, a partir não apenas do avanço do conhecimento, 
mas da análise crítica dos resultados desse processo civilizatório, produto de 
grupos de interesses dominantes nas sociedades. Nesse sentido, a educação 
é, ao mesmo tempo, permanência e transformação, em busca de condições 
para o desenvolvimento humano de todos os sujeitos que nascem lhes 
garantido o usufruto dos bens da civilização e dotando-os de uma perspectiva 
analítica e crítica a fim de que se coloquem como construtores de novos modos 
de se processar a civilização. 
 
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Uma civilização que garanta as condições humanas de vida a todos, que 
assegure os direitoshumanos para todos, de sobrevivência, de alimentação, de 
trabalho, de participação social, de elaboração da lei, de construção da 
democracia etc. A educação é inerente ao processo de humanização que 
ocorre na sociedade em geral. Por isso, afirmamos que a educação é uma 
prática social, histórica e situada em determinados contextos. 
Nesse sentido, é que podemos afirmar que a educação é uma práxis 
social. Estudá-la, analisá-la, compreendê-la, interpretá-la em sua 
complexidade, e propor outros modos e processos de ser realizada com vistas 
à construção de sociedade justa e igualitária, supõe a contribuição de vários 
campos disciplinares, dentre os quais o da pedagogia. A pedagogia é um 
campo de conhecimento específico da práxis educativa que ocorre na 
sociedade. Diferente dos demais que não têm a educação como objeto 
específico de análise, mas que a ela podem se voltar. A sociologia, por 
exemplo, na sua raiz não tem a educação como objeto de estudo, mas há 
sociólogos que se voltam a ela, se valendo dos aportes da ciência sociológica 
para estudar dimensões da práxis educativa. 
O mesmo ocorre com a filosofia, a psicologia, a história e outras ciências 
que se voltam à educação. Essas disciplinas quando voltadas ao campo da 
educação, constituem nos cursos de pedagogia os fundamentos da educação. 
Curiosamente não há dentre eles uma disciplina denominada pedagogia que se 
voltaria ao estudo do campo do pedagógico. Essa perspectiva, em geral, é 
coberta pela didática e por estudos do campo curricular, quando estudam as 
teorias e as ideias pedagógicas, sintetizando os aportes das disciplinas 
anteriores, focando nos resultados do ensino e da educação e dos sistemas 
escolares. Por sua vez, ciências como a física, a matemática, a geografia, a 
história, a biologia, as letras, têm-se constituído também como campo da 
pedagogia, por se voltarem aos estudos dos fundamentos dos métodos do 
ensino, uma das atividades profissionais do pedagogo. A natureza dessas 
áreas de conhecimento de análise crítica dos modos de produção do humano e 
o desenvolvimento da pesquisa na própria formação dos pedagogos, em geral, 
têm possibilitado que o curso de pedagogia se constitua no único curso de 
 
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graduação no qual se realiza a análise crítica e contextualizada da educação e 
do ensino enquanto práxis social. 
 
 
 
3.4. A educação na empresa 
O processo de influências recebidas pelos participantes de uma Empresa, 
durante todo o tempo em que trabalha nela, é Educação. 
Pois bem o que é Educação? 
 
É fundamental que o Pedagogo Empresarial esteja ciente de que a 
Educação, puramente humana, por mais requintada que seja, não realiza 
totalmente o homem, e isto porque o homem tem aspirações de Infinito. 
Demonstra-se metafisicamente e historicamente que o homem, em toda parte e 
sempre, mesmo quando nega o Infinito, sente a atração do Infinito. 
A religiosidade é fenômeno anormal, contrário às aspirações mais íntimas 
da natureza humana. Deste modo, uma verdade domina a Educação: Toda a 
dignidade do homem reside no pensamento, livre no seu ato, e perfeito no seu 
objetivo. O pleno desenvolvimento da pessoa humana realizar-se-á na livre 
adesão do espírito à Bondade, à Beleza, à Verdade Suprema, isto é, a Deus. 
A este fim último todos os outros devem subordinar-se. Lições de 
pedagogia empresarial 
• Educação é o processo de formação da personalidade humana, durante 
toda a sua vida. 
• Não há Educação sem o ideal de um mundo melhor. Não há educador 
que possa dispensar-se de cultivar a nobreza da alma. 
• Educação é o conjunto de ações, de influências e de sugestões 
exercidas sobre os indivíduos no sentido de aproveitar metódica e 
progressivamente todas as possibilidades fisio-psíquicas no interesse 
individual e no interesse coletivo para que eles se tornem capazes de viverem 
bem, no ambiente físico e social de que fazem parte, contribuindo, na medida 
do possível, para o bem estar e progresso da sociedade em que vive. 
 
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• A Educação, digna de tal nome, não só prepara a pessoa humana para 
cumprir seus deveres gerais de cidadão, mas também para o desempenho de 
uma atividade ou profissão, tomando por base diversos aspectos: - 
conhecimentos, aptidão, vocação, interesse, classe social, situação econômica, 
etc. 
• A boa Educação deve atender aos interesses espirituais, morais e 
materiais. O educador realiza a obra educativa por intermédio do espírito, e não 
conseguiria e nem se compreenderia que essa ação promovesse apenas o 
desenvolvimento e a cultura dos interesses materiais. 
• Educar é assimilar o educando (funcionário) à cultura (usos e costumes 
sociais e ético-morais) do seu tempo, do seu grupo social e habilitá-lo a viver 
com eficiência e eficácia. 
• A Educação trabalha com as experiências úteis do passado e com os 
conhecimentos que ensinam construir o futuro. Então, procura desenvolver e 
utilizar todas as potencialidades da pessoa humana, através de atividades 
práticas educativas, isto é, que sejam construtivas. 
 
 
A diferença da educação e instrução nas empresas 
 
Se lembrarmos que o homem é um ser naturalmente criativo, que produz, 
elabora, questiona, inventa e realiza, não esperamos resultados. Mágicos. De 
métodos de ensino, de processos de ensino, de livros didáticos, de ilustrações, 
de laboratórios, de herbários, de transparências, de vídeos, etc. 
É a personalidade dinâmica e positiva do monitor ou chefe líder-educador 
que se torna imprescindível. Já está provado que a aplicação meticulosa dos 
métodos de ensino, mesmo com o melhor material didático do mundo, é 
processo insuficiente. 
Como na empresa, há necessidade de se conseguir mudança de 
comportamento com o objetivo definido de melhorar a produtividade pessoal, o 
processo que deve se realizar é o processo educativo e não somente instrutivo. 
 
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3.6. Como melhorar a produtividade 
A Educação Profissional é excessivamente unilateral e restrita em relação 
à personalidade humana integral. 
O Pedagogo Empresarial enfrenta, na empresa, o desafio de 
contrabalançar os efeitos desequilibradores da especialização profissional, 
limitante e muitas vezes castradora, com atividades recriadoras. 
A atenção do Pedagogo Empresarial, à Educação Integral, isto é, ao 
processo de influenciar e sugestionar positivamente os funcionários em todos 
os aspectos da sua personalidade vai proporcionar o desenvolvimento da 
produtividade pessoal nas mais diversas atividades. 
O Pedagogo Empresarial deve saber que o homem é um microcosmo, um 
ser complexo e que para desenvolver a sua faculdade inata de produzir 
necessita do desenvolvimento integral da sua personalidade. Portanto, deve 
demonstrar com o seu trabalho prático, na empresa, os efeitos benéficos da 
adoção das várias atividades educativas. 
Embora não se atinja a perfeição ideal, pode encontrar-se a perfeição 
humanamente possível, com boa vontade, ciência, persistência e 
principalmente muita criatividade.

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