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801) Língua Portuguesa para Agente de Pesquisas e Mapeamento (IBGE) 2023 https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2oaW3 Ordenação: Por Matéria www.tecconcursos.com.br/questoes/640753 IBFC - Ag (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Funerário/2018 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Texto Sobre o morrer (Rubem Alves) Odeio a ideia de morte repentina, embora todos achem que é a melhor. Discordo. Tremo ao pensar que o jaguar negro possa estar à espreita na próxima esquina. Não quero que seja súbita. Quero tempo para escrever o meu haikai. Mallarmé tinha o sonho de escrever um livro com uma palavra só. Achei-o louco. Depois compreendi. Para escrever um livro assim, de uma palavra só, seria preciso ter-se tornado sábio, infinitamente sábio. Tão sábio que soubesse qual é a última palavra, aquela que permanece solitária depois que todas as outras se calaram. Mas isso é coisa que só a Morte ensina. Mallarmé certamente era seu discípulo. O último haikai é isto: o esforço supremo para dizer a beleza simples da vida que se vai. Tenho terror de ser enganado. Se estiver para morrer, que me digam. Se me disserem que ainda me restam dez anos, continuarei a ser tolo, mosca agitada na teia das medíocres, mesquinhas rotinas do cotidiano. Mas se só me restam seis meses, então tudo se torna repentinamente puro e luminoso. Os não essenciais se despregam do corpo, como escamas inúteis. A Morte me informa sobre o que realmente importa. Me daria ao luxo de escolher as pessoas com quem conversar. E poderia ficar em silêncio, se o desejasse. Perante a morte tudo é desculpável… [...] Curioso que a Morte nada tenha a dizer sobre si mesma. Quem sabe sobre a Morte são os vivos. A Morte, ao contrário, só fala sobre a Vida, e depois do seu olhar tudo fica com aquele ar de “ausência que se demora, uma despedida pronta a cumprirse” (Cecília Meireles). E ela nos faz sempre a mesma pergunta: “Afinal, que é que você está esperando?” Como dizia o bruxo D. Juan ao seu aprendiz: “A morte é a única conselheira sábia que temos. Sempre que você sentir que tudo vai de mal a pior e que você está a ponto de ser aniquilado, volte-se para a sua Morte e pergunte-lhe se isso é verdade. Sua Morte lhe dirá que você está errado. Nada realmente importa fora do seu toque… Sua Morte o encarará e lhe dirá: ‘Ainda não o toquei…’” E o feiticeiro concluiu: “Um de nós tem de mudar, e rápido. Um de nós tem de aprender que a Morte é caçadora, e está sempre à nossa esquerda. Um de nós tem de aceitar o conselho da Morte e abandonar a maldita mesquinharia que acompanha os homens que vivem suas vidas como se a Morte não os fosse tocar nunca”. Às vezes ela chega perto demais, o susto é infinito, e até deixa no corpo marcas de sua passagem. Mas se tivermos coragem para a olharmos de frente é certo que ficaremos sábios e a vida ganhará simplicidade e a beleza de um haikai. Vocabulário: https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2oaW3 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/640753 802) Haikai – forma curta de poema japonês Mallarmé – poeta e crítico literário francês do século XIX A concordância do verbo destacado, em “Se me disserem que ainda me restam dez anos,” (3º§), deve- se: a) ao sujeito “dez anos”. b) ao pronome “me”. c) ao verbo “disseram”. d) ao sujeito indeterminado. www.tecconcursos.com.br/questoes/641358 IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Ciências Biológicas/2018 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Texto No Brasil, entre o “pode” e o “não pode”, encontramos um “jeito”, ou seja, uma forma de conciliar todos os interesses, criando uma relação aceitável entre o solicitante, o funcionário-autoridade e a lei universal. Geralmente, isso se dá quando as motivações profundas de ambas as partes são conhecidas; ou imediatamente, quando ambos descobrem um elo em comum banal (torcer pelo mesmo time) ou especial (um amigo comum, uma instituição pela qual ambos passaram ou o fato de se ter nascido na mesma cidade). A verdade é que a invocação da relação pessoal, da regionalidade, do gosto, da religião e de outros fatores externos àquela situação poderá provocar uma resolução satisfatória ou menos injusta. Essa é a forma típica do “jeitinho”. Uma de suas primeiras regras é não usar o argumento igualmente autoritário, o que também pode ocorrer, mas que leva a um reforço da má vontade do funcionário. De fato, quando se deseja utilizar o argumento da autoridade contra o funcionário, o jeitinho é um ato de força que no Brasil é conhecido como o “Sabe com quem está falando?”, em que não se busca uma igualdade simpática ou uma relação contínua com o agente da lei atrás do balcão, mas uma hierarquização inapelável entre o usuário e o atendente. De modo que, diante do “não pode” do funcionário, encontra-se um “não pode do não pode” feito pela invocação do “Sabe com quem você está falando?”. De qualquer modo, um jeito foi dado. “Jeitinho” e “Você sabe com quem está falando?” são os dois polos de uma mesma situação. Um é um modo harmonioso de resolver a disputa; o outro, um modo conflituoso e direto de realizar a mesma coisa. O “jeitinho” tem muito de cantada, de harmonização de interesses opostos, tal como quando uma mulher encontra um homem e ambos, interessados num encontro romântico, devem discutir a forma que o encontro deverá assumir. O “Sabe com quem está falando?”, por seu lado, afirma um estilo em que a autoridade é reafirmada , mas com a indicação de que o sistema é escalonado e não tem uma finalidade muito certa ou precisa. Há sempre outra autoridade, ainda mais alta, a quem se poderá recorrer. E assim as cartas são lançadas. (DAMATTA, Roberto. O modo de navegação social: a malandragem e o “jeitinho”. O que faz o brasil, Brasil?. Rio de Janeiro: Rocco, 1884. P79-89, (Adaptado) . Em “ Há sempre outra autoridade, ainda mais alta,”, o emprego do singular na forma verbal em destaque deve-se: a) à impessoalidade do verbo “haver” no contexto. b) à concordância entre o verbo e o sujeito “autoridade”. c) ao emprego do advérbio sempre com sentido atemporal. d) ao sujeito desinencial subentendido pelo verbo “haver”. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/641358 803) 804) www.tecconcursos.com.br/questoes/643030 IBFC - Sec Es (Divinópolis)/Pref Divinópolis/2018 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Texto Em um ponto qualquer da praia de Copacabana, o ônibus para, saltam dois rapazes e uma moça, o senhor de idade sobe e inadvertidamente pisa o pé de um sujeito de meia-idade, robusto, muito satisfeito com a sua pessoa. O senhor vira-se e ia pedir desculpas, quando o tal sujeito lhe diz quase gritando: - Não sabe onde pisa, seu calhorda? O senhor de idade não contava com aquela brutalidade e fica surpreso. O outro carrega na mão, acrescentando: - Imbecil! Reação inesperada do senhor de idade que responde: - Imbecil é a sua mãe! Enquanto isso, todos os passageiros do ônibus sentem que vai ocorrer qualquer coisa, provavelmente só desaforo grosso, mas quem sabe? Talvez umas boas taponas... Diante do ultraje atirado à genitora, o sujeito suficiente, em vez de taponas que a maioria dos passageiros esperava, ou de puxar da faca ou revólver, pergunta indignado ao senhor de idade: - Sabe com quem está falando? Mas o senhor de idade não era sopa e retrucou: - Estou falando com um homem, parece... – Está falando com um delegado! O senhor está preso! – Isso é o que vamos ver! O sujeito seria mesmo um delegado? Era a pergunta que todos os passageiros se faziam. Ai deles, era! E resultado: o delegado voltou-se para o motorista e ordenou: - Entre pela rua Siqueira Campos e vamos para o distrito! Os passageiros ficaram aborrecidíssimos com aquela brusca mudança de itinerário, mas não protestaram. O ônibus para à porta da delegacia, salta o senhor de idade, salta o delegado, e este fala ao sentinela: - Leve preso este sujeito por desacato à autoridade! Nisto o senhor de idade puxa a caderneta de identificação e diz ao soldado: - Eu sou o general. Prendaeste atrevido! O general volta ao ônibus, comanda ao motorista: - Vamos embora! O motorista “pisa”. Os passageiros do ônibus batem palmas. (BANDEIRA, Manuel. Sabe com quem está falando? Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1990. P672-674 (Adaptado) . Em observação às regras de concordância verbal, nota-se que a oração “saltam dois rapazes e uma moça” poderia ser reescrita de todas as formas indicadas abaixo, EXCETO: a) salta uma moça e dois rapazes. b) dois rapazes e uma moça saltam. c) uma moça e dois rapazes saltam. d) salta dois rapazes e uma moça. www.tecconcursos.com.br/questoes/644756 IBFC - Sold (CBM SE)/CBM SE/2018 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Texto I Após a guerra (Lima Barreto) Decididamente, os homens não tomam juízo e mesmo a Morte, que deve ser a soberana de todos nós, é impotente para nos pôr na cachola um pouco de bom senso elementar. Há um ano que as hostilidades entre povos de diversos feitios e estágios de civilização foram suspensas, https://www.tecconcursos.com.br/questoes/643030 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/644756 805) após uma carnificina nunca vista nos anais da história escrita. As mais cruéis campanhas da antiguidade, com os seus massacres subsequentes, nada são comparadas com essa guerra que se desdobrou por todo o antigo continente. Cidades, aldeias, monumentos insubstituíveis do passado foram destruídos, sem dó nem piedade, à bala de canhões descomunais e pelo fogo implacável. Aquela região da Europa que, depois da Itália, é das mais interessantes sob o ponto de vista artístico, além de outros, foi calcada aos pés pelos exércitos alemães, arrasada, queimada. Quero falar da Flandres, tanto a belga como a francesa. O espetáculo após a guerra é de uma tristeza sem limites. Não é daquela grandiosa tristeza do Oceano que nos leva a grandes pensamentos; é o de uma tristeza que nos arrasta a pensar na imensa maldade da espécie humana. Não se sente isso só no que se vê ou se tem notícia por aqueles que viram; mas também na fome, na miséria que lavra nas populações dos países vencidos e vencedores. Coisas mais invisíveis ainda enchem-nos dessa tristeza inqualificável que nos faz maldizer a espécie humana, a sua inteligência, a sua capacidade de aproveitar as forças naturais, de aprender um pouco do mistério das coisas, para fazer tanto mal. Os nascimentos, se não diminuíram aqui e ali, a mortalidade infantil aumentou e as crianças defeituosas ou sem peso normal surgiram à luz em número maior que nos transatos anos de paz. A atividade intelectual toda ela se orientou para os malefícios da guerra; e foi um nunca acabar de inventar engenhos mortíferos ou aumentar o poder dos já existentes. Os químicos, os maiores, trataram de combinar nos seus laboratórios corpos de modo a obter gases que fossem portadores da morte e misturas incendiárias que o mesmo fizessem. [...] Na oração “Há um ano", nota-se que a flexão de número e pessoa do verbo que a constitui deve-se: a) ao verbo “haver” ser empregado no sentido de “existir”. b) à concordância com o sujeito simples “um ano”. c) à concordância com um sujeito desinencial de terceira pessoa. d) à impessoalidade de um verbo que denota tempo. www.tecconcursos.com.br/questoes/663059 IBFC - Sold (PM SE)/PM SE/Combatente/2018 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Rua da Amargura (Vinicius de Moraes) A minha rua é longa e silenciosa como um caminho que foge E tem casas baixas que ficam me espiando de noite Quando a minha angústia passa olhando o alto. A minha rua tem avenidas escuras e feias De onde saem papéis velhos correndo com medo do vento E gemidos de pessoas que estão eternamente à morte. A minha rua tem gatos que não fogem e cães que não ladram https://www.tecconcursos.com.br/questoes/663059 806) Tem árvores grandes que tremem na noite silente Fugindo as grandes sombras dos pés aterrados. A minha rua é soturna... Na capela da igreja há sempre uma voz que murmura louvemos Sozinha e prostrada diante da imagem Sem medo das costas que a vaga penumbra apunhala.[...] Ao reescrever o verso “A minha rua tem avenidas escuras e feias”, haveria incorreção gramatical apenas na seguinte alternativa: a) A minha rua possui avenidas escuras e feias. b) Na minha rua, existe avenidas escuras e feias. c) A minha rua contém avenidas escuras e feias. d) Na minha rua, há avenidas escuras e feias. www.tecconcursos.com.br/questoes/663093 IBFC - Sold (PM SE)/PM SE/Combatente/2018 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Em três anos, violência urbana mata mais de 120 jovens em Rio Preto, SP Assassinatos e acidentes de trânsito são as principais causas de morte. No Brasil, morte de jovem por homicídio cresceu mais de 200% em 30 anos. Um estudo do centro latino-americano mostra que a violência envolvendo jovens cresceu mais de 200% nas últimas três décadas no país. Foram computados casos de mortes por homicídio e no trânsito. No noroeste paulista, as autoridades afirmam que os crimes estão controlados, mas para as famílias das vítimas, muita coisa ainda precisa ser feita para que a população se sinta segura. No Brasil, a morte de jovens por homicídio e acidente cresceu quase 210% nos últimos 30 anos. As estatísticas fazem parte do Mapa da Violência, divulgado pelo Centro de Estudos Latino-americanos. Apesar de em São José do Rio Preto (SP), o número de mortes ter diminuído, as estatísticas não deixam de ser preocupantes. O levantamento feito entre 2009 e 2011 mostra que durante esse período: 45 jovens foram assassinados e 83 morreram no trânsito. O tenente da Polícia Militar Ederson Pinha explica porque pessoas de 18 a 30 anos estão entre as principais vítimas. “Hoje o jovem com 18 anos já tem a carteira de habilitação e tem um veículo, além da motocicleta, que cresce com os jovens. Tem também a questão da imaturidade e inexperiência ao volante. Quando o jovem percebe que não tem essa maturidade, ele já se envolveu no acidente”, afirma o tenente. Tão preocupante quanto as mortes de jovens no trânsito é o número de acidentes provocados por eles. A imprudência, o consumo de álcool e o excesso de velocidade têm transformado veículos em verdadeiras armas nas mãos de alguns motoristas. [...] (Disponível em: http://g1.globo.com/sao-paulo/sao-jose-do-rio-pretoaracatuba/ noticia/2013/07/ em -tres-anos-violencia-urbana-matamais- de-120-jovens-em-rio-preto-sp.html.Acesso em 23/05/18) Em “A imprudência, o consumo de álcool e o excesso de velocidade têm transformado veículos em verdadeiras armas nas mãos de alguns motoristas.”, nota-se que a concordância da https://www.tecconcursos.com.br/questoes/663093 807) 808) forma verbal é feita com: a) o vocábulo “veículos” flexionado no plural. b) o sujeito indeterminado na 3ª pessoa. c) o sujeito composto que a precede. d) “verdadeiras armas”, que é sujeito posposto. www.tecconcursos.com.br/questoes/768343 IBFC - Cond Vei (CM Aqa)/CM Araraquara/2018 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) De acordo com as regras da gramática normativa da Língua Portuguesa, sobre concordância verbal e nominal, assinale a alternativa correta. a) Haviam dois anos que eu não reencontrava minha filha. b) Os dois meninos errou na escolha da brincadeira. c) Tem muitas mentiras sendo ditas pela falta de informação das pessoas. d) O sucesso têm relação com parar de escutar a opinião de todos. e) Eu já não escuto rádio há muito tempo. www.tecconcursos.com.br/questoes/450497 IBFC - Ag (MGS)/MGS/Serviço de Parque/Não Habilitado/2017 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Texto O retrato (Ivan Angelo) O homem, de barba grisalha mal-aparada, vestindo jeans azuis, camisa xadrez e jaqueta de couro, sentou-se no banquinho alto do balcão do botequim e ficou esperando sem pressa que o rapaz viesse atendê-lo. O rapaz fazia um suco de laranjas para o mecânico que comiauma coxa de frango fria. O homem tirou uma caderneta do bolso, extraiu de dentro dela uma fotografia e pôs-se a olhá-la. Olhou-a tanto e tão fixamente que seus olhos ficaram vermelhos. Contraiu os lábios, segurando-se para não chorar; a cara contraiu-se como uma máscara de teatro trágico. O rapaz serviu o suco e perguntou ao homem o que ele queria. O homem disse “nada não, obrigado”, guardou a foto, saiu do botequim e desapareceu. No trecho “ O homem tirou uma caderneta do bolso, extraiu de dentro dela uma fotografia e pôs-se a olhá-la.”, o verbo encontra-se no singular pois concorda com a seguinte palavra: a) caderneta. b) bolso. c) fotografia. d) homem. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/768343 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/450497 809) 810) www.tecconcursos.com.br/questoes/450529 IBFC - Tec (MGS)/MGS/Contábil/2017 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Texto Paternidade Responsável Quantos filhos você gostaria de ter? Ao responder a essa pergunta com certeza uma outra vai passar pela sua cabeça: “Será que vou conseguir sustentar um filho?”. Certamente você gostaria de ter tantos filhos quantos pudesse sustentar, garantindo-lhes uma boa escola, um lugar com algum conforto para morar e remédios quando necessários. Segundo especialistas, pode ser perigoso para a mãe a para a criança engravidar durante a adolescência porque o corpo da menina ainda não está preparado para o parto. Problemas como a gestante adolescente apresentar anemia ou o bebê nascer prematuramente são comuns. Além de eventuais problemas de saúde, tem-se um problema de ordem social: como sustentar uma criança, já que, para tanto, o adolescente, se não contar com a ajuda dos pais ou responsáveis, terá de abandonar a escola? Desesperadas, muitas jovens acabam optando pelo aborto. Vale lembrar que, salvo raras exceções (estupro ou risco de morte para a mãa), o aborto no Brasil, é considerado crime. A mulher recorre, então, a clínicas clandestinas, sem fiscalização, e põe sua saúde em risco. Quem não tem condições de pagar tais clínicas faz uso de métodos ainda mais precários. Isso acontece, em parte, porque não existe no Brasil um projeto amplo de planejamento familiar que assegure aos mais pobres o direito de decidir quantos filhos desejam ter. Assim, muitos casais têm quatro, seis, dez filhos, quando, na verdade, conseguiriam sustentar apenas um ou dois. (DIMENSTEIN, Gilberto. O cidadão de Papel. Ed. Ática. São Paulo, 2011, p. 106) Em “Assim, muitos casais têm quatro, seis, dez filhos,” (6º§), nota-se que o acento do verbo em destaque deve-se a uma exigência de concordância. Assinale a alternativa correta em relação ao emprego desse mesmo verbo. a) No Brasil, a sociedade têm várias questões. b) O jovem têm um grande desafio pela frente. c) As pessoas tem muitos planos. d) A mentira tem perna curta. www.tecconcursos.com.br/questoes/465108 IBFC - AAPO (PCie PR)/PCie PR/Auxiliar de Perícia/2017 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Afinal: o que é a “morte cerebral”? A declaração de morte cerebral é um conceito relativamente novo na medicina e envolve o preenchimento de critérios clínicos e laboratoriais https://www.tecconcursos.com.br/questoes/450529 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/465108 811) O cérebro humano é o órgão que nos torna únicos. Possibilita que pensemos, falemos e organiza, de uma forma ou outra, todo nosso consciente e inconsciente. Claro, todos os órgãos são relevantes, e, sem o conjunto, não poderíamos funcionar de maneira adequada. Mas a verdade é que, do ponto de vista evolutivo, todos os órgãos desenvolveram-se para permitir manter um cérebro cada vez mais exigente e complexo. Aprimoraram-se os mecanismos de defesa, de alimentação, de locomoção, entre outros, para que as sensações e ordens trabalhadas no cérebro fossem elaboradas. E quando o cérebro deixa de funcionar, ou seja, morre, todas as outras funções deixam de ser necessárias; muitas delas ficam descoordenadas pela simples falta da atividade cerebral adequada. Até pouco tempo atrás, o indivíduo morria quando seu coração parava de bater. Hoje sabemos que o indivíduo está morto quando seu cérebro morre. Mas, não há muito tempo, também achávamos que as sensações (o amor, por exemplo), emanavam do coração. Apesar disto parecer “bom senso”, o conceito de “morte cerebral” e seu adequado diagnóstico são tópicos recentes e datam de apenas algumas décadas. A necessidade de conceituar formalmente a “morte cerebral” ou “morte encefálica” tomou impulso quando se iniciou a era dos transplantes de órgãos, e tornou-se necessário protocolizar seu diagnóstico, já que indivíduos com morte cerebral poderiam então ser considerados possíveis doadores. Existem algumas diferenças para a definição de morte cerebral em diferentes países, mas muitos aspectos são comuns. Em primeiro lugar, o indivíduo deve ter algumas características clínicas, que são facilmente reconhecidas por um neurologista: falta de reação à dor, falta de movimentação, ausência de respiração, pupilas dilatadas e não responsivas à luz etc. Claro, o indivíduo não pode ter recebido nenhuma medicação nas 24 horas anteriores que possa causar isto. Cada um destes aspectos foi regulamentado: ver se o paciente respira, ver a reação à dor, as pupilas etc, de modo que a avaliação pudesse ser replicada, independente do ambiente em que o indivíduo esteja. [...] Uma vez definida adequadamente a morte encefálica, o indivíduo poderá ter seus órgãos doados (caso tenha havido consentimento para tal), um ato que possivelmente poderá ajudar a salvar várias vidas. A partir deste momento, as medidas de suporte de vida são, em tese, desnecessárias. (Disponível: http://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/afinal-o-quee-a-morte-cerebral/ Acesso em: 07/02/17) Em “Aprimoram-se os mecanismos de defesa, de alimentação, de locomoção” (1º§), o verbo destacado está flexionado no plural concordando com: a) o sujeito “eles” que se encontra oculto. b) o núcleo do sujeito simples “mecanismos”. c) o sujeito composto “de defesa, de alimentação, de locomoção”. d) o pronome “se” que o acompanha indicando sujeito indeterminado. e) os complementos verbais “de defesa, de alimentação, de locomoção”. www.tecconcursos.com.br/questoes/537746 IBFC - Ag Adm (CM Aqa)/CM Araraquara/2017 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Texto O homem vive em média sete anos a menos que a mulher. A cada três mortes de adulto, duas são de homens. Segundo dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, na https://www.tecconcursos.com.br/questoes/537746 812) 813) 814) faixa de 20 a 59 anos, os homens morrem mais por causas externas, como acidentes de trânsito, acidentes de trabalho e lesões por violência. O segundo motivo de morte entre homens nesta faixa etária são as doenças do aparelho circulatório, seguida das neoplasias. Comemorado neste sábado (15), o Dia Internacional do Homem traz para o debate os cuidados com a saúde masculina no país. Atualmente no Brasil 18% dos homens brasileiros são obesos e 57% apresentam sobrepeso. Com relação ao tabagismo, 12,7% fumam e sobre doenças crônicas, 7,8% dos homens têm diabetes e 23,6% têm hipertensão. Vinte e sete por cento dos homens consomem bebida alcóolica abusivamente e 12,9% dirigem após beber. Os dados fazem parte do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizado anualmente pelo governo federal. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-07/dia-internacional- do-homem-chama-atencao-para-cuidados-com-saude-masculina. Acesso em 01/09/17) A concordância verbal que envolve a indicação de porcentagens pode causar confusão na escrita. Em “Atualmente no Brasil 18% dos homens brasileiros são obesos” (2º§), o verbo está no plural uma vez que concorda com o seguinte termo: a) 18%. b) homens. c) brasileiros.d) obesos. www.tecconcursos.com.br/questoes/544583 IBFC - Ass San (EMBASA)/EMBASA/Agente Administrativo/2017 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Assinale a alternativa em que a concordância está correta. a) Não foi adequado a postura dela na cerimônia. b) Ele deixou bem claro, no pronunciamento, suas ideias sobre o projeto. c) A maioria dos estudantes que prestaram o concurso apresentou dificuldades em matemática. d) Deve existir outras soluções para este problema! www.tecconcursos.com.br/questoes/546041 IBFC - Ana San (EMBASA)/EMBASA/Engenheiro/Engenharia Elétrica/2017 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Assinale a alternativa que não apresenta problema de concordância. a) O porteiro deixou claro, ao abordar os jovens, os incômodos que eles estavam causando. b) Houve moradores que não se importaram com o grupo de jovens. c) Ergueu-se altas grades no muro. d) Fazem dias que os jovens não se reúnem na frente do edifício. www.tecconcursos.com.br/questoes/569941 IBFC - PEB (SEDUC MT)/SEDUC MT/Pedagogia/2017 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) A questão baseia no texto apresentado abaixo. Conceitos da vida cotidiana https://www.tecconcursos.com.br/questoes/544583 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/546041 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/569941 815) A metáfora é, para a maioria das pessoas, um recurso da imaginação poética e um ornamento retórico – é mais uma questão de linguagem extraordinária do que de linguagem ordinária. Mais do que isso, a metáfora é usualmente vista como uma característica restrita à linguagem, uma questão mais de palavras do que de pensamento ou ação. Por essa razão, a maioria das pessoas acha que pode viver perfeitamente bem sem a metáfora. Nós descobrimos, ao contrário, que a metáfora está infiltrada na vida cotidiana, não somente na linguagem, mas também no pensamento e na ação. Nosso sistema conceptual ordinário, em termos do qual não só pensamos, mas também agimos, é fundamentalmente metafórico por natureza. Os conceitos que governam nosso pensamento não são meras questões do intelecto. Eles governam também a nossa atividade cotidiana até nos detalhes mais triviais. Eles estruturam o que percebemos, a maneira como nos comportamos no mundo e o modo como nos relacionamos com outras pessoas. Tal sistema conceptual desempenha, portanto, um papel central na definição de nossa realidade cotidiana. Para dar uma ideia de como um conceito pode ser metafórico e estruturar uma atividade cotidiana, comecemos pelo conceito de DISCUSSÃO e pela metáfora conceitual DISCUSSÃO É GUERRA. Essa metáfora está presente em nossa linguagem cotidiana numa grande variedade de expressões: Seus argumentos são indefensáveis. Ele atacou todos os pontos da minha argumentação. É importante perceber que não somente falamos sobre discussão em termos de guerra. Podemos realmente ganhar ou perder uma discussão. Vemos as pessoas com quem discutimos como um adversário. Atacamos suas posições e defendemos as nossas. Planejamos e usamos estratégias. Se achamos uma posição indefensável, podemos abandoná-la e colocar-nos numa linha de ataque. Muitas das coisas que fazemos numa discussão são parcialmente estruturadas pelo conceito de guerra. Esse é um exemplo do que queremos dizer quando afirmamos que um conceito metafórico estrutura (pelo menos parcialmente) o que fazemos quando discutimos, assim como a maneira pela qual compreendemos o que fazemos. (LAKOFF, G. & JOHNSON, M. Texto adaptado de Metáforas da vida cotidiana. Campinas: Mercado de Letras; São Paulo: Educ, 2002, p. 45-47.) Observe o emprego da concordância verbal em “Por essa razão, a maioria das pessoas acha que pode viver perfeitamente bem sem a metáfora.” (1º§). Assinale a alternativa que apresenta um exemplo de concordância justificado pela mesma razão do trecho em destaque. a) Fui eu que lhe pedi ajuda. b) Faz algumas horas que ele partiu. c) Qual de nós fará a prova? d) O resto dos alunos deixou a sala suja. e) Saiu o pai e o filho mais velho. www.tecconcursos.com.br/questoes/571933 IBFC - PEB (SEDUC MT)/SEDUC MT/Língua Portuguesa/2017 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Considere as concordâncias verbais a seguir segundo a variedade padrão da língua: Assinale a alternativa incorreta: a) Os sertões é um livro muito interessante b) Fui eu quem fez a pesquisa c) Nem um nem outro rapaz tinham a intenção de permanecer neste emprego d) Já houve duas discussões sérias entre nós https://www.tecconcursos.com.br/questoes/571933 816) 817) e) Uma das pessoas que desconfiavam de nós era João www.tecconcursos.com.br/questoes/571934 IBFC - PEB (SEDUC MT)/SEDUC MT/Língua Portuguesa/2017 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) A respeito da concordância nominal, analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) ‘Dedicava todo seu tempo ao comércio e à navegação costeiros.’ ( ) ‘Estudo a língua italiana e francesa.’ ( ) ‘Fruta é bom para a saúde.’ ( ) ‘Seguem inclusos as notas promissórias.’ ( ) ‘A porta, meia aberta, deixava ver o interior da sala.’ Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. a) V; V; V; F; F b) V; F; F; F; V c) F; F; V; V; F d) V; F; V; F; F e) F; V; F; V; V www.tecconcursos.com.br/questoes/1009105 IBFC - Sold (CBM BA)/CBM BA/2017 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Texto I A janta A pior hora era a do jantar. Despois da escola, todo mundo chegava a mil. Tinha o banho, a mãe atormentada com aquele tanto de criança fazendo algazarra, molhando tudo, bagunçando a casa limpa que tanto trabalho devia ter dado pra limpar. Ela era a mais velha. A mais levada também. Atordoava a mãe, hoje ela sabe. As brigas pela televisão, o lugar no sofá... Era também a mais mandona. Sempre querendo que os irmãos fizessem assim, fizessem assado. Depois tudo ia se acalmando, uns cochilavam no sofá, outros no chão. Vez por outra saía um arranca- rabo. Ela impunha respeito, senão a mãe vinha brigar. Afinal, ela era a mais velha. Ela ficava esperando o bife. Era um sinal. Demorava sempre. A mãe vinha pra sala, olhava as crianças, ouvia um reclamando do outro, ficava brava, voltava pra cozinha. Depois voltava a passar pela sala, ignorando a reclamação dos irmãos. Tinham fome. Ia até a porta e ficava lá. Às vezes pegava de prosa com uma vizinha. Demorando... E ela ali, fingindo prestar atenção na televisão, preocupada com o bife. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/571934 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1009105 818) De repente, a mãe passava de volta, sumindo pra dentro. Então vinha o chiado da frigideira, o cheirinho da carne na chapa. Os irmãos se exercitavam. A mãe começava a trazer as travessas pra sala. Vinha, voltava, vinha e voltava. Demorava. Finalmente trazia a travessa dos bifes, a criançada já sentada em volta da mesa. A mãe não deixava ninguém comer enquanto ela não se sentasse. E ela sempre parecia que não ia sentar nunca. Então, quando não tinha mais jeito, sentava. Começava a servir o arroz, o feijão, o bife já esfriando, filho por filho, prato por prato. A criançada se acalmava, boca cheia. Só o mastigar e o barulho dos talheres nos pratos podiam ser ouvidos. Ninguém olhava pra ninguém, todos concentrados na comida. Ninguém olhava o lugar vazio do pai assombrando todo mundo. (AMARAL, Tata. A janta. In: ____. Hollywood: depois do terreno baldio. São Paulo: O nome da rosa, 2007. p 59) Assinale a alternativa em que a reescritura da oração “Só o mastigar e o barulho dos talheres nos pratos podiam ser ouvidos.” (8º§) implica um desvio de concordância. a) Só podiam ser ouvidos o mastigar e o barulho dos talheres nos pratos. b) Só podia ser ouvido o mastigar e o barulho dos talheres nos pratos. c) Só o mastigar e o barulho dos talheres nos pratos podia ser ouvido. d) Só podia ser ouvido,nos pratos, o mastigar e o barulho dos talheres. e) Nos pratos, só o mastigar e o barulho dos talheres podiam ser ouvidos. www.tecconcursos.com.br/questoes/1009108 IBFC - Sold (CBM BA)/CBM BA/2017 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Texto II Polícia Militar Ambiental faz um intenso trabalho de controle e combate aos grupos de criminosos adeptos da prática em todo o Estado de São Paulo O trabalho da Polícia Militar Ambiental em combater os grupos criminosos que soltam balões A) é incessante em todo o Estado de São Paulo. A árdua missão tem trazido números expressivos de prisões, B) apreensões e multas em 2017. De acordo com os números levantados pela Polícia Militar Ambiental C), apenas nos primeiros cinco meses de 2017 foram realizadas 41 prisões em flagrante, enquanto em todo o ano de 2016, esse número de detenções por soltura de balões foi de apenas 5. Ainda segundo a PM, 39 balões foram apreendidos até junho deste ano, enquanto, em todo o ano de 2016, esse número ficou em 26. A multa por balão apreendido é de R$ 5 mil. A polícia acredita que muitos criminosos saem da capital do estado D) para praticar esse tipo de crime na região de Campinas e Circuito das Águas. “A gente já teve denúncias e realizou operações em locais que as pessoas alugam sítios na região e lá eles realizam eventos com balões no final de semana. Nesse meio tempo, eles soltam balão e fazem confraternizações com churrascos e festas. É uma situação que tem se repetido, pois as chácaras são fechadas e eles acham que ninguém vai atrapalhar. São locais que ficam escondidos por árvores, que cabem bastante pessoas. E) Um balão grande demanda muita gente para soltura. Eles acham que isso vai viabilizar o crime, mas estamos na cola das pessoas que praticam esse tipo de ação”, afirmou o Tenente Nóbrega. [...] Fonte: Último Segundo - iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/ 2017-06-07/baloes-campinas-policia-militar-ambiental.html. Acesso em 07/06/17) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1009108 819) Apesar da revisão que é comum a esse gênero textual, percebe-se um desvio de concordância na seguinte passagem: a) “O trabalho da Polícia Militar Ambiental em combater os grupos criminosos que soltam balões” (1º§). b) “A árdua missão tem trazido números expressivos de prisões,” (1º§). c) “De acordo com os números levantados pela Polícia Militar Ambiental”(2º§). d) “A polícia acredita que muitos criminosos saem da capital do estado” (3º§). e) “São locais que ficam escondidos por árvores, que cabem bastante pessoas.” (3º§). www.tecconcursos.com.br/questoes/372205 IBFC - Tec (MGS)/MGS/Informática/2016 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Mundo interior (Martha Medeiros) A casa da gente é uma metáfora da nossa vida, é a representação exata e fiel do nosso mundo interior. Li esta frase outro dia e achei perfeito. Poucas coisas traduzem tão bem nosso jeito de ser como nosso jeito de morar. Isso não se aplica, logicamente, aos inquilinos da rua, que têm como teto um viaduto, ainda que eu não duvide que até eles sejam capazes de ter seus códigos secretos de instalação. No entanto, estamos falando de quem pode ter um endereço digno, seja seu ou de aluguel. Pode ser um daqueles apartamentos amplos, com pé direito alto e preço mais alto ainda, ou um quarto-e-sala tão compacto quanto seu salário: na verdade, isso determina apenas seu poder aquisitivo, não revela seu mundo interior, que se manifesta por meio de outros valores. Da porta da rua pra dentro, pouco importa a quantidade de metros quadrados e, sim, a maneira como você os ocupa. Se é uma casa colorida ou monocrática. Se tem objetos obtidos com afeto ou se foi tudo escolhido por um decorador profissional. Se há fotos das pessoas que amamos espalhadas por porta- retratos ou se há paredes nuas. Tudo pode ser revelador: se deixamos a comida estragar na geladeira, se temos a mania de deixar as janelas sempre fechadas, se há muitas coisas por consertar. Isso também é estilo de vida. Luz direta ou indireta? Tudo combinadinho ou uma esquizofrenia saudável na junção das coisas? Tudo de grife ou tudo de brinque? É um jogo lúdico tentar descobrir o quanto há de granito e o quanto há de madeira na nossa personalidade. Qual o grau de importância das plantas no nosso habitat, que nota daríamos para o quesito vista panorâmica? Quadros tortos nos enervam? Tapetes rotos nos comovem? Há casas em que tudo o que é aparente está em ordem, mas reina a confusão dentro dos armários. Há casas tão limpas, tão lindas, tão perfeitas que parecem cenários: faz falta um cheiro de comida e um som vindo lá do quarto. Há casas escuras. Há casas feitas por fora e bonitas por dentro. Há casas pequenas onde cabem toda a família e os amigos, há casas com lareira que se mantêm frias. Há casas prontas para receber visitas e impróprias para receber a vida. Há casas com escadas, casas com desníveis, casas divertidamente irregulares. Pode aparecer apenas o lugar onde a gente dorme, come e vê televisão, mas nossa casa é muito mais que isso. É a nossa caverna, o nosso castelo, o esconderijo secreto onde coabitamos com nossos defeitos e virtudes. No sexto parágrafo, tem-se "há casas com lareira que se mantêm frias.". Nesse fragmento, percebe-se que o acento da forma verbal em destaque deve-se à concordância com a seguinte palavra: https://www.tecconcursos.com.br/questoes/372205 820) a) "há" b) "casas" c) "lareira" d) "frias" www.tecconcursos.com.br/questoes/372209 IBFC - Tec (MGS)/MGS/Informática/2016 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Mundo interior (Martha Medeiros) A casa da gente é uma metáfora da nossa vida, é a representação exata e fiel do nosso mundo interior. Li esta frase outro dia e achei perfeito. Poucas coisas traduzem tão bem nosso jeito de ser como nosso jeito de morar. Isso não se aplica, logicamente, aos inquilinos da rua, que têm como teto um viaduto, ainda que eu não duvide que até eles sejam capazes de ter seus códigos secretos de instalação. No entanto, estamos falando de quem pode ter um endereço digno, seja seu ou de aluguel. Pode ser um daqueles apartamentos amplos, com pé direito alto e preço mais alto ainda, ou um quarto-e-sala tão compacto quanto seu salário: na verdade, isso determina apenas seu poder aquisitivo, não revela seu mundo interior, que se manifesta por meio de outros valores. Da porta da rua pra dentro, pouco importa a quantidade de metros quadrados e, sim, a maneira como você os ocupa. Se é uma casa colorida ou monocrática. Se tem objetos obtidos com afeto ou se foi tudo escolhido por um decorador profissional. Se há fotos das pessoas que amamos espalhadas por porta- retratos ou se há paredes nuas. Tudo pode ser revelador: se deixamos a comida estragar na geladeira, se temos a mania de deixar as janelas sempre fechadas, se há muitas coisas por consertar. Isso também é estilo de vida. Luz direta ou indireta? Tudo combinadinho ou uma esquizofrenia saudável na junção das coisas? Tudo de grife ou tudo de brinque? É um jogo lúdico tentar descobrir o quanto há de granito e o quanto há de madeira na nossa personalidade. Qual o grau de importância das plantas no nosso habitat, que nota daríamos para o quesito vista panorâmica? Quadros tortos nos enervam? Tapetes rotos nos comovem? Há casas em que tudo o que é aparente está em ordem, mas reina a confusão dentro dos armários. Há casas tão limpas, tão lindas, tão perfeitas que parecem cenários: faz falta um cheiro de comida e um som vindo lá do quarto. Há casas escuras. Há casas feitas por fora e bonitas por dentro. Há casas pequenas onde cabem toda a família e os amigos, há casas com lareira que se mantêm frias. Há casas prontas para receber visitas e impróprias para receber a vida. Há casas com escadas, casas com desníveis, casas divertidamente irregulares. Pode aparecer apenas o lugar onde a gente dorme, come e vê televisão, mas nossa casa é muito mais que isso. É a nossa caverna, o nossocastelo, o esconderijo secreto onde coabitamos com nossos defeitos e virtudes. Ao longo do sexto parágrafo, a autora emprega diversas vezes a forma "Há" em orações sem sujeito. Assinale a opção em que o emprego dessa forma verbal está INCORRETA. a) Há muitas respostas possíveis. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/372209 821) b) A reunião ocorreu há duas semanas. c) Daqui há dois dias nos veremos. d) Há de ocorrer uma nova festa. www.tecconcursos.com.br/questoes/372869 IBFC - Adv (MGS)/MGS/2016 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Texto Uma Vela para Dario (Dalton Trevisan) Dario vinha apressado, guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminui o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Por ela escorregando, sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva, e descansou na pedra o cachimbo. Dois ou três passantes rodearam-no e indagaram se não se sentia bem, Dario abriu a boca, moveu os lábios, não se ouviu resposta. O senhor gordo, de branco, sugeriu que devia sofrer de ataque. Ele reclina-se mais um pouco, estendido agora na calçada, e o cachimbo tinha apagado. O rapaz de bigode pediu aos outros que se afastassem e o deixassem respirar. Abre-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario rouqueja feio, bolhas de espuma surgiram no canto da boca. Cada pessoa que chega ergue-se na ponta dos pés, não o pode ver. Os moradores da rua conversam de uma porta à outra, as crianças de pijama acodem à janela. O senhor gordo repete que Dario sentou-se na calçada, soprando a fumaça do cachimbo, encostava o guarda-chuva na parede. Mas não se vê guarda-chuva ou cachimbo ao seu lado. A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo. Um grupo o arrasta para o táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem pagaria a corrida? Concordam chamar a ambulância Dario conduzido de volta e recostado à parede - não tem os sapatos nem o alfinete de pérola da gravata. Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam Dario além de esquina; a farmácia é no fim do quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na porta de uma peixaria. Enxame de moscas lhe cobre o rosto, sem que faça um gesto para espantá-las. Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozam as delícias da noite. Dario em sossego e torto no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso. Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados - com vários objetos - e seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficam sabendo do nome, idade; sinal de nascença. O endereço na carteira é de outra cidade. Registra-se correria de uns duzentos curiosos que, a essa hora, ocupam toda a rua e as calçadas: era a polícia. O carro negro investe a multidão. Várias pessoa tropeçam no corpo de Dario, pisoteado dezessete vezes. O guarda aproxima-se do cadáver, não pode identificá-lo - os bolsos vazios. Resta na mão esquerda a aliança de ouro, que ele próprio quando vivo - só destacava molhando no sabonete. A policia decide chamar o rabecão. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/372869 822) 823) A última boca repete - Ele morreu, ele morreu. A gente começa a ser dispersar. Dario levou duas horas para morrer, ninguém acreditava estivesse no fim, Agora, aos que alcançam vê-lo, todo o ar de um defunto. Um senhor piedoso dobre o paletó de Dario para lhe apoiar a cabeça. Cruza as mãos no peito. Não consegue fechar olho nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um homem morto e a multidão se espalha, as mesas do café ficam vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar os cotovelos. Um menino de cor de descalço veio com uma vela, que acende ao lado do cadáver. Parece morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva. Fecham-se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá está Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó. E o dedo sem aliança. O toco de vela apaga-se às primeiras gotas da chuva, que volta a cair. Considere o fragmento abaixo para responder à questão seguinte. "Apenas um homem morto e multidão se espalha, as mesas do café ficam vazias." (12º §) Em função da necessidade de concordância do verbo com o sujeito a que se refere, pode-se afirmar o seguinte sobre o sujeito da forma "espalha" é: a) composto tendo "homem" e "multidão" como núcleos. b) indeterminado e sem referência gramatical explícita. c) simples e representado pela construção "a multidão". d) desinencial marcado pela terceira pessoa. www.tecconcursos.com.br/questoes/376167 IBFC - Asst (CM Aqa)/CM Araraquara/Departamento Pessoal/2016 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Assinale a alternativa que completa a lacuna. A maioria dos funcionários______ feliz com a indicação do novo gerente, (estar) a) Está b) Estão c) São d) Estavam www.tecconcursos.com.br/questoes/393135 IBFC - TCE (TCM-RJ)/TCM RJ/2016 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas, obedecendo às regras do concordância verbal. Os candidatos _______ à espera dos resultados que _______ em breve. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/376167 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/393135 824) 825) 826) a) detêem-se – viriam b) detêm-se – virão c) detém-se – vêem d) detiveram-se – vêem www.tecconcursos.com.br/questoes/393401 IBFC - Med Trab (COMLURB)/COMLURB-RJ/2016 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Leia as alternativas abaixo e assinale a que não apresenta erro de concordância: a) O médico e o Engenheiro assistiríam todos os funcionários da empresa. b) O médico e o Engenheiro assistiríam a todos os funcionários da empresa. c) Os funcionários da empresa assistiram todos os vídeos, a fim de aprender mais sobre o assunto. d) Os funcionários da empresa assistiram os vídeos, a fim de aprender mais sobre o assunto. www.tecconcursos.com.br/questoes/393508 IBFC - Tec (COMLURB)/COMLURB-RJ/Enfermagem do Trabalho/2016 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta: I. Os estudantes de medicina fazem os exercícios com dedicação e empenho; II. A maioria dos estudantes de engenharia estavam na sala de aula. III. As estudantes estão meio tristes com a mudança de professora. IV. Há uma hora e meio o curso se encerrou. a) I e II estão corretas b) Somente IV está correta c) I e III estão corretas d) Somente II está correta. www.tecconcursos.com.br/questoes/1377694 IBFC - Jorn (EBSERH HUFURG)/EBSERH HU-FURG/2016 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Crise de Identidade Foi na semana passada. No Leblon. Como todo mundo sabe — será que ainda sabe? —, o Leblon não é a minha praia. Sou copacabanense. Pra mim, o Leblon fica alémfronteiras. Sou sempre um visitante em suas ruas. Olho para o bairro com olhos de turista, admirado com suas madames que almoçam fora, com os que se divertem na Rua Dias Ferreira e, principalmente, com a crença da quase totalidade de seus moradores de que o pão e o presunto foram inventados no Talho Capixaba. Nunca estou no Leblon por acaso. Dessa vez, estava indo ao dentista. Mas mudei de assunto e estou perdendo o fio da meada. Como estava dizendo, foi na semana passada. No Leblon. Ia ao dentista. Mal pisei na calçada do quarteirão a que me dirigia quando, na outra esquina, uma senhora me acenou. Bonita, cabelos brancos, esguia, bem vestida, ela veio se aproximando. Abriu um sorriso. Me conquistou. Já bem perto, abriu os braços. Parecia uma fã. Correspondí, dei-lhe um abraço e ela gritou entusiasmada: “Artur da Távola!” Passei 23 anos ininterruptos escrevendo uma coluna que, em alguns momentos, era publicada três vezes por semana. Faz oito meses que parei. E já estão me confundindo com Artur da Távola? Não que essa https://www.tecconcursos.com.br/questoes/393401https://www.tecconcursos.com.br/questoes/393508 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1377694 confusão não seja envaidecedora. Sempre fui fã dos textos do Távola. Mas ele já não está entre nós há oito anos! Prefiro não ter o talento do mestre, mas continuar vivo. Vivo, pelo menos, eu posso continuar tentando alcançar o seu estilo. Será que colunista afastado é colunista morto? Será que oito meses fora do jornal é tempo bastante para deixar de habitar a lista de colunistas que o leitor tem na cabeça? Outro dia mesmo, dessa vez em Copacabana, em meio a compras num mercado de produtos hortifrutigranjeiros, outra velhinha se aproximou. Disse que me lia sempre (ela não se deu conta de que eu não estava escrevendo), que se identificava com as minhas histórias, e que minha coluna era a primeira coisa que buscava no jornal às sextas-feiras. Bem que eu tentei dizer que nunca escreví às sextas, mas ela me interrompeu e acrescentou que gostava sobretudo quando eu falava do Botafogo. Ela gostava mesmo de outro Arthur, o Dapieve. Deixei-a na ilusão de que tinha se encontrado com o ídolo. Pra que discutir com madame? E, depois, pensa bem, é muita ingenuidade da leitora imaginar que o Dapieve estaria fazendo compras num mercado de produtos hortifrutigranjeiros. Talvez não tenha sido a minha ausência o motivo do esquecimento do leitor. Nesses 23 anos, por mais assíduo que tenha sido nas páginas do jornal, sempre fui confundido com o Zuenir, o Veríssimo, o Arnaldo... só não me lembro de terem me confundido com a Cora. E olha que eu também já tive os meus gatos. Talvez a culpa seja minha e eu nunca tenha conseguido criar, nos meus textos, uma personalidade que levasse o leitor a me identificar nas ruas. Deve acontecer algo assim com a minha voz também. De vez em quando, pego um táxi e, logo após dizer ao motorista meu destino, ele me responde com alegria: “O senhor é o Cony, não é? Ouço o senhor todo dia na CBN”. Eu confirmo e vou em frente. Ainda não desisti do plano de andar com uns livros do Cony na mochila para dar edições autografadas aos motoristas da cidade. Só não decidi ainda se eu mesmo autografo ou peço pro Cony autografar. As vezes, desconfio que tenha transferido essa crise de identidade para os que me cercam. É muito comum encontrar algum admirador que me conhece da televisão. “Não deixo de ver o senhor no programa da Andréa Beltrão.” Ou “o senhor não está mais no programa da Maria Padilha?” Adianta eu dizer que o programa é da Maria Beltrão? Isso tudo é pra dizer que, antes que me esqueçam definitivamente, retomo esta coluna, agora só aos domingos, na esperança de um dia o leitor me identificar, saber que eu sou eu. É fácil. Não falo de gatos, não torço pelo Botafogo, não vejo a confusão em Ipanema da minha janela, não analiso a conjuntura política, nunca escreví um livro de mistério. Sou o outro, aquele outro, aquele que fala de amenidades, pega no pé do prefeito, vê novelas... lembra? Aquele que organiza a eleição da Mala do Ano, já fez o concurso do Zum de Besouro e teve uma ou duas brigas com o Caetano. Ainda não lembrou? Então esquece tudo isso. Eu prefiro ser identificado como aquele que tem muita honra em estar em página próxima aos textos do Zuenir, do Veríssimo, do Nelson Motta, do Cacá, da Cora, do Dapieve, dos Arnaldos, do Agualusa... São muitos colunistas talentosos. Sou só mais um. Aquele com menos talento, o que todo mundo confunde com os outros, mas que não cabe em si de satisfação em ter a oportunidade de voltar a se encontrar semanalmente com o leitor. Crônica é diálogo. Não,basta eu escrever. Tem que ter você aí do outro lado para ler. É um prazer reencontrá-lo. Ou ninguém leu e eu estou falando sozinho? (Artur Xexéo) Considere o segundo parágrafo do texto, transcrito a seguir, para responder. “Passei 23 anos ininterruptos escrevendo uma coluna que, em alguns momentos, era publicada três vezes por semana. Faz oito meses que parei. E já estão me confundindo com Artur da Távola? Não que essa confusão não seja envaidecedora. Sempre fui fã dos textos do Távola. Mas ele já não está entre nós há oito anos! Prefiro não ter o talento do mestre, mas continuar vivo. Vivo, pelo menos, eu posso continuar tentando alcançar o seu estilo. ” 827) Assinale a opção cuja concordância verbal seja equivalente a que aparece em “Faz oito meses que parei”: a) Ao longo da vida, fazemos muitas coisas de que nos arrependemos. b) Todos haviam chegado cedo. c) Havia pessoas demais na festa. d) Todos se fizeram presentes na festa. e) A mãe faz tudo o que ela quer. www.tecconcursos.com.br/questoes/1378646 IBFC - AAd (EBSERH HU-FURG)/EBSERH HU-FURG/2016 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Rito de Passagem Um dia seu filho se aproxima e diz, assim como quem não quer nada: “Pai, fiz a barba”. E, a menos que se trate de um pai desnaturado ou de um barbeiro cansado da profissão, a emoção do pai será inevitável. E será uma complexa emoção essa, um misto de assombro, de orgulho, mas também de melancolia. O seu filho, o filhinho que o pai carregou nos braços, é um homem. O tempo passou. Barba é importante. Sempre foi. Patriarca bíblico que se prezasse usava barba. Rei também. E um fio de barba, ou de bigode, tradicionalmente se constitui numa garantia de honra, talvez não aceita pelos cartórios, mas prezada como tal. Fazer a barba é um rito de passagem. Como rito de passagem, ele não dura muito. Fazer a barba. No início, é uma revelação; logo passa à condição de rotina, e às vezes de rotina aborrecida. Muitos, aliás, deixam crescer a barba por causa disto, para se ver livre do barbeador ou da lâmina de barbear. Mas, quando seu filho se olha no espelho, e constata que uns poucos e esparsos pelos exigem - ou permitem - o ato de barbear-se, ele seguramente vibra de satisfação. Nenhum de nós, ao fazer a barba pela primeira vez, pensa que a infância ficou pra trás. E, no entanto, é exatamente isto: o rosto que nos mira do espelho já não é mais o rosto da criança que fomos. É o rosto do adulto que seremos. E os pelos que a água carrega para o ralo da pia levam consigo sonhos e fantasias que não mais voltarão. É bom ter barba? Essa pergunta não tem resposta. Esta pergunta é como a própria barba: surge implacavelmente, cresce não importa o que façamos. Cresce mesmo depois que expiramos. E muitos de nós expiramos lembrando certamente o rosto da criança que, do fundo do espelho, nos olha sem entender. (SCLIAR, Moacyr et al. Histórias de grandeza e de miséria. Porto Alegre: L&PM, 2003) Na frase “Nenhum de nós, ao fazer a barba pela primeira vez, pensa que a infância ficou pra trás.”, a concordância do verbo em destaque justifica-se pela mesma regra aplicada em: a) Ninguém chegou. b) Qual de nós nunca errou? c) A maioria das pessoas chegaram tarde. d) Houve muitos problemas. e) Mais de um carro se chocaram. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1378646 828) 829) www.tecconcursos.com.br/questoes/1381309 IBFC - Tec (EBSERH HU-FURG)/EBSERH HU-FURG/Análises Clínicas/2016 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Texto I Rito de Passagem Um dia seu filho se aproxima e diz, assim como quem não quer nada: “Pai, fiz a barba”. E, a menos que se trate de um pai desnaturado ou de um barbeiro cansado da profissão, a emoção do pai será inevitável. E será uma complexa emoção essa, um misto de assombro, de orgulho, mas também de melancolia. O seu filho, o filhinho que o pai carregou nos braços, é um homem. O tempo passou. Barba é importante. Sempre foi. Patriarca bíblico que se prezasse usava barba. Rei também. E um fio de barba, ou de bigode, tradicionalmente se constitui numa garantia de honra, talvez não aceita pelos cartórios, mas prezada como tal. Fazer a barba é um rito de passagem. Como rito de passagem, ele não dura muito. Fazer a barba. No início, é uma revelação; logo passa à condição de rotina, e às vezes de rotina aborrecida. Muitos, aliás, deixam crescer a barba por causa disto, para se ver livre do barbeadorou da lâmina de barbear. Mas, quando seu filho se olha no espelho, e constata que uns poucos e esparsos pelos exigem — OU permitem — o ato de barbear-se, ele seguramente vibra de satisfação. Nenhum de nós, ao fazer a barba pela primeira vez, pensa que a infância ficou pra trás. E, no entanto, é exatamente isto: o rosto que nos mira do espelho já não é mais o rosto da criança que fomos. E o rosto do adulto que seremos. E os pelos que a água carrega para o ralo da pia levam consigo sonhos e fantasias que não mais voltarão. E bom ter barba? Essa pergunta não tem resposta. Esta pergunta é como a própria barba: surge implacavelmente, cresce não importa o que façamos. Cresce mesmo depois que expiramos. E muitos de nós expiramos lembrando certamente o rosto da criança que, do fundo do espelho, nos olha sem entender. (SCLIAR, Moacyr et al. Histórias de grandeza e de miséria. Porto Alegre: L&PM, 2003) Na frase “Nenhum de nós, ao fazer a barba pela primeira vez, pensa que a infância ficou pra trás.”, a concordância do verbo em destaque justifica-se pela mesma regra aplicada em: a) Ninguém chegou. b) Qual de nós nunca errou? c) A maioria das pessoas chegaram tarde. d) Houve muitos problemas. e) Mais de um carro se chocaram. www.tecconcursos.com.br/questoes/364640 IBFC - Gari (COMLURB)/COMLURB-RJ/2015 Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal) Texto Férias – cuidados com crianças O verão começou no dia 21 de dezembro e a estação é sinônimo de férias escolares para crianças. Mas elas precisam de cuidados redobrados para curtir o sol, praia, piscinas e parques com segurança. Por isso, os pais devem se informar para evitarem doenças e acidentes comuns nesta época do ano. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1381309 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/364640 830) Durante o verão, os passeios à praia, piscinas e parques são mais frequentes, o que significa que é preciso estar atento à exposição ao sol, alimentação e vestuário. Quando se fala em crianças, o assunto fica ainda mais sério. Como as crianças são mais sensíveis que adultos, é preciso atenção para exposição a raios solares e a adoção de cuidados especiais. [...] Roupas adequadas Devido ao calor e ao aumento da sudorese (suor), as roupas devem ser de algodão, finas e folgadas de modo a permitir uma maior ventilação, facilitando a evaporação do suor. Roupas íntimas também devem ser de algodão, evitando-se tecidos sintéticos. Na praia, sungas e biquínis são os trajes ideais, porém deve-se tomar cuidado com o hábito de ficar com a roupa molhada após sair da praia, isso favorece o surgimento de micoses da pele. As roupas podem proporcionar uma barreira contra a radiação ultravioleta. Para a prática de esportes ao ar livre, situações que dificultem a aplicação do filtro solar com frequência ou, no caso das crianças com menos de 6 meses, as roupas podem ser uma boa opção para a proteção da pele. [...] E nada de deixar os pequenos sem roupa. O contato com a areia ou cadeiras sujas pode levar a problemas de pele. (Disponível em: http://www.boasaude.com.br/artigos-de-saude/4535/-1/oscuidados- para-curtir-o-verao-com-as- criancas.html. Acesso em: 08/01/2015, adaptado) Ao se reescrever a frase “O contato com a areia ou cadeiras sujas pode levar a problemas de pele.” (6º parágrafo), cometeu-se um ERRO gramatical na seguinte opção: a) Os contatos com a areia ou cadeiras sujas podem levar a problemas de pele. b) O contato com a areia ou cadeiras sujas pode levar a problema de pele. c) O contato com a areia ou cadeiras sujas podem levar a problemas de pele. d) O contato com as areias ou cadeiras sujas pode levar a problemas de pele. www.tecconcursos.com.br/questoes/2059442 IBFC - Tec (EBSERH UNIFAP)/EBSERH HU-UNIFAP/Segurança do Trabalho/2022 Língua Portuguesa (Português) - Vozes (voz passiva e voz ativa) Texto I O conto do vigário (Joseli Dias) Um conto de réis. Foi esta quantia, enorme para a época, que o velho pároco de Cantanzal perdeu para Pedro Lulu, boa vida cuja única ocupação, além de levar à perdição as mocinhas do lugar, era tocar viola para garantir, de uma casa em outra, o almoço de todos os dias. Nenhum vendeiro, por maior esforço de memória que fizesse, lembraria o dia em que Pedro Lulu tirou do bolso uma nota qualquer para comprar alguma coisa. Sempre vinha com uma conversa maneira, uma lábia enroladora e no final terminava por https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2059442 831) comprar o que queria, deixando fiado e desaparecendo por vários meses, até achar que o dono do boteco tinha esquecido a dívida, para fazer uma nova por cima. A vida de Pedro Lulu era relativamente boa. Tocava nas festas, ganhava roupas usadas dos amigos e juras de amor de moças solteironas de Cantanzal. A vida mansa, no entanto, terminou quando o Padre Bastião chegou por ali. Homem sisudo, pregava o trabalho como meio único para progredir na vida. Ele mesmo dava exemplo, pegando no batente de manhã cedo, preparando massa de cimento e assentando tijolos da igreja em construção. Quando deu com Pedro Lulu, que só queria sombra e água fresca, iniciou uma verdadeira campanha contra ele. Nos sermões, pregava o trabalho árduo. Pedro Lulu era o exemplo mais formidável que dava aos fiéis. “Não tem família, não tem dinheiro, veste o que lhe dão, vive a cantar e a mendigar comida na mesa alheia”, pregava o padre, diante do rebanho. Aos poucos Pedro Lulu foi perdendo amizades valiosas, os almoços oferecidos foram escasseando e até mesmo nas rodas de cantoria era olhado de lado por alguns. “Isso tem que acabar”, disse consigo. Naquele dia foi até a igreja e prostou-se diante do confessionário. Fingindo ser outra pessoa, pediu ao padre o mais absoluto segredo do que iria contar, porque havia prometido a um amigo que não faria o mesmo diante das maiores dificuldades, mas que vê-lo em tamanha necessidade, tinha resolvido confessar-se passando o segredo adiante. O Padre, cujo único defeito era interessar-se pela vida alheia, ficou todo ouvidos. E foi assim que a misteriosa figura contou que Pedro Lulu era, na verdade, riquíssimo, mas que por uma aposta que fez, não podia usufruir de seus bens na capital, que somavam milhares de contos de réis. [...] Caso a oração “Nos sermões, pregava o trabalho árduo” fosse reescrita na voz passiva analítica, a construção correta seria: a) Nos sermões, pregam o trabalho árduo. b) Nos sermões, o trabalho árduo era pregado. c) Nos sermões, pregavam-se o trabalho árduo. d) Nos sermões, pregavam o trabalho árduo. e) Nos sermões, o trabalho árduo foi pregado. www.tecconcursos.com.br/questoes/2247315 IBFC - FEDAF (INDEA MT)/INDEA MT/Engenheiro Agrônomo/2022 Língua Portuguesa (Português) - Vozes (voz passiva e voz ativa) Texto Saímos de Manaus numa lancha pequena, e no meio da manhã navegamos no coração do arquipélago das Anavilhanas. A ânsia de encontrar Dinaura me deixou desnorteado. A ânsia e as lembranças da Boa Vida. A visão do rio Negro derrotou meu desejo de esquecer o Uaicurapá. E a paisagem da infância reacendeu minha memória, tanto tempo depois. Costelas de areia branca e estriões de praia em contraste com a água escura; lagos cercados por uma vegetação densa; poças enormes, formadas pela vazante, e ilhas que pareciam continente. Seria possível encontrar uma mulher naquela natureza tão grandiosa? No fim da manhã alcançamos o Paraná do Anum e avistamos a ilha do Eldorado. O prático amarrou os cabos da lancha no tronco de uma árvore; depois procuramos o varadouro indicado no mapa. A caminhada de mais de duas horas na floresta foi penosa, difícil. No fim do atalho, vimos o lago do Eldorado. A água preta, quase azulada. E a superfície lisa e quieta como um espelho deitado na noite. Não havia beleza igual. Poucas casas de madeira entre a margem e a floresta. Nenhuma voz. Nenhuma criança, que a gente sempre vê nos povoados mais isolados do Amazonas. O som dos pássaros só aumentava o silêncio. Numa casa com teto de palha https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2247315832) pensei ter visto um rosto. Bati à porta, e nada. Entrei e vasculhei os dois cômodos separados por um tabique1 da minha altura. Um volume escuro tremia num canto. Fui até lá, me agachei e vi um ninho de baratas-cascudas. Senti um abafamento, o cheiro e o asco dos insetos me deram um suadouro. Lá fora, a imensidão do lago e da floresta. E silêncio. Aquele lugar tão bonito, o Eldorado, era habitado pela solidão. No fim do povoado encontramos uma casa de farinha. Escutamos uns latidos; o prático apontou uma casa na sombra da floresta. Era a única coberta de telhas, com uma varanda protegida por treliça de madeira e uma lata com bromélias ao lado da escadinha. Um ruído no lugar. Na porta vi o rosto de uma moça e fui sozinho ao encontro dela. Escondeu o corpo e eu perguntei se morava ali. (HATOUM, Milton. Órfãos do Eldorado. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p.101-102)1 divisória, tapume A voz ativa dos verbos caracteriza boa parte do texto, como na oração “Escondeu o corpo”. Caso essa oração fosse transcrita para a voz passiva sintética, teríamos mudança: a) no núcleo do sujeito. b) no tempo verbal. c) no tipo de ação. d) no modo verbal. www.tecconcursos.com.br/questoes/2275579 IBFC - Recep (MGS)/MGS/2022 Língua Portuguesa (Português) - Vozes (voz passiva e voz ativa) Texto Dia das Mães: pouca reivindicação e muito consumismo. A data perdeu sua origem reivindicativa para se tornar um negócio com grande carga sentimental. (David Bernal) Um colar feito com macarrões coloridos, uma moldura enfeitada com pregadores de roupa ou um cinzeiro com migalhas de pão. Quando éramos pequenos fazer o presente do Dia das Mães era todo um acontecimento. O importante não era o valor material, mas o amor e o entusiasmo com que fazíamos na escola. Depois, quando crescemos, puxamos o cartão de crédito, enviamos flores, ligamos com um “amo você” ou – se a distância permite – um almoço com um aperto de mão. Ao contrário do Dia dos Pais ou do Dia dos Namorados, datas um pouco controversas, todo mundo comemora o Dia das Mães. O que poucos sabem é o porquê de ele ser comemorado, já que sobre essa data existem algumas falsas crenças. O primeiro erro que as pessoas cometem é pensar que o planeta inteiro comemora no mesmo dia. Países tão diversos quanto Espanha, Romênia, Lituânia, África do Sul e Hungria comemoram no primeiro domingo de maio. Mas outros, como Estados Unidos, China, Cuba, Nova Zelândia e Brasil, no segundo. Do outro lado estão a Argentina e a Bielorrússia, que só homenageiam as mães em outubro. O segundo mito é a crença de que se trata de uma celebração religiosa. A Igreja comemora em 8 de dezembro, coincidindo com a festa da Imaculada Conceição. E na Espanha, por exemplo, foi assim até https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2275579 833) que em 1965 houve mudança. Os primeiros sinais desta festa são encontrados na Antiguidade. No Egito todos os anos era celebrada a deusa Ísis, mãe de todos os faraós, e na Grécia clássica o mesmo era feito com Rea, mãe dos deuses Júpiter, Netuno e Plutão. Os romanos herdaram essa tradição e na primavera reverenciavam por três dias a deusa Cibele em um festival chamado Hilária. Mas para encontrar sua verdadeira origem, devemos voltar ao século XVII na Inglaterra, onde um evento chamado Domingo das Mães que começou com a oferta de flores das crianças para suas mães na saída da Missa, acabou como um dia de folga no trabalho. Em 1870, nos EUA, a poeta e ativista Julia Ward Howe escreveu a Proclamação do Dia das Mães. “Levantem-se, mulheres de hoje!”, exclamou. Embora a verdadeira mãe dessa festa, como a conhecemos hoje, foi Anna Reeves Jarvis, uma dona de casa que em 12 de maio de 1907 organizou um Dia das Mães para comemorar a morte da sua, ocorrida dois anos antes, e reconhecer seu inestimável trabalho. Mas não só isso: começou uma campanha para que o resto do país também comemorasse. E funcionou, pois, em 1914, o presidente Woodrow Wilson definiu a data no segundo domingo de maio. A ideia se espalhou para o resto do mundo. Até hoje. Com esta origem tão difusa e dispersa não é de estranhar que seu caráter reivindicativo tenha se perdido ao longo do caminho para se tornar uma (outra) desculpa para que os comércios vendam. [Texto adaptado de BERNAL, David. Jornal El País (Brasil). Disponível em https://brasil.elpais.com/brasil/2016/05/01/estilo/1462053874_986350.htm] Um dos estudos da sintaxe é o da flexão de voz. “Chama-se voz o aspecto verbal caracterizado pelo papel que exerce o sujeito em relação à ação expressa” (BEZERRA, 2015, p.300). Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) Caracteriza-se como voz ativa quando o sujeito pratica a ação. ( ) Caracteriza-se como voz passiva quando o sujeito sofre a ação. ( ) A voz respectiva ou mediana é quando o sujeito pratica e sofre a mesma ação. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. a) F - V - V. b) F - F - F. c) V - V - F. d) V - F - V. www.tecconcursos.com.br/questoes/2366974 IBFC - AJ (TJ MG)/TJ MG/Administrador/2022 Língua Portuguesa (Português) - Vozes (voz passiva e voz ativa) Texto I “Explicar, a mim, como é Alejandra, Bruno ponderou, como é seu rosto, como são as dobras de sua boca.” E pensou que eram justamente essas dobras desdenhosas e um certo brilho tenebroso nos olhos que diferenciavam mais que tudo o rosto de Alejandra do rosto de Georgina, a quem ele amara de verdade. Pois, agora compreendia, a ela é que amara realmente, e quando imaginou estar apaixonado por Alejandra era a mãe de Alejandra que buscava, como esses monges medievais que tentavam decifrar o texto primitivo debaixo das restaurações, debaixo das palavras apagadas e substituídas. E essa insensatez fora a razão de tristes mal-entendidos com Alejandra, tendo às vezes a mesma sensação de https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2366974 834) quem, após muitíssimos anos de ausência, chega à casa da infância e, ao tentar de noite abrir uma porta, depara com uma parede. Claro que seu rosto era quase o mesmo de Georgina: o mesmo cabelo preto com reflexos avermelhados, os olhos cinza-esverdeados, a boca idêntica e grande, as mesmas faces mongólicas, a mesma pele morena e pálida. Mas o “quase” era atroz, e mais ainda por ser tão sutil e imperceptível, pois assim o equívoco era mais profundo e doloroso. Os ossos e a carne – pensava – não bastam para formar um rosto, e é por isso que ele é infinitamente menos físico do que o corpo: é determinado pelo olhar, pelo ríctus da boca, pelas rugas, por todo esse conjunto de atributos sutis com que a alma se revela por meio da carne. Razão pela qual, no momento exato em que alguém morre, seu corpo se transforma abruptamente numa coisa diferente, tão diferente a ponto de se poder dizer “não parece a mesma pessoa”, apesar de ter os mesmos ossos e a mesma matéria de um segundo antes, um segundo antes desse misterioso instante em que a alma se retira do corpo e este fica tão morto como uma casa da qual se retiram para sempre os seres que moram nela, e, sobretudo, que sofreram e se amaram nela. (SABATO, Ernesto. Sobre heróis e tumbas. São Paulo: Planeta De Agostini, 2003, p.22-23) Considere a oração “seu corpo se transforma abruptamente numa coisa diferente”, para responder à questão. Na passagem em análise, ao fazer uso da voz passiva, obtém-se como efeito: a) a indeterminação do sujeito sintático. b) a omissão do agente da ação realizada. c) a construção da ideia de reciprocidade. d) o prolongamento da duração da ação. e) a ambiguidade no complemento do verbo. www.tecconcursos.com.br/questoes/2368323 IBFC - AJ (TJ MG)/TJ MG/Revisor Judiciário/2022 Língua Portuguesa (Português) - Vozes (voz passiva e voz ativa) O texto abaixo é a transcrição de um fragmento da parte intitulada “Mérito” de uma sentença trabalhista. Considere-o para responder à questão. Texto I Trata-se de reclamatória trabalhista em que a autora alega que foi dispensada porjusta causa, requerendo a anulação do ato de demissão. A reclamada aponta de a dispensa ser regular e ter resultado do fato de a obreira ter se habilitado e recebido auxílio emergencial durante afastamento por licença de interesse particular. Sendo a justa causa a pena capital na relação de trabalho, deve ser cabalmente provada pela empresa, sobretudo diante do princípio da continuidade da relação de emprego, que gera a presunção favorável ao empregado, nos termos da Súmula 212 do TST. Assim, é da reclamada o ônus de provar a ocorrência da falta grave, fato extintivo do direito do autor, nos termos dos arts. 818 da CLT c/c art. 373, II, do CPC/2015. A prova do motivo da aplicação da penalidade máxima deve ser apresentada de forma robusta. Neste sentido, é a jurisprudência dos Tribunais Trabalhistas, inclusive do E. TRT da 11ª Região. (Disponível em: https://portal.trt11.jus.br/images/Senten%C3%A7a.pdf. Acesso em 02/09/2022. Adaptado) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2368323 835) 836) Na passagem “a autora alega que foi dispensada por justa causa” (1º§), a escolha da voz verbal cumpre um papel expressivo uma vez que enfatiza: a) a empresa agente da ação b) o caráter atemporal da ação c) a concordância com a ação d) o motivo alegado para a ação e) o sujeito passivo da ação www.tecconcursos.com.br/questoes/2249040 IBFC - PCMEB (SEED RR)/SEED RR/Língua Portuguesa/2021 Língua Portuguesa (Português) - Vozes (voz passiva e voz ativa) Quanto ao estudo das vozes verbais, o professor Evanildo Bechara estabelece uma importante distinção entre passividade e voz passiva. Considerando essa distinção, assinale a alternativa que corresponde a um exemplo de passividade: a) A inscrição foi feita no prazo determinado b) Na última semana, iniciaram-se as inscrições c) Todos vão fazer a prova na data indicada d) Os candidatos receberam as informações solicitadas www.tecconcursos.com.br/questoes/662988 IBFC - Sold (PM SE)/PM SE/Combatente/2018 Língua Portuguesa (Português) - Vozes (voz passiva e voz ativa) A Rua (Fragmento) EU AMO A RUA. Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é partilhado por todos vós. Nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades, nas aldeias, nos povoados, não porque soframos, com a dor e os desprazeres[...], mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. (...) a rua é um fator da vida das cidades, a rua tem alma! (...) a rua é a agasalhadora da miséria. Os desgraçados não se sentem de todo sem o auxílio dos deuses enquanto diante dos seus olhos uma rua abre para outra rua (...). A rua nasce, como o homem, do soluço, do espasmo. Há suor humano na argamassa do seu calçamento. Cada casa que se ergue é feita do esforço exaustivo de muitos seres, e haveis de ter visto pedreiros e canteiros, ao erguer as pedras para as frontarias, cantarem, cobertos de suor, uma melopeia tão triste que pelo ar parece um arquejante soluço. A rua sente nos nervos essa miséria da criação, e por isso é a mais igualitária, a mais socialista, a mais niveladora das obras humanas. (...) A rua é a eterna imagem da ingenuidade. Comete crimes, desvaria à noite, treme com a febre dos delírios, para ela como para as crianças a aurora é sempre formosa, para ela não há o despertar triste, e quando o sol desponta e ela abre os olhos esquecida das próprias ações, é (...) tão modesta, tão lavada, tão risonha, que parece papaguear com o céu e com os anjos... A rua faz as celebridades e as revoltas, a rua criou um tipo universal, tipo que vive em cada aspecto urbano, em cada detalhe, em cada praça, tipo diabólico que tem, dos gnomos e dos silfos das florestas, https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2249040 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/662988 837) tipo proteiforme, feito de risos e de lágrimas, de patifarias e de crimes irresponsáveis, de abandono e de inédita filosofia, tipo esquisito e ambíguo com saltos de felino e risos de navalha, o prodígio de uma criança mais sabida e cética que os velhos de setenta invernos, mas cuja ingenuidade é perpétua, voz que dá o apelido fatal aos potentados e nunca teve preocupações, criatura que pede como se fosse natural pedir, aclama sem interesse, e pode rir, francamente, depois de ter conhecido todos os males da cidade, poeira d’oiro que se faz lama e torna a ser poeira – a rua criou o garoto! RIO, João do. A alma encantadora das ruas. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, pp. 28–31. Vocabulário Agremia: do verbo agremiar; juntar num mesmo grupo. Canteiros: pedreiros responsáveis pelas construções com pedra. Frontarias: fachada principal; frente. Melopeia: melodia; canção melodiosa. Silfos: seres mágicos do ar presente em mitologias europeias. Proteiforme: que muda de forma frequentemente. Potentados: majestades; maiorais; pessoas de grande poder. “Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim.” O trecho apresenta uma oração cuja construção verbal ilustra a voz: a) passiva sintética. b) ativa. c) reflexiva. d) passiva analítica. www.tecconcursos.com.br/questoes/515245 IBFC - Sold (PM BA)/PM BA/2017 Língua Portuguesa (Português) - Vozes (voz passiva e voz ativa) Texto Assinale a alternativa correta. A segunda oração do primeiro quadrinho encontra-se na voz passiva. Ao passá-la para a voz ativa tem- se: https://www.tecconcursos.com.br/questoes/515245 838) a) Controlam-se nossos destinos por estrelas. b) As estrelas controlam nossos destinos. c) As estrelas podem controlar nossos destinos. d) Nossos destinos serão controlados pelas estrelas. e) As estrelas controlarão nossos destinos. www.tecconcursos.com.br/questoes/372867 IBFC - Adv (MGS)/MGS/2016 Língua Portuguesa (Português) - Vozes (voz passiva e voz ativa) Texto Uma Vela para Dario (Dalton Trevisan) Dario vinha apressado, guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminui o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Por ela escorregando, sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva, e descansou na pedra o cachimbo. Dois ou três passantes rodearam-no e indagaram se não se sentia bem, Dario abriu a boca, moveu os lábios, não se ouviu resposta. O senhor gordo, de branco, sugeriu que devia sofrer de ataque. Ele reclina-se mais um pouco, estendido agora na calçada, e o cachimbo tinha apagado. O rapaz de bigode pediu aos outros que se afastassem e o deixassem respirar. Abre-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario rouqueja feio, bolhas de espuma surgiram no canto da boca. Cada pessoa que chega ergue-se na ponta dos pés, não o pode ver. Os moradores da rua conversam de uma porta à outra, as crianças de pijama acodem à janela. O senhor gordo repete que Dario sentou-se na calçada, soprando a fumaça do cachimbo, encostava o guarda-chuva na parede. Mas não se vê guarda-chuva ou cachimbo ao seu lado. A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo. Um grupo o arrasta para o táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem pagaria a corrida? Concordam chamar a ambulância Dario conduzido de volta e recostado à parede - não tem os sapatos nem o alfinete de pérola da gravata. Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam Dario além de esquina; a farmácia é no fim do quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na porta de uma peixaria. Enxame de moscas lhe cobre o rosto, sem que faça um gesto para espantá-las. Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozam as delícias da noite. Dario em sossego e torto no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso. Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados - com vários objetos - e seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficam sabendo do nome, idade; sinal de nascença. O endereço na carteira é de outra cidade. Registra-secorreria de uns duzentos curiosos que, a essa hora, ocupam toda a rua e as calçadas: era a polícia. O carro negro investe a multidão. Várias pessoa tropeçam no corpo de Dario, pisoteado dezessete vezes. O guarda aproxima-se do cadáver, não pode identificá-lo - os bolsos vazios. Resta na mão esquerda a aliança de ouro, que ele próprio quando vivo - só destacava molhando no sabonete. A policia decide https://www.tecconcursos.com.br/questoes/372867 839) chamar o rabecão. A última boca repete - Ele morreu, ele morreu. A gente começa a ser dispersar. Dario levou duas horas para morrer, ninguém acreditava estivesse no fim, Agora, aos que alcançam vê-lo, todo o ar de um defunto. Um senhor piedoso dobre o paletó de Dario para lhe apoiar a cabeça. Cruza as mãos no peito. Não consegue fechar olho nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um homem morto e a multidão se espalha, as mesas do café ficam vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar os cotovelos. Um menino de cor de descalço veio com uma vela, que acende ao lado do cadáver. Parece morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva. Fecham-se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá está Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó. E o dedo sem aliança. O toco de vela apaga-se às primeiras gotas da chuva, que volta a cair. Em "O toco de vela apaga-se às primeiras gotas da chuva, que volta a cair." (14º §), considerando as vozes do verbo, pode-se reescrever, corretamente, o trecho em destaque da seguinte forma: a) O toco de vela é apagado b) O toco de vela apaga a si mesmo c) Apagam o toco de vela d) O toco de vela pode ser apagado www.tecconcursos.com.br/questoes/269066 IBFC - Papis (PC RJ)/PC RJ/2014 Língua Portuguesa (Português) - Vozes (voz passiva e voz ativa) Texto III Corrida contra o ebola Já faz seis meses que o atual surto de ebola na África Ocidental despertou a atenção da comunidade internacional, mas nada sugere que as medidas até agora adotadas para refrear o avanço da doença tenham sido eficazes. Ao contrário, quase metade das cerca de 4.000 contaminações registradas neste ano ocorreram nas últimas três semanas, e as mais de 2.000 mortes atestam a força da enfermidade. A escalada levou o diretor do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA, Tom Frieden, a afirmar que a epidemia está fora de controle. O vírus encontrou ambiente propício para se propagar. De um lado, as condições sanitárias e econômicas dos países afetados são as piores possíveis. De outro, a Organização Mundial da Saúde foi incapaz de mobilizar com celeridade um contingente expressivo de profissionais para atuar nessas localidades afetadas. Verdade que uma parcela das debilidades da OMS se explica por problemas financeiros. Só 20% dos recursos da entidade vêm de contribuições compulsórias dos países-membros – o restante é formado por doações voluntárias. A crise econômica mundial se fez sentir também nessa área, e a organização perdeu quase US$ 1 bilhão https://www.tecconcursos.com.br/questoes/269066 840) de seu orçamento bianual, hoje de quase US$ 4 bilhões. Para comparação, o CDC dos EUA contou, somente no ano de 2013, com cerca de US$ 6 bilhões. Os cortes obrigaram a OMS a fazer escolhas difíceis. A agência passou a dar mais ênfase à luta contra enfermidades globais crônicas, como doenças coronárias e diabetes. O departamento de respostas a epidemias e pandemias foi dissolvido e integrado a outros. Muitos profissionais experimentados deixaram seus cargos. Pesa contra o órgão da ONU, de todo modo, a demora para reconhecer a gravidade da situação. Seus esforços iniciais foram limitados e mal liderados. O surto agora atingiu proporções tais que já não é mais possível enfrentá-lo de Genebra, cidade suíça sede da OMS. Tornou-se crucial estabelecer um comando central na África Ocidental, com representantes dos países afetados. Espera-se também maior comprometimento das potências mundiais, sobretudo Estados Unidos, Inglaterra e França, que possuem antigos laços com Libéria, Serra Leoa e Guiné, respectivamente. A comunidade internacional tem diante de si um desafio enorme, mas é ainda maior a necessidade de agir com rapidez. Nessa batalha global contra o ebola, todo tempo perdido conta a favor da doença. (Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/09/1512104- editorial-corrida-contra-o-ebola.shtml: Acesso em: 08/09/2014) Na frase “Verdade que uma parcela das debilidades da OMS se explica por problemas financeiros. “(4°§), a construção em destaque ilustra: a) a voz passiva analítica. b) um caso de sujeito indeterminado. c) a voz reflexiva. d) uma oração sem sujeito. e) a voz passiva sintética. www.tecconcursos.com.br/questoes/2366399 IBFC - Adm (UFPB)/UFPB/2023 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Leia o texto abaixo para responder à questão. O processo criativo “A capacidade criadora do ser humano depende não apenas de condições inatas do indivíduo, como também de sua inteligência, suas experiências e conhecimentos anteriores acumulados, sem esquecer o ambiente sociocultural em que vive. Para que ele possa produzir criativamente, é indispensável o auxílio de dados existentes em sua memória, dados estes que servirão de alimento à imaginação criadora. Esta os reconstrói, recompõe e reorganiza pela crítica e pela análise, fazendo sínteses que se manifestam nas “invenções”, ou “criações”. O espírito humano tem capacidade de reviver imagens armazenadas, associá-las e combiná-las para chegar a determinados objetivos, como no caso da produção publicitária inventiva. A invenção resulta também de mecanismos de associação. O espírito humano não cria elementos do nada, mas vale-se de experiências anteriores e, a partir delas, inova-as”. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2366399 841) Trecho retirado de: MARTINS, J.S. Redação Publicitária. Atlas, 1997.pg 64. No trecho “Para que ele possa produzir criativamente, é indispensável o auxílio de dados existentes em sua memória, dados estes que servirão de alimento à imaginação criadora. Esta os reconstrói, recompõe e reorganiza...”. Assinale a alternativa correta para a função das palavras sublinhadas, respectivamente. a) Estes, refere-se a dados; e esta, refere-se à reconstrução. b) Estes, refere-se a auxílios existentes; e esta, refere-se à memória. c) Estes, refere-se à produção; e esta, refere-se à reconstrução. d) Estes, refere-se a dados; e esta, refere-se à imaginação criadora. e) Estes, refere-se a dados; e esta refere-se à memória. www.tecconcursos.com.br/questoes/2058062 IBFC - Ana (EBSERH UNIFAP)/EBSERH HU- UNIFAP/Administrativo/Administração/2022 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto I A menina que criava peixes na barriga (fragmento) A menina lavava a louça no jirau estendido para o fundo da casa de madeira. No quintal havia um lago de águas represadas que no tempo invernoso transbordava, formando um córrego, que por sua vez desaguava no rio. Barrigudinha, como quase todas as crianças ribeirinhas amazônicas, ela ajudava a mãe depois do almoço e guardava no armário de madeira branca os parcos talheres e vasilhas usados nas refeições familiares. Quando seus parentes dormiam à tarde, Kelly do Socorro – esse era o nome dela – se dirigia ao pequeno porto da frente da casa para olhar os navios transportadores de minérios, parados ao longo do rio, à espera de carregamento. Ali ela se imaginava viajando num daqueles monstros de ferros que povoavam a paisagem e alimentavam seus sonhos. Acenava, também, para os pescadores passantes em seus barquinhos motorizados movidos à gasolina, pois as velhas montarias a remo agora davam lugar às rabetas. Mas até o barulho delas lhe encantava. A mãe quebrava o encanto, chamando-a. Era hora de preparar o jantar, antes que os carapanãsque costumavam aparecer subitamente em nuvens ao anoitecer enchessem a casa. O pai chegaria logo com cachos de açaí para serem debulhados e preparados no acompanhamento da refeição do dia seguinte. Kelly chorava. – Dói muito minha barriga, mãe. Não aguento mais isso todo dia. A mãe retrucava. – Tu tens que fazer isso, criatura. É da tua natureza. E fazia massagem na barriga, no peito e na boca da menina com azeite de copaíba. Talvez por causa do amargor desse óleo vegetal ela não resistia e expelia pela boca dezenas de peixes sobre o jirau. A mãe escolhia os maiores, descamava-os com rapidez e os fritava para o jantar. Os restantes eram jogados ainda vivos no pequeno igarapé atrás da casa. Eram de várias espécies e se reproduziam e cresciam rapidamente, formando enormes cardumes, para a satisfação dos pescadores da área. [...] https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2058062 842) (Fernando Canto) A palavra “barrigudinha”, que introduz o segundo parágrafo, refere-se não só a personagem, mas a tantas outras crianças da região. Essa interpretação é possível, no texto, em função do emprego de uma estrutura: a) concessiva. b) conformativa. c) conclusiva. d) explicativa. e) comparativa. www.tecconcursos.com.br/questoes/2063215 IBFC - Adm (DETRAN AM)/DETRAN AM/2022 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Depois de caminhar por alguns metros, Edgar Wilson percebe ao longe a carcaça de um animal. Segue pela estrada de terra batida, que fica deserta a maior parte do tempo e é usada como atalho pelos motoristas que conhecem bem as imediações. Edgard fora atraído para esse trecho por causa de uma revoada de abutres. Assim como a podridão os atrai, os que se alimentam dela atraem Edgard. Tanto as aves carniceiras quanto ele se valem dos próprios sentidos para encontrar os mortos, e ambas as espécies sobrevivem desses restos não reclamados. Todo nascimento é também um pouco de morte. Edgar já viu algumas criaturas nascerem mortas, outras, morrerem horas depois. Sua consciência sobre o fim de todas as coisas tornou-se aguçada desde que abatia o gado e principalmente agora, ao recolher todas as espécies em qualquer parte. Assim como não teme o pôr do sol, Edgar Wilson entende que não deve temer a morte. Ambos ocorrem involuntariamente num fluxo contínuo. De certa forma, o inevitável lhe agrada. Sentir-se passível de morrer fortalece suas decisões. Não importa o que faça, seja o bem, seja o mal, ele deixará de existir. Distrai-se dos voos dos abutres e caminha mais alguns metros em outra direção, para a caveira de uma vaca atirada no meio da estrada. Nota que não foi atropelada. Os ossos estão intactos, nenhum sinal de fratura. O couro foi levemente oxidado, consumido pela exposição climática. Não há sinal de vermes necrófagos ou pequenos insetos a devorá-la. Edgar Wilson inclina ainda mais o corpo ao perceber uma colmeia presa às costelas da vaca. Apanha um galho de árvore caído no chão e cutuca a colmeia, mesmo sabendo que é perigoso. Nada acontece. Cutuca-a com mais força e a colmeia se parte. Não há abelhas. Percebe algo pastoso e brilhante. Leva a mão até a colmeia e arranca um favo de mel. Cheira-o. Toca a ponta da língua. Diferente do que imaginou, não está podre. Come um pouco do mel. Agradam-lhe as pequenas explosões do favo rompendo em sua boca, algumas lascas muito finas que se prendem entre os molares superiores. Lambe o excesso de mel nos dedos e os limpa no macacão. (MAIA, Ana Paula. Enterre seus mortos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 71-72) Em “Nota que não foi atropelada. Os ossos estão intactos, nenhum sinal de fratura.”(3º§), há dois períodos que se relacionam, semanticamente, uma vez que o segundo expressa, em relação ao primeiro, um sentido de: a) finalidade. b) causa. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2063215 843) c) consequência. d) alternância. www.tecconcursos.com.br/questoes/2247252 IBFC - AFEDAF (INDEA MT)/INDEA MT/2022 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto Faroeste Naquele tempo o mocinho era bom. Puro do cavalo branco até o chapelão imaculado. A camisa limpa, com estrela de xerife. Luvas de couro, tímido e olho baixo. Namorando a mocinha, cisca nas pedras e espirra estrelinha com a espora da botina. Nunca despenteia o cabelo nas brigas. Defende órfão e viúva. Com os brutos, implacável porém justo. Frequenta o boteco pra chatear os bandidos. Bebe um trago e disfarça a careta. Atira só em legítima defesa. O mocinho é sempre mocinho, nunca brinca de bandido. Ah, o vilão todo de preto, duas pistolas no cinto prateado e um punhal (escondido) na bota – o segundo mais rápido do oeste. Bigodinho fino, risadinha cínica. Bebe, trapaceia no jogo. Cospe no chão. Mata pelas costas. Covarde, patético, chora na cadeia. E morre, bem feito!, na forca. Qual dos dois é o vilão hoje? Se um quer roubar o ouro da mina do pai da mocinha, o outro também. Sem piscar, um troca a mocinha pelo cavalo do outro. Os punhos nus eram a arma do galã. Hoje briga sujo. Inimigo vencido, a cara no pó? Chuta de letra o nariz até esguichar sangue. Costeleta e bigodinho ele também. Sem modos, entra de chapelão na casa do juiz. Corteja a heroína, já viu, aparando as unhas? Pífio jogador de pôquer, o toque na orelha esquerda significa trinca de sete. A cada estalido na sombra já tem o dedo no gatilho – seu lema é atire primeiro e pergunte depois. Você por acaso fecha o olho do bandido que matou? Nem ele. E a mocinha, de cachinho loiro e tudo, que vergonha! Começa que moça direita nunca foi. Cantora fuleira de cabaré, gira a valsa do amor nos braços de um e de outro. Por interesse, casa com o chefão do bando. Casa com o pai do mocinho. Até com o mocinho ela casa. Deixa estar, guri não é trouxa. Torce pelo bandido. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2247252 844) (TREVISAN, Dalton. O beijo na nuca. Rio de Janeiro: Record, 2014. P.66-67) No parágrafo, destaca-se a reiteração do verbo “casa”. Tal repetição não prejudica a coesão, ao contrário, torna-se um recurso expressivo já que contribui para: a) propor uma crítica à ideia de casamento como instituição. b) apontar que tanto vilões, quanto mocinhos podem casar. c) representar a possibilidade da ocorrência de vários casamentos. d) reforçar um comportamento atribuído à mocinha no texto. www.tecconcursos.com.br/questoes/2247254 IBFC - AFEDAF (INDEA MT)/INDEA MT/2022 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto Faroeste Naquele tempo o mocinho era bom. Puro do cavalo branco até o chapelão imaculado. A camisa limpa, com estrela de xerife. Luvas de couro, tímido e olho baixo. Namorando a mocinha, cisca nas pedras e espirra estrelinha com a espora da botina. Nunca despenteia o cabelo nas brigas. Defende órfão e viúva. Com os brutos, implacável porém justo. Frequenta o boteco pra chatear os bandidos. Bebe um trago e disfarça a careta. Atira só em legítima defesa. O mocinho é sempre mocinho, nunca brinca de bandido. Ah, o vilão todo de preto, duas pistolas no cinto prateado e um punhal (escondido) na bota – o segundo mais rápido do oeste. Bigodinho fino, risadinha cínica. Bebe, trapaceia no jogo. Cospe no chão. Mata pelas costas. Covarde, patético, chora na cadeia. E morre, bem feito!, na forca. Qual dos dois é o vilão hoje? Se um quer roubar o ouro da mina do pai da mocinha, o outro também. Sem piscar, um troca a mocinha pelo cavalo do outro. Os punhos nus eram a arma do galã. Hoje briga sujo. Inimigo vencido, a cara no pó? Chuta de letra o nariz até esguichar sangue. Costeleta e bigodinho ele também. Sem modos, entra de chapelão na casa do juiz. Corteja a heroína, já viu, aparando as unhas? Pífio jogador de pôquer, o toque na orelha esquerda significa trinca de sete.https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2247254 845) 846) A cada estalido na sombra já tem o dedo no gatilho – seu lema é atire primeiro e pergunte depois. Você por acaso fecha o olho do bandido que matou? Nem ele. E a mocinha, de cachinho loiro e tudo, que vergonha! Começa que moça direita nunca foi. Cantora fuleira de cabaré, gira a valsa do amor nos braços de um e de outro. Por interesse, casa com o chefão do bando. Casa com o pai do mocinho. Até com o mocinho ela casa. Deixa estar, guri não é trouxa. Torce pelo bandido. (TREVISAN, Dalton. O beijo na nuca. Rio de Janeiro: Record, 2014. P.66-67) A análise morfológica e semântica do título “Faroeste” permite concluir seu caráter: a) adverbial, indicando a localização precisa de onde se desenrola uma sequência de ações. b) adjetivo, cumprindo sua função qualificadora de atribuir características a pessoas e aos lugares. c) pronominal, substituindo os nomes dos lugares que apresentam pessoas com determinado comportamento. d) substantivo, nomeando uma referência espacial, bem como um conjunto de comportamentos. www.tecconcursos.com.br/questoes/2249861 IBFC - Aux (MGS)/MGS/Apoio ao Educando/2022 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Leia o excerto: Viajar pelo Brasil: 15 destinos nacionais inesquecíveis para conhecer “Além das belezas naturais e da experiência adquirida em cada parada, a população por todo país é simpática e hospitaleira”. (Texto modificado especificamente para este concurso. Texto original disponível em https://www.segurospromo.com. br/ blog/viajar-pelo-brasil/?gclid=Cj0KCQjw08a YBhDlARIsAA_ gb0eNMYfhPX1UfIB9mKaVBi0kiOoJpVHtksHd5X3n2024IJ4Z0CIwE4aApUBEALw_ wcB) A palavra ‘além’ refere-se a... a) Retiradas as belezas. b) Somadas às belezas. c) Sem belezas. d) Fragmentadas belezas. www.tecconcursos.com.br/questoes/2366947 IBFC - AJ (TJ MG)/TJ MG/Administrador/2022 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto I https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2249861 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2366947 847) “Explicar, a mim, como é Alejandra, Bruno ponderou, como é seu rosto, como são as dobras de sua boca.” E pensou que eram justamente essas dobras desdenhosas e um certo brilho tenebroso nos olhos que diferenciavam mais que tudo o rosto de Alejandra do rosto de Georgina, a quem ele amara de verdade. Pois, agora compreendia, a ela é que amara realmente, e quando imaginou estar apaixonado por Alejandra era a mãe de Alejandra que buscava, como esses monges medievais que tentavam decifrar o texto primitivo debaixo das restaurações, debaixo das palavras apagadas e substituídas. E essa insensatez fora a razão de tristes mal-entendidos com Alejandra, tendo às vezes a mesma sensação de quem, após muitíssimos anos de ausência, chega à casa da infância e, ao tentar de noite abrir uma porta, depara com uma parede. Claro que seu rosto era quase o mesmo de Georgina: o mesmo cabelo preto com reflexos avermelhados, os olhos cinza-esverdeados, a boca idêntica e grande, as mesmas faces mongólicas, a mesma pele morena e pálida. Mas o “quase” era atroz, e mais ainda por ser tão sutil e imperceptível, pois assim o equívoco era mais profundo e doloroso. Os ossos e a carne – pensava – não bastam para formar um rosto, e é por isso que ele é infinitamente menos físico do que o corpo: é determinado pelo olhar, pelo ríctus da boca, pelas rugas, por todo esse conjunto de atributos sutis com que a alma se revela por meio da carne. Razão pela qual, no momento exato em que alguém morre, seu corpo se transforma abruptamente numa coisa diferente, tão diferente a ponto de se poder dizer “não parece a mesma pessoa”, apesar de ter os mesmos ossos e a mesma matéria de um segundo antes, um segundo antes desse misterioso instante em que a alma se retira do corpo e este fica tão morto como uma casa da qual se retiram para sempre os seres que moram nela, e, sobretudo, que sofreram e se amaram nela. (SABATO, Ernesto. Sobre heróis e tumbas. São Paulo: Planeta De Agostini, 2003, p.22-23) Considerando-se o contexto, na passagem “E essa insensatez fora a razão de tristes mal- entendidos com Alejandra,”, a expressão destacada cumpre um papel coesivo que está corretamente indicado por meio de uma referência: a) anafórica, indicando um sentimento já representado pela comparação simbólica. b) catafórica, antecipando os rostos de mãe e filha, descritos como quase iguais. c) catafórica, sintetizando por meio do substantivo o que ainda seria apresentado. d) metafórica, atribuindo expressividade a uma imagem anterior pouco racional. e) anafórica, situando temporalmente o leitor em relação ao momento da ação. www.tecconcursos.com.br/questoes/2368333 IBFC - AJ (TJ MG)/TJ MG/Revisor Judiciário/2022 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Considere o trecho abaixo para responder à questão. Texto II Sabemos que o processo trabalhista se divide em dois tipos fundamentais não coincidentes em todos os seus aspectos e diferentes nos seus fins, dissídios individuais e dissídios coletivos. Estes são da competência originária dos órgãos de segundo grau. Aqueles, da competência originária das Varas do Trabalho ou nas localidades de onde não existam, do juiz de direito da comarca. (Amauri Mascaro Nascimento) (VIANA, Joseval Martins. Manual de Redação Forense e Prática Jurídica. São Paulo: Método, 2010, p.153) Em relação ao papel coesivo dos pronomes “Estes” e “Aqueles”, é correto afirmar que estão empregados: a) na representação espacial dos referentes https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2368333 848) 849) b) em referência textual anafórica c) na indicação de tempos distintos d) em uma alusão catafórica e) para explicitar o sentido dos referentes www.tecconcursos.com.br/questoes/2368461 IBFC - Of Jud (TJ MG)/TJ MG/Assistente Técnico de Controle Financeiro/2022 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto II Padre António estava acabado, afirma Pereira. As olheiras cavavam-lhe as faces, e tinha um ar esgotado, como de quem não dormiu. Pereira perguntou o que acontecera, e Padre António disse: como pode, você não ficou sabendo? Massacraram um alentejano* em sua carroça, há greves aqui, na cidade e em outros lugares, afinal em que mundo vive, você trabalha num jornal?, ouça Pereira, vá se informar. Pereira afirma ter saído perturbado por essa breve conversa e pelo modo como fora despachado. Perguntou-se: em que mundo eu vivo? E veio-lhe a estranha ideia de que ele, talvez, não vivesse, era como se já estivesse morto. Desde que sua mulher falecera, ele vivia como se estivesse morto. Ou melhor: só fazia pensar na morte, na ressurreição da carne, em que não acreditava, e em bobagens desse gênero, sua vida não passava de sobrevivência, de uma ficção de vida. E sentiu-se esgotado, afirma Pereira. (TABUCCHI, Antonio. Afirma Pereira: um testemunho. São Paulo: Estação Liberdade, 2011, p.17-18) * relativo ao Alentejo (região de Portugal) ou o que é seu natural ou habitante Em “As olheiras cavavam-lhe as faces” (1º§), o pronome destacado faz referência a: a) Pereira. b) faces. c) olheiras. d) Padre António. e) cavavam. www.tecconcursos.com.br/questoes/1526979 IBFC - Sup Pesq (IBGE)/IBGE/Geral/2021 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Para responder a questão a seguir, leia o fragmento do texto abaixo do romance A Metamorfose, de Franz Kafka. Aqueles foram bons tempos, mas que não se repetiram – ao menos, não com a mesma intensidade –, embora, de toda forma, Gregor ganhasse o suficiente para arcar sozinho com as necessidades domésticas. À medidaque tudo isso foi se tornando costumeiro, a surpresa e a alegria inicial arrefeceram e, assim, Gregor entregava o dinheiro com prazer espontâneo e a família, de bom grado, recebia. Apenas a irmã permanecia mais próxima e afetuosa e, como ela, ao contrário de Gregor, era amante da música e sabia tocar violino com muita graça, ele tinha planos de enviá-la para o Conservatório no ano seguinte, https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2368461 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1526979 850) sem importar-se com os gastos extras que isso acarretaria. Em conversas com a irmã, nos curtos períodos em que ficava sem viajar, sempre mencionava o projeto (que ela considerava lindo, mas impossível de se concretizar), enquanto os pais demonstravam não aprovar nem um pouco a ideia. Contudo, Gregor pensava muito seriamente nisso e pretendia anunciá-lo solenemente na noite de Natal. Todos esses pensamentos, agora inúteis, fervilhavam em sua cabeça, enquanto ele escutava as conversas, colado à porta. De vez em quando o cansaço obrigava-o a desligar-se, apoiando pesadamente a cabeça na porta, mas logo recuperava a prontidão, pois sabia que qualquer ruído era ouvido na sala e fazia com que todos se calassem. “Novamente aprontando alguma coisa”, dizia o pai instantes depois, certamente olhando para a porta. Passado algum tempo, eles continuavam a trocar palavras entre si. Na conversa sobre as finanças da família, o pai redundava nas explicações – seja porque há tempos não se ocupava disso, seja porque a mãe tinha dificuldades para entender –, e Gregor, com satisfação, tomou conhecimento de que, a despeito da desgraça que haviam sofrido, restava-lhes algum capital, que, se não era muito, ao menos tinha crescido nos últimos anos por conta dos rendimentos de juros acumulados. Além disso, o dinheiro que Gregor entregava (retinha apenas uma pequeníssima parte) não era gasto integralmente, e pouco a pouco ampliava o montante economizado. De onde estava, ele aprovou, com a cabeça, o procedimento, contente com a inesperada provisão feita pelo pai. Era verdade que aquele dinheiro poderia ter paulatinamente saldado a dívida que o pai tinha com seu patrão, livrando-o daquele constrangimento. Não obstante, ele julgou que pai havia procedido corretamente. (KAFKA, Franz. A Metamorfose. Trad. Lourival Holt Albuquerque. São Paulo: Abril, 2010, p.40-41) Na frase “Contudo, Gregor pensava muito seriamente nisso e pretendia anunciá-lo solenemente na noite de Natal” (1º§), ocorrem dois pronomes. Sobre eles, é correto afirmar que: a) possuem a mesma classificação morfológica. b) o primeiro antecipa uma ideia inédita e o segundo a resgata. c) ambos fazem referência a algo já dito no texto. d) fazem referência à segunda pessoa do discurso. e) o segundo está em posição proclítica em relação ao verbo. www.tecconcursos.com.br/questoes/1526985 IBFC - Sup Pesq (IBGE)/IBGE/Geral/2021 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Para responder a questão a seguir, leia o fragmento do texto abaixo do romance A Metamorfose, de Franz Kafka. Aqueles foram bons tempos, mas que não se repetiram – ao menos, não com a mesma intensidade –, embora, de toda forma, Gregor ganhasse o suficiente para arcar sozinho com as necessidades domésticas. À medida que tudo isso foi se tornando costumeiro, a surpresa e a alegria inicial arrefeceram e, assim, Gregor entregava o dinheiro com prazer espontâneo e a família, de bom grado, recebia. Apenas a irmã permanecia mais próxima e afetuosa e, como ela, ao contrário de Gregor, era amante da música e sabia tocar violino com muita graça, ele tinha planos de enviá-la para o Conservatório no ano seguinte, sem importar-se com os gastos extras que isso acarretaria. Em conversas com a irmã, nos curtos períodos em que ficava sem viajar, sempre mencionava o projeto (que ela considerava lindo, mas impossível de se concretizar), enquanto os pais demonstravam não aprovar nem um pouco a ideia. Contudo, Gregor pensava muito seriamente nisso e pretendia anunciá-lo solenemente na noite de Natal. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1526985 851) Todos esses pensamentos, agora inúteis, fervilhavam em sua cabeça, enquanto ele escutava as conversas, colado à porta. De vez em quando o cansaço obrigava-o a desligar-se, apoiando pesadamente a cabeça na porta, mas logo recuperava a prontidão, pois sabia que qualquer ruído era ouvido na sala e fazia com que todos se calassem. “Novamente aprontando alguma coisa”, dizia o pai instantes depois, certamente olhando para a porta. Passado algum tempo, eles continuavam a trocar palavras entre si. Na conversa sobre as finanças da família, o pai redundava nas explicações – seja porque há tempos não se ocupava disso, seja porque a mãe tinha dificuldades para entender –, e Gregor, com satisfação, tomou conhecimento de que, a despeito da desgraça que haviam sofrido, restava-lhes algum capital, que, se não era muito, ao menos tinha crescido nos últimos anos por conta dos rendimentos de juros acumulados. Além disso, o dinheiro que Gregor entregava (retinha apenas uma pequeníssima parte) não era gasto integralmente, e pouco a pouco ampliava o montante economizado. De onde estava, ele aprovou, com a cabeça, o procedimento, contente com a inesperada provisão feita pelo pai. Era verdade que aquele dinheiro poderia ter paulatinamente saldado a dívida que o pai tinha com seu patrão, livrando-o daquele constrangimento. Não obstante, ele julgou que pai havia procedido corretamente. (KAFKA, Franz. A Metamorfose. Trad. Lourival Holt Albuquerque. São Paulo: Abril, 2010, p.40-41) No segundo parágrafo, a construção “agora inúteis” intercala a oração em que está inserida apresentando ao leitor, de forma abrupta, uma informação. A escolha dessa construção por parte do autor enfatiza a: a) recorrência de uma situação. b) perenidade de uma condição. c) mudança de um estado ou situação. d) ambiguidade da experiência reiterada. e) causa de um problema descrito. www.tecconcursos.com.br/questoes/1526986 IBFC - Sup Pesq (IBGE)/IBGE/Geral/2021 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Para responder a questão a seguir, leia o fragmento do texto abaixo do romance A Metamorfose, de Franz Kafka. Aqueles foram bons tempos, mas que não se repetiram – ao menos, não com a mesma intensidade –, embora, de toda forma, Gregor ganhasse o suficiente para arcar sozinho com as necessidades domésticas. À medida que tudo isso foi se tornando costumeiro, a surpresa e a alegria inicial arrefeceram e, assim, Gregor entregava o dinheiro com prazer espontâneo e a família, de bom grado, recebia. Apenas a irmã permanecia mais próxima e afetuosa e, como ela, ao contrário de Gregor, era amante da música e sabia tocar violino com muita graça, ele tinha planos de enviá-la para o Conservatório no ano seguinte, sem importar-se com os gastos extras que isso acarretaria. Em conversas com a irmã, nos curtos períodos em que ficava sem viajar, sempre mencionava o projeto (que ela considerava lindo, mas impossível de se concretizar), enquanto os pais demonstravam não aprovar nem um pouco a ideia. Contudo, Gregor pensava muito seriamente nisso e pretendia anunciá-lo solenemente na noite de Natal. Todos esses pensamentos, agora inúteis, fervilhavam em sua cabeça, enquanto ele escutava as conversas, colado à porta. De vez em quando o cansaço obrigava-o a desligar-se, apoiando pesadamente https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1526986 852) a cabeça na porta, mas logo recuperava a prontidão, pois sabia que qualquer ruído era ouvido na sala e fazia com que todos se calassem. “Novamente aprontando alguma coisa”, dizia o pai instantes depois, certamente olhando para a porta. Passado algum tempo, eles continuavam a trocar palavras entre si. Na conversa sobre as finanças da família, o pai redundava nas explicações – seja porque hátempos não se ocupava disso, seja porque a mãe tinha dificuldades para entender –, e Gregor, com satisfação, tomou conhecimento de que, a despeito da desgraça que haviam sofrido, restava-lhes algum capital, que, se não era muito, ao menos tinha crescido nos últimos anos por conta dos rendimentos de juros acumulados. Além disso, o dinheiro que Gregor entregava (retinha apenas uma pequeníssima parte) não era gasto integralmente, e pouco a pouco ampliava o montante economizado. De onde estava, ele aprovou, com a cabeça, o procedimento, contente com a inesperada provisão feita pelo pai. Era verdade que aquele dinheiro poderia ter paulatinamente saldado a dívida que o pai tinha com seu patrão, livrando-o daquele constrangimento. Não obstante, ele julgou que pai havia procedido corretamente. (KAFKA, Franz. A Metamorfose. Trad. Lourival Holt Albuquerque. São Paulo: Abril, 2010, p.40-41) Em “Na conversa sobre as finanças da família, o pai redundava nas explicações – seja porque há tempos não se ocupava disso, seja porque a mãe tinha dificuldades para entender” (3º§), a repetição do conectivo indicado contribui para a sequência lógica do trecho em questão, apresentando um sentido de: a) explicação. b) consequência. c) adição. d) alternância. e) adversidade. www.tecconcursos.com.br/questoes/1706754 IBFC - Ag Exec (IAT PR)/IAT PR/Técnico de Manejo e Meio Ambiente/2021 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Chão da infância. Algumas lembranças me parecem fixadas nesse chão movediço, as minhas pajens. Minha mãe fazendo seus cálculos na ponta do lápis ou mexendo o tacho da goiabeira ou ao piano, tocando suas valsas. E Tia Laura, a viúva eterna que foi morar na nossa casa e que repetia que meu pai era um homem instável. Eu não sabia o que queria dizer instável mas sabia que ele gostava de fumar charutos e gostava de jogar. A tia um dia explicou, esse tipo de homem não consegue parar muito tempo no mesmo lugar e por isso estava sempre sendo removido de uma cidade para a outra como promotor. Ou delegado. Então minha mãe fazia os tais cálculos de futuro, dava aquele suspiro e ia tocar piano. E depois arrumar as malas. - Escutei que a gente vai se mudar outra vez, vai mesmo? Perguntou minha pajem Maricota. Estávamos no quintal chupando os gomos de cana que ela ia descascando. Não respondi e ela fez outra pergunta: Sua tia vive falando que agora é tarde porque Inês é morta, quem é essa tal de Inês? Sacudi a cabeça, não sabia. Você é burra, Maricota resmungou cuspindo o bagaço. Fiquei olhando meu pé amarrado com uma tira de pano, tinha sempre um pé machucado (corte, espinho) onde ela pingava tintura de iodo (ai, ai!) e depois amarrava aquele pano. No outro pé, a sandália pesada de lama. [...] (TELLES, Lygia Fagundes. Invenção e Memória. Rio de Janeiro. Rocco, 2000, p.9) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1706754 853) 854) “E Tia Laura, a viúva eterna que foi morar na nossa casa e que repetia que meu pai era um homem instável.” (1º§) O pronome possessivo manifesta-se em dois momentos na passagem “Minha mãe fazendo seus cálculos na ponta do lápis”. Sobre o emprego do pronome “seus”, é correto afirmar que ele estabelece relação de posse entre “cálculos” e: a) o narrador. b) o pai. c) as pajens. d) a mãe. e) Tia Laura. www.tecconcursos.com.br/questoes/1706895 IBFC - Ag Prof (IAT PR)/IAT PR/Arquiteto/2021 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Altos e baixos na política (Milton Santos) É pelo menos insólita a insistência dos nossos círculos oficiais em querer separar, de modo absoluto, o que é político do que não é. Assim, toda a ação sindical, toda reclamação da igreja, em suma, todo movimento social, ao postular mudanças, é criticado como inadequado e até mesmo hostil à democracia, já que não lhe cabe fazer o que chamam de política. Ao contrário, as atividades dos lobbies e as exigências de reforma do Estado feitas pelas empresas não são tidas como atividades políticas. Essa parcialidade é tanto mais gritante quando todos sabemos que o essencial na produção da política do Estado tem como atores principais as grandes empresas, cabendo aos políticos propriamente ditos e ao aparelho do Estado um papel de figurantes secundários, quando não de meros porta–vozes. A política se caracteriza como exercício de uma ação ou defesa de uma ideia destinada a mudar o curso da história. No mundo da globalização, onde a técnica e o discurso são dados obrigatórios das atividades hegemônicas, o induzimento à política é exponencial. O mundo da técnica cientificizada é também o mundo das regras, de cujo uso adequado depende da maior ou menor eficácia dos instrumentos disponíveis. [...] (Folha de São Paulo, 1/10/2000) “é criticado como inadequado e até mesmo hostil à democracia, já que não lhe cabe fazer o que chamam de política.” (1º§) A locução destacada no trecho cumpre papel coesivo e introduz o valor semântico de: a) causa. b) finalidade. c) consequência. d) conformidade. e) condição. www.tecconcursos.com.br/questoes/2243325 IBFC - AnaCon (COHAB Band.)/COHAB Bandeirante/2021 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1706895 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2243325 855) A vocação dos novos computadores é funcionar com todo o aparato técnico fornecido pela informática, só que numa relação tão visual e emocionante quanto um jogo de videogame. Já existem máquinas que cruzam essa fronteira, produzindo imagens em três dimensões nas quais o usuário tem a sensação de penetrar. Imagine um visor que pode ser preso na frente dos olhos, como uma máscara de mergulho. Acoplado a um computador, esse visor cria imagens baseadas num programa e dá à pessoa a ilusão de que está no ambiente projetado na tela. Há mais. Usando uma luva cheia de sensores, todos ligados ao mesmo computador, o operador do equipamento pode “tocar” objetos que só existem na tela aberta diante de seus olhos. É possível, por exemplo, operar os comandos de um caça-bombardeiro com a mão enluvada e ver na tela os instrumentos sendo manobrados enquanto o avião se move com toda a aparência de uma situação real. Quem vê a brincadeira de fora vai enxergar apenas uma pessoa com os olhos cobertos por uma máscara levantando uma mão enluvada e nada mais. Veja, 21 out. 1992. Analise o final do texto em que o seguinte trecho está inserido e assinale a alternativa correta: “Quem vê a brincadeira de fora vai enxergar apenas uma pessoa com os olhos cobertos por uma máscara levantando uma mão enluvada e nada mais”. A palavra “brincadeira”, refere-se a: a) operar os comandos de um caça-bombardeiro com a mão enluvada. b) uma situação real. c) uma recriação de computadores que já operavam dessa forma. d) uma ilusão de mergulhos com máscara. www.tecconcursos.com.br/questoes/2246648 IBFC - PCMEB (SEED RR)/SEED RR/Artes/2021 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Muitos anos depois da publicação de Quarto de despejo, diário de uma favelada, novas escritoras negras brasileiras, inspiradas na obra de Carolina Maria de Jesus, formam o livro Carolinas: a nova geração de escritoras negras brasileiras, publicado em 2021, do qual se extrai o texto abaixo. Entre a rua, este quarto e o ser (Camila de Oliveira Silva) Recebo a manhã de pé. Consciente da minha insone madrugada, eu estou à beira das 6h. Pressinto o dia longo, que vai arrastar esse corpo que sequer se esticou. Pronto o café, pronta uma manhã e nem importa que eu não esteja preparada para absolutamente nada hoje. Alguma vez já quis pedir ao dia que me levante. Não sei seguir por essa hora em chamas, nesse amarelo que cai sobre o dia, quenão me socorre. Às vezes, antes de ir à rua, me pego querendo ir direto para a noite. Algo me vem em cheio nessas horas e não é a saudade que ontem, sem razão, me consumia de vida e morte. E de repente já estou na rua, rumando, rearrumando e esfregando meus olhos secos. Esforçando em segurar lágrimas e sabendo que preciso, agora, despejar meu olhar sobre o mundo: o mais seco que eu quiser. Desejo despejar meu olhar dentro dos olhos de todo mundo. Ando, e sinto que os passos só escorrem para alcançar sentido. Quando estou aqui, parece que a rua é tudo o que tenho, sou e tudo o que sobrei. [...] (LUDEMIR, Julio (org.). Carolinas: a nova geração de escritoras negras brasileiras. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo: Flup, 2021) O título do texto, além de ser constituído por substantivos, também apresenta outros vocábulos que cumprem papéis específicos. Dentre esses vocábulos, assinale o único que indica uma relação de proximidade entre o substantivo e o emissor do texto. a) “entre”. b) “a”. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2246648 856) 857) c) “este”. d) “o”. www.tecconcursos.com.br/questoes/2246653 IBFC - PCMEB (SEED RR)/SEED RR/Artes/2021 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Muitos anos depois da publicação de Quarto de despejo, diário de uma favelada, novas escritoras negras brasileiras, inspiradas na obra de Carolina Maria de Jesus, formam o livro Carolinas: a nova geração de escritoras negras brasileiras, publicado em 2021, do qual se extrai o texto abaixo. Entre a rua, este quarto e o ser (Camila de Oliveira Silva) Recebo a manhã de pé. Consciente da minha insone madrugada, eu estou à beira das 6h. Pressinto o dia longo, que vai arrastar esse corpo que sequer se esticou. Pronto o café, pronta uma manhã e nem importa que eu não esteja preparada para absolutamente nada hoje. Alguma vez já quis pedir ao dia que me levante. Não sei seguir por essa hora em chamas, nesse amarelo que cai sobre o dia, que não me socorre. Às vezes, antes de ir à rua, me pego querendo ir direto para a noite. Algo me vem em cheio nessas horas e não é a saudade que ontem, sem razão, me consumia de vida e morte. E de repente já estou na rua, rumando, rearrumando e esfregando meus olhos secos. Esforçando em segurar lágrimas e sabendo que preciso, agora, despejar meu olhar sobre o mundo: o mais seco que eu quiser. Desejo despejar meu olhar dentro dos olhos de todo mundo. Ando, e sinto que os passos só escorrem para alcançar sentido. Quando estou aqui, parece que a rua é tudo o que tenho, sou e tudo o que sobrei. [...] (LUDEMIR, Julio (org.). Carolinas: a nova geração de escritoras negras brasileiras. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo: Flup, 2021) As estratégias de coesão são recursos diferenciados que contribuem para a relação entre as partes de um texto. Considere a passagem “Pronto o café, pronta uma manhã e nem importa que eu não esteja preparada para absolutamente nada hoje”. e assinale a alternativa em que se indicam dois recursos coesivos presentes em sua construção. a) pronominalização e emprego de conectivos conclusivos. b) sinonímia e emprego de conectivos adversativos. c) substantivação e uso de conectivo com valor de finalidade. d) repetição e uso de conectivos aditivos. www.tecconcursos.com.br/questoes/2249009 IBFC - PCMEB (SEED RR)/SEED RR/Língua Portuguesa/2021 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto II Considere o parágrafo abaixo transcrito do romance A Amiga Genial (2015, p.29), de Elena Ferrante, e responda à questão. Estávamos no segundo ano do fundamental, acho, e ainda nem nos falávamos quando correu a notícia que, bem em frente à igreja da Sagrada Família, na saída da missa, seu Peluso tinha começado a gritar de raiva contra dom Achille, e dom Achille deixou o filho maior, Stefano, Pinuccia, Alfonso, que era de nossa idade, a esposa e, mostrando-se por um instante em sua forma mais assustadora, lançou-se contra Peluso, o ergueu e o atirou contra uma árvore do jardim, abandonando-o ali, desacordado, com o https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2246653 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2249009 858) 859) sangue a lhe escorrer de mil feridas na cabeça e em todo o corpo, sem que o coitado ao menos pudesse dizer: me ajudem. No fragmento “e dom Achille deixou o filho maior, Stefano, Pinuccia, Alfonso, que era de nossa idade, a esposa”, destaca-se uma construção relativa que possui valor: a) catafórico e expressivo b) apositivo e anafórico c) quantificativo e anafórico d) comparativo e catafórico www.tecconcursos.com.br/questoes/2249044 IBFC - PCMEB (SEED RR)/SEED RR/Língua Portuguesa/2021 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto IV [...] Agora, voltando à escravidão Vocês só a aboliram porque não tiveram opção Foi o homem branco tremendo Senhor de engenho correndo Capataz atrás morrendo Até o sol raiar Foi quilombola crescendo Palmares tava dizendo Enquanto Xangô tava vendo Até o sol raiar E os meus atentos ancestrais já percebiam que vocês estavam Estremecendo por mais medo do que cabe E que o negro é forte e resistiu até a morte Não adianta mais mentir que a gente sabe (DUDA, Maria. Navio Negreiro. Rio de Janeiro: Malê, 2019, p. 28-29) Ingedore Koch lembra-nos de que “a coerência não constitui uma propriedade ou qualidade do texto em si” uma vez que um texto só é coerente para alguém “em dada situação de comunicação específica” (2012, p.21). Nesse sentido, além dos elementos linguísticos, para que o texto acima ganhe coerência, é preciso considerar também: a) um entendimento especializado acerca das religiões de matriz africana b) o valor do emprego de uma enunciação na primeira pessoa do discurso c) uma atenção aos registros de nascimento dos antepassados do eu lírico d) o conhecimento acerca da narrativa dada como oficial para o fim da escravidão www.tecconcursos.com.br/questoes/2249356 IBFC - Aux (MGS)/MGS/Apoio ao Educando/2021 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto II Um asno, vítima da fome e da sede, depois de longa caminhada, encontrou um campo de viçoso feno ao lado do qual corria um regato de límpidas águas. Consumido pela fome e pela sede, começou a hesitar, https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2249044 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2249356 860) 861) não sabendo se antes comia o feno e depois bebia da água ou se antes saciava a sede e depois aplacava a fome. Assim, perdido na indecisão, morreu de fome e de sede. (Fábula de Buridan, filósofo da Idade Média) O vocábulo “Assim”, que introduz a última frase da fábula de Buridan, possui o valor semântico de: a) conclusão. b) explicação. c) adição. d) alternância. www.tecconcursos.com.br/questoes/2266261 IBFC - Elet (MGS)/MGS/Predial/2021 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Gol descalço. Você consegue imaginar que, em uma partida de futebol de um campeonato tão importante como a Copa do Mundo, um jogador fez um gol descalço? Não? Pois acredite: isso aconteceu de verdade! Foi na Copa do Mundo de 1938. O Brasil jogava contra a Polônia debaixo de forte temporal, quando de repente o jogador brasileiro Leônidas Silva perdeu uma de suas chuteiras e, com o pé descalço, fez um golaço! Atualmente, esse gol certamente seria anulado, mas na época foi aceito. (autor desconhecido. www.misturadealegria.blogspot.com.br) No trecho “Atualmente, esse gol certamente seria anulado, mas na época foi aceito”, a palavra grifada se refere ao: a) ano atual. b) ano de 1938. c) ano passado. d) ano de 2021. www.tecconcursos.com.br/questoes/1140823 IBFC - AJ TRE PA/TRE PA/Judiciária/"Sem Especialidade"/2020Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Sem direito e Poesia Eis me aqui, iniludível. Incipiente na arte da escrita, desfraldo sentimentos vestindo-os com as palavras que lhes atribuem significado(I). Às vezes dá vontade ser assim, hermético. Talvez, porque eu sinta que o mundo não me entende ou porque, talvez, eu não me encaixe harmonicamente no mundo, é que sinto esta liberdade em não me fazer entender. É que, talvez, a vida seja mesmo um mal entendido. Portanto, despiciendo as opiniões e me faço prolixo. Suasório para o intento de escrever em uma língua indecifrável ao homem comum(II). Meu vocabulário, quando quero, é um quarto cerrado e, nele me tranco e jogo fora a chave do entendimento(III). Dizem-me que as palavras devem ser um instrumento para comunicar-se e que isto é fazer-se entender(IV). Mas eu, que do mundo nada entendo, por que razão deveria me fazer entender? https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2266261 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1140823 862) Sinto o decesso aproximar-se, pelo esvair-se do fluido vital, e, sem tempo para o recreio desejado, com os ombros arcados pelos compromissos assumidos, tenho no plenilúnio um desejo imarcescível de que haja vida no satélite natural. Talvez, após o decesso, eu possa lá estabelecer morada e, vivendo em uma sociedade singular, haja o recreio em espírito. Na realidade. Na iniludível realidade, meu recreio é uma sala ampla. Teto alto. Prateleiras rústicas com farta literatura e filosofia. Nenhuma porta ou janela aberta a permitir à passagem do tempo. Uma poltrona aveludada. Frio. Lareira acesa. Vinho tinto seco, Malbec. O amor? O entregar-se? Não! Tratar-se-ia apenas de amor próprio. Sem entrega. Apenas eu. Apenas eu e o tempo. Cerrado na sala cerrada. Divagando sobre o nada e refletindo sobre tudo. Imarcescível seria tal momento. Mas a vida. A vida é singular ao tempo, pois que o tempo é eterno, e a criatura humana é botão de rosa, matéria orgânica falível na passagem do eterno. Sigo... Soerguendo-me... Sobrevivo... (Fonte: Nelson Olivo Capeleti Junior/ Artigos13/04/2018 – JUS Brasil) Com relação ao emprego de elementos de referência, substituição, funcionalidade e repetição de conectores e de outros elementos da sequência textual, analise as afirmativas abaixo. I. "Incipiente na arte da escrita, desfraldo sentimentos vestindo-os com as palavras que lhes atribuem significado". O pronome em destaque faz referência ao vocábulo "sentimentos". II. "Suasório para o intento de escrever em uma língua indecifrável ao homem comum". O vocábulo em destaque é uma conjunção subordinativa com função explicativa. III. "Meu vocabulário, quando quero, é um quarto cerrado e, nele me tranco e jogo fora a chave do entendimento". O vocábulo em destaque faz referência à palavra "vocabulário". IV. "Dizem-me que as palavras devem ser um instrumento para comunicar-se e que isto é fazer- se entender". A partícula "se" transforma os vocábulos em destaque em verbos pronominais. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. a) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas. b) Apenas as afirmativas I e IV estão corretas. c) Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas. d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas. www.tecconcursos.com.br/questoes/818996 IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Língua Portuguesa/2019 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Segundo Cereja & Cochar (2009, p.43), “um texto, para ser um texto de verdade, não pode ter um punhado de frases soltas. Ele precisa apresentar conexões, tanto gramaticais quanto de ideias”, ou seja, ele precisa ter coesão e coerência textuais. Analise as afirmativas abaixo e dê valores de Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) Um dos princípios básicos da coerência textual é a não contradição (as ideias não podem ser contraditórias entre si nem apresentar incoerência em relação à realidade). ( ) No trecho “Chover é bom, mas eu não gosto”, o conectivo “mas” expressa sentido de consequência. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/818996 863) ( ) Em “O menino caiu errado e chutou a bola”, temos um enunciado sem problema de coerência textual. ( ) Coesão textual são as conexões gramaticais existentes entre palavras, orações, frases, parágrafos e partes maiores de um texto, que são essenciais para compor o sentido textual. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. a) V, F, F, V. b) V, F, V, V. c) F, V, V, F. d) F, V, F, F. www.tecconcursos.com.br/questoes/975552 IBFC - Bio (SESACRE)/SESACRE/2019 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Leia com atenção trecho do texto “O que é algoritmo?” de Ana Paula Pereira (TecMundo) para responder à questão a seguir. (adaptado) Nos dias atuais e com a evolução galopante da tecnologia, dificilmente encontramos pessoas que nunca tenham utilizado um computador. Os propósitos podem variar bastante, seja para edição de textos, jogos ou atividades mais complexas. Já é difícil de imaginar nossas vidas sem o uso dessa ferramenta. Nessa atividade tão comum ao nosso cotidiano, você algum dia deve ter parado para pensar como os programas funcionam. Você deve ter feito a si mesmo esta pergunta: como é que o computador faz todas as tarefas exatamente da forma que você pede? A resposta é mais simples do que parece: ele segue as instruções que você passa. Mas, para que ele consiga entender o que você fala, ele precisa de uma linguagem mais específica. Para fazer essa interpretação entre homem e máquina, foram desenvolvidas as linguagens de programação. Para que essa interação seja possível, eles são fundamentais: os algoritmos. Um algoritmo nada mais é do que uma receita que mostra passo a passo os procedimentos necessários para a resolução de uma tarefa, como a receita de um bolo. Ele não responde à pergunta “o que fazer?”, mas sim “como fazer”. Em termos mais técnicos, um algoritmo é uma sequência lógica, finita e definida de instruções que devem ser seguidas para resolver um problema ou executar uma tarefa. Embora você não perceba, utiliza algoritmos de forma intuitiva e automática diariamente quando executa tarefas comuns. Como estas atividades são simples e dispensam ficar pensando nas instruções necessárias para fazê-las, o algoritmo presente nelas acaba passando despercebido. Considerando o texto, os elementos de coesão referencial e a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) No trecho “Nessa atividade tão comum ao nosso cotidiano”, o termo destacado “nessa” é a contração da preposição “em” e do pronome demonstrativo “essa”, que funciona como um recurso anafórico por fazer referência a algo já mencionado no texto. ( ) No trecho “Você deve ter feito a si mesmo esta pergunta”, o termo destacado “esta” funciona https://www.tecconcursos.com.br/questoes/975552 864) como elemento catafórico de coesão, já que se refere a uma expressão enunciada posteriormente a ele no texto. ( ) No trecho “que devem ser seguidas para resolver um problema ou executar uma tarefa.”, a palavra “que” é um pronome relativo que retoma anaforicamente a expressão “sequência lógica”. ( ) No trecho “Para realizar essa interação, eles são fundamentais: os algoritmos.”, o termo destacado “eles” é um pronome pessoal que possui no texto função anafórica, já que tem função de retomar um referente mencionado. ( ) No trecho “nas instruções necessárias para fazê-las” o termo destacado “las” é um pronome pessoal que possui função catafórica, já que se refere a um termo utilizado depois dele no texto. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. a) V, V, V, F, V. b) F, V, V, V, F. c) F, V, F, V, V. d) V, V, F, F,F. www.tecconcursos.com.br/questoes/1112204 IBFC - Ag (Cruzeiro do Sul)/Pref Cruzeiro do Sul/Cultural/2019 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Leia o texto “Como o conceito tradicional de masculinidade afeta os meninos?” dos escritores Tory Oliveira e Paula Calçade, para responder a questão. Como o conceito tradicional de masculinidade afeta os meninos? (adaptado) Deixar de dizer que ama um amigo, não poder abraçar quem se gosta, esconder seus sentimentos e não poder chorar. Para muitos meninos, essas são algumas das regras não escritas das masculinidades. Nascido dos debates sobre gênero, o conceito de masculinidades abarca as regras sociais delimitadas aos homens para que eles construam sua maneira de agir consigo, com o outro e com a sociedade. Muito cedo se aprende que a pena para quem não seguir um código estrito, que define a masculinidade, é ser visto como “menos homem”, associado à feminilidade, e, assim, estar vulnerável à violência e ao bullying dos pares. Segundo Marcelo Hailer, pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças, da PUC-SP, “A narrativa social valoriza homens brancos, heterossexuais, fortes, com condições econômicas favoráveis”. Para o pesquisador, a escola pode ser um campo de cobranças dessa performance masculina. A ausência de discussões sobre o impacto disso para meninos e meninas pode resultar em violência dentro do ambiente escolar. “Enquanto não houver debate nas escolas, esses valores vão continuar resultando em violência física e psicológica, porque não há outras alternativas para essas crianças lidarem com as angústias e dúvidas em outros lugares também”. “A maneira como os garotos são criados faz com que aprendam a esconder os sentimentos por trás de uma máscara de masculinidade” afirma o psicólogo americano William Pollack no documentário “A Máscara em Que Você Vive” (2015). Disponível atualmente na Netflix, o filme introduz o debate sobre masculinidades de maneira acessível, mostrando como essa construção rígida do que é ser homem impacta a vida, a educação e a saúde de meninos. “Os homens têm dificuldade de expressar aquilo que sentem. Em geral, isso se dá por meio da violência: quando está triste, com raiva, quando sente medo ou insegurança, em todos esses aspectos, a violência é uma fuga muito grande. Temos uma dificuldade de entender os sentimentos e de lidar com eles de maneira não violenta”, explica Caio César Santos, professor de Geografia, youtuber e pesquisador de masculinidades desde 2015. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1112204 865) (Fonte: Nova Escola) Leia atentamente o texto acima e, de acordo com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, analise as afirmativas e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) Na expressão “Muito cedo se aprende”, é correto dizer que há dois advérbios: um se liga ao verbo “aprender”, modificando-o e outro se liga ao advérbio “cedo”, intensificando-lhe o sentido. ( ) Se, no trecho “associado à feminilidade”, substituíssemos a palavra “feminilidade” pela palavra “masculinidade”, esse trecho deveria ser reescrito como “associado a masculinidade”, sem o acento grave, indicador de crase, já que se trata de palavra masculina. ( ) O uso do acento gráfico no trecho “Os homens têm dificuldade” justifica-se pela mesma razão do que o uso na palavra “também”, ou seja, são oxítonas terminadas em “em”. ( ) No trecho “geral, isso se dá por meio da violência”, a palavra destacada é um pronome demonstrativo que tem função anafórica, já que retoma uma ideia já enunciada no texto. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. a) V, F, F, V. b) F, V, V, V. c) V, V, V, F. d) F, F, F, F. www.tecconcursos.com.br/questoes/1117050 IBFC - ATI (Pref Cuiabá)/Pref Cuiabá/Analista de Sistemas/2019 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) [...] "Retomemos a nossa investigação e procuremos determinar, à luz deste fato de que todo conhecimento e todo trabalho visa a algum bem, quais afirmamos ser os objetivos da ciência política e qual é o mais alto de todos os bens que se podem alcançar pela ação. Verbalmente, quase todos estão de acordo, pois tanto o vulgo como os homens de cultura superior dizem ser esse fim a felicidade e identificam o bem viver e o bem agir como o ser feliz. Diferem, porém, quanto ao que seja a felicidade, e o vulgo não o concebe do mesmo modo que os sábios. Os primeiros pensam que seja alguma coisa simples e óbvia, como o prazer, a riqueza ou as honras, muito embora discordem entre si.[...] Ora, alguns têm pensado que, à parte esses numerosos bens, existe um outro que é autossubsistente e também é causa da bondade de todos os demais. [...] Chamamos de absoluto e incondicional aquilo que é sempre desejável em si mesmo e nunca no interesse de outra coisa. Ora, esse é o conceito que preeminentemente fazemos da felicidade. É ela procurada sempre por si mesma e nunca com vistas em outra coisa, ao passo que à honra, ao prazer, à razão e a todas as virtudes nós de fato escolhemos por si mesmos (pois, ainda que nada resultasse daí, continuaríamos a escolher cada um deles); mas também os escolhemos no interesse da felicidade, pensando que a posse deles nos tornará felizes. A felicidade, todavia, ninguém a escolhe tendo em vista algum destes, nem, em geral, qualquer coisa que não seja ela própria. [...] Mas é preciso ajuntar 'numa vida completa'. Porquanto uma andorinha não faz verão, nem um dia tampouco; e da mesma forma um dia, ou um breve espaço de tempo, não faz um homem feliz e venturoso." ARISTÓTELES. Ética a Nicônaco. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p. 251, 254-6. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1117050 866) (Coleção Os Pensadores). (acesso 18/07/2019) Leia o trecho "Os primeiros pensam que seja alguma coisa simples e óbvia" e assinale a alternativa que apresenta a quem se refere a expressão em destaque. a) Ao vulgo. b) Aos sábios. c) Aos homens de cultura superior. d) Aos homens felizes. www.tecconcursos.com.br/questoes/630857 IBFC - Sold (PM PB)/PM PB/Combatente/2018 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto Santinho (Luiz Fernando Veríssimo) Me lembro com clareza de todas as minhas professoras, mas me lembro de uma em particular. Ela se chamava Dona Ilka. Curioso: por que escrevi “Dona Ilka” e não Ilka? Talvez por medo de que ela se materializasse aqui ao meu lado e exigisse o “Dona”, onde se viu tratar professora pelo primeiro nome, menino? No meu tempo ainda não se usava o “tia”. Elas podiam ser boas e até maternais, mas decididamente não eram nossas tias. A Dona Ilka não era maternal. Era uma mulher pequena com um perfil de passarinho. Um pequeno passarinho loiro. E uma fera. Eu era aluno “bem-comportado”. Era um vagabundo, não aprendia nada, vivia distraído. Mas comportamento, 10. Por isto até hoje faço verdadeiras faxinas na memória, procurando embaixo de tudo e em todos os nichos a razão de ter sido, um dia, castigado pela Dona Ilka. Alguma eu devo ter feito, mas não consigo lembrar o quê. O fato é que fui posto de castigo. Que consistia em ficar de pé num canto da sala de aula, com a cara virada para a parede. (Isto tudo, já dá pra ver, foi mais ou menos lá pela Idade Média.) Mas o que eu nunca esqueci foi a Dona Ilka ter me chamado de “santinho do pau oco”. Ser bem-comportado em aula não era uma decisão minha nem era nada de que me orgulhasse. Era só o meu temperamento. Mas a frase terrível da Dona Ilka sugeria que a minha boa conduta era uma simulação. Eu era um falso. Um santo falsificado! Depois disso, pelo resto da vida, não foram poucas as vezes em que um passarinho imaginário com perfil de professora pousou no meu ombro e me chamou de fingido. Os santinhos do pau oco passam a vidase questionando. Já outra professora quase destruiu para sempre qualquer pretensão minha à originalidade literária. Era para fazer uma redação em aula sobre a ociosidade, e eu não tinha a menor ideia do que era ociosidade. Se a palavra fora mencionada em aula tinha certamente sido num dos meus períodos de devaneio, em que o corpo ficava ali, mas a mente ia passear. E então, me achando formidável, fiz uma redação inteira sobre um aluno que precisa fazer uma redação sobre a ociosidade sem saber o que é isso, sua agonia e finalmente sua decisão de fazer uma redação sobre um aluno que precisa fazer uma redação sobre a ociosidade, etc. a professora chamou a atenção de toda a classe para a minha redação. Eu era um exemplo de quem acha que com esperteza pode-se deixar de estudar e por isto estava ganhando um zero exemplar. Só faltou me chamar de original do pau oco. Enfim, sobrevivi. No ginásio, todos os professores eram homens, mas não me lembro de nenhuma marca https://www.tecconcursos.com.br/questoes/630857 867) que algum deles tenha deixado. As relações com as nossas pseudomães, no primário, eram mais profundas. As duas histórias que eu contei não têm nenhuma importância. Mas olha as cicatrizes. Considere as duas passagens destacadas abaixo para responder à questão seguinte. “Era uma mulher pequena com um perfil de passarinho. Um pequeno passarinho loiro. E uma fera. “ “não foram poucas as vezes em que um passarinho imaginário com perfil de professora pousou no meu ombro e me chamou de fingido” A relação coesiva que se estabelece entre as três frases do primeiro trecho em destaque evidencia-se pelo seguinte mecanismo linguístico: a) Repetição reiterada de pronomes indefinidos. b) Ausência de pontuação entre as orações. c) Omissão de verbo anteriormente explicitado. d) Pronominalização de um sujeito simples. www.tecconcursos.com.br/questoes/633605 IBFC - Ag Adm (DIVIPREV)/DIVIPREV/2018 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) A questão baseia no texto apresentado abaixo. Um pé de milho Os americanos, através do radar, entraram em contato com a lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com meu pé de milho. Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana. Sou um ignorante, um pobre homem da cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto comparações surrealistas – mas na glória de seu crescimento, tal como o vi numa noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento – e em outra madrugada parecia um galo cantando. Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da Rua Júlio de Castilhos. (BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. 27. Ed. Rio de Janeiro: Record, 2007. p.77) Considere o fragmento abaixo para responder à seguir. “Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho.” (3°§) Para evitar a repetição de “pé de milho”, no trecho acima, o autor fez uso de um par de estratégias coesivas. Assinale-as. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/633605 868) a) Omissão e substantivação. b) Substantivação e pronominalização. c) Sinonímia e substantivação. d) Pronominalização e omissão. www.tecconcursos.com.br/questoes/640748 IBFC - Ag (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Funerário/2018 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto Sobre o morrer (Rubem Alves) Odeio a ideia de morte repentina, embora todos achem que é a melhor. Discordo. Tremo ao pensar que o jaguar negro possa estar à espreita na próxima esquina. Não quero que seja súbita. Quero tempo para escrever o meu haikai. Mallarmé tinha o sonho de escrever um livro com uma palavra só. Achei-o louco. Depois compreendi. Para escrever um livro assim, de uma palavra só, seria preciso ter-se tornado sábio, infinitamente sábio. Tão sábio que soubesse qual é a última palavra, aquela que permanece solitária depois que todas as outras se calaram. Mas isso é coisa que só a Morte ensina. Mallarmé certamente era seu discípulo. O último haikai é isto: o esforço supremo para dizer a beleza simples da vida que se vai. Tenho terror de ser enganado. Se estiver para morrer, que me digam. Se me disserem que ainda me restam dez anos, continuarei a ser tolo, mosca agitada na teia das medíocres, mesquinhas rotinas do cotidiano. Mas se só me restam seis meses, então tudo se torna repentinamente puro e luminoso. Os não essenciais se despregam do corpo, como escamas inúteis. A Morte me informa sobre o que realmente importa. Me daria ao luxo de escolher as pessoas com quem conversar. E poderia ficar em silêncio, se o desejasse. Perante a morte tudo é desculpável… [...] Curioso que a Morte nada tenha a dizer sobre si mesma. Quem sabe sobre a Morte são os vivos. A Morte, ao contrário, só fala sobre a Vida, e depois do seu olhar tudo fica com aquele ar de “ausência que se demora, uma despedida pronta a cumprirse” (Cecília Meireles). E ela nos faz sempre a mesma pergunta: “Afinal, que é que você está esperando?” Como dizia o bruxo D. Juan ao seu aprendiz: “A morte é a única conselheira sábia que temos. Sempre que você sentir que tudo vai de mal a pior e que você está a ponto de ser aniquilado, volte-se para a sua Morte e pergunte-lhe se isso é verdade. Sua Morte lhe dirá que você está errado. Nada realmente importa fora do seu toque… Sua Morte o encarará e lhe dirá: ‘Ainda não o toquei…’” E o feiticeiro concluiu: “Um de nós tem de mudar, e rápido. Um de nós tem de aprender que a Morte é caçadora, e está sempre à nossa esquerda. Um de nós tem de aceitar o conselho da Morte e abandonar a maldita mesquinharia que acompanha os homens que vivem suas vidas como se a Morte não os fosse tocar nunca”. Às vezes ela chega perto demais, o susto é infinito, e até deixa no corpo marcas de sua passagem. Mas se tivermos coragem para a olharmos de frente é certo que ficaremos sábios e a vida ganhará simplicidade e a beleza de um haikai. Vocabulário: https://www.tecconcursos.com.br/questoes/640748 869) Haikai – forma curta de poema japonês Mallarmé – poeta e crítico literário francês do século XIX Considere o trecho abaixo para responder à questão. “A Morte me informa sobre o que realmente importa. Me daria ao luxo de escolher as pessoas com quem conversar. E poderia ficar em silêncio, se o desejasse.” (4º§) A última oração do trecho apresenta, em relação à anterior, um valor semântico de: a) finalidade. b) causa. c) condição. d) consequência. www.tecconcursos.com.br/questoes/640842 IBFC -Ag (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Cultural/2018 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto O menino parado no sinal de trânsito vem em minha direção e pede esmola. Eu preferia que ele não viesse. [...] Sua paisagem é a mesma que a nossa: a esquina, os meios-fios, os postes. Mas ele se move em outro mapa, outro diagrama. Seus pontos de referência são outros. Como não tem nada, pode ver tudo. Vive num grande playground, onde pode brincar com tudo, desde que “de fora”. O menino de rua só pode brincar no espaço “entre” as coisas. Ele está fora do carro, fora da loja, fora do restaurante. A cidade é uma grande vitrine de impossibilidades. [...] Seu ponto de vista é o contrário do intelectual: ele não vê o conjunto nem tira conclusões históricas – só detalhes interessam. O conceito de tempo para ele é diferente do nosso. Não há segunda-feira, colégio, happy hour. Os momentos não se somam, não armazenam memórias. Só coisas “importantes”: “Está na hora do português da lanchonete despejar o lixo...” ou “estão dormindo no meu caixote...”[...] Se não sentir fome ou dor, ele curte. Acha natural sair do útero da mãe e logo estar junto aos canos de descarga pedindo dinheiro. Ele se acha normal; nós é que ficamos anormais com a sua presença. (JABOR, A. O menino está fora da paisagem. O Estado de São Paulo, São Paulo, 14 abr. 2009. Caderno 2, p. D 10) Considere o fragmento abaixo para responder à questão. “ Sua paisagem é a mesma que a nossa: a esquina, os meios-fios, os postes. Mas ele se move em outro mapa, outro diagrama.” (1º§) O autor estabelece, argumentativamente, uma distinção inicial que é marcada pelo uso dos pronomes possessivos e revela um posicionamento discursivo. Com esses pronomes, o autor: a) insere-se na realidade do menino de rua, sendo solidário a ele. b) aproxima-se do leitor que teria uma realidade semelhante a dele. c) desloca o menino de rua para a realidade dos leitores. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/640842 870) 871) d) afasta-se da realidade dos leitores aos quais faz referência. www.tecconcursos.com.br/questoes/641360 IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Ciências Biológicas/2018 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto No Brasil, entre o “pode” e o “não pode”, encontramos um “jeito”, ou seja, uma forma de conciliar todos os interesses, criando uma relação aceitável entre o solicitante, o funcionário-autoridade e a lei universal. Geralmente, isso se dá quando as motivações profundas de ambas as partes são conhecidas; ou imediatamente, quando ambos descobrem um elo em comum banal (torcer pelo mesmo time) ou especial (um amigo comum, uma instituição pela qual ambos passaram ou o fato de se ter nascido na mesma cidade). A verdade é que a invocação da relação pessoal, da regionalidade, do gosto, da religião e de outros fatores externos àquela situação poderá provocar uma resolução satisfatória ou menos injusta. Essa é a forma típica do “jeitinho”. Uma de suas primeiras regras é não usar o argumento igualmente autoritário, o que também pode ocorrer, mas que leva a um reforço da má vontade do funcionário. De fato, quando se deseja utilizar o argumento da autoridade contra o funcionário, o jeitinho é um ato de força que no Brasil é conhecido como o “Sabe com quem está falando?”, em que não se busca uma igualdade simpática ou uma relação contínua com o agente da lei atrás do balcão, mas uma hierarquização inapelável entre o usuário e o atendente. De modo que, diante do “não pode” do funcionário, encontra-se um “não pode do não pode” feito pela invocação do “Sabe com quem você está falando?”. De qualquer modo, um jeito foi dado. “Jeitinho” e “Você sabe com quem está falando?” são os dois polos de uma mesma situação. Um é um modo harmonioso de resolver a disputa; o outro, um modo conflituoso e direto de realizar a mesma coisa. O “jeitinho” tem muito de cantada, de harmonização de interesses opostos, tal como quando uma mulher encontra um homem e ambos, interessados num encontro romântico, devem discutir a forma que o encontro deverá assumir. O “Sabe com quem está falando?”, por seu lado, afirma um estilo em que a autoridade é reafirmada , mas com a indicação de que o sistema é escalonado e não tem uma finalidade muito certa ou precisa. Há sempre outra autoridade, ainda mais alta, a quem se poderá recorrer. E assim as cartas são lançadas. (DAMATTA, Roberto. O modo de navegação social: a malandragem e o “jeitinho”. O que faz o brasil, Brasil?. Rio de Janeiro: Rocco, 1884. P79-89, (Adaptado) . No fragmento “Um é um modo harmonioso de resolver a disputa; o outro, um modo conflituoso e direto de realizar a mesma coisa.”, o autor faz uso das construções em destaque que se encontram em paralelismo sintático. A estratégia coesiva ilustrada nesse procedimento é o emprego de: a) um termo sinônimo, equivalente. b) uma expressão de sentido mais abrangente. c) um hipônimo de caráter mais específico. d) uma nominalização de forma verbal. www.tecconcursos.com.br/questoes/641677 IBFC - PAAFEF (Divinópolis)/Pref Divinópolis/Linguistica e Letras/Língua Portuguesa/2018 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto https://www.tecconcursos.com.br/questoes/641360 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/641677 872) “Saber gramática”, ou mesmo “saber português”, é geralmente considerado privilégio de poucos. Raras pessoas se atrevem a dizer que conhecem a língua. Tendemos a achar, em vez, que falamos “de qualquer jeito”, sem regras definidas. Dois fatores principais contribuem para essa convicção tão generalizada: primeiro o fato de que falamos com uma facilidade muito grande, de certo modo sem pensar (pelo menos, sem pensar na forma do que vamos dizer), e estamos acostumados a associar conhecimento a uma reflexão consciente, laboriosa e por vezes dolorosa. Segundo, o ensino escolar nos inculcou, durante longos anos, a ideia de que não conhecemos a nossa língua; repetidos fracassos em redações, exercícios e provas não fizeram nada para diminuir esse complexo.” (PERINI, Mário A. Sofrendo a Gramática. 3. ed. São Paulo: Ed. Ática, 2003, p. 11) Os pronomes demonstrativos destacados no texto cumprem papel coesivo uma vez que: a) indicam uma referência ao tempo passado. b) revelam a proximidade espacial do emissor. c) remetem a ideias já mencionadas no texto. d) antecipam uma ideia que será apresentada. www.tecconcursos.com.br/questoes/643035 IBFC - Sec Es (Divinópolis)/Pref Divinópolis/2018 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto Em um ponto qualquer da praia de Copacabana, o ônibus para, saltam dois rapazes e uma moça, o senhor de idade sobe e inadvertidamente pisa o pé de um sujeito de meia-idade, robusto, muito satisfeito com a sua pessoa. O senhor vira-se e ia pedir desculpas, quando o tal sujeito lhe diz quase gritando: - Não sabe onde pisa, seu calhorda? O senhor de idade não contava com aquela brutalidade e fica surpreso. O outro carrega na mão, acrescentando: - Imbecil! Reação inesperada do senhor de idade que responde: - Imbecil é a sua mãe! Enquanto isso, todos os passageiros do ônibus sentem que vai ocorrer qualquer coisa, provavelmente só desaforo grosso, mas quem sabe? Talvez umas boas taponas... Diante do ultraje atirado à genitora, o sujeito suficiente, em vez de taponas que a maioria dos passageiros esperava, ou de puxar da faca ou revólver, pergunta indignado ao senhor de idade: - Sabe com quem está falando? Mas o senhor de idade não era sopa e retrucou: - Estou falando com um homem, parece... – Está falando com um delegado! O senhor está preso! – Isso é o que vamos ver! O sujeito seria mesmo um delegado? Era a pergunta que todos os passageiros sefaziam. Ai deles, era! E resultado: o delegado voltou-se para o motorista e ordenou: - Entre pela rua Siqueira Campos e vamos para o distrito! Os passageiros ficaram aborrecidíssimos com aquela brusca mudança de itinerário, mas não protestaram. O ônibus para à porta da delegacia, salta o senhor de idade, salta o delegado, e este fala ao sentinela: - Leve preso este sujeito por desacato à autoridade! Nisto o senhor de idade puxa a caderneta de identificação e diz ao soldado: - Eu sou o general. Prenda este atrevido! O general volta ao ônibus, comanda ao motorista: - Vamos embora! O motorista “pisa”. Os passageiros do ônibus batem palmas. (BANDEIRA, Manuel. Sabe com quem está falando? Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1990. P672-674 (Adaptado) . Considere o trecho abaixo para responder à questão seguinte: “O ônibus para à porta da delegacia, salta o senhor de idade, salta o delegado, e este fala ao sentinela:” https://www.tecconcursos.com.br/questoes/643035 873) Sobre o emprego do pronome “este” como recurso coesivo na passagem, pode-se afirmar apenas o seguinte: a) Resgata, anaforicamente, o vocábulo “delegado”. b) Foi empregado em referência espacial em relação ao leitor. c) Poderia ser substituído por “esse” sem prejuízo de sentido. d) Seu emprego é catafórico e antecipa o que será dito. www.tecconcursos.com.br/questoes/662983 IBFC - Sold (PM SE)/PM SE/Combatente/2018 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) A Rua (Fragmento) EU AMO A RUA. Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é partilhado por todos vós. Nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades, nas aldeias, nos povoados, não porque soframos, com a dor e os desprazeres[...], mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. (...) a rua é um fator da vida das cidades, a rua tem alma! (...) a rua é a agasalhadora da miséria. Os desgraçados não se sentem de todo sem o auxílio dos deuses enquanto diante dos seus olhos uma rua abre para outra rua (...). A rua nasce, como o homem, do soluço, do espasmo. Há suor humano na argamassa do seu calçamento. Cada casa que se ergue é feita do esforço exaustivo de muitos seres, e haveis de ter visto pedreiros e canteiros, ao erguer as pedras para as frontarias, cantarem, cobertos de suor, uma melopeia tão triste que pelo ar parece um arquejante soluço. A rua sente nos nervos essa miséria da criação, e por isso é a mais igualitária, a mais socialista, a mais niveladora das obras humanas. (...) A rua é a eterna imagem da ingenuidade. Comete crimes, desvaria à noite, treme com a febre dos delírios, para ela como para as crianças a aurora é sempre formosa, para ela não há o despertar triste, e quando o sol desponta e ela abre os olhos esquecida das próprias ações, é (...) tão modesta, tão lavada, tão risonha, que parece papaguear com o céu e com os anjos... A rua faz as celebridades e as revoltas, a rua criou um tipo universal, tipo que vive em cada aspecto urbano, em cada detalhe, em cada praça, tipo diabólico que tem, dos gnomos e dos silfos das florestas, tipo proteiforme, feito de risos e de lágrimas, de patifarias e de crimes irresponsáveis, de abandono e de inédita filosofia, tipo esquisito e ambíguo com saltos de felino e risos de navalha, o prodígio de uma criança mais sabida e cética que os velhos de setenta invernos, mas cuja ingenuidade é perpétua, voz que dá o apelido fatal aos potentados e nunca teve preocupações, criatura que pede como se fosse natural pedir, aclama sem interesse, e pode rir, francamente, depois de ter conhecido todos os males da cidade, poeira d’oiro que se faz lama e torna a ser poeira – a rua criou o garoto! RIO, João do. A alma encantadora das ruas. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, pp. 28–31. Vocabulário Agremia: do verbo agremiar; juntar num mesmo grupo. Canteiros: pedreiros responsáveis pelas construções com pedra. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/662983 874) Frontarias: fachada principal; frente. Melopeia: melodia; canção melodiosa. Silfos: seres mágicos do ar presente em mitologias europeias. Proteiforme: que muda de forma frequentemente. Potentados: majestades; maiorais; pessoas de grande poder. “Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim.” A expressão “Esse sentimento”, que inicia o trecho, faz referência: a) a algo que será dito só posteriormente. b) ao desejo da rua, representado no texto. c) ao amor apresentado na frase anterior. d) a um sentimento exclusivo do leitor. www.tecconcursos.com.br/questoes/663002 IBFC - Sold (PM SE)/PM SE/Combatente/2018 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) A Rua (Fragmento) EU AMO A RUA. Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é partilhado por todos vós. Nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades, nas aldeias, nos povoados, não porque soframos, com a dor e os desprazeres[...], mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. (...) a rua é um fator da vida das cidades, a rua tem alma! (...) a rua é a agasalhadora da miséria. Os desgraçados não se sentem de todo sem o auxílio dos deuses enquanto diante dos seus olhos uma rua abre para outra rua (...). A rua nasce, como o homem, do soluço, do espasmo. Há suor humano na argamassa do seu calçamento. Cada casa que se ergue é feita do esforço exaustivo de muitos seres, e haveis de ter visto pedreiros e canteiros, ao erguer as pedras para as frontarias, cantarem, cobertos de suor, uma melopeia tão triste que pelo ar parece um arquejante soluço. A rua sente nos nervos essa miséria da criação, e por isso é a mais igualitária, a mais socialista, a mais niveladora das obras humanas. (...) A rua é a eterna imagem da ingenuidade. Comete crimes, desvaria à noite, treme com a febre dos delírios, para ela como para as crianças a aurora é sempre formosa, para ela não há o despertar triste, e quando o sol desponta e ela abre os olhos esquecida das próprias ações, é (...) tão modesta, tão lavada, tão risonha, que parece papaguear com o céu e com os anjos... A rua faz as celebridades e as revoltas, a rua criou um tipo universal, tipo que vive em cada aspecto urbano, em cada detalhe, em cada praça, tipo diabólico que tem, dos gnomos e dos silfos das florestas, tipo proteiforme, feito de risos e de lágrimas, de patifarias e de crimes irresponsáveis, de abandono e de inédita filosofia, tipo esquisito e ambíguo com saltos de felino e risos de navalha, o prodígio de uma https://www.tecconcursos.com.br/questoes/663002 875) criança mais sabida e cética que os velhos de setenta invernos, mas cuja ingenuidade é perpétua, voz que dá o apelido fatal aos potentados e nunca teve preocupações, criatura que pede como se fosse natural pedir, aclama sem interesse, e pode rir, francamente, depois de ter conhecido todos os males da cidade, poeira d’oiro que se faz lama e torna a ser poeira – a rua criou o garoto! RIO, João do. A alma encantadora das ruas. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, pp. 28–31. Vocabulário Agremia: do verbo agremiar; juntar num mesmo grupo. Canteiros: pedreiros responsáveis pelas construções com pedra. Frontarias: fachada principal; frente. Melopeia: melodia; canção melodiosa. Silfos: seres mágicos do ar presente em mitologias europeias. Proteiforme: que muda de forma frequentemente. Potentados: majestades; maiorais; pessoas de grande poder. “tão modesta, tão lavada, tão risonha, que parece papaguear com o céu e com os anjos...” A conjunção destacada na passagem relaciona ideias e possui valor semântico de: a) causa. b) consequência. c) conformidade.d) finalidade. www.tecconcursos.com.br/questoes/663645 IBFC - AuxLg (CM F Santana)/CM Feira de Stana/Administrativo/2018 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Estátuas (Luis Fernando Veríssimo) Há uma estátua do Carlos Drummond de Andrade sentado num banco da praia de Copacabana, uma estátua do Fernando Pessoa sentado em frente ao café “A Brasileira” em Lisboa, uma estátua do Mario Quintana sentado num banco da Praça da Alfandega de Porto Alegre. Salvo um cataclismo inimaginável, as três estátuas jamais se encontrarão. Mas, e se se encontrassem? - Uma estátua é um equívoco em bronze – diria o Mario Quintana, para começar a conversa. - Do que nos adianta sermos eternos, mas imóveis? – diria Drummond. Pessoa faria “sim” com a cabeça, se pudesse mexê-la. E acrescentaria: - Pior é ser este corpo duro sentado num lugar duro. Eu trocaria a eternidade por uma almofada. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/663645 - Pior são as câimbras – diria Drummond. - Pior são os passarinhos – diria Quintana. - Fizeram estátuas justamente do que menos interessa em nós: nossos corpos mortais. - Justamente do nosso exterior. Do que escondia a poesia. - Do que muitas vezes atrapalhava a poesia. - Espera lá, espera lá – diz Drummond. – Minha poesia também vinha do corpo. Minha cara de padre era um disfarce para a sensualidade. Minha poesia dependia do corpo e dos seus sentidos. E o sentido que mais me faz falta, aqui em bronze, é o do tato. Eu daria a eternidade para ter de volta a sensação na ponta dos meus dedos. Pessoa: - O corpo nunca ajudou minha poesia. Eu e meus heterônimos habitávamos o mesmo corpo, com a sua cara de professor de geografia, mas não nos envolvíamos com ele. Nossa poesia era à revelia dele. E fizeram a estátua do professor de geografia. Quintana: - Pra mim, o corpo não era nem inspiração nem receptáculo. Acho que já era minha estátua, esperando para se livrar de mim. - Pessoa – diria Drummond -, estamos há meia hora com você na mesa do Chiado, e você não nos ofereceu nem um cafezinho. - Não posso – responderia Pessoa. – Não consigo chamar o garçom. Não consigo me mexer. Muito menos estalar os dedos. - Nós também não... - Não posso reagir quando sentam à minha volta para serem fotografados, ou retribuir quando me abraçam, ou espantar as crianças que me chutam, ou protestar quando um turista diz “Olha o Eça de Queiroz”... - Em Copacabana é pior – diria Drummond. – Fico de costas para a praia, só ouvindo o ruído do mar e o tintilar das mulheres, sem poder me virar... - Pior, pior mesmo – diria Quintana – é estar cheio de poemas ainda não escritos e não poder escrevê- los, nem em cima da perna. Os três concordam: o pior é serem poetas eternos, monumentos de bronze à prova de agressões do tempo, fora poluição e vandalismo – e não poderem escrever nem sobre isto. As estátuas de poeta são sucata de poesia. E ficaram os três, desolados e em silêncio, até um turista apontá-los para a mulher e dizer: - O do meio eu não sei mas os outros dois são o Carlos Gardel e o José Saramago. O pronome possessivo pode ser um elemento da língua provocador de ambiguidade. Nesse sentido, em “Eu e meus heterônimos habitávamos o mesmo corpo, com a sua cara de professor de geografia,” o pronome destacado tem como referente: 876) a) corpo. b) heterônimos. c) leitor. d) Quintana. www.tecconcursos.com.br/questoes/664823 IBFC - AnaSR (CM F Santana)/CM Feira de Stana/2018 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Gravidez por substituição “Carrego seu filho por R$50 mil” Proibida no Brasil, barriga de aluguel movimenta internet com grupos de oferta e procura (Clarissa Pains) “Cedo meu útero por R$30 mil em dinheiro e um carro a partir do ano de 2012.” “Alugo barriga por R$50 mil para terminar de construir minha casa.” “Se você não tiver dinheiro, mas puder me arrumar um emprego, alugo meu útero sem custos.” Ao rolar a página de um grupo público sobre barriga de aluguel na internet, a sensação é de estar vendo uma seção de classificados. As mulheres informam quanto cobram e quais são suas exigências, e os possíveis contratantes selecionam as que mais se encaixam no perfil que procuram e entram em contato. Os valores costumam variar de R$10 mil a R$50 mil, e muitas “candidatas” se dispõem a viajar para outros estados. Tão explícitas na rede, essas transações comerciais são, no entanto, proibidas no Brasil. Por aqui, só se pode “emprestar” a barriga para parentes de até quarto grau e se não houver dinheiro envolvido, no que é chamado tecnicamente de cessão temporária de útero ou gravidez por substituição. Quem tenta driblar isso, tem, em geral, consciência da proibição, mas alega necessidade financeira.[...] O tema não é consenso mesmo entre especialistas em reprodução. Para Maria Cecília, ter uma barriga solidária dentro da família e sem pagar é o ideal por uma questão emocional e de segurança para os pais e o bebê, mas a proibição da transação comercial traz outros problemas. - O vínculo comercial dá, sim, margem a práticas de má-fé. No entanto, é uma faca de dois gumes: quando você proíbe, acham um jeito de fazer de forma clandestina e, portanto, insegura. Proibir não é o melhor caminho, mas isso é uma opinião pessoal – diz ela. Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Marcio Coslovsky ressalta que o objetivo da norma é, acima de tudo, impedir que se atente contra a dignidade humana: - A ideia é proteger as pessoas e não explorar a miséria delas. A única ponderação que cabe notar é que tal proibição, de forma geral, é associada à classe social: quem tem dinheiro pode pegar um avião e fechar um contrato de barriga de aluguel, porque vários países permitem. [...] Outra especialista, Claudia Navarro diz, ainda, que uma “inseminação caseira”, feita fora das clínicas especializadas, envolve uma série de perigos. - Há risco grave de infecção. Nas clínicas, o sêmen fica guardado seis meses antes de ser usado, para dar tempo de a janela de incubação dos vírus terminar. Isso nos dá garantia de que a pessoa não tem HIV, por exemplo – diz ela. – E se, além da barriga, a mulher usar seu óvulo, ela será mãe de fato da criança. Pode, no futuro, pedir guarda, pensão. São muitas consequências. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/664823 877) (Fonte: Jornal O Globo, 25/02/2018) “quando você proíbe, acham um jeito de fazer de uma forma clandestina” O pronome “você”, presente na primeira oração, aponta, semanticamente, para um referente: a) específico, sinalizando o interlocutor do texto, no caso, a entrevistadora. b) indefinido, caracterizando todos os possíveis clientes clandestinos. c) impreciso, indicando as autoridades responsáveis pela proibição. d) genérico, estabelecendo um diálogo com os leitores em geral. www.tecconcursos.com.br/questoes/768517 IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato. “É uma das formas de violência que mais cresce no mundo”, afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (...) Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podem apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio. (...) A popularidade do fenômeno cresceu com a influência dos meios eletrônicos, como a internet e as reportagens na televisão, pois os apelidos pejorativos e as brincadeiras ofensivas foram tomando proporções maiores. “O fato de ter consequências trágicas - como mortes e suicídios - e a impunidade proporcionaram a necessidade de se discutir de forma mais séria o tema”, aponta Guilherme Schelb, procurador da República e autor do livro Violência e Criminalidade Infanto- Juvenil. Em relação às palavras destacadas no texto acima, assinale a alternativa que não apresenta um elemento coesivo. a) além de b) mesmo sem c) ele d) pois e) a https://www.tecconcursos.com.br/questoes/768517 878) www.tecconcursos.com.br/questoes/1009099 IBFC - Sold (CBM BA)/CBM BA/2017 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto I A janta A pior hora era a do jantar. Despois da escola, todo mundo chegava a mil. Tinha o banho, a mãe atormentada com aquele tanto de criança fazendo algazarra, molhando tudo, bagunçando a casa limpa que tanto trabalho devia ter dado pra limpar. Ela era a mais velha. A mais levada também. Atordoava a mãe, hoje ela sabe. As brigas pela televisão, o lugar no sofá... Era também a mais mandona. Sempre querendo que os irmãos fizessem assim, fizessem assado. Depois tudo ia se acalmando, uns cochilavam no sofá, outros no chão. Vez por outra saía um arranca- rabo. Ela impunha respeito, senão a mãe vinha brigar. Afinal, ela era a mais velha. Ela ficava esperando o bife. Era um sinal. Demorava sempre. A mãe vinha pra sala, olhava as crianças, ouvia um reclamando do outro, ficava brava, voltava pra cozinha. Depois voltava a passar pela sala, ignorando a reclamação dos irmãos. Tinham fome. Ia até a porta e ficava lá. Às vezes pegava de prosa com uma vizinha. Demorando... E ela ali, fingindo prestar atenção na televisão, preocupada com o bife. De repente, a mãe passava de volta, sumindo pra dentro. Então vinha o chiado da frigideira, o cheirinho da carne na chapa. Os irmãos se exercitavam. A mãe começava a trazer as travessas pra sala. Vinha, voltava, vinha e voltava. Demorava. Finalmente trazia a travessa dos bifes, a criançada já sentada em volta da mesa. A mãe não deixava ninguém comer enquanto ela não se sentasse. E ela sempre parecia que não ia sentar nunca. Então, quando não tinha mais jeito, sentava. Começava a servir o arroz, o feijão, o bife já esfriando, filho por filho, prato por prato. A criançada se acalmava, boca cheia. Só o mastigar e o barulho dos talheres nos pratos podiam ser ouvidos. Ninguém olhava pra ninguém, todos concentrados na comida. Ninguém olhava o lugar vazio do pai assombrando todo mundo. (AMARAL, Tata. A janta. In: ____. Hollywood: depois do terreno baldio. São Paulo: O nome da rosa, 2007. p 59) Considere o fragmento abaixo para responder à questão: “A mãe vinha pra sala, olhava as crianças, ouvia um reclamando do outro, ficava brava, voltava pra cozinha.” (4°§) Para estabelecer a coesão entre as orações, a autora empregou o seguinte recurso coesivo: a) a nominalização dos verbos. b) a omissão do sujeito simples. c) a pronominalização dos complementos. d) a repetição das conjunções. e) o uso de sinônimos. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1009099 879) www.tecconcursos.com.br/questoes/1009104 IBFC - Sold (CBM BA)/CBM BA/2017 Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto I A janta A pior hora era a do jantar. A) Despois da escola, todo mundo chegava a mil. Tinha o banho, a mãe atormentada com aquele tanto de criança fazendo algazarra, molhando tudo, bagunçando a casa limpa que tanto trabalho devia ter dado pra limpar. Ela era a mais velha. A mais levada também. Atordoava a mãe, hoje ela sabe. As brigas pela televisão, o lugar no sofá... Era também a mais mandona. Sempre querendo que os irmãos fizessem assim, fizessem assado. Depois tudo ia se acalmando, uns cochilavam no sofá, outros no chão. Vez por outra saía um arranca- rabo. Ela impunha respeito, senão B) a mãe vinha brigar. Afinal, ela era a mais velha. Ela ficava esperando o bife C). Era um sinal. Demorava sempre. A mãe vinha pra sala, olhava as crianças, ouvia um reclamando do outro, ficava brava, voltava pra cozinha. Depois voltava a passar pela sala, ignorando a reclamação dos irmãos. Tinham fome. Ia até a porta e ficava lá. Às vezes pegava de prosa com uma vizinha. Demorando... E ela ali, fingindo prestar atenção na televisão D), preocupada com o bife. De repente, a mãe passava de volta, sumindo pra dentro. Então vinha o chiado da frigideira, o cheirinho da carne na chapa. Os irmãos se exercitavam. A mãe começava a trazer as travessas pra sala. Vinha, voltava, vinha e voltava. Demorava. Finalmente trazia a travessa dos bifes, a criançada já sentada em volta da mesa. A mãe não deixava ninguém comer enquanto ela não se sentasse. E ela sempre parecia que não ia sentar nunca. E) Então, quando não tinha mais jeito, sentava. Começava a servir o arroz, o feijão, o bife já esfriando, filho por filho, prato por prato. A criançada se acalmava, boca cheia. Só o mastigar e o barulho dos talheres nos pratos podiam ser ouvidos. Ninguém olhava pra ninguém, todos concentrados na comida. Ninguém olhava o lugar vazio do pai assombrando todo mundo. (AMARAL, Tata. A janta. In: ____. Hollywood: depois do terreno baldio. São Paulo: O nome da rosa, 2007. p 59) O mecanismo coesivo da substituição ganha sentido observando-se o contexto em que é empregado. Desse modo, assinale a alternativa incorreta sobre a indicação referente do termo em destaque: a) “A pior hora era a do jantar.” (1º§) – hora. b) “Ela impunha respeito, senão” (3º§) – a filha mais velha. c) “Ela ficava esperando o bife” (4º§) - a filha mais velha. d) “E ela ali, fingindo prestar atenção na televisão” (5º§) – a mãe. e) “E ela sempre parecia que não ia sentar nunca.´(7º§) – a mãe. www.tecconcursos.com.br/questoes/2059436 IBFC - Tec (EBSERH UNIFAP)/EBSERH HU-UNIFAP/Segurança do Trabalho/2022 Língua Portuguesa (Português) - Tipos de discurso (Direto, Indireto e Indireto Livre) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1009104 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2059436 880) 881) Texto I O conto do vigário (Joseli Dias) Um conto de réis. Foi esta quantia, enorme para a época, que o velho pároco de Cantanzal perdeu para Pedro Lulu, boa vida cuja única ocupação, além de levar à perdição as mocinhas do lugar, era tocar viola para garantir, de uma casa em outra, o almoço de todos os dias. Nenhum vendeiro, por maior esforço de memória que fizesse, lembraria o dia em que Pedro Lulu tirou do bolso uma nota qualquer para comprar alguma coisa. Sempre vinha com uma conversa maneira, uma lábia enroladora e no final terminava por comprar o que queria, deixando fiado e desaparecendo por vários meses, até achar que o dono do boteco tinha esquecido a dívida, para fazer uma nova por cima. A vida de Pedro Lulu era relativamente boa. Tocava nas festas, ganhava roupas usadas dos amigos e juras de amor de moças solteironas de Cantanzal. A vida mansa, no entanto, terminou quando o Padre Bastião chegou por ali. Homem sisudo, pregava o trabalho como meio único para progredir na vida. Ele mesmo dava exemplo, pegando no batente de manhã cedo, preparando massa de cimento e assentando tijolos da igreja em construção. Quando deu com Pedro Lulu, que só queria sombra e água fresca, iniciou uma verdadeira campanha contra ele. Nos sermões, pregavao trabalho árduo. Pedro Lulu era o exemplo mais formidável que dava aos fiéis. “Não tem família, não tem dinheiro, veste o que lhe dão, vive a cantar e a mendigar comida na mesa alheia”, pregava o padre, diante do rebanho. Aos poucos Pedro Lulu foi perdendo amizades valiosas, os almoços oferecidos foram escasseando e até mesmo nas rodas de cantoria era olhado de lado por alguns. “Isso tem que acabar”, disse consigo. Naquele dia foi até a igreja e prostou-se diante do confessionário. Fingindo ser outra pessoa, pediu ao padre o mais absoluto segredo do que iria contar, porque havia prometido a um amigo que não faria o mesmo diante das maiores dificuldades, mas que vê-lo em tamanha necessidade, tinha resolvido confessar-se passando o segredo adiante. O Padre, cujo único defeito era interessar-se pela vida alheia, ficou todo ouvidos. E foi assim que a misteriosa figura contou que Pedro Lulu era, na verdade, riquíssimo, mas que por uma aposta que fez, não podia usufruir de seus bens na capital, que somavam milhares de contos de réis. [...] A passagem ‘”Isso tem que acabar”’ traz um exemplo de discurso direto e revela: a) um desejo de Pedro Lulu. b) uma ordem do Padre Bastião. c) a expectativa dos demais moradores. d) um medo de Padre Bastião. e) uma desconfiança de Pedro Lulu www.tecconcursos.com.br/questoes/2231736 IBFC - Ana (DPE MT)/DPE MT/Administrador/2022 Língua Portuguesa (Português) - Tipos de discurso (Direto, Indireto e Indireto Livre) O texto abaixo é um fragmento do conto “O homem que sabia javanês”, do escritor brasileiro Lima Barreto Em uma confeitaria, certa vez, ao meu amigo Castro, contava eu as partidas que havia pregado às convicções e às respeitabilidades, para poder viver. Houve mesmo, uma dada ocasião, quando estive em Manaus, em que fui obrigado a esconder a minha https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2231736 qualidade de bacharel, para mais confiança obter dos clientes, que afluíam ao meu escritório de feiticeiro e adivinho. Contava eu isso. O meu amigo ouvia-me calado, embevecido, gostando daquele meu Gil Blas1 vivido, até que, em uma pausa da conversa, ao esgotarmos os copos, observou a esmo: — Tens levado uma vida bem engraçada, Castelo! — Só assim se pode viver... Isto de uma ocupação única: sair de casa a certas horas, voltar a outras, aborrece, não achas? Não sei como me tenho aguentado lá, no consulado! — Cansa-se; mas, não é disso que me admiro. O que me admira, é que tenhas corrido tantas aventuras aqui, neste Brasil imbecil e burocrático. — Qual! Aqui mesmo, meu caro Castro, se podem arranjar belas páginas de vida. Imagina tu que eu já fui professor de javanês! — Quando? Aqui, depois que voltaste do consulado? — Não; antes. E, por sinal, fui nomeado cônsul por isso. — Conta lá como foi. Bebes mais cerveja? — Bebo. Mandamos buscar mais outra garrafa, enchemos os copos, e continuei: — Eu tinha chegado havia pouco ao Rio estava literalmente na miséria. Vivia fugido de casa de pensão em casa de pensão, sem saber onde e como ganhar dinheiro, quando li no Jornal do Comércio o anuncio seguinte: "Precisa-se de um professor de língua javanesa. Cartas, etc." Ora, disse cá comigo, está ali uma colocação que não terá muitos concorrentes; se eu capiscasse quatro palavras, ia apresentar-me. Saí do café e andei pelas ruas, sempre a imaginar-me professor de javanês, ganhando dinheiro, andando de bonde e sem encontros desagradáveis com os "cadáveres". Insensivelmente dirigi-me à Biblioteca Nacional. Não sabia bem que livro iria pedir; mas, entrei, entreguei o chapéu ao porteiro, recebi a senha e subi. Na escada, acudiu-me pedir a Grande Encyclopédie, letra J, a fim de consultar o artigo relativo a Java e à língua javanesa. Dito e feito. Fiquei sabendo, ao fim de alguns minutos, que Java era uma grande ilha do arquipélago de Sonda, colônia holandesa, e o javanês, língua aglutinante do grupo maleo- polinésico, possuía uma literatura digna de nota e escrita em caracteres derivados do velho alfabeto hindu. [...] 1 um romance francês do século XVIII O discurso direto, presente no texto, apresenta todas as marcas linguísticas de interlocução listadas abaixo, exceto: a) verbos flexionados na segunda pessoa. b) uso reiterado de adjetivos subjetivos. c) emprego da função sintática vocativo. d) presença de interrogativas diretas. 882) www.tecconcursos.com.br/questoes/2289554 IBFC - MVet (SESACRE)/SESACRE/2022 Língua Portuguesa (Português) - Tipos de discurso (Direto, Indireto e Indireto Livre) Leia o fragmento abaixo do conto “Felicidade Clandestina”, de Clarice Lispector. Texto I Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”. Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia. Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía “As reinações de Narizinho’’, de Monteiro Lobato. Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam. No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo. E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. [...] https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2289554 883)(LISPECTOR, Clarice. Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987) Na oração “No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa” (8º§), os termos não seguem a ordem sintática comum da Língua, chamada de ordem direta. Em função dessa posição inversa, todos os termos abaixo receberam ênfase, exceto: a) O sujeito de primeira pessoa. b) A locução adverbial de tempo. c) A ação expressa pelo verbo. d) O advérbio que indica lugar. www.tecconcursos.com.br/questoes/2368459 IBFC - Of Jud (TJ MG)/TJ MG/Assistente Técnico de Controle Financeiro/2022 Língua Portuguesa (Português) - Tipos de discurso (Direto, Indireto e Indireto Livre) Texto II Padre António estava acabado, afirma Pereira. As olheiras cavavam-lhe as faces, e tinha um ar esgotado, como de quem não dormiu. Pereira perguntou o que acontecera, e Padre António disse: como pode, você não ficou sabendo? Massacraram um alentejano* em sua carroça, há greves aqui, na cidade e em outros lugares, afinal em que mundo vive, você trabalha num jornal?, ouça Pereira, vá se informar. Pereira afirma ter saído perturbado por essa breve conversa e pelo modo como fora despachado. Perguntou-se: em que mundo eu vivo? E veio-lhe a estranha ideia de que ele, talvez, não vivesse, era como se já estivesse morto. Desde que sua mulher falecera, ele vivia como se estivesse morto. Ou melhor: só fazia pensar na morte, na ressurreição da carne, em que não acreditava, e em bobagens desse gênero, sua vida não passava de sobrevivência, de uma ficção de vida. E sentiu-se esgotado, afirma Pereira. (TABUCCHI, Antonio. Afirma Pereira: um testemunho. São Paulo: Estação Liberdade, 2011, p.17-18) * relativo ao Alentejo (região de Portugal) ou o que é seu natural ou habitante Considerando que a passagem “Padre António disse: como pode, você não ficou sabendo?” (1º§) ilustra o discurso direto, caso o fragmento destacado fosse transcrito para discurso indireto, a construção verbal deveria ser a seguinte: a) soube. b) ficaria sabendo. c) tinha ficado sabendo. d) tivesse sabido. e) soubeste. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2368459 884) www.tecconcursos.com.br/questoes/1140247 IBFC - TJ TRE PA/TRE PA/Administrativa/"Sem Especialidade"/2020 Língua Portuguesa (Português) - Tipos de discurso (Direto, Indireto e Indireto Livre) Projeto brasileiro pretende mapear genoma de 15 mil pessoas para prever e tratar doenças Por Filipe Domingues, G1/ 10/12/2019 12h00 Um projeto liderado por uma cientista brasileira vai identificar as principais características genéticas dos brasileiros para prever doenças e antecipar tratamentos. Lançada nesta terça-feira (10), em São Paulo, a iniciativa "DNA do Brasil" quer mapear o genoma de 15 mil pessoas de 35 a 74 anos de idade e se tornar o maior levantamento do tipo já realizado no país. A ideia é que em cinco anos já se tenham os primeiros resultados. "O desafio é entender quais variações genéticas estão associadas a quais características das pessoas", disse a pesquisadora Lygia da Veiga Pereira, da Universidade de São Paulo (USP), na abertura do projeto. "Nós somos o resultado do nosso genoma mais o nosso estilo de vida. O genoma é a receita do nosso corpo." Além da geneticista, estão envolvidos na parceria o Ministério da Saúde que oferecerá dados epidemiológicos da população brasileira por meio do projeto ELSA Brasil; organizações privadas como a Dasa, empresa da área de saúde, que financiará e realizará o sequenciamento das primeiras 3 mil amostras; a Illumina que vai fornecer os insumos e a Google Cloud que fará o armazenamento e proteção dos dados. As descobertas que os cientistas fizerem poderão ser traduzidas em inovações tanto na área de pesquisa genética quanto nos diagnósticos e tratamentos de doenças como o câncer, a hipertensão, o diabetes, depressão, esquizofrenia e algumas doenças raras. Ao descobrir que determinada proteína presente no corpo de uma pessoa permite manter o colesterol baixo, é possível "editar" o DNA do paciente para imitar o comportamento deste elemento. [...] O diretor médico da Dasa, Gustavo Campana, lembrou que 80% das 8 mil doenças consideradas raras têm origem genética. Já os cânceres hereditários são de 5 a 12% dos casos. Portanto, além da previsão de tais doenças, o mapeamento dos genes e sua associação com as características da população brasileira podem permitir avanços em "terapêutica gênica", ou seja, métodos de tratamento que atuam diretamente nos genes - o mais famoso deles é o CRISPR, a técnica de edição do DNA. "Esse projeto é um marco da genética populacional no Brasil," disse Campana.[...] Analise abaixo os enunciados extraídos do texto e identifique aquele em que não há um trecho de discurso direto. a) Esse projeto é um marco da genética populacional no Brasil. b) Nós somos o resultado do nosso genoma mais o nosso estilo de vida. c) A ideia é que em cinco anos já se tenham os primeiros resultados. d) O desafio é entender quais variações genéticas estão associadas a quais características das pessoas. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1140247 885) www.tecconcursos.com.br/questoes/1112357 IBFC - ACZ (Cruzeiro Sul)/Pref Cruzeiro do Sul/2019 Língua Portuguesa (Português) - Tipos de discurso (Direto, Indireto e Indireto Livre) Leia o texto abaixo para responder a questão. Estudo associa câncer de mama a sedentarismo e alimentação Pesquisa desenvolvida por meio do mestrado em Ciências da Saúde na Amazônia Ocidental, da Ufac, pretende avaliar a relação entre sedentarismo, nutrição e aparecimento de câncer de mama em mulheres com mais de 40 anos no Estado do Acre. O estudo é conduzido pelas mestrandas Carina Hechenberger e Ramyla Brilhante, com orientação do professor Miguel Junior Sordi Bortolini. O projeto de pesquisa “Avaliação do Nível de Atividade Física, Estado Nutricional e Qualidade de Vida de Mulheres Atendidas no Centro de Controle em Oncologia do Acre (Cecon)” foi apresentado ao programa em 2018; atualmente, se encontra na fase de coleta de dados, através da aplicação de questionários a usuárias do serviço de saúde. “São 13 tipos diferentes de câncer altamente influenciados pelo sedentarismo; destes, o que sofre maior impacto é o de mama”, destaca Miguel Bortolini. “Se você é uma pessoa ativa, a probabilidade de desenvolver câncer de mama reduz drasticamente.” Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é a segunda neoplasia mais comum em todo o mundo, com 1,7 milhões de casos. A estimativa é que para o biênio 2018-2019, somente no Brasil, 60 mil novos casos entre mulheres sejam confirmados para cada ano — um risco estimado de 57 casos a cada 100 mil brasileiras. “Fatores genético-hereditários são responsáveis por até 10% desses casos de câncer de mama. Os comportamentais e ambientais, como alimentação e atividade física, respondem por até 30% dos casos”, enfatiza Carina Hechenberger.[...] A relação entre inatividade física e sedentarismo com pacientes do Cecon vai ser analisada a partir de universo mínimo de 360 mulheres, conforme indicadores sociodemográficos, histórico-familiar, nutricional e de qualidade de vida. Tudo a partir de questionários referendados internacionalmente. O objetivo é investigar se, pelo nível elevado da população com sobrepeso e obesidade no Acre, há também uma maior influência de diagnóstico positivo para esse tipo de câncer.[...] Segundo Miguel Bortolini, ainda não é uma realidade a realização de exercícios regulares com mulheres com câncer no Estado do Acre, apesar de ser fundamental. “Para evitar o câncer de mama, é necessário realizar de 150 a 300 minutos de exercícios moderados por semana ou de 75 a 150 minutos de exercícios vigorosos por semana”, recomenda. “Além disso, é bom realizar duas sessões por semana de exercícios resistidos, como musculação; não se deve esperar a doença se podemos preveni-la.” (Fonte: UFAC) Assinale a alternativa que apresenta corretamente um trecho de uma citação direta, ou seja, da transcrição da fala de alguém no texto.a) O estudo é conduzido pelas mestrandas Carina Hechenberger e Ramyla Brilhante [...]. b) A relação entre inatividade física e sedentarismo com pacientes do Cecon vai ser analisada[...]. c) [...] atualmente, se encontra na fase de coleta de dados, através da aplicação de questionários a usuárias [...]. d) São 13 tipos diferentes de câncer altamente influenciados pelo sedentarismo [...]. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1112357 886) 887) www.tecconcursos.com.br/questoes/1117395 IBFC - Ent Soc (MGS)/MGS/2019 Língua Portuguesa (Português) - Tipos de discurso (Direto, Indireto e Indireto Livre) Quer viver mais? Adote um cachorro, diz estudo A presença do animal em casa ajuda a reduzir os níveis de stress, pressão arterial e colesterol, além de promover melhor saúde mental. [...] Agora, pesquisadores descobriram que ter um cachorro pode diminuir em 24% o risco de morte prematura por qualquer causa. Os benefícios podem ser ainda maiores para pacientes que já tiveram um ataque cardíaco (até 33%) e AVC (27%). Os achados foram publicados, nesta manhã, na revista Circulation. “Sabemos que a solidão e o estilo de vida sedentário são importantes fatores de risco para morte prematura. Os cães são uma excelente motivação para seus donos saírem ao ar livre ao levá-los para passear”, explicou Tove Fall, da Universidade de Uppsala, na Suécia, ao NBC News. [...] A companhia de um cachorro pode reduzir os níveis de cortisol, conhecido como hormônio do stress. “Quando o stress é ativado com muita frequência, leva à degradação no corpo em geral”, disse Neda Gould, da Faculdade de Medicina Johns Hopkins, nos Estados Unidos, à NBC News. Estudos anteriores sugerem que a presença do bichinho de estimação melhora os níveis de colesterol e da pressão arterial. “Um estudo, o meu favorito, descobriu que apenas o efeito de acariciar um cão pode reduzir sua pressão arterial tanto quanto um medicamento”, contou Caroline K., da Univ. de Toronto, no Canadá, à CNN. Outra possível explicação para o fenômeno é a prática do cuidado com o outro. “As pessoas não adotam um cachorro para ter benefícios de saúde, elas o adotam para beneficiar o animal. Este altruísmo traz inúmeros benefícios à saúde mental”, completou Haider W., da E. Medicina de Harvard (EUA ), à NBC News. (Fonte: Redação. Publicado em 8 out 2019/ adaptado.) Há recursos gráficos que são utilizados para indicar uma citação ou discurso direto. Assinale a alternativa que apresenta corretamente um trecho extraído da fala de um pesquisador, ou seja, de um discurso direto. a) A presença do animal em casa ajuda a reduzir os níveis de stress. b) Os achados foram publicados, nesta manhã, na revista Circulation. c) As pessoas não adotam um cachorro para ter benefícios de saúde. d) [...] a presença do bichinho de estimação melhora os níveis de colesterol. www.tecconcursos.com.br/questoes/769617 IBFC - Con Leg (CM Aqa)/CM Araraquara/2018 Língua Portuguesa (Português) - Tipos de discurso (Direto, Indireto e Indireto Livre) De repente, o boi explodiu. Rebentou sem um múúú. No capim em volta choveram pedaços e fatias, grão e folhas de boi. A carne eram já borboletas vermelhas. Os ossos eram moedas espalhadas. Os chifres ficaram num qualquer ramo, balouçando a imitar a vida, no invisível do vento. O espanto não cabia em Azarias, o pequeno pastor. Ainda há um instante ele admirava o grande boi malhado, chamado de Mabata-bata. O bicho pastava mais vagaroso que a preguiça. Era o maior da manada, régulo da chifraria, e estava destinado como prenda de lobolo do tio Raul, dono da criação. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1117395 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/769617 888) Azarias trabalhava para ele desde que era órfão. Despegava antes da luz para que os bois comessem o cacimbo das primeiras horas. Olhou a desgraça: o boi poeirado, eco de silêncio, sombra de nada. “Deve ser foi um relâmpago”, pensou. Mas relâmpago não podia. O céu estava liso, azul sem mancha. De onde saíra o raio? Ou foi a terra que relampejou? Fonte: Ms - Camp, 10/10/2008 Sobre o discurso direto presente no texto, assinale a alternativa correta. a) Ele aparece no decorrer de todo o trecho pela voz onisciente do narrador. b) Ele é destacado entre aspas e seguido do verbo de elocução “pensou”. c) Está presente no trecho em que a voz do narrador se mistura com o pensamento de Azarias “De onde saíra o raio? Ou foi a terra que relampejou? d) Ele é introduzido já no início do trecho pela expressão “de repente”. e) Não se utiliza a distinção entre discurso direto e indireto em narrativas curtas como o conto em questão. www.tecconcursos.com.br/questoes/571939 IBFC - PEB (SEDUC MT)/SEDUC MT/Língua Portuguesa/2017 Língua Portuguesa (Português) - Tipos de discurso (Direto, Indireto e Indireto Livre) Nos textos narrativos, é através da voz do narrador que é possível conhecer o desenrolar da história e as ações das personagens, e é através da voz das personagens que conhecemos as suas ideias, opiniões e sentimentos. A maneira pela qual a voz das personagens é introduzida na voz do narrador, a isto chamamos discurso. Existem três tipos de discurso: o discurso direto, o discurso indireto e o discurso indireto livre. Em relação ao discurso: I. O discurso direto é o mais natural e comum dos tipos de discurso. Através de sua utilização, o narrador permite que as personagens se exprimam livremente, ganhando vida própria na narração. II. O discurso direto é, normalmente, introduzido por verbos de elocução que anunciam o discurso, como os verbos: dizer, perguntar, responder, comentar, falar, etc. III. No discurso indireto, as falas das personagens são apresentadas pelo narrador, sendo ele o responsável por falar na vez da personagem. IV. No discurso indireto, ainda que o narrador seja o responsável por falar pelo personagem, ele não utiliza suas próprias palavras para reproduzir a essência das falas das personagens, bem como suas reações e personalidade. V. O discurso indireto livre é o mais difícil e o mais dinâmico dos tipos de discurso, uma vez que as falas das personagens se encontram inseridas dentro do discurso do narrador. Assinale a alternativa que apresenta a afirmativa incorreta. a) IV b) I c) V d) III e) II https://www.tecconcursos.com.br/questoes/571939 889) 890) www.tecconcursos.com.br/questoes/571940 IBFC - PEB (SEDUC MT)/SEDUC MT/Língua Portuguesa/2017 Língua Portuguesa (Português) - Tipos de discurso (Direto, Indireto e Indireto Livre) Ainda sobre os tipos de discurso, na passagem do discurso direto para o discurso indireto, ocorre mudança nas pessoas do discurso, mudança nos tempos verbais, mudança na pontuação das frases e mudança nos advérbios e adjuntos adverbiais. A esse respeito é possível afirmar que: I. Toda a narrativa que se encontre na 1.ª pessoa no discurso direto passa para a 3.ª pessoa no discurso indireto, incluindo nessa mudança não só o verbo, mas também todos os pronomes que aparecem na frase, como os pronomes eu, nós e meu, que passam para ele/ela, eles/elas e seu no discurso indireto. II. Frases interrogativas, exclamativas e imperativas no discurso direto passam para frases declarativas no discurso indireto. III. As noções temporais como ontem, hoje e amanhã no discurso direto não sofrem alterações no discurso indireto. IV. As noções espaciais como aqui, aí, este e isto no discurso direto passam para ali, lá, aquele e aquilo no discurso indireto. V. O presente no discurso direto passa para pretérito imperfeito no discurso indireto, o pretérito perfeito no discurso direto passa para pretérito mais-que-perfeito no discurso indireto e o no discurso direto passa para futuro do pretérito no discurso indireto. Estão corretas as afirmativas: a) II, III e IV apenas b) I, II, III e V apenas c) II e IV apenas d) III, IV e V apenas e) I, II, IV e V apenas www.tecconcursos.com.br/questoes/2343719 IBFC - Med (SEC BA)/SEC BA/2023 Língua Portuguesa (Português) - Variações da linguagem:não verbal, regional, histórica, contextual. Neologismos e estrangeirismos “Um casamento tradicional nos Estados Unidos da América” Uma das experiências mais marcantes da minha vida foi assistir a um típico casamento (norte americano / norte-americano). (A – Há) algum tempo, fui convidado para a cerimônia de casamento de um casal de amigos. A noiva era Phoebe e o noivo era Cole. Eles ficaram noivos por vários anos, pois esperaram até que ambos estivessem bem empregados antes de se casarem. De qualquer forma, acho interessante descrever o que acontece em um casamento tradicional nesse país. “Inicialmente chegam os convidados, assim que alguém adentra (a / à) igreja, um cerimonialista vai (ao encontro do / de encontro ao) convidado e o conduz para seu lugar. Amigos e familiares da noiva sempre se sentam do lado esquerdo da igreja, já amigos e familiares do noivo do lado direito. Os pais do casal sempre se sentam na frente. Em seguida, o noivo e o seu padrinho entram e se posicionam na parte da frente na igreja. Logo, um músico começa a tocar a Marcha Nupcial e as damas de honra começam a marchar lentamente pelo corredor dos fundos para a frente da igreja. Finalmente, a noiva aparece e caminha pelo corredor ao lado de seu pai. A noiva costuma usar vestido branco, véu e sempre carrega um buquê de flores nas mãos. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/571940 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2343719 891) Quando todos estão na frente da igreja, a cerimônia tem início. O noivo sempre dá à noiva um anel de casamento e a noiva, às vezes, também dá um ao noivo. Por fim, o oficial religioso diz: "Eu os declaro marido e mulher" e o casal agora está casado. Os noivos se beijam e depois saem da igreja de braços dados. Os convidados jogam arroz sobre o casal ao saírem da igreja. O último grande evento é a recepção de casamento. Esta é uma grande festa após a cerimônia. Todo mundo traz ou envia um presente, assim sendo, muitos casais saem com a casa praticamente montada. A recepção do casamento pode ser um jantar ou uma festa à tarde com apenas lanches e coquetéis. Geralmente é servido champanhe e todos comem, bebem, dançam e comemoram por muitas horas. A noiva joga seu buquê às mulheres solteiras antes que ela e seu marido saiam da recepção. Segundo a tradição, a convidada que apanhar as flores será a próxima a se casar. Infelizmente nem todos nos Estados Unidos têm um casamento desse porte, pois, é muito caro e nem todos podem arcar com os custos. A pergunta refere-se a interpretação do texto. Sabe-se que uma das características dos textos não verbais é a ampla utilização de componentes visuais. Identifique a alternativa contendo informações incorretas acerca desses componentes. a) Os componentes visuais fazem parte do nosso dia a dia. b) Deparamo-nos com eles em jornais, revistas, anúncios, livros e na internet. c) Sua leitura não é simples, textos escritos apresentam informações mais facilmente. d) Costumavam ser de domínio exclusivo de editoras e artistas, mas com a popularização dos computadores pessoais, tornaram-se itens do nosso cotidiano. e) Lançamos mão de componentes visuais porque desejamos que nosso texto seja de fácil leitura. www.tecconcursos.com.br/questoes/2343776 IBFC - Prof (SEC BA)/SEC BA/Educação Básica/Artes/2023 Língua Portuguesa (Português) - Variações da linguagem: não verbal, regional, histórica, contextual. Neologismos e estrangeirismos Compreendemos a linguagem como um fenômeno que nos capacita para a comunicação. A correta aprendizagem da linguagem verbal contribui para o entendimento de conteúdos indispensáveis na formação do alunado. Ademais, ainda existe a chamada linguagem não verbal que apresenta a mesma relevância em sala de aula, principalmente, ao longo dos desafios que cada geração apresenta ao chegar em idade escolar. Sobre linguagem verbal e não verbal, analise as afirmativas a seguir. I. Um texto narrado e um debate em sala de aula são considerados linguagem verbais. II. A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é considerada uma linguagem verbal. III. A linguagem em Braile é uma forma de comunicação não verbal. IV. Uma placa de sinalização que contém uma figura é exemplo de linguagem não verbal. Assinale a alternativa correta. a) Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas b) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2343776 892) 893) c) Apenas as afirmativas II e IV estão corretas d) Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas e) Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas www.tecconcursos.com.br/questoes/2344971 IBFC - Prof (SEC BA)/SEC BA/Educação Básica/Língua Portuguesa/2023 Língua Portuguesa (Português) - Variações da linguagem: não verbal, regional, histórica, contextual. Neologismos e estrangeirismos Observe os emojis a seguir e assinale a alternativa correta. a) Nenhum emoji expressa contentamento. b) Nenhum emoji expressa descontentamento. c) Nenhum emoji expressa neutralidade. d) Nenhum emoji expressa proibição a fala. e) Não há uso da linguagem verbal. www.tecconcursos.com.br/questoes/2344977 IBFC - Prof (SEC BA)/SEC BA/Educação Básica/Língua Portuguesa/2023 Língua Portuguesa (Português) - Variações da linguagem: não verbal, regional, histórica, contextual. Neologismos e estrangeirismos Texto 1- Charge Disponível em https://www.dgabc.com.br/2017/Noticia/3875839/charge-19-de-julho-de-2022; acesso em 27-nov- 22. O texto 1 é classificado como ______, comumente encontrado em ______. Esse gênero ______ também é utilizado para ______. A partir da charge e de seu conhecimento sobre gêneros textuais, assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2344971 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2344977 894) 895) a) texto apenas verbal / um cartum / resenha / criticar as situações do dia a dia com seriedade e objetividade. b) texto apenas não verbal / um desenho animado / comédia / criticar as situações do cotidiano com leveza e simpatia. c) texto misto (verbal e não verbal) / uma charge / jornalístico / criticar as situações do cotidiano com ironia ou sarcasmo. d) texto atemporal / uma charge / descritivo / atenuar as situações do cotidiano com ironia ou sarcasmo. e) texto dissertativo / uma história em quadrinhos / narrativo / exaltar as ideias com ausência de coerência e que são marcadas por eufemismo e abrandamento. www.tecconcursos.com.br/questoes/2345886 IBFC - Prof (SEC BA)/SEC BA/Educação Profissional/2023 Língua Portuguesa (Português) - Variações da linguagem: não verbal, regional, histórica, contextual. Neologismos e estrangeirismos A imagem, a seguir, refere-se a questão. Sabe-se da importância de textos não verbais em nosso dia a dia. A seleção de um texto não verbal é determinante para todas às áreas da vida, desde a educação infantil até as apresentações profissionais. Tendo como base a leitura e interpretação de AMBOS os textos: VERBAL e NÃO VERBAL. Assinale a única alternativa incorreta. a) Hard Rock Cafe é uma marca. b) Hard Rock Cafe é um local. c) O vocábulo “CAFE” está internacionalizado, ou seja, apresenta o mesmo significado em várias línguas. d) Só existe Hard Rock Cafe em Fortaleza. e) A fonte (tipo de letra) utilizada remete ao “estilo musical rock”. www.tecconcursos.com.br/questoes/2345889 IBFC - Prof (SEC BA)/SEC BA/Educação Profissional/2023 Língua Portuguesa (Português) - Variações da linguagem: não verbal, regional, histórica, contextual. Neologismos e estrangeirismos A imagem, a seguir, refere-se a questão. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2345886 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2345889 896) Sabe-se que a correta seleção de um texto não verbal auxilia muito na compreensão e interpretação de textos mistos. Assinale a alternativa que não apresenta informações verídicas sobre os componentes visuais, os quais são fundamentais em textos não verbais. a) Um textonão verbal auxilia a resumir informações, exemplo, quantidade de estrelas de um hotel. b) Um texto não verbal, muitas vezes, enfatiza os pontos centrais, exemplo, um quadro contendo o logo, a missão e os valores de uma empresa. c) Um texto não verbal pode, por exemplo, organizar informações, exemplos tabelas e gráficos. d) Os emojis tão utilizados na nossa comunicação diária não são componentes visuais. e) Os ícones apresentados na tela de um celular são exemplos de componentes visuais ou textos não verbais. www.tecconcursos.com.br/questoes/540872 IBFC - Of Just (TJ PE)/TJ PE/2017 Língua Portuguesa (Português) - Variações da linguagem: não verbal, regional, histórica, contextual. Neologismos e estrangeirismos Texto Os outros Você não acha estranho que existam os outros? Eu também não achava, até que anteontem, quando tive o que, por falta de nome melhor, chamei de SCA – Súbita Consciência da Alteridade. Estava no carro, esperando o farol abrir, e comecei a observar um pedestre, vindo pela calçada. Foi então que, do nada, senti o espasmo filosófico, a fisgada ontológica. Simplesmente entendi, naquele instante, que o pedestre era um outro: via o mundo por seus próprios olhos, sentia um gosto em sua boca, um peso sobre seus ombros, tinha antepassados, medo da morte e achava que as unhas dos pés dele eram absolutamente normais – estranhas eram as minhas e as suas, caro leitor, pois somos os outros da vida dele. O farol abriu, o pedestre ficou pra trás, mas eu não conseguia parar de pensar que ele agora estava no quarteirão de cima, aprisionado em seus pensamentos, embalado por sua pele, tão centro do Cosmos e da Criação quanto eu, você e sua tia-avó. Sei que o que eu estou dizendo é de uma obviedade tacanha, mas não são essas verdades as mais difíceis de enxergar? A morte, por exemplo. Você sabe, racionalmente, que um dia vai morrer. Mas, cá entre nós: você acredita mesmo que isso seja possível? Claro que não! Afinal, você é você! Se você acabar, acaba tudo e, convenhamos, isso não faz o menor sentido. As formigas não são assim. Elas não sabem que existem. E, se alguma consciência elas têm, é de que não são o centro nem do próprio formigueiro. Vi um documentário ontem de noite. Diante de um riacho, as saúvas africanas se metiam na água e formavam uma ponte, com seus próprios corpos, para que as outras passassem. Morriam afogadas, para que o formigueiro sobrevivesse. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/540872 897) Não, nenhuma compaixão cristã brotou em mim naquele momento, nenhuma solidariedade pela formiga desconhecida. (Deus me livre, ser saúva africana!). O que senti foi uma imensa curiosidade de saber o que o pedestre estava fazendo naquela hora. Estaria vendo o mesmo documentário? Dormindo? Desejando a mulher do próximo? Afinal, ele estava existindo, e continua existindo agora, assim como eu, você, o Bill Clinton, o Moraes Moreira. São sete bilhões de narradores em primeira pessoa soltos por aí, crentes que, se Deus existe, é conosco que virá puxar papo, qualquer dia desses. Sete bilhões de mundinhos. Sete bilhões de chulés. Sete bilhões de irritações, sistemas digestivos, músicas chicletentas que não desgrudam da cabeça e a esperança quase tangível de que, mês que vem, ganharemos na loteria. Até a rainha da Inglaterra, agorinha mesmo, tá lá, minhocando as coisas dela, em inglês, por debaixo da coroa. Não é estranhíssimo? (PRATA, Antônio. Os outros. In: Meio intelectual, meio de esquerda. São Paulo: Editora 34, 2010. p17-18) No trecho “Até a rainha da Inglaterra, agorinha mesmo, tá lá, minhocando as coisas dela, em inglês, por debaixo da coroa. Não é estranhíssimo?“ (6º§), ocorrem vários exemplos do registro informal da língua. Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela que se diferencia das demais por NÃO ilustrar tal informalidade e ser exemplo do padrão culto. a) “agorinha mesmo”. b) “tá lá”. c) “minhocando”. d) “coisas”. e) “estranhíssimo”. www.tecconcursos.com.br/questoes/571922 IBFC - PEB (SEDUC MT)/SEDUC MT/Língua Portuguesa/2017 Língua Portuguesa (Português) - Variações da linguagem: não verbal, regional, histórica, contextual. Neologismos e estrangeirismos A interação verbal entre interactantes pode ser realizada através da oralidade ou da escrita, a depender da situação comunicacional. Os falantes podem eleger quaisquer dos níveis existentes na linguagem para expressar o que desejam comunicar: a linguagem padrão (ou culta), a coloquial, a regional, as gírias ou ainda a vulgar (ou não-padrão). A este respeito, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta. I. A linguagem regional faz referência aos ‘falares locais’, às variações que ocorrem de acordo com o espaço geográfico onde os falantes moram ou de onde são naturais. O Brasil, ainda que possua uma grande extensão territorial, não apresenta grande variação regional. II. A linguagem culta reflete-se, principalmente, na modalidade escrita da língua, revelando elevado grau de rigor e correção gramatical, como o devido uso da pontuação, da acentuação, da colocação pronominal, da concordância e da regência, entre outros. III. A gíria é um meio de expressão cotidiana e está relacionada ao cotidiano de certos grupos sociais, podendo ser incorporadas ao léxico de uma língua conforme sua intensidade e frequência de uso pelos falantes. Geralmente, elas costumam durar por muito tempo nas comunidades onde surgem. IV. A linguagem coloquial é normalmente empregada em situações informais de interlocução, em eventos de fala do nosso cotidiano, em ambientes e/ou situações em que o uso da norma culta da língua não é prioridade. V. A linguagem vulgar é aquela em que os falantes não seguem as regras da gramática normativa (ou culta). Embora neste nível a linguagem seja mais rudimentar, ainda é possível compreender o que pretende comunicar o interlocutor que a utiliza. Estão corretas as afirmativas: https://www.tecconcursos.com.br/questoes/571922 898) a) II, IV e V apenas b) II, III e IV apenas c) I e IV apenas d) I, II, III e V apenas e) I e V apenas www.tecconcursos.com.br/questoes/1009107 IBFC - Sold (CBM BA)/CBM BA/2017 Língua Portuguesa (Português) - Variações da linguagem: não verbal, regional, histórica, contextual. Neologismos e estrangeirismos Texto II Polícia Militar Ambiental faz um intenso trabalho de controle e combate aos grupos de criminosos adeptos da prática em todo o Estado de São Paulo O trabalho da Polícia Militar Ambiental em combater os grupos criminosos que soltam balões é incessante em todo o Estado de São Paulo. A árdua missão tem trazido números expressivos de prisões, apreensões e multas em 2017. De acordo com os números levantados pela Polícia Militar Ambiental, apenas nos primeiros cinco meses de 2017 foram realizadas 41 prisões em flagrante, enquanto em todo o ano de 2016, esse número de detenções por soltura de balões foi de apenas 5. Ainda segundo a PM, 39 balões foram apreendidos até junho deste ano, enquanto, em todo o ano de 2016, esse número ficou em 26. A multa por balão apreendido é de R$ 5 mil. A polícia acredita que muitos criminosos saem da capital do estado para praticar esse tipo de crime na região de Campinas e Circuito das Águas. “A gente já teve denúncias e realizou operações em locais que as pessoas alugam sítios na região e lá eles realizam eventos com balões no final de semana. Nesse meio tempo, eles soltam balão e fazem confraternizações com churrascos e festas. É uma situação que tem se repetido, pois as chácaras são fechadas e eles acham que ninguém vai atrapalhar. São locais que ficam escondidos por árvores, que cabem bastante pessoas. Um balão grande demanda muita gente para soltura. Eles acham que isso vai viabilizar o crime, mas estamos na cola das pessoas que praticam esse tipo de ação”, afirmou o Tenente Nóbrega. [...] Fonte: Último Segundo - iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/ 2017-06-07/baloes-campinas-policia-militar-ambiental.html. Acesso em 07/06/17) Considerando o nível de linguagemque deve ser empregado nesse gênero textual, a expressão “estamos na cola das pessoas” (3º§) justifica-se por: a) ilustrar a inserção da fala de outro. b) adequar-se ao nível de escolaridade dos leitores. c) ser um descuido do jornalista. d) estar no final do parágrafo e do texto. e) possuir sentido apenas literal. www.tecconcursos.com.br/questoes/626889 IBFC - Adm (SESA PR)/SESA PR/2016 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1009107 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/626889 899) 900) 901) Língua Portuguesa (Português) - Variações da linguagem: não verbal, regional, histórica, contextual. Neologismos e estrangeirismos Texto Ao analisar o nível de linguagem empregado na charge, é correto afirmar que se trata de um emprego: a) informal b) rebuscado c) figurado d) técnico www.tecconcursos.com.br/questoes/2249367 IBFC - Tec (CM Itatiba)/CM Itatiba/Transcrição/2022 Língua Portuguesa (Português) - Linguagem formal e informal Ao trocar mensagens em um aplicativo de mensagens, uma amiga que está em viagem de férias, escreve para sua tia: “To num paraíso, as selfies aqui são perfeitas; tenho tido ótimos momentos. Vou ver se eu mando uma foto pra você, você sabe que eu não gosto de me expor”. No excerto destacado, identificamos a marca linguística referente a(o): a) uso formal da linguagem empregada na escrita b) recorrência das formas abreviadas em exagero c) presença de marcas da linguagem oral d) excessiva preocupação com a clareza da mensagem www.tecconcursos.com.br/questoes/2264722 IBFC - Teled (MGS)/MGS/2022 Língua Portuguesa (Português) - Linguagem formal e informal Recordação “Hoje a gente ia fazer vinte e cinco anos de casado”, ele disse, me olhando pelo retrovisor. Fiquei sem reação: tinha pegado o táxi na Nove de Julho, o trânsito estava ruim, levamos meia hora pra percorrer a Faria Lima e chegar à rua dos Pinheiros, tudo no mais asséptico silêncio. Aí, então, ele me encara pelo espelhinho e, como se fosse a continuação de uma longa conversa, solta essa: “Hoje a gente ia fazer vinte e cinco anos de casado”. Meu espanto não durou muito, pois ele logo emendou: “Nunca vou esquecer: 1o de junho de 1988. A gente se conheceu num barzinho lá em Santos e dali pra frente nunca ficou um dia sem se falar! Até que cinco anos atrás… Fazer o quê, né? Se Deus quis assim…”. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2249367 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2264722 902) Houve um breve silêncio, enquanto ultrapassávamos um caminhão de lixo, e consegui encaixar um “Sinto muito”. “Brigado. No começo foi complicado, agora tô me acostumando. Mas sabe que que é mais difícil? Não ter foto dela.” “Cê não tem nenhuma?” “Não, tenho foto, sim, eu até fiz um álbum, mas não tem foto dela fazendo as coisas dela, entendeu? Tipo: tem ela no casamento da nossa mais velha, toda arrumada. Mas ela não era daquele jeito, com penteado, com vestido. Sabe o jeito que eu mais lembro dela? De avental. Só que toda vez que tinha almoço lá em casa, festa e alguém aparecia com uma câmera na cozinha, ela tirava correndo o avental, ia arrumar o cabelo, até ficar de um jeito que não era ela. Tenho pensado muito nisso aí, das fotos, falo com os passageiros e tal e descobri que é assim, é do ser humano mesmo. A pessoa, olha só, a pessoa trabalha todo dia numa firma, vamos dizer, todo dia ela vai lá e nunca tira uma foto da portaria, do bebedor, do banheiro, desses lugares que ela fica o tempo inteiro. Aí, num fim de semana ela vai pra uma praia qualquer, leva a câmera, o celular e tchuf, tchuf, tchuf. Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não? Tá acompanhando? Não tenho uma foto da minha esposa no sofá, assistindo novela, mas tem uma dela no jet ski do meu cunhado, lá na represa de Guarapiranga. Entro aqui na Joaquim?” “Isso.” “Ano passado me deu uma agonia, uma saudade, peguei o álbum, só tinha aqueles retratos de casório, de viagem, do jet ski, sabe o que eu fiz? Fui pra Santos. Sei lá, quis voltar naquele bar onde a gente se conheceu.” “E aí?!” “Aí que o bar tinha fechado em 94, mas o proprietário, um senhor de idade, ainda morava no imóvel. Eu expliquei a minha história, ele falou: ‘Entra’. Foi lá num armário, trouxe uma caixa de sapatos e disse: ‘É tudo foto do bar, pode escolher uma, leva de recordação’.” Paramos num farol. Ele tirou a carteira do bolso, pegou a foto e me deu: umas cinquenta pessoas pelas mesas, mais umas tantas no balcão. “Olha a data aí no cantinho, embaixo.” “Primeiro de junho de 1988?” “Pois é. Quando eu peguei essa foto e vi a data, nem acreditei, corri o olho pelas mesas, vendo se achava nós aí no meio, mas não. Todo dia eu olho essa foto e fico danado, pensando: será que a gente ainda vai chegar ou será que a gente já foi embora? Vou morrer com essa dúvida. De qualquer forma, taí o testemunho: foi nesse lugar, nesse dia, tá fazendo vinte e cinco anos hoje, hoje, rapaz. Ali do lado da banca, tá bom pra você?” (PRATA, Antonio. Trinta e poucos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 12) Considere os vocábulos destacados em ‘“Brigado. No começo foi complicado, agora tô me acostumando. Mas sabe que que é mais difícil? Não ter foto dela.” “Cê não tem nenhuma?”’ (3º§). No texto, esse uso da Língua deve ser entendido como: a) a representação de uma conversa por meio de registros da oralidade. b) a dificuldade do autor em encontrar correspondentes semânticos. c) um movimento de diferenciação social por meio da linguagem. d) um registro formal para caracterizar a interlocução dos personagens. www.tecconcursos.com.br/questoes/2265115 IBFC - Adm (MGS)/MGS/2022 Língua Portuguesa (Português) - Linguagem formal e informal O texto abaixo foi escrito pela escritora brasileira Elvira Vigna, com base na obra “Auf der Galerie”, do alemão Franz Kafka. na arquibancada Já fica esquisito alguém visitar deuses. Porque, digamos, tem uma diferença, certo? Os caras são deuses, você não. E esse personagem de Kafka está visitando deuses. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2265115 Digamos que seja você, lá. Então você está lá, meio de bobeira, sem participar de nada. Qualquer gesto que pense em fazer e já dá até vergonha. Os caras fazem muito melhor. Mas então tá. Para passar o tempo, vocês vão ao circo. A mocinha faz acrobacia em cima do cavalo. Você imagina: e se ela for uma coitadinha? Se ela fosse uma coitadinha, taí, você podia ajudar! Explorada pelo dono do circo, fraquinha, com tuberculose. Obrigada a ficar dando volta e mais volta no picadeiro. O dono do circo sendo um monstro, não deixa ela parar. Coitada da mocinha, quase morre de exaustão. Se fosse assim, você poderia... Sim, você correria pela arquibancada berrando: “Pare!” Orquestra é uma coisa muito obediente. Só gritar “Pare!” que ela para. E aí, mesmo sendo só um visitante, você salvaria a mocinha. Mas a situação real não te ajuda. Atrás das cortinas, o dono do circo ajeita a mocinha no cavalo. Ele adora ela. É a netinha que ele nunca teve. E ela vai, toda lindinha, dar o salto mortal. Todo mundo bate palma. Ela está muito feliz. O dono do circo está muito feliz. Você fica sem nada para fazer, está tudo tão bem. Maior frustração, você até chora um pouquinho. Você é completamente inútil. Visitante de deuses, aliás, é título que merece ser atualizado. Super-herói. Um cara sem tantos poderes, mas com alguns. E aí fica esse incômodo: Super-herói tem aquela vontade doida de salvar o universo. A civilização ocidental ou pelo menos a mocinha. (Os três são meio que sinônimos.) Então, para um super-herói existir, precisa haver algo ruim. Alguém completamente não-gostável por exemplo. O super-herói tem de criar um vilão para se justificar. É uma tristeza quando tudo está bem. Ele meio que não tem razão de existir. (VIGNA, Elvira. Kafkianas. São Paulo: Todavia, 2018, p.22-23) Uma das características marcantes do texto é o emprego de traços da linguagem coloquial. Nas passagens “(Os três são meio que sinônimos.)” e “Ele meioque não tem razão de existir.”, a expressão destacada confere aos enunciados um sentido de: a) retificação. b) atenuação. c) intensificação. d) exclusão. 903) 904) www.tecconcursos.com.br/questoes/2368411 IBFC - AJ (TJ MG)/TJ MG/Revisor Judiciário/2022 Língua Portuguesa (Português) - Linguagem formal e informal A impessoalidade é uma importante ferramenta para a produção de sentido em um texto. A linguagem oferece diferentes estratégias para se obter esse efeito. Assinale a alternativa em que não há o emprego da impessoalidade. a) Já separaram toda a documentação da lista b) Faça apenas o que o regimento indicar c) Convém que estejamos atentos às instruções d) Ainda se necessita de funcionários competentes e) É preciso considerar que os dados são consistentes www.tecconcursos.com.br/questoes/537880 IBFC - Asst (CM Aqa)/CM Araraquara/Técnico Legislativo/2017 Língua Portuguesa (Português) - Linguagem formal e informal Texto I O açúcar O branco açúcar que adoçará meu café nesta manhã de Ipanema não foi produzido por mim nem surgiu dentro do açucareiro por milagre. Vejo-o puro e afável ao paladar como beijo de moça, água na pele, flor que se dissolve na boca. Mas este açúcar não foi feito por mim. Este açúcar veio da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira, dono da mercearia. Este açúcar veio De uma usina de açúcar em Pernambuco ou no Estado do Rio e tampouco o fez o dono da usina. Este açúcar era cana e veio dos canaviais extensos que não nascem por acaso no regaço do vale. Em lugares distantes, onde não há hospital nem escola, homens que não sabem ler e morrem de fome aos 27 anos https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2368411 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/537880 905) plantaram e colheram a cana que viraria açúcar. Em usinas escuras, homens de vida amarga e dura produziram este açúcar branco e puro com que adoço meu café esta manhã em Ipanema. GULLAR, Ferreira. Toda poesia (1950-1980). São Paulo: Círculo do Livro, 1983, p.227-228. Texto II Como é feito o processamento da cana-de-açúcar nas usinas A tecnologia de produção de etanol e açúcar é muito semelhante, do ponto de vista de processos, em todas as usinas brasileiras; há variações nos tipos e qualidades dos equipamentos, controles operacionais e, principalmente, nos níveis gerenciais. Existe, atualmente, uma boa integração entre as áreas agrícola e industrial das usinas, o que permite otimizar toda a cadeia produtiva nas unidades mais bem gerenciadas. O sistema de pagamento de cana em uso estimula o produtor independente de cana a entregar a matéria-prima em boas condições, pois há penalidades ou prêmios dependendo da qualidade da cana entregue na usina. Com efeito, ele leva em conta incentivos pelo maior teor de sacarose na cana e deságios pela matéria estranha mineral e os açúcares redutores presentes. (Disponível em: https://www.novacana.com/usina/como-e-feito-processamento-cana-de-acucar/Acesso em: 01/09/17) Embora seja possível aproximar os temas dos textos I e II, percebe-se que possuem finalidades e linguagens distintas. Nesse sentido, assinale a opção em que se faz um comentário correto sobre esses textos. a) O primeiro possui uma linguagem mais informal, pois representa uma realidade fantasiada pelo autor. b) O segundo possui linguagem completamente subjetiva, pois busca convencer o leitor da importância do tema tratado. c) Ambos apresentam traços de informalidade, todavia o segundo possui um tom de aconselhamento. d) Ambos apresentam linguagem formal, mas apenas o primeiro explicita um teor crítico. www.tecconcursos.com.br/questoes/372206 IBFC - Tec (MGS)/MGS/Informática/2016 Língua Portuguesa (Português) - Linguagem formal e informal Mundo interior (Martha Medeiros) A casa da gente é uma metáfora da nossa vida, é a representação exata e fiel do nosso mundo interior. Li esta frase outro dia e achei perfeito. Poucas coisas traduzem tão bem nosso jeito de ser como nosso jeito de morar. Isso não se aplica, logicamente, aos inquilinos da rua, que têm como teto um viaduto, ainda que eu não duvide que até eles sejam capazes de ter seus códigos secretos de instalação. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/372206 906) No entanto, estamos falando de quem pode ter um endereço digno, seja seu ou de aluguel. Pode ser um daqueles apartamentos amplos, com pé direito alto e preço mais alto ainda, ou um quarto-e-sala tão compacto quanto seu salário: na verdade, isso determina apenas seu poder aquisitivo, não revela seu mundo interior, que se manifesta por meio de outros valores. Da porta da rua pra dentro, pouco importa a quantidade de metros quadrados e, sim, a maneira como você os ocupa. Se é uma casa colorida ou monocrática. Se tem objetos obtidos com afeto ou se foi tudo escolhido por um decorador profissional. Se há fotos das pessoas que amamos espalhadas por porta- retratos ou se há paredes nuas. Tudo pode ser revelador: se deixamos a comida estragar na geladeira, se temos a mania de deixar as janelas sempre fechadas, se há muitas coisas por consertar. Isso também é estilo de vida. Luz direta ou indireta? Tudo combinadinho ou uma esquizofrenia saudável na junção das coisas? Tudo de grife ou tudo de brinque? É um jogo lúdico tentar descobrir o quanto há de granito e o quanto há de madeira na nossa personalidade. Qual o grau de importância das plantas no nosso habitat, que nota daríamos para o quesito vista panorâmica? Quadros tortos nos enervam? Tapetes rotos nos comovem? Há casas em que tudo o que é aparente está em ordem, mas reina a confusão dentro dos armários. Há casas tão limpas, tão lindas, tão perfeitas que parecem cenários: faz falta um cheiro de comida e um som vindo lá do quarto. Há casas escuras. Há casas feitas por fora e bonitas por dentro. Há casas pequenas onde cabem toda a família e os amigos, há casas com lareira que se mantêm frias. Há casas prontas para receber visitas e impróprias para receber a vida. Há casas com escadas, casas com desníveis, casas divertidamente irregulares. Pode aparecer apenas o lugar onde a gente dorme, come e vê televisão, mas nossa casa é muito mais que isso. É a nossa caverna, o nosso castelo, o esconderijo secreto onde coabitamos com nossos defeitos e virtudes. Por se tratar de uma crônica, a autora privilegia uma modalidade mais informal de uso da língua. Assinale a opção em que se verifica um exemplo de informalidade. a) "Isso não se aplica, logicamente, aos inquilinos da rua" (1º §) b) "na verdade, isso determina apenas seu poder aquisitivo," (2º §) c) "Se há fotos das pessoas que amamos espalhadas por porta-retratos" (3º §) d) "Tudo combinadinho ou uma esquizofrenia saudável" (5º §) www.tecconcursos.com.br/questoes/376147 IBFC - Asst (CM Aqa)/CM Araraquara/Comunicação/2016 Língua Portuguesa (Português) - Linguagem formal e informal COMUNIDADES - DAS PRIMEIRAS ÀS NOVAS LEITURAS DO CONCEITO (...) Por meio dos autores reunidos por Fernandes, percebe-se que a ideia de comunidade remete ao sentimento de vida em comum fundado nas relações de parentesco e vizinhança, baseado na reciprocidade, norteado por laços afetivos que ligam indivíduos que convivem em um mesmo espaço físico e nele adquirem os recursos básicos para a sua subsistência. Cada um dos autores apresentados por Fernandes atribui valor a um ou outro dos atributos. Mas, se pudéssemos identificar um tipo ideal de comunidade, no sentido weberiano do termo, a partir dos diversos autores reunidos por Fernandes, esta https://www.tecconcursos.com.br/questoes/376147 907) teria: base territorial comum, fortes laços afetivos, reciprocidade, autonomia política e econômica e subordinação do individual ao social. Já uma sociedade seria definida por relações voluntárias e contratuais. Na medida em que compartilham determinado interesse, indivíduos podem se associar para alcançar objetivos relacionados ao mesmo, embora não necessariamente tenham outros aspectos de suas vidas compartilhados, tais como relaçõesde parentesco, interdependências econômicas ou convivam numa mesma base territorial. Portanto, o conceito de sociedade é mais amplo e inclui o de comunidade. Essa diferenciação conceitual vem à tona a partir do aprofundamento do processo da divisão social do trabalho. A fragmentação das atividades laborais, a prevalência do contrato sobre o status, a multiplicação dos grupos formais, a passagem da família para o Estado como forma de organização social predominante e a ampliação e internacionalização das trocas comerciais são algumas condições sociais que promovem modos de vida societários e fundamentam a separação conceituai entre comunidade e sociedade; e, mesmo, sugerem a passagem da primeira forma à segunda como modo predominante de agrupamento social, embora a bibliografia seja quase unânime em afirmar a coexistência entre as duas formas sociais ao longo da História. (...) http://www.revistas.usp.br/comueduc/article/view/78561/83089 - acesso em 02/05/2016. Após a leitura do texto acima, assinale a alternativa que indica a variante linguística presente. a) Regional b) Vulgar c) Culta d) Literária www.tecconcursos.com.br/questoes/393500 IBFC - Tec (COMLURB)/COMLURB-RJ/Enfermagem do Trabalho/2016 Língua Portuguesa (Português) - Linguagem formal e informal Que é Segurança do Trabalho? Segurança do trabalho pode ser entendida como os conjuntos de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador. A Segurança do Trabalho estuda diversas disciplinas como Introdução à Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas, Equipamentos e Instalações, Psicologia na Engenharia de Segurança, Comunicação e Treinamento, Administração aplicada à Engenharia de Segurança, O Ambiente e as Doenças do Trabalho, Higiene do Trabalho, Metodologia de Pesquisa, Legislação, Normas Técnicas, Responsabilidade Civil e Criminal, Perícias, Proteção do Meio Ambiente, Ergonomia e Iluminação, Proteção contra Incêndios e Explosões e Gerência de Riscos. O quadro de Segurança do Trabalho de uma empresa compõe-se de uma equipe multidisciplinar composta por Técnico de Segurança do Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Médico do Trabalho e Enfermeiro do Trabalho. Estes profissionais formam o que chamamos de SESMT - Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. Também os empregados da empresa constituem a CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, que tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tomar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. A Segurança do Trabalho é definida por normas e leis. No Brasil, a Legislação de Segurança do Trabalho https://www.tecconcursos.com.br/questoes/393500 908) compõe- se de Normas Regulamentadoras, leis complementares, como portarias e decretos e também as convenções Internacionais da Organização Internacional do Trabalho, ratificadas pelo Brasil. http://www.areasea.com/sea/ - acesso em 24/04/2016 Hoje em dia, muito se fala sobre as variantes linguísticas e a valorização de todos os falares, levando em consideração a situação da fala. Com base nesta teoria, assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna: O texto acima apresentado foi escrito em uma linguagem___________, levando ao leitor informações sobre Segurança do trabalho. a) Formal b) Regional c) Científica d) Literária www.tecconcursos.com.br/questoes/395812 IBFC - Tec (CM Franca)/CM Franca/Manutenção em Hardware/2016 Língua Portuguesa (Português) - Linguagem formal e informal Dois velhinhos Dalton Trevisan Dois pobres inválidos, bem velhinhos, esquecidos numa cela de asilo. Ao lado da janela, retorcendo os aleijões e esticando a cabeça, apenas um podia olhar lá fora. Junto à porta, no fundo da cama, o outro espiava a parede úmida, o crucifixo negro, as moscas no fio de luz. Com inveja, perguntava o que acontecia. Deslumbrando, anunciava o primeiro: - Um cachorro ergue a perninha no poste. Mais tarde: _ Uma menina de vestido branco pulando corda. Ou ainda: - Agora é um enterro de luxo. Sem nada ver, o amigo remordia- se no seu canto. O mais velho acabou morrendo, para alegria do segundo, instalado afinal debaixo da janela. Não dormiu, antegozando a manhã. Bem desconfiava que o outro não revelava tudo. Cochilou um instante - era dia. Sentou-se na cama, com dores espichou o pescoço: entre os muros em ruína, ali no beco, um monte de lixo. TREVISAN, D. Mistérios de Curitiba. Rio de Janeiro: Editora Record, 1979, pag 110. Ao ler o texto acima, pudemos notar que a variante linguística respresentada é: a) Regional https://www.tecconcursos.com.br/questoes/395812 909) b) Vulgar c) Coloquial d) Rebuscada www.tecconcursos.com.br/questoes/345927 IBFC - Moto (CM Vassouras)/CM Vassouras/2015 Língua Portuguesa (Português) - Linguagem formal e informal Dentro de um abraço Onde é que você gostaria de estar agora, neste exato momento? Fico pensando nos lugares paradisíacos onde já estive, e que não me custaria nada reprisar: num determinado restaurante de uma ilha grega, em diversas praias do Brasil e do mundo, na casa de bons amigos, em algum vilarejo europeu, numa estrada bela e vazia, no meio de um show espetacular, numa sala de cinema assistindo à estreia de um filme muito esperado e, principalmente, no meu quarto e na minha cama, que nenhum hotel cinco estrelas consegue superar – a intimidade da gente é irreproduzível. Posso também listar os lugares onde não gostaria de estar: num leito de hospital, numa fila de banco, numa reunião de condomínio, presa num elevador, em meio a um trânsito congestionado, numa cadeira de dentista. E então? Somando os prós e os contras, as boas e más opções, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo? Meu palpite: dentro de um abraço. Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre dentro de um abraço se dissolve. Que lugar melhor para um recém-nascido, para um recém-chegado, para um recém-demitido, para um recém-contratado? Dentro de um abraço nenhuma situação é incerta, o futuro não amedronta, estacionamos confortavelmente em meio ao paraíso. O rosto contra o peito de quem te abraça, as batidas do coração dele e as suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito. [...] (Martha Medeiros) O texto apresenta uma percepção subjetiva sobre o tema e explora um nível de linguagem que: a) prioriza elementos do registro informal. b) caracteriza-se por expressões regionais. c) faz uso de termos técnicos e jargões. d) dá destaque à modalidade culta da língua. e) retrata o universo infantil. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/345927 910) 911) www.tecconcursos.com.br/questoes/2344962 IBFC - Prof (SEC BA)/SEC BA/Educação Básica/Língua Portuguesa/2023 Língua Portuguesa (Português) - Figuras de Linguagem Dentro da área de estilística, há o recurso linguístico das “figuras de linguagem”, emprego de um termo com sentido diverso/diferente do que é convencionalmente usado, a sua finalidade é a de alcançar um efeito mais convincente na comunicação. Leia o excerto de Dom Casmurro (1997, p.57) e observe os termos em destaque: “Como eu quisesse falar também para disfarçar o meu estado, chamei algumas palavras cá de dentro, e elas acudiram de pronto, mas de atropelo, e encheram-me a boca sem poder sair nenhuma. O beijo de Capitu fechava-me os lábios.”Assinale a alternativa correta em relação à figura de linguagem. a) onomatopeia. b) metáfora. c) prosopopeia ou personificação. d) anáfora. e) sinestesia. www.tecconcursos.com.br/questoes/1942883 IBFC - ASC (CBM AC)/CBM AC/2022 Língua Portuguesa (Português) - Figuras de Linguagem A Lição da Borboleta Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo; um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, enquanto ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco. Então, pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia e não conseguia ir além. O homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu pequeno corpo estava murcho e tinha as asas amassadas. O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e se esticassem para serem capazes de suportar o corpo, que iria se afirmar a tempo. Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço da borboleta para passar através da pequena abertura eram necessários para que o fluido do corpo da borboleta fosse para as asas, de modo que ela estaria pronta para voar, uma vez que estivesse livre do casulo. Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. Se vivêssemos sem quaisquer obstáculos, não seriamos tão fortes e nunca poderiamos voar... Que a vida seja um eterno desafio, pois só assim voar será realmente possível. Adaptado de “A Lição da Borboleta” – Autor desconhecido. Sabe-se que as figuras de linguagem afastam-se da linguagem denotativa, geralmente elas estão relacionadas a semântica, ao pensamento, a sintaxe ou ao som. Atente ao trecho (...) “não seriamos tão fortes e nunca poderiamos voar” (...), ao contrário da borboleta, o homem não pode voar. Assinale, dentre as alternativas abaixo, a figura de linguagem que foi utilizada. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2344962 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1942883 912) a) Metonímia. b) Eufemismo. c) Metáfora. d) Prosopopeia. www.tecconcursos.com.br/questoes/2247250 IBFC - AFEDAF (INDEA MT)/INDEA MT/2022 Língua Portuguesa (Português) - Figuras de Linguagem Texto Faroeste Naquele tempo o mocinho era bom. Puro do cavalo branco até o chapelão imaculado. A camisa limpa, com estrela de xerife. Luvas de couro, tímido e olho baixo. Namorando a mocinha, cisca nas pedras e espirra estrelinha com a espora da botina. Nunca despenteia o cabelo nas brigas. Defende órfão e viúva. Com os brutos, implacável porém justo. Frequenta o boteco pra chatear os bandidos. Bebe um trago e disfarça a careta. Atira só em legítima defesa. O mocinho é sempre mocinho, nunca brinca de bandido. Ah, o vilão todo de preto, duas pistolas no cinto prateado e um punhal (escondido) na bota – o segundo mais rápido do oeste. Bigodinho fino, risadinha cínica. Bebe, trapaceia no jogo. Cospe no chão. Mata pelas costas. Covarde, patético, chora na cadeia. E morre, bem feito!, na forca. Qual dos dois é o vilão hoje? Se um quer roubar o ouro da mina do pai da mocinha, o outro também. Sem piscar, um troca a mocinha pelo cavalo do outro. Os punhos nus eram a arma do galã. Hoje briga sujo. Inimigo vencido, a cara no pó? Chuta de letra o nariz até esguichar sangue. Costeleta e bigodinho ele também. Sem modos, entra de chapelão na casa do juiz. Corteja a heroína, já viu, aparando as unhas? Pífio jogador de pôquer, o toque na orelha esquerda significa trinca de sete. A cada estalido na sombra já tem o dedo no gatilho – seu lema é atire primeiro e pergunte depois. Você por acaso fecha o olho do bandido que matou? Nem ele. E a mocinha, de cachinho loiro e tudo, que vergonha! Começa que moça direita nunca foi. Cantora fuleira de cabaré, gira a valsa do amor nos braços de um e de outro. Por interesse, casa com o chefão do bando. Casa com o pai do mocinho. Até com o mocinho ela casa. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2247250 913) Deixa estar, guri não é trouxa. Torce pelo bandido. (TREVISAN, Dalton. O beijo na nuca. Rio de Janeiro: Record, 2014. P.66-67) Em “Se um quer roubar o ouro da mina do pai da mocinha, o outro também.”, encontra-se a seguinte figura, favorecendo a estrutura do texto: a) anáfora b) zeugma c) polissíndeto d) silepse www.tecconcursos.com.br/questoes/2247310 IBFC - FEDAF (INDEA MT)/INDEA MT/Engenheiro Agrônomo/2022 Língua Portuguesa (Português) - Figuras de Linguagem Texto Saímos de Manaus numa lancha pequena, e no meio da manhã navegamos no coração do arquipélago das Anavilhanas. A ânsia de encontrar Dinaura me deixou desnorteado. A ânsia e as lembranças da Boa Vida. A visão do rio Negro derrotou meu desejo de esquecer o Uaicurapá. E a paisagem da infância reacendeu minha memória, tanto tempo depois. Costelas de areia branca e estriões de praia em contraste com a água escura; lagos cercados por uma vegetação densa; poças enormes, formadas pela vazante, e ilhas que pareciam continente. Seria possível encontrar uma mulher naquela natureza tão grandiosa? No fim da manhã alcançamos o Paraná do Anum e avistamos a ilha do Eldorado. O prático amarrou os cabos da lancha no tronco de uma árvore; depois procuramos o varadouro indicado no mapa. A caminhada de mais de duas horas na floresta foi penosa, difícil. No fim do atalho, vimos o lago do Eldorado. A água preta, quase azulada. E a superfície lisa e quieta como um espelho deitado na noite. Não havia beleza igual. Poucas casas de madeira entre a margem e a floresta. Nenhuma voz. Nenhuma criança, que a gente sempre vê nos povoados mais isolados do Amazonas. O som dos pássaros só aumentava o silêncio. Numa casa com teto de palha pensei ter visto um rosto. Bati à porta, e nada. Entrei e vasculhei os dois cômodos separados por um tabique1 da minha altura. Um volume escuro tremia num canto. Fui até lá, me agachei e vi um ninho de baratas-cascudas. Senti um abafamento, o cheiro e o asco dos insetos me deram um suadouro. Lá fora, a imensidão do lago e da floresta. E silêncio. Aquele lugar tão bonito, o Eldorado, era habitado pela solidão. No fim do povoado encontramos uma casa de farinha. Escutamos uns latidos; o prático apontou uma casa na sombra da floresta. Era a única coberta de telhas, com uma varanda protegida por treliça de madeira e uma lata com bromélias ao lado da escadinha. Um ruído no lugar. Na porta vi o rosto de uma moça e fui sozinho ao encontro dela. Escondeu o corpo e eu perguntei se morava ali. (HATOUM, Milton. Órfãos do Eldorado. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p.101-102)1 divisória, tapume A linguagem empregada no texto assume, por vezes, um caráter simbólico, figurado. Desse modo em “O som dos pássaros só aumentava o silêncio”, tem–se a combinação de ideias que, entre si, aparentemente, são: https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2247310 914) 915) a) metonímicas. b) hiperbólicas. c) metafóricas. d) paradoxais. www.tecconcursos.com.br/questoes/2248031 IBFC - Ag Seg (CM Itatiba)/CM Itatiba/2022 Língua Portuguesa (Português) - Figuras de Linguagem Na construção sintática da Língua Portuguesa encontramos algumas figuras sintáticas, entre elas, a Elipse. Analise as afirmativas abaixo e selecione em que encontramos esta figura. I. Andei o dia inteiro para encontrar o livro. II. A mim me parece estranha sua colocação. III. Esta noite eu escolhi comer um lanche, meu filho uma salada. IV. Terminou o curso de inglês mais cedo hoje Assinale a alternativa que apresenta somente elipse. a) II e III apenas. b) I e IV apenas. c) II e IV apenas. d) I e III apenas. www.tecconcursos.com.br/questoes/2249371 IBFC - Tec (CM Itatiba)/CM Itatiba/Transcrição/2022 Língua Portuguesa (Português)- Figuras de Linguagem Analise o quadrinho a seguir: É possível identificar uma figura de linguagem. Assinale a alternativa correta sobre ela. a) Figuras de palavras ou semânticas b) Figuras de pensamento c) Figuras de sintaxe ou construção d) Figuras de som ou harmonia https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2248031 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2249371 916) 917) www.tecconcursos.com.br/questoes/2249374 IBFC - Tec (CM Itatiba)/CM Itatiba/Transcrição/2022 Língua Portuguesa (Português) - Figuras de Linguagem Leia o texto e depois responda: Moraliza o Poeta nos Ocidentes do Sol a Inconstância dos Bens do Mundo Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, Depois da Luz se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas a alegria. Porém se acaba o Sol, por que nascia? Se formosa a Luz é, por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza, Na formosura não se dê constância, E na alegria sinta-se tristeza. Começa o mundo enfim pela ignorância, E tem qualquer dos bens por natureza, A firmeza somente na inconstância. In: MATOS, Gregório de. Obra poética. Org. James Amado. Prep. e notas Emanuel Araújo. Apres. Jorge Amado. 3.ed. Rio de Janeiro: Record, 1992 Assinale a alternativa correta sobre a figura de linguagem apresentada no texto. a) Personificação, quando o autor destaca os elementos sol e lua b) Metonímia, em razão dos significados serem modificados em parte ou todo, pelo próprio autor c) Gradação, onde as ideias são expostas de duas formas: crescente (clímax) ou decrescente (anticlímax) d) Antítese, por se mostrar como um dos principais recursos estilísticos, baseada nos contrastes, conflitos, dualidades e excessos www.tecconcursos.com.br/questoes/2402331 IBFC - Ag Sg Sc (SEJUSP MG)/SEJUSP MG/2022 Língua Portuguesa (Português) - Figuras de Linguagem Texto I Maria-Nova ouvia a história que Bondade contava e, por mais que quisesse conter a emoção, não conseguia. Hora houve em que ele percebeu e se calou um pouco. Calou-se também com um nó na garganta, pois sabido é que Bondade vivia intensamente cada história que narrava, e Maria-Nova, cada história que escutava. Ambos estão com o peito sangrando. Ele sente remorsos de já ter contato tantas tristezas para Maria-Nova. Mas a menina é do tipo que gosta de pôr o dedo na ferida, não na ferida alheia, mas naquela que ela traz no peito. Na ferida que ela herdou de Mãe Joana, de Maria-Velha, de Tio Totó, do Louco Luisão da Serra, da avó mansa, que tinha todo o lado direito do corpo esquecido, do https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2249374 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2402331 918) bisavô que tinha visto os sinhôs venderem Ayaba, a rainha. Maria-Nova, talvez, tivesse o banzo1 no peito. Saudades de um tempo, de um lugar, de uma vida que ela nunca vivera. Entretanto o que doía mesmo em Maria-Nova era ver que tudo se repetia, um pouco diferente, mas, no fundo, a miséria era a mesma. O seu povo, os oprimidos, os miseráveis; em todas as histórias, quase nunca eram os vencedores, e sim, quase sempre, os vencidos. A ferida dos do lado de cá sempre ardia, doía e sangrava muito. (EVARISTO, Conceição. Becos da Memória. Rio de Janeiro: Pallas, 2017) 1 para os escravizados, era como se chamava o sentimento de melancolia em relação à terra natal e de aversão à privação da liberdade Em passagens como “com um nó na garganta” e “estão com o peito sangrando”, a linguagem figurada confere maior expressividade ao texto. Essas construções ilustram a seguinte figura: a) personificação. b) metáfora. c) ironia. d) metonímia. www.tecconcursos.com.br/questoes/2247414 IBFC - PCMEB (SEED RR)/SEED RR/Ciências Biológicas/2021 Língua Portuguesa (Português) - Figuras de Linguagem O trecho abaixo é um fragmento de uma das entradas do diário de Carolina Maria de Jesus, importante escritora nacional. Na edição de seu livro, foi completamente respeitado o registro de linguagem por ela empregado ainda que, por vezes, contrariasse a tradição gramatical. Leia-o, com atenção, para responder à questão. Texto I 29 DE MAIO Até que enfim parou de chover. As nuvens deslisa-se para o poente. Apenas o frio nos fustiga. E varias pessoas da favela não tem agasalhos. Quando uns tem sapatos, não tem palitol. E eu fico condoida vendo as crianças pisar na lama. (...) Percebi que chegaram novas pessoas para a favela. Estão maltrapilhas e as faces desnutridas. Improvisaram um barracão. Condoí-me de ver tantas agruras reservadas aos proletarios. Fitei a nova companheira de infortunio. Ela olhava a favela, suas lamas e suas crianças pauperrimas. Foi o olhar mais triste que eu já presenciei. Talvez ela não mais tem ilusão. Entregou sua vida aos cuidados da vida. ... Há de existir alguem que lendo o que eu escrevo dirá... isto é mentira! Mas, as miserias são reais. ... O que eu revolto é contra a ganancia dos homens que espremem uns aos outros como se espremesse uma laranja. (JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo, diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 1993, p.41) O último parágrafo do texto ganha expressividade por meio do emprego da linguagem figurada, Nele, destaca-se a seguinte figura: a) ironia. b) personificação. c) metonímia. d) símile. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2247414 919) 920) www.tecconcursos.com.br/questoes/2249002 IBFC - PCMEB (SEED RR)/SEED RR/Língua Portuguesa/2021 Língua Portuguesa (Português) - Figuras de Linguagem Texto II Considere o parágrafo abaixo transcrito do romance A Amiga Genial (2015, p.29), de Elena Ferrante, e responda à questão. Estávamos no segundo ano do fundamental, acho, e ainda nem nos falávamos quando correu a notícia que, bem em frente à igreja da Sagrada Família, na saída da missa, seu Peluso tinha começado a gritar de raiva contra dom Achille, e dom Achille deixou o filho maior, Stefano, Pinuccia, Alfonso, que era de nossa idade, a esposa e, mostrando-se por um instante em sua forma mais assustadora, lançou-se contra Peluso, o ergueu e o atirou contra uma árvore do jardim, abandonando-o ali, desacordado, com o sangue a lhe escorrer de mil feridas na cabeça e em todo o corpo, sem que o coitado ao menos pudesse dizer: me ajudem. A indicação do espaço em que se passa a cena é um componente significativo para a construção de sentido no trecho uma vez que, ao relacionar-se com as ações apresentadas, tal indicação assume um efeito: a) canônico b) despretensioso c) irônico d) ufanista www.tecconcursos.com.br/questoes/2249092 IBFC - PCMEB (SEED RR)/SEED RR/Língua Portuguesa/2021 Língua Portuguesa (Português) - Figuras de Linguagem Texto V Considere os dois fragmentos abaixo, retirados do poema “Morte do leiteiro”, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão. Há pouco leite no país, é preciso entregá-lo cedo. Há muita sede no país, é preciso entregá-lo cedo. Há no país uma legenda, que ladrão se mata com tiro. Então o moço que é leiteiro de madrugada com sua lata sai correndo e distribuindo leite bom para gente ruim. Sua lata, suas garrafas e seus sapatos de borracha vão dizendo aos homens no sono que alguém acordou cedinho e veio do último subúrbio trazer o leite mais frio e mais alvo da melhor vaca para todos criarem força na luta brava da cidade. [...] Mas este acordou em pânico https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2249002 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2249092 921) 922) (ladrões infestam o bairro), não quis saber de mais nada. O revólver da gaveta saltou para sua mão. Ladrão? se pega com tiro. Os tiros na madrugada liquidaram meu leiteiro. Se era noivo, se era virgem, se era alegre, se era bom, não sei, é tarde para saber. A linguagem simbólica é um importante constituinte do texto literário e a atenção a esse recurso, uma das premissas para a compreensão dos sentidos. Nos versos “O revólver da gaveta/ saltou para sua mão”, é importante destacar uma leitura na qual a prosopopeia,seja vista como: a) uma forma de potencializar a atitude apressada do proprietário da arma b) um modo de enfatizar a quantidade excessiva de armas à disposição da população c) um meio de valorizar a qualidade tecnológica da arma empregada no processo d) uma maneira de indicar a habilidade necessária para o uso das armas para autodefesa www.tecconcursos.com.br/questoes/818998 IBFC - PEB II (Vinhedo)/Pref Vinhedo/Língua Portuguesa/2019 Língua Portuguesa (Português) - Figuras de Linguagem A Figura de Linguagem “[...] é uma forma de expressão que consiste no emprego de palavras em sentido figurado, isto é, em um sentido diferente daquele em que convencionalmente são empregadas” (Cereja & Magalhães, 2005, p.35). Trata-se de um recurso muito utilizado na linguagem literária. Diante disso assinale a alternativa incorreta. a) As figuras de linguagem empregadas tanto na língua escrita quanto na falada, ampliam o significado de uma palavra, suprem a falta de termos adequados, criam significados diferentes. b) “Meu coração é uma estrela” é uma metáfora. c) Metonímia é a figura de linguagem que consiste no emprego de uma palavra com sentido que não lhe é comum ou próprio. d) No trecho do verso de Camões: “é um contentamento descontente”, temos o paradoxo como figura de linguagem. www.tecconcursos.com.br/questoes/900120 IBFC - GCM (Conde-PB)/Pref Conde (PB)/3ª Classe/2019 Língua Portuguesa (Português) - Figuras de Linguagem Pressentimento Elton Medeiros Ai! ardido peito, quem irá entender o teu segredo? Quem irá pousar em teu destino? E depois morrer do teu amor? Ai! mas quem virá? Me pergunto a toda hora https://www.tecconcursos.com.br/questoes/818998 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/900120 923) 924) e a resposta é o silêncio que atravessa a madrugada. Vem, meu novo amor, vou deixar a casa aberta já escuto os teus passos procurando meu abrigo. Vem, que o sol raiou os jardins estão florindo tudo faz pressentimento que este é o tempo ansiado de se ter felicidade. Leia os versos abaixo, retirados da canção “Pressentimento”, e assinale a alternativa correta quanto ao que possui uma construção metafórica. a) “me pergunto a toda hora”. b) “vem, meu novo amor,”. c) “os jardins estão florindo”. d) “tudo faz pressentimento”. www.tecconcursos.com.br/questoes/900200 IBFC - Prof (Conde-PB)/Pref Conde (PB)/Artes/2019 Língua Portuguesa (Português) - Figuras de Linguagem Analise as frases abaixo e assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, as figuras de linguagem presentes em cada uma delas. I. “...chuvinha de água viva esperneando luz... com gosto de mato, meio baunilha, meio manacá, meio alfazema...” (Mário de Andrade) II. ” Mas, oh, não se esqueçam da rosa da rosa Da rosa de Hiroshima A rosa hereditária A rosa radioativa…” (Vinícius de Moraes) III. “Quando os sons dos violões vão soluçando...” (Cruz e Souza) IV. “Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu que ele é que daria cabo do canário.” (Carlos Drummond de Andrade) a) antítese, paranomásia, sinestesia, paradoxo. b) silepse, eufemismo, prosopopeia, catacrese. c) sinestesia, metáfora, paradoxo, pleonasmo. d) sinestesia, metáfora, prosopopeia, eufemismo. www.tecconcursos.com.br/questoes/975281 IBFC - Ad Adm (SESACRE)/SESACRE/2019 Língua Portuguesa (Português) - Figuras de Linguagem Leia com atenção a tira de “Calvin e Haroldo”, criada pelo cartunista Bill Watterson, para responder à questão. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/900200 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/975281 925) De acordo com a tira e com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta. I. No primeiro quadrinho, é possível classificar a pergunta que Calvin faz para a mãe como uma pergunta retórica. II. A expressão “batendo as botas”, no terceiro quadrinho, é uma figura de linguagem conhecida como hipérbole. III. O adjetivo “belo”, no terceiro quadrinho, é utilizado com uma conotação irônica. a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas. b) Apenas as afirmativas I e III estão corretas. c) Apenas a afirmativa II está correta. d) Apenas a afirmativa III está correta. www.tecconcursos.com.br/questoes/1118584 IBFC - Adv Jr (EMDEC)/EMDEC/2019 Língua Portuguesa (Português) - Figuras de Linguagem A perfeição (adaptado) O susto de reencontrar alguém que não vemos há anos é o impacto do tempo. O desmanche alheio incomoda? Claro que não, apenas o nosso refletido na hipótese de estarmos também daquele jeito. Há momentos nos quais o salto para o abismo do fim parece mais dramático: especialmente entre 35 e 55. (...) Agatha Christie deu um lindo argumento para todos nós que envelhecemos. Na sua Autobiografia, narra que a solução de um casamento feliz está em imitar o segundo casamento da autora: contrair núpcias com um arqueólogo (no caso, Max Mallowan), pois, quanto mais velha ela ficava, mais o marido se apaixonava. Talvez o mesmo indicativo para homens e mulheres estivesse na busca de geriatras, restauradores, historiadores, egiptólogos ou, no limite, tanatologistas. Envelhecer é complexo, a opção é mais desafiadora. O célebre historiador israelense Yuval Harari prevê que a geração alpha (nascidos no século em curso) chegará, no mínimo, a 120 anos se obtiver cuidados básicos. O Brasil envelhece demograficamente e nós poderíamos ser chamados de vanguarda do novo processo. Dizem que Nelson Rodrigues aconselhava aos jovens que envelhecessem, como o melhor indicador do caminho a seguir. Não precisamos do conselho pois o tempo é ceifador inevitável(A). (...) Como em toda peça teatral, o descer das cortinas pode ser a deixa para um aplauso caloroso(B) ou um silêncio constrangedor, quando não vaia estrondosa. É sabedoria que o tempo ensina(C), ao retirar nossa certeza com o processo de aprendizado. Hoje começa mais um dia e mais uma etapa possível. Hoje é um dia diferente de todos. Você, tendo 16 ou 76, será mais velho amanhã(D) e terá um dia a menos de vida. Hoje é o dia. Jovens, velhos e adjacentes: é preciso ter esperança. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1118584 926) 927) Leia os trechos retirados do texto e assinale a alternativa que não possui uma figura de linguagem em sua construção. a) “pois o tempo é ceifador inevitável.” b) “deixa para um aplauso caloroso.” c) “É sabedoria que o tempo ensina.” d) “Você, tendo 16 ou 76, será mais velho amanhã.” www.tecconcursos.com.br/questoes/1272032 IBFC - 1º Ten (PM BA)/PM BA/Médico/Cardiologia/2019 Língua Portuguesa (Português) - Figuras de Linguagem As figuras de linguagem são recursos estilísticos utilizados para dar maior ênfase à comunicação. Analise os enunciados abaixo e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo, das figuras empregadas. I. Meu amigo Lucas, goleiro do time, é louco por cerveja. II. Hoje vejo ásperas nuvens bramando antes da eclosão. III. O país do futebol sofreu a derrota de ter perdido em casa. IV. Aos noventa anos, dona Eulália descansou da longa vida. a) I. Hipérbole, II. Sinestesia, III. Perífrase, IV. Eufemismo. b) I. Comparação, II. Hipérbole, III. Anacoluto, IV. Silepse. c) I. Hipérbato, II. Sinestesia, III. Eufemismo, IV. Hipérbole. d) I. Onomatopeia, II. Aliteração, III. Antítese, IV. Perífrase. e) I. Hipérbato, II. Metáfora, III. Onomatopeia, IV. Anáfora. www.tecconcursos.com.br/questoes/768477 IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018 Língua Portuguesa (Português) - Figuras de Linguagem No terceiro quadrinho da tira, na fala do pai de Calvin, é usada a expressão “ele se foi”, que, dentro do contexto, funciona como uma figura de linguagem. Leia atentamente os itens abaixo e assinale a alternativa que indica corretamente qual é essa figura de linguagem. a) Metáfora. b) Eufemismo. c) Símile. d) Prosopopeia. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1272032 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/768477 928) e) Paronomásia. www.tecconcursos.com.br/questoes/768822IBFC - Tec Info (CM Aqa)/CM Araraquara/2018 Língua Portuguesa (Português) - Figuras de Linguagem De tudo ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure. A partir da leitura atenta do poema, analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) A expressão “rir meu riso” é um pleonasmo. ( ) O pronome oblíquo destacado na frase “Quero vivê-lo em cada vão momento” é um elemento coesivo que retoma o termo “encanto”. ( ) A oração “enquanto dure” é classificada como Oração Subordinada Adverbial Concessiva. ( ) As palavras destacadas no verso a seguir são duas antíteses: “Ao seu pesar ou seu contentamento” ( ) A expressão “De tudo ao meu amor serei atento / Antes (...) é um hipérbato e, se colocada na ordem direta ficaria assim: “Serei atento ao meu amor antes de tudo.” Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. a) V, F, V, F, V b) V, V, F, F, V c) V, V, F, V, F d) F, F, F, V, V e) V, F, F, V, V www.tecconcursos.com.br/questoes/769602 IBFC - Con Leg (CM Aqa)/CM Araraquara/2018 Língua Portuguesa (Português) - Figuras de Linguagem https://www.tecconcursos.com.br/questoes/768822 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/769602 929) 930) De repente, o boi explodiu. Rebentou sem um múúú. No capim em volta choveram pedaços e fatias, grão e folhas de boi. A carne eram já borboletas vermelhas. Os ossos eram moedas espalhadas. Os chifres ficaram num qualquer ramo, balouçando a imitar a vida, no invisível do vento. O espanto não cabia em Azarias, o pequeno pastor. Ainda há um instante ele admirava o grande boi malhado, chamado de Mabata-bata. O bicho pastava mais vagaroso que a preguiça. Era o maior da manada, régulo da chifraria, e estava destinado como prenda de lobolo do tio Raul, dono da criação. Azarias trabalhava para ele desde que era órfão. Despegava antes da luz para que os bois comessem o cacimbo das primeiras horas. Olhou a desgraça: o boi poeirado, eco de silêncio, sombra de nada. “Deve ser foi um relâmpago”, pensou. Mas relâmpago não podia. O céu estava liso, azul sem mancha. De onde saíra o raio? Ou foi a terra que relampejou? Fonte: Ms - Camp, 10/10/2008 Sobre as figuras de linguagem presentes no trecho acima, assinale a alternativa incorreta: a) “Rebentou sem um múúú” contém uma onomatopeia. b) “Os ossos eram moedas espalhadas” figura-se como uma metáfora. c) “No invisível do vento” configura-se como um recurso sinestésico. d) “Pastava mais vagaroso que a preguiça” mostra-se uma comparação. e) “Lobolo” e “cacimbo” são variantes linguísticas regionais. www.tecconcursos.com.br/questoes/541307 IBFC - TJ (TJ PE)/TJ PE/Judiciária/2017 Língua Portuguesa (Português) - Vícios de Linguagem (pleonasmo, ambiguidade, cacofonia etc) Texto O humor do texto orienta-se pela relação entre os elementos verbais e não-verbais. Quanto aos primeiros, destaca-se a ambiguidade, ou seja, a possibilidade de mais de uma interpretação do seguinte termo: a) “claro”. b) “chefe”. c) “fiz”. d) “retirada”. e) “sustentável”. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/541307 931) 932) 933) www.tecconcursos.com.br/questoes/2344963 IBFC - Prof (SEC BA)/SEC BA/Educação Básica/Língua Portuguesa/2023 Língua Portuguesa (Português) - Funções da linguagem (emotiva, apelativa, poética, denotativa etc) Leia a definição e selecione a qual Função da Linguagem, a qual ela pertence: “Essa função da linguagem é usada para transmitir informação objetiva em referência à realidade. Prioriza dados concretos, fatos e circunstâncias. É encontrada, comumente, em notícias de jornal, discurso científico e qualquer exposição de conceitos. O foco é o assunto ao qual a mensagem se refere”. a) Função referencial ou denotativa. b) Função expressiva ou emotiva. c) Função fática. d) Função conativa ou apelativa. e) Função metalinguística. www.tecconcursos.com.br/questoes/2344968 IBFC - Prof (SEC BA)/SEC BA/Educação Básica/Língua Portuguesa/2023 Língua Portuguesa (Português) - Funções da linguagem (emotiva, apelativa, poética, denotativa etc) Leia o texto a seguir e assinale a alternativa correta em relação à produção textual nos fatores de textualização. Esses fatores têm por enfoque linguístico: coerência, coesão, pragmáticas, intencionalidade, aceitabilidade, situacionalidade, informatividade e intertextualidade. Agora, observe a definição e escolha a qual fator ela se refere: “ Esse fator está relacionado ao texto para estabelecer um discurso coeso e coerente a fim de cumprir seu objetivo comunicativo, uma vez que o texto é um instrumento da intenção do produtor para alcançar seu objetivo o receptor. (Adaptado de MARCUSCHI, 2008). a) Pragmática. b) Retórica. c) Intencionalidade. d) Aceitabilidade. e) Intertextualidade. www.tecconcursos.com.br/questoes/2236570 IBFC - Of (PM RN)/PM RN/2022 Língua Portuguesa (Português) - Funções da linguagem (emotiva, apelativa, poética, denotativa etc) O copo de café quente do McDonald's. Por que um processo é considerado frívolo? Um exemplo é o caso ocorrido, por conta de um acidente entre a rede McDonald's e Stella Liebeck, o qual originou um processo. Quase todos parecem saber disso. E há uma boa chance de tudo o que se acredita estar errado. Em 1992, Stella Liebeck, de 79 anos, comprou uma xícara de café para viagem em um drive-thru do McDonald's, em Albuquerque, e o derramou em seu colo. Conjecturou-se: O café não deveria estar https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2344963 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2344968 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2236570 934) quente? O McDonald's não derramou o café nela? Ela derramou o café em si mesma? Ela estava dirigindo o carro? Ela não prestou atenção no café? Fatos: Stella Liebeck não estava dirigindo quando derramou o café, nem o carro estava em movimento. Ela era a passageira de um veículo que estava parado no estacionamento do McDonald's, no qual, ela havia comprado o café. Ela estava com o copo entre os joelhos, enquanto removia a tampa para adicionar o creme e o açúcar, quando o copo tombou e derramou todo o conteúdo em seu colo. A mensagem do júri: o café não estava apenas quente, mas perigosamente quente. A política corporativa do McDonald's era servi-lo a uma temperatura que pudesse causar queimaduras graves em segundos. Os ferimentos de Liebeck estavam longe de ser frívolos. Ela estava vestindo uma calça de moletom que absorveu o café e o manteve contra a pele. Ela sofreu queimaduras de terceiro grau (o tipo mais sensível) e precisou de enxertos de pele na parte interna das coxas e em outros lugares. O júri teve acesso a processos similares durante o julgamento: o caso de Liebeck estava longe de ser um evento isolado. O McDonald's recebeu mais de 700 relatórios prévios de danos causados por seu café, incluindo relatos de queimaduras de terceiro grau, e pagou indenizações em alguns casos. Liebeck propôs receber US$ 20.000 para cobrir suas despesas médicas e perda de renda, mas o McDonald's nunca ofereceu mais de US$ 800, então o caso foi a julgamento. O júri considerou Liebeck parcialmente culpada por seus ferimentos, reduzindo a compensação no acordo. Mas o prêmio de indenização punitiva do júri ganhou as manchetes. Apesar de centenas de pessoas terem sofrido ferimentos similares. Ciente da procrastinação do McDonald's, o júri concedeu à Liebeck o equivalente a dois dias de receita de vendas de café. Isso não foi, no entanto, o fim de tudo. A indenização original por danos punitivos foi finalmente reduzida em mais de 80% pelo juize, para evitar o que provavelmente seriam anos e anos de apelações, Liebeck e o McDonald’s chegaram a um acordo sigiloso. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna. Em relação ao texto lido, podemos afirmar que houve o uso da função da linguagem ______. a) emotiva: o autor expressa seu sentimento em relação à dor de Stella Liebeck. b) metalinguística: o texto tem como foco discorrer sobre a própria linguagem usada no texto. c) poética: o autor tem como enfoque destacar os recursos de linguagem, como a metáfora. d) expressiva: o autor procura sugestionar o leitor a se posicionar a favor de uma das partes mencionadas, para tanto, utiliza de verbos no imperativo. e) referencial: o texto foi desenvolvido para transmitir alguma informação de forma objetiva. www.tecconcursos.com.br/questoes/2249376 IBFC - Tec (CM Itatiba)/CM Itatiba/Transcrição/2022 Língua Portuguesa (Português) - Funções da linguagem (emotiva, apelativa, poética, denotativa etc) Roman Jakobson (1886-1982), foi um dos primeiros linguistas a identificar diferentes funções na linguagem, a partir de fatores constitutivos da comunicação verbal: a intenção do emissor, o código utilizado (linguagem), o destinatário, o contexto, a mensagem e o meio físico. Segundo o autor, uma mensagem verbal, em geral, apresenta mais de uma função de linguagem, tendo uma predominante. Na tirinha abaixo, encontramos uma função de linguagem predominante. Assinale a alternativa correta a este respeito. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2249376 935) a) Função fática b) Função conativa c) Função emotiva d) Função metalinguística www.tecconcursos.com.br/questoes/2402336 IBFC - Ag Sg Sc (SEJUSP MG)/SEJUSP MG/2022 Língua Portuguesa (Português) - Funções da linguagem (emotiva, apelativa, poética, denotativa etc) Texto I Maria-Nova ouvia a história que Bondade contava e, por mais que quisesse conter a emoção, não conseguia. Hora houve em que ele percebeu e se calou um pouco. Calou-se também com um nó na garganta, pois sabido é que Bondade vivia intensamente cada história que narrava, e Maria-Nova, cada história que escutava. Ambos estão com o peito sangrando. Ele sente remorsos de já ter contato tantas tristezas para Maria-Nova. Mas a menina é do tipo que gosta de pôr o dedo na ferida, não na ferida alheia, mas naquela que ela traz no peito. Na ferida que ela herdou de Mãe Joana, de Maria-Velha, de Tio Totó, do Louco Luisão da Serra, da avó mansa, que tinha todo o lado direito do corpo esquecido, do bisavô que tinha visto os sinhôs venderem Ayaba, a rainha. Maria-Nova, talvez, tivesse o banzo1 no peito. Saudades de um tempo, de um lugar, de uma vida que ela nunca vivera. Entretanto o que doía mesmo em Maria-Nova era ver que tudo se repetia, um pouco diferente, mas, no fundo, a miséria era a mesma. O seu povo, os oprimidos, os miseráveis; em todas as histórias, quase nunca eram os vencedores, e sim, quase sempre, os vencidos. A ferida dos do lado de cá sempre ardia, doía e sangrava muito. (EVARISTO, Conceição. Becos da Memória. Rio de Janeiro: Pallas, 2017) 1 para os escravizados, era como se chamava o sentimento de melancolia em relação à terra natal e de aversão à privação da liberdade A última frase do texto sintetiza um pouco das reflexões que vinham sendo apresentadas. Nela, percebe-se o predomínio da seguinte função da linguagem: a) metalinguística. b) apelativa. c) poética. d) emotiva. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2402336 936) www.tecconcursos.com.br/questoes/2216599 IBFC - Esp Fom (AFEAM)/AFEAM/Administração/2022 Língua Portuguesa (Português) - Partícula "se" Capital intelectual Todo conhecimento, sabedoria e vivência que os profissionais de uma empresa possuem é conhecido como capital intelectual. As empresas estão tão habituadas a inventariar computadores, móveis e ativos que se esquecem da parte humana, ou seja, a intelectual. Ele é invisível e intangível, tornando-se difícil sua identificação e gestão adequada. Antigamente, a lógica do capitalismo na Era Industrial focava apenas no capital financeiro, mas a realidade atual é diferente. As empresas fazem investimentos massivos em conhecimento. Se antes os empresários eram donos das ferramentas e dos materiais de trabalho, agora o trabalhador é quem os carrega, ou seja, seu conhecimento em sua mente. Assim, quando um trabalhador se desliga da empresa por qualquer razão, uma parte do capital intelectual dela o acompanha. É por esse motivo que atualmente, para que uma empresa chegue ao seu valor de mercado, é preciso somar seus ativos tangíveis e intangíveis (capital intelectual), a estrutura de valor de mercado em uma organização pode ser composta por seis capitais: o humano, estrutural, de clientes, organizacional, de inovação e de processos (...). Dada a importância do capital intelectual para as organizações modernas, é preciso ficar atento para que processos de reengenharia não o suprimam. Afinal de contas, por mais que a tecnologia e a automação possam incrementar a produtividade e deixar as empresas mais enxutas, elas ainda não substituem inteiramente o capital humano. É justamente nele que se iniciam os processos de inovação. Na atualidade, é comum encontrar organizações que desenvolvem modelos de educação por meio de universidades corporativas, tanto presenciais quanto virtuais, com o intuito de melhorar a gestão de seu capital intelectual. Apesar de ser um capital de difícil mensuração, podemos afirmar que representa o ativo mais rentável às organizações e sem o qual nenhuma empresa alcançaria o sucesso. Logicamente que vale a pena investir nele. (Texto modificado especificamente para este concurso. Texto original desenvolvido por Juliana Machado Cruz disponível em https://www.infoescola.com/administracao_/capital-intelectual/) Observe os diferentes usos do termo ‘SE’ nas orações a seguir e assinale a alternativa em que a justificativa difere de seu emprego. I. “As empresas estão tão habituadas a inventariar computadores, móveis e ativos que se esquecem da parte humana, ou seja, a intelectual”. II. “Ele é invisível e intangível, tornando-se difícil sua identificação e gestão adequada”. III. “Se antes os empresários eram donos das ferramentas e dos materiais de trabalho, agora o trabalhador é quem os carrega”. IV. “(...) quando um trabalhador se desliga da empresa por qualquer razão”. Assinale a alternativa correta. a) Na afirmativa I, o termo ’SE’ retoma ‘as empresas’. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2216599 937) b) Na afirmativa II, o termo ’SE’ pode ser retirado da sentença sem alteração de sentido. c) Na afirmativa III, o termo ’SE’ substitui o sujeito da oração. d) Na afirmativa IV, o termo ’SE’ retoma ‘um trabalhador’. www.tecconcursos.com.br/questoes/2241642 IBFC - TAT (DETRAN DF)/DETRAN DF/2022 Língua Portuguesa (Português) - Partícula "se" Texto Meu reino por um pente (Paulo Mendes Campos) Filhos – diz o poeta – melhor não tê-los. Já o Professor Anibal Machado me confiou gravemente que a vida pode ter muito sofrimento, o mundo pode não ter explicação alguma, mas, filhos, era melhor tê-los. A conclusão parece simples, mas não era; Anibal tinha ido às raízes da vida, e de lá arrancara a certeza imperativa de que a procriação é uma verdade animal, uma coisa que não se discute, fora do alcance do radar filosófico. “Eu não sei por que, Paulo, mas fazer filhos é o que há de mais importante.” Engraçado é que, depois dessa conversa, fui descobrindo devagar a melancólica impostura daquelas palavras corrosivas do final de Memórias Póstumas1: “não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria”. Filhos, melhor tê-los, aliás, o mesmo poeta corrige antiteticamente o pessimismo daquele verso, quando pergunta: mas, se não os temos, como sabê-lo? Resumindo: filhos, melhor não tê-los, mas é de todo indispensável tê-los para sabê-lo; logo, melhor tê-los. Você vai se rir de mim ao saber que comecei a crônica desse jeito depois de procurar em vão meubloco de papel. Pois se ria a valer: o desaparecimento de certos objetos tem o dom de conclamar, por um rápido edital, todas as brigadas neuróticas alojadas nas províncias de meu corpo. Sobretudo instrumentos de trabalho. Vai-se-me por água a baixo o comedimento quando não acho minha caneta, meu lápis-tinta, meu papel, minha cola... Quando isso acontece (sempre) até taquicardia costumo ter; vem-me a tentação de demitir-me do emprego, de ir para uma praia deserta, de voltar para Minas Gerais, renunciar... Ridículo? Sim, ridículo, mas nada posso fazer. Creio que seria capaz (talvez seja presunção) de aguentar com relativa indiferença uma hecatombe2 que destruísse de vez todos os meus pertences. O que não suporto é a repetição indefinida do desaparecimento desses objetos sem nenhum valor, mas sem os quais, a gente não pode seguir adiante, tem de parar, tem de resolver primeiro. [...] 1 Refere-se ao romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, publicado em 1881. 2 desastre, catástrofe Considere o fragmento abaixo. “a certeza imperativa de que a procriação é uma verdade animal, uma coisa que não se discute, fora do alcance do radar filosófico.” (2º§). Em “uma coisa que não se discute”, destaca-se um pronome que cumpre o papel de: a) indeterminar o sujeito da oração. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2241642 938) 939) b) formar a voz passiva sintética. c) indicar reciprocidade dos agentes. d) constituir-se parte integrante do verbo. www.tecconcursos.com.br/questoes/1526991 IBFC - Sup Pesq (IBGE)/IBGE/Geral/2021 Língua Portuguesa (Português) - Partícula "se" A roda dos não ausentes O nada e o não, ausência alguma, borda em mim o empecilho. Há tempos treino o equilíbrio sobre esse alquebrado corpo, e, se inteira fui, cada pedaço que guardo de mim tem na memória o anelar de outros pedaços. E da história que me resta estilhaçados sons esculpem partes de uma música inteira. Traço então a nossa roda gira-gira em que os de ontem, os de hoje, e os de amanhã se reconhecem nos pedaços uns dos outros. Inteiros. (EVARISTO, Conceição. Poemas da Recordação e outros movimentos. Rio de Janeiro: Malê, 2017, p. 12) Considere o verso “e os de amanhã se reconhecem” (v.16) e o contexto em que está inserido. A construção em destaque ilustra: a) um verbo pronominal. b) a noção de reciprocidade. c) a voz passiva sintética. d) a indeterminação do sujeito. e) uma construção passiva analítica. www.tecconcursos.com.br/questoes/1276773 IBFC - Ass Adm (EBSERH)/EBSERH/2020 Língua Portuguesa (Português) - Partícula "se" https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1526991 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1276773 940) 941) Fonte: http://lounge.obviousmag.org/traz_mais_uma/manolito.jpg Assinale a alternativa que indica corretamente o sentido da palavra "se", no Terceiro quadrinho. a) Adição. b) Explicação. c) Tempo. d) Condição. e) Oposição. www.tecconcursos.com.br/questoes/1272019 IBFC - 1º Ten (PM BA)/PM BA/Médico/Cardiologia/2019 Língua Portuguesa (Português) - Partícula "se" As crônicas da vila de Itaguaí dizem que em tempos remotos vivera ali um certo médico, o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil [...]. Estudara em Coimbra e Pádua. Aos trinta e quatro anos regressou ao Brasil [...] — A ciência, disse ele a Sua Majestade, é o meu emprego único; Itaguaí é o meu universo. Dito isso, meteu-se em Itaguaí, e entregou-se de corpo e alma ao estudo da ciência [...]. Aos quarenta anos casou com D. Evarista da Costa e Mascarenhas, senhora de vinte e cinco anos, viúva de um juiz de fora, e não bonita nem simpática. [...] Ela reunia condições fisiológicas e anatômicas de primeira ordem, digeria com facilidade [...]; estava assim apta para dar-lhe filhos robustos, sãos e inteligentes. Se além dessas prendas, — únicas dignas da preocupação de um sábio, D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência na contemplação exclusiva, miúda e vulgar da consorte. Ela mentiu às esperanças do Dr. Bacamarte, não lhe deu filhos robustos nem mofinos. A índole natural da ciência é a longanimidade; o nosso médico esperou três anos, depois quatro, depois cinco. [...] e à sua resistência (de D. Evarista), — explicável, mas inqualificável, — devemos a total extinção da dinastia dos Bacamartes.[...] http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000012.pdfoalienistaacessoem02/12/2019(adaptado) “Dito isso, meteu-se em Itaguaí, e entregou-se de corpo e alma ao estudo da ciência”. Quanto à classificação e emprego do vocábulo em destaque, assinale a alternativa correta. a) Objeto direto. b) Objeto indireto. c) Complemento verbal. d) Pronome reflexivo. e) Conjunção. www.tecconcursos.com.br/questoes/1577914 IBFC - GM (Pref Vinhedo)/Pref Vinhedo/2020 Língua Portuguesa (Português) - Vocábulo "como" Texto I https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1272019 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1577914 942) Naquele tempo o mundo era ruim. Mas depois se consertara, para bem dizer as coisas ruins não tinham existido. No jirau da cozinha arrumavam-se mantas de carne-seca e pedaços de toicinho. A sede não atormentava as pessoas, e à tarde, aberta a porteira, o gado miúdo corria para o bebedouro. Ossos e seixos transformavam-se às vezes nos entes que povoavam as moitas, o morro, a serra distante e os bancos de macambira. Como não sabia falar direito, o menino balbuciava expressões complicadas, repetia as sílabas, imitava os berros dos animais, o barulho do vento, o som dos galhos que rangiam na catinga, roçando-se. Agora tinha tido a ideia de aprender uma palavra, com certeza importante porque figurava na conversa de sinha Terta. Ia decorá-la e transmiti-la ao irmão e à cachorra. Baleia permaneceria indiferente, mas o irmão se admiraria, invejoso. - Inferno, inferno. Não acreditava que um nome tão bonito servisse para designar coisa ruim. E resolvera discutir com sinha Vitória. Se ela houvesse dito que tinha ido ao inferno, bem. Sinha Vitória impunha-se, autoridade visível e poderosa. Se houvesse feito menção de qualquer autoridade invisível e mais poderosa, muito bem. Mas tentara convencê-lo dando-lhe um cocorote, e isto lhe parecia absurdo. Achava as pancadas naturais quando as pessoas grandes se zangavam, pensava até que a zanga delas era a causa única dos cascudos e puxavantes de orelhas. Esta convicção tornava-o desconfiado, fazia-o observar os pais antes de se dirigir a eles. Animara-se a interrogar sinha Vitória porque ela estava bem-disposta. Explicou isto à cachorrinha com abundância de gritos e gestos. (RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2009, p. 59-60) Em “Como não sabia falar direito, o menino balbuciava expressões complicadas, (...)”, o vocábulo destacado é uma conjunção que estabelece relação entre orações no período em que está inserida e possui um valor semântico de: a) concessão. b) condição. c) causa. d) comparação. www.tecconcursos.com.br/questoes/313455 IBFC - Ag PJ (PC SE)/PC SE/2014 Língua Portuguesa (Português) - Vocábulo "como" Ética e moral: que significam? (Leonardo Boff) Face à crise generalizada de ética e de moral, importa resgatar o sentido originário das palavras. Ética e moral é a mesma coisa? É e não é. 1. O significado de ética Ética é um conjunto de valores e princípios, de inspirações e indicações que valem para todos, pois estão ancorados na nossa própria humanidade. Que significa agir humanamente? O primeiro princípio do agir humano, chamado por isso de regra de ouro, é esse: “não faças ao outro o que não queres que te façam a ti". Ou positivamente: “faça ao outro o que queres que te façam a ti". Esse princípio áureo pode ser traduzido também pela expressão de Jesus, testemunhada em todas as religiões: “ama o próximo como a ti mesmo". É o princípio do amor universal e incondicional. Quem não https://www.tecconcursos.com.br/questoes/313455quer ser amado? Quem não quer amar? Alguém quer ser odiado ou ser tratado com fria indiferença? Ninguém. Outro princípio da humanidade essencial, é o cuidado. Toda vida precisa de cuidado. Um recém-nascido deixado à sua própria sorte morre poucas horas após. O cuidado é tão essencial que, se bem observarmos, tudo o que fazemos vem acompanhado de cuidado ou falta de cuidado. Se fazemos com cuidado, tudo pode dar certo e dura mais. Tudo o que amamos também cuidamos. A ética do cuidado hoje é fundamental: se não cuidarmos do planeta Terra, ele poderá sofrer um colapso e destruir as condições que permitem o projeto planetário humano. A própria política é o cuidado para com o bem do povo. Outro princípio reside da solidariedade universal. Se nossos pais não fossem solidários conosco quando nascemos e nos tivessem rejeitado, não estaríamos aqui para falar de tudo isso. Se na sociedade não respeitamos as normas coletivas em solidariedade para com todos, a vida seria impossível. A solidariedade para existir de fato precisa sempre ser solidariedade a partir de baixo, dos últimos e dos que mais sofrem. A solidariedade se manifesta então como com-paixão. Com-paixão quer dizer ter a mesma paixão que o outro, alegrar- se com o outro, sofrer com o outro para que nunca se sinta só em seu sofrimento, construir junto algo bom para todos. Pertence também à humanidade essencial a capacidade e a vontade de perdoar. Todos somos falíveis, podemos errar involuntariamente e prejudicar o outro conscientemente. Como gostaríamos de ser perdoados, devemos também nós perdoar. Perdoar significa não deixar que o erro e o ódio tenham a última palavra. Perdoar é conceder uma chance ao outro para que possa refazer as relações boas. Tais princípios e inspirações formam a ética. Sempre que surge o outro diante de mim, ai surge o imperativo ético de tratá-lo humanamente. Sem tais valores a vida se torna impossível. Por isso, ethos, donde vem ética, significava para os gregos, a casa. Na casa cada coisa tem seu lugar e os que nela habitam devem ordenar seus comportamentos para que todos possam se sentir bem. Hoje a casa não é apenas a casa individual de cada pessoa, é também a cidade, o estado e o planeta Terra como casa comum. Eis, pois, o que é a ética. Vejamos agora o que é moral. 2. O significado de moral A forma concreta como a ética é vivida, depende de cada cultura que é sempre diferente da outra. Um indígena, um chinês, um africano vivem do seu jeito o amor, o cuidado, a solidariedade e o perdão. Esse jeito diferente chamamos de moral. Ética existe uma só para todos. Moral existem muitas, consoante as maneiras diferentes como os seres humanos organizam a vida. Vamos dar um exemplo. Importante é ter uma casa(ética). O estilo e a maneira de construí-la pode variar (moral). Pode ser simples, rústica, moderna, colonial, gótica, contanto que seja casa habitável. Assim é com a ética e a moral. Hoje devemos construir juntos a Casa Comum para que nela todos possam caber inclusive a natureza. Faz-se mister uma ética comum, um consenso mínimo no qual todos se possam encontrar. E ao mesmo tempo, respeitar as maneiras diferentes como os povos organizam a ética, dando origem às várias morais, vale dizer, os vários modos de organizar a família, de cuidar das pessoas e da natureza, de estabelecer os laços de solidariedade entre todos, os estilos de manifestar o perdão. A ética e as morais devem servir à vida, à convivência humana e à preservação da Casa Comum, a única que temos que é o Planeta Terra. (Disponível em: http://www.leonardoboff.com/site/vista/outros/etic...Acesso em:07/10/2014) Nota: Para resolver a questão, considere o primeiro parágrafo do texto como o trecho “Ética é um conjunto...”. 943) Em “Como gostaríamos de ser perdoados, devemos também nós perdoar.” (6°§), a conjunção “como” assume o valor semântico de: a) Oposição b) Causa c) Conclusão d) Conseqüência www.tecconcursos.com.br/questoes/2231565 IBFC - Tec Adm (DPE MT)/DPE MT/Área Fim/2022 Língua Portuguesa (Português) - Vocábulo "que" Texto Uma câmera na mão e uma pergunta na cabeça: “Como seria a vida dos cães de moradores de rua?” Foi assim que o inquieto e curioso fotógrafo Edu Leporo, de São Paulo, especialista em retratos de animais em estúdio, iniciou sua nova jornada rumo à solidariedade. Voltando de um trabalho, encontrou uma família de moradores de rua com três cães. Abordou-os e, no fim dos breves cliques, descobriu que o casal estava indo para a avenida Paulista. “Vão fazer o que lá?”, perguntou Leporo. “Vamos ao McDonald’s. Nossos cachorros gostam do sorvete de lá”, contou a dupla, que dividia o pouco que arrecadava com a venda de latinhas de alumínio com os seus bichinhos. Era 2012 e aquela experiência nunca mais sairia da memória do fotógrafo. Tanto que a descoberta deste universo de afeto e respeito tornou-se combustível para o Moradores de Rua e Seus Cães (MRSC), projeto que nasceu oficialmente em 2015, também na capital paulista. Uma foto daquela dupla com seus cães foi publicada nas redes sociais de Leporo, gerando imenso interesse e comoção. O fotógrafo notou que, além de elogiar a beleza do clique, havia quem quisesse saber mais sobre os bastidores daquela imagem. Era isso! Para dar visibilidade àquelas pessoas e a seus cães, alvos de inúmeros preconceitos, era preciso narrar as suas histórias. E foi assim, de clique em clique, que Leporo observou que, onde falta, por vezes comida e cobertor, transbordam amor e companheirismo. “Um cachorro é, às vezes, o único vínculo que o morador de rua consegue ter com a sociedade. É com ele que tem amor, carinho e respeito”, afirma o fotógrafo, que já se deparou com histórias como a de seu José, morador da praça João Mendes, na região central de São Paulo, que viveu mais de 45 anos nas ruas, 14 deles ao lado do pequeno Duque. [...] (Revista Ocas, edição nº119, 2019) Assinale a alternativa em que se indica, corretamente, a classificação morfológica do vocábulo “que” destacado. a) “Vão fazer o que lá?” (2º§) – pronome demonstrativo. b) “Tanto que a descoberta deste universo” (3º§) – pronome relativo. c) “Leporo observou que, onde falta, por vezes” (5º§) – conjunção integrante. d) “que viveu mais de 45 anos nas ruas” (6º§) – conjunção coordenativa. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2231565 944) 945) www.tecconcursos.com.br/questoes/1704222 IBFC - Ag Prof (SEJUF PR)/SEJUF PR/Enfermeiro/2021 Língua Portuguesa (Português) - Vocábulo "que" Antigamente a vida era outra aqui neste lugar onde o rio, dando areia, cobra-d’água inocente, e indo ao mar, dividia o campo em que os filhos de portugueses e da escravatura pisaram. Couro de pé roçando pele de flor. Mangas engordando, bambuzais rebentando vento, uma lagoa, um lago, um laguinho, amendoeiras, pés de jamelão e o bosque de Eucaliptos. Tudo isso do lado de lá. Do lado de cá, os morrinhos, casarões mal-assombrados, as hortas de Portugal Pequeno e boiada pra lá e pra cá na paz de quem não sabe da morte. Em diagonal, os braços do rio, desprendidos lá pela Taquara, cortavam o campo: o direito ao meio; o esquerdo, que hoje separa os Apês das casas e sobre o qual está a ponte por onde escoa o tráfego da principal rua do bairro, na parte de baixo. E, como o bom braço ao rio volta, o rio totalmente abraçado, ia ziguezagueando água, esse forasteiro que viaja parado, levando íris soltas em seu leito, deixando o coração bater em pedras, doando mililitros para os corpos que o ousaram, para as bocas que morderam seu dorsoE. Ria o rio, mas Busca-Pé bem sabia que todo rio nasce para morrer um dia. Um dia essas terras foram cobertas de verde com carro de boi desafiando estradas de terra, gargantas de negros cantando samba duro, escavação de poços de água salobra, legumes e verduras enchendo caminhões, cobra alisando o mato, redes armadas nas águas. Aos domingos, jogo de futebol no campo do Paúra e bebedeira de vinho sob a luz das noites cheias. [...]Os dois filhos de portugueses tratavam das hortas de Portugal Pequeno nas terras herdadas. Sabiam que aquela região seria destinada à construção de um conjunto habitacional, mas não que as obras estavam para começar em tão pouco tempo. (LINS, Paulo. Cidade de Deus. São Paulo. Companhia das Letras, 2002. p.15) Em todas as alternativas abaixo o vocábulo “que” encontra-se destacado. Assinale a opção em que sua classificação morfológica é diferente da dos demais. a) “dividia o campo em que os filhos de portugueses”(1º§). b) “o esquerdo, que hoje separa os Apês das casas” (3º§). c) “esse forasteiro que viaja parado,” (3º§). d) “para as bocas que morderam seu dorso.” (3º§). e) “Busca-Pé bem sabia que todo rio nasce para morrer um dia” (3º§). www.tecconcursos.com.br/questoes/2266264 IBFC - Elet (MGS)/MGS/Predial/2021 Língua Portuguesa (Português) - Vocábulo "que" Leia a tirinha abaixo e responda à questão. Observe o seguinte trecho no primeiro quadrinho: “A polícia pegou um ladrão que tentou passar pela alfândega, com um canário escondido na mala.” A palavra sublinhada (que) é um pronome que se refere a: a) Polícia https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1704222 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2266264 946) b) Ladrão c) Canário d) Alfândega www.tecconcursos.com.br/questoes/975286 IBFC - Ad Adm (SESACRE)/SESACRE/2019 Língua Portuguesa (Português) - Vocábulo "que" Leia atentamente um trecho da entrevista realizada pelo jornal “A tarde” com o consultor de marketing Mario Persona para responder à questão.(Adaptado) A Tarde: O que você tem a dizer sobre pessoas que "sofrem" uma espécie de ansiedade tecnológica, aquele tipo de situação que envolve a falta de capacidade de controle quando o assunto é dominar programas e utilização do micro? Mario Persona: Essa ansiedade é comandada pela necessidade. Hoje saber estar familiarizado com a tecnologia da informação é tão necessário quanto foi no passado(I) estar familiarizado com a pena — saber escrever. Nossos sentidos foram expandidos e a entrada e saída de dados que recebemos do ambiente(II) depende agora desses acessórios tecnológicos. A Tarde: Em muitos casos, a pessoa perde as estribeiras e parte para a solução mais "irracional" possível: pode até mesmo dar umas pancadas no micro... Mario Persona: Já fiz isso. Felizmente não quebrou nada. Até hoje o micro resolve inventar uma novidade nas horas mais impossíveis. É a impressora que para na hora de imprimir aquela proposta urgente. É a Internet que decide ficar muda quando mais preciso enviar ou receber meus e-mails, ou pesquisar algo. A Tarde: No caso de a pessoa ter mais de três contas de e-mail, a seu ver, isso seria uma forma de ansiedade ou dispersão? O que acha disso? Mario Persona: Hoje é preciso ter mais de uma conta de e-mail, às vezes até por segurança ou prevenção. Aconselho que toda pessoa tenha pelo menos três contas(III). Uma da empresa onde trabalha, um e-mail pessoal ligado a toda sua rede de relacionamentos e uma terceira conta, de preferência dessas de provedores gratuitos, que é útil para ser usada nesses sites de Internet que pedem seu e-mail e depois enviam propaganda. Obviamente você não deve usar essa conta para contatos importantes. De acordo com o texto e com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta. I. As expressões em destaque no trecho a seguir “estar familiarizado com a tecnologia da informação é tão necessário quanto foi no passado” são classificadas como locução conjuntiva e tem sentido comparativo. II. A expressão destacada no trecho a seguir “a entrada e saída de dados que recebemos do ambiente” é classificada como conjunção integrante. III. A expressão destacada no trecho a seguir “Aconselho que toda pessoa tenha pelo menos três contas” é classificada como pronome relativo. a) Apenas a afirmativa III está correta. b) Apenas as afirmativas I e III estão corretas. c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/975286 947) d) Apenas a afirmativa I está correta. www.tecconcursos.com.br/questoes/769596 IBFC - Con Leg (CM Aqa)/CM Araraquara/2018 Língua Portuguesa (Português) - Vocábulo "que" Lixo? Lixo serve pra tudo. A gente encontra a mobília da casa, cadeira pra pôr uns pregos e ajeitar, sentar. Lixo pra poder ter sofá, costurado, cama, colchão. Até televisão. É a vida da gente o lixão. E por que é que agora querem tirar ele da gente? O que é que eu vou dizer pras crianças? Que não tem mais brinquedo? Que acabou o calçado? Que não tem mais história, livro, desenho? E o meu marido, o que vai fazer? Nada? Como ele vai viver sem as garrafas, sem as latas, sem as caixas? Vai perambular pelas ruas, roubar pra comer? E o que eu vou cozinhar agora? Onde vou procurar tomate, alho, cebola? Com que dinheiro vou fazer sopa, vou fazer caldo, vou inventar farofa? Fale, fale. Explique o que é que a gente vai fazer da vida? O que a gente vai fazer da vida? Não pense que é fácil. Fonte: Armazém de Texto - Blogspot Imagem 1 Fonte: Mundo Educação Imagem 2 Fonte: CDN-CV De acordo com a gramática normativa da Língua Portuguesa, assinale a alternativa em que a classificação da palavra “que” está incorreta. a) O que é que eu vou dizer pras crianças? – Pronome interrogativo b) Que não tem mais brinquedo? – Pronome relativo c) Explique o que é que a gente vai fazer da vida? – Partícula expletiva d) Não pense que é fácil. – Conjunção integrante e) E o meu marido, o que vai fazer? – Pronome interrogativo https://www.tecconcursos.com.br/questoes/769596 948) www.tecconcursos.com.br/questoes/2343712 IBFC - Med (SEC BA)/SEC BA/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) “Um casamento tradicional nos Estados Unidos da América” Uma das experiências mais marcantes da minha vida foi assistir a um típico casamento (I) ______ (norte americano / norte-americano). (II) ______ (A – Há) algum tempo, fui convidado para a cerimônia de casamento de um casal de amigos. A noiva era Phoebe e o noivo era Cole. Eles ficaram noivos por vários anos, pois esperaram até que ambos estivessem bem empregados antes de se casarem. De qualquer forma, acho interessante descrever o que acontece em um casamento tradicional nesse país. “Inicialmente chegam os convidados, assim que alguém adentra (III) ______ (a / à) igreja, um cerimonialista vai (IV) ______ (ao encontro do / de encontro ao) convidado e o conduz para seu lugar. Amigos e familiares da noiva sempre se sentam do lado esquerdo da igreja, já amigos e familiares do noivo do lado direito. Os pais do casal sempre se sentam na frente. Em seguida, o noivo e o seu padrinho entram e se posicionam na parte da frente na igreja. Logo, um músico começa a tocar a Marcha Nupcial e as damas de honra começam a marchar lentamente pelo corredor dos fundos para a frente da igreja. Finalmente, a noiva aparece e caminha pelo corredor ao lado de seu pai. A noiva costuma usar vestido branco, véu e sempre carrega um buquê de flores nas mãos. Quando todos estão na frente da igreja, a cerimônia tem início. O noivo sempre dá à noiva um anel de casamento e a noiva, às vezes, também dá um ao noivo. Por fim, o oficial religioso diz: "Eu os declaro marido e mulher" e o casal agora está casado. Os noivos se beijam e depois saem da igreja de braços dados. Os convidados jogam arroz sobre o casal ao saírem da igreja. O último grande evento é a recepção de casamento. Esta é uma grande festa após a cerimônia. Todo mundo traz ou envia um presente, assim sendo, muitos casais saem com a casa praticamente montada. A recepção do casamento pode ser um jantar ou uma festa à tarde com apenas lanches e coquetéis. Geralmente é servido champanhe e todos comem, bebem, dançam e comemoram por muitas horas. A noiva joga seu buquê às mulheres solteiras antes que ela e seu marido saiam da recepção. Segundo a tradição, a convidada que apanhar as flores será a próxima a se casar. Infelizmentenem todos nos Estados Unidos têm um casamento desse porte, pois, é muito caro e nem todos podem arcar com os custos. A pergunta refere-se a interpretação do texto. Leia o texto atentamente, tendo como foco à compreensão e à interpretação, identifique a alternativa que não está em concordância com as informações apresentadas. a) O narrador foi convidado para uma cerimônia de casamento de um casal de amigos Phoebe e Cole. b) Phoebe e Cole ficaram noivos por poucos anos, logo que terminaram a universidade se casaram. c) O narrador afirma que os amigos e familiares da noiva sempre se sentam do lado esquerdo da igreja. d) O narrador também afirma que os amigos e familiares do noivo se sentam do lado direito da igreja. e) Por sua vez, os pais do noivo e da noiva sempre se sentam na frente da igreja. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2343712 949) www.tecconcursos.com.br/questoes/2343713 IBFC - Med (SEC BA)/SEC BA/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) “Um casamento tradicional nos Estados Unidos da América” Uma das experiências mais marcantes da minha vida foi assistir a um típico casamento (I) ______ (norte americano / norte-americano). (II) ______ (A – Há) algum tempo, fui convidado para a cerimônia de casamento de um casal de amigos. A noiva era Phoebe e o noivo era Cole. Eles ficaram noivos por vários anos, pois esperaram até que ambos estivessem bem empregados antes de se casarem. De qualquer forma, acho interessante descrever o que acontece em um casamento tradicional nesse país. “Inicialmente chegam os convidados, assim que alguém adentra (III) ______ (a / à) igreja, um cerimonialista vai (IV) ______ (ao encontro do / de encontro ao) convidado e o conduz para seu lugar. Amigos e familiares da noiva sempre se sentam do lado esquerdo da igreja, já amigos e familiares do noivo do lado direito. Os pais do casal sempre se sentam na frente. Em seguida, o noivo e o seu padrinho entram e se posicionam na parte da frente na igreja. Logo, um músico começa a tocar a Marcha Nupcial e as damas de honra começam a marchar lentamente pelo corredor dos fundos para a frente da igreja. Finalmente, a noiva aparece e caminha pelo corredor ao lado de seu pai. A noiva costuma usar vestido branco, véu e sempre carrega um buquê de flores nas mãos. Quando todos estão na frente da igreja, a cerimônia tem início. O noivo sempre dá à noiva um anel de casamento e a noiva, às vezes, também dá um ao noivo. Por fim, o oficial religioso diz: "Eu os declaro marido e mulher" e o casal agora está casado. Os noivos se beijam e depois saem da igreja de braços dados. Os convidados jogam arroz sobre o casal ao saírem da igreja. O último grande evento é a recepção de casamento. Esta é uma grande festa após a cerimônia. Todo mundo traz ou envia um presente, assim sendo, muitos casais saem com a casa praticamente montada. A recepção do casamento pode ser um jantar ou uma festa à tarde com apenas lanches e coquetéis. Geralmente é servido champanhe e todos comem, bebem, dançam e comemoram por muitas horas. A noiva joga seu buquê às mulheres solteiras antes que ela e seu marido saiam da recepção. Segundo a tradição, a convidada que apanhar as flores será a próxima a se casar. Infelizmente nem todos nos Estados Unidos têm um casamento desse porte, pois, é muito caro e nem todos podem arcar com os custos. A pergunta refere-se a interpretação do texto. Sobre o encadeamento de ideias no texto, identifique a única alternativa que está em concordância com as ideias expostas. a) A primeira a entrar na igreja é a noiva que caminha pelo corredor ao lado de seu pai. b) Após a entrada da noiva, o noivo e o padrinho dele entram na igreja. c) O músico começa a tocar a Marcha Nupcial e as damas de honra começam a marchar devagar pelo corredor dos fundos para a frente da igreja. d) A noiva costuma usar vestido branco, chapéu e sempre carrega uma rosa branca nas mãos. e) O noivo sempre dá à noiva um anel de brilhantes e a noiva sempre dá ao noivo uma aliança. www.tecconcursos.com.br/questoes/2343714 IBFC - Med (SEC BA)/SEC BA/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2343713 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2343714 950) 951) “Um casamento tradicional nos Estados Unidos da América” Uma das experiências mais marcantes da minha vida foi assistir a um típico casamento (I) ______ (norte americano / norte-americano). (II) ______ (A – Há) algum tempo, fui convidado para a cerimônia de casamento de um casal de amigos. A noiva era Phoebe e o noivo era Cole. Eles ficaram noivos por vários anos, pois esperaram até que ambos estivessem bem empregados antes de se casarem. De qualquer forma, acho interessante descrever o que acontece em um casamento tradicional nesse país. “Inicialmente chegam os convidados, assim que alguém adentra (III) ______ (a / à) igreja, um cerimonialista vai (IV) ______ (ao encontro do / de encontro ao) convidado e o conduz para seu lugar. Amigos e familiares da noiva sempre se sentam do lado esquerdo da igreja, já amigos e familiares do noivo do lado direito. Os pais do casal sempre se sentam na frente. Em seguida, o noivo e o seu padrinho entram e se posicionam na parte da frente na igreja. Logo, um músico começa a tocar a Marcha Nupcial e as damas de honra começam a marchar lentamente pelo corredor dos fundos para a frente da igreja. Finalmente, a noiva aparece e caminha pelo corredor ao lado de seu pai. A noiva costuma usar vestido branco, véu e sempre carrega um buquê de flores nas mãos. Quando todos estão na frente da igreja, a cerimônia tem início. O noivo sempre dá à noiva um anel de casamento e a noiva, às vezes, também dá um ao noivo. Por fim, o oficial religioso diz: "Eu os declaro marido e mulher" e o casal agora está casado. Os noivos se beijam e depois saem da igreja de braços dados. Os convidados jogam arroz sobre o casal ao saírem da igreja. O último grande evento é a recepção de casamento. Esta é uma grande festa após a cerimônia. Todo mundo traz ou envia um presente, assim sendo, muitos casais saem com a casa praticamente montada. A recepção do casamento pode ser um jantar ou uma festa à tarde com apenas lanches e coquetéis. Geralmente é servido champanhe e todos comem, bebem, dançam e comemoram por muitas horas. A noiva joga seu buquê às mulheres solteiras antes que ela e seu marido saiam da recepção. Segundo a tradição, a convidada que apanhar as flores será a próxima a se casar. Infelizmente nem todos nos Estados Unidos têm um casamento desse porte, pois, é muito caro e nem todos podem arcar com os custos. A pergunta refere-se a interpretação do texto. Retorne ao texto, ainda tendo como foco à compreensão e à interpretação, identifique a alternativa incorreta segundo as informações apresentadas. a) O narrador expõe que o último grande evento é a recepção de casamento. b) A recepção de casamento é uma grande festa após a cerimônia. c) O narrador afirma que todos trazem ou enviam presentes, portanto, muitos casais saem com a casa praticamente montada. d) O narrador afirma que existe um consenso sobre a recepção do casamento, ela deve ser um jantar à noite, ou apenas coquetéis não alcóolicos à tarde. e) Segundo o narrador, geralmente, é servido champanhe. www.tecconcursos.com.br/questoes/2343761 IBFC - Prof (SEC BA)/SEC BA/Educação Básica/Artes/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) RENDA VARIÁVEL https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2343761 952) A renda variável, como o próprio nome sugere, é um investimento em que o rendimento não é garantido. Diferente da poupança, na qual você sempre ganha, em um investimento de renda variável, você pode ganhar ou perder, perder até o capital principal, ou seja, o capital que foi investido inicialmente. Quando pensamos em renda variável, pensamos imediatamente em ações, elas são o investimento mais característico da renda variável. Ao compraruma única ação, o comprador se torna sócio dessa empresa. É muito simples investir, basta criar uma conta em uma corretora ou banco que ofereça o serviço de Home Broker. Esse sistema permite monitorar o fluxo de negócios da Brasil Bolsa Balcão, a bolsa brasileira ou B3 como é conhecida. Após a abertura da conta, é hora de escolher uma empresa para investir, geralmente, as empresas maiores e mais seguras pagam menos dividendos e as empresas menores e menos estáveis procuram atrair mais acionistas pagando mais. Há milhares de vídeos na internet explicando como investir, mas cuidado, além do risco inerente da renda variável, esses vídeos não são sugestões de investimentos. É melhor ser precavido e procurar uma consultoria especializada. Segundo Bechara (2019, p. 616), “A compreensão de texto consiste em analisar o que realmente está escrito, ou seja, coletar dados do texto. E interpretação consiste em saber o que se infere (conclui) do que está escrito”. Analise as afirmativas a seguir e dê valores de Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) A renda variável é uma modalidade de investimento em que o rendimento é garantido. ( ) A poupança é uma modalidade de investimento na qual você sempre ganha. ( ) Você pode ganhar ou perder em um investimento de renda variável. ( ) Você nunca perderá o capital principal, ou seja, o capital que foi investido inicialmente. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. a) F - V - V - F b) V - F - F - V c) V - V - V - F d) F - F - F - F e) V - F - V - V www.tecconcursos.com.br/questoes/2343777 IBFC - Prof (SEC BA)/SEC BA/Educação Básica/Artes/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Leia atentamente o trecho a seguir. “- Meu pai! Disse João Aguiar com um tom de ressentimento que fez pasmar o comendador. - Que é? Perguntou este. João Aguiar não respondeu. O comendador arrugou a testa e interrogou o rosto mudo do filho. Não leu, mas adivinhou alguma coisa desastrosa; desastrosa, entenda-se, para os cálculos conjunto- políticos ou políticos-conjugais, como melhor nome haja. - Dar-se-á caso que... começou a dizer comendador. - Que eu namore? Interrompeu galhofeiramente o filho.” (ASSIS, Machado. Contos. 26ª ed. São Paulo: Ed. Ática, 2002, p. 43). https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2343777 953) 954) Correlacionando ao texto apresentado, analise as afirmativas a seguir. I. O texto apresenta um discurso direto pois o narrador introduz a fala das personagens - um pai e um filho - em seguida, passa a palavra a elas e as deixa falar. II. O texto apresenta um discurso direto pois as personagens falam, conversam entre si, expõem ideias. Quando o narrador conta o que elas disseram, insere na narrativa uma fala que não é de sua autoria. III. O texto apresenta um discurso direto pois a fala das personagens é anunciada por um verbo que pode vir antes, no meio ou depois da fala das personagens. A fala das personagens aparece nitidamente separada da fala do narrador. Assinale a alternativa correta. a) As afirmativas I, II e III estão corretas b) Apenas as afirmativas I e II estão corretas c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas d) Apenas as afirmativas I e III estão corretas e) As afirmativas I, II e III estão incorretas www.tecconcursos.com.br/questoes/2343778 IBFC - Prof (SEC BA)/SEC BA/Educação Básica/Artes/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Leia o texto a seguir de Albert Einstein, extraído do livro Como Vejo o Mundo, da editora Nova Fronteira. “Minha condição humana me fascina. Conheço o limite de minha existência e ignoro o por que estou nesta terra, mas às vezes o pressinto. Pela experiência cotidiana, concreta e intuitiva, eu me descubro vivo para alguns homens, porque o sorriso e a felicidade deles me condicionam inteiramente, mas ainda para outros que, por acaso, descobri terem emoções semelhantes às minhas. E cada dia, milhares de vezes, sinto minha vida — corpo e alma — integralmente tributária do trabalho dos vivos e dos mortos. Gostaria de dar tanto quanto recebo e não paro de receber. Mas depois experimento o sentimento satisfeito de minha solidão e quase demonstro má consciência ao exigir ainda alguma coisa de outrem. Vejo os homens se diferenciarem pelas classes sociais e sei que nada as justifica a não ser pela violência. Sonho ser acessível e desejável para todos uma vida simples e natural, de corpo e de espírito.” A partir da leitura, podemos afirmar que o texto apresenta o seguinte tipo de conhecimento: a) Filosófico b) Empírico c) Teológico d) Científico e) Analógico www.tecconcursos.com.br/questoes/2344973 IBFC - Prof (SEC BA)/SEC BA/Educação Básica/Língua Portuguesa/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Texto 1- Charge https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2343778 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2344973 955) Disponível em https://www.dgabc.com.br/2017/Noticia/3875839/charge-19-de-julho-de-2022; acesso em 27-nov- 22. Observe o texto 1 e, a partir das afirmativas, assinale a alternativa que evidencia a relação de sentido. I. O motorista foi multado por estar apenas dirigindo. II. O motorista foi multado por ter sido acusado de estar dirigindo embriagado. III. O motorista se espanta por não ter sido pego em flagrante ao usar o celular enquanto dirigia. IV. O motorista foi multado por usar o celular e dirigir ao mesmo tempo. a) Apenas a afirmativa I está correta. b) Apenas a afirmativa II está correta. c) Apenas a afirmativa III está correta. d) Apenas a afirmativa IV está correta. e) Apenas as afirmativas I e II estão corretas. www.tecconcursos.com.br/questoes/2344976 IBFC - Prof (SEC BA)/SEC BA/Educação Básica/Língua Portuguesa/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Texto 1- Charge Disponível em https://www.dgabc.com.br/2017/Noticia/3875839/charge-19-de-julho-de-2022; acesso em 27-nov- 22. Observe a imagem do texto 01, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa que decodifica a imagem corretamente. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2344976 956) I. Inferir que o suporte de gênero optou por uma forma descontraída de apontar para erros dos motoristas. II. Inferir que o guarda aplica multa sem necessidade. III. Inferir que o perigo de não prestar atenção no que faz, enquanto dirige, pode colocar em risco pessoas, animais e até mesmo o motorista. a) Apenas a afirmativa I está correta. b) Apenas a afirmativa II está correta. c) Apenas a afirmativa III está correta. d) Apenas as afirmativas I e III estão corretas. e) Apenas as afirmativas I e II estão corretas. www.tecconcursos.com.br/questoes/2345002 IBFC - Prof (SEC BA)/SEC BA/Educação Básica/Língua Portuguesa/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Texto 2 A infração que mais incomoda o motorista é a mesma que cresce anualmente em SP (Texto modificado especificamente para este concurso. Texto original de Maurício Oliveira, no jornal O Estado de S. Paulo, 29-09-22- Economia e Negócios – B7) 1º § O uso do celular é um problema para o trânsito nacional. A infração gravíssima aumenta o risco de acidentes em até 400%, atrapalha o tráfego e tem crescido anualmente. Ao mesmo tempo, é apontada como a atitude que mais incomoda outros condutores. 2º § Levantamento divulgado pela concessionária CCR na última semana indica que para 31% dos motoristas o que mais irrita no trânsito é ver outra pessoa ao telefone enquanto dirige. O estudo foi realizado em 11 praças de pedágio no Estado de São Paulo e ouviu 8.979 pessoas. 3º § Se incomoda ver o outro ao celular, por que grande parte da população não deixa de cometer essa infração gravíssima? O número de multas no Estado de São Paulo pelo uso do telefone ao volante quase dobrou, saltando de 6,9% no primeiro semestre de 2021 para 12,5% no mesmo período de 2022. Nada menos que 77,7%dessas multas foram registradas na capital, na qual 600 motoristas são flagrados por dia cometendo a irregularidade. 4º § Apesar do nível semelhante de risco, o ato de usar celular ao volante ainda não sofre a mesma pressão social que dirigir alcoolizado e a prerrogativa legal é mais branda”, avalia Mauro Voltarelli, gerente de Educação Para o Trânsito do Detran-SP. 5º § Essa infração gera sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e multa de R$ 293,47. A autuação pode ser combinada com outro tipo de infração, a condução de veículo sem as duas mãos ao volante, com valor de R$ 130,16 e mais cinco pontos na carteira. 6º § Voltarelli informa que, para quem está dirigindo, é proibido não apenas segurar o celular, mas também mexer no aparelho mesmo quando ele está no suporte instalado no painel. Outro ponto importante é que estar parado no semáforo ou em ritmo lento durante um congestionamento não são situações que liberam o uso do celular. Estudo https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2345002 957) 7º § Qualquer distração acrescenta ao ato de dirigir uma série de variáveis que fogem do controle do motorista — e o celular se tornou a mais comum e perigosa das distrações. Conduzir um veículo é tarefa que exige atenção plena. “Infelizmente, muita gente ainda resiste a esse entendimento básico”, observa o médico Antônio Meira Jr., presidente da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) (...). A partir das afirmativas, assinale a alternativa incorreta em referência ao texto 2. I. é baseado em fatos, haja vista as explicações com bases em levantamentos de dados sobre multas. II. as porcentagens apresentadas no texto são indícios de opiniões dos motoristas sobre as multas. III. é fato que Voltarelli foi considerado o maior infrator, ou seja, obteve o maior percentual de multas da cidade de São Paulo no ano de 2021. a) Apenas a afirmativa I está correta. b) Apenas a afirmativa II está correta. c) Apenas a afirmativa III está correta. d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas. e) Apenas as afirmativas II e III estão corretas. www.tecconcursos.com.br/questoes/2345639 IBFC - Prof (SEC BA)/SEC BA/Educação Indígena/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Atente a definição do dicionário Houaiss sobre licença poética, em sua terceira acepção: “liberdade de o escritor utilizar construções, prosódias, ortografias, sintaxes não conformes as regras (...)”. Importa ressaltar que essa liberdade não está restrita apenas aos textos verbais. Ela ocorre também em textos não verbais e mistos. Observe as duas imagens de capa da obra “Iracema” de José de Alencar, e analise as afirmativas a seguir. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2345639 958) I. A capa de 1927 representa nitidamente o empoderamento feminino da mulher indígena no início do século XXI. II. A capa de 2018, apesar de infantilizada, é mais fiel à imagem da indígena, ainda que esteja presa a um estereótipo. III. A capa de 1927 apresenta uma índia com traços, roupas e penteado que remetem à sociedade europeia do início do século XX. Pode-se afirmar que ela não retrata a realidade. Essa capa demonstra nitidamente a tentativa de europeização do indígena da época. Assinale a alternativa correta. a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas. b) Apenas as afirmativas I e III estão corretas. c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas. d) Apenas a afirmativa I está correta. e) Apenas a afirmativa II está correta. www.tecconcursos.com.br/questoes/2345838 IBFC - Prof (SEC BA)/SEC BA/Educação Profissional/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) HARD ROCK CAFE As pessoas precisam de uma língua internacional para fazer negócios, viajar, estudar ciências, tecnologia, etc. Essa língua é o inglês. As pessoas também precisam de uma linguagem internacional para expressar emoções. Esta linguagem é a música. Os jovens precisam de um santuário. Eles gostam de se encontrar, comer decentemente, tomar um sorvete, expressar seus sentimentos e ideias, ouvir um bom pop/rock. Esse lugar é com certeza, o Hard Rock Cafe. Início de uma promissora franquia, o primeiro restaurante HRC foi fundado em Londres, em 14 de junho de 1971, por dois jovens, Isaac Tigrett e Peter Morton. Sua estreia ocorreu em Londres, na área denominada de Piccadilly, próximo ao Hyde Park. O imóvel era amplo, pois, anteriormente fora um salão de automóveis. A decoração foi iniciada pelos dois sócios, eles preencheram as paredes com objetos relacionados ao Rock. Atualmente, a decoração do HRC é composta por uma enorme coleção de itens como: instrumentos musicais, fotos, pôsteres, motos, roupas, etc. Essas relíquias pertenceram a roqueiros famosos como Madonna, Jimi Hendrix, Elvis, Peter Gabriel, Michael Jackson, Beatles, Prince, entre outros. O Hard Rock Cafe tem um slogan: “Ame todos, sirva todos". E dizem que não é só um slogan: é o modo de vida deles. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2345838 959) Um exemplo é o de Eric Clapton, o qual dispensa apresentações, e vai ao HRC comer “Pig”, seu sanduíche favorito. Ele gosta de lá, pois é bem servido em um ambiente acolhedor. Mas se você não é uma estrela do rock... Não importa! Suponha que você esteja visitando o HRC pela primeira vez: você também será muito bem tratado, e vão lhe dar boas-vindas, por ser o mais novo membro da Família Hard Rock. Talvez esta seja uma das razões do sucesso do Hard Rock Cafe. A outra pode ser a forma acolhedora como tratam a nós, brasileiros, o HRC oferece, também, bebidas tropicais com manga, abacaxi, banana, além do inesquecível café! Café expresso, café com leite, entre outras variedades. Vale conferir! Segundo Bechara (2019, p. 616), a compreensão de texto consiste em analisar o que realmente está escrito, ou seja, coletar dados do texto. E interpretação consiste em saber o que se infere (conclui) do que está escrito. Atribua valores de Verdadeiro (V) ou Falso (F) às afirmações, a seguir, contrastando-as com as informações contidas no texto lido. Selecione a única proposição correta. ( ) Eric Clapton é famoso apenas por adorar o sanduíche “Pig”. ( ) O inglês é a língua dos negócios, das ciências e da tecnologia. ( ) Apenas os membros da Família Hard Rock são bem tratados no Hard Rock Cafe. ( ) O Hard Rock Cafe pertence a roqueiros famosos como Madonna, Peter Gabriel entre e outros. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. a) F - V - F - F b) V - F - F - F c) V - V - V - F d) F - F - F - F e) V - F - V - V www.tecconcursos.com.br/questoes/2364952 IBFC - Ass (UFPB)/UFPB/Alunos/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Leia o texto abaixo e responda a questão. Fundação diz que não há risco na polpa industrializada. O açaí que é consumido em boa parte do Brasil não corre o risco de estar contaminado. É o que afirma a Funed (Fundação Ezequiel Dias), referência nacional no diagnóstico de doença de Chagas. “O que é consumido (fora do Norte e Nordeste) é a polpa industrializada, que sofre o processo de pasteurização”, diz a chefe do serviço de doenças parasitárias da fundação, Eliana Furtado Moreira. No processo de pasteurização, a polpa do açaí é aquecida durante alguns segundos a temperaturas entre 80ºC e 90ºC, e depois é imediatamente resfriada. Esse processo elimina o agente causador da doença de Chagas. Além disso, a polpa vendida é congelada, o que elimina a possibilidade de o protozoário Trypanosoma cruzi estar presente na fruta. O Pará é o principal produtor da fruta no país. Além de abastecer o mercado interno, exporta parte da produção. Folha de S. Paulo, 18 ago, 2007 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2364952 960) 961) De acordo com a leitura do texto, assinale a alternativa correta. a) A Fundação Ezequiel Dias pasteuriza o açaí consumido em boa parte do Brasil. b) A chefe do serviço da Funed explica que a polpaindustrializada não deve ser consumida. c) A polpa do açaí é aquecida e não deve ser vendida congelada. d) O protozoário da doença de Chagas é encontrado após a pasteurização da fruta. e) A pasteurização é um processo de aquecimento e resfriamento da polpa. www.tecconcursos.com.br/questoes/2364953 IBFC - Ass (UFPB)/UFPB/Alunos/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Leia o texto abaixo e responda a questão. Fundação diz que não há risco na polpa industrializada. O açaí que é consumido em boa parte do Brasil não corre o risco de estar contaminado. É o que afirma a Funed (Fundação Ezequiel Dias), referência nacional no diagnóstico de doença de Chagas. “O que é consumido (fora do Norte e Nordeste) é a polpa industrializada, que sofre o processo de pasteurização”, diz a chefe do serviço de doenças parasitárias da fundação, Eliana Furtado Moreira. No processo de pasteurização, a polpa do açaí é aquecida durante alguns segundos a temperaturas entre 80ºC e 90ºC, e depois é imediatamente resfriada. Esse processo elimina o agente causador da doença de Chagas. Além disso, a polpa vendida é congelada, o que elimina a possibilidade de o protozoário Trypanosoma cruzi estar presente na fruta. O Pará é o principal produtor da fruta no país. Além de abastecer o mercado interno, exporta parte da produção. Folha de S. Paulo, 18 ago, 2007 Leia as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) O açaí é uma fruta venenosa. ( ) A polpa do açaí não deve ser consumida fora das regiões Norte e Nordeste. ( ) O protozoário Trypanosoma cruzi é o causador da doença de Chagas. ( ) O Estado do Pará exporta açaí. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. a) V - F - V - V b) F - F - V - V c) V - V - V - F d) F - V - F - V e) V - V - F - F www.tecconcursos.com.br/questoes/2365878 IBFC - Ass (UFPB)/UFPB/Administração/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Leia o texto a seguir para responder à questão. Lion Park e Lujan Um exemplo de turismo cruel com animais em cativeiro é o Lion Park, em Johanesburgo, na África do Sul. O Lion Park permite aos visitantes entrar nos ambientes onde os filhotes de leões são mantidos para https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2364953 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2365878 962) fazer carinho e tirar fotos. Depois de uma certa quantidade de visitas, os filhotes são trocados de ambiente, e outros, que ainda não foram submetidos à interação, entram no lugar, como um rodízio de leões. Os filhotes são arrancados de seu habitat natural e separados de suas famílias desde muito cedo e são obrigados a conviver com milhares de turistas, todos os dias, que pagam caro para interagir com esses filhotes. Outro caso polêmico é o Zoológico argentino de Lujan. O lugar permite que os visitantes entrem em jaulas para acariciar leões adultos e interagir com tigres e onças. Milhões de críticas quanto aos cuidados dos animais foram feitas ao parque, que está sob investigação, pois há a suspeita de que os animais sejam seriamente dopados. Acabar com a crueldade no turismo com animais depende de regulamentação e fiscalização dos governos, que muitas vezes precisam auxiliar a população para obter outra fonte de renda. Além disso, depende das decisões éticas por parte dos operadores de turismo e indivíduos que trabalham nessa indústria. Trecho de reportagem de Juliana Tahamtani/https://mulheresjornalistas.com/turismo-selvagem Analise as afirmativas a seguir e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) No Lion Park, cobra-se dos visitantes para tirar fotos e fazer carinho nos filhotes de leão. ( ) Os animais são mantidos em seus ambientes naturais e interagem com os visitantes. ( ) Esse tipo de turismo não proporciona crueldade aos animais. ( ) O Lion Park está localizado na África do Sul. ( ) No parque da África, os filhotes de leões vivem em cativeiro. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. a) F - F - V - V - V b) V - F - F - V - V c) V - V - V - F - F d) F - F - V - F - F e) F - F - V - F - V www.tecconcursos.com.br/questoes/2365879 IBFC - Ass (UFPB)/UFPB/Administração/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Leia o texto a seguir para responder à questão. Lion Park e Lujan Um exemplo de turismo cruel com animais em cativeiro é o Lion Park, em Johanesburgo, na África do Sul. O Lion Park permite aos visitantes entrar nos ambientes onde os filhotes de leões são mantidos para fazer carinho e tirar fotos. Depois de uma certa quantidade de visitas, os filhotes são trocados de https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2365879 963) ambiente, e outros, que ainda não foram submetidos à interação, entram no lugar, como um rodízio de leões. Os filhotes são arrancados de seu habitat natural e separados de suas famílias desde muito cedo e são obrigados a conviver com milhares de turistas, todos os dias, que pagam caro para interagir com esses filhotes. Outro caso polêmico é o Zoológico argentino de Lujan. O lugar permite que os visitantes entrem em jaulas para acariciar leões adultos e interagir com tigres e onças. Milhões de críticas quanto aos cuidados dos animais foram feitas ao parque, que está sob investigação, pois há a suspeita de que os animais sejam seriamente dopados. Acabar com a crueldade no turismo com animais depende de regulamentação e fiscalização dos governos, que muitas vezes precisam auxiliar a população para obter outra fonte de renda. Além disso, depende das decisões éticas por parte dos operadores de turismo e indivíduos que trabalham nessa indústria. Trecho de reportagem de Juliana Tahamtani/https://mulheresjornalistas.com/turismo-selvagem De acordo com a leitura do texto, assinale a alternativa incorreta. a) Lujan é um zoológico situado na Argentina. b) Há investigação por suspeita de maus tratos de animais, em Lujan. c) No zoológico argentino, opera-se um rodízio de animais para interação com os visitantes. d) Acabar com a crueldade no turismo com animais depende do governo, dos operadores de turismo, bem como dos trabalhadores da área. e) A população precisa conseguir outra fonte de renda, e depende de ações do governo. www.tecconcursos.com.br/questoes/2366395 IBFC - Adm (UFPB)/UFPB/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Leia o texto abaixo para responder à questão. O processo criativo “A capacidade criadora do ser humano depende não apenas de condições inatas do indivíduo, como também de sua inteligência, suas experiências e conhecimentos anteriores acumulados, sem esquecer o ambiente sociocultural em que vive. Para que ele possa produzir criativamente, é indispensável o auxílio de dados existentes em sua memória, dados estes que servirão de alimento à imaginação criadora. Esta os reconstrói, recompõe e reorganiza pela crítica e pela análise, fazendo sínteses que se manifestam nas “invenções”, ou “criações”. O espírito humano tem capacidade de reviver imagens armazenadas, associá-las e combiná-las para chegar a determinados objetivos, como no caso da produção publicitária inventiva. A invenção resulta também de mecanismos de associação. O espírito humano não cria elementos do nada, mas vale-se de experiências anteriores e, a partir delas, inova-as”. Trecho retirado de: MARTINS, J.S. Redação Publicitária. Atlas, 1997.pg 64. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2366395 964) De acordo com a leitura, assinale a alternativa correta. a) A genética é fator primordial e determinante para o desenvolvimento da criação. b) As lembranças armazenadas pelo indivíduo fazem parte das condições inatas do indivíduo e constituem o processo criativo. c) Os livros que leu, por exemplo, os amigos, as viagens, dentre outros, são importantes constituintes da capacidade criadora do indivíduo. d) A criação deve ser única, genuína e inédita. e)O processo criativo surge sempre sem que haja uma finalidade específica. www.tecconcursos.com.br/questoes/2413943 IBFC - Enf (Pref Cuiabá)/Pref Cuiabá/"Sem Área"/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Texto I Seja em Guimarães Rosa, Monteiro Lobato ou Benedito Ruy Barbosa, a onça-pintada - maior felino das Américas e terceiro do mundo atrás do leão e do tigre - é destaque na literatura brasileira há décadas. Milhares de turistas brasileiros e estrangeiros visitam o Pantanal atrás de suas pegadas, fincando a maior planície alagável do mundo no mapa dos principais safáris fotográficos. Das páginas dos livros, a onça-pintada saltou para as redes sociais. Maior planície alagada do planeta, o Pantanal desponta como o local mais propício do mundo para avistar a onça-pintada, apesar de a região não ter a maior população do felino - este título é da região Amazônica, mas sua floresta dificulta a observação do animal. Em Mato Grosso, Porto Jofre se destaca como uma das áreas com maior densidade do felino no planeta, e com mais de 300 animais já catalogados por especialistas. Quem flagrar uma onça nunca observada antes ainda tem a chance de, confirmado o avistamento inédito, batizar o animal. Todas elas têm manchas diferentes umas das outras - ou seja, suas pintas são como as digitais humanas e as diferenciam, ainda que à distância pareçam iguais. (Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/turismo/2022/11/pantanal-desponta- como-melhor-local-do-mundo-para-avistar-onca-pintada.shtml. Acesso em 16/11/2022) De acordo com o texto, o que faz com que “o Pantanal tenha despontado como o local mais propício do mundo para avistar a onça-pintada” é: a) apresentar, na região, a maior população desses felinos. b) ter registradas as pegadas dos felinos na planície alagada. c) ser uma planície com uma das maiores densidades desse felino. d) receber milhares de turistas estrangeiros como visitantes. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2413943 965) 966) www.tecconcursos.com.br/questoes/2413969 IBFC - Enf (Pref Cuiabá)/Pref Cuiabá/"Sem Área"/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Texto I Seja em Guimarães Rosa, Monteiro Lobato ou Benedito Ruy Barbosa, a onça-pintada - maior felino das Américas e terceiro do mundo atrás do leão e do tigre - é destaque na literatura brasileira há décadas. Milhares de turistas brasileiros e estrangeiros visitam o Pantanal atrás de suas pegadas, fincando a maior planície alagável do mundo no mapa dos principais safáris fotográficos. Das páginas dos livros, a onça-pintada saltou para as redes sociais. Maior planície alagada do planeta, o Pantanal desponta como o local mais propício do mundo para avistar a onça-pintada, apesar de a região não ter a maior população do felino - este título é da região Amazônica, mas sua floresta dificulta a observação do animal. Em Mato Grosso, Porto Jofre se destaca como uma das áreas com maior densidade do felino no planeta, e com mais de 300 animais já catalogados por especialistas. Quem flagrar uma onça nunca observada antes ainda tem a chance de, confirmado o avistamento inédito, batizar o animal. Todas elas têm manchas diferentes umas das outras - ou seja, suas pintas são como as digitais humanas e as diferenciam, ainda que à distância pareçam iguais. (Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/turismo/2022/11/pantanal-desponta- como-melhor-local-do-mundo-para-avistar-onca-pintada.shtml. Acesso em 16/11/2022) O texto começa com a enumeração de autores que são associados por meio de uma relação de: a) alternância. b) oposição. c) comparação. d) conformidade. www.tecconcursos.com.br/questoes/2413988 IBFC - Enf (Pref Cuiabá)/Pref Cuiabá/"Sem Área"/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Texto II Depois que (Marina Colasanti) Carregava consigo um vasto cemitério. Amigos, parentes haviam se deitado ao longo dos anos aumentando a carga, tumba a tumba. Ora com um ora com outro, conversava em silêncio ou em voz baixa, sorridente, mantendo atualizada a relação, embora à distância. Breve, chegaria a sua vez. Mas não se incorporaria ao seu próprio cemitério. Seria carregado por alguém, filho ou mulher, passando a fazer parte de outro repertório. E inquietava-se menos consigo do que com o silêncio que, como uma hera, tomaria as lápides com as quais havia dialogado tão longamente. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2413969 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2413988 967) 968) Os vocábulos “cemitério” e “repertório”, no texto, podem ser entendidos simbolicamente, apontando, assim, para um conjunto de: a) lápides. b) lembranças. c) mulheres. d) tumbas. www.tecconcursos.com.br/questoes/2413989 IBFC - Enf (Pref Cuiabá)/Pref Cuiabá/"Sem Área"/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Texto II Depois que (Marina Colasanti) Carregava consigo um vasto cemitério. Amigos, parentes haviam se deitado ao longo dos anos aumentando a carga, tumba a tumba. Ora com um ora com outro, conversava em silêncio ou em voz baixa, sorridente, mantendo atualizada a relação, embora à distância. Breve, chegaria a sua vez. Mas não se incorporaria ao seu próprio cemitério. Seria carregado por alguém, filho ou mulher, passando a fazer parte de outro repertório. E inquietava-se menos consigo do que com o silêncio que, como uma hera, tomaria as lápides com as quais havia dialogado tão longamente. O texto II pertence à tipologia narrativa e faz uso de verbos para marcar a passagem do tempo. Desse modo, o emprego do pretérito imperfeito, no início, expressa uma ação: a) futura que se relaciona com o passado. b) presente, afetada pelo passado. c) passada que se prolonga no tempo. d) presente com caráter atemporal. www.tecconcursos.com.br/questoes/2432261 IBFC - Sold (PM RN)/PM RN/QPM (Praças Músicos)/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) A importância da música para a família Ramirez (Este texto foi desenvolvido especialmente para esse concurso) Rafael Ramirez não sonhava em ser médico, engenheiro ou astronauta. Diferente das demais crianças, Rafael tinha adoração por música, sentia que seu caminho era o de ser musicista. A dedicação de seus pais era intensa e imensa. Tornou-se maestro aos 30 anos e esse triunfo 01 - obtido (01 - obtido – obitido) também teve como alicerce a esposa, Bia, e os dois filhos, Yasmin e Petrônio. Há uns meses, eles se mudaram de São Paulo para Natal, dentre os embrulhos e arrumação de caixas, Rafael encontrou uma coleção antiga de discos (LPs). Decidiu voltar a estudar, agora em um nível https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2413989 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2432261 969) superior, o de doutorado. Então, o que era uma curiosidade que marcava uma época de músicas antigas, passou a ser uma base de pesquisa. Durante a primeira semana na capital potiguar, logo se inscreveu no programa de pós-graduação e, para sua completa alegria, percebeu que seus filhos também queriam aprender música, a menina para compreender a vida pelas cordas de um violino, para ela esse instrumento 02 - conecta (02 - conecta – conécta) pessoas do mundo todo com um som que alcança e acalma a alma. Já o rapazote pensou na música para cantar e encantar a 03 - plateia (03 - plateia – platéia) de sua banda de rock. A esposa, Bia, era mais prática, via que a música unia as expressões e queria saber se comunicar mais e melhor, uniu o som da percussão com as danças árabes, que resgatavam sua cultura ancestral. Com esses exemplos, evidencia-se que, desde sempre, a música é vista como um diferencial por causa das motivações de quem a conhece e hoje ela se tornou uma forma de expressão que se justifica por abarcar diversas áreas da sociedade, variadas idades e famílias inteiras. De acordo com o texto e, em referência ao conteúdo de Compreensão e Interpretação de Texto, assinalea alternativa correta. a) Na adolescência, o pai de Rafael Ramirez o chamava de rapazote. b) Rafael Ramirez se tornou musicista por meio de bolsas de estudo. c) Durante a mudança de Natal para São Paulo, Rafael Ramirez encontrou CDs dos anos 70. d) Já na capital potiguar, Rafael Ramirez soube que os filhos queriam aprender música. e) De toda a família, a única que se interessava por música era a esposa dele, Bia, entretanto, ela tinha um péssimo ouvido para música. www.tecconcursos.com.br/questoes/2432264 IBFC - Sold (PM RN)/PM RN/QPM (Praças Músicos)/2023 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) A importância da música para a família Ramirez (Este texto foi desenvolvido especialmente para esse concurso) Rafael Ramirez não sonhava em ser médico, engenheiro ou astronauta. Diferente das demais crianças, Rafael tinha adoração por música, sentia que seu caminho era o de ser musicista. A dedicação de seus pais era intensa e imensa. Tornou-se maestro aos 30 anos e esse triunfo 01 - obtido (01 - obtido – obitido) também teve como alicerce a esposa, Bia, e os dois filhos, Yasmin e Petrônio. Há uns meses, eles se mudaram de São Paulo para Natal, dentre os embrulhos e arrumação de caixas, Rafael encontrou uma coleção antiga de discos (LPs). Decidiu voltar a estudar, agora em um nível superior, o de doutorado. Então, o que era uma curiosidade que marcava uma época de músicas antigas, passou a ser uma base de pesquisa. Durante a primeira semana na capital potiguar, logo se inscreveu no programa de pós-graduação e, para sua completa alegria, percebeu que seus filhos também queriam aprender música, a menina para compreender a vida pelas cordas de um violino, para ela esse instrumento 02 - conecta (02 - conecta – conécta) pessoas do mundo todo com um som que alcança e acalma a alma. Já o rapazote pensou na música para cantar e encantar a 03 - plateia (03 - plateia – platéia) de sua banda de rock. A esposa, Bia, era mais prática, via que a música unia as expressões e queria saber se comunicar mais e melhor, uniu o som da percussão com as danças árabes, que resgatavam sua cultura ancestral. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2432264 970) Com esses exemplos, evidencia-se que, desde sempre, a música é vista como um diferencial por causa das motivações de quem a conhece e hoje ela se tornou uma forma de expressão que se justifica por abarcar diversas áreas da sociedade, variadas idades e famílias inteiras. Sobre o texto apresentado, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) Rafael Ramirez tem dois filhos que querem aprender música por motivos diferentes. ( ) Os pais de Rafael Ramirez o incentivaram a ser um musicista. ( ) Os pais de Rafael Ramirez ignoraram a vontade de seu filho, assim, ele se tornou musicista, independente da opinião de seus pais. ( ) O autor evidencia a importância da música para diversas áreas da sociedade, tal como a da família Ramirez. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. a) V - V - V - F. b) F - F - F - F. c) V - V - F - V. d) F - F - F - V. e) V - F - V - V. www.tecconcursos.com.br/questoes/1942882 IBFC - ASC (CBM AC)/CBM AC/2022 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) A Lição da Borboleta Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo; um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, enquanto ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco. Então, pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia e não conseguia ir além. O homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu pequeno corpo estava murcho e tinha as asas amassadas. O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e se esticassem para serem capazes de suportar o corpo, que iria se afirmar a tempo. Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço da borboleta para passar através da pequena abertura eram necessários para que o fluido do corpo da borboleta fosse para as asas, de modo que ela estaria pronta para voar, uma vez que estivesse livre do casulo. Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. Se vivêssemos sem quaisquer obstáculos, não seriamos tão fortes e nunca poderiamos voar... Que a vida seja um eterno desafio, pois só assim voar será realmente possível. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1942882 971) Adaptado de “A Lição da Borboleta” – Autor desconhecido. Leia atentamente o texto “A Lição da Borboleta”. A primeira vista, textos enquadrados no gênero textual crônica são aparentemente simples, mas podem apresentar severas críticas sociais. Nesse caso específico, há a famosa “moral da história”. Assinale dentre as alternativas abaixo a que apresenta a moral da história do texto. a) Os homens são providos de gentileza e de vontade de ajudar. b) A natureza é sábia, assim sendo, a interferência do homem é desnecessária. c) Se vivêssemos sem quaisquer obstáculos, seriamos ainda mais fortes, pois poderiamos desenvolver habilidades que não desenvolvemos até agora. d) Não se pode desanimar frente aos obstáculos da vida, muitas vezes, eles são necessários para o seu desenvolvimento. www.tecconcursos.com.br/questoes/1950362 IBFC - CCA (IBGE)/IBGE/2022 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Texto II Amanhã eu faço! Ano novo, vida nova, novos planos para a futuro: cuidar melhor da saúde, aprender ou melhorar os conhecimentos de uma língua estrangeira, arrumar aquela peça quebrada do carro ou da casa e por aí vai. Mas, como bem sabemos, para a maioria das pessoas poucos desses planos terão realmente se concretizado ao final deste ano. Dentro de todos nós (com variações, é claro) existe uma forte tendência ao adiamento, à ‘enrolação”, ao “amanhã eu começo”. Talvez não devesse haver qualquer surpresa nisso. Mas não é só no país de Macunaíma ou dos nossos irmãos latino-americanos que viceja o “mañana”(= amanhã). Antes de ser um problema cultural regional, esse é um problema do ser humano. A procrastinação, que é como se chama esse adiamento das tarefas ou das realizações, é, já há algum tempo, objeto de estudo da psicologia. Também, diversos desses livros de autoajuda ou guias de eficiência no trabalho ensinam como enfrentar e vencer a procrastinação. As estimativas disponíveis sugerem que entre 15% e 25% das pessoas adultas são, foram ou serão procrastinadoras em algum momento de suas vidas. Nos Estados Unidos, berço da cultura antiprocrastinação, um estudo recente sugeriu que “a procrastinação se situa no núcleo de comportamentos, como o abuso de drogas, marcados por impulsividade e baixa capacidade de autocontrole”. Nesse estudo, publicado na revista “Psychological Science” (novembro de 1997), Dianne Tice e Roy Baumeister compararam dados de estudantes universitários referentes ao estresse e aos sintomas gerais de saúde em relação às tarefas escolares daquele período. Os estudantes que se diziam procrastinadores tiveram notas piores e também relataram um maior estresse e uma frequência de gripes e resfriados. Na verdade, os procrastinadores se deram melhor no começo do ano, mas acabaram levando a pior no cômputo geral. Uma versão da fábula da cigarra e da formiga sob uma outra óptica. Assim, se, ao iniciar um trabalho, você precisa antes apontar todos os lápis, arrumar todos os papéis, tomar o último gole de água e resolver quaisquer outras coisas, cuidado (...). Utilize o texto acima para responder às questão Leia atentamente o fragmento do texto “Amanhã eu faço!”, como é comum em produçõestextuais, vários aspectos são abordados no seu desenvolvimento. Assim, dentre as alternativas abaixo, a que expõe o https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1950362 972) assunto geral tratado no texto. a) A falta de tempo. b) A falha nos hábitos humanos. c) A procrastinação. d) A hereditariedade da preguiça. e) A proatividade. www.tecconcursos.com.br/questoes/1950368 IBFC - CCA (IBGE)/IBGE/2022 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Texto II Amanhã eu faço! Ano novo, vida nova, novos planos para a futuro: cuidar melhor da saúde, aprender ou melhorar os conhecimentos de uma língua estrangeira, arrumar aquela peça quebrada do carro ou da casa e por aí vai. Mas, como bem sabemos, para a maioria das pessoas poucos desses planos terão realmente se concretizado ao final deste ano. Dentro de todos nós (com variações, é claro) existe uma forte tendência ao adiamento, à ‘enrolação”, ao “amanhã eu começo”. Talvez não devesse haver qualquer surpresa nisso. Mas não é só no país de Macunaíma ou dos nossos irmãos latino-americanos que viceja o “mañana”(= amanhã). Antes de ser um problema cultural regional, esse é um problema do ser humano. A procrastinação, que é como se chama esse adiamento das tarefas ou das realizações, é, já há algum tempo, objeto de estudo da psicologia. Também, diversos desses livros de autoajuda ou guias de eficiência no trabalho ensinam como enfrentar e vencer a procrastinação. As estimativas disponíveis sugerem que entre 15% e 25% das pessoas adultas são, foram ou serão procrastinadoras em algum momento de suas vidas. Nos Estados Unidos, berço da cultura antiprocrastinação, um estudo recente sugeriu que “a procrastinação se situa no núcleo de comportamentos, como o abuso de drogas, marcados por impulsividade e baixa capacidade de autocontrole”. Nesse estudo, publicado na revista “Psychological Science” (novembro de 1997), Dianne Tice e Roy Baumeister compararam dados de estudantes universitários referentes ao estresse e aos sintomas gerais de saúde em relação às tarefas escolares daquele período. Os estudantes que se diziam procrastinadores tiveram notas piores e também relataram um maior estresse e uma frequência de gripes e resfriados. Na verdade, os procrastinadores se deram melhor no começo do ano, mas acabaram levando a pior no cômputo geral. Uma versão da fábula da cigarra e da formiga sob uma outra óptica. Assim, se, ao iniciar um trabalho, você precisa antes apontar todos os lápis, arrumar todos os papéis, tomar o último gole de água e resolver quaisquer outras coisas, cuidado (...). Utilize o texto acima para responder às questão Segundo o dicionário Oxford Languages, procrastinar é um verbo transitivo direto e intransitivo que significa transferir para outro dia ou deixar para depois; adiar, delongar, postergar, protrair. Tendo como base a definição do dicionário e o desenvolvimento do fragmento do texto, assinale a alteranativa que melhor define procrastinação. a) O excesso de afazeres no século XXI. b) A falta de tempo que assola os seres humanos. c) A falta de organização do tempo para os afazeres. d) O excesso de organização atemporal. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1950368 973) e) A falta de responsabilidade dos jovens. www.tecconcursos.com.br/questoes/1950373 IBFC - CCA (IBGE)/IBGE/2022 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Texto II Amanhã eu faço! Ano novo, vida nova, novos planos para a futuro: cuidar melhor da saúde, aprender ou melhorar os conhecimentos de uma língua estrangeira, arrumar aquela peça quebrada do carro ou da casa e por aí vai. Mas, como bem sabemos, para a maioria das pessoas poucos desses planos terão realmente se concretizado ao final deste ano. Dentro de todos nós (com variações, é claro) existe uma forte tendência ao adiamento, à ‘enrolação”, ao “amanhã eu começo”. Talvez não devesse haver qualquer surpresa nisso. Mas não é só no país de Macunaíma ou dos nossos irmãos latino-americanos que viceja o “mañana”(= amanhã). Antes de ser um problema cultural regional, esse é um problema do ser humano. A procrastinação, que é como se chama esse adiamento das tarefas ou das realizações, é, já há algum tempo, objeto de estudo da psicologia. Também, diversos desses livros de autoajuda ou guias de eficiência no trabalho ensinam como enfrentar e vencer a procrastinação. As estimativas disponíveis sugerem que entre 15% e 25% das pessoas adultas são, foram ou serão procrastinadoras em algum momento de suas vidas. Nos Estados Unidos, berço da cultura antiprocrastinação, um estudo recente sugeriu que “a procrastinação se situa no núcleo de comportamentos, como o abuso de drogas, marcados por impulsividade e baixa capacidade de autocontrole”. Nesse estudo, publicado na revista “Psychological Science” (novembro de 1997), Dianne Tice e Roy Baumeister compararam dados de estudantes universitários referentes ao estresse e aos sintomas gerais de saúde em relação às tarefas escolares daquele período. Os estudantes que se diziam procrastinadores tiveram notas piores e também relataram um maior estresse e uma frequência de gripes e resfriados. Na verdade, os procrastinadores se deram melhor no começo do ano, mas acabaram levando a pior no cômputo geral. Uma versão da fábula da cigarra e da formiga sob uma outra óptica. Assim, se, ao iniciar um trabalho, você precisa antes apontar todos os lápis, arrumar todos os papéis, tomar o último gole de água e resolver quaisquer outras coisas, cuidado (...). Utilize o texto acima para responder às questão A partir da leitura do fragmento do texto “Amanhã eu faço!”, identifique, dentre as afirmativas abaixo, aquelas que estão em congruência com o assunto e com os fatos sobre a procrastinação. I. Para a maioria das pessoas, pouco do que foi planejado será efetivamente concretizado. II. A procrastinação é objeto de estudo da psicologia, entretanto não é aceita em livros de autoajuda ou guias de eficiência no trabalho. III. A América do Norte é o berço da cultura de procrastinação. IV. A procrastinação ocorre devido ao uso de substância ilícitas. V. Estudos realizados indicam que os procrastinadores têm um nível maior de estresse, gripes e resfriados frequentes. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1950373 974) 975) a) Apenas as afirmativas I e III estão corretas. b) Apenas as afirmativas II e V estão corretas. c) Apenas a afirmativa IV está correta. d) Apenas as afirmativas I e V estão corretas. e) Apenas a afirmativa III está correta. www.tecconcursos.com.br/questoes/1950893 IBFC - Ag Cen (IBGE)/IBGE/Administração e Informática/2022 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Utilize o texto abaixo para responder a questão. Texto I Os caminhões chegaram às sete e meia e todas as famílias que restavam na favela havia muito tempo já estavam de pé. Era difícil continuar na cama. Desde os bons tempos, as mulheres levantavam bem cedo para a lavagem das roupas, para o apanho da água, para o preparo das pobres marmitas. Os homens também. Uns saíam para o trabalho. Outros, em busca do primeiro gole de cachaça no balcão do armazém de sô Ladislau, [...]. As crianças maiores acordavam cedo também, trazendo nos olhos e no estômago a desesperada expectativa. Será que hoje tem pão? Os menores, os nenéns brigando com a vida, dando socos no ar exigindo o peito da mãe ou a mamadeira completada com mais água sempre. (Conceição Evaristo, Becos da Memória, p.168) Na passagem acima, o narrador relaciona o tempo e o espaço, indicando que, na favela, acordava-se cedo, sobretudo, em função: a) do costume individual cultivado por poucos moradores da favela. b) de necessidades distintas de grupos diversos de moradores. c) do olhar idealizado que os moradores lançavam sobre o trabalho. d) da presença de um número muito grande de crianças na favela. e) dos homens serem acordados por suas mulheres bem cedo. www.tecconcursos.com.br/questoes/1950900IBFC - Ag Cen (IBGE)/IBGE/Administração e Informática/2022 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Utilize o texto abaixo para responder a questão. Texto I Os caminhões chegaram às sete e meia e todas as famílias que restavam na favela havia muito tempo já estavam de pé. Era difícil continuar na cama. Desde os bons tempos, as mulheres levantavam bem cedo para a lavagem das roupas, para o apanho da água, para o preparo das pobres marmitas. Os homens também. Uns saíam para o trabalho. Outros, em busca do primeiro gole de cachaça no balcão do armazém de sô Ladislau, [...]. As crianças maiores acordavam cedo também, trazendo nos olhos e no estômago a desesperada expectativa. Será que hoje tem pão? Os menores, os nenéns brigando com a vida, dando socos no ar exigindo o peito da mãe ou a mamadeira completada com mais água sempre. (Conceição Evaristo, Becos da Memória, p.168) No texto literário, a expressividade no emprego da linguagem é uma importante ferramenta na construção de sentido. Na passagem “As crianças maiores acordavam cedo também, trazendo nos olhos https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1950893 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1950900 976) 977) e no estômago a desesperada expectativa”, considerando-se o contexto, realça-se: a) a responsabilidade das crianças. b) a caracterização da fome. c) a passagem do tempo. d) o desejo de transformação. e) a doença que atingia o corpo. www.tecconcursos.com.br/questoes/1950901 IBFC - Ag Cen (IBGE)/IBGE/Administração e Informática/2022 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Utilize o texto abaixo para responder a questão. Texto II ciclo vicioso minha namorada sempre sonha que namora seu namorado antigo minha ex-namorada sempre sonha que me namora e eu, desconfiado, tenho feito tudo para não sonhar... (Cacaso, Poesia Completa, p.126) 8) O sentido do texto constrói-se por meio de sua organização interna. Desse modo, de acordo com o poema, o esforço do enunciador por “não sonhar” deve-se ao fato de: a) sentir muito ciúme de sua atual namorada. b) desejar ocupar o sonho de sua ex-namorada. c) não acreditar em sonhos de amores antigos. d) querer que sua atual namorada sonhe com ele. e) não querer sonhar com sua ex-namorada. www.tecconcursos.com.br/questoes/1950919 IBFC - Ag Cen (IBGE)/IBGE/Administração e Informática/2022 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Utilize o texto abaixo para responder a questão Texto III A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que inclui a proteção de dados pessoais como direito fundamental do cidadão, aprovada pelo Senado nesta semana, é extremamente relevante para os dias de hoje, de acordo com o professor da Singularity University e especialista em digital, Ricardo Cavallini. Em entrevista à CNN, ele afirmou que o conceito de privacidade mudou muito. “No mundo conectado, tudo é gravado, ninguém mais será anônimo, não tem mais escolha, a cada milissegundo tem alguém capturando dados sobre a gente, com quem fala, onde está, por onde passa”, explicou. (Matéria publicada em 22/10/2021. Disponível em: https://www.cnnbrasil. com.br/business/privacidade-e-protecao- de-dados-hoje-sao-sinonimo-deliberdade- diz-especialista/Acesso em 07/12/2021) A citação presente no segundo parágrafo do texto revela a percepção do professor Ricardo Cavalinni, principalmente, acerca: https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1950901 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1950919 978) a) do trabalho do Senado. b) da legalidade de gravações. c) da técnica de capturar dados. d) do conceito de privacidade. e) das experiências pessoais. www.tecconcursos.com.br/questoes/2057987 IBFC - Ana (EBSERH UNIFAP)/EBSERH HU- UNIFAP/Administrativo/Administração/2022 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Texto I A menina que criava peixes na barriga (fragmento) A menina lavava a louça no jirau estendido para o fundo da casa de madeira. No quintal havia um lago de águas represadas que no tempo invernoso transbordava, formando um córrego, que por sua vez desaguava no rio. Barrigudinha, como quase todas as crianças ribeirinhas amazônicas, ela ajudava a mãe depois do almoço e guardava no armário de madeira branca os parcos talheres e vasilhas usados nas refeições familiares. Quando seus parentes dormiam à tarde, Kelly do Socorro – esse era o nome dela – se dirigia ao pequeno porto da frente da casa para olhar os navios transportadores de minérios, parados ao longo do rio, à espera de carregamento. Ali ela se imaginava viajando num daqueles monstros de ferros que povoavam a paisagem e alimentavam seus sonhos. Acenava, também, para os pescadores passantes em seus barquinhos motorizados movidos à gasolina, pois as velhas montarias a remo agora davam lugar às rabetas. Mas até o barulho delas lhe encantava. A mãe quebrava o encanto, chamando-a. Era hora de preparar o jantar, antes que os carapanãs que costumavam aparecer subitamente em nuvens ao anoitecer enchessem a casa. O pai chegaria logo com cachos de açaí para serem debulhados e preparados no acompanhamento da refeição do dia seguinte. Kelly chorava. – Dói muito minha barriga, mãe. Não aguento mais isso todo dia. A mãe retrucava. – Tu tens que fazer isso, criatura. É da tua natureza. E fazia massagem na barriga, no peito e na boca da menina com azeite de copaíba. Talvez por causa do amargor desse óleo vegetal ela não resistia e expelia pela boca dezenas de peixes sobre o jirau. A mãe escolhia os maiores, descamava-os com rapidez e os fritava para o jantar. Os restantes eram jogados ainda vivos no pequeno igarapé atrás da casa. Eram de várias espécies e se reproduziam e cresciam rapidamente, formando enormes cardumes, para a satisfação dos pescadores da área. [...] (Fernando Canto) De acordo com a leitura atenta do texto, no sexto parágrafo, ao afirmar “É da tua natureza.”, pode-se inferir que a mãe transmite à filha: a) a esperança de que a condição atual será alterada. b) o desejo de que a menina não continue com dores. c) um sentimento de indignação em função do desconforto. d) a necessidade de resignar-se diante da situação. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2057987 979) e) a certeza de que o incômodo relatado é falso. www.tecconcursos.com.br/questoes/2058174 IBFC - Ana (EBSERH UNIFAP)/EBSERH HU- UNIFAP/Administrativo/Administração/2022 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Texto I A menina que criava peixes na barriga (fragmento) A menina lavava a louça no jirau estendido para o fundo da casa de madeira. No quintal havia um lago de águas represadas que no tempo invernoso transbordava, formando um córrego, que por sua vez desaguava no rio. Barrigudinha, como quase todas as crianças ribeirinhas amazônicas, ela ajudava a mãe depois do almoço e guardava no armário de madeira branca os parcos talheres e vasilhas usados nas refeições familiares. Quando seus parentes dormiam à tarde, Kelly do Socorro – esse era o nome dela – se dirigia ao pequeno porto da frente da casae para olhar os navios transportadores de minériosa, parados ao longo do rio, à espera de carregamento. Ali ela se imaginava viajando num daqueles monstros de ferros que povoavam a paisagemb e alimentavam seus sonhos. Acenava, também, para os pescadores passantes em seus barquinhos motorizados movidos à gasolinac, pois as velhas montarias a remod agora davam lugar às rabetas. Mas até o barulho delas lhe encantava. A mãe quebrava o encanto, chamando-a. Era hora de preparar o jantar, antes que os carapanãs que costumavam aparecer subitamente em nuvens ao anoitecer enchessem a casa. O pai chegaria logo com cachos de açaí para serem debulhados e preparados no acompanhamento da refeição do dia seguinte. Kelly chorava. – Dói muito minha barriga, mãe. Não aguento mais isso todo dia. A mãe retrucava. – Tu tens que fazer isso, criatura. É da tua natureza. E fazia massagem na barriga, nopeito e na boca da menina com azeite de copaíba. Talvez por causa do amargor desse óleo vegetal ela não resistia e expelia pela boca dezenas de peixes sobre o jirau. A mãe escolhia os maiores, descamava-os com rapidez e os fritava para o jantar. Os restantes eram jogados ainda vivos no pequeno igarapé atrás da casa. Eram de várias espécies e se reproduziam e cresciam rapidamente, formando enormes cardumes, para a satisfação dos pescadores da área. [...] (Fernando Canto) A significação de uma palavra, às vezes, pode ser compreendida por meio de elementos que a circundam num texto. Considerando o vocábulo “rabeta”, presente no terceiro parágrafo, pode-se afirmar que seu significado está apontado no seguinte fragmento do mesmo parágrafo: a) “navios transportadores de minérios”. b) “monstros de ferros que povoavam a paisagem”. c) “barquinhos motorizados movidos à gasolina”. d) “velhas montarias a remo”. e) “pequeno porto da frente da casa”. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2058174 980) 981) www.tecconcursos.com.br/questoes/2058199 IBFC - Ana (EBSERH UNIFAP)/EBSERH HU- UNIFAP/Administrativo/Administração/2022 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Texto II O texto abaixo é um fragmento da obra Amapá: a terra onde o Brasil começa (1999). Tem, pois, o Amapá, uma vocação natural para a produção de proteína muito superior à capacidade interna de consumo, o que faz deste cenário norte-hemisférico um caso excepcional no contexto brasileiro. Além desta excelência, detém o Amapá reservas incalculáveis de minérios, primeiro deles o manganês, explorado incessantemente há 40 anos sem grandes contribuições à diversificação da economia local e à elevação de seu nível de capitalização interna. Dentro de pouco tempo, porém, toda esta riqueza de reservas minerais estará revelada e se constituirá contribuição decisiva à produção nacional. Enfim, entre as aguadas litorâneas de rara apropriação à cultura do búfalo e as surpresas escondidas sob a serra de Tumucumaque, estende-se, ainda, uma faixa de cerrados por onde se iniciou a ocupação do território, pobre, porém suficiente para abrigar um processo de substituição de importações de víveres, hoje, vocacionada para o reflorestamento. (Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/1029/000773424.pdf?sequence=4&isAllowed=y. Acesso em: 15/02/2022) De acordo com o texto, a excepcionalidade do Amapá estaria relacionada com: a) um destaque da vocação natural para a produção de proteína. b) a superioridade de produção em relação ao consumo interno. c) a particularidade de compor o cenário norte- hemisférico no país. d) o fato de deter reservas incalculáveis de minérios. e) o potencial incessante de exploração do manganês. www.tecconcursos.com.br/questoes/2059418 IBFC - Tec (EBSERH UNIFAP)/EBSERH HU-UNIFAP/Segurança do Trabalho/2022 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Texto I O conto do vigário (Joseli Dias) Um conto de réis. Foi esta quantia, enorme para a época, que o velho pároco de Cantanzal perdeu para Pedro Lulu, boa vida cuja única ocupação, além de levar à perdição as mocinhas do lugar, era tocar viola para garantir, de uma casa em outra, o almoço de todos os dias. Nenhum vendeiro, por maior esforço de memória que fizesse, lembraria o dia em que Pedro Lulu tirou do bolso uma nota qualquer para comprar alguma coisa. Sempre vinha com uma conversa maneira, uma lábia enroladora e no final terminava por comprar o que queria, deixando fiado e desaparecendo por vários meses, até achar que o dono do boteco tinha esquecido a dívida, para fazer uma nova por cima. A vida de Pedro Lulu era relativamente boa. Tocava nas festas, ganhava roupas usadas dos amigos e juras de amor de moças solteironas de Cantanzal. A vida mansa, no entanto, terminou quando o Padre Bastião chegou por ali. Homem sisudo, pregava o trabalho como meio único para progredir na vida. Ele https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2058199 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2059418 982) mesmo dava exemplo, pegando no batente de manhã cedo, preparando massa de cimento e assentando tijolos da igreja em construção. Quando deu com Pedro Lulu, que só queria sombra e água fresca, iniciou uma verdadeira campanha contra ele. Nos sermões, pregava o trabalho árduo. Pedro Lulu era o exemplo mais formidável que dava aos fiéis. “Não tem família, não tem dinheiro, veste o que lhe dão, vive a cantar e a mendigar comida na mesa alheia”, pregava o padre, diante do rebanho. Aos poucos Pedro Lulu foi perdendo amizades valiosas, os almoços oferecidos foram escasseando e até mesmo nas rodas de cantoria era olhado de lado por alguns. “Isso tem que acabar”, disse consigo. Naquele dia foi até a igreja e prostou-se diante do confessionário. Fingindo ser outra pessoa, pediu ao padre o mais absoluto segredo do que iria contar, porque havia prometido a um amigo que não faria o mesmo diante das maiores dificuldades, mas que vê-lo em tamanha necessidade, tinha resolvido confessar-se passando o segredo adiante. O Padre, cujo único defeito era interessar-se pela vida alheia, ficou todo ouvidos. E foi assim que a misteriosa figura contou que Pedro Lulu era, na verdade, riquíssimo, mas que por uma aposta que fez, não podia usufruir de seus bens na capital, que somavam milhares de contos de réis. [...] De acordo com o texto, pode-se afirmar que a opinião de moradores acerca de Pedro Lulu: a) era resultado da identificação com um comportamento típico. b) foi alterada em função da avaliação feita pelo padre. c) dependia da qualidade com que ele tocava a viola. d) era marcada por vínculos sólidos de longas amizades. e) jamais considerou as atitudes cotidianas por ele realizadas. www.tecconcursos.com.br/questoes/2063208 IBFC - Adm (DETRAN AM)/DETRAN AM/2022 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Depois de caminhar por alguns metros, Edgar Wilson percebe ao longe a carcaça de um animal. Segue pela estrada de terra batida, que fica deserta a maior parte do tempo e é usada como atalho pelos motoristas que conhecem bem as imediações. Edgard fora atraído para esse trecho por causa de uma revoada de abutres. Assim como a podridão os atrai, os que se alimentam dela atraem Edgard. Tanto as aves carniceiras quanto ele se valem dos próprios sentidos para encontrar os mortos, e ambas as espécies sobrevivem desses restos não reclamados. Todo nascimento é também um pouco de morte. Edgar já viu algumas criaturas nascerem mortas, outras, morrerem horas depois. Sua consciência sobre o fim de todas as coisas tornou-se aguçada desde que abatia o gado e principalmente agora, ao recolher todas as espécies em qualquer parte. Assim como não teme o pôr do sol, Edgar Wilson entende que não deve temer a morte. Ambos ocorrem involuntariamente num fluxo contínuo. De certa forma, o inevitável lhe agrada. Sentir-se passível de morrer fortalece suas decisões. Não importa o que faça, seja o bem, seja o mal, ele deixará de existir. Distrai-se dos voos dos abutres e caminha mais alguns metros em outra direção, para a caveira de uma vaca atirada no meio da estrada. Nota que não foi atropelada. Os ossos estão intactos, nenhum sinal de fratura. O couro foi levemente oxidado, consumido pela exposição climática. Não há sinal de vermes necrófagos ou pequenos insetos a devorá-la. Edgar Wilson inclina ainda mais o corpo ao perceber uma colmeia presa às costelas da vaca. Apanha um galho de árvore caído no chão e cutuca a colmeia, mesmo sabendo que é perigoso. Nada acontece. Cutuca-a com mais força e a colmeia se parte. Não há abelhas. Percebe algo pastoso e brilhante. Leva a mão até a colmeia e arranca um favo de mel. Cheira-o. Toca a ponta da língua. Diferente do que imaginou, não está podre. Come um pouco do mel. Agradam-lhe as https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2063208 983) pequenas explosões do favo rompendo em sua boca, algumas lascas muito finas que se prendem entre os molaressuperiores. Lambe o excesso de mel nos dedos e os limpa no macacão. (MAIA, Ana Paula. Enterre seus mortos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 71-72) O texto transmite ao leitor um ponto de vista em relação à morte que é apresentada como algo: a) involuntário e temível. b) contínuo e lamentável. c) inconsciente e perverso. d) inevitável e recorrente. www.tecconcursos.com.br/questoes/2074043 IBFC - Tec (DETRAN AM)/DETRAN AM/Administrativo/2022 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) É proibido chorar Em um dos meus textos em que eu falava sobre as dificuldades de lançar meu livro e, ao mesmo tempo, de suportar as dores diárias da sobrevivência, muita gente se identificou com a minha luta. Nenhuma surpresa nisso, pois desde que nascemos as pedras espreitam nosso caminho. E a briga pelo leite, o choro, já era o nosso grito de que não aceitaríamos tudo calados. Infelizmente, alguns deixaram de gritar, por isso, choram até hoje. Não tenho dó de quem sofre, tenho raiva de quem faz sofrer. Sei de vários que estão na luta e merecem o meu e o nosso respeito: são os quixotes da periferia. Não só os da periferia geográfica, mas todos os que vivem no centro do esquecimento da humanidade, quer seja artista (?), ou não. Aliás, ser artista neste país não é um privilégio, e sim um castigo, não sei por que tem tanta gente metida a besta só por conta disso. Tristes figuras. Às vezes, os vejo por aí, os guerreiros, correndo atrás de sonhos e também me vejo neles, sou um deles também, nunca deixei de sonhar, coleciono pedras, mas também semeio quimeras. Vejo e me identifico com a luta, outras vezes, observo-os em silêncio e penso no que será que eles estão pensando, ou como deve ser a casa deles, e, na maioria das vezes, quantos inimigos devem ter. E a única coisa da qual tenho certeza e sei é sobre o que eles comem: poeira e lama. Seja procurando um emprego no centro da cidade, um CD demo debaixo do braço, uns poemas numas folhas de sulfite amareladas e sujas ou um simples bico de pedreiro, boa parte desses guerreiros passa a vida lutando e não se importa com as portas pesadas que cada vez se fecham mais para a nossa gente, que nasce sem as chaves certas e programadas. A chave de tudo é não desistir, não há outra saída que não a ousadia, a perseverança e a teimosia. [...] (VAZ, Sérgio. Literatura, pão e poesia: histórias de um povo lindo e inteligente. São Paulo: Global Editora, 2020, p. 39-40) O texto apresenta um posicionamento sobre o trabalho artístico. A esse respeito, é correto afirmar que o autor: a) detalha as particularidades dessa categoria exigindo privilégios que cabem só a ela. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2074043 984) b) parte de uma experiência pessoal para denunciar uma desvalorização coletiva da profissão. c) defende que as dificuldades dos artistas contribuem como inspiração para os trabalhos. d) aceita as lutas da profissão, com passividade, ciente de que o reconhecimento será obtido. www.tecconcursos.com.br/questoes/2074050 IBFC - Tec (DETRAN AM)/DETRAN AM/Administrativo/2022 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) É proibido chorar Em um dos meus textos em que eu falava sobre as dificuldades de lançar meu livro e, ao mesmo tempo, de suportar as dores diárias da sobrevivência, muita gente se identificou com a minha luta. Nenhuma surpresa nisso, pois desde que nascemos as pedras espreitam nosso caminho. E a briga pelo leite, o choro, já era o nosso grito de que não aceitaríamos tudo calados. Infelizmente, alguns deixaram de gritar, por isso, choram até hoje. Não tenho dó de quem sofre, tenho raiva de quem faz sofrer. Sei de vários que estão na luta e merecem o meu e o nosso respeito: são os quixotes da periferia. Não só os da periferia geográfica, mas todos os que vivem no centro do esquecimento da humanidade, quer seja artista (?), ou não. Aliás, ser artista neste país não é um privilégio, e sim um castigo, não sei por que tem tanta gente metida a besta só por conta disso. Tristes figuras. Às vezes, os vejo por aí, os guerreiros, correndo atrás de sonhos e também me vejo neles, sou um deles também, nunca deixei de sonhar, coleciono pedras, mas também semeio quimeras. Vejo e me identifico com a luta, outras vezes, observo-os em silêncio e penso no que será que eles estão pensando, ou como deve ser a casa deles, e, na maioria das vezes, quantos inimigos devem ter. E a única coisa da qual tenho certeza e sei é sobre o que eles comem: poeira e lama. Seja procurando um emprego no centro da cidade, um CD demo debaixo do braço, uns poemas numas folhas de sulfite amareladas e sujas ou um simples bico de pedreiro, boa parte desses guerreiros passa a vida lutando e não se importa com as portas pesadas que cada vez se fecham mais para a nossa gente, que nasce sem as chaves certas e programadas. A chave de tudo é não desistir, não há outra saída que não a ousadia, a perseverança e a teimosia. [...] (VAZ, Sérgio. Literatura, pão e poesia: histórias de um povo lindo e inteligente. São Paulo: Global Editora, 2020, p. 39-40) Ao afirmar que “desde que nascemos as pedras espreitam nosso caminho” (2º§), o autor: a) faz uso da linguagem simbólica para indicar as dificuldades da vida. b) defende que as dificuldades limitam-se a um só período da vida. c) sugere que as dificuldades da vida devem ser combatidas como as pedras. d) detalha quais são as dificuldades enfrentadas no momento do nascimento. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2074050 985) 986) www.tecconcursos.com.br/questoes/2074052 IBFC - Tec (DETRAN AM)/DETRAN AM/Administrativo/2022 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) É proibido chorar Em um dos meus textos em que eu falava sobre as dificuldades de lançar meu livro e, ao mesmo tempo, de suportar as dores diárias da sobrevivência, muita gente se identificou com a minha luta. Nenhuma surpresa nisso, pois desde que nascemos as pedras espreitam nosso caminho. E a briga pelo leite, o choro, já era o nosso grito de que não aceitaríamos tudo calados. Infelizmente, alguns deixaram de gritar, por isso, choram até hoje. Não tenho dó de quem sofre, tenho raiva de quem faz sofrer. Sei de vários que estão na luta e merecem o meu e o nosso respeito: são os quixotes da periferia. Não só os da periferia geográfica, mas todos os que vivem no centro do esquecimento da humanidade, quer seja artista (?), ou não. Aliás, ser artista neste país não é um privilégio, e sim um castigo, não sei por que tem tanta gente metida a besta só por conta disso. Tristes figuras. Às vezes, os vejo por aí, os guerreiros, correndo atrás de sonhos e também me vejo neles, sou um deles também, nunca deixei de sonhar, coleciono pedras, mas também semeio quimeras. Vejo e me identifico com a luta, outras vezes, observo-os em silêncio e penso no que será que eles estão pensando, ou como deve ser a casa deles, e, na maioria das vezes, quantos inimigos devem ter. E a única coisa da qual tenho certeza e sei é sobre o que eles comem: poeira e lama. Seja procurando um emprego no centro da cidade, um CD demo debaixo do braço, uns poemas numas folhas de sulfite amareladas e sujas ou um simples bico de pedreiro, boa parte desses guerreiros passa a vida lutando e não se importa com as portas pesadas que cada vez se fecham mais para a nossa gente, que nasce sem as chaves certas e programadas. A chave de tudo é não desistir, não há outra saída que não a ousadia, a perseverança e a teimosia. [...] (VAZ, Sérgio. Literatura, pão e poesia: histórias de um povo lindo e inteligente. São Paulo: Global Editora, 2020, p. 39-40) O enunciado “Tristes figuras.”, que inicia o 7º parágrafo, ilustra um uso expressivo da linguagem uma vez que: a) se aproxima da oralidade devido à ausência de concordância nominal. b) reforça o sentido atribuído pelo adjetivo em função de sua anteposição. c) aponta uma caracterização objetiva e sem juízo de valor para o substantivo. d) emprega o substantivo“figuras” sem um referente textual claro. www.tecconcursos.com.br/questoes/2074060 IBFC - Tec (DETRAN AM)/DETRAN AM/Administrativo/2022 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Separação (fragmento) Voltou-se e mirou-a como se fosse pela última vez, como quem repete um gesto imemorialmente https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2074052 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2074060 987) irremediável. No íntimo, preferia não tê-lo feito; mas ao chegar à porta sentiu que nada poderia evitar a reincidência daquela cena tantas vezes contada na história do amor, que é história do mundo. Ela o olhava com um olhar intenso, onde existia uma incompreensão e um anelo, como a pedir-lhe, ao mesmo tempo, que não fosse e que não deixasse de ir, por isso que era tudo impossível entre eles. (MORAES, Vinicius de. Para viver um grande amor. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 24) O texto aborda o tema da separação. Na perspectiva do enunciador, trata-se de algo que: a) limita-se à experiência do casal apresentado na narrativa. b) resulta de uma sequência de cenas pouco complexas. c) não envolve conflitos em função de ser algo habitual. d) é corriqueiro na história do amor e do mundo. www.tecconcursos.com.br/questoes/2149541 IBFC - Deleg (PC BA)/PC BA/2022 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Texto Eu tinha uns quatro anos no dia em que minha mãe morreu. Dormia no meu quarto, quando pela manhã me acordei com um enorme barulho na casa toda. Eram gritos e gente correndo para todos os cantos. O quarto de dormir de meu pai estava cheio de pessoas que eu não conhecia. Corri para lá, e vi minha mãe estendida no chão e meu pai caído em cima dela como um louco. A gente toda que estava ali olhava para o quadro como se estivesse em um espetáculo. Vi então que minha mãe estava toda banhada em sangue, e corri para beijá-la, quando me pegaram pelo braço com força. Chorei, fiz o possível para livrar- me. Mas não me deixaram fazer nada. Um homem que chegou com uns soldados mandou então que todos saíssem, que só podia ficar ali a polícia e mais ninguém. Levaram-me para o fundo da casa, onde os comentários sobre o fato eram os mais variados. O criado, pálido, contava que ainda dormia quando ouvira uns tiros no primeiro andar. E, correndo para cima, vira meu pai com o revólver na mão e minha mãe ensanguentada. “O doutor matou a dona Clarisse!” Por quê? Ninguém sabia compreender. (REGO, José Lins do. Menino de Engenho. São Paulo: Global Editora, 2020.) O texto é uma narrativa em primeira pessoa que possui um caráter memorialístico. Fica explicitada, linguisticamente, certa imprecisão do que é recordado quando o narrador faz a caracterização: a) dos seus pais. b) do criado de sua casa. c) da localização espacial. d) de sua própria idade. e) da polícia. www.tecconcursos.com.br/questoes/2149543 IBFC - Deleg (PC BA)/PC BA/2022 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2149541 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2149543 988) 989) Texto Eu tinha uns quatro anos no dia em que minha mãe morreu. Dormia no meu quarto, quando pela manhã me acordei com um enorme barulho na casa toda. Eram gritos e gente correndo para todos os cantos. O quarto de dormir de meu pai estava cheio de pessoas que eu não conhecia. Corri para lá, e vi minha mãe estendida no chão e meu pai caído em cima dela como um louco. A gente toda que estava ali olhava para o quadro como se estivesse em um espetáculo. Vi então que minha mãe estava toda banhada em sangue, e corri para beijá-la, quando me pegaram pelo braço com força. Chorei, fiz o possível para livrar- me. Mas não me deixaram fazer nada. Um homem que chegou com uns soldados mandou então que todos saíssem, que só podia ficar ali a polícia e mais ninguém. Levaram-me para o fundo da casa, onde os comentários sobre o fato eram os mais variados. O criado, pálido, contava que ainda dormia quando ouvira uns tiros no primeiro andar. E, correndo para cima, vira meu pai com o revólver na mão e minha mãe ensanguentada. “O doutor matou a dona Clarisse!” Por quê? Ninguém sabia compreender. (REGO, José Lins do. Menino de Engenho. São Paulo: Global Editora, 2020.) A cena do feminicídio introduz este romance de José Lins do Rego e é marcada: a) pela caracterização da precariedade da casa em que se passou o crime e que remete à ideia de abandono. b) por uma descrição detalhada do comportamento violento do pai que antecedeu o assassinato. c) pela busca incessante de motivos que justificassem a violência do episódio descrito. d) pela revolta dos espectadores da cena mostrando a reação da sociedade diante da violência apresentada. e) por uma sequência de ações do filho reforçando sua incompreensão do que era por ele observado. www.tecconcursos.com.br/questoes/2150017 IBFC - Deleg (PC BA)/PC BA/2022 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Texto I Inverno A família estava reunida em torno do fogo, Fabiano sentado no pilão caído, sinhá Vitória de pernas cruzadas, as coxas servindo de travesseiros aos filhos. A cachorra Baleia, com o traseiro no chão e o resto do corpo levantado, olhava as brasas que se cobriam de cinza. Estava um frio medonho, as goteiras pingavam lá fora, o vento sacudia os ramos das catingueiras, e o barulho do rio era como um trovão distante. Fabiano esfregou as mãos satisfeito e empurrou os lições com a ponta da alpercata. As brasas estalaram, a cinza caiu, um círculo de luz espalhou-se em redor da trempe de pedra, clareando vagamente os pés do vaqueiro, os joelhos da mulher e os meninos deitados. De quando em quando estes se mexiam, porque o lume era fraco e apenas aquecia pedaços deles. Outros pedaços esfriavam recebendo o ar que entrava pela rachadura das paredes e pelas e gretas da janela. Por isso não podiam dormir. Quando iam pegando no sono, arrepiavam-se, tinham precisão de virar-se, chegavam-se à trempe e ouviam a conversa dos pais. Não era propriamente conversa eram frases soltas, espaçadas, com repetições e incongruências. As vezes uma interjeição gutural dava energia ao discurso ambíguo. Na verdade nenhum deles prestava atenção às palavras do outro: iam exibindo as imagens que lhes vinham ao espírito, e as https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2150017 990) imagens sucediam-se, deformavam-se, se não havia meio de dominá-las. Como os recursos de expressão eram minguados, tentavam remediar a deficiência falando alto. [...] (RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro; Record, 2009, p. 63-64) O texto apresenta um expressivo caráter descritivo e faz uso das caracterizações de modo a: a) apontara ausência de relação entre o espaço físico descrito e os personagens que o ocupam. b) realçar a vulnerabilidade dos personagens diante da condição em que se encontram. c) retratar, de forma generalizada, a reação de todos os seres humanos diante do clima frio por meio da ação dos personagens. d) indicar os efeitos positivos que a natureza exerce nas reflexões dos personagens independente de sua condição física. e) representar, simbolicamente, o papel acolhedor da natureza em meio a situações de dificuldade material. www.tecconcursos.com.br/questoes/2215000 IBFC - Esp Fom (AFEAM)/AFEAM/Administração/2022 Língua Portuguesa (Português) - Interpretação de Textos (compreensão) Capital intelectual Todo conhecimento, sabedoria e vivência que os profissionais de uma empresa possuem é conhecido como capital intelectual. As empresas estão tão habituadas a inventariar computadores, móveis e ativos que se esquecem da parte humana, ou seja, a intelectual. Ele é invisível e intangível, tornando-se difícil sua identificação e gestão adequada. Antigamente, a lógica do capitalismo na Era Industrial focava apenas no capital financeiro, mas a realidade atual é diferente. As empresas fazem investimentos massivos em conhecimento. Se antes os empresários eram