Prévia do material em texto
Prof.ª Sueli Pereira Donato Prof.ª Márcia Regina Mocelin SISTEMA DE ENSINO E LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL AULA 1 2 CONVERSA INICIAL Olá! Nesta aula, vamos abordar: A estrutura da educação no Brasil; A organização e o funcionamento do sistema de ensino brasileiro; A legislação educacional e sua importância na educação básica; O papel das políticas educacionais na atualidade desenvolvidas em diferentes contextos (federal, estadual e municipal). Esta aula tem como objetivo principal apresentar esses temas na interface com a educação brasileira no contexto de uma sociedade capitalista marcada historicamente por desigualdades sociais e luta de classes, destacando aqui o caráter dialético e contraditório desta sociedade e da escola em cumprir sua função social, tendo em vista que este lócus, ao mesmo tempo que pode reproduzir e legitimar as desigualdades sociais postas no capitalismo, pode, também, assumir um papel contra-hegemônico, contrário ao status quo estabelecido. TEMA 1 – SISTEMAS DE ENSINO – CONCEITOS, ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO A escolarização ocupou um espaço tão importante nas sociedades contemporâneas que não conseguimos imaginar a vida sem escolas, e a tendência é de que cada vez mais se aumente o tempo de permanência dentro dos espaços escolares. Dessa maneira, a educação vai paulatinamente ampliando sua presença na vida das pessoas, e as instituições escolares vão aumentando em número e diversidade. Ocorre que as escolas não são instituições semelhantes às fábricas e por isso não suporta a simplificação do ser humano, como as empresas fazem. As escolas não são ilhas e, portanto, atuam em conexão umas com as outras, o que constitui complexas redes educacionais. No Brasil, independentemente de a escola ser pública ou privada, todas as instituições escolares são regulamentadas pela mesma legislação educacional e estão vinculadas a um sistema de ensino. O uso do termo sistema em nosso país é polêmico, uma vez que não temos um único sistema de ensino, mas, sim, sistemas de ensino (no plural). 3 Saviani (2009, p. 2) alerta que "[...] o sistema não é um dado natural, mas é, sempre, um produto da ação humana". Esta ação carrega uma intencionalidade e está presente nos sistemas público, privado, filosófico, político e educacional. Um sistema abarca sempre um contexto mais amplo em que está inserido. O sistema educacional contempla uma estrutura, portanto estão inter- relacionados. Além disso, "o sistema exige a articulação entre teoria e prática, entre o pensar e fazer, entre intelecto e ação" (Soares; Soares, 2017, p. 28). Temos, atualmente, os seguintes sistemas de ensino: o federal, os estaduais e os municipais (LDBEN, 1996). Nesse sentido, as escolas, as redes e os sistemas de ensino também são regulados por políticas públicas, numa complexa rede de práticas governamentais, de recursos financeiros e de legislações. A esse respeito, Cordiolli esclarece que “[...] educação, estado e política são três conceitos que estão permanentemente articulados e imbricados, sendo que toda análise e estudo da educação implicam necessariamente, conexões com a política e as ações do estado” (2011, p. 22). Vamos, a partir de então, conhecer um pouco das políticas educacionais, considerando a educação na sociedade capitalista, no contexto das transformações e nas formas de organização social. Sistema é o produto da ação humana, é a organização de um conjunto de ideias, valores, regras ou leis que tem uma intencionalidade e um agir sistematizado. Na definição de Saviani (2009, p. 3), sistema é “[...] a unidade de vários elementos intencionalmente de modo a formar um conjunto coerente e operante”. Existe uma estrutura em determinada realidade: social, política, econômica, educacional etc. O sistema é toda a organização para o funcionamento dessa estrutura. Ambos são inter-relacionados. TEMA 2 – LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL – MARCOS LEGAIS: CONCEITO E IMPORTÂNCIA Quando entramos nesse universo da legislação, queremos nos referir a “um conjunto de leis destinadas a estabelecer as regras em campos específicos: legislação trabalhista, legislação esportiva, legislação de trânsito, legislação educacional etc.” (Soares; Soares, 2017, p. 31). Desse modo, o papel do Estado, representado por diversas instituições, busca regular a vida social das pessoas 4 em um país por meio de políticas públicas em diversas áreas sociais, entre elas a educação, a saúde, a habitação etc. Os governos organizados nos sistemas judiciários, parlamentares e executivos dirigem as ações do estado. No Brasil, são os prefeitos, os governadores e o presidente da república que chefiam esses cargos executivos. Veja as funções destinadas aos cargos: Parlamentares: legislam e fiscalizam as ações do Estado; Poder judiciário: garante o funcionamento institucional do Estado; Partidos políticos: permitem a eleição dos cidadãos aos cargos parlamentares; Sociedade civil: organizações sociais que não pertencem às estruturas compostas por instituições governamentais. A legislação é sempre um conjunto de leis que regulam as relações sociais em um país e são destinadas a estabelecer as regras em diversos campos. Em um Estado democrático, as leis vêm garantir a igualdade dos direitos. Perante a lei, todos são iguais, têm os mesmos direitos e deveres como cidadãos. A Constituição Federal é o principal marco de ação de todo o país, e é ela que regula todas as suas relações sociais. Nesse sentido, é um marco importante. A nossa Constituição de 1988 foi denominada de constituição cidadã, pois foi elaborada num clima de ampla participação democrática e popular. Nesse sentido, a participação de todos os sujeitos políticos, dos sindicatos e dos movimentos sociais foi muito importante para a garantia de diversos direitos sociais. Entre esses direitos está a educação. A Constituição coloca no início a educação como um direito social e traz outras questões, como a gratuidade do ensino, a existência de escolas públicas e privadas. No campo educacional, temos a legislação educacional que orienta o funcionamento da educação formal em nosso país: a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN, Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, promulgada após oito anos de debate no congresso nacional; o Plano Nacional de Educação 2014-2024, que tem sua elaboração determinada pela CF/1988, constituindo-se uma política nacional de Estado com duração decenal; o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (1990); as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica (Res. CNE/CEB – 4/2010). 5 TEMA 3 – A CONSTITUIÇÃO FEDERAL E A LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL (LDBEN) Se estamos falando em educação, em escola, em sala de aula, por que falarmos de aspectos políticos? Estudar os aspectos políticos e educacionais é de extrema importância para a vida profissional e para todos que fazem parte da comunidade escolar em sua gestão e execução. Compreender leis, pareceres, decretos, normas é de grande complexidade, no entanto é extremamente relevante. Não é possível imaginar nossas vidas sem educação, sem escola. Em educação, os mais diversos temas se inter-relacionam e interagem com muita constância. Consequentemente, as escolas e os sistemas de ensino são regulados por políticas públicas, com muitas legislações e recursos financeiros. A escola tal qual conhecemos é uma construção do Estado moderno criada para responder às necessidades da sociedade. O Estado, então, trabalha no sentido de produzir as políticas que vigem na educação e, por ser o Estado por meio do seu governo que produz as políticas, faz-se necessário compreender essa aplicação. Nesse sentido, é de suma importância entender os marcos legais da educação. No Brasil, temos uma lei considerada acima de todas as demais leis,denominada de Carta Magna, aquela que norteia todas as demais leis instituídas para organizar a vida social, ou seja, a Constituição Federal de 1988, que é a “legislação fundante e fundamental de toda a ordem jurídica relativa à educação existente nos Estados, nos Municípios, no Distrito Federal e no que couber, ao Brasil como um todo” (Cury, 2002, p. 19). A CF de 1988 trata a educação: “[...] como um dos direitos sociais inalienáveis”. O acesso ao ensino obrigatório e gratuito como direito público subjetivo, [...[ a educação é um direito constitutivo da pessoa, de todo cidadão brasileiro, e o Estado (o governo) é o responsável por assegurar que esse direito seja de fato efetivado, garantido” (Soares; Soares, 2017, p. 32) Entre as questões principais, vale lembrar que a educação, ainda que seja um direto, é também um dever, que faz com que as crianças, os adolescentes e os jovens estejam na escola. Por isso, os pais, quando não matriculam seus filhos menores de idade na escola, ficam passíveis de penalidades. A Constituição trouxe diversas organizações para a educação, como a modalidade 6 de educação de jovens e adultos e a educação infantil, que até certo tempo atrás eram consideradas áreas da assistência social. A partir da Constituição de 1988, considerada uma Constituição Cidadã por ter sido elaborada em um contexto de democratização do país, é que se estabelecem outras leis, por exemplo a LDBEN (1996), na área educacional, referindo-se à escolarização formal – escola regular (públicas e privadas). Neste campo, a LDBEN estabelece dois níveis de educação nacional: educação básica e educação superior. Também nesta Constituição está clara a necessidade de a União legislar sobre as diretrizes e bases da educação e formar um plano nacional de educação. No mesmo ano da aprovação da Constituição, começaram as discussões sobre a LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Várias entidades e organizações da sociedade civil e os movimentos ligados a educação se uniram para apresentar um projeto de lei das diretrizes e bases da educação. Esse projeto foi para o Senado e trilhou um longo caminho até 1996, quando foi aprovada no Governo de Fernando Henrique Cardoso. Desde o projeto feito pela sociedade civil até o projeto final, muitas questões foram reestruturadas. Esse projeto, mesmo sem falar de um sistema nacional de educação e nem estabelecer alguns critérios sobre como as verbas governamentais poderiam ser aplicadas na escola, é um dos marcos de extrema importância na educação. Por que ela é de suma importância mesmo com a ausência de um sistema da educação elaborado? Porque a primeira LDB de 1961 já estava obsoleta. A LDB veio, portanto, reforçar alguns princípios: Igualdade de condições para acesso e permanência na escola; Liberdade de pensamento; Garantia de padrão de qualidade; Gratuidade do ensino público em instituições escolares oficiais; Valorização dos profissionais da educação; Gestão democrática da educação; Respeito a liberdade e apreço à tolerância; Valorização da experiência extraescolar; Vinculação entre a educação, as práticas sociais e o trabalho. 7 A Constituição Federal, assim como a LDB, tem também a tarefa de organizar um plano nacional de educação. A importância dos planos é que, por meio deles, é possível fazer um diagnóstico da realidade educacional brasileira. O PNE visa a articulação e o desenvolvimento do ensino nos seus mais diversos níveis. Nós temos dois planos de educação: o primeiro plano, com as metas a serem cumpridas entre 2001 e 2010, e o segundo plano, que deveria ter sido aprovado em 2011 para ser executado até 2020, foi somente aprovado em 2014 e tem 20 metas a serem cumpridas até 2023. Entre as principais metas estão valorização do profissional da educação, ampliação da educação infantil e ampliação do acesso ao ensino superior. Sabemos que as melhorias na educação somente são possíveis quando as verbas são suficientes, ou seja, quando o financiamento da educação realmente acontece. No primeiro PNE, algumas das metas sobre o financiamento da educação foram vetadas no governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso, e isso fez com que essas metas não fossem alcançadas. O segundo PNE, por sua vez, retomou o financiamento e é uma de suas principais metas. A LDB traz a organização da educação como educação básica. Ela ordena e dá todas as diretrizes a serem seguidas. Lembre-se que a educação está assim dividida: 3.1 Educação básica – dividida em 3 etapas Educação infantil – para crianças da primeira e da segunda infância (0 a 3 anos e 4 e 5 anos de idade); Ensino fundamental – ingresso aos 6 anos com duração de 9 anos; Ensino médio – duração mínima de 3 anos, podendo chegar a 5 anos na modalidade educação profissional técnica de nível médio. 3.2 A educação superior Ensino superior – graduação e pós-graduação. TEMA 4 – ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Lei Federal nº 8.069, de 13 de julho de 1990, resultante de um amplo debate social e político, constitui- 8 se em um importante documento para assegurar os direitos das crianças e dos adolescentes na sociedade em geral, na qual, a partir desta lei, são considerados sujeito de direitos, que possuem a garantia de direitos fundamentais, como os direitos à vida, à educação, à saúde e à escola, sem esquecer dos deveres quando esses sujeitos praticam atos infracionais. Além disso, o ECA tem sido um importante documento orientador de políticas públicas educacionais, devido ao seu papel essencial na garantia do direito à escola, justamente porque reafirma o direito à escola pública e gratuita, amparado pela Constituição (1988). É com certeza desafiante entender as políticas públicas para a gestão da infância e da adolescência sem saber o que significa e sem ter o conhecimento a respeito da doutrina da proteção integral como pilar fundante do ECA e, por consequência, de suas perspectivas, ou seja, compreender a doutrina, compreender o ECA do ponto de vista da proteção integral e de todos os atores sociais envolvidos. Quando essas políticas, no caso a política chamada ECA, são analisadas de forma técnica, fazendo-se apenas cumprir as normas ou as regras, corre-se o risco de resolver apenas os itens relacionados a economia, sem sanar as necessidades legítimas da criança e do adolescente, desmerecendo a teoria da proteção integral. Nesse sentido, os conselhos municipais e estaduais e o Governo federal, além das organizações da sociedade civil, apontam o norte das políticas e da gestão por meio do seu planejamento. Esse planejamento é o direcionamento para legitimar as políticas para a infância com a implementação destas, segundo os parâmetros estabelecidos no ECA. Outro ponto fundamental é entender que o sistema de garantia de direitos só existe porque tem como tema central a criança e o adolescente, ou seja, só existe porque existem as crianças e os adolescentes. Pensando assim, entendemos que, para que os direitos das crianças e dos adolescentes sejam respeitados e realmente implementados em comunidades, bairros, cidades e/ou regiões do país, é preciso articular todas as instituições e todos os envolvidos dentro do sistema de garantia de direitos para chegar até as políticas públicas integradas. As políticas públicas são o motor para fazer com que o sistema de garantia de direitos funcione, uma engrenagem complexa e interdependente. 9 A Constituição de 1988 trouxe novas reflexões sobre o tratamento direcionado a crianças e adolescentes em todo o Brasil, de uma política pública existente por muitos anos embasada por códigos judiciários criminalizadores de crianças para uma doutrina da proteção integral. Essa mudança contou com a participação de atores que até entãonão tinham a menor visibilidade social. Claro que esse fato não aconteceu do dia para a noite: esse movimento foi criando pressão, envolvendo juristas, empresários, sindicatos, pastorais e todos em defesa da infância e da adolescência. O resultado imediato foi a inclusão do art. 227 da Constituição Federal. Desse artigo resulta toda a escrita da Lei nº 8.069/1990, então denominada Estatuto da Criança e do Adolescente. TEMA 5 – POLÍTICAS EDUCACIONAIS CONTEMPORÂNEAS – CONCEITO E PAPEL Existem diversas políticas, como as políticas educacionais (estabelecidas no âmbito das políticas sociais e que perpassam reações de poder), as quais destinam-se à área educacional e são constituídas por um conjunto de ações, programas, leis e projetos desenvolvidos em um terreno de disputa no interior da sociedade capitalista. As políticas, de um modo geral, pautam-se sempre em determinada concepção de homem e sociedade. Por isso, as políticas educacionais, ao mesmo tempo que busca defender princípios como o da escola pública gratuita, universal, obrigatória e laica, também podem assumir um caráter negativo em relação à classe trabalhadora à medida que transforma a educação em mercadoria, contribuindo para a exclusão social. Este quadro reforça a importância da participação efetiva dos diferentes atores da sociedade para instituir políticas educacionais voltadas à construção de uma educação de qualidade. Por política educacional se entende “um conjunto de ações, programas, projetos, leis que movimenta a área educacional, sempre pautada numa determinada concepção de sociedade e de homem” (Lima; Aranda; Lima, 2012, p. 16). 10 A legislação e as políticas educacionais são efetivadas no contexto da prática por meio dos sujeitos envolvidos no espaço escolar. Desse modo, depreende-se que tais políticas estão sujeitas ao processo de hibridização. Ao mesmo tempo que temos as leis, as normas, os decretos, os pareceres escritos e muito bem escritos, temos dificuldade em fazer cumprir essas normatizações e fazer valer o direito à educação para todos. Algumas formas de fazermos com que a escola possa ter acesso a democratização da gestão, autonomia da gestão e, consequentemente, uma participação mais efetiva na gestão escolar é colocarmos em prática os mecanismos da gestão democrática escolar. NA PRÁTICA Após essa incursão sobre o sistema de ensino brasileiro, vamos pensar como tudo se processa na prática, como acontece no dia a dia das escolas e das instituições, pois, ao pensarmos em todas essas questões referentes à estrutura da educação no Brasil, faz-se necessário compreender a importância de conhecer e ter o mínimo do domínio sobre as legislações, as declarações, as leis, os pareceres, os decretos, entre outros. É possível hoje um profissional da educação que atue em qualquer dos níveis da educação brasileira não conhecer essas legislações e conseguir dar conta da formação integral do discente em sala de aula? O que diz o ECA acerca dos direitos e deveres da criança e do adolescente (12 a 17 anos) no contexto escolar? Qual é o papel dos professores para assegurar a efetividade desta legislação na escola? E sobre o sistema de socioeducação, qual é o conhecimento que temos? Convido você a refletir sobre isso! FINALIZANDO Nesta aula, discutimos alguns elementos importantes para análise e compreensão do sistema de ensino, das políticas e legislação educacional com base nos temas: Sistemas de ensino: conceitos, estrutura e funcionamento; Legislação educacional – marcos legais: conceito e sua importância; 11 Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN); Estatuto da Criança e Adolescente (ECA); Políticas educacionais contemporâneas: conceito e seu papel apontando os principais elementos legais que interferem no cotidiano das instituições escolares. “Não permitais que nada seja imutável” (Bertold Brecht). 12 REFERÊNCIAS BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Diário Oficial da União, Poder Legislativo, Brasília, DF, 23 dez. 1996. LIMA, P. G.; ARANDA, M. A. de M. A.; LIMA, A. B. de L. Políticas educacionais, participação e gestão democrática da escola na contemporaneidade brasileira. Revista Ensaio. Belo Horizonte. v. 14. n. 1. p. 51-64, jan./abr. 2012. MEC – MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Legislação: Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1290 7:legislacoes&catid=70:legislacoes>. Acesso em: 6 fev. 2019. MEC – MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA. Resolução n. 4, de 13 de julho de 2010. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 14 jul. 2010. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_10.pdf>. Acesso em: 6 fev. 2017. SAVIANI, D. Formação de professores: aspectos históricos e teóricos do problema no contexto brasileiro. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 14, n. 40, p. 143- 155, jan./abr. 2009. SOARES, K. C. D.; SOARES, M. A. S. S. Sistema de ensino: legislação e política educacional para a educação básica. Curitiba: InterSaberes, 2017.