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PATOLOGIA GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PRÁ PROGRAMA FORMA PARÁ CURSO: ENFERMAGEM Profa. Dra. Patrícia Lima patricia.lima@uepa.br LESÕES IRREVERSÍVEIS – MORTE CELULAR Depleção de ATP, Lesão Mitocondrial Irreversível Influxo do Cálcio Oxigênio e Radicais Livres derivados do O2 Defeitos da Permeabilidade da Membrana Lesão do DNA e proteínas Lesão Celular – Mecanismos ↓ ATP Influxo de Cálcio Dano Mitocondrial Radicais Livres Lesão Celular – Mecanismos Robbins, Pathologic basis of disease, 9th edition Permeabilidade da MP Compensatório da Glicose anaeróbica intracelul ar Rompimento estrutural do aparelho de síntese proteica Isquemia e Ações de toxinas depleção do ATP As células mamíferas são obrigatoriamente dependentes do metabolismo oxidativo para sobrevida, independente da capacidade glicolítica. São alvos de muitos estímulos nocivos: HIPÓXIA e TOXINAS. Podem ser danificadas por: - Elevação do Ca2+ citosólico, - Estresse Oxidativo , - Privação de O2 Uma lesão irreparável das mitocôndrias destruirá as células Durante a geração de Energia pequenas quantidades de formas de oxigênio reativas parcialmente reduzidas são produzidas como um subproduto inevitável da respiração mitocondrial, sendo removidos pelos mecanismos de defesa. Algumas dessas formas são RADICAIS LIVRES (espécies reativas de oxigênio - ERO) que podem reagir e danificar lipídios, proteínas e ácidos nucléicos [ERO] ou remoção ineficiente ESTRESSE OXIDATIVO ESTRESSE OXIDATIVO A perda inicial da Permeabilidade Seletiva da membrana, levando a lesão franca da membrana, é uma característica constante de todas as formas de lesão celular (exceto apoptose). Mecanismo de dano a membrana: - Síntese de fosfolipídeos - Degradação de fosfolipídeos. - Ação de radicais livres que reagem com os lipídios (Peroxidação Lipídica); - Alteração do citoesqueleto (ativação de protease pelo [Ca2+] citosólico) - Produtos de degradação de lipídios (ac graxos livres, acilcaritina, lisofosfolipidio agem como detergentes) Dano a membrana mitocondrial Dano a membrana Plasmática Dano a membrana lisossomal Lesão Celular – Mecanismos Resposta celular ao estímulo / agressão Robbins, Pathologic basis of disease, 9th edition Exemplos de resposta celular Adaptação • Hipertensão Arterial • Doença de Alzheimer Lesão Reversível • Hipóxia • Acidente Isquêmico Transitório Lesão Irreversível • Hepatite Aguda • Infarto agudo do miocárdio Resposta celular ao estímulo/agressão Robbins, Pathologic basis of disease, 9th edition Morte celular Agentes agressores Lesões reversíveis Morte celular • Natureza do agente agressor • Intensidade • Duração Ponto de não retorno Lesão celular – critérios de irreversibilidade Perda de permeabilidade seletiva de membrana Destruição excessiva de DNA e proteínas Necrose x Apoptose • NECROSE: – Processo de desestruturação de proteínas intracelulares e digestão enzimática de células que já apresentam dano letal! • APOPTOSE: – Morte celular programada através da ativação enzimática que desencadeia mecanismos que culminam com um dano letal! Necrose Interrupção das funções vitais (produção de energia e sínteses celulares) Morte celular em organismo vivo e seguida de autólise Robbins e Cotran, 8ª ed. Necrose Alterações irreversíveis – pH e Permeabilidade de membranas Liberação de enzimas lissômicas Liberação de proteínas / enzimas para o extra-celular Digestão / Desestruturação celular Recrutamento de células inflamatórias Necrose Robbins, Pathologic basis of disease, 9th edition Picnose, Cariólise e Cariorrexe ↓ 1) Abaixamento do pH; 2) Desoxirribonucleases. Alterações nucleares Necrose - Morfologia • Eosinofilia – perda RNA / desnaturação protéica • Picnose e Cariorexis Causas e tipos As necroses são classificadas de acordo com a morfologia ou a etiologia da lesão: 1. Necrose por coagulação (Necrose isquêmica) 2. Necrose por liquefação (Coliquativa) 3. Necrose caseosa 4. Esteatonecrose • Qualquer agente lesivo pode causar necrose devido a: 1. Redução de energia, seja por obstrução vascular (isquemia, anóxia), seja por inibição da respiração celular; 2. Produção de radicais livres; 3. Ação direta sobre enzimas, inibindo processos vitais (agentes químicos e toxinas); 4. Agressão direta a membrana citoplasmática. Necrose – Tipos • COAGULATIVA (DE COAGULAÇÃO) – Tecidos de circulação terminal – baço, coração – Desnaturação celular com arcabouço mantido – Fantasmas de células / perda de núcleos – Exemplo do IAM – Liberação de enzimas e tempo de aparecimento Necrose por Coagulação - Isquêmica 1 2 3 4 Robbins e Cotran, 8ª ed. Necrose por Coagulação - Isquêmica Necrose – Tipos • LIQUEFATIVA – Tecidos sem arcabouço (cérebro) ou quando o mesmo é destruído (abcessos) – digestão das células mortas Infarto cerebral (acima) com necrose liquefativa no lado esquerdo. Necrose por Liquefação Anóxia no tecido nervoso, na supra-renal ou na mucosa gástrica Necrose – Tipos • CASEOSA – Geralmente associada ao granuloma da tuberculose – coleções de células fragmentadas em meio a debris amorfos com halo de células inflamatórias Necrose Caseosa Massa homogênea e acidófila Robbins e Cotran, 8ª ed. Brasileiro Filho, 2018. Necrose Caseosa Esteatonecrose (Necrose Enzimática do Tecido Adiposo) • Necrose que atinge os ADIPÓCITOS. • Ocorre na pancreatite aguda. Triglicerídeos (glicerol+ácidos graxos) Saponificação de ácidos graxos LIPASES Depósitos ou manchas esbranquiçadas → PINGO DE VELA Necrose – Tipos • GORDUROSA – Áreas focais de destruição gordurosa, especialmente ligadas à liberação de lipase pancreática – comum na pancreatite aguda Necrose enzimática gordurosa (NE) em pâncreas. Há intensa liberação de lipases nesse órgão, as quais podem atingir o próprio tecido adiposo pancreático, destruindo-o. As células perderam seus núcleos e o citoplasma se tornou uma massa rosada amorfa de material necrótico. Corte longitudinal de pâncreas exibindo extensa área de necrose enzimática (NE). Observe o tecido amarelado decorrente da lise de adipócitos. Robbins e Cotran, 8ª ed. Evolução Regeneração Cicatrização Encistamento Eliminação Calcificação Necrose – Tipos • GANGRENOSA – Comprometimento de múltiplos tecidos – especialmente membros Gangrena Forma de evolução da necrose que resulta da ação de AGENTES EXTERNOS sobre o tecido necrosado A desidratação do tecido necrosado origina a GANGRENA SECA (mumificação). A GANGRENA ÚMIDA OU PÚTRIDA decorre da invasão do tecido por MICROORGANISMOS ANAERÓBIOS. Comum em necrose do tubo digestivo, pulmões e pele. A GANGRENA GASOSA é secundária a contaminação do tecido necrosado com germes do gênero Clostridium. Gangrena APOPTOSE A apoptose é uma via de morte celular, induzida por um programa de suicídio estritamente regulado no qual as células destinadas a morrer ativam enzimas que degradam seu próprio DNA e as proteínas nucleares e citoplasmáticas. Apoptose Tipo especial de morte celular, onde a célula é estimulada a acionar mecanismos que culminam com a sua morte. Não ocorre autólise. As células são fragmentadas e os fragmentos são endocitados por células vizinhas. ↑ Apoptose ↓ Doença de Alzheimer e Parkinson Neoplasias Condições fisiológicas A) Remodelação de órgãos durante a embriogênese e na vida pós-natal. Ex. glândulas mamárias e endométrio. B) Linfócitos que proliferam após estimulação antigênica tendem a entrar em apoptose quando o estímulo cessa ou é inadequado. C) Eliminação delinfócitos autorreatores. Condições patológicas Hipóxia, infecção por vírus, radicais livres, substâncias químicas, agressão imunitária e radiações ionizantes. Apoptose - Causas • SITUAÇÕES FISIOLÓGICAS – Embriogênese – Involução hormônio dependente – Tolerância imunológica – Morte de células inflamatórias residentes • SITUAÇÕES PATOLÓGICAS – Dano ao DNA – Acúmulo de proteínas deformadas – Infecções (especialmente organismos intra-celulares) – Atrofia patológica FUNÇÕES DA APOTOSE 1-Elimina células danificadas/prejudiciais 2-Fisiologicamente ocorre: na renovação de células epiteliais e hematopoiéticas Mantém número constante de células nos tecidos adultos: Ex.: 5x10 células do sangue → eliminadas por morte celular programada (dia/adultos) # colapso endometrial durante a menstruação # deleção de células nas criptas intestinais 3-Papel importante no desenvolvimento embrionário: -eliminação de tecidos entre os dedos (membrana interdigital) -eliminação de neurônios em excesso 4- Mecanismo de defesa: -células infectadas por vírus -células com danos no DNA -células neoplásicas Na EMBRIOGÊNESE (separação de dedos dos membros, ...) Apoptose é funcional para os seres vivos multinucleados Exemplos da importância da Apoptose no desenvolvimento manutenção do tamanho e forma dos órgãos e tecidos Equilíbrio entre a taxa de geração celular (60 bi/dia) e taxa de morte celular (10 bi/dia) Razão da morte celular Desordem e acúmulo celular Homeostase Desordem e perda celular HOMEOSTASE CELULAR 1- AIDS destruição apoptótica dos linfócitos T/CD4 indução da permeabilização da membrana mitocondrial 2- Doenças neurodegenerativas: Alzheimer e Parkinson apoptose precoce dos neurônios demência progressiva, perda cognitiva e memória 3- Infarto do miocárdio por isquemia necrose das células que dependem dos vasos afetados e apoptose das células vizinhas pela geração de ROS 4- Doenças hepáticas induzidas por toxinas e alcoolismo 5- Osteoporose perda da massa óssea Doenças Associadas com Aumento da apoptose Câncer Linfoma folicular, Carcinoma mamário Tumores hormônios dependentes Câncer de próstata e ovário Doenças auto-imunes falhas (no timo) na apoptose de células T que reagem com substâncias do próprio organismo Lupus eritrematoso sistêmico Glomerulonefrite imuno-mediada Infecções virais inibem apoptose das células infectadas Herpesvírus Poxvírus Adenovírus Doenças Associadas com Diminuição da apoptose APOPTOSE -vacúolos citoplasmáticos -encolhimento e diminuição do contato célula-célula -Fragmentação da membrana nuclear -condensação cromatínica -Despolarização da membrana mitocondrial -fragmentação internucleossomal do DNA -desintegração nuclear e corpos apoptóticos -fagocitose pelos macrófagos Ocorrência unicelular Estímulo fisiológico Sem reversibilidade CARACTERÍSTICAS GERAIS DA APOPTOSE Apoptose - Mecanismos • Sinalização • Controle e Integração • Execução • Remoção dos fragmentos celulares das células apoptóticas Apoptose – Mecanismos e Morfologia • Contração celular • Condensação da cromatina • Formação de bolhas e corpúsculos apoptóticos • Fagocitose por macrófagos Robbins, Pathologic basis of disease, 9th edition Apoptose – Mecanismos e Morfologia Robbins, Pathologic basis of disease, 9th edition APOPTOSE Apoptose – Morfologia Patogênese ● Apoptose resulta da ativação sequencial de proteases, que induzem as modificações funcionais e morfológicas características do processo. Caspases ativadoras (Casp 8, 9 e 10) Caspases efetuadoras (Casp 3, 6 e 7) Outras proteases DNA Laminas nucleares Citoesqueleto Mecanismos da Apoptose A apoptose resulta da ativação de enzimas chamadas caspases. Ativação das caspases depende de um equilíbrio entre vias moleculares pró e anti-apoptóticas. Duas vias distintas convergem: via mitocondrial (Intrínseca) e via receptor de morte (Extrínseca). Embora possam interagir, geralmente são induzidas sob diferentes condições. Apoptose por estímulos em receptores que tem domínios de morte (via extrínseca) Ocorre em linfócitos autorreativos e células neoplásicas ou infectadas por vírus. Brasileiro Filho, 2018. Via extrínseca da apoptose Via extrínseca da apoptose TNF, TRAIL, CD95 (FAS ou APO1) 1) Ligantes de morte ligam-se aos receptores de morte 2) Molécula adaptadora FADD é recrutada 3) Ligação de caspases-8 e 10 Bloqueia a ativação da caspase-8 Bloqueia a ativação da caspase-8 Ativa o domínio BID, membro apoptótico da família Bcl-2 *** Cliva e ativa a caspase-3 efetora DISC: complexo sinalização indutor de morte • Permeabilidade da mitocôndria é controlada por proteínas cujo protótipo é a Bcl-2. • Alterações ativam sensores membros da família Bcl-2 - “proteínas BH3” – ativam os membros pró-apoptóticos das famílias chamadas Bax e Bak. • Dimerizam e se inserem da MM, formando canais através dos quais o citocromo c e outras proteínas mitocondriais extravasam para o citosol. • Esses sensores também inibem as moléculas antiapoptóticas Bcl-2 e Bcl- xL , aumentando o extravasamento de proteínas mitocondriais. • O citocromo c, em conjunto com alguns cofatores, ativa a caspase 9. • O resultado final é a ativação da cascata de caspases, levando, finalmente, à fragmentação nuclear. • A via mitocondrial parece ser a via responsável pela maioria das situações de apoptose. Apoptose --- Via Intrínseca Apoptose por estímulos que atuam na membrana mitocondrial (via intrínseca) (1) Ação de substâncias que interferem na integridade da camada lipídica (p. ex., hipóxia, radicais livres, aumento de Ca++, ácidos biliares apolares, ésteres de etanol com ácidos graxos e alguns medicamentos quimioterápicos); (2) Agressão ao DNA (p. ex., radiações ionizantes, luz ultravioleta, radicais livres, agentes genotóxicos etc.); (3) Estresse do retículo endoplasmático. Brasileiro Filho, 2018. Mudanças na permeabilidade da membr. mitocôndria Apoptose --- Via Intrínseca INIBIDORES DA APOPTOSE • testosterona • estradiol • Progesterona • Prolactina • fatores de crescimento (EGF, IGF-I, NGF, PDGF) • interleucinas • hormônio de crescimento • gonadotrofinas INDUTORES DE APOPTOSE • esteróides • glucocorticóides • progesterona • hormônio tireóide • privação de fator de crescimento (IGF-I, EGF, PDGF, NGF) • fator de crescimento transformante • Citocinas: TNF-, IL-1, IL-6 • Fas ligante • radicais livres • Óxido nítrico REGULAÇÃO DA APOPTOSE Genes responsáveis pela regulação da apoptose conservados desde Nematodos a Humanos Caenohabditis elegans • 1090 células somáticas (diferenciadas) •131 eliminadas por apoptose durante o desenvolvimento Regulação da apoptose: 14 genes ced (cell death abnormal) ced-3 e ced-4 levam à apoptose ced-9 anti-apoptótico FAMÍLIA DE PROTEÍNA Bcl-2 25 genes Primeira oncoproteína anti-apoptótica Descoberta em Linfoma de Células B: t(14;18), gene Bcl-2 translocado para locos da cadeia pesada da Ig expressão elevada em células B. • Localização de Bcl-2: membranas intracelulares mitocôndria, retículo endoplasmático e membrana perinuclear • Oncogene Bcl-2: não tem capacidade para estimular crescimento celular aumenta a sobrevivência celular em condições de crescimento subótimas inibindo a apoptose • Proteína Bcl-2: capaz de proteger as células de uma ampla variedade de estímulos apoptóticos privação de fator de crescimento, irradiação, drogas citotóxicas, calor, monócitos, oncogenes desregulados (previne a liberação do citocromo c - mitocôndria) citoplasma mitocôndr ia Localizadas no citosol (Bax), membranas mitocôndriae RE (Bak) Bcl-2: ligada à membr. mit. e RE Localizadas no citosol e translocadas p/mitocôndria http://nips.physiology.org/content/vol18/issue3/images/large/1433-3.L.jpeg CASPASES • Caspases: são cisteína proteases que clivam proteínas depois dos resíduos aspárticos. • CASPASE: Cisteine ASPartic-acid proteASE • família de 12 proteínas: 7 envolvidas na apoptose • Possuem um resíduo de cisteína no sítio ativo clivam proteínas em resíduos de ácido aspártico • Pro-caspases (forma inativa): quando clivadas (ativas) geram uma cascata de caspases que clivam proteínas críticas para a sobrevivência da célula, como: -desmontagem do envoltório nuclear e arcabouço da lâmina -hipercondensação da cromatina -degradação proteolítica das estruturas nucleares e citoplasmáticas CASPASES CASPASES INICIADORAS caspases -2, -8, -9 e -10 processadas e ativadas com a ajuda de moléculas adaptadoras: pro-caspase-9: Apaf-1 pro-caspase-8: FADD/MORT1 quando ativadas clivam e ativam as pro-caspases efetoras CASPASES EFETORAS caspases -3, -6 e -7 quando clivadas: responsáveis pela clivagem de várias proteínas (citoesqueleto e enzimas reparo) mudanças morfológicas e bioquímicas características da morte celular apoptótica Caspases inflamatórias:(-1,-4,- 5) CASCATA DE CASPASES Caspases-2,-3,-9 Clivagem de proteínas nuclear (reparo e integridade genômica) PARP,DNA-PK, ICAD, Gelsolina, Topoisomerase I e II Caspase- 6 Clivagem de Lâmina e NuMA (proteína do aparelho mitótico- nuclear) Condensação do envelope nuclear e cromatina Caspase- 3 Clivagem de Acinus Condensação da cromatina Fragmentaçã o do DNA e Condensação da cromatina PROCESSO HISTOLÓGICO DA APOPTOSE Passos histológicos distintos: -Duração de 2-3 horas -Processo não sincrônico -Mudanças bioquímicas e morfológicas PROCESSO HISTOLÓGICO DA APOPTOSE 1.Condensação da cromatina no núcleo e rompimento da interação célula-célula -Condensação citoplasmática: (preservação integridade de organelas) disrupção dos contatos desmossomais entre células e disrupção do citoesqueleto (enzimas transglutaminase, colagenase, TRPM2) formação de blebs sobre a superfície celular. ACINUS Degradação DNA nuclear (espaços inter-nucleossomal ) → endonucleases (Dnase I) dependentes de Ca2+ e Mg2+ produz quebras de cadeia única no DNA extremidades com grupos 3’-OH Fragmentação do DNA internucleossomal produz padrão de escada no gel de eletroforese. PROCESSO HISTOLÓGICO DA APOPTOSE 2.Fragmentação da célula em corpos apoptóticos núcleos fragmentados e organelas intactas (mitocôndrias e lisossomos) enzimas envolvidas: catepsina D, ativador plasminogênio tipo-tecido e RNase. 3.Fagocitose dos corpos apoptóticos células vizinhas normais e macrófagos degradação pelos lisossomos das células recipientes Fagocitose dos corpos apoptóticos por macrófagos APOPTOSE x NECROSE Molecular Biology of the Cell, 5ª Ed. 2008. Necrose Apoptose Estímulos Anoxia, agentes bacterianos, químicos, físicos Fisiológicos: fatores de crescimento. Patológicos: vírus, radiação, fatores de crescimentos Morfologia Afeta grupo de células, edema intracelular, rompimento das organelas e da membrana Ocorre em células isoladas, organelas intactas, invaginação da membrana, enrugamento celular, formação de corpos apoptóticos Fragmentação do DNA Aleatória, ação de enzimas liberadas com ruptura das organelas Intranuclear, ação de endonucleases específicas Bioquímica Não requer energia, sem síntese de proteínas e não há controle genético Requer energia, síntese de proteínas e comando genético Reação Tecidual Inflamação local e conseqüências clínicas Sem inflamação e danos para o organismo NECROSE X APOPTOSE Necrose x Apoptose - Morfologia Robbins, Pathologic basis of disease, 9th edition Característica Necrose Apoptose Tamanho da célula Aumentado (edema) Reduzido Núcleo Picnótico a ausente Fragmentado Membrana plasmática Rompida Íntegra Conteúdos celulares Digestão enzimática Intactos Inflamação adjacente Presente Ausente Papel no organismo Sempre patológico Fisiológico ou patológico Alterações morfológicas Necrose e apoptose em carcinoma hepatocelular. Células em necrose à direita com núcleos picnóticos (setas negras). Setas amarelas indicam células tumorais em apoptose.