Prévia do material em texto
CAPÍTULO 4 – ATLS, Prof. Gabriel Sardeto Trauma Toracico · Definição de via aérea definitiva: via alternativa com balonete insuflado abaixo das cordas vocais com fixação externa. Permitir a oxigenação pulmonar · Letra B: ventilação pneumotórax simples, hipertensivo, hemotórax · Fratura de osso longo pode causa repercussão hemodinâmica · 80/60 pneumotórax hipertensivo, Glasgow 7: primeiro intuba e depois drena o paciente · Trauma abdominal fechado, PA 80/60, FAST ou TC: instável, mais rapido Identificar as lesões torácicas fatais e suas patologias Tratamento: importância da drenagem torácica Conhecer as particularidades e tratamento de cada lesão e quando existe indicação cirúrgica ➥ Tratamento 8 Lesões 1. PNEUMOTÓRAX SIMPLES: pulmão colabado drenagem 2. PNEUMOTÓRAX ABERTO: ferida lacerante curativo de 3 pontas e drenagem torácica 3. PNEUMOTÓRAX HIPERTENSIVO toracocentese e drenagem de tórax 4. CONTUSÃO PULMONAR 5. TÓRAX INSTAVEL 6. HEMOTÓRAX MACIÇO 7. CONTUSÃO MIOCÁRDICA 8. TAMPONAMENTO CARDÍACO ➥ Fisiologia da Ventilação AR: maior pressão para menor pressão Expansão pulmonar: menor pressão ar entra Pleuras, costelas, musculatura, diafragma ➥ Pneumotórax Simples DPOC: tabagista, enfisema, bolha rompe e entra o ar vazamento pleural, aumenta pressão (igual a atmosférica), perde o gradiente de pressão e o ar não consegue entrar Ar permanece entre as pleuras visceral e parietal perda da pressão negativa interpleural Pulmão não expande e fica telangectasiado Ausculta sem MV nessa região ou diminuída, percussão hipertimpânica Paciente com 36 anos, atropelamento, ECG: 15, dor torácica e múltiplos hematomas no tórax, taquidispneico (FR=32) e sat: 87%, possivel raio-x de pneumotórax Ausculta: MV diminuído a direta, PA:118x76, FC: 86, evolução: choque PA: 90x50, FC: 122 Evolução do pneumotórax simples pra pneumotórax hipertensivo: após intubação pode evoluir, por isso precisa intubar o mais rapido possivel Simples trata direto com a drenagem (fechado); hipertensivo ocorre quando aumenta a pressão interpleural, gerando colabamento total do pulmão, a pleura empurra o mediastino ➥ Pneumotórax hipertensivo Desvio do mediastino Acometimento primeiro do B e depois do C Pressão cai por tortuosidade da aorta Turgência julgar: sangue com dificuldade para chegar no coração Choque Frequente: após tentativa de punção de AVC (acesso venoso central) em pacientes em ventilação mecânica e barotrauma (aumenta pressão e causa rompimento??) Imediato: toracocentese de alivio (toracostomia) com abocate, linha hemiclavicular e coloca no espaço intercostal (2 ou 5º??) Definitivo: drenagem de tórax ➥ Pneumotórax aberto Curativo de 3 pontas Após laceração da parede torácica com perfuração pleural Aumenta pressão, ar vai entrar preferencialmente pela ferida, dificultando a inspiração Pode gerar colabamento pulmonar TRATAMENTO Primeiramente: curativo de 3 pontas fio plástico, não sutura se não sera pneumotórax simples que pode evoluir pra hipertensivo, coloca 3 esparadrapos com uma parte aberta, independente da disposição, deixando um lado aberto Lesões contusas do arcabouço e do parênquima TRATAMENTO DE CONTUSÃO PULMONAR E TÓRAX INSTAVEL Internamento Crepitação na ausculta: líquido no alvéolo Analgésico, vigilância Pode evoluir pra insuficiência respiratória franca ➥ Contusão Pulmonar Após pancada Alvéolos repletos de exsudato inflamatório liquido, comprometimento da ventilação Edema de vias aéreas distais ➥ Tórax instável 2/3 costelas consecutivas com fraturas em 2 pontos Movimento paradoxal no tórax Geralmente associado a contusão pulmonar, mas o contrário não é comum Arcabouço colaba com o movimento respiratório212 ➥ Hemotórax Afeta letra B e C Sangramento interpleural volume grande: hemotórax maciço Pode ocorrer em trauma penetrante ou contuso Pode fazer hematoma na parede torácica Tratamento é drenagem, maioria não requer abordagem cirúrgica Quando o tratamento é cirúrgico com toracotomia? Quando for o maciço!!! Abrir o tórax quando após a drenagem não cessa 1500ml de sangue imediato ou mais de 200ml nas próximas 3h de sangue Diagnóstico: ausculta, exame de imagem (raio-x ou tomo), mas pode ser presuntivo Lesões cardíacas Comprometimento mais do C e menos do B ➥ Contusão miocárdica Risco de arritmia Sempre monitorar e internar Pancada ECG e enzimas ➥ Tamponamento cardíaco Trauma contuso ou penetrante Irritação da pleura com acumulo de exsudato, produção de líquido Alta mortalidade no penetrante Turgência jugular choque e bulhas abafadas (tríade de Beck) Hipotensão arterial Pulso paradoxal Bulhas hiporfonéticas TRATAMENTO Pericardiocentese: agulha no 5º EIC Janela pericárdica ou toracotomia TORACOSTOMIA COM DRENAGEM DE TORAX COM SELO DAGUA Onde fazer? Como fazer? · Linha a linha axilar media e linha axilar anterior no 5º/6ºEIC · Linha mamilar · Incisão de 2cm + kelly: bordo superior da costela inferior para não fazer lesão de artéria intercostal · Abre a pinça · Passagem do dreno e introdução pra regiao superior do tórax · Fixação: ponto na pele, bailarina e amarra o dreno Detalhe: permite que o ar saia e não entre (por isso precisa de água) Ideal 48h a 72h permanecer o dreno Acompanhar quanto sai para poder retirar Faz sem sedativo: porque pode comprometer hemodinamicamente o paciente FINALIZANDO Lesão mais comum de trauma leve: fratura de costela 8 lesões: 3 pneumos, 2 contusas, 2 cardíacas e hemotórax Outras lesões: torácicas: bronquíolos, aorta, esôfago Estudar: indicações de toracotomia na sala de emergência irresponsivo, parada cardíaca (não precisa) Capitulo 4 atls