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21/08
Art. 122, CP.
Art. 1º  Esta Lei altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para modificar o crime de incitação ao suicídio e incluir as condutas de induzir ou instigar a automutilação, bem como a de prestar auxílio a quem a pratique.
Art. 2º O art. 122 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), passa a vigorar com a seguinte redação:
“Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação
Art. 122. Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação ou prestar-lhe auxílio material para que o faça:
Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.
§ 1º Se da automutilação ou da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, nos termos dos §§ 1º e 2º do art. 129 deste Código:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos.
§ 2º Se o suicídio se consuma ou se dá automutilação resulta morte:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos.
§ 3º A pena é duplicada:
I - se o crime é praticado por motivo egoístico, torpe ou fútil;
II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência.
§ 4º A pena é aumentada até o dobro se a conduta é realizada por meio da rede de computadores, de rede social ou transmitida em tempo real.
§ 5º Aumenta-se a pena em metade se o agente é líder ou coordenador de grupo ou de rede virtual.
§ 6º Se o crime de que trata o § 1º deste artigo resulta em lesão corporal de natureza gravíssima e é cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra quem, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, responde o agente pelo crime descrito no § 2º do art. 129 deste Código.
§ 7º Se o crime de que trata o § 2º deste artigo é cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra quem não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, responde o agente pelo crime de homicídio, nos termos do art. 121 deste Código.” (NR)
· NONEM IURIS
Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação ou prestar-lhe auxílio material para que o faça.
· SUJEITO
I) Ativo: qualquer pessoa, crime comum.
II) Passivo: Pessoa determinada com capacidade de entendimento, ou seja, deve ser diretamente a alguém, deve ser dirigido a uma pessoa determinada.
§ 6º Se o crime de que trata o § 1º deste artigo resulta em lesão corporal de natureza gravíssima e é cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra quem, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, responde o agente pelo crime descrito no § 2º do art. 129 deste Código.
§ 7º Se o crime de que trata o § 2º deste artigo é cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra quem não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, responde o agente pelo crime de homicídio, nos termos do art. 121 deste Código.” (NR)
Ex: Uma pessoa lê um poema, fica em depressão e se mata, isso não se enquadra, deve ser feito diretamente a uma pessoa. Alguém diretamente a outro alguém). Além disso deve haver discernimento da pessoa de que ela irá morrer, deve entender que com aquele ato irá ceifar a própria vida ou irá se mutilar, se a pessoa não tiver o entendimento, o agente responde pelo 121.
(Ex. Manipular um incapaz para que ele se jogou do penhasco.)
· TIPICIDADE
-Núcleos: Induzir, instigar para praticar automutilação ou prestar auxílio para fazê-lo.
-Crime de ação Múltipla: Aquele que apresenta 2 ou mais núcleos. Caso o agente cometa mais de um núcleo no mesmo contexto fático responderá uma única vez pelo delito.
Ex: instigar e dar a faca para a pessoa se matar. 
Se forem contextos fáticos distintos, responderá mais de uma vez.
Ex: instigar alguém a se matar e depois induzir alguém a se matar, responderá 2x pelo art. 122.
-Suicídio ou automutilação: Suicídio é a supressão consciente e voluntária da própria vida. Automutilação é a autolesão. 
· CONSUMAÇÃO: Depende.
Não necessita do resultado.
-Automutilação: Se consuma com a conduta, não com o resultado.
Resultado com lesão corporal grave = § 1° 
Resultando na morte = §2°
§ 1º Se dá automutilação ou da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, nos termos dos §§ 1º e 2º do art. 129 deste Código:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos.
-Morte: Se consuma com a conduta do agente.
Tentativa de suicídio resulta Lesão corporal grave = §1°
Ocorrendo a morte = §2° 
§ 2º Se o suicídio se consuma ou se dá automutilação resulta morte:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos.
· TENTATIVA
Possível, a tentativa é quando se dá a ideia e a ideia chega a pessoa, a consumação se dá pela conduta. 
· SITUAÇÕES
-Roleta russa: Se 5 pessoas estão jogando roleta russa, e uma delas morre, todos os outros serão enquadrados no art. 122 por instigar, induzir, auxiliar ou os três. 
-Pacto de morte: Quando duas pessoas resolvem se matar juntas. Se ocorrer de apenas uma das duas pessoas morrer e a outra sobreviver, haverá uma análise, se aquele que realizar o ato executório da morte sobreviver responderá pelo art. 121°. Caso seja a outra pessoa que sobreviva, responderá pelo art. 122°. 
Ex: J e M decidem se matar juntos, fecham a casa e J liga o gás, se J morrer, M responde pelo 122, se M morrer, J responde pelo 121. 
-§3° 
Nat. jurídica: Aumento de pena
§ 3º A pena é duplicada:
I - se o crime é praticado por motivo egoístico, torpe ou fútil;
II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência.
-§4°
Nat. Jurídica: Aumento de pena
§ 4º A pena é aumentada até o dobro se a conduta é realizada por meio da rede de computadores, de rede social ou transmitida em tempo real.
-§5° 
Nat. jurídica: Aumento de pena
§ 5º Aumenta-se a pena em metade se o agente é líder ou coordenador de grupo ou de rede virtual.
· AÇÃO PENAL
Pública Incondicionada.
Art. 123, CP
Art. 123 - Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após:
Pena - detenção, de dois a seis anos.
Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento
· NONEM IURIS:
 
· SUJEITO: 
-Ativo: Apenas a mãe se enquadra no sujeito ativo. Temos aqui um crime próprio, é aquele que o tipo exige uma especial qualidade do sujeito ativo. Para se cometer este crime, deve ser uma pessoa específica. 
-E o 3°? Se o agente ativo for um terceiro, para ser acusado deve preencher dois requisitos, agir em concurso de agentes e conhecer a circunstância determinante (estado puerperal).
-Passivo: O filho nascente (intrauterina) ou recém-nascido (extrauterina). No caso do filho nascente, a mãe responde por infanticídio e o terceiro por aborto, se for extrauterina a mãe comete infanticídio e o terceiro homicídio. 
-Sendo 3°? Se o agente passivo for um terceiro, filho de outrem, se a mãe souber que o filho é de terceiro, ela responde pelo artigo 121, se ela achar que o filho é dela, é infanticídio. Se for esse o caso, de matar um terceiro, a pergunta a ser feita é se ela acreditava ser o filho dela ou se ela sabia que não era. 
Ex: Se uma mãe entra no berçário querendo matar o próprio filho, e mata um terceiro bebê sem ser o dela, achando que era o dela, cometeu um erro de tipo, pois o tipo penal diz matar o próprio filho, nesse caso é um erro de tipo acidental na modalidade error in persona, esta responde por infanticídio.
· TIPICIDADE
-Núcleo: Matar 
-Estado puerperal: Situação psíquica momentânea que atormenta a mãe durante o parto ou logo após e que determina a repulsa ao próprio filho. Não confundir com psicose puerperal, que é definitiva e não momentânea. 
-Durante o parto ou logo após: Deve ocorrer num desses dois momentos, que são os momentos em que o estado puerperal pode se aflorar, antes ou depois é impossível, apenasocorre no momento do trabalho de parto, com a dilatação do colo do útero. Não há previsão para o momento do fim, mas o início do estado puerperal ocorre nessas condições. Acaba o estado puerperal quando a mulher entra no estado de quietação, quando ela começa a sair do estado puerperal para o estado de quietação e após este estado ela entra no estado maternal. Existe uma data precisa de início, porém não há data de fim. 
· CONSUMAÇÃO: Com a morte do sujeito passivo, a morte do feto ou a morte da criança recém-nascida.
· TENTATIVA: Possível. 
· AÇÃO PENAL: Pública incondicionada. 
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