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Com esta reflexão, iniciamos nosso estudo da História da Educação: uma disciplina que absorveu dos povos legados importantes no processo de formação da sociedade ocidental na qual estamos inseridos. Por meio dela, podemos compreender e desenvolver a capacidade de analisar a situação educacional no presente. Mas você já se perguntou sobre o que é educação? Este é um conceito bem amplo que nos remete à compreensão de muitos comportamentos. Por exemplo, alguns acreditam que uma pessoa educada é aquela que tem estudo, é bem instruída e sabe conviver em sociedade. Dessa forma, há uma identificação da educação com os aspectos cognitivos, mas também com as perspectivas de socialização, convivência e afetividade. Entretanto, essa noção não está necessariamente vinculada à prática pedagógica ou mesmo ao estudo sistemático. A educação está presente na vida de todas as pessoas e acontece de maneira espontânea. Os povos primitivos tinham muito a nos ensinar acerca dessa concepção. Vamos conhecer, a seguir, um filósofo importante que muito contribuiu para a História da Educação. Educação como condição da natureza Jean-Jacques Rousseau 2 (1712-1778) deixou como herança a ideia de que, para criar um novo homem e uma nova sociedade, era preciso educar a criança de acordo com a natureza. A proposta era desenvolver progressivamente seus sentidos e a razão com vistas à liberdade e à capacidade de julgar. Assista ao vídeo a seguir e descubra o legado desse filósofo suíço para a educação: Mas nem todos pensavam dessa forma, como veremos adiante. Educação nas comunidades primitivas Houve, há e sempre haverá uma sintonia simbiótica entre história e educação. Nas comunidades primitivas, a educação era assistemática, difusa e de tradição oral. Não existia escola como precursora do conhecimento, e o ensino variava de acordo com a cultura de cada tribo. Assim, a disciplina conquistou sua autonomia e identidade, e, hoje, apresenta características específicas. Nóvoa (1996) defende que ela fundou as Ciências da Educação em quatro ideias principais. Assim, a História da Educação: 1-“[...] deve ser justificada, em primeiro lugar, como História e [...] restituir o passado em si mesmo, isto é, nas suas diferenças com o presente.” 2--“[...] pode ajudar a cultivar um saudável ceticismo, cada vez mais importante num universo educacional dominado pela inflação de métodos, de modas e de formas educativas.” 3-“[...] fornece aos educadores um conhecimento do passado coletivo da profissão, que serve para formar a sua cultura profissional. Possuir um conhecimento histórico não implica ter uma ação mais eficaz, mas estimula uma atitude crítica e reflexiva.” 4-“[...] amplia a memória e a experiência, o leque de escolhas e de possibilidades pedagógicas, o que permite um alargamento do repertório dos educadores e lhes fornece uma visão da extrema diversidade das instituições escolares do passado”. Apesar de constituir-se em uma área de investigação relativamente recente, a disciplina já comprovou sua importância para o conhecimento humano, sobretudo em relação aos debates pedagógicos. Em outras palavras, a História da Educação contribui para o aprofundamento de outros campos do saber. Ciências Naturais e Sociais Estas ciências ampliam a possibilidade de conhecer os povos e, consequentemente, aproximam-nos da educação – inerente à condição de cada comunidade. Assim, necessitamos, também, dos seguintes saberes: Conforme as descobertas da Geologia e da Paleontologia, os ancestrais do Homo sapiens surgiram no Paleolítico Inferior e pertenciam a espécies diferentes.