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Hipertensão arterial no idoso DESAFIOS: • HAS no idoso é desafiador (grupo muito heterogêneo) • Por isso precisamos entender quem é esse idoso • Frequentemente fazem uso de polifarmácia • A pressão arterial é mais variável • População muitas vezes excluídas dos Trials (qual a meta terapêutica para essa população? AVALIAÇÃO CLÍNICA • Estabelecer diagnóstico de HAS • Investigar LOA (lesões de órgão alvo) • Estratificar risco cardiovascular • Investigar HAS secundária se necessário AVALIAÇÃO DE LESÃO EM ÓRGÃOS ALVO • ECG /ECO- hipertrofia de VE • USG das carótidas (>0,9 mm) espessura média intimal • Albuminemia:30-300mg/24horas • Creatinina: TFG 30-60ml/min/1,73m2 • Índice tornozelo braquial TB<0,9 EXAMES DE ROTINA: Dosagem de: • Creatinina (para cálculo de TFG) • Colesterol total, frações e triglicerídeos • Glicemia de jejum • K • EAS • ECG (arritmias, sobrecargas) • Ácido úrico METAS TERAPÊUTICAS • Ainda necessitamos de consensos para unificar as condutas • Importante sempre estabelecer metas individualizadas (como em qualquer avaliação geriátrica) • Atenção para hipotensão e piora da função renal TECNICA DE AFERIÇÃO DE PRESSÃO • Paciente sentado confortavelmente, recostado na cadeira • Lugar calmo e ventilado • Sentado com as pernas descruzadas e os pés apoiados no chão • Braço na altura do coração, apoiado, com a palma da mão voltada para cima • Manguito adequado para circunferência do braço • Verificar se o paciente não está com vontade de urinar • Não conversar durante a aferição • Evitar ingesta de café, derivados cafeína, álcool ou cigarro 30min antes da aferição MONITORIZAÇÃO RESIDENCIAL DA PRESSÃO ARTERIAL (MRPA) HIPERTENSÃO ARTERIAL DIAGNÓSTICOS POSSÍVEIS NA HIPERTENSÃO ARTERIAL (FENÓTIPOS). MAPA: monitorização ambulatorial da pressão arterial; MRPA: monitorização residencial da pressão arterial. TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO • tratamento da hipertensão no idoso é individualizado • bom controle, reduz mortalidade bem como os outros desfechos (AVC, IAM) • Incentivo a mudança do estilo de vida (MEV) • Perder peso /cessação do tabaco e álcool • Diminuir consumo de sal Esquema terapêutico EFEITOS COLATERAIS • IECA: tosse seca /angioedema / elevação do potássio /contraindicado na gestação (risco teratogênico) • BRA: mesmos do IECA, exceto tosse /angioedema • Tiazídicos: hiponatremia, hipocalemia, intolerância glicose /risco hipotensão ortostática/gota (reabsorve Ca e ácido úrico) • Diuréticos de alça: hipotensão ortostática • Alfa 1 bloqueador (doxazosina /tansulosina) :hipotensão postural • Alfa2 agonista central (atensina, metildopa):sonolência, boca seca • Bloqueador dos canais de cálcio (di idroperidinicos): edema peri maleolar, constipação • Beta bloqueador :bradicardia, dislipidemia, broncoespasmo OBSERVAÇÕES IMPORTANTES • Ao iniciar a terapia medicamentosa, principalmente em idosos frágeis, com comorbidades ou dependência funcional convém iniciar com metade da dose usual e aumentar conforme a tolerabilidade e resposta clínica • Tratamento combinado é geralmente indicado para estágio tipo 2, porém em idosos frágeis o tratamento combinado deve ser avaliado individualmente. • Lembre-se que os idosos têm reflexos barorreceptores e simpáticos lentificados e autorregulação cerebral prejudicada, por isso “. baixe devagar “essa pressão DISLIPIDEMIA • Sabe-se que o envelhecimento é acompanhado por mudanças na distribuição dos lipídeos • Em todas as faixas etárias os níveis de triglicérides aumentam e atingem o pico entre 50-59 anos nos homens e 60-69anos nas mulheres • O LDL também parece aumentar, entretanto o HDL parece não aumentar. • Há benefícios definidos de prevenção cardiovascular com redução de colesterol em pacientes considerados de risco entre 65 aos 75 anos de idade • Faltam estudos robustos a respeito dos benefícios do tratamento em idosos (mais velhos), principalmente no que se refere a diminuição de eventos cardiovasculares • As diretrizes atuais relatam necessidade de investigar causas que possam contribuir para dislipidemia secundária: hipotireoidismo, síndrome nefrótica, colestase, inibidores de protease, DM, uso de corticoides, estrogênio oral etc. RASTREIO A Associação Americana de Endocrinologistas (AACE) orienta triagem de dislipidemia: • ≤ 75 anos de idade (independente do risco de DCV) • > 75 anos que tenham múltiplos fatores de risco elevado para DCV A triagem deve ser feita com medidas de colesterol total, LDL, HDL, triglicerídeos, colesterol não HDL (pode ser feita em jejum ou não) Fórmula de Friedewald: LDL= (colesterol total –HDL) – triglicérides/ 5 (dica rápida CT =LDL+HDL+VLDL, onde o VLDL= trig. / 5) DÚVIDAS • Preciso pedir PCR ultrassensível? • Se o paciente já é de alto risco, não precisa. • Se o risco é intermediário e você fica na dúvida peça o exame: o <1 mg/L: de baixo risco o 1-2mg/L: médio risco o >2 mg/L :alto risco o ≥10 mg/L: muito alto risco INDICAÇÕES E METAS DE TRATAMENTO • Medidas não farmacológicas: • Mudanças no estilo de vida • Atividades físicas: programa de pelo menos 30 min de atividade moderada 4-6 x na semana caminhadas rápidas, bicicleta estacionária, hidroginástica, atividades domésticas (como cortar grama, limpeza da casa). Atividades resistidas (fortalecimento muscular) pelo menos 2 x na semana • Reeducação alimentar: dieta hipocalórica com frutas, verduras, fibras, grãos, peixe, carnes magras etc. • Cessação tabaco /álcool TRIGLICERÍDEOS • Redução do peso, diminuir álcool, diminuir ingesta de gorduras saturadas • Diminuir açúcar, carboidratos • Aumentar atividade física • Em caso de falha na terapia não farmacológica /Quando os triglicerídeos estão muito elevados(>500mg/dl) pelo risco aumentado de pancreatite • Fibratos (ciprofibrato/ fenofibrato / benzofibrato) • Ômega 3(óleo de peixe- contém ácido eicosapentaenoico /ácido docosaexaenoico que reduzem a produção de VLDL e diminuir a concentração sérica de TG em até 50 % quando utilizado em doses elevadas 4-10 g/dia) - indicados como complemento a dieta CÁLCULO DO RISCO CARDIOVASCULAR METAS TRATAMENTO ESTATINAS PRECISO DOSAR CPK? • No início do tratamento se: antecedentes de intolerância a estatina história familiar de miopatia por estatinas interação com fármacos que podem levar a miopatia • Durante o tratamento: se o paciente apresentar sintomas (mialgia, dores abdominais), se aumentar dose, interação com outros fármacos (sinvastatina e anlodipino)