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Cadu – 4°β / TIII MEMBRANA TIMPÂNICA E O SISTEMA OSSICULAR CONDUÇÃO DO SOM DA MEMBRANA TIMPÂNICA PARA A CÓCLEA • A extremidade do cabo do martelo é fixada no centro da membrana timpânica, e esse ponto de fixação é sempre tracionado pelo m. tensor do tímpano, o qual mantém a membrana timpânica tensionada. - Essa tensão permite que as vibrações do som sejam transmitidas aos ossículos. • Quando sons intensos são transmitidos pelo sistema ossicular e dele para o SNC, ocorre reflexo que causa a contração do m. estapédio e do m. tensor do tímpano. - Tensor do tímpano puxa o cabo do martelo para dentro e estapédio puxa o estribo para fora. - Esses movimentos de forças opostas fazem com que o sistema ossicular aumente a sua rigidez, reduzindo a condução ossicular do som com baixa frequência. - Esse reflexo de atenuação pode reduzir a intensidade da transmissão do som de baixas frequências para proteger a cóclea de vibrações prejudicias causadas pelo som muito intenso e mascarar sons de baixa frequência em locais com som intenso. - Os mm. também diminuem a sensibilidade auditiva da pessoa à sua própria fala. • Todas as vibrações do crânio podem vibrar o líquido coclear.. CÓCLEA ANATOMIA • Sistema de tubos espiralados. - Rampa vestibular. - Rampa média. - Rampa timpânica. • Rampas vestibular e média são separadas pela membrana de Reissner. • Rampas timpânica e média são separadas pela membrana basilar. - Na superfície da membrana basilar está o órgão de Corti. • As vibrações entram na rampa vestibular pela placa do estribo, na janela oval. - A placa cobre a janela e está conectada às bordas da janela pelo lig. anular frouxo. - O movimento para dentro faz com que o líquido de movimente para frente pelas rampas vestibular e média. - O movimento para fora faz o líquido se mover para trás. • A membrana basilar é uma membrana fibrosa que separa a rampa média da timpânica. - As fibras da membrana são rígidas e libres, podendo vibrar. - Os comprimentos das fibras aumentam progressivamente da janela oval até o ápice da cóclea. - O diâmetro diminui da janela oval para o helicotrema. - Essas variações permitem que a ressonância de alta frequência da membrana basilar ocorra perto da base, onde as ondas entram na cóclea pela janela oval. - A ressonância de alta frequência já ocorre perto do helicotrema, onde a fibras são menos rígidas. AUDIÇÃO Cadu – 4°β / TIII TRANSMISSÃO DE ONDAS NA CÓCLEA • Quando o pé do estribo se movimenta para dentro contra a janela oval, a redonda precisa ficar abaulada para fora, pois a cóclea é delimitada. • O efeito inicial da onda sonora que entra na janela oval é fazer com que a membrana basilar se curve na direção da janela redonda. - A tensão criada nas fibras basilares com o encurvamento desencadeia uma onda de líquido que trafega pela membrana basilar em direção ao helicotrema. • Padrão de vibração da membrana basilar para diferentes frequências sonoras - Cada onda começa fraca, mas fica forte quando chega na membrana basilar quem tem uma frequência natural de ressonância. - A membrana pode vibrar para frente e para trás com tal facilidade que a energia da onda dissipa, de modo que a onda desaparece. - Assim, a onda sonora de alta frequência tem um curto trajeto pela membrana antes de atingir o ponto de ressonância e desaparecer. - A onda de frequência média tem percurso médio e dissipa. - A onda de baixa frequência trafega por toda a membrana. - As ondas trafegam rapidamente pela porção inicial da membrana, mas ficam mais lentas quando afastam em direção à cóclea. • Padrão de amplitude da vibração da membrana basilar - A frequência de cada onda é discriminada pelo local de estimulação máxima das fibras nervosas do órgão de Corti, presente na membrana basilar. FUNÇÃO DO ÓRGÃO DE CORTI • Receptor que gera impulsos nervosos em resposta à vibração da membrana basilar. • Os receptores são células ciliadas internas e externas. • As fibras nervosas estimuladas pelas células levam ao gânglio espiral de Corti, que envia axônios para o n. coclear e depois para o SNC. • O movimento para cima e para baixo da fibra basilar causa rotação da lâmina reticular para Cadu – 4°β / TIII cima e para dentro, e depois ela oscila para baixo. O movimento para dentro e para fora faz com que os cílios das células sejam distorcidos para frente e para trás contra a membrana tectorial, de modo que essas células são excitadas sempre a membrana basilar vibra. • Os sinais auditivos são transmitidos pelas células ciliadas internas. DETERMINAÇÃO DA FREQUÊNCIA DO SOM • Os sons de baixa frequência causam ativação máxima da membrana basilar, perto do ápice da cóclea. • Os sons de alta frequência ativam a membrana basilar perto da base da cóclea. • Os sons de frequência intermediária ativam a membrana em distâncias intemediárias. • O método de detecção das frequências é pela determinação das posições ao longo da membrana basilar. DETERMINAÇÃO DA INTENSIDADE - MODOS • Aumento da intensidade do som eleva a amplitude da membrana basilar e das células ciliadas, de modo que ocorre excitação das terminações nervosas com frequência mais rápida. • O aumento da amplitude de vibração causa a estimulação de mais células ciliadas, gerando somação espacial dos impulsos. • As células ciliadas externas não são estimuladas de forma significativa até que a vibração da membrana basilar tenha alta intensidade. MECANISMOS AUDITIVOS CENTRAIS VIAS NERVOSAS AUDITIVAS • As fibras do gânglio espiral de Corti entram nos núcleos cocleares dorsal e ventral. - Nesse local, todas as fibras fazem sinapse e neurônios de segunda ordem passam para o lado oposto do tronco cerebral, terminando no núcleo olivar superior. • Do núcleo olivar superior, a via auditiva ascende para o lemnisco lateral. - Algumas fibras terminam nele e outras vão para o colículo inferior, de onde a via passa para o núcleo geniculado medial. Finalmente, a via segue por radiação auditiva até o córtex auditivo. FUNÇÃO DO CÓRTEX CEREBRAL NA AUDIÇÃO • Há divisão em córtex auditivo primário e secundário. - O primário é excitado por projeções do corpo geniculado medial. - As áreas de associação auditiva são excitadas por impulsos do córtex auditivo primário. Cadu – 4°β / TIII • Discriminação dos padrões sonoros. • Percepção das frequências sonoras. DETERMINAÇÃO DA DIREÇÃO DO SOM • Mecanismos - Intervalo de tempo entre a entrada do som em um ouvido e sua entrada no oposto. - Diferença entre as intensidades de sons nos dois ouvidos. • O mecanismo de intervalo de tempo é mais preciso que o de intensidade. • Os mecanismos não permitem dizer se o som está emanando da frente ou de trás do ouvinte, ou se é de cima ou de baixo.