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DISFUNÇÕES 
DERMATOLÓGICAS 
APLICADAS À 
ESTÉTICA 
 Fisiopatologia facial: 
acne e rosácea
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Identificar a acne e as suas classificações. 
  Identificar a rosácea e os seus subtipos. 
  Identificar as diferenças entre a acne e a rosácea.
Introdução
Neste capítulo, serão comparadas as diferenças entre acne, que ocorre 
quando os folículos capilares são obstruídos por óleo e células mortas 
da pele, e a rosácea, uma doença vascular inflamatória crônica, com 
remissões e exacerbações.
 Acne
A acne é uma afecção dermatológica que alcança as unidades pilossebáceas 
de algumas áreas do corpo, principalmente na face e na região anteroposterior 
do tórax.
Com o início na puberdade, a acne vulgar é uma doença extremamente 
comum, afetando 85% a 100% da população em algum momento da sua vida.
A acne acomete ambos os sexos, sendo mais precoce em adolescentes do 
sexo feminino aos 14 anos de idade e em adolescentes do sexo masculino aos 
16 anos de idade, sendo que estes apresentam as formas mais intensas e graves 
de acne. Pode variar de leve a grave e levar à baixa autoestima e, por vezes, 
à depressão. Pode durar alguns meses, muitos anos, ou ir e vir durante toda a 
vida. Em geral, regride espontaneamente após os 20 anos.
Pode ser causada por diversos fatores que induzem à manifestação de vários tipos 
de lesões. Podemos citar a secreção sebácea abundante, a queratinização, as bac-
térias, os fatores genéticos e hereditários, as alterações hormonais, a alimentação, 
os medicamentosos (corticoides, iodo, bromos e anticoncepcionais), os problemas 
gastrointestinais e emocionais (estresse e cansaço), o ciclo pré-menstrual ou o uso 
de cosmético inadequado. 
Os fatores mais comuns são:
  Queratinização: o folículo piloso, que fica obstruído, seja por células 
ou por queratina ou sebo, forma cravos pretos ou brancos no rosto, 
que são os a sinalizarem a existência da acne. A taxa aumentada e a 
constância do complexo de queratina e lipídio fazem um ótimo tampão 
para o ducto sebáceo.
  Alteração hormonal: os andrógenos são hormônios que surgem em 
meninos e meninas na fase da puberdade, fazendo as glândulas sebá-
ceas expandirem e produzirem mais sebo. As alterações hormonais 
pertinentes com a gravidez e o uso de anticoncepcionais orais também 
podem afetar a produção de sebo.
  Excesso de sebo: uma pele acneica excreta em abundância lipídios 
sebáceos na superfície cutânea, dentre os quais encontramos os áci-
dos graxos livres, que são produto da hidrolise de triglicérides, com 
capacidade irritativa. 
  Ações bacterianas: a ação da bactéria é produzir uma resposta in-
flamatória pela atividade lipolítica dentro dos ductos, provocando 
vermelhidão e pus. As bactérias envolvidas na formação da acne são 
Genu pityrisporum (esporos), Estafilococos, Corynebacterium acnes, 
as quais fazem parte da flora bacteriana local, e Propionibacterium 
acnes, a mais comum.
As lesões de acne se instalam nos folículos sebáceos, pois uma pele acneica 
tende a acumular muito sebo e células mortas, as quais obstruem os poros, 
aumentando a flora bacteriana. Os resíduos acumulados dentro dos poros são 
Fisiopatologia facial: acne e rosácea2
atacados por bactérias, Propionibacterium acnes, em razão de ação enzimática 
e alterações químicas do sebo, formando comedões, pápulas e cistos. Sua 
evolução pode gerar pústulas e abcessos (Figura 1).
Figura 1. Representação das lesões da acne: suave (folículo de pele comum e comedão 
aberto), moderada (comedão fechado e pápula) e severa (pústula).
Fonte: Facci (2015).
As lesões de acne podem ser descritas como: 
a) Pápula: lesão palpável, rosada ou avermelhada, com 5 mm ou menos, 
podendo ser formada por aumento de qualquer uma das camadas da 
epiderme, por infiltrações da camada superior da derme ou pelos dois 
mecanismos juntos.
b) Pústula: evolui da lesão anterior, aparecendo exsudato no seu conteúdo. 
São lesões dolorosas a pressões e aparecem com maior frequência na 
borda maxilar, na região submandibular, no peito e nas costas;
c) Nódulo: lesão pápulo-pustulenta, formando tumefações de cor aver-
melhada e situadas na derme mais profunda que a pápula.
d) Cisto: nódulo elástico, o qual não adere às estruturas subjacentes, 
que facilmente inflama e sutura. Se localiza abaixo da camada basal, 
resultando em cicatriz.
3Fisiopatologia facial: acne e rosácea
De acordo com os diferentes tipos e gravidade das lesões, a acne pode ser 
classificada de acordo com sua gravidade:
a) Grau I: acne comedoniana (não inflamatória). Presença predominante 
de comedões. Algumas pápulas e raras pústulas não alteram o grau.
b) Grau II: acne pápulo-pustulosa (inflamatória). Presença de comedões, 
pápulas eritematosas (avermelhadas) e pústulas.
c) Grau III: acne nodulocística (inflamatória). Presença de comedões, 
pápulas, pústulas e cistos. Pela ruptura da parede do folículo formam-
-se cistos.
d) Grau IV: acne conglobata (inflamatória). Forma mais grave do que 
o grau anterior. Os cistos, quando drenam, formam fístulas (“túneis” 
de drenagem).
e) Grau V: acne fulminans (inflamatória). Surge repentinamente acom-
panhada de sintomas sistêmicos (febre, leucocitose e artralgia).
O profissional da estética pode tratar até o grau II da acne.
Na prática
A acne é uma afecção dermatológica que alcança as unidades pilossebáceas de 
algumas áreas do corpo. A acne é resultante da obstrução dos folículos pilosos pelo 
sebo e pelas células mortas. Veja um exemplo de acne na face em realidade aumentada.
Aponte para o QR code ou acesse o link 
http://goo.gl/Akr7i6 para ver o recurso.
Fisiopatologia facial: acne e rosácea4
Por fim, a acne é uma afecção dermatológica que provoca alterações 
físicas e emocionais nos indivíduos acometidos em consequência do aspecto 
inestético da pele em virtude do desenvolvimento das lesões descritas an-
teriormente, que tendem a gerar cicatrizes escavadas, deprimidas e hiper-
tróficas na superfície cutânea. 
 Rosácea
É uma doença crônica da pele, comum e de carácter progressivo, decorrente 
da alteração vascular em nível cutâneo e de reações infl amatórias, podendo 
envolver de forma oportunista os parasitas Demodex folliculorum, presente 
nos folículos pilossebáceos, Proprionibacterium acnes e Helicobacter pylori. 
Sem cura, apresenta alternância entre períodos de melhora e agravamento. 
Agride predominantemente a área centrofacial, principalmente nas regiões 
malar, do nariz, frontal e do mento. 
A etiopatogenia da rosácea não é completamente compreendida. Uma das 
hipóteses mais aceita é que se trata de uma doença de etiologia multifatorial 
que tem como base a desregulação do sistema imunitário. Observam-se al-
terações degenerativas das fibras colágenas e elásticas do tecido conjuntivo, 
o que justifica o fato de os vasos perderem a sua estrutura de sustentação.
A rosácea surge da interação entre a predisposição genética e os fatores 
ambientais provocativos, os quais são aqueles que agem no desenvolvimento 
da afecção, alterando a derme. Podem ser enumerados: exposição solar, alte-
rações emocionais, exposição a alimentos com alta temperatura, alterações 
climáticas abruptas, uso de bebidas alcoólicas e drogas vasodilatadoras, 
alterações hormonais no climatério, bebidas quentes, alimentos picantes e 
processo infeccioso. Contudo, pode surgir da combinação de outros fatores, 
dentre eles anormalidades no sistema imunológico, reações inflamatórias 
a micro-organismos da pele, lesões por raios ultravioleta e disfunção dos 
vasos sanguíneos.
5Fisiopatologia facial: acne e rosácea
A integridade da barreira cutânea encontra-se comprometida na rosácea, 
pois observa-se o aumento do seu pH e da sua permeabilidade, resultando 
esta última na excessiva perda de água cutânea e consequente desidratação, 
derivando a diminuição da proteção da pele contra agressores e diminui-
ção do limiar de irritação cutânea. Sugere que os danos poderãoestar 
relacionados com a manutenção e o agravamento da rosácea, em razão 
dos níveis elevados de serinas proteases que impedem a homeostasia da 
barreira cutânea.
O quadro se inicia com vermelhidão, inicialmente transitória (Figura 2), 
mas que depois se torna persistente. A doença se torna progressiva quando 
surgem telangiectasias, pápulas e pústulas e fibrose tecidual (Figura 3). As 
lesões se assemelham a espinhas (pústulas), por isso, muitos denominam 
como acne rosácea. 
Em caso mais graves, apresentam manifestações secundárias e, no caso, 
incluem sensação de queimadura ou picada, placas eritematosas, aparência 
seca, edema mole ou duro da face, atingimento ocular e periocular (ardor, 
prurido, hiperemia, inflamação palpebral) e alterações fimatosas.
Figura 2. Rosácea.
Fonte: Lima (2018).
Fisiopatologia facial: acne e rosácea6
Figura 3. Rosácea na forma mais grave.
Fonte: Lima (2018).
Os principais fatores de risco são: idade – entre 30 e 50 anos de idade, sendo 
incomum na adolescência e na idade avançada –, sexo – pois é mais notada em 
mulheres, entretanto, nos homens observa-se um quadro clínico severo, a rino-
fima – e predisposição genética – relacionada às características foto cutâneas. 
Existem quatro subtipos principais de rosácea:
1. Rosácea eritematotelangiectásica: apresenta-se com um rubor per-
sistente no nariz e nas bochechas, telangiectasias, episódios de ondas 
de calor, com vermelhidão intensa na face, podendo ser acompanhadas 
de suor. Apresenta pele ressecada. 
2. Rosácea papulopustulosa: é caracterizada pela presença de pápulas e 
pústulas localizadas na face central. As lesões podem ser confundidas 
com acne comum. São nodulares e não contêm comedões. 
3. Rosácea fimatosa: caracterizada por hipertrofia e espessamento da pele, 
tornando-a irregular. O envolvimento mais comum é do nariz, que recebe o 
nome de rinofima (Figura 4), mas também pode ser visto em outros pontos 
da face, como o queixo (gnatofima), a testa (glabelofima) ou as bochechas. 
A grande maioria dos pacientes com rosácea fimatosa são homens adultos.
4. Rosácea ocular: as aparições incluem vermelhidão dos olhos, terçol (Figura 
5), sensação de queimação ou corpo estranho, olho seco, visão embaçada, 
prurido nos olhos ou alterações no lacrimejamento. A rosácea ocular pode 
preceder, suceder ou ocorrer simultaneamente com as lesões da pele. 
7Fisiopatologia facial: acne e rosácea
Figura 4. Rinofima.
Fonte: Victório (2015).
Figura 5. Rosácea ocular.
Fonte: Forsyth (2018).
Como variante, a rosácea ainda pode apresentar-se como:
  Rosácea conglobata: caracteriza-se pelo aparecimento de placas en-
durecidas e abcessos nodulares hemorrágicos em pele eritematosa. Em 
casos excepcionais, alguns nódulos podem ser encontrados no nível do 
tórax. É crônica e progressiva. 
Fisiopatologia facial: acne e rosácea8
  Rosácea fulminante: é considerada a variante mais grave da rosácea, 
constitui ela própria uma forma extrema da rosácea conglobata. A 
clínica é apontada pela manifestação de grandes nódulos flutuantes 
e coalescentes e inúmeras pústulas sobre uma pele facial eritematosa. 
A desfiguração facial grave que acompanha a patologia resulta, com 
frequência, num enorme sofrimento psicológico. 
  Rosácea granulomatosa: considerada como uma forma especial de 
rosácea, é enfermidade rara, caracterizada por pápulas avermelhadas 
ou pequenos nódulos, em base eritematosa e espessada. A rosácea 
granulomatosa é uma variante da rosácea papular com curso crônico e 
não remitente. Clinicamente, difere da rosácea clássica pela localização 
das lesões, que, geralmente, ocorrem na superfície lateral da face e 
no pescoço, abaixo da mandíbula. Histopatologicamente, difere pela 
presença de granulomas epitelioides.
A rosácea foi sugerida como fator de risco para várias patologias, incluindo 
hipertensão, dislipidemia, doenças alérgicas, doenças respiratórias, doenças 
urogenitais, doenças gastrointestinais, doenças metabólicas, desregulações 
hormonais em mulheres e doenças cardiovasculares.
O diagnóstico da rosácea é clínico. 
O tratamento pode aliviar os seus sinais e sintomas, mantendo-a sob controle, 
contudo, não há cura. 
Devem ser evitados: frio intenso, sol, bebidas alcoólicas e alguns alimentos, pois são 
fatores que geram sua irritação.
A combinação de tratamentos com remédios e mudanças de estilo de vida 
é utilizada para o controle da doença. Para cada paciente pode haver sintomas 
diferentes, o que leva o profissional a ficar atento nesse sentido e realizar 
ajustes no tratamento para uma adaptação individual.
9Fisiopatologia facial: acne e rosácea
FACCI, A. Acne. Dra. Andrezza Facci, Barueri, 2015. Disponível em: <http://www.andre-
zzafacci.com.br/dermatologia/acne.html>. Acesso em: 02 fev. 2018.
FORSYTH, S. 1 in 4 ER Visits for Eye Problems Aren’t Emergencies. thirdAge, New York, 
2018. Disponível em: <http://thirdage.com/1-in-4-er-visits-for-eye-problems-arent-
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LIMA, R. B. Rosácea (acne rosácea). Dermatologia.net, Rio de Janeiro, 2018. Disponível 
em: <http://www.dermatologia.net/cat-doencas-da-pele/rosacea/>. Acesso em: 02 
fev. 2018.
VICTÓRIO, J. Rinofima. TY Estética, 2015. Disponível em: <http://esteticaty.wixsite.com/
patologias/single-post/2015/09/26/Rinofima>. Acesso em: 02 fev. 2018.
THE TRUTH about acne conglobata. 2018. Disponível em: <http://acneconglobata.
yolasite.com/>. Acesso em: 02 fev. 2018.
Leituras recomendadas
BARBOSA, H. I. M. A rosácea e a sua compreensão: etiopatogenia e clínica. Artigo de 
revisão de Dermatologia (Mestrado Integrado em Medicina) - Faculdade de Medicina, 
Universidade de Coimbra, Coimbra, mar. 2016. Disponível em: <http://estudogeral.
sib.uc.pt:8080/bitstream/10316/36181/1/TESE.pdf>. Acesso em: 03 dez. 2017.
KEDE, M. P. V.; SABATOVICH, O. Dermatologia Estética. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2015.
GUIRRO, R. R.; GUIRRO, E. C. O. Fisioterapia Dermato-funcional: fundamentos, recursos 
e patologias. 3. ed. Barueri: Manole, 2010. 
MATES, P. Rosácea. Trabalho de Conclusão (Curso de Estética e Cosmética) – Uni-
versidade Tuiuti do Paraná, Curitiba, 2011. Disponível em: <http://tcconline.utp.br/
wp-content/uploads/2012/05/ROS%C3%81CEA.pdf>. Acesso em: 03 dez. 2017.
PIMENTEL, A. S. Peeling, máscara e acne: seus tipos e passo-a-passo do tratamento 
estético. São Paulo: LMP, 2007.
SUDO, E. J. S.; FERREIRA FILHO, L. Princípios Fisiológicos da ACNE e a utilização de diferentes 
tipos de ácidos como forma de Tratamento. Artigo (Pós-Graduação em Fisioterapia 
Dermato-Funcional) – Faculdade Cambury, Goiânia, 2014. Disponível em: <http://por-
talbiocursos.com.br/ohs/data/docs/18/88_-_PrincYpios_FisiolYgicos_da_ACNE_e_a_
utilizaYYo_de_diferentes_tipos_de_Ycidos_como_forma_de_Tratamento.pdf>. 
Acesso em: 03 dez. 2017.
WOLFF, K.; JOHSON, R. A.; SAVEDRA, A. P. Dermatologia de Fitzpatrick: atlas e texto. 7. 
ed. Porto Alegre: AMGH, 2015. 
Fisiopatologia facial: acne e rosácea10