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SEMIOSEMIO LOGIALOGIA aprenda de uma forma mais simples e rápida desenvolvido por Bruna Soares Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Oii, tudo bem? Caso você ainda não me conheça, eu sou a Bruna e atualmente, sou estudante de Medicina na Universidade de Brasília. No Instagram @resumos_brunamed eu compartilho minha trajetória na faculdade, dicas de estudo e muitosss conteúdos importantes sobre Medicina e saúde. Esse material foi criado para facilitar seu estudo da Semiologia. Nele você encontrará de maneira sintetizada a teoria por trás dos exames físicos de cada uma das principais áreas da saúde, além de como realizar os exames e quais os principais achados normais e patológicos. Então se você busca uma ajuda para estudar a Semiologia de forma mais dinâmica, rápida e prática, é só continuar lendo esse arquivo! B R U N A S O A R E S IntroduçãoIntrodução Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com CAPÍTULO 1- Anamnese --------------------------------- 1 CAPÍTULO 2- Ectoscopia -------------------------------- 6 CAPÍTULO 3- Semiologia da Pele ------------------- 8 CAPÍTULO 4- Semiologia Articular ----------------- 16 CAPÍTULO 5- Semiologia Cardiovascular -------- 23 CAPÍTULO 6- Semiologia Neurológica ------------ 29 CAPÍTULO 7- Semiologia Respiratória ------------ 47 CAPÍTULO 8- Semiologia do Abdome ------------- 52 ÍndiceÍndice B R U N A S O A R E S Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Capítul� 1- Anamnes� O que é a Anamnese e qual sua importância? O termo Anamnese significa história/entrevista médica, ou seja, corresponde ao conjunto de informações que coletamos ao entrevistar o paciente. É fundamental para estabelecer uma boa relação médico-paciente, para contribuir com a construção do raciocínio clínico e diagnóstico, além de auxiliar a busca de uma conduta terapêutica condizente à realidade do paciente . Para uma boa anamnese é preciso um ambiente tranquilo, que o profissional se apresente e seja educado. A construção de uma boa relação médico-paciente é fundamental para que o paciente passe as informações adequadas para uma boa coleta de dados. Tipos de Anamnese ● Ativa: o próprio paciente é o entrevistado. ● Passiva: o acompanhante é entrevistado; comum em crianças, idosos, pessoas em confusão mental e desacordadas. ● Mista: tanto o paciente quanto o acompanhante passam as informações. ○ É preciso ter cautela para não tendenciar as perguntas, para interpretar os dados e transformar os termos coloquiais em termos técnicos, para assim, fazer as correlações de sinais e sintomas. Os elementos da Anamnese ● Identificação (ID) ● Queixa e duração (QD) ● História da doença atual (HDA) ● História da doença pregressa (HDP) ● Interrogatório de diversos aparelhos (ISDA) ● Antecedentes pessoais (AP) ● Antecedentes familiares (AF) ● História profissional-ocupacional ● História sócio-econômica ● História espiritual/cultural ○ Essa é a ordem correta de se preencher o prontuário. 1 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Identificação (ID) Primeiramente, devemos nos apresentar ao paciente e em seguida, confirmar os dados que estão na ficha. ● Nome ● Idade ● Cor ● Estado Civil ● Naturalidade ● Procedência (onde mora) ● Profissão ● Religião Queixa e duração (QD) Após identificar o paciente, é preciso saber qual o motivo da busca do paciente pelo atendimento médico. Essa etapa é importante para o paciente com muitas queixas, sendo necessário identificar qual a queixa principal que o levou a procurar a assistência naquele momento, a fim de evitar confusão de diagnóstico. É preciso preencher a QD de modo sumário e com os termos usados pelo próprio paciente/informante. História da doença atual (HDA): A partir da queixa/motivo que ele procurou o atendimento, é preciso ampliar a história. Essa etapa segue uma ordem cronológica e aborda os sintomas que se relacionam com a queixa principal. ● Início dos sintomas; fatores desencadeantes; duração; intensidade; periodicidade; sintomas associados; fatores de melhora e piora; repercussão dos sintomas na vida do paciente; tratamentos realizados e suas repercussões. Exemplo de HDA: Dor lombar com irradiação para a nádega e região femoral anterior e posterior esquerda. Sensação de dolorimento constante, grau 3, com dores em pontada esporádicas (frequência semanal), grau 7, com duração de 5 a 10 minutos. Dor de início súbito há mais de um ano, mas que vem piorando nos últimos meses devido à carga horária em que permanece sentado (cerca de 8 horas por dia, estudando, em cadeira não adequada). Relatou não fazer uso de medicamentos para alívio da dor e que alterar a posição (sentado para em pé) alivia os sintomas. Relata 2 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com praticar atividades físicas cerca de 4 vezes por semana, de intensidade moderada e que a dor dificulta a mobilidade durante o exercício, mas não impede sua realização. Relatou não fazer uso de medicamentos para alívio da dor e nega sintomas associados. Dica: Para treinar a Anamnese, é muito interessante entrevistar amigos e familiares. Eu costumava treinar inicialmente escrevendo um rascunho, utilizando as próprias palavras do paciente para preencher todos os tópicos. Em seguida, ao finalizar a entrevista, ia estudando a história que o paciente relatou e utilizando o livro texto para “traduzir” em termos técnicos. Nesse momento você também pode conferir aqui na apostila se esqueceu de perguntar algo. Interrogatório de diversos aparelhos (ISDA) Nessa etapa, é preciso levantar dados sobre os demais sistemas do paciente, mesmo que, até então, não pareçam conectados à queixa principal. Por exemplo, um indivíduo com queixa de dor abdominal, é preciso questionar também sobre aspectos do sistema neurológico. Dica: Na prática, nem sempre temos tempo para fazer o interrogatório de todos os aparelhos de forma completa e também, nem sempre isso é relevante. Mas durante o estudo/treino, é importante aprender a fazer uma Anamnese completa. Com o tempo, o senso do que realmente é preciso perguntar ou não, vem se estabelecendo. Antecedentes pessoais É preciso questionar sobre antecedentes patológicos, hábitos de vida, medicações em uso, antecedentes ginecológicos e obstétricos, viagens recentes e outros pontos que julgue importantes a depender da HDA. Antecedentes familiares É preciso questionar sobre doenças adquiridas, doenças hereditárias, causa dos óbitos de parentes de primeiro grau, ocorrência de eventos cardiovasculares em parentes próximos 3 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com e idade em que esses eventos ocorreram. História Ocupacional Relaciona-se com as ocupações anteriores do indivíduo, ou seja, quais trabalhos já realizou. É importante analisar as funções de risco, o tempo trabalhado em cada uma delas e se houve ou não medidas de segurança de trabalho. História Sócio-econômica Relaciona-se com as condições de habitação do paciente, seu acesso e qualidade da alimentação e lazer, além de seu grau de escolaridade e demais aspectos sócio-econômicos. História espiritual É importante entender se o paciente possui religião ou não, e qual o impacto da religião no seu dia a dia. Isso porque algumas religiões não permitem a realização de determinados procedimentos médicos, por isso, é importante conhecer para respeitar. Além disso, a religião pode ser tópico importante para a rotina do paciente, impactando portanto, no seu contexto e consequentemente, no seu processo de saúde e doença. Dica: Caso em algum momento da conversa o paciente surge com uma nova queixa, mesmo que já seja um paciente que você já havia atendido, é preciso refazer a história, tendo em vista que antes pontos que passaramdespercebidos, agora podem ser relevantes. Resuminho da Anamnese: ● Identificação (ID) ○ Nome ○ Idade ○ Data de nascimento ○ Cor ○ Sexo ○ Estado Civil ○ Naturalidade ○ Procedência (onde mora) ○ Profissão (o que faz e como faz) ○ Escolaridade ○ Religião ○ Informante ● Queixa e duração (QD) ● História da doença atual (HDA) 4 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com ○ Início dos sintoma ○ Fatores desencadeantes ○ Duração ○ Intensidade ○ Periodicidade ○ Fatores acompanhantes ou condições clínicas associadas ○ Fatores e períodos de melhora ou piora ○ Repercussão em outros sistemas, nas condições psicológicas do paciente e na vida como um todo ○ Tratamentos já realizados e seus resultados ● Interrogatório de diversos aparelhos (ISDA) ● Antecedentes pessoais (AP) ○ Antecedentes fisiológicos ○ Antecedentes ginecológicos e obstétricos ○ Antecedentes patológicos ○ Medicações em uso ○ Hábitos de vida ○ Viagens recentes ● Antecedentes familiares (AF) ○ Doenças adquiridas ○ Doenças hereditárias ○ Causa dos óbitos em parentes de 1° grau ○ Idade em que ocorreu os eventos cardiovasculares ● História profissional-ocupacional ○ Ocupações prévias do indivíduo ○ Tempo em que trabalhou em cada uma delas ○ Função de risco ○ Caracterizar-se devidas proteções foram feitas ● História sócio-econômica ○ Condições de habitação ○ Alimentação ○ Aspectos sócio-econômicos ○ Lazer ○ Grau de escolaridade ● História espiritual ○ Possui religião ○ Participa de rituais religiosos com frequência 5 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Capítul� 2- Ect�scopi� A ectoscopia consiste na avaliação global do paciente e deve ser realizada, antes de qualquer um dos exames físicos específicos que iremos estudar nos próximos capítulos. A primeira coisa que fazemos na ectoscopia, é avaliar o estado geral do paciente e caracterizá-lo em BEG, REG ou MEG: - BEG: bom estado geral, o paciente apresenta bom aspecto físico, intelectual e emocional, compatíveis com sua idade e nível social. - REG: regular estado geral, o paciente apresenta sinais de doença mas de maneira leve. - MEG: mau estado geral, o paciente manifesta sinais de doença intensos, como alteração de consciência e desidratação. É muito importante avaliar também a condição mental do paciente, se encontra-se bem orientado em tempo e espaço (ou seja, se sabe onde está e que dia é) e se apresenta-se alerta, ou confuso e sonolento. Também observamos o desenvolvimento musculoesquelético do paciente, considerando como eutrófico quando apresenta musculatura em condições adequadas e distrófico quando observamos perda de massa muscular e fraqueza. Podemos avaliar também o estado nutricional, considerado como bom, desnutrido, sobrepeso ou obeso (por meio do IMC). Agora, vamos observar se o paciente apresenta sinais de desidratação, como: alteração na umidade, elasticidade e turgor da pele, sede, oligúria e alteração da umidade em mucosas. Outros pontos importantes para avaliarmos na pele do paciente é sua coloração, a temperatura, se há lesões elementares, se há circulação colateral e a quantidade e distribuição dos seus pelos. Avaliamos também se o paciente apresenta ou não condições de higiene adequadas. As fácies correspondem a um conjunto de alterações que podem sugerir a presença de uma patologia. Quando o paciente não apresenta nenhum tipo de alteração importante, consideramos 6 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com que possui uma fácie atípica. Algumas fácies típicas são: cushingóide, hipocrática, acromegálica, parkinsoniana, mongoloide e etílica. A atitude e posição que o paciente apresenta no leito, pode ser indicativo de alguma patologia, uma vez que determinadas posições aliviam a dor. As principais atitudes são: ortopneica, genupeitoral, de cócoras, posição antálgica, decúbito dorsal, ventral ou lateral. Quando o paciente chega ao consultório, já podemos observar as características de sua marcha, se está sem alterações (atípica), ou se apresenta as alterações. Falamos um pouco mais dessas alterações na parte de marcha, no capítulo Semiologia Neurológica. Por fim, fazemos a avaliação dos linfonodos, por meio da palpação das principais cadeias. Devemos observar a localização, tamanho, consistência e se está doloroso ou não. As principais cadeias de linfonodos são: - Occipitais - Retroauriculares - Pré-auriculares - Submandibulares - Submentonianos - Cervicais anteriores e posteriores - Supra e infraclaviculares - Axilares - Epitrocleares - Inguinais - Poplíteos É importante ressaltar que a ectoscopia consiste em uma avaliação mais geral do paciente, e iremos focar e detalhar melhor cada uma dessas etapas, a depender da queixa do paciente e do exame que iremos realizar. 7 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Capítul� 3- Semiologi� d� pel� A partir de agora, vamos analisar como é feita a avaliação semiológica de diversas áreas, começando com o Exame da Pele. ● Lembrando que a avaliação da pele não é somente realizada quando esta é a queixa do paciente, tendo em vista que aspectos como coloração, umidade e temperatura da pele podem contribuir para avaliação do estado geral da saúde do paciente. Relembrando que na avaliação semiológica, trabalhamos no geral 4 etapas: inspeção, percussão, palpação e ausculta. A importância, se será realizada e a forma de realização de cada uma dessas etapas, varia de acordo com o sistema avaliado no momento. Por exemplo, o exame da pele irá utilizar apenas a inspeção e palpação. No exame da pele, começamos com a Inspeção, em que avaliamos por meio da visualização do paciente alguns aspectos importantes da sua pele. O que se deve avaliar na pele: - Coloração: pode variar por situações patológicas, como no caso de cianose e icterícia ou até mesmo pela alimentação, como na carotenemia. - Umidade: a pele pode estar tanto com baixa umidade, ou seja, ressecada (xerose), como com o aumento da umidade, em casos de sudorese. - Textura: pode ser áspera, rugosa (indicando envelhecimento e/ou fotoenvelhecimento) ou lisa. - Espessura: atrófica ou espessa. - Temperatura: não é a temperatura corporal, mas sim a temperatura de um local específico, que é sentida pelo dorso da mão; aumento de temperatura pode indicar infecção. - Elasticidade: capacidade da pele de se esticar, é perdida com a idade; examina principalmente a região das bochechas. - Turgor: quando testa a elasticidade, forma uma prega que não desaparece imediatamente; ocorre em 8 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com pacientes desidratados, comum também em idosos. - Presença de cicatrizes. - Presença de lesões elementares. Exame dermatológico: É constituído pela inspeção (etapa descrita anteriormente) e palpação. O objetivo da palpação é avaliar possíveis lesões e suas características (como profundidade, consistência, se é doloroso ou não). Nesse caso não se usa luva e pode ser usada uma lupa ou dermatoscópio para melhor visualização. O diagnóstico depende da anamnese, + tipo de lesão elementar + região topográfica onde a lesão se encontra. ● É muito importante saber descrever a região topográfica durante o exame. Agora, vamos conhecer os aspectos que devem ser analisados para descrevermos uma lesão e conhecer as principais lesões elementares da pele. Formas de lesão: Iniciamos o exame descrevendo o formato e depois o tamanho da lesão. ● Puntiforme: arredondadas. ● Lenticular: ovaladas. ● Arciforme: formato de arco. ● Anulares: formato de anel. ○ tamanho descrito em mm ou cm. Dica: Há profissionais que gostam de comparar o tamanho da lesão à objetos de tamanhos conhecidos, como lentilha, moeda e etc. Porém há profissionais que discordam dessa técnica e preferem descrever em mm ou cm. Pergunte ao seu professor a melhor forma dedescrever para evitar confusões durante suas avaliações. Lesões por modificações de coloração: As lesões podem possuir colorações diferentes por fatores endógenos e exógenos. Os principais fatores endógenos conhecidos são o aumento da bilirrubina no sangue, levando à icterícia (coloração amarela) e a má oxigenação do sangue, levando à cianose (coloração azulada). Como fatores exógenos temos: alimentação 9 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com (como a carotenemia) e o uso de medicamentos, como os antimaláricos, que podem gerar também uma coloração amarelada. Manchas ou máculas: Também constituem lesões por modificação de cor, mas que não apresentam alteração de relevo e que podem ser bem delimitadas ou não. As máculas são as lesões que apresentam até 1 cm, e as manchas, as que são maiores que isso. Esse tipo de lesão pode se dar por diferenças na concentração de melanina. - Acrômica: ausência de melanina. - Hipocrômica: diminuição da melanina. - Hipercrômica: excesso de melanina. Mancha Acrômica Mancha Hipocrômica Mancha Hipercrômica Dica: Para diferenciar manchas acrômicas de hipocrômicas basta analisar se a mancha é realmente branca, ou seja, sem melanina, ou se é apenas alguns tons mais claros do que a pele do paciente. No primeiro caso é acrômica, sendo o vitiligo a causa mais comum. No segundo caso, a mancha é hipocrômica. 10 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Púrpuras: Lesões que apresentam coloração variável, que podem ir do vermelho ao amarelo e castanho, a depender do estágio de evolução. Essas lesões são ocasionadas por extravasamento vascular. As púrpuras se subdividem em outros 4 tipos: - Petéquia: formato puntiforme. - Víbice: formato linear. - Equimose: maior que 1cm. - Hematoma: lesões grandes, com abaulamento na região. Petéquia Víbice Equimose Hematoma Eritema: São lesões avermelhadas/rosas causadas por vasodilatação e reação inflamatória. Quando há compressão da pele, ela some, por isso caracterizamos como transitórias. Chamamos de eritema apenas as lesões na pele, quando encontradas em mucosas chamamos de enantema. A lesão em borboleta do lúpus é um exemplo de eritema. 11 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Eritema Enantema Quando o eritema atinge toda a pele, é definido como universal (eritrodermia). Caso ocupe grandes áreas, mas não o corpo inteiro, chamamos de eritema disseminado. Lesões vasculares: São lesões comuns no processo de envelhecimento, e localizam-se principalmente no nariz e membros inferiores. A telangiectasia é um exemplo de lesão vascular que indica dilatação permanente do calibre de pequenos vasos. Telangiectasia Lesões elementares sólidas: São lesões formadas por acúmulo de células em um determinado local ou por espessamento cutâneo. São elas: pápula, placa, tumor, nódulo, goma, verrucosidade, vegetação, urticária e edema. Pápula: mede até 1 cm, é sólida, circunscrita e não é profunda à palpação. Pode ser caracterizada como normo, hipo ou hipercrômica a depender da coloração. Pápula 12 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Placa: lesão maior que 1 cm que apresenta elevação, mas que é plana e superficial. Placa Tumor: lesão sólida, maior que 3 cm e profunda, ou seja, atinge todas as camadas da pele. Essa profundidade é percebida à palpação. Tumor Nódulo e goma são lesões da mesma natureza, sendo a goma uma evolução do nódulo. Nódulo: lesão circunscrita, que mede entre 1 cm a 3 cm e possui consistência endurecida. Pode não ser visível à inspeção, mas é percebido à palpação. Pode apresentar alteração de cor. Nódulo Goma: é o nódulo que se liquefaz na porção central podendo gerar ulcerar e eliminar material necrótico. Apresenta 4 fases: endurecimento, amolecimento, esvaziamento, reparação. - Endurecimento: infiltração celular da hipoderme. - Amolecimento: necrose celular. - Esvaziamento: material necrótico extravasa por meio de fístulas ou úlceras. - Reparação: processo de fibrose que forma a cicatriz no espaço em que houve extravasamento. 13 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Goma Verrucosidade: é uma lesão sólida, de superfície dura e elevada. Origina-se por meio do processo de hiperqueratose. Verrucosidade Erosão e úlcera: são lesões da mesma natureza, que apresentam perda de camadas da pele. Mas a erosão atinge até a epiderme e a úlcera atinge camadas mais profundas. A escara é um exemplo comum de úlcera (que apresenta associado um processo necrótico). Erosão Úlcera (escara) Algumas lesões elementares tendem à eliminação espontânea, como as escamas e crostas. Escamas: lamínulas epidérmicas de dimensões variáveis. Escamas Crosta: ressecamento de exsudato, que pode ser seroso ou purulento. 14 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Crosta Para finalizar esse capítulo, vamos falar das lesões elementares formadas por espessamento cutâneo, sendo elas: ceratose, esclerose e liquenificação. Ceratose ou Queratose: espessamento superficial da epiderme, possui aspecto áspero e esbranquiçado. Ceratose Esclerose: endurecimento da pele como consequência da proliferação de colágeno. O examinador não consegue pinçar a pele do paciente. Esclerose Liquenificação: o espessamento da pele permite a visualização com melhor nitidez dos seus sulcos e saliências. Liquenificação Dica: Para treinar melhor, pesquise essas lesões e veja um maior exemplo de imagens, tentando identificar as características de cada lesão e não se apegando apenas aos exemplos desse material. 15 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Capítul� 4- Semiologi� A�ticula� Importância do Tema: Agora, vamos estudar com mais detalhes como é realizado o exame físico e as especificações do sistema articular. É preciso relembrar que uma boa conversa com o paciente te oferece informações importantes para o diagnóstico. Estudos afirmam que cerca de 80-85% dos diagnósticos são dados por meio da anamnese, em conjunto com exame físico. Princípios da Anamnese: Inicia com a coleta de dados da identificação (idade, gênero, etnia, profissão, procedência e etc). Segue com a coleta da queixa principal, usando as palavras do paciente, o motivo da consulta + a quanto tempo a queixa está presente. Em semiologia articular a queixa mais comum é a dor articular, por isso vamos dissecar mais esse tópico. Dor articular: Dissecando a dor: é preciso seguir uma série de perguntas para descobrir se a dor é realmente articular, porque pode ser também muscular, óssea, neuropática, vascular ou referida. Vamos ver agora as características de cada um dos tipos de dor. - Dor muscular: não é tão frequente; dor regional (não alcança a articulação); padrão mecânico (relacionado ao movimento, piora com o movimento e desaparece ao repouso). - Dor óssea: sensação de dor profunda; mal localizada; não se relaciona com o movimento a não ser que esteja sobre superfície articular; dor noturna (acorda o paciente). - Dor neuropática: ocorre pela própria lesão do nervo periférico; a topografia segue o trajeto do nervo; choque; queimação; dormência; pode ter déficit sensitivo, motor e de reflexo; dor noturna; não relaciona com o movimento. - Dor vascular: pode ser arterial ou venosa; a arterial aumenta com o consumo de O2 no músculo (ex.: se for na perna dói ao caminhar); 16 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com é profunda e extensa. Já a dor venosa gera padrão de peso, cansaço ao final do dia, geralmente nas panturrilhas e associada a edema. - Dor referida: dor que é percebida em uma topografia, mas sua origem é em outro local. - Dor articular: em geral não irradia,mas pode ocorrer em exceções; a dor articular é somática profunda, ou seja, pode ser difícil ser localizada; relaciona-se ao movimento; pode haver rigidez matinal e padrão inflamatório. Geralmente o paciente apresenta dificuldade em descrever esse tipo de dor. Sabendo agora diferenciar os principais tipos de dor, é preciso fazer uma série de perguntas para entender melhor suas características e determinar o seu padrão. As perguntas são: - Como começa a dor? - O que melhora ou piora? - Aqui é preciso identificar se a melhora é discreta ou faz a dor desaparecer. - É preciso caracterizar se há melhora ou piora com relação ao movimento. - Atrapalha o sono? - Há rigidez matinal? Quanto tempo dura? - Topografia: onde dói? Só na articulação? Difusa? Irradia? - Intensidade da dor, preferencialmente medida pela escala semiquantitativa (de 0 a 10). - Importante para identificar a doença, a gravidade e o quanto incomoda a vida do paciente. Após as perguntas, podemos relacionar as respostas do paciente com os principais padrões de dor articular. Observe que até o momento não saímos da Anamnese, mas já conseguimos coletar muitas informações importantes para prosseguir com o raciocínio clínico. Agora, vamos aos padrões de dor: - Mecânico: dor articular altamente relacionada ao movimento que desaparece ao repouso; às vezes a continuidade do movimento traz melhora 17 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com (“aquece as juntas”); não há dor noturna; rigidez matinal ausente ou fugaz, que aparece só no início do movimento e passa; dor bem localizada na articulação. - Inflamatório: dor piora com o movimento, e persiste em repouso; a continuidade do movimento piora ainda mais; rigidez matinal alta (em doenças como artrite reumatóide ela pode ser superior a uma hora); dor bem localizada na articulação. - Funcional ou transtorno nociplástico: gatilho orgânico pequeno ou inexistente (sem lesão); principal exemplo é a fibromialgia (disfunção no processamento da dor, percebe dor onde não tem lesão ou sente mais intenso do que realmente é); dor mal localizada e difusa. - Atípico: quando o padrão de dor não é exatamente o esperado. Por exemplo, o paciente relata características de dor inflamatória, mas que melhora com o movimento. Sinais associados: Os principais sinais associados à dor são calor, rubor e aumento de volume. É importante pesquisar esses sinais, porque processos inflamatórios articulares geralmente não apresentam calor e rubor. Caso haja, pode indicar um quadro mais grave de inflamação. O aumento de volume pode se dar por tumor, derrame articular, edema e outros fatores. Esse aumento de volume articular é raro e é necessário confirmar na etapa de palpação. Agora sim, depois de uma anamnese bem realizada, vamos ao exame físico articular. As etapas gerais do exame articular: 1- Inspeção 2- Palpação 3- Movimentação 4- Manobras específicas Inspeção: observar as articulações afetadas (ou seja, aquelas que estão incluídas na queixa principal). A observação global deve incluir a inspeção estática (paciente em pé, parado), com carga do próprio corpo, 18 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com avaliação dos aspectos constitucionais e a simetria. Devo observar: - Se há aumento de volume (focal ou difuso). - A pele adjacente à articulação (ex.: se há rubor, cicatrizes e etc). - Musculatura adjacente (ex.: hipotrofia por desuso). - Deformidades (desvios, partes moles, luxações, contraturas e etc). - Luxação: perda total de contato normal de uma superfície óssea com outra; se for parcialmente é subluxação, também chamada de entorse. - Contratura anquilose: fusão dos ossos fixamente. Palpação: essa etapa é realizada em busca de aumento de temperatura, para discriminar as causas de aumento de volume, se há dor à compressão e se há crepitações. Inicia-se a palpação superficialmente, segue fazendo uma palpação mais profunda nas articulações e finaliza movimentando passivamente as articulações. - Observação: para sentir a temperatura utiliza-se o dorso da mão. Quando se palpa profundamente, busca-se discriminar o motivo do aumento de volume, uma vez que as causas variam. Descrevemos a consistência em cística (sensação de água em uma cavidade fechada), elástica, fibroelástica, fibrosa, dura/pétrea. Causas de aumento de volume nas articulações: - Derrame articular - Proliferação sinovial - Edema - Proeminências ósseas - Tumores - Coxim gorduroso Para avaliar a dor, é necessário realizar uma compressão. Lembrando que é preciso padronizar o uso da força (em torno de 4kg de pressão, em locais mais profundos 7kg) e que essa deve ser progressiva. Na prática observa-se que o leito ungueal fica pálido quando aplicamos em torno de 4kg de pressão. A descrição do exame é dor à compressão ou sem dor à compressão. Quando pressionamos um ponto e o paciente relata dor a distância é 19 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com chamado de ponto gatilho, comum em transtornos nociplásticos. Na palpação ainda é preciso pesquisar as crepitações. Para isso, apalpamos e movimentamos as articulações para sentir/ouvir as crepitações. São dois tipos principais de crepitações: - Finas: sempre são patológicas, indica degeneração da cartilagem hialina; o som apresenta alta frequência e baixa amplitude. - Grosseiras: nem sempre é patológico; o som apresenta baixa frequência e alta amplitude. Agora vamos à terceira etapa do exame físico articular: a movimentação. Nesse momento, analisamos 3 tipos de movimento: - Movimento passivo: o examinador que realiza o movimento, o paciente permanece relaxado. - Movimento ativo: pede-se para que o paciente realize o movimento, é ideal que o examinador demonstre como deve ser realizado. - Movimento ativo contra a resistência: o paciente realiza o movimento e o examinador faz a força contrária. O objetivo é, por meio dos movimentos, avaliar a amplitude e se há dor. Dessa forma, identificamos se a articulação está comprometida e ainda avaliamos a estabilidade e força do paciente. Indo para última etapa do exame, vamos às manobras específicas. O principal objetivo é diferenciar se a doença articular é difusa ou se houve lesão de uma estrutura específica da articulação. - Doença articular difusa: a dor ocorre com todos os tipos de movimento, em todas as direções e à compressão; exemplo da sinovite. - Lesão de estrutura específica: a dor é principalmente ao movimento ativo contra resistência e durante o movimento passivo, ocorre principalmente com o estiramento máximo da articulação; a dor à compressão é restrita a topografia afetada; exemplo da tendinopatia. Outra grande queixa nos consultórios é a lombalgia, ou seja, dor localizada na 20 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com região da coluna lombar. Por isso, vamos estudar alguns aspectos que contribuirão para uma boa semiologia. Aspectos gerais: As lombalgias são extremamente frequentes, cerca de 85% dos adultos possuem episódios de lombalgia significativa. É preciso primeiramente diferenciar se a dor lombar vem da coluna vertebral e estruturas adjacentes ou de órgãos abdominais (rins, vias urinárias, pâncreas, vesícula biliar, órgãos pélvicos femininos e etc). Para confirmar se há componente da coluna, é preciso ver se há componente mecânico. Inicia-se com inspeção estática, observa-se se há desvios e a curvatura fisiológica da coluna (lordose cervical, lordose lombar e cifose torácica). Segue o exame com a palpação superficial, posteriormente a profunda. Nesse momento, pesquisa-se pontos dolorosos. Comumente em lombalgias não há sinais inflamatórios superficialmente. Segue com o movimento ativo, observando a amplitude do movimento. Nessa queixa não precisamos fazer o movimento passivo e o ativo contra resistência. Pede-se para que o paciente se incline para frente, paratrás e para os lados. Na inspeção dinâmica é possível deixar mais claro alguns desvios, como na escoliose lombar, que se torna mais visível à inclinação para frente. A amplitude do movimento pode ser descrita de maneira subjetiva (ex.: redução da amplitude do movimento), ou ser medida em centímetro, a partir do teste de Schober. Patologias associadas à lombalgia: Lumbago: síndrome dolorosa aguda gerada por estiramento ligamentar ou entorse nas facetas articulares. Dor de padrão mecânico, podendo haver ou não padrão inflamatório discreto inicialmente. No exame físico há piora da dor com a extensão. Pode se relacionar com a atividade física, sedentarismo, má postura, obesidade (com adiposidade abdominal), gestação, escoliose e osteoartrite de coluna. 21 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Discopatias: o disco possui um pericôndrio inervado, é ele que dói. Dor de padrão mecânico ou neuropática (se há acometimento de estruturas nervosas). 22 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Capítul� 5- Semiologi� Cardiovascula� No sistema cardiovascular, devemos sempre associar uma boa anamnese ao exame físico e exames complementares. Durante o exame físico, iremos realizar a inspeção, palpação, percussão e ausculta. Na inspeção, devemos observar: - Sinais de baixa perfusão: sudorese, cianose e confusão mental. - Formato do tórax: se é globoso, escavado, se apresenta tórax em tonel (o que pode indicar patologias). - Se no tórax há abaulamentos e retrações: como por exemplo pectus carinatum e pectus excavatum; essas alterações podem gerar desvios na localização do coração. - Presença de nós de Osler e lesões de Janeway: indicativos de endocardite. - Presença de baqueteamento digital: indicativo de má oxigenação sanguínea importante, devido a problemas circulatórios e/ou pulmonares. - Se há turgência jugular visível - Se há circulação colateral visível. Seguindo nosso exame, vamos à palpação. Nesta etapa devemos começar palpando o tórax como um todo, em busca de manifestações como atrito pleural e atrito pericárdico. Essas manifestações são percebidas com a palma da mão, a partir dos movimentos respiratórios do paciente. Ainda precisamos notar se há algum abaulamento ou retração que não foi percebido na inspeção. Em seguida, fazemos a palpação e avaliação do Ictus cordis. O Ictus cordis representa a pulsação do ápice do coração, por isso, devemos avaliar sua localização, se há desvios, sua extensão, impulsividade e ritmo. Caso tenha dificuldade em palpar o Ictus cordis, podemos posicionar o paciente em decúbito de Pachón (decúbito lateral esquerdo). A localização do Ictus pode variar, mas em geral, iniciamos a busca na região do quinto espaço intercostal esquerdo, na direção da linha hemiclavicular (foco mitral- observe na imagem a seguir). 23 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Localização dos focos cardíacos Ainda na palpação, analisamos o frêmito cardiovascular. Ele representa a sensação tátil das vibrações produzidas pelo coração e seus grandes vasos. A localização de um frêmito palpável e aumentado, pode indicar determinadas patologias, como insuficiência mitral, estenose aórtica, entre outras. Agora vamos avaliar os pulsos, iniciando com o pulso radial. Devemos observar as características desse pulso, são elas: elasticidade da parede arterial, amplitude, ritmo e frequência radial (necessário comparar essa frequência com a frequência cardíaca). Para uma avaliação mais completa é preciso comparar os dois pulsos simétricos, se estão sincronizados. A assimetria dos pulsos pode indicar coarctação de aorta, dentre outras patologias. Agora, seguimos avaliando os outros pulsos. Lembrando que sempre que possível, avalie todos os pulsos para um exame mais fidedigno. Porém, caso não seja possível, os pulsos das extremidades são melhores indicadores, uma vez que se na extremidade está tudo certo, provavelmente, na parte mais proximal do trajeto dos vasos, também estará. Continuando, os pulsos que devemos avaliar são: temporal, carotídeo (nunca palpar os dois simultaneamente para não provocar síncope), braquial, radial, femoral, poplíteo, tibial posterior e pedioso. Dica: Nunca fazemos avaliação de pulso utilizando o nosso dedo polegar, porque ele possui o seu próprio pulso, podendo então levar à confusão na interpretação dos achados. Utilize sempre o dedo indicador e médio. Alguns achados encontrados na avaliação dos pulsos periféricos, podem indicar insuficiência aórtica, são eles: 24 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com - Pulso radial de Corrigan: amplitude aumentada; pulso forte e rápido. - Pulso em martelo d’água: caracteriza-se por uma ascensão rápida na sístole, seguida por um colapso súbito; pulso amplo, facilmente visível e palpável. - Pistol-shot na artéria femoral: presença de ruídos, tanto na sístole, quanto na diástole da artéria femoral. - Sinal de Musset: paciente oscila o movimento da cabeça a cada batimento cardíaco. - Sinal de Muller: pulsação visível da úvula a cada batimento cardíaco. Avaliando agora a perfusão, devemos pressionar a polpa digital do paciente e observar em quanto tempo a coloração da pele volta ao normal. Caso demore mais que 3 segundos, temos um enchimento capilar lentificado. É importante também verificar se o arco plantar está normal, através do teste de Allen. Para isso, pressiona-se a artéria radial, se está normal, a mão não fica isquêmica porque a artéria ulnar supre a distribuição sanguínea da região. Mas se existe alguma obstrução do fluxo da ulnar, ao pressionar a radial, há isquemia. Significa que deve poupar essa artéria em procedimentos, já que ela é a única que está suprindo a distribuição sanguínea da mão do paciente. Vamos seguir agora para percussão. Na avaliação do sistema cardíaco, ela apresenta apenas uma função, que é delimitar a área cardíaca, analisando sua localização e extensão. Então, por meio da percussão, buscamos pela região de macicez cardíaca. Agora vamos para uma das partes mais difíceis de interpretar, mas muito importante para esse exame: a ausculta. Com o estetoscópio, auscultamos todos os focos convencionais: mitral, tricúspide, pulmonar e aórtico (você pode conferí-los novamente na imagem a seguir). Lembrando que o tórax do paciente deve estar totalmente nu, para não haver interpretações erradas dos sons. Localização dos focos: - Foco aórtico: segundo espaço intercostal esquerdo. - Foco pulmonar: segundo espaço intercostal direito. 25 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com - Foco mitral: quinto espaço intercostal esquerdo, na direção da linha hemiclavicular. - Foco tricúspide: quinto espaço intercostal esquerdo. Localização dos focos cardíacos Em cada um dos focos, devemos avaliar: - As bulhas cardíacas - Intensidade - Timbre - Desdobramentos - Componentes - Se há sopros - Podem ser gerados por estenose, por regurgitação, entre outros fatores. - São classificados como sistólicos, diastólicos ou contínuos; também classificados em graus (observe a tabela a seguir). - Se há cliques e estalidos: comuns no prolapso da válvula mitral. - Se há atrito pericárdico. Sistema de Classificação de Levine, modificado por Constant e Lipschutz Além disso, ainda na ausculta, avaliamos o ritmo cardíaco e a Aorta Abdominal. Dica: Como escolher entre campânula e diafragma do estetoscópio para auscultar? - Para ruídos de maior frequência, como em insuficiências valvares, usamos o diafragma. 26 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com - Para ruídos de menor frequência, como em estenoses, usamos a campânula. O exame cardíaco ainda apresenta etapas adicionais, além das quatro descritas anteriormente que são: medição da pressão arteriale avaliação do sistema venoso. Medição da pressão arterial: É ideal usar uma associação do método palpatório e do método auscultatório. Antes de descrevermos o passo a passo da medição, vamos conferir alguns fatores que influenciam a medida da pressão arterial e que devemos nos atentar: - O paciente não pode estar sentindo dor, desconfortável. - É preciso questionar se o paciente ingeriu cafeína ou outra bebida energética recentemente. - É preciso questionar se o paciente fumou nos últimos minutos. - De preferência, o ideal é que o paciente esteja a pelo menos 15-20 minutos de repouso. - O paciente não pode estar com a perna cruzada. - Aparelhos inadequados (pequenos ou grandes pro braço do paciente) e descalibrados também geram erros na pressão. - Não arredonde os valores observados. Agora, vamos ao passo a passo da aferição da pressão arterial: 1- Posicione o esfigmomanómetro, atentando a marcação do aparelho que deve estar alinhada à artéria braquial. 2- Palpe a artéria radial e comece a insuflar o esfigmo, observando em que momento você perderá o pulso radial. 3- Desinsufle o esfigmo e posicione agora o estetoscópio, na região da fossa cubital. 4- Insufle novamente, até 20 mmHg a mais do que o ponto que você perdeu a artéria braquial. 5- Desinsufle agora, lentamente, atentando-se a escutar os sons de Korotkoff. O primeiro som audível irá indicar a pressão sistólica, enquanto o último som audível, irá indicar a pressão diastólica. 27 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Classificação da Pressão Arterial em maiores de 18 anos Por fim, vamos a avaliação do sistema venoso: Iniciamos observando sinais de insuficiência cardíaca. Com o paciente em decúbito dorsal a 45°, observamos se há turgência jugular, indicativo de aumento da pressão venosa. Em seguida, vamos procurar sinais de trombose venosa profunda: - Com o paciente em pé, observamos se há presença de varizes. - Sinal de Homans: com o paciente deitado, realizamos a dorsiflexão do seu pé, a sensação dolorosa a esse movimento indica que o sinal é positivo. - Sinal da bandeira: movimentamos e palpamos a panturrilha do paciente, caso haja rigidez (empastamento), é indicativo para edema e o sinal é positivo. - Sinal de Bancroft: paciente relata dor à palpação da panturrilha contra a estrutura óssea. Outros sinais que indicam alteração no sistema venoso são: presença de dermatite ocre, úlceras de estase e redução dos pelos. 28 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Capítul� 6- Semiologi� Neurológic� Vamos agora estudar a semiologia neurológica. Esse capítulo será um pouco mais extenso, tendo em vista que o exame neurológico é composto pela avaliação de diversos tópicos, sendo eles: - Estado mental e funções cognitivas - Sensibilidade - Motricidade - Marcha - Coordenação e equilíbrio - Trofismo e tônus - Força - Reflexos - Nervos Cranianos - Sinais Meníngeos Avaliação do estado mental e funções cognitivas: Para avaliar o estado mental e funções cognitivas do paciente, começamos avaliando seu nível de consciência, dividindo inicialmente em 2 classificações: responsivo ou não responsivo. O paciente que não está responsivo, é preciso determinar o nível do seu coma, por meio da escala de Glasgow. Para utilizar essa escala, primeiro devemos considerar que o paciente não pode estar em uso de sedativos e em seguida, devemos fazer a somatória de alguns fatores, sendo eles: - Abertura ocular: testamos como o paciente abre os olhos, se faz ao perceber a chegada do examinador, ao ser chamado pelo examinador, a realização de pressão ou se não responde. - Espontânea (4 pontos) - Ao chamado (3 pontos) - A pressão (2 pontos) - Ausente (1 ponto) - Não testável: em casos de pacientes com trauma ocular, por exemplo. - Resposta verbal: o paciente conversa com o examinador, e é preciso caracterizar e pontuar a resposta. - Orientado (5 pontos) - Confuso/desorientado (4 pontos) - Resposta em palavras desconexas (3 pontos) 29 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com - Resposta em sons ininteligíveis (2 pontos) - Ausente (1 ponto) - Não testável: no caso de pacientes mudos, por exemplo. - Resposta motora: agora, avaliamos a resposta motora do paciente em relação ao estímulo. - Paciente obedece a comandos e realiza os movimentos (6 pontos) - Paciente localiza o estímulo realizado pelo examinador (5 pontos) - Paciente realiza uma flexão normal do braço, no sentido de afastar o membro do corpo (4 pontos) - Paciente realiza uma flexão anormal do braço, no sentido de aproximar o membro do corpo (3 pontos) - Paciente realiza uma extensão do braço (2 pontos) - Ausente (1 ponto) - Não testável: no caso de pacientes com déficit motor, por exemplo. - Reação pupilar: realizamos um estímulo luminoso, e classificamos a resposta: - As duas pupilas respondem ao estímulo (0 pontos) - Uma pupila responde ao estímulo (-1 ponto) - As duas pupilas não respondem ao estímulo (-2 pontos) - Note que agora, não iremos somar esses pontos, mas sim subtrair. Para classificar o coma pela escala de Glasgow então, calculamos os pontos coletados acima. Os resultados indicam: - Entre 13-15 pontos: coma leve - Entre 12-09 pontos: coma moderado - Menos que 8 pontos: coma grave (indicativo para intubação orotraqueal) Agora, no caso do paciente que inicialmente classificamos como responsivo, devemos avaliar seu nível de consciência, questionando por exemplo se ele sabe qual dia é hoje e 30 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com onde ele está. Caso as respostas sejam corretas, consideramos que o paciente está bem orientado em tempo e espaço. Avaliação da sensibilidade: O exame pode ser um pouco subjetivo, por isso é preciso ter cautela ao realizar e sempre comparar dois lados. Assimetrias em sensibilidade geralmente indicam patologias. A sensibilidade se divide em superficial (tato, dor e temperatura) e profunda (vibração e posição segmentar). Essa divisão se dá por meio das vias de transmissão neurológicas. Vamos começar testando a sensibilidade superficial, utilizando testes simples: - Sensibilidade tátil: paciente com os olhos fechados, testa seu tato fazendo uma leve pressão em sua pele com os dedos ou com algodões. - Sensibilidade térmica: testamos a discriminação de temperatura do paciente utilizando um pouco de água quente e fria. - Sensibilidade dolorosa: pressionamos levemente com uma agulha, observando se há resposta dolorosa. Agora, seguimos para a sensibilidade profunda. A sensibilidade vibratória, ou palestesia, é testada com o uso do diapasão. Para isso, percutimos o diapasão e o colocamos vibrando sobre uma superfície óssea. Observa-se se o paciente percebe ou não o estímulo vibratório. A sensibilidade de posição segmentar, também chamada de cinético-postural, é testada com o paciente com os olhos fechados, enquanto o examinador movimenta seu dedo para cima ou para baixo. Questionamos o paciente sobre qual direção o movimento está sendo realizado, e observamos se ele acerta ou não. Geralmente, no caso de patologias, as alterações na sensibilidade vibratória e de posição segmentar são apresentadas simultaneamente. Dica: Muitas vezes, em semiologia neurológica, é preciso fazer uma associação dos achados, sua localização e o possível local de lesão na via de transmissão. Essa pode ser uma 31 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com boa oportunidade para revisar neurofisiologia. Motricidade: Inicialmente, vamos avaliar a marcha do paciente, também chamada de equilíbrio dinâmico. É possível já iniciar a observação ao ver o paciente entrando no consultório, notando se há alguma alteração de equilíbrio, movimento estereotipado e alteração de força. Para aprimorar a avaliação, pedimos para que o paciente caminhe emlinha reta, colocando um pé na frente do outro (o que é chamado de Marcha Tandem). Além disso, é possível solicitar que o paciente caminhe na ponta dos pés, o que indica uma boa condição de força muscular (grau 5). Exemplos de marchas anormais: - Marcha espástica; - Marcha em tesoura; - Marcha em pequenos passos; - Marcha ceifante; - Marcha parkinsoniana. Dica: Na tabela de Sinais Semiológicos você encontra as descrições das principais marchas patológicas e ela virá como bônus dessa Apostila. Seguimos com a avaliação do equilíbrio estático. É avaliado primeiramente com o indivíduo em pé, com os olhos abertos e postura ortostática. Observa-se se mantém a postura normal ou se há perda de equilíbrio. Em seguida, mantém a posição ortostática, mas dessa vez, com os olhos fechados. O sinal de Romberg indica piora ou desaparecimento do equilíbrio quando os olhos estão fechados (indica alteração de propriocepção ou no cerebelo). O equilíbrio é garantido pelo cerebelo, visão e propriocepção. É necessário pelo menos um bom funcionamento de dois deles para que haja equilíbrio. Nosso exame se segue com a observação da coordenação dos membros, que é avaliada da seguinte forma: - Membros superiores: solicita para que o paciente toque a ponta do nariz com os dedos repetidas vezes. É chamado de prova índex-nariz. 32 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com - Membros inferiores: solicita para que o paciente deite-se e coloque o calcanhar nos joelhos, deslize pela perna e posicione a perna na maca novamente. O movimento é repetido algumas vezes. É chamado de prova calcanhar-joelho. Caso o paciente tenha dificuldade em realizar os movimentos e apresente movimentos não contínuos, é indicativo de alteração no neocerebelo. Obs.: esses movimentos são testados com os olhos abertos e fechados. Testamos agora a diadococinesia, ou capacidade de alternar os movimentos. Pedimos para o paciente alternar a palma e dorso da mão sobre a perna, repetidas vezes e acelerando o movimento. O indivíduo com alteração cerebelar apresenta dificuldade nessa realização (disdiadococinesia, ou seja, incapacidade de alternar movimentos). A prova do Rechaço é realizada com o paciente sentado, pedimos para que faça flexão do antebraço, contra a resistência oposta realizada pelo examinador. O examinador por sua vez, irá bruscamente parar a resistência. O paciente com lesão cerebelar não irá conseguir relaxar a flexão do braço na hora, indicando uma prova do rechaço positiva. Nesse exame é preciso ter cuidado para que o paciente não se machuque. A prova do movimento axial é realizada da seguinte maneira: pedimos para que o paciente (que está deitado) sente-se com os braços cruzados, ou seja, sem utilizar os membros superiores para ajudar a elevar o tronco. Neste momento, avaliamos a coordenação da musculatura axial. Caso o paciente não consiga, é indicativo de alteração no arquicerebelo. Reflexos: Os reflexos se dividem em profundos e superficiais. Iremos aprender agora como avaliar esses dois grupos. Começando com os reflexos profundos, esses se relacionam diretamente com o estiramento do músculo e são graduados em graus, como você pode conferir abaixo. Além disso, para avaliá-los é necessário utilizar um martelo de Babinski. 33 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Chamamos de clônus um movimento repetitivo que pode ser contínuo ou descontínuo. Na nossa avaliação, percebemos o clônus quando percutimos o martelo uma única vez e o movimento reflexo se repete várias vezes. Já a área reflexógena aumentada é quando o reflexo ocorre longe da área percutida. Agora, vamos aos principais reflexos profundos que precisamos avaliar: - Reflexo bicipital: percuto na região do tendão bicipital e espero uma flexão do cotovelo. - Reflexo tricipital: percuto na região do nervo radial (acima do cotovelo) e espero uma extensão do cotovelo. - Reflexo braquiorradial: percuto no trajeto do nervo radial (região próxima ao pulso) e espero uma semi-pronação e/ou semi-flexão do antebraço. - Reflexo flexor dos dedos: percuto no trajeto do nervo mediano (na palma da mão) e espero uma flexão dos dedos. - Reflexo adutor da coxa: percuto no trajeto do nervo obturatório (região medial da coxa acima do joelho) e espero uma adução da coxa. - Reflexo patelar: percuto no trajeto do nervo femoral (logo abaixo do joelho) e espero uma extensão do joelho. - Reflexo aquileu ou tríceps sural: percuto no trajeto do nervo tibial (região do tendão de aquiles) e espero uma flexão plantar. - Reflexo glabelar: percuto no trajeto do nervo facial (entre as sobrancelhas) e espero uma oclusão dos olhos. - Reflexo orbicular da boca: percuto no trajeto do nervo facial (acima do lábio superior) e espero uma projeção anterior dos lábios. 34 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com - Reflexo mandibular: percuto no trajeto do nervo trigêmeo (região mentual) e espero uma elevação da mandíbula. No abdome, podemos visualizar tanto reflexos profundos, como superficiais. Ao percutir o martelo no abdome, esperamos observar uma contração muscular (reflexo profundo) e um desvio da cicatriz umbilical (reflexo superficial). Esses reflexos são abolidos quando há lesão de neurônio motor superior. É preciso ressaltar que a não visualização de um reflexo, nem sempre é indicativo de doenças. Existem formas de facilitar a visualização de um reflexo, como a manobra de Jendrassik, que faz com que o reflexo fique mais exaltado. Nessa manobra o paciente o paciente une as mãos e dedos, aplicando uma força no sentido de separá-las. Avaliando agora os reflexos superficiais, não utilizaremos mais o martelo, mas sim, uma espátula. - Reflexo abdominal superficial: realizamos o movimento com a espátula na direção medial e observamos um desvio da cicatriz umbilical. - Reflexo cremastérico: realizamos o movimento com a espátula na direção medial na parte interna da coxa (próxima a virilha) e observamos uma elevação ipsilateral do testículo. - Reflexo cutâneo plantar: fazemos um movimento com a espátula na planta do pé do paciente, seguindo a direção do calcanhar aos dedos. Esperamos uma flexão dos dedos. O Sinal de Babinski ocorre quando ao realizar o reflexo cutâneo plantar, temos uma extensão (e não flexão) dos dedos. Pode indicar alteração no sistema nervoso central, mas em bebês e crianças pode ser um achado normal. Trofismo, tônus e força muscular: Esses três tópicos estão bem associados, por isso, vamos aprender a avaliá-los juntos. O trofismo muscular é o grau de nutrição das fibras musculares, que por sua vez é influenciado pelas 35 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com terminações neurais do segundo neurônio motor. É examinado por meio da inspeção comparativa das partes simétricas dos hemicorpos (face,MMSS e MMII). Portanto, observamos o paciente e procuramos por regiões de depressões e achatamentos. Em seguida, é preciso utilizar a fita métrica para comparar o diâmetro de um segmento de outro (tolera-se diferenças de até 1 cm). Os principais segmentos medidos são: braços, antebraços, coxas e pernas. A diminuição do trofismo é a atrofia, que pode ter causa neurológica de origem do segundo neurônio motor, raízes motoras ou no próprio músculo. Além disso, as causas podem ser não neurológicas. Diferencia-se às causas neurológicas das que não são, por meio da observação. As causas neurológicas atingem geralmente segmentos, enquanto as não neurológicas atingem grandes regiões. Além disso, as causas neurológicas são acompanhadas de outros sintomas. Possíveis causas não neurológicas são: imobilização prolongada do membro, doença articular e desnutrição. O aumento do trofismo é a hipertrofia, que pode ser fisiológica ou patológica, como as hipertrofias miotônicas. Nesses casos, há dificuldade de fechar o canal iônico e o músculofica contraído por muito tempo. Chamamos de pseudo-hipertrofia quando o aumento do segmento não se relaciona com o aumento do músculo, mas sim, da deposição de outras substâncias (como em distrofias). Agora, seguimos para a avaliação do tônus, que por sua vez é o grau de tensão do músculo. Para avaliá-lo é preciso mobilizar as articulações e fazer movimentos com os membros. Observa-se se há aumento ou diminuição da resistência ao movimento, que caracterizam hipertonia ou hipotonia. Os segmentos que costumamos avaliar são: - Flexão e extensão dos punhos; - Flexão e extensão dos cotovelos; - Pronação e supinação dos antebraços; - Flexão e extensão da perna; - Flexão plantar e dorsiflexão dos pés. 36 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Ainda podem ser realizadas manobras adicionais para aprimorar o exame. São elas: - Teste da queda do braço: solicita para que o paciente eleve os braços na altura do peito e segure esse movimento por alguns segundos. O paciente com hipotonia deixa os braços caírem rapidamente. - Teste da queda da perna: solicita para que o paciente deite-se e eleve a perna (uma de cada vez) segurando o movimento por alguns segundos. Paciente com hipotonia deixa o membro cair rapidamente. Portanto, os principais achados anormais do tônus são: - Hipotonia: nesses casos as lesões podem ocorrer no segundo neurônio motor (atrofia e hipotonia contínua), na raiz nervosa sensitiva, cerebelo e primeiro neurônio motor (no lobo frontal, durante a fase aguda). No caso de recém nascidos, a hipotonia pode ser fisiológica. - Hipertonia: pode ser elástica ou plástica e a principal forma de diferenciar é pelos sinais do canivete e da roda dentada. Para visualizá-los é preciso pedir para que o paciente realize o movimento de flexão do cotovelo, enquanto o examinador aplica força contrária e em seguida, cessa a força. - Sinal do canivete: ocorre porque a hipertonia não é uniforme durante todo o movimento; primeiro há resistência inicial e depois cede (semelhante a um canivete se abrindo). - Sinal da roda dentada: observamos uma alternância de hipertonia, o que aparenta um movimento semelhante a de uma engrenagem. Vamos agora para a avaliação da força muscular. Primeiramente, vamos avaliar a força global dos membros por meio de algumas manobras: - Manobra do braço estendido: pedimos para que o paciente posicione as palmas das mãos para cima, braços em 90 graus. Em caso de deficiência de força, 37 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com observamos a pronação da mão, seguido da queda do membro. - Manobra de Mingazzini: paciente deitado, pedimos para que eleve as pernas a 90° e mantenha essa posição por alguns segundos. - Manobra de Barré: paciente deitado em decúbito ventral, pedimos para que realize a flexão da perna e mantenha a posição por alguns segundos. - Em casos de deficiência de força, o paciente irá apresentar dificuldade na realização das manobras descritas. Em seguida, a força é avaliada por segmentos (grupos musculares específicos). É testado por meio da oposição ao movimento. Por exemplo, se estou testando os dedos, faço extensão e peço que o paciente faça a flexão, para que eu possa graduar a força, com a escala de Council de 0 a 5 (imagem abaixo). Achados anormais de força: - Síndrome do 1° Neurônio motor: gera déficit motor global, com predomínio dos músculos de maior inervação corticoespinhal. Há preservação dos músculos axiais e proximais. - Síndrome do 2° Neurônio Motor: gera déficit motor global ou segmentar, sem necessariamente predomínio de algum músculo específico. - Síndrome radicular: gera déficit motor segmentar, de acordo com o miótomo afetado. - Síndrome neuropática periférica: gera déficit motor segmentar, com predomínio distal. 38 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com - Miopatias: gera déficit motor segmentar ou global, com predomínio proximal. Lesão no primeiro neurônio motor pode gerar hemiparesia e hemiplegia, que pode ou não envolver a face. Além disso, chamamos de lesão completa quando ocorre acima da ponte e incompleta quando é abaixo da ponte (nesse caso não afeta a face). Classificamos como tetraparesia quando o déficit de força ocorre nos quatro membros. Avaliação dos pares cranianos Vamos agora prosseguir com o exame do sistema neurológico, avaliando o funcionamento dos 12 pares de nervos cranianos. Primeiro par (Nervo Olfatório): Os receptores olfatórios se localizam na mucosa da fossa nasal superior, seus filamentos entram pelos orifícios do osso etmóide e fazem sinapse com o bulbo olfatório, localizado na base do lobo frontal. Para realizar o exame, as principais substâncias utilizadas são café, chocolate, cravo e canela. A realização consiste em tapar a narina que não está sendo testada, solicitar que o paciente feche os olhos e inspire. Perguntamos se ele sente odor, e qual seria a substância. Repetimos o procedimento na outra narina e pergunta se o odor é igual ou diferente da narina anterior. Os achados anormais são: - Anosmia: perda do olfato; pode se dar por infecção das vias aéreas ou lesão no nervo (o que pode lesar o nervo: tabagismo, idade avançada, trauma craniano, covid, tumor no lobo frontal, doenças degenerativas como Parkinson e etc). - Hiposmia: perda parcial do olfato. Segundo par (Nervo Óptico): No nervo Óptico devemos avaliar a acuidade visual, ou seja, a capacidade de distinguir os detalhes, visualizar com clareza e nitidez. 39 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com O primeiro teste é realizado quando existe espaço suficiente no ambiente para que o paciente fique a 6 metros de distância do quadro de Snellen (distância que garante acomodação adequada do cristalino no globo ocular). Posicionado a distância correta, mostramos ao paciente o quadro de Snellen e pedimos para que repita o que está vendo. A acuidade é considerada normal quando o paciente consegue ler até a linha marcada como 20/20, na imagem abaixo. Quadro de Snellen Quando não possui o quadro de Snellen, no ambiente não há espaço suficiente ou o paciente não consegue se levantar, utilizamos o cartão de Rosenbaum e fazemos o teste a beira do leito, posicionando o cartão a 35 cm do paciente. Ainda é preciso fazer o exame com relação a discriminação de cores primárias (azul, amarelo, verde e vermelho). Podemos também usar as placas de Ishihara, em que o indivíduo deve conseguir ler as letras e números. Placa de Ishihara A discromatopsia é um achado em que o paciente não consegue diferenciar as 40 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com cores primárias e por sua vez, não consegue distinguir o que está escrito nas placas. Ocorre frequentemente na neurite óptica. Para finalizar o exame do segundo par, realizamos a campimetria visual. O examinador fica a 60 cm do paciente, segurando um objeto a meia distância entre os dois (ex.: tampa de caneta). Paciente tapa um dos olhos, para que faça o teste de cada um separadamente. O examinador então posiciona o objeto nas regiões correspondentes aos campos visuais e pergunta se o paciente consegue perceber o objeto. Caso o paciente não consiga perceber o objeto, vamos aproximando até que seja possível que ele perceba. Nesses casos, notamos alteração do hemicampo visual (podendo ser o nasal ou temporal). Principais achados da avaliação do segundo par: - Amaurose: perda da visão central. - Escotomas: manchas no campo visual, positivo quando é brilhante e negativo quando é escuro, indica problemas na retina. - Hemianopsia homônima: perda da visão periférica em uma metade do campo visual, podendo ser à esquerda ou à direita. - Hemianopsia heterônima: perda da visão periférica de uma das metades do campo visual, podendo ser a nasal ou temporal. Nesse caso a lesão é, provavelmente, noquiasma óptico e a principal causa é o tumor de hipófise. Correlação entre terceiro (Nervo Oculomotor), quarto (Nervo Troclear) e sexto pares (Nervo Abducente) São testados em conjunto, porque se relacionam todos com os movimentos dos olhos. Os três pares possuem trajeto pelo seio cavernoso, ou seja, lesões nessa região podem lesar todos eles e causar alterações no movimento dos olhos. O oculomotor além da inervação de músculos, é responsável também pela 41 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com contração da pupila. A dilatação da pupila possui controle simpático. A avaliação para esse conjunto de nervos se dá, primeiramente, pela inspeção estática, com avaliação das fendas palpebrais, posição do globo ocular e pupilas. Em seguida, realiza inspeção dinâmica, testando um olho de cada vez, pedindo para que o paciente acompanhe o movimento dos seus dedos. Os músculos que são testados em cada um dos movimentos. - M. reto superior: elevação, adução e rotação medial. - M. oblíquo inferior: elevação, abdução e rotação lateral. - M. reto lateral: abdução. - M. reto medial: adução. - M. reto inferior: depressão, adução e rotação lateral. - M. oblíquo superior: depressão, abdução e rotação medial. Além de testar o movimento de cada um dos olhos, testamos o movimento conjugado deles, na direção horizontal e vertical. - Lesões na ponte geram dificuldade no movimento conjugado horizontal. - Lesões no mesencéfalo, geram dificuldade no movimento conjugado vertical. A contração da pupila é testada utilizando uma lanterna apontada para o olho do paciente. Espera-se que as duas pupilas se contraiam com o estímulo luminoso, o que chamamos de reflexo fotomotor direto. Além disso, testamos o reflexo fotomotor consensual, que ocorre quando incidimos a luz da lanterna sobre uma pupila, e a outra pupila também responde contraindo. Achados principais do terceiro, quarto e sexto pares de nervos: - Lesão do III nervo gera diplopia binocular (visão dupla). - Estrabismo convergente, quando é o VI nervo lesado ou divergente, quando o III nervo é lesado. - Midríase: dilatação pupilar, causada por lesão no III nervo. - Paresia do músculo retolateral: lesão no VI nervo. Quinto par (nervo Trigêmeo): O quinto nervo é responsável pela sensibilidade somática dos dois terços 42 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com anteriores da cabeça. Esse nervo apresenta três ramos principais: - V1- Ramo Oftálmico - V2- Ramo Maxilar - V3- Ramo Mandibular O exame do V par inicia pesquisando a sensibilidade da face, nos territórios de V1, V2 e V3. São testados o tato e a dor, sendo as alterações do primeiro relacionadas com lesões na ponte e do segundo, com lesões no bulbo. Além disso, é testada a função motora (mastigação), testando a força do músculo temporal e masseter. Por fim, fazemos o teste do reflexo corneopalpebral. - Tato: usamos o toque dos dedos, algodão ou alfinetes. - Dor: usamos uma espátula de madeira. - Mastigação: colocamos uma espátula na boca do paciente e pedimos para ele morder. - Teste do reflexo corneopalpebral: colocamos um cotonete na transição da córnea com a esclera, espera-se que o paciente pisque nesse momento. Achados do nervo V: - Hipoestesia: perda da sensibilidade. - Pontos dolorosos: podem estar associados à neuralgia do trigêmeo. - Déficit de força, que pode levar ao desvio da mandíbula para o lado lesado. Sétimo par (Nervo Facial): Esse é o nervo responsável pela mímica facial e também pela função sensitiva superficial, gustativa e vegetativa. Iniciamos o exame observando olhos, fronte e andar inferior da face. Geralmente doenças neuro periféricas acometem os dois andares, enquanto doenças centrais (como AVC) acometem apenas o andar inferior (com sinais como desvio da rima bucal). A avaliação da motricidade se dá ao solicitarmos que o paciente mova a musculatura da face: abrir e fechar os olhos, abrir e fechar boca, franzir a testa e etc. Os reflexos profundos são testados com o martelo (assunto já abordado no tópico de reflexos). É possível testar a função gustativa com os kits que contém diferentes 43 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com sabores. Mas geralmente não é necessário, porque o próprio paciente informa se há ou não alteração na gustação pela sua percepção no dia a dia. Além disso, o paciente também pode indicar alterações em suas funções vegetativas, ao queixa-se de “boca seca” e “olhos secos”. Oitavo par (Nervo Vestíbulo-coclear) Apresenta função de audição e equilíbrio. Para iniciar o exame, realizamos a prova de Weber. Percutimos o diapasão e colocamos sobre o centro da cabeça do paciente. O paciente sem alterações sente a vibração igualmente dos dois lados. Porém, ele pode relatar sentir aumentado, o que indica problema na condução aérea. Esse achado é lateralizado para o mesmo lado que sente maior vibração. Já o paciente que não sente a vibração, indica problema no nervo em si, e é lateralizado no lado contrário. O próximo teste que devemos realizar é a Prova de Rinne. Esse exame compara a condução aérea com a óssea. Para testar a condução aérea colocamos o diapasão próximo do ouvido (testamos sua audição) e para testar a óssea, colocamos no processo mastóide (testamos a sensação de vibração). Pedimos para que o paciente avise quando terminar de perceber o som/vibração, e contamos quantos segundos durou cada uma das percepções. É esperado que o paciente perceba por mais tempo o som da vibração aérea, do que a sensação de vibração óssea (cerca do dobro). Caso o paciente apresente problemas de condução, ele irá perceber somente a vibração óssea, o que é chamado de Rinne invertido. Porém, se a alteração é no nervo, não sente nenhuma das vibrações. Agora vamos avaliar a parte vestibular do oitavo nervo, que relaciona-se com o equilíbrio. O teste realizado será o de Nistagmo. Pedimos para o paciente fixar o olhar em um ponto e em seguida, pedimos para lateralizar o olhar, nesse momento pode ocorrer o nistagmo (movimento anormal dos olhos pela horizontal ou 44 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com vertical). O paciente ainda pode relatar que sente falta de equilíbrio ao olhar para os lados. Nono e Décimo pares (Nervos Glossofaríngeo e Vago) Esses dois nervos também são avaliados juntos. O Glossofaríngeo está associado à gustação e sensibilidade do terço posterior da língua, enquanto o vago associa-se às vias autonômicas das vísceras torácicas e abdominais. Ambos se relacionam à motricidade da laringe e faringe. Para testá-los é bem simples, utilizamos o sinal da cortina (desvio da úvula) ou reflexo do vômito (ausente em alterações). Para avaliar o sinal da cortina, é preciso solicitar que o paciente abra a boca, coloque a língua para fora e fale “AAAA...”. O sinal é positivo quando temos o desvio da úvula para esquerda ou direita. Já o reflexo do vômito, precisamos posicionar uma espátula na parede posterior da faringe, espera-se que o paciente tenha uma sensação de náusea. Não ter essa sensação é indicativo para alterações no nervo. Décimo Primeiro par (Nervo Acessório) Tem como principal função o controle motor do músculo esternocleidomastoideo (lateralização do pescoço) e do músculo trapézio (elevação dos ombros). Portanto, para testar esse nervo é fácil, basta solicitar que o paciente realize os movimentos de lateralização do pescoço e de elevação dos ombros. É importante também que o examinador palpe os músculos, para avaliar o trofismo. Quando observamos o músculo “tremendo”, é indicativo de desnervação, também chamado de fasciculação. Décimo segundo par (nervo hipoglosso) Sua função principal é realizar a inervação motora da língua, portanto, para testá-lo, é preciso solicitar que o paciente movimente a língua. 45 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira -38869584852 - P rotegido por E duzz.com Alguns achados importantes são: - Presença de fasciculações na língua. - Desvio lateral para esquerda (sinal para Esclerose Lateral Amiotrófica). Sinais Meníngeos: Vamos para o último tópico do exame do sistema nervoso, a avaliação dos sinais meníngeos. Os sinais meníngeos são achados indicativos para meningite, inflamação das meninges. Para confirmar o quadro de meningite é preciso realizar a punção lombar. Rigidez de nuca: paciente em decúbito dorsal, pedimos para que flexione o pescoço. No caso do sinal positivo, ele relata dor ao movimento, indicando irritação dos nervos durante o trajeto pela meninge inflamada. Sinal de Brudzinski: paciente em decúbito dorsal, pedimos para fletir a cabeça e ele apresenta como reflexo a elevação dos membros inferiores. Esse reflexo ocorre como forma de aliviar a sensação dolorosa. Sinal de Kernig: paciente deitado, elevamos uma de suas pernas flexionadas. O paciente apresenta o reflexo de elevar a outra perna que não está sendo testada, para evitar dor. Sinal de Laségue: a perna contrária a que está sendo elevada, se eleva também, para evitar dor. É bem similar ao sinal anterior, porém, nesse caso a perna está estendida e não flexionada. 46 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Capítul� 7- Sistem� Respiratóri� Para realizar o exame físico do sistema respiratório, iremos seguir a lógica do exame em 4 etapas: inspeção, palpação, percussão e ausculta. Vamos iniciar com a inspeção. Inspeção do Tórax: se divide em duas etapas, a estática (observar o tórax parado) e dinâmica (olhar o tórax no movimento respiratório). Elementos observados na inspeção: - O tórax normal possui os dois lados simétricos e o diâmetro anteroposterior mais curto que o laterolateral. O tórax com o diâmetro anteroposterior maior é chamado de tórax em tonel. - A circulação colateral não é tão frequente, mas pode estar presente. Corresponde a uma circulação sanguínea aumentada, apresenta dilatação de veias no subcutâneo e se desenvolve devido a alguma obstrução vascular. - A traquéia deve estar em posição correta, centrada. - Presença de pectus excavatum e pectus carinatum. - Tipo de respiração: movimentos abdominais (comum em homens) ou torácicos (comum em mulheres); muitos apresentam os dois tipos de respiração (tóraco abdominal). - Frequência respiratória: é medida observando quantos movimentos respiratórios o paciente faz por minuto (observa-se os movimentos no tórax e abdome). É expressa por minuto e o ideal é que não avise o paciente sobre essa etapa, porque ele pode inconscientemente alterar seu ritmo respiratório. - Expansibilidade: é preciso comparar se os dois lados do tórax se expandem igualmente, ou se há assimetria. - Tiragem: é um achado normalmente patológico (sinal de dispneia), mas em indivíduos magros é possível observar também. Consiste em uma pequena depressão entre uma costela e outra durante a inspiração, pode ser observada também no espaço supraclavicular. - Utilização de músculos acessórios: na inspiração, os músculos acessórios elevam as costelas, refletindo que o paciente está fazendo esforço para respirar. Já na expiração, que fisiologicamente é passiva (uma vez que o pulmão é um órgão elástico), em situações 47 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com patológicas que geram obstáculos para saída do ar, é preciso fazer esforço para respirar e para isso, utiliza a musculatura abdominal. - Relação entre inspiração e expiração: o aumento do tempo expiratório em comparação com o inspiratório pode ser um sinal que sugere doenças obstrutivas. Agora seguimos para a etapa da palpação. Palpação: Na palpação, busca-se áreas dolorosas, presença de tumorações, adenopatias e adenomegalias (principalmente na região do pescoço), contraturas musculares, presença de ar (enfisema subcutâneo), edemas, expansibilidade pulmonar, posição da traquéia e frêmito tóraco-vocal. Para avaliar a expansibilidade do pulmão, devemos considerar os lobos superior, médio e inferior do pulmão, além da face anterior e posterior. Posicionamos nossas mãos na região de cada um dos lobos, de maneira que nossos polegares façam uma pequena prega cutânea. Agora, solicitamos que o paciente inspire profundamente. Devemos observar que nossos polegares se afastam na mesma proporção, indicando a simetria da expansibilidade. As situações patológicas pulmonares são, geralmente, unilaterais, por isso, a expansibilidade alterada (geralmente diminuída) de um dos lados é um bom indicador de possíveis doenças. É preciso ressaltar que a expansibilidade do lobo médio e língula não é tão utilizada, por ter pouca aplicação e por poder gerar constrangimento em mulheres, uma vez que é avaliada na região das mamas. Já a pesquisa do frêmito tóraco-vocal é realizada posicionando a palma da mão no tórax do paciente e solicitando que repita alguma palavra, geralmente pedimos para que diga “33”. É necessário sempre comparar uma mesma região, dos dois lados e observar se a vibração sentida é a mesma, ou se apresenta-se diminuída ou aumentada. O aumento do frêmito relaciona-se com síndromes de consolidação, (onde ocorre a substituição de conteúdo aéreo, por conteúdo sólido ou líquido), como na pneumonia (substitui o ar por exsudato inflamatório). Já o frêmito reduzido pode indicar interrupção das ondas sonoras que ocorrem por exemplo no pneumotórax, fibrotórax, derrame pleural e atelectasia. Por fim, finalizamos a palpação pesquisando a posição da traqueia. Inserimos levemente nosso dedo indicador entre o músculo esternocleidomastóideo e a traqueia do paciente. Agora, pedimos para que faça 48 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com o movimento de engolir e de inspirar profundamente. Observamos se a traqueia mantém sua posição, ou se há desvio para esquerda ou direita. O desvio é percebido porque a traqueia irá comprimir o dedo do examinador. Esse é um achado de derrame pleural. Antes de avaliarmos a percussão, é preciso considerar que alguns achados extra-torácicos também são importantes indicativos de doenças. Achados extra-torácicos ● Mãos respiratórias: o baqueteamento digital deve ser pesquisado, consiste em uma unha com a base elevada e indica má oxigenação sanguínea periférica. Além disso, unhas distróficas e amareladas são um sinal raro de derrame pleural (síndrome da unha amarela). ● Manifestações na pele: presença de eritema e de pontos avermelhados na língua são indicativos, por exemplo, de tumorações. Agora sim, vamos à etapa de percussão. Percussão: Atualmente possui um valor clínico um pouco limitado, devido a dificuldade em realizar o exame de maneira precisa. Porém, ainda é necessário realizá-lo. Para percutir, colocamos a mão na superfície do tórax, deixando apenas o dedo médio encostado na pele. Com o dedo médio da outra mão, golpeamos a interfalangeana distal. O que gera o som da percussão é que a região adjacente vibra. Dica: Para aprender a percutir corretamente, deite-se de forma relaxada, e percuta a região do fundo do estômago, o som nessa região é timpânico (víscera oca). Em seguida, percuta um espaço intercostal, o som é um claro pulmonar (porque possui grande quantidade de ar). Novamente, percuta em uma região de músculo (na perna por exemplo), onde o som é maciço. Assim, você consegue ir treinando seu ouvido a interpretar os diferentes sons da percussão. Para avaliar o pulmão é preciso percutir em todas as suas regiões e observar os sons encontrados. No pulmão, esperamos encontrar um som timpânico. Dizemos que a hipersonoridade está relacionada ao aumento patológico da 49 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com quantidade de ar do pulmão, que ocorre por exemplo no pulmão enfisematoso. Já em situações como no derrame pleural, observamos um som maciço, já que há uma consolidaçãomais extensa. Em pequenas consolidações, como câncer e pneumonia, já não é tão fácil de ser identificado na percussão. Finalmente, vamos a última etapa do exame pulmonar: a ausculta. Ausculta: Para realizar a ausculta pulmonar é preciso que o paciente esteja sentado, confortável e com as mãos nos joelhos. Com o estetoscópio, realizamos a ausculta e fazemos a avaliação dos sons respiratórios encontrados. Sons respiratórios: - Som bronquial: é audível quando o estetoscópio está sobre a traqueia; é um som mais intenso e fácil de ser percebido. Notamos que a expiração é mais longa que a inspiração. É similar a um som de “ventania”. - Som Vesicular: encontrado na região infra-axilar ou infra-escapular. Notamos que a inspiração é mais longa que a expiração. É similar a um som de “brisa leve” - Som bronco-vesicular: forma intermediária entre os anteriores e é o som encontrado nas demais regiões do pulmão. Precisamos entender que o parênquima pulmonar se apresenta como um “filtro acústico'', já que deixa passar apenas as notas de baixa frequência. Em determinadas situações patológicas esse “filtro” é rompido, como na pneumonia, então as notas de alta frequência se transmitem facilmente. Ou seja, nesses casos, podemos ouvir um som bronquial, que apenas na traqueia é fisiológico, em outras regiões. Essa ausculta do som bronquial em outros locais é chamado de som bronquial deslocado e pode se dar também por situações de consolidação (substituição do conteúdo aéreo por líquido ou sólido, como na pneumonia bacteriana). Outra situação patológica é a cavitação. Consiste em uma cavidade no tecido pulmonar que geralmente surge de infecções que necrosam o tecido. É possível ouvir o som bronquial porque como o tecido é destruído, não há a ação do “filtro”, então o som bronquial transmite bem. A intensidade do som vesicular é influenciada por alguns fatores, como o aumento do fluxo aéreo, que gera um 50 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com som mais intenso. Por outro lado, um obstáculo entre o fluxo de ar e o esteto pode diminuir a intensidade do som, esse obstáculo pode ser por exemplo um derrame pleural ou atelectasia. No caso do enfisema é de difícil avaliação, porque a intensidade do som diminui em todas as regiões do pulmão e de ambos os lados, então perdemos nossa capacidade de fazer a comparação, e a ausculta pode apresentar-se aparentemente normal. 51 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Capítul� 8- Semiologi� d� Abdom� Antes de entrarmos no assunto em si, é preciso saber delimitar as regiões do abdome para realizar a descrição correta dos achados. Regiões do abdome e projeção dos órgãos abdominais: Regiões do Abdome Quando a queixa principal do paciente é relativa ao abdome, devemos fazer uma anamnese direcionada, questionando o paciente sobre: 1. Localização da dor 2. Irradiação da dor 3. Início dos sintomas 4. Frequência e duração dos sintomas 5. Intensidade dos sintomas 6. Tipo de dor 7. Fatores desencadeantes 8. Fatores de melhora ou piora É importante lembrar de perguntar sobre o aparelho gastrointestinal e genito-urinário. A seguir, as perguntas que devemos fazer: Aparelho gastrointestinal: apetite ou inapetência; intolerância alimentar; disfagia (dificuldade de deglutir); dispepsia (dor ou desconforto na parte superior do abdome); regurgitação; ânsia de vômito; vômito (se é em jato ou associado a náuseas); pirose (sensação de queimação retroesternal); constipação/obstipação; plenitude gástrica; hematêmese (presença de sangue no vômito); diarreia; esteatorreia (excesso de gordura nas fezes); melena (fezes muito escuras); tenesmo (sensação não ter esvaziamento completo, pode ser retal ou vesical); hematoquezia (hemorragia retal); hemorróidas; enterorragia (eliminação de sangue vivo pelo ânus); ritmo intestinal; características das fezes (consistência, quantidade, coloração e odor). Aparelho genito-urinário: disúria (micção associada à dor, queimação ou 52 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com desconforto); poliúria (volume urinário superior a 2500 ml por dia); polaciúria (urinar repetidas vezes em intervalo < 2 horas e sem aumento do volume); nictúria (inversão do hábito urinário, urina mais e em maior quantidade a noite que durante o dia); noctúria (necessidade de levantar-se a noite para urinar); oligúria (volume urinário inferior a 400ml por dia ou 20 ml por hora); anúria (diurese inferior a 100 ml em 24 horas); enurese (perda de urina involuntária durante o sono); urgência (necessidade súbita e imperiosa de urinar); incontinência urinária (eliminação involuntária de urina); hematúria (presença de sangue na urina); retenção urinária (incapacidade de esvaziar a bexiga); hemoglobinúria (hemoglobina livre na urina); mioglobinúria (mioglobina na urina); porfirinúria (porfirinas na urina, coloração vermelho vinho) e alterações de coloração e/ou odor da urina. Em pacientes homens, é importante perguntar se houve redução do calibre ou força do jato urinário, hesitação e gotejamento pós-miccional. Além disso, questiona-se se há dor lombar, padrão de cólica ou lancinante que piora ao movimento (lembrando que o parênquima renal é insensível, o que dói é a distensão da cápsula renal). Exame físico: Finalizada a Anamnese, vamos ao exame físico, que inicia-se com a inspeção. Paciente encontra-se em decúbito dorsal e observamos: - A pele (se há manchas, lesões); - Presença de cicatrizes - cirúrgicas - umbilical: centralizada, descentralizada, protrusa ou intrusa; - Observar se há circulação colateral (ex.: cabeça de medusa); - Contorno abdominal (se é globoso, escavado ou plano); - Se o abdome é simétrico ou assimétrico; - Se há peristalse visível; - Se há pulsação da aorta abdominal visível (pode se dar por aneurisma); - Presença de hérnias (utiliza-se a manobra de Valsalva para avaliar). Seguido da inspeção, vem a ausculta, onde devemos examinar o trânsito intestinal, ruídos hidroaéreos e se há alteração nas artérias abdominais (principalmente sopros). É importante que seja a segunda etapa, tendo em 53 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com vista que a palpação, se feita antes da ausculta, pode gerar interferências nos resultados. - Ruídos hidroaéreos: classificados como presentes ou ausentes, aumentados ou diminuídos. Ruídos aumentados indicam aumento do conteúdo de gás e diminuídos, indicam obstrução. - Pesquisar obstrução intestinal: caso não haja ruído hidroaéreo, indica obstrução; ruídos metálicos. - Pesquisar sopros nas artérias aorta, renal, ilíaca e femoral. A terceira etapa é a Percussão, muito importante no exame do abdome, porque é necessária para descrever diversos achados. É preciso percutir todos os quadrantes abdominais. Nela avaliamos: - Intensidade e distribuição dos gases - Massas - Visceromegalias - Hepatimetria - Ascite Percussão do fígado (Hepatimetria): é realizada a fim de mensurar o tamanho do fígado. Inicia percutindo na região do umbigo em direção ao fígado, observando o som mudando de timpânico para maciço (delimita a borda inferior do fígado). Em seguida, percute da região hemiclavicular direita em direção ao fígado, observando o som mudando de claro pulmonar para maciço (delimita a borda superior do fígado). A parte superior do lobo esquerdo localiza-se na região do processo xifóide e na maioria dos casos, não é percebida na percussão. E para delimitar a parte inferior do lobo esquerdo, percutimos na direção da cicatriz umbilical, ao esterno. Caracterizamos como hepatomegalia quando é maior que 8 cm na direção da linha esternal média ou maior que 12cm na direção da linha hemiclavicular direita; o fígado aumentado gera macicez no hipocôndrio direito. Percussão do baço: é percutido no espaço entre a linha axilar anterior e média. A percussão normal é timpânica, devido a presença dabolha de ar. O baço aumentado ocupa esse espaço da bolha de ar e dessa forma, gera um som maciço ou submaciço. Podemos dizer também que o espaço de Traube está livre, quando não há esplenomegalia, ou ocupado, quando há. 54 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Ascite: é o acúmulo de líquido anormal na cavidade abdominal. Existem 3 técnicas utilizadas para avaliar, são elas: macicez móvel, semi-círculo de skoda e pesquisa do sinal de piparote. 1- Macicez móvel: pede para que o paciente deite-se em decúbito lateral. Caso haja ascite, o líquido irá se deslocar para o lado que o paciente deitou, gerando um som maciço. No lado contrário, o som será timpânico. Essa técnica geralmente identifica ascite leve. 2- Semicírculo de Skoda: ponta da barriga com som timpânico e som maciço no semicírculo ao redor. Ocorre quando há uma quantidade mediana de líquido. 3- Teste da onda líquida (Piparote): ocorre quando há muito líquido, preenchendo todo o abdome. É necessário dois avaliadores; o primeiro avaliador posiciona a mão na região central do abdome, impedindo a passagem de líquido de um lado para o outro. Já o segundo avaliador posiciona a mão de um dos lados, e faz uma percussão do lado contrário. Deve-se observar a reverberação das vibrações pelo líquido. Se realmente for ascite, irá sentir a vibração na mão, o que não ocorre caso seja apenas músculo ou tecido adiposo. Outros sinais e sintomas da ascite: palidez, edema palpebral e de membros, clínica cardiocirculatória, abaulamento global do abdome ou dos flancos, protrusão da cicatriz umbilical, macicez em decúbito. Vamos agora avaliar os rins do paciente. Percussão renal: vamos realizar a punho percussão das lojas renais ou sinal de Giordano. É realizada nas últimas costelas nas costas, percutimos com a mão fechada. O paciente com infecção urinária alta (pielonefrite), apresenta sinal de Giordano positivo e sente uma dor muito intensa mesmo com a punho percussão leve. O exame é finalizado com a realização da palpação, inicialmente, superficial, seguindo da profunda. Lembrar de avaliar todos os quadrantes e os linfonodos inguinais. Observamos na palpação superficial se existe alguma região de maior 55 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com sensibilidade, dolorosa e se há presença de massas. Agora na palpação profunda, faremos uma avaliação mais específica de algumas regiões e órgãos. Irritação peritoneal: é preciso avaliar se há presença de dor e a localização dessa dor, que às vezes pode ser difusa. O paciente sente dor a compressão, mas a dor é mais intensa quando é feita a descompressão da região. Palpação do fígado: inicia palpando por baixo da borda hepática (método Lemos Torres) e é feita durante uma inspiração profunda do paciente. Caso não seja possível palpar, podemos fazer uma manobra mais profunda, chamada de manobra em garra (ou Mathieu), ideal para pacientes com tecido adiposo proeminente. Observa-se nessa palpação: - Borda do fígado: deve ser romba/arredondada. - Contorno: arredondado ou irregular. - Superfície: é esperado que seja lisa; se for nodular pode indicar cirrose ou outro processo degenerativo. - Tamanho. - Sensibilidade: fígado distendido dói a palpação, sentir um leve desconforto à palpação é normal. Palpação do baço: é acessado por baixo do rebordo costal. Deve-se repetir manobra com o paciente em decúbito lateral direito, pois nessa posição, a gravidade desloca o baço para um local mais acessível para palpação (posição de Schuster). Geralmente o baço é impalpável. Baço palpável é indicativo para esplenomegalia. Palpação da bexiga e rins: a bexiga normalmente não é palpável. Se está palpável, provavelmente está distendida o que é indicativo de obstrução distal. Nesses casos, a palpação é dolorosa. Os rins também não são palpáveis e a técnica consiste em posicionar a mão esquerda atrás do paciente, logo abaixo e paralela à 12° costela, elevando a mão e deslocando o rim para frente. Posiciona a mão direita no quadrante superior direito, lateral e paralelamente ao músculo reto. Solicita ao paciente que respire fundo, e no pico da inspiração, comprime-se a mão direita profundamente ao quadrante superior direito, abaixo do rebordo costal, tentando capturar o rim entre as 56 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com mãos. O paciente deve expirar e ficar em apneia em curto período, com isso, o médico deve liberar lentamente a compressão exercida pela mão direita simultaneamente, tentando sentir o deslizamento do rim e seu retorno à posição que estava durante a expiração. Caso seja possível palpar o rim, é importante que se descreva seu tamanho, contorno e presença de sensibilidade ao toque. É normal conseguir palpar a cápsula renal do rim direito. Modelo de descrição do exame físico com achados normais: Inspeção: abdome plano, simétrico, ausência de lesões, cicatrizes, circulação colateral, peristalse e pulsações visíveis, cicatriz umbilical intrusa. Ausculta: RHA presentes, normoativos e ausência de sopros. Percussão: predomínio de som timpânico à percussão geral, hepatimetria 9 cm na linha média clavicular (LMC) e 4 cm na linha médio esternal (LME), espaço de Traube livre. Palpação: indolor à palpação superficial e profunda,, Giordano negativo. Achados, sinais e sintomas abdominais: 1- Sinal de Cullen: coloração azulada ao redor do umbigo; indicativo hemorragia retroperitoneal. 2- Sinal de Grey Turner: equimoses não traumáticas nos flancos; pode indicar pancreatite hemorrágica, abscessos com extravasamento e estrangulamento intestinal. 3- Sinal de Blumberg: descompressão dolorosa no ponto de McBurney (fossa ilíaca direita); sugestivo apendicite aguda; também identifica peritonite (que pode se dar por perfuração de úlcera gástrica). 4- Sinal de Rovsing: palpação profunda próxima à crista ilíaca esquerda, permite o trânsito dos gases para o ceco e gera dor no apêndice caso esteja inflamado; sugestivo de apendicite. 57 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com 5- Sinal de Murphy: interrupção da respiração durante a palpação profunda, devido à sensação dolorosa. Realizamos a palpação da ponta da vesícula (hipocôndrio direito), paciente solta todo o ar e realizamos a palpação profunda, pedimos para o paciente inspirar, o diafragma empurra a vesícula e o paciente sente dor e interrompe a respiração. No caso de positivo, é indicativo de colecistite. 6- Sinal do Psoas: positivo quando o paciente sente dor ao realizar extensão do quadril; sugestivo apendicite. 7- Sinal do Obturador: positivo quando o paciente sente dor ao realizar a elevação da perna flexionada; sugestivo apendicite. 8- Hérnias da parede abdominal: observa-se localização, tamanho, se é redutível ou não a manobra de Valsalva. A manobra de Valsalva consiste em forçar a expiração, enquanto mantém as narinas e boca fechada, visando realizar maior pressão. 9- Massas abdominais: observa-se se é intra abdominal ou da parede abdominal; a massa intra abdominal é impalpável com a contração da musculatura abdominal. 58 Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com Depois dessa chuva de informações, chegamos ao fim dessa Apostila e você, inicia a sua trajetória de sucesso na Semiologia. Aproveite para treinar tudo que aprendeu até aqui, na prática, com seus familiares, amigos e colegas de turma. Quer aprender mais assuntos da área da saúde? Acompanhe o meu Instagram: @resumos_brunamed ! Por lá, também aguardo o seu feedback sobre esse material :) Boa sorte na sua jornada! B R U N A S O A R E S AgradecimentosAgradecimentos Licenciado para - B ianca A parecida da silva oliveira - 38869584852 - P rotegido por E duzz.com