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UNIDADE DE
APRENDIZAGEM
A VERDADE CIENTÍFICA E OS TIPOS DE 
CONHECIMENTO
Produção Acadêmica 
e de Pesquisa 1
• Apresentação do Ebook
• Objetivos da Disciplina
• Unidade 1
• Unidade 2
• Unidade 3
• Unidade 4
• Unidade 5
• Unidade 6
............. 03
............. 04
............. 04
............. 09
............. 16
............. 22
............. 29
............. 39
Sumário
3
Apresentação do E-book:
Olá! Sejam bem-vindos à disciplina Produção Acadêmica 
e de Pesquisa! 
Durante nosso percurso na disciplina, estudaremos os se-
guintes temas: Ciência e Tipos de Conhecimento; Conceito de 
ciência e natureza do conhecimento do método científico; Lin-
guagem acadêmica e científica; Fundamentos da Metodologia 
Científica. Gêneros textuais; Métodos e Técnicas de Pesquisa; 
Fontes de Pesquisa Científica, Normas para Elaboração e apre-
sentação de Trabalhos Acadêmicos; Classificação da Pesquisa; 
Compreensão do projeto de pesquisa; As novas tecnologias 
para pesquisa científica e O papel do pesquisador na divulga-
ção de resultados.
Para compor nosso conteúdo, dividimos a disciplina em 6 
unidades, conforme segue:
Aula 1 - A verdade científica e os tipos de conhecimento
Aula 2 - A construção do conhecimento científico: a co-
munidade científica e sua linguagem
Aula 3 - Ciência: uma questão de método
Aula 4 - Gêneros textuais acadêmicos: fontes, técnicas de 
leitura, recepção e redação de textos acadêmicos
Aula 5 - Delineando um projeto de pesquisa: normas téc-
nicas e apresentação de trabalhos
Aula 6 - Dados e Tecnologia em pesquisa: Inserção na pes-
quisa acadêmica e perspectivas de divulgação
A pesquisa científica e a produção acadêmica estarão 
com você ao longo de toda sua jornada na graduação. Esta dis-
ciplina foi preparada para você desenvolver esse caminho. 
Bons estudos!
4
Para início de Conversa:
A produção acadêmica e de pesquisa são fundamentais 
para o avanço do conhecimento em várias áreas do conheci-
mento, bem como para a expansão do conhecimento científico 
e para a resolução de problemas na vida real. O tema inclui a 
publicação de pesquisas em livros, capítulos de livros, revistas 
especializadas e outras formas de divulgação, que permitem 
que os resultados das pesquisas sejam compartilhados e aces-
síveis à comunidade acadêmica, científica e à sociedade em 
geral. A pesquisa acadêmica visa abordar questões teóricas e 
empíricas, ajudando a compreender e explicar fenômenos, criar 
teorias e sugerir soluções para problemas científicos, sociais e 
tecnológicos. A partir deste momento, falaremos sobre os cami-
nhos que trilha um estudante da graduação dentro deste tema!
Objetivos da Disciplina:
Entre os objetivos desta disciplina, destacam-se:
- Conhecer e analisar criticamente o conceito de ciência e 
de método científico;
- Desenvolver habilidades de escrita de gêneros textuais no 
âmbito acadêmico, considerando a importância da prática 
da leitura, da oralidade e das múltiplas linguagens no pro-
cesso dessa aprendizagem. 
- Compreender o sentido/significado do conhecimento cien-
tífico e outras formas de conhecimento;
- Aplicar fundamentos teóricos para o emprego adequado 
da metodologia da pesquisa;
- Conhecer as etapas de um projeto de pesquisa científica.
- Proporcionar amplo entendimento sobre uso de tecnolo-
gia em pesquisa.
FONTE: HTTPS://PIXABAY.COM/PT/VECTORS/C%C3%A9REBRO-PENSAR-
PSICOLOGIA-ARVORES-4866447/
5
Objetivo de Aprendizagem 
do Capítulo:
• Esta unidade visa trazer a você a compreensão sobre 
o sentido/significado do conhecimento científico e como 
ocorrem outras formas de conhecimento.
1. VERDADE E 
CONHECIMENTO 
CIENTÍFICO
Conforme Casarin e Casarin (2012, p.13), definir o que é 
ciência não é uma tarefa fácil. “A noção de ciência teve sua 
origem na antiga Grécia, onde o conhecimento científico era 
demonstrado através de argumentos lógicos mediante obser-
vação de fenômenos”. Ainda segundo os autores, ao longo do 
tempo, a ciência foi passando por mudanças e passou a ser 
considerada sob três aspectos: como conhecimento ou sistema 
de enunciados provisoriamente estabelecidos (conhecimento 
científico); como busca da verdade e produtora de ideias (inves-
tigação científica) e como produtora de bens materiais (tecno-
logia). 
O termo “verdade científica” refere-se à compreensão co-
mum dos fenômenos naturais e do mundo em geral, baseada 
em evidências científicas. É importante entender que a ciência 
procura descobrir coisas cada vez mais precisas, em vez de en-
contrar verdades absolutas. Uma metodologia rigorosa é a base 
da verdade científica, que inclui a formulação de hipóteses, 
testes empíricos, revisão por pares e replicação independente 
dos resultados.
6
teorias.
A comunidade científica é fundamental para o desenvolvi-
mento do conhecimento científico. Os pesquisadores divulgam 
suas descobertas por meio de apresentações em conferências, 
publicações em revistas científicas revisadas por pares e discus-
sões em grupos de pesquisa. A linguagem científica é rigorosa, 
precisa e imparcial. Os cientistas usam terminologia especializada 
para transmitir seus conceitos de forma clara e precisa, permitin-
do que outros pesquisadores entendam e avaliem suas pesquisas.
Em síntese, a verdade científica é uma interpretação da 
realidade que foi obtida por meio de um processo de cons-
trução do conhecimento baseado na ciência. Esse proces-
so é apoiado por uma variedade de tipos de conhecimento e 
a comunidade científica desempenha um papel significati-
vo na confirmação e comunicação dos resultados científicos.
A construção do conhecimento científico envolve uma 
variedade de tipos de conhecimento. Alguns exemplos são:
Conhecimento empírico: é o conhecimento obtido por 
meio de observação ou experiência prática.
Conhecimento empírico: é o conhecimento obtido por 
meio de observação ou experiência prática.
Conhecimento teórico: é baseado em modelos e teorias 
que visam descrever e predizer fenômenos.
Conhecimento intuitivo: é definido como idéias e/ou insi-
ghts que parecem ter sua origem fora da razão ou do conheci-
mento direto.
Conhecimento autoritário: é baseado em informações de 
especialistas ou autoridades de um campo específico.
Conhecimento científico: refere-se ao desenvolvimento 
de explicações verificáveis e replicáveis, bem como ao teste de 
hipóteses.
1.1 Construção de informações científicas
A construção do conhecimento científico é uma atividade 
contínua e interativa. Os cientistas projetam experimentos ou 
coletam dados para testar hipóteses, baseiam-se em observa-
ções e no que sabem atualmente, e então tiram conclusões. 
Esses resultados podem levar a revisões ou criação de novas 
FONTE: HTTPS://PIXABAY.COM/PT/VECTORS/COMPUTADOR-PORT%C3%A1TIL-
CONHECIMENTO-1749345/
7
Conhecimento das relações sociais: ao nos relacionarmos, 
podemos obter conhecimento empírico sobre comportamen-
tos sociais e dinâmicos de relacionamento conversando com 
outras pessoas e observando suas reações. 
Importante:
Casarin e Casarin (2012, p.16), destacam que a ciência é a 
principal contribuinte para o progresso da humanidade, visto 
que todo o todo desenvolvimento científico nos traz benefícios 
em diversas áreas. Ainda, os autores destacam que o conheci-
mento pode ser dividido em quatro tipos:
1 – Empírico: fundamentado na experiência;
2 – Científico: fundamentado na razão;
3 – Filosófico: fundamentado na reflexão;
4 – Teológico: fundamentado na fé.
 
Curiosidade:
Entre os séculos XV e XVII, o modelo grego de fazer ciên-
cia sofreu uma mudança drástica, quando o método conheci-
do como científico-experimental (empírico) passou a ser predo-
minante. Para explicar tal fenômeno, o novo modelo adotado 
deveria obedecer a uma sequência lógica: experimentação, for-
mulação de hipóteses, repetição do experimento e formulação 
da lei para explicar o fenômeno (CASARIN; CASARIN, 2012, p.14)
O conhecimentoempírico é adquirido por meio da ob-
servação ou experiência prática. É baseado no que uma pessoa 
está testemunhando ou vendo em seu entorno. 
Exemplos:
Conhecimento sobre as coisas naturais: aprendemos co-
nhecimento empírico sobre os padrões de movimento do sol 
quando observamos o céu e percebemos que o sol nasce ao 
leste e se põe a oeste. Da mesma forma, aprendemos empirica-
mente sobre o calor tocando uma superfície quente e sentindo 
a sensação de queimação.
Habilidades práticas: o conhecimento empírico pode ser 
adquirido por meio de experiências práticas, como aprender a 
andar de bicicleta, dirigir um carro ou cozinhar. Repetição, fe-
edback sensorial e tentativa e erro são os métodos pelos quais 
essas habilidades são desenvolvidas.
FONTE: HTTPS://PIXABAY.COM/PT/VECTORS/ID%C3%A9IA-
EDUCA%C3%A7%C3%A3O-O-NEG%C3%B3CIO-LENDO-6858948/
8
Referências:
CASARIN, Helen de Castro Silva; CASARIN, Samuel José. Pes-
quisa científica: da teoria à prática. Curitiba: Intersaberes, 2012. 
E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Lei-
tor/Publicacao/5992/pdf/0 
CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino; SILVA, Roberto da. 
Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 
2007. E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/
Leitor/Publicacao/341/pdf/0Considerações Finais:
Atualmente a sociedade traz uma dinâmica mais acele-
rada que a do século passado. A informação a qual as pessoas 
têm acesso democratizaram cenários ampliando o conheci-
mento. Pesquisar é desbravar mundos e colocar em prática é 
produzir novos conhecimentos. O conhecimento científico é 
uma forma sistemática e confiável de aprender sobre o mundo 
natural e social, baseado em métodos científicos como obser-
vação, experimentação e análise crítica. O objetivo do conhe-
cimento científico é explicar, prever e controlar os fenômenos 
que acontecem em nosso mundo. Como é baseado em evidên-
cias empíricas e submetido a revisões por pares, oferece uma 
base sólida para o desenvolvimento do conhecimento e para a 
tomada de decisões conscientes.
FONTE: HTTPS://PIXABAY.COM/PT/VECTORS/PONTO-DE-INTERROGA%C3%A7%C3%A3O-
ABSTRACT-1751308/
9
UNIDADE DE
APRENDIZAGEM
A VERDADE CIENTÍFICA E OS TIPOS DE 
CONHECIMENTO: A LINGUAGEM PARA A 
DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
Produção Acadêmica 
e de Pesquisa 2
10
Para início de Conversa:
O homem científico não pretende alcançar um 
resultado imediato. Ele não espera que suas ideias 
avançadas sejam imediatamente aceitas. Seus traba-
lhos são como sementes para o futuro. Seu dever é 
lançar as bases para aqueles que estão por vir e apon-
tar o caminho.
NIKOLA TESLA
A ciência tem sido fundamental para os grandes feitos da 
humanidade, e a sociedade continua evoluindo. A ciência avan-
ça tão rápido que a sociedade tem dificuldade em acompa-
nhá-la e, muitas vezes, compreendê-la. Como resultado, é ainda 
mais importante aumentar a conscientização das populações 
sobre os resultados desses avanços científicos e tecnológicos. 
Esse é o primeiro passo para assumir uma posição crítica em 
relação às mudanças que têm um impacto direto na vida das 
pessoas.
A ciência tem feito grandes progressos nas últimas dé-
cadas, e outros meios também têm visto isso. Os avanços tec-
nológicos e o conhecimento científico têm atraído as pessoas 
para seu universo de observações e teorias. As revoluções tec-
nológicas dos últimos séculos tiveram um impacto significativo 
nas transformações sociais. A eletricidade, os motores de com-
bustão interna, os produtos químicos sintetizados de resíduos 
de centrais termoelétricas, a fabricação de aço e o surgimento 
das telecomunicações foram os principais impulsionadores da 
Segunda Revolução Industrial em meados do século XIX.
A ciência é um caminho de acesso à realidade, e a pesqui-
sa científica e sua divulgação são formas de tornar acessíveis os 
avanços contínuos do saber. Uma das principais preocupações 
do homem é fazer ciência.
FONTE: HTTPS://PIXABAY.COM/PT/VECTORS/TUBOS-DE-ENSAIO-REAGENTES-
QU%C3%ADMICA-155769/
11
1. A LINGUAGEM PARA A 
DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
Existem várias razões pelas quais a divulgação científi-
ca pode ser dirigida para melhorar a educação e aumentar o 
conhecimento público sobre o processo científico e sua lógica. 
Nesse caso, a informação pode ser transmitida com um obje-
tivo prático de ensinar as pessoas sobre como descobrir e re-
solver problemas cientificamente estudados, bem como com 
um objetivo cultural de despertar a curiosidade científica nos 
humanos, por exemplo. Com o objetivo cívico de formar uma 
opinião pública informada sobre como o avanço científico e 
tecnológico afeta a sociedade, principalmente em áreas do 
processo de tomada de decisão. A transmissão de informações 
científicas tem o objetivo de aumentar a consciência do cida-
dão sobre questões científicas divulgadas. 
O desenvolvimento da ciência e da tecnologia vem acom-
panhando a divulgação científica. Os cientistas não estão mais 
confiantes uns com os outros e estão levantando questões pre-
ocupantes sobre a aplicação em massa da ciência no mundo e 
sobre seu status como método privilegiado de compreensão. A 
divulgação da ciência para o grande público requer uma habili-
dade de transformar o conteúdo original em algo que seja mais 
próximo do entendimento de um público leigo, sem se tornar 
Objetivo de Aprendizagem 
do Capítulo:
• Esta unidade visa trazer a você a compreensão sobre ci-
ência e divulgação científica, além de exercitar com você 
o pensamento crítico sobre como a sociedade absorve os 
conteúdos científicos.
12
simplista, enquanto a divulgação da ciência para os pares re-
quer conhecimento prévio e comum a todos. No entanto, não 
vamos discutir a transformação em detrimento da informação; 
é necessário considerar uma mudança estrutural que possa 
priorizar a estrutura fundamental da informação científica, a 
partir de um modo mais claro de ser compreendido pelo gran-
de público.
1.1 Ciência para cientistas versus ciência para o grande 
público
Muito se tem discutido sobre como a ciência pode ser 
divulgada de forma ampla e eficaz na internet, embora seja 
evidente que existe um enorme potencial para o sucesso. Até 
algumas décadas atrás, a ciência era transmitida principal-
mente por meios impressos, como revistas e jornais. Posterior-
mente, a televisão permitiu que a ciência progredisse em seus 
canais e programação. A capacidade da internet de promover e 
popularizar a ciência ainda é usada de forma modesta. Vejamos 
algumas formas de divulgação científica:
1. Artigos científicos: é comum os cientistas escreverem 
para revistas científicas que são revisadas por pares. Descober-
tas, metodologias e análises de dados são discutidos nesses 
artigos. Os cientistas divulgam suas descobertas e ajudam a 
comunidade científica por meio dessas publicações.
2. Simpósios e conferências: simpósios e conferências 
científicas são eventos importantes em que os cientistas se re-
únem para apresentar suas pesquisas. Os cientistas têm opor-
tunidades de compartilhar conhecimento, conversar e traba-
lhar juntos nesses eventos.
3. Grupos de pesquisa e/ou laboratórios: os pesquisadores 
se comunicam regularmente em grupos de pesquisa ou labo-
ratórios para discutir ideias, compartilhar resultados prelimi-
nares, discutir estratégias experimentais e trabalhar juntos em 
projetos conjuntos. Esses ambientes permitem reuniões e con-
versas informais.
4. Comunicação eletrônica: os pesquisadores se comuni-
cam por e-mail para trocar informações, fazer perguntas, soli-
FONTE: SHARAKU1216
13
Curiosidade:
Características do texto científico
Impessoal
Evitar usar a primeira pessoa do singular (eu) ou do plural 
(nós), a fim de transmitir sua natureza objetiva.
Objetivo
Não emitir opiniões pessoais; isto é, evitar o uso de ele-
mentos subjetivos. O texto é baseado em observações sobre os 
resultados obtidospor meio de evidências científicas.
Conciso
Ele diz o que quer dizer, usando apenas o número de pa-
lavras necessárias.
Preciso
citar colaboração e compartilhar artigos ou documentos perti-
nentes. Além disso, um grande número de pesquisadores usa 
plataformas de mídia social acadêmica para se conectar com 
colegas, ficar de olho nas pesquisas mais recentes e divulgar 
seus próprios trabalhos. Há, ainda, páginas pessoais, blogs e 
outras fontes eletrônicas para essa comunicação.
Como vimos, há a comunicação entre os pesquisadores 
e há também a forma como as pesquisas vão para o conheci-
mento da opinião pública. Ou seja, a mesma linguagem que 
se usa para os pares não pode ser usada para o grande público, 
pois a forma de passar a informação pode não ser familiar ao 
público e este, por fim, deixar de ter interesse pelo assunto. A 
linguagem científica deve ser explicativa, trazer um texto claro, 
aproximar-se da sociedade. 
 A ciência deve ser vista como um objetivo social, um fa-
tor essencial para o desenvolvimento das pessoas e dos povos. 
É uma maneira eficiente e democrática de levar a sociedade 
a apropriar-se da cultura científica, incluindo sua linguagem, 
normas e princípios, e apresentar a ciência como uma forma de 
entender e relacionar-se com o mundo.
FONTE: HTTPS://PIXABAY.COM/PT/VECTORS/LIVROS-EDUCA%C3%A7%C3%A3O-
LIVROS-DID%C3%A1TICOS-25154/
14
Considerações Finais:
A linguagem científica é fascinante porque visa tornar 
as coisas claras para os cientistas e eliminar ambiguidades. Os 
pesquisadores geralmente recorrem a uma linguagem técni-
ca e especializada, com termos e conceitos específicos de suas 
áreas de estudo para atingir esse objetivo.
No entanto, essa precisão também pode resultar em uma 
linguagem densa e complicada, tornando a leitura de artigos 
científicos difícil para pessoas que não estão familiarizadas 
com o campo de pesquisa em questão. Assim, a capacidade de 
traduzir conceitos complexos em termos mais fáceis de enten-
der e compreender é uma habilidade essencial para os cientis-
tas.
Além disso, existem padrões na linguagem científica so-
bre como os artigos científicos devem ser estruturados e for-
matados. O objetivo dessas convenções, que incluem a sepa-
ração de tópicos como introdução, metodologia, resultados e 
discussão, é fornecer uma estrutura padrão para que os pesqui-
sadores possam apresentar seus resultados de forma organiza-
da e compreensível.
Em resumo, a linguagem científica é caracterizada por 
ser precisa e objetiva, mas pode se tornar complexa e difícil de 
entender para os não especialistas. No entanto, a comunica-
Tenha cuidado para dizer exatamente o que você quer 
dizer. Use conectores para fazer o sequenciamento simples de 
frases, assim como tempos verbais simples.
Claro
É compreensível para o tipo de público a que se destina. 
A precisão com a qual os fatos ou evidências são expostas é 
o que dá a um artigo ou discurso científico valor probatório e 
veracidade.
Fonte: https://maestrovirtuale.com/linguagem-cientifica-
-caracteristicas-funcoes-tipos/
 
15
Referências:
CASARIN, Helen de Castro Silva; CASARIN, Samuel José. Pes-
quisa científica: da teoria à prática. Curitiba: Intersaberes, 2012. 
E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Lei-
tor/Publicacao/5992/pdf/0 
CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino; SILVA, Roberto da. 
Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 
2007. E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/
Leitor/Publicacao/341/pdf/0
ção científica também envolve seguir padrões específicos para 
manter os resultados da pesquisa organizados e facilitar a com-
preensão de conceitos complexos.
16
UNIDADE DE
APRENDIZAGEM
CIÊNCIA: UMA QUESTÃO DE MÉTODO
Produção Acadêmica 
e de Pesquisa 3
17
Para início de Conversa:
A busca constante pela verdade é uma característica dis-
tintiva da ciência. Isso é feito revisando teorias e conceitos com 
base em novas descobertas e avanços tecnológicos. Com o 
tempo, os paradigmas da ciência mudam para fornecer infor-
mações cada vez mais precisas e abrangentes. Isso demonstra 
que a ciência não é um campo estanque, e sim um campo vivo 
de novas descobertas.
 Além disso, o princípio da replicabilidade dos resultados 
é fundamental para a ciência. Isso significa que os resultados 
dos pesquisadores devem ser capazes de ser validados por ou-
tros pesquisadores em diferentes contextos e condições experi-
mentais. Isso reduz a probabilidade de erros ou vieses e garan-
te que as informações científicas sejam confiáveis.
A fim de garantir que a ciência ajude no avanço e no 
bem-estar da sociedade, há constantes discussões sobre a 
responsabilidade dos cientistas, como fazer uso adequado dos 
resultados da pesquisa e os efeitos socioambientais das desco-
bertas.
Por fim, a ciência não é apenas uma coleção de dados 
e informações coletadas ao longo dos anos. Ela é uma jorna-
da incessante em busca da verdade, conduzida pelo método 
científico, que requer rigor, imparcialidade e revisão contínua 
de conceitos. A ciência ajuda a humanidade a aprender mais, 
superar obstáculos e abrir novas perspectivas para um futuro 
mais brilhante.
Objetivo de Aprendizagem 
do Capítulo:
• Conhecer e analisar criticamente o conceito de ciência e 
de método científico.
18
pesquisador; c) Observação controlada dos fenôme-
nos: preocupação em controlar a qualidade do dado e 
o processo utilizado para sua obtenção; d) Originalida-
de: trabalho criativo, original; e) Coerência: argumen-
tação lógica, bem estruturada, sem contradições; f) 
Consistência: base sólida, resistente a argumentações 
contrárias; g) Linguagem precisa: sentido exato das 
palavras, restringindo ao máximo o uso de adjetivos; 
h) Intersubjetividade: opinião dominante da comuni-
dade científica de determinada época e lugar.
Para colocar em prática o método científico experimental, 
Pinto et al. (2023, s.p.) detalham alguns procedimentos a serem 
seguidos:
1. Observação: o pesquisador detecta algo a ser 
investigado, por exemplo, um material ou um fenô-
meno físico ou químico;
2. Problematização: para elaborar o problema, 
pode-se formular uma pergunta, como por exemplo 
“Por quê e como esse fenômeno ocorre? Quais são os 
1. O MÉTODO CIENTÍFICO
O núcleo da ciência é o método científico, um processo 
organizado que orienta a pesquisa científica. A criação de uma 
pergunta ou problema, a coleta de dados pertinentes, a criação 
de uma hipótese explicativa, a realização de experimentos ou 
observações controladas, a análise dos resultados e a elabora-
ção de conclusões são todos componentes desse método.
A busca pela objetividade é uma característica essencial 
do método científico. Ao realizar pesquisas, os cientistas se 
esforçam para eliminar qualquer viés pessoal ou preconceito, 
buscando evidências empíricas e confiáveis para sustentar suas 
conclusões. Além disso, como a ciência é um campo aberto, ou-
tros cientistas podem revisar, replicar e refutar suas descober-
tas. O objetivo principal do método científico é testar hipóteses.
Conforme Dias e Fernandes (2000, p. 1),
[...] os critérios de cientificidade normalmente 
citados na literatura científica são: a) Objeto de estu-
do bem definido e de natureza empírica: delimitação 
e descrição objetiva e eficiente de realidade empiri-
camente observável, isto é, daquilo que se pretende 
estudar, analisar, interpretar ou verificar por meio de 
métodos empíricos; b) Objetivação: tentativa de co-
nhecer a realidade tal como é, evitando contaminá-la 
com ideologia, valores, opiniões ou preconceitos do 
FONTE: HTTPS://PIXABAY.COM/PT/VECTORS/ORIGINAL-O-NEG%C3%B3CIO-
DOCUMENTO-160131/
19
fatores que originaram ele?” ou então “Qual é a com-
posição do material e qual a sua importância?”;
3. Hipótese: a partir do questionamento, pro-
põe-se respostas às perguntas, as quais serão poste-
riormente testadas e avaliadas. Essasrespostas po-
dem ser pautadas em seu conhecimento prévio sobre 
fenômenos ou materiais semelhantes, baseando-se 
em ciência de qualidade;
4. Experimentação: com base nas hipóteses 
levantadas, o cientista fará experimentos e pesquisas 
bibliográficas com o objetivo de encontrar a resposta 
para cada um dos questionamentos que foram elabo-
rados;
5. Avaliação: por fim, os resultados obtidos 
serão analisados para que o cientista tenha algumas 
conclusões. Caso os resultados não sejam satisfa-
tórios, novas hipóteses podem ser levantadas. Caso 
sejam, será possível fazer afirmações acerca dos fenô-
menos ou materiais analisados, chamadas de teorias. 
Quando diferentes hipóteses e experimentações são 
realizadas e o resultado é sempre o mesmo, as teorias 
são consideradas como leis.
1.1 A ciência e o conhecimento
Pinto et al. (2023) destacam que para que o conhecimen-
to seja considerado científico, é necessário analisar as particu-
laridades do objeto ou fenômeno em estudo e citam Lakatos e 
Marconi quando apresentam dois aspectos importantes: a) “a 
ciência não é o único caminho de acesso ao conhecimento e à 
verdade”; b) um mesmo objeto ou fenômeno pode ser observa-
do tanto pelo cientista quanto pelo homem comum; o que leva 
ao conhecimento científico é a forma de observação do fenô-
meno.
A partir da ideia de que a finalidade da ciência é descobrir 
o conhecimento, pode-se dizer que o método científico é um 
conjunto de técnicas implementadas com o objetivo de atingir 
um objetivo específico. O método científico é um traço carac-
terístico da ciência, pois é um instrumento básico que ordena 
inicialmente o pensamento em sistemas e traça os procedi-
mentos do cientista ao longo do caminho para atingir um obje-
tivo científico definido.
Curiosidade:
Como imaginamos um cientista
FONTE: HTTPS://PIXABAY.COM/PT/VECTORS/O-NEG%C3%B3CIO-ID%C3%A9IA-
ESTRAT%C3%A9GIA-4271251/
20
Considerações Finais:
Podemos dizer que a ciência é uma atividade que busca 
conhecimento lógico, coerente, consistente e controlado sobre 
os fenômenos naturais usando métodos de observação e análi-
se. Ao criar inferências, teorias e distinguir as leis ou caracterís-
ticas comuns que regem um fenômeno ou evento específico, 
a pesquisa científica tem como objetivo diminuir a quantidade 
de dúvida e desconhecimento existentes sobre esse fenômeno 
ou evento.
A única preocupação dos pesquisadores deve ser a veraci-
dade das descobertas, a quantidade de conhecimento e com-
preensão sobre os fenômenos ou eventos estudados e o avanço 
da ciência, sem levar em consideração ideologias e preconcei-
tos.
Um conjunto de regras conhecido como método cientí-
fico é aplicado para proteger a ciência e o próprio pesquisador 
de erros e precipitações.
Os estereótipos dos filmes sobre cientistas foram lon-
gamente construídos como homens, geralmente brancos, e 
extremamente loucos. Os filmes mostraram que uma carac-
terística que os cientistas têm é a genialidade beirando a de-
mência: os cientistas conseguem fazer coisas extremamente 
complexas que os indivíduos “normais” não poderiam alcançar. 
Os estereótipos criados pelo cinema dão a impressão de que a 
carreira de cientista é estranha ou não se encaixa nos “padrões” 
da sociedade. Além disso, isso leva as pessoas a se afastarem 
das questões científicas porque acreditam que essas questões 
são muito complexas e só os gênios podem entendê-las. Além 
disso, isso diminui a representatividade de quem somos como 
cientistas; portanto, é necessário aumentar o conhecimento 
dos cientistas reais. Pessoas que comem, dormem, choram, 
que têm sentimentos e que podem ser alguém da sua família 
ou até mesmo você. No filme Frankenstein, o qual mostrava 
um cientista maluco, esquisito, mas que também era extrema-
mente comprometido com seu trabalho e também era ótimo 
no que fazia. Muitos de nós ficamos com essa representação de 
quem trabalha no laboratório e faz ciência (PINTO et al., 2023).
21
Referências:
DIAS, Cláudia; FERNANDES, Denise. Pesquisa e método cien-
tíficos. 2000, p. 1. Disponível em: https://docs.ufpr.br/~niveam/
micro%20da%20sala/aulas/tecnicas_de_pesquisa/pesquisacien-
tifica.pdf
MARTINS, Vanderlei; MELLO, Cleyson de Moraes (coord.). Me-
todologia científica: fundamentos, métodos e técnicas. Rio de 
Janeiro: Freitas Bastos, 2016. E-book. Disponível em: https://pla-
taforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/37837/pdf/0 
MASCARENHAS, Sidnei A. (org.). Metodologia científica. 2. 
ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2018. E-book. Dis-
ponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publica-
cao/183213/pdf/0 
PINTO, Luisa F. Ríos et al. Curiosidades: o que é ciência? Incen-
tivando elas na ciência, 2023. Disponível em: https://www.
blogs.unicamp.br/incentivandoelasnaciencia/?p=946
22
UNIDADE DE
APRENDIZAGEM
GÊNEROS TEXTUAIS ACADÊMICOS
Produção Acadêmica 
e de Pesquisa 4
23
Para início de Conversa:
Os gêneros textuais acadêmicos são um conjunto de 
estilos de escrita e comunicação comumente usados nos am-
bientes acadêmicos e criados para expressar e transmitir infor-
mações, pesquisas e pensamentos em uma variedade de áreas 
de estudo. Esses gêneros são instrumentos essenciais para o 
desenvolvimento do conhecimento científico e para o compar-
tilhamento de informações.
Os gêneros textuais acadêmicos são essenciais para a 
organização e apresentação clara das ideias em instituições de 
ensino superior e na produção científica. Isso permite que pes-
quisadores, estudantes e profissionais se comuniquem de ma-
neira precisa e padronizada. A validação e o reconhecimento 
das contribuições individuais ao campo do conhecimento tam-
bém são facilitados pela adoção dessas formas de escrita. 
Cada gênero textual acadêmico tem suas próprias ca-
racterísticas, incluindo estrutura, linguagem e objetivos. Eles 
também se adaptam aos diferentes objetivos da comunicação 
no contexto acadêmico. Esses gêneros, que incluem resumos, 
relatórios de pesquisa, resenhas e artigos científicos, estabele-
ceram-se como ferramentas essenciais para a difusão de infor-
mações e a promoção de conversas críticas entre acadêmicos e 
pesquisadores.
Essa viagem pelos gêneros textuais acadêmicos ajuda 
a entender como eles se formam de acordo com as normas e 
convenções de várias áreas do conhecimento. Isso serve como 
base para o desenvolvimento intelectual e para a evolução da 
academia e da ciência como um todo. Ao dominar tais gêneros, 
estudantes e profissionais se tornam membros de uma comu-
nidade global de pensadores, ajudando a expandir os horizon-
tes do conhecimento.
Objetivo de Aprendizagem 
do Capítulo:
• Identificar os gêneros textuais acadêmicos e conhecer as 
fontes, técnicas de leitura, recepção e redação de textos 
acadêmicos.
24
1.1 A redação de textos acadêmicos:
Fontes em textos acadêmicos são referências utilizadas 
para embasar e sustentar o conteúdo apresentado. Podem 
incluir livros, artigos científicos, teses, relatórios técnicos, sites 
confiáveis, entre outros materiais relevantes e confiáveis que 
possam contribuir para o embasamento teórico e a validade 
dos argumentos apresentados.
 As técnicas de leitura de textos acadêmicos envolvem 
estratégias para a compreensão efetiva do conteúdo. Isso inclui 
a identificação dos objetivos e estrutura do texto, a leitura aten-
ta dos parágrafos, a identificação das ideias principais, a análise 
crítica e a reflexão sobre o conteúdo lido. Tais técnicas visam 
extrair o máximo de informações e conhecimentos dos textos 
acadêmicos.
Já a recepção de textos acadêmicos refere-se à forma 
como os leitores compreendem e interpretam as informações 
apresentadas nos textos. Isso envolve a análise crítica, a avalia-
ção da validade das fontes, a identificação de argumentos sóli-
dos e a formação de opiniões embasadas. A recepção de textos 
acadêmicos é fundamental para a construção do conhecimen-
to e a participaçãoefetiva no diálogo acadêmico.
A redação de textos acadêmicos está ligada à produção 
de trabalhos escritos que seguem as normas e convenções 
acadêmicas. Isso inclui a organização estrutural do texto, o uso 
de linguagem formal e precisa, a citação adequada das fontes 
1. O TEXTO ACADÊMICO
Um gênero compreende uma classe de even-
tos comunicativos, cujos membros compartilham 
alguns conjuntos de propósitos comunicativos. Esses 
propósitos são reconhecidos pelos membros especia-
listas da comunidade discursiva de origem, e assim 
constituem a lógica para o gênero. Essa lógica molda 
a estrutura esquemática do discurso e influencia e 
constrange a escolha de conteúdo e estilo (SWALES, 
1990, p. 58 apud SOUZA; BASSETTO, 2014).
Os gêneros acadêmicos são entendidos como os textos 
escritos que são produzidos e que circulam no âmbito univer-
sitário como meio de comunicação entre professores, pesqui-
sadores e alunos, com diferentes propósitos comunicativos, por 
exemplo, divulgação de pesquisa, resumo de ideias, relatórios 
de atividades etc. A pesquisa acadêmica e científica acolhe os 
gêneros acadêmicos para poder avançar em sua construção.
FONTE: HTTPS://PIXABAY.COM/PT/VECTORS/LISTA-%C3%ADCONE-
S%C3%ADMBOLO-PAPEL-ASSINAR-2389219/
25
utilizadas e a apresentação coerente dos argumentos e evidên-
cias. A redação de textos acadêmicos busca a clareza, a objeti-
vidade e a validade das informações apresentadas, com o obje-
tivo de contribuir para o conhecimento em uma determinada 
área de estudo.
As fontes são os materiais utilizados para embasar o con-
teúdo de textos acadêmicos, as técnicas de leitura visam a uma 
compreensão efetiva desses textos, a recepção refere-se à inter-
pretação crítica das informações e a redação trata da produção 
de trabalhos acadêmicos de forma adequada e válida.
Veja no fluxo a seguir que escolher as fontes corretas an-
tecede a organização da sua pesquisa e é essencial para que 
ela ocorra e chegue ao público.
Os gêneros textuais são categorias que classificam os 
diferentes tipos de textos de acordo com suas características 
estruturais, funcionais e comunicativas. Eles podem variar de 
acordo com o contexto e o propósito da comunicação. 
- Vejamos alguns exemplos:
1. Narrativa: conto, romance, fábula, crônica.
2. Descritivo: relatório descritivo, resenha descritiva, perfil.
3. Argumentativo: ensaio argumentativo, artigo de opi-
nião, resenha crítica.
4. Expositivo: artigo científico, livro didático, manual de 
instruções.
5. Instrucional: receita culinária, tutorial, manual de uso.
6. Dissertativo: dissertação acadêmica, dissertação argu-
mentativa.
7. Poético: poema, soneto.
8. Jornalístico: notícia, reportagem, editorial.
9. Epistolar: carta, e-mail, mensagem.
10. Publicitário: anúncio, slogan, comercial de TV.
Um trabalho científico é escrito sob a ótica do gênero tex-
tual acadêmico-científico: formal, objetivo, sistemático e base-
ado em pesquisa original. As características principais estão no 
fluxo a seguir:
FONTE: A AUTORA (2023)
26
objetos de investigação. Há, então, conforme o caso: 
• conhecimento empírico; 
• conhecimento científico;
 • conhecimento filosófico; 
• conhecimento teológico.
Para os autores Cervo e Bervian (2022, p. 6), a ciência, até 
o período da Renascença, era tida como um sistema de propo-
sições rigorosamente demonstradas, constantes e gerais que 
expressavam as relações existentes entre seres, objetos, fatos e 
fenômenos da experiência. O conhecimento científico era ca-
racterizado como: 
a) Certo, porque sabia explicar os motivos de sua certeza, 
o que não acontecia com o conhecimento empírico. 
b) Geral, no sentido de conhecer no real o que há de mais 
universal e válido para todos os casos da mesma espécie. A ci-
ência, partindo do indivíduo concreto, procura o que nele há de 
comum com relação aos demais da mesma espécie. 
c) Metódico e sistemático, já que o cientista não ignorava 
que os seres e os fatos estavam ligados entre si por certas re-
lações e seu objetivo era encontrar e reproduzir esse encadea-
mento, o qual alcançava por meio do conhecimento ordenado 
de leis e princípios. 
Nessa perspectiva, o gênero artigo acadêmico-científico 
pode definir-se como o texto mais conceituado na divulgação 
do saber especializado acadêmico e científico. Sua função é ser 
uma forma de comunicação entre pesquisadores, profissionais, 
professores e alunos de graduação e pós-graduação. Pode-se 
definir o gênero acadêmico-científico como conjunto de proce-
dimentos não padronizados adotados pelo investigador, orien-
tados por postura e atitudes críticas adequadas à natureza de 
cada problema investigado.
Curiosidade:
Para Cervo e Bervian (2022), o homem, consequentemen-
te o pesquisador, está se movendo dentro de quatro níveis di-
ferentes de conhecimento. O mesmo pode ser feito com outros 
FONTE: A AUTORA (2023)
27
a entender como eles se formam de acordo com as normas e 
convenções de várias áreas do conhecimento. Isso serve como 
base para o desenvolvimento intelectual e para a evolução da 
academia e da ciência como um todo. Ao dominar tais gêneros, 
o pesquisador e profissionais se conectam globalmente para a 
expansão do conhecimento.
A essas características acrescentam-se outras proprieda-
des da ciência, como a objetividade, o interesse intelectual e o 
espírito crítico.
Para ler mais sobre o método científico e suas forma-
tações, consulte o texto: O histórico do método científico, de 
Cervo e Bervian(2022), disponível em: https://edisciplinas.usp.br/
pluginfile.php/4395121/mod_resource/content/1/Hist%C3%B3ri-
co%20do%20m%C3%A9todo%20cient%C3%ADfico.pdf
Considerações Finais:
Ao desenvolver um texto, é necessário que estejamos com 
o formato adequado ao contexto. O receptor, que é a pessoa a 
qual se destina o texto, terá maior conexão com o conteúdo se 
soubermos levar o contexto correto à realidade deste.
Cada gênero textual acadêmico tem suas próprias ca-
racterísticas, incluindo estrutura, linguagem e objetivos. Eles 
também se adaptam aos diferentes objetivos da comunicação 
no contexto acadêmico. Esses gêneros, que incluem resumos, 
relatórios de pesquisa, resenhas e artigos científicos, estabele-
ceram-se como ferramentas essenciais para a difusão de infor-
mações e a promoção de conversas críticas entre acadêmicos e 
pesquisadores, de acordo com o contexto de cada pesquisa.
Essa viagem pelos gêneros textuais acadêmicos ajuda 
28
Referências:
KÖCHE, Vanilda Salton; BOFF, Odete Maria Benetti; 
MARINELLO, Adiane Fogali. Leitura e produção textual: gêneros 
textuais do argumentar e expor. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2014. 
E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/
Leitor/Publicacao/149519/pdf/0 
MARTINS, Vanderlei; MELLO, Cleyson de Moraes (coord.). 
Metodologia científica: fundamentos, métodos e técnicas. Rio 
de Janeiro: Freitas Bastos, 2016. E-book. Disponível em: https://
plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/37837/pdf/0 
MASCARENHAS, Sidnei A. (org.). Metodologia científica. 2. 
ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2018. E-book. 
Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/
Publicacao/183213/pdf/0 
SOUZA, Micheli Gomes deI; BASSETTO, Lívia Maria Turra 
Bassetto. Os processos de apropriação de gêneros acadêmicos 
(escritos) por graduandos em letras e as possíveis implicações 
para a formação de professores/pesquisadores. In: Revista 
Brasileira de Linguística Aplicada, 20 dez. 2013. Disponível em: 
<https://www.scielo.br/j/rbla/a/Ypm99GJVr7LyXsLsYyq7N7c/
abstract/?lang=pt>Acesso em 19 jul. 2023.
29
UNIDADE DE
APRENDIZAGEM
O PROJETO DE PESQUISA E AS 
NORMAS TÉCNICAS PARA TRABALHOS 
ACADÊMICOS
Produção Acadêmica 
e de Pesquisa 5
30
Para início de Conversa:
Para começar nosso estudo deste capítulo, olharemos 
para as etapas de um projeto de pesquisa e por onde começar. 
Vamos também conhecer algumas normas de padronização 
conformea Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. 
Após desenvolver uma pesquisa, o pesquisador precisa ter em 
mente que é preciso divulgar os resultados e isso pode ser feito 
de várias formas, sendo via publicações ou apresentações orais, 
por exemplo. Assim, trazemos para este momento de estu-
dos também algumas indicações sobre o que é importante na 
apresentação de um trabalho acadêmico e científico.
Objetivo de Aprendizagem 
do Capítulo:
• Delinear um projeto de pesquisa e conhecer as normas 
técnicas para elaboração e apresentação de trabalhos.
FONTE: HTTPS://PIXABAY.COM/PT/VECTORS/PROCURAR-SEO-INTERNET-MARKETING-1355847/
31
uma prévia do que será a pesquisa.
De modo geral, destacamos a seguir alguns passos a se-
rem desenvolvidos em seguida:
1 – Escolha do tema e título da pesquisa
O tema da pesquisa surge de um objeto de pesquisa e 
do questionamento que se faz sobre ele. Mas como podemos 
identificar um objeto de pesquisa? Para isso, a curiosidade do 
pesquisador é um ponto de pesquisa, a partir da reflexão sobre 
o quanto aquele tema incomoda a sociedade. 
Leia sobre o que já foi pesquisado. Questione-se sobre 
seu objeto de pesquisa e elabore três perguntas pelo menos 
sobre ele para que possa questionar sobre as possibilidades de 
investigação que o tema traz. Isso para que você possa explorar 
as possibilidades do seu tema.
Outro ponto essencial nesse início é buscar informação 
científica em fontes confiáveis, seja em livros, artigos, revistas 
1. O PROJETO DE 
PESQUISA
Para que um projeto de pesquisa tenha sucesso, o pesqui-
sador deve se dedicar muito. Além disso, dependendo do nível 
da pesquisa, sua elaboração, desenvolvimento e conclusão po-
dem levar anos. Assim, para aumentar a produtividade, é lógico 
seguir várias etapas. Pode-se condensar essas etapas para faci-
litar o processo.
1.1 Etapas:
Planejamento da pesquisa é o primeiro passo a ser dado 
nesse sentido. É necessário que haja planejamento no senti-
do de prever as etapas a serem realizadas, ter clareza sobre a 
forma como será desenvolvido o trabalho, identificar se será 
necessário apoio de alguma equipe e também deve-se prever 
eventuais dificuldades ao longo do desenvolvimento da pes-
quisa. As dificuldades podem envolver tempo, recursos, acesso, 
documentos, materiais, entre outros itens. 
Além do planejamento, é importante que se realize uma 
apresentação do que trata a pesquisa, para o caso de ter que 
pleitear recursos, por exemplo. Pode-se fazer uma apresenta-
ção do pesquisador, incluindo seu currículo com experiência e FONTE: ENVATO ELEMENTS
32
ou periódicos. As fontes de referência na área devem apoiá-lo 
no conhecimento do que foi pesquisado sobre o tema até o 
momento e precisa ser de fato de fonte científica. Com as leitu-
ras, será possível identificar o estado da arte e o panorama atu-
al das pesquisas, fazendo um levantamento bibliográfico sobre 
o tema escolhido. 
É importante que você realmente tenha interesse em 
pesquisar este assunto e estabeleça relação com sua área de 
pesquisa. O tema precisa ser relevante para a área na qual se 
insere, de modo que traga resultados igualmente relevantes.
Pode ser que o pesquisador, ao definir o tema, pense 
também no título logo no início. Porém, é comum que o títu-
lo seja definido ao final do projeto de pesquisa, quando todos 
os itens já tenham sido desenvolvidos. O título deve ser claro 
e destacar o objetivo principal da pesquisa. É preciso ter coe-
rência entre ele e o conteúdo do projeto. Deve-se evitar títulos 
extensos, com mais de duas linhas e que tenham uma abran-
gência muito grande. O título deve ser direto e objetivo.
2 – Problematização (problema)
Cada pesquisa visa resolver um ou mais problemas. O 
problema consiste em uma dificuldade sugerida a partir do 
tema escolhido. Cada pesquisa visa analisar um problema e é a 
partir dele que o processo de pesquisa ganha sentido. Os as-
suntos ou temas escolhidos devem atender aos requisitos hu-
manos reconhecidos e declarados. Esse é o momento em que 
você considerará se o problema que você buscou na pesquisa é 
realmente um problema e se vale a pena tentar encontrar uma 
solução para ele. A problemática é o processo de transformar 
uma necessidade humana em um problema.
O problema deve ser claro e objetivo, formulado em for-
mato de interrogação. Será definido a partir de uma resposta 
que se busca por meio de uma problemática instaurada. Ele se 
tornará objeto central de discussão do trabalho.
3 – Justificativa
Nessa etapa, considera-se a relevância da pesquisa para a 
área estudada, para a sociedade e/ou para um grupo em ques-
tão. Deve trazer dados que embasam o texto.
Para justificar algo, é preciso fornecer uma justificativa 
suficiente para que algo tenha acontecido ou aconteça. A jus-
tificativa de um projeto consiste em fornecer razões razoáveis 
FONTE: FREEPIK
33
respeito de algo que ainda não é conhecido ou, pelo menos, 
não é conhecido de forma satisfatória. 
Hipóteses são afirmações sobre um desconhecido e são 
feitas com base no que a humanidade sabe sobre o assunto. 
Dependendo do que o pesquisador sabe ao responder à per-
gunta, essa afirmação será positiva, negativa ou duvidosa. Sem-
pre será uma afirmação e deve ser verificável, ou seja, pode-se 
desenvolver testes e verificações intelectuais a respeito delas.
6 – Fundamentação teórica ou revisão de literatura
A revisão de literatura é uma etapa essencial para projetos 
de pesquisa, seja em níveis de trabalho de conclusão de curso, 
dissertações, teses ou trabalhos acadêmicos em geral. Consiste 
em uma análise sistemática e crítica das fontes bibliográficas 
relevantes para o tema de estudo e seu objetivo principal é 
coletar, sintetizar e analisar as informações disponíveis sobre 
determinado assunto, a fim de identificar lacunas no conheci-
mento, avaliar estudos anteriores e estabelecer o contexto no 
para o desenvolvimento de pesquisa sobre um tema específico 
ou objeto geral.
O conteúdo de uma justificativa deve levar em considera-
ção dois elementos: importância ou relevância do tema; abran-
gência do assunto, que é a descrição do interesse da comuni-
dade humana, particularmente no momento atual, no assunto 
em questão.
4 – Definição dos objetivos
É a parte em que acontece a definição do propósito do 
pesquisador perante o tema estudado. Será dividido em geral e 
específicos.
Casarin e Casarin (2012, p. 100-101) explicam que são obje-
tivos gerais aqueles de maior abrangência, com caráter gene-
ralista. Já os específicos são aqueles relacionados diretamente 
com o tema principal da pesquisa. São pontuais e restritos à 
área do conhecimento do projeto. Quando são alcançados, 
podem apresentar uma solução definitiva para o problema que 
está sendo pesquisado ou trazer uma proposta inovadora para 
sua solução.
5 – Hipóteses
Hipóteses são respostas possíveis ao questionamento 
inicial. São essenciais para qualquer processo de investigação 
científica, pois consistem no lançamento de uma afirmação a 
FONTE: FREEPIK
34
todológicas relevantes para a pesquisa em questão.
Fundamentação teórica: após a revisão, o pesquisador 
sustenta suas afirmações e hipóteses com o conhecimento que 
possui sobre o assunto.
Referenciais bibliográficos: após a conclusão da revisão da 
literatura, é importante incluir uma lista de todas as fontes bi-
bliográficas usadas no estudo. Isso mantém tudo claro e permi-
te que outros pesquisadores consultem as mesmas referências.
A qualidade e a originalidade de qualquer pesquisa de-
pendem de uma revisão de literatura bem executada. Isso 
ocorre porque permite que os pesquisadores compreendam 
melhor o estado da arte do tema, evitem a duplicação de pes-
quisas anteriores e contribuam para o avanço do conhecimen-
to na área de interesse.
7. Metodologia
qual o novo trabalho de pesquisa será desenvolvido.
Algumas atividades dessa etapa são: 
Identificaçãode fontes: o pesquisador procura e seleciona 
artigos científicos, livros, teses, relatórios e outros materiais que 
estão diretamente relacionados ao assunto da pesquisa.
Leitura e análise crítica: o pesquisador lê, compreende 
e avalia as informações das fontes escolhidas. A avaliação da 
qualidade dos estudos, seus métodos, resultados e conclusões 
é crucial.
Síntese e organização: as informações pertinentes são 
sintetizadas e organizadas de maneira lógica. Para ilustrar as 
relações entre os vários estudos, podem ser usadas tabelas, 
gráficos ou mapas conceituais.
Identificar áreas de falha: ao longo da revisão, o objetivo 
do pesquisador é descobrir quaisquer lacunas no conhecimen-
to existente sobre o assunto. A relevância e originalidade do 
novo trabalho de pesquisa podem ser justificadas com base 
nesses espaços.
Contextualização: realizar uma revisão da literatura ajuda 
a colocar o estudo atual no contexto do conhecimento cientí-
fico mais amplo. Apresentar a história do tema, os principais 
conceitos teóricos e as discussões atuais no campo fazem parte 
disso.
Definir teorias e conceitos-chave: a revisão da literatura 
ajuda na seleção de teorias, conceitos-chave e abordagens me-
FONTE: HTTPS://PIXABAY.COM/PT/VECTORS/LISTA-DE-CONTROLE-LISTAS-O-NEG%C3%B3CIO-41335/ 
35
desenvolvido com base no tempo disponível para a pesquisa e 
as atividades propostas.
9. Referências
O termo “referência” para trabalhos acadêmicos refere-se 
a um conjunto de elementos que, quando combinados, identi-
ficam documentos impressos ou digitais, fornecendo detalhes 
sobre como e onde podem ser encontrados. Por exemplo, tra-
balhos acadêmicos exigem uma pesquisa bibliográfica para 
fornecer ao pesquisador o embasamento teórico. Assim, a refe-
rência bibliográfica, que lista todos os documentos que foram 
utilizados naquela pesquisa, serve como um elemento de veri-
ficação daquela base teórica.
Ao final do trabalho, o pesquisador deve ilustrar suas re-
ferências para verificar as suas fontes e onde elas podem ser 
encontradas. Tudo que foi citado na obra deve ser referenciado. 
Assim, o pesquisador apresenta autoridade, embasamento te-
O percurso metodológico deve ser escrito nessa etapa. 
Qual método é o melhor para sua pesquisa? Casarin e Casa-
rin (2012, p. 104) destacam que nessa etapa o pesquisador vai 
descrever se serão realizados experimentos e quais serão eles, 
quais técnicas e equipamentos serão utilizados, qual instru-
mento de coleta será aplicado (exemplo: questionário, entre-
vista, protocolo de observação etc.); quais parâmetros estatís-
ticos serão utilizados, qual tipo de amostra; se a pesquisa vai 
envolver seres humanos e quais critérios de seleção, se haverá 
pesquisa e coleta de campo, se haverá atividade em laborató-
rio, qual a técnica de observação etc. Nessa etapa, também se 
descrevem os materiais e equipamentos a serem utilizados, se 
for o caso.
A metodologia demonstra como o pesquisador vai con-
duzir o projeto de pesquisa e qual percurso metodológico será 
seguido.
8. Cronograma
No cronograma, o pesquisador vai apresentar as etapas 
da pesquisa, considerando atividades de acordo com cada mês. 
O cronograma de pesquisa é uma ferramenta de gestão e pla-
nejamento que proporciona maior eficiência, controle e organi-
zação ao desenvolvimento de projetos de pesquisa, permitindo 
ao pesquisador focar nas atividades essenciais e atingir os obje-
tivos propostos dentro dos prazos estabelecidos. Ele poderá ser 
FONTE: FREEPIK
36
triais e prestação de serviços. A normalização visa garantir que 
a produção científica, tecnológica e documental do país seja 
compreendida e que os trabalhos e produtos que seguem esse 
padrão sejam confiáveis.
As principais normas da ABNT usadas para trabalhos 
acadêmicos são:
• NBR 14724 – trabalhos acadêmicos
• NBR 10520 – citações
• NBR 6023 – referências
• NBR 6024 – numeração progressiva
• NBR 6027 – sumário
• NBR 6028 – resumos, resenhas e recensões
Em seu trabalho acadêmico você precisará consultar 
todas as normas citadas acima. A NBR 14724 é a norma que 
órico e confiabilidade àquela pesquisa. Para essa etapa, a regra 
utilizada para a padronização é a norma técnica 6023:2028, da 
ABNT, que traz uma série de possibilidades de formatação e 
padronização de acordo com a obra a ser citada.
Exemplo (conforme NBR 6023:2018):
Elementos essenciais
GOMES, A. C.; VECHI, C. A. Estática romântica: textos dou-
trinários comentados. São Paulo: Atlas, 1992. 
Elementos complementares 
GOMES, A. C.; VECHI, C. A. Estática romântica: textos dou-
trinários comentados. Tradução Maria Antonia Simões Nunes, 
Duílio Colombini. São Paulo: Atlas, 1992. 186 p.
Importante:
A elaboração e a formatação de trabalhos seguem padro-
nizações específicas. Essas padronizações são baseadas nas 
normas da ABNT, a Associação Brasileira de Normas Técnicas, 
que é uma organização privada sem fins lucrativos e objetiva 
uniformizar as técnicas de produção no Brasil. É responsável 
pela elaboração de normas técnicas e pela certificação de pro-
dutos, sistemas e rotulagens ambientais. 
Embora seja frequentemente relacionada à academia, a 
ABNT também define normas e técnicas para produtos indus-
FONTE: ADOBE STOCK
37
fundamentadas. As opções usuais para disseminar suas desco-
bertas são publicações em revistas especializadas e apresenta-
ções orais em eventos acadêmicos.
Ao se preparar para essas situações, é essencial considerar 
a adequação da linguagem ao público-alvo. Adaptar o discurso 
de acordo com o nível de conhecimento e a expertise dos ou-
vintes é fundamental para uma comunicação eficaz.
Outro aspecto de extrema importância é a oratória e a 
qualidade da apresentação. A clareza, a objetividade e a con-
fiança na exposição dos resultados são cruciais para transmitir 
a importância e relevância do trabalho realizado.
Caso o trabalho tenha sido desenvolvido em grupo, é 
imprescindível que todos os membros estejam alinhados para 
eventuais questionamentos que possam surgir durante a ava-
liação. Uma comunicação coesa entre os integrantes do grupo 
demonstra a solidez da pesquisa e reforça a credibilidade das 
descobertas apresentadas.
Em resumo, ao finalizar um trabalho de pesquisa, é essen-
cial dar atenção especial às etapas metodológicas e aos resul-
tados, pois eles serão a base das divulgações. Utilize a lingua-
gem de acordo com o público-alvo, aprimore suas habilidades 
de oratória e garanta que todos os membros do grupo estejam 
preparados para responder a possíveis questionamentos. Ao 
seguir essas práticas, você estará preparado para compartilhar 
suas contribuições de forma clara, impactante e bem funda-
determina como os trabalhos acadêmicos devem ser elabora-
dos, principalmente em relação à sua estrutura. Nela estão es-
pecificados os elementos essenciais e obrigatórios que devem 
constar nos trabalhos. Já a NBR 10520 é a norma que aborda 
citações. As citações são essenciais nos trabalhos e na pesquisa 
acadêmica e é por meio delas que se dá crédito ao autor con-
sultado. 
Acesse todas as normas no link que segue: https://www.
normasabnt.org/
Curiosidade
Ao desenvolver sua pesquisa, o pesquisador deve estar 
atento às fontes referenciadas para que todos os autores e tra-
balhos usados para desenvolver a pesquisa sejam citados em 
seu trabalho. A não citação dos autores, ou seja, usar as obras 
sem dar os devidos créditos aos autores, incorre em plágio, có-
pia indevida sujeita a sanções previstas na Lei do Direito Auto-
ral - n.º 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Para conhecer o detalhamento da lei, acesse o link: 
https://www2.senado.leg.br/bdsf/item/id/243240
Finalização e apresentação
 Após a conclusão do trabalho, é fundamental concen-
trar-se especialmente nas etapas metodológicas e nos resulta-
dos, pois é a partir desses elementos que as divulgações serão 
38
Referências:
CASARIN, Helen de Castro Silva;CASARIN, Samuel José. 
Pesquisa científica: da teoria à prática. Curitiba: Intersaberes, 
2012. E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/
Leitor/Publicacao/5992/pdf/0 
CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino; SILVA, Roberto da. 
Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 
2007. E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/
Leitor/Publicacao/341/pdf/0 
MARTINS, Vanderlei; MELLO, Cleyson de Moraes (coord.). 
Metodologia científica: fundamentos, métodos e técnicas. Rio 
de Janeiro: Freitas Bastos, 2016.
MASCARENHAS, Sidnei A. (org.). Metodologia científica. 2. 
ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2018. E-book. 
Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/
Publicacao/183213/pdf/0 
PEROVANO, Dalton Gean. Manual de metodologia da 
pesquisa científica. Curitiba: Intersaberes, 2016. E-book. 
Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/
Publicacao/37394/pdf/0 
mentada.
Considerações Finais:
Os projetos de pesquisa fornecem a base para os avanços 
científicos e tecnológicos, permitindo o entendimento mais 
profundo de questões complexas e difíceis. É por meio de pro-
jetos que se iniciam pesquisas que irão se concretizar na cons-
trução de teorias sólidas validando e refutando hipóteses.
É fundamental manter a ética e a integridade na condu-
ção de pesquisas, respeitando os direitos dos participantes e 
divulgando os resultados de forma transparente, da mesma 
forma que se conduz a pesquisa. A comunidade científica pode 
ganhar a confiança da sociedade e fortalecer a credibilidade da 
ciência por meio desses princípios. 
A metodologia científica garante a confiabilidade e a 
validade dos resultados por meio de projetos de pesquisa bem 
definidos. Além disso, a disseminação adequada dos resultados 
ajuda a aumentar o conhecimento em todo o mundo e facilita 
o desenvolvimento da sociedade.
39
UNIDADE DE
APRENDIZAGEM
DADOS E TECNOLOGIA EM PESQUISA: 
INSERÇÃO NA PESQUISA ACADÊMICA E 
PERSPECTIVAS DE DIVULGAÇÃO
Produção Acadêmica 
e de Pesquisa 6
40
Para início de Conversa:
A inteligência artificial (IA) é um grande aliado para os 
estudos científicos e acadêmicos, pois oferece muitas oportuni-
dades e avanços significativos. A IA é uma ferramenta vital para 
a análise de dados em várias áreas do conhecimento, pois pode 
processar grandes quantidades de dados com rapidez e identi-
ficar padrões complexos.
A IA pode ser útil na pesquisa acadêmica para facilitar a 
busca e seleção de literatura científica relevante, facilitar a re-
visão da literatura e fornecer base sólida para novas pesquisas. 
Além disso, a IA ajuda os pesquisadores a buscar problemas 
mais promissores por meio da identificação de lacunas de co-
nhecimento.
Na ciência, a inteligência artificial pode economizar 
tempo e recursos acelerando experimentos e simulações. Ela 
permite a descoberta de novos fenômenos e a criação de hi-
póteses inovadoras por meio de análises detalhadas de dados 
complexos.
No entanto, é necessário levar em consideração questões 
éticas, como o uso adequado dos dados, transparência nos al-
goritmos e mitigação de vieses para usar a IA de forma respon-
sável. A pesquisa acadêmica e científica pode alcançar novos 
patamares e contribuir significativamente para o progresso da 
humanidade ao combinar o potencial da inteligência artificial 
com a criatividade e a expertise humanas.
Objetivo de Aprendizagem 
do Capítulo:
• Verificar como dados e tecnologia atuam em pesquisa e 
como se dá a inserção de inteligência artificial na pesqui-
sa acadêmica, bem como na perspectiva de divulgação.
41
2. INTELIGÊNCIA 
ARTIFICIAL NA PESQUISA 
ACADÊMICA – ALGUMAS 
MUDANÇAS
A utilização da Inteligência Artificial (IA) na pesquisa aca-
dêmica tem promovido mudanças significativas no cenário 
científico e no apoio para o avanço de pesquisas e levantamen-
to de dados. Com sua capacidade de processar dados em larga 
escala e identificar padrões complexos, a IA otimiza a análise de 
informações e acelera a descoberta de temas relevantes.
Nas bibliotecas digitais, a IA aprimora a busca por literatu-
1. CONHECIMENTO À 
DISPOSIÇÃO DE TODOS
Todos devem ter acesso ao conhecimento. Porém, como 
grande parte da população não está familiarizada com a lin-
guagem da ciência, a divulgação científica frequentemente 
fica longe das pessoas.
A divulgação científica é essencial para aumentar o co-
nhecimento e a qualidade de vida de todos. A inovação pode 
se tornar conhecida por meio da divulgação adequada. Isso 
pode ser o caso de um novo produto útil à população que não 
é conhecido ou utilizado por falta de divulgação. Por mais im-
portante que seja uma ideia, ela só será aceita se for validada 
e divulgada em um meio facilmente acessível. Para ampliar o 
alcance do conhecimento, é fundamental que as pesquisas es-
tejam disponíveis em uma variedade de materiais.
Além disso, a divulgação científica facilita a discussão de 
diferentes pontos de vista sobre uma teoria e leva a um maior 
debate sobre as novas tendências. As pessoas aprendem a 
pensar criticamente com isso, o que as ajuda a entender seus 
direitos e obrigações. Eles também aprendem a raciocinar com 
base em várias perspectivas.
FONTE: HTTPS://PIXABAY.COM/PT/
VECTORS/C%C3%A9REBRO-CONHECIMENTO-ARTE-DE-DESIGN-2029391/
42
ra científica, oferecendo resultados mais precisos e relevantes, 
o que agiliza a revisão bibliográfica para os pesquisadores.
A IA também está revolucionando a forma como os ex-
perimentos são conduzidos. Com o uso de algoritmos sofisti-
cados, é possível realizar simulações mais precisas e eficientes, 
economizando recursos e tempo. Também tem contribuído 
para o desenvolvimento de sistemas de aprendizado automa-
tizado, tornando-se uma ferramenta poderosa na análise de 
dados e no auxílio à formulação de hipóteses.
Contudo, é essencial equilibrar o uso da IA com a criativi-
dade humana e garantir a ética na manipulação de dados, as-
segurando que a pesquisa acadêmica continue a ser conduzida 
com rigor científico e responsabilidade. Com essas mudanças, 
a IA está se tornando uma aliada para impulsionar a pesquisa 
acadêmica e impelir a fronteira do conhecimento humano.
A reportagem “CINCO MUDANÇAS DA INTELIGÊNCIA 
ARTIFICIAL NA PESQUISA CIENTÍFICA: E cinco paradoxos envol-
vidos nisso”, de Rafael Cardoso Sampaio e Rafael Perich, publi-
cada na Revista Piauí demonstra diversas possibilidades que a 
IA oferece. Aqui, trazemos algumas para nosso capítulo:
1. Para busca e seleção de artigos: Sampaio e Perich (2023) 
ressaltam que as IAs ajudam na busca de tópicos, pesquisas e 
artigos acadêmicos. Plataformas digitais como OA.mg, RDisco-
very, Consensus, Elicit, Perplexity permitem examinar diversos 
indexadores e bases de artigos para obter referências. 
A pesquisa pode ser no formato de uma pergunta ou a 
partir de um PDF. Segundo os autores, em todos os casos, a 
principal diferença é que essas plataformas não apenas dão 
uma lista de referências, mas também apresentam trechos dos 
artigos relacionados e insights sobre esses artigos. 
Outros exemplos dados pelos autores: 
[...] como o Connected Papers, Inciteful, Litmaps, 
já geram mapas de referências, mostrando as redes 
de citações de artigos e literaturas. Em praticamente 
todas é possível criar sua biblioteca pessoal dentro 
do aplicativo e ir alimentando a inteligência artificial, 
aprimorando as buscas e as sugestões. Outros ainda, 
como o scite, mostram o impacto de determinadas 
pesquisas, os trechos refutados ou apoiados pela lite-
ratura acadêmica (SCOOP.IT).
FONTE: HTTPS://PIXABAY.COM/PT/VECTORS/CHATBOT-ROB%C3%B4-BATE-PAPO-FALAR-6626193/
43
de seus dados”.
• Para aperfeiçoamento da escrita: diversas platafor-
mas, a exemplo de Cohere, PaperPal, ResearchRabbit, 
Writefull, Word Tune e QuillBot, entre tantas outras, 
fazem correções gramaticais, ortográficas e estruturais 
nos textos.Sampaio e Perich (2023) comentam que 
“Elas irão revisar e aprimorar sua escrita, especialmente 
em inglês, durante o próprio processo. Além de gra-
mática e ortografia, ainda avaliarão linguagem (tom), 
estrutura, dados, tabelas e referências dos manuscritos. 
Será comum em pouco tempo que nenhum resumo 
ou título, por exemplo, não tenha sido elaborado ou 
testado com a ajuda deIas”.
• Para apresentação de dados, os autores destacam 
que: “O ChatGPT 4 já é capaz de gerar tabelas e infor-
mações em diversos formatos. Também já existem IAs 
capazes de elaborar tabelas, gráficos, infográficos, pos-
• Para leitura dos artigos: Sampaio e Perich (2023) di-
zem que: “Não apenas leremos o texto, faremos grifos 
e comentários pessoais. Agora, também pediremos 
que a inteligência artificial analise os textos e PDFs e 
indique os trechos principais, e vamos fazer pergun-
tas à IA sobre os textos. Para esse processo, programas 
como Scholarcy, Resoomer, Elicit, Paper Digest, Scis-
pace, Humata, ExplainPaper, PaperBrain, ChatPDF 
realizam o papel de resumir ou mesmo de “conversar” 
com o arquivo. Ou seja, o usuário pode perguntar o que 
quiser para a AI sobre aquele upload e com isso des-
trinchar ainda mais aquele documento, questionando 
por exemplo a quantidade de casos analisados, a me-
todologia, a principal conclusão ou quais são os prin-
cipais conceitos chave dos textos. Em suma, teremos 
resumos automáticos de artigos acadêmicos”. 
• Para análise de dados: os autores Sampaio e Perich 
(2023) destacam que “O ChartGPT e o PandasAI elabo-
ram gráficos de forma automatizada. Softwares acadê-
micos para pesquisa qualitativa (Atlas.ti) e quantitativa 
(Tableau) estão incluindo ferramentas de AI em suas 
opções. Com a vindoura integração de IA ao Office e 
ao Google Docs, teremos IA indicando possíveis testes, 
cruzamentos e análises a serem realizadas. Você pode-
rá inclusive ‘dialogar’ com a AI tratando exclusivamente 
FONTE: ADOBE STOCK
44
de sistemas de inteligência artificial (IA) na construção de ma-
teriais científicos, como pesquisas e artigos. No editorial “Tools 
such as ChatGPT threaten transparent science; here are our 
ground rules for their use”, disponível em https://www.nature.
com/articles/d41586-023-00191-1, consta que nenhum sistema 
de inteligência será aceito como autor de um trabalho de pes-
quisa e caso alguma IA seja utilizada em trabalhos de pesquisa, 
isso precisa estar documentado. Essa medida foi tomada após 
a divulgação e popularização do chatGPT, inteligência artificial 
que interage com humanos e fornece soluções em formato de 
texto para diversos tipos de questionamentos.
ters (como DataGPT). O momento é tão surpreendente 
(e assustador!) que já há ferramentas como o Gamma e 
Tome, que com poucas palavras criam uma apresenta-
ção inteira sobre determinado assunto, usando o Cha-
tGPT para criar os textos e o Dall-e ou Midjourney para 
criar as imagens. O Canva já cria automaticamente 
uma apresentação, bastando você prover o texto para 
ele e já tem uma IA para sugerir textos nas apresenta-
ções e também para geração de imagens”.
A quebra do paradigma sobre ler, resumir e elaborar pes-
quisas está ao nosso alcance com as opções citadas aqui e com 
muitas outras que ainda surgirão. Em outras palavras, estamos 
falando de IAs selecionando, resumindo, destacando ideias 
importantes, fazendo conexões com a literatura e respondendo 
a perguntas de pesquisadores. Tudo isso faz parte da evolução 
da pesquisa acadêmica para os próximos anos e deve elevar a 
agilidade tanto na pesquisa quanto na sua disseminação.
Curiosidade
Ao longo deste capítulo, vimos que a inteligência artificial 
(IA) tem desempenhado um papel crescente e transformador 
na pesquisa científica em diversas áreas. Entretanto, algumas 
discussões se fazem necessárias e uma delas é sobre autoria. 
Recentemente, a revista Nature impôs regras para o uso 
45
tecnologia tornou-se um fator crucial para aprimorar nossas 
pesquisas e enfrentar os desafios complexos do mundo con-
temporâneo.
Assim, consideramos que essa disciplina desempenha um 
papel fundamental na formação acadêmica e científica do es-
tudante, fornecendo ferramentas e conhecimentos necessários 
para a formação de pesquisadores críticos e comprometidos. 
Você agora está preparado para aplicar as habilidades em gê-
neros textuais, metodologia da pesquisa e tecnologia em prol 
do avanço do conhecimento em sua áreas de atuação.
Considerações Finais:
Em nosso último capítulo de estudos, observamos como 
se dá o novo paradigma da pesquisa com as tecnologias de IA 
e como essas tecnologias estão atuando para os avanços das 
pesquisas e da divulgação científica.
Encerramento do E-book:
A disciplina buscou desenvolver conhecimentos sobre 
gêneros textuais no âmbito acadêmico, considerando a impor-
tância da prática da leitura, da oralidade e das múltiplas lingua-
gens no processo dessa aprendizagem; trouxe a possibilidade 
de analisar criticamente o conceito de ciência e de método 
científico, buscando compreender o sentido/significado do co-
nhecimento científico e outras formas de conhecimento. Du-
rante nossos estudos, aplicamos fundamentos teóricos para o 
emprego adequado da metodologia da pesquisa, conhecemos 
as etapas de um projeto de pesquisa científica e vimos inova-
ções sobre uso de tecnologia em pesquisa.
Ao explorarmos as inovações no uso da tecnologia em 
pesquisa, percebemos como os recursos de Inteligência Arti-
ficial têm impulsionado a eficiência, a precisão e a amplitude 
das investigações científicas. A adoção responsável e ética da 
46
2007. E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/
Leitor/Publicacao/341/pdf/0 
GARCIA, Lara Rocha et al. Lei Geral de Proteção de Dados 
(LGPD): guia de implantação. São Paulo: Blucher, 2020. E-book. 
Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/
Publicacao/183221/pdf/0 
KÖCHE, Vanilda Salton; BOFF, Odete Maria Benetti; 
MARINELLO, Adiane Fogali. Leitura e produção textual: 
gêneros textuais do argumentar e expor. 6. ed. Petrópolis: 
Vozes, 2014. E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.
com.br/Leitor/Publicacao/149519/pdf/0 
PAIXÃO, Márcia Valéria. Inovação em produtos e serviços. 
Curitiba: Intersaberes, 2014. E-book. Disponível em: https://
plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/22491/pdf/0 
SAMPAIO, Rafael Cardoso; PERICH, Rafael. Cinco mudanças da 
inteligência artificial na pesquisa científica. PIAUÍ, 19 maio 2023. 
Disponível em: Cinco mudanças da inteligência artificial na 
pesquisa científica (uol.com.br)
REFERÊNCIAS BÁSICAS: 
MARTINS, Vanderlei; MELLO, Cleyson de Moraes (coord.). 
Metodologia científica: fundamentos, métodos e técnicas. Rio 
de Janeiro: Freitas Bastos, 2016. E-book. Disponível em: https://
plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/37837/pdf/0 
MASCARENHAS, Sidnei A. (org.). Metodologia científica. 2. 
ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2018. E-book. 
Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/
Publicacao/183213/pdf/0 
PEROVANO, Dalton Gean. Manual de metodologia da 
pesquisa científica. Curitiba: Intersaberes, 2016. E-book. 
Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/
Publicacao/37394/pdf/0
REFERÊNCIAS COMPLE-
MENTARES:
CASARIN, Helen de Castro Silva; CASARIN, Samuel José. 
Pesquisa científica: da teoria à prática. Curitiba: Intersaberes, 
2012. E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/
Leitor/Publicacao/5992/pdf/0 
CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino; SILVA, Roberto da. 
Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall,

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