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ODONTOGÊNESE
Odontogênese é o processo de formação do dente. 
Os rebordos alveolares ou arco dentario, tem tecido osseo e esse osso está recoberto por gengiva. Em toda a extensão dos arcos dentarios, tem cavidades nos ossos os alveolos dentarios e cada um desse vai receber um dente.
A região do dente que são visiveis são as coroas anatomicas, as partes internas são as raizes, que ficam dnetro dos alveolos dentarios, da mandibula e maxila.
Fazendo-se um corte longitudinal, detalha-se melhor, a primeira camada mais externa, na coroa, é o esmalte, este só está presente na região de coroa, é um tecido duro, acelular e inerte. Abaixo dele, a camada mais amarelada é a dentina, a dentina está presente em todo o dente da coroa à raiz, formando uma parede rígida. A dentina é um tecido conjuntivo duro, mineralizado, celularizado.
Ainda por dentro da dentina há uma cavidade, a cavidade pulpar, nessa cavidade tem duas regiões na coroa – câmara coronária – e na região da raiz – canal radicular. Esse espaço interno a dentina, aloja um tecido conjuntivo propriamente dito mole e frouxamente arranjado e muito vascularizado, esse é a POLPA, o terceiro tecido dentário.
Como as raízes dos dentes estão nos alvéolos, é necessário algo para prender essa raiz na parede óssea, então nós temos estruturas que sustentam esses dentes nos alvéolos, são 3 componentes: o cemento, o ligamento periodontal e o osso alveolar, não são tecidos dentários, são tecidos periodontais, estrão ao redor do ente localizados entre a superfície radicular e superfície óssea.
COMO O DENTE SURGE?
O dente começa a formar-se na 4ª semana de vida intrauterina. Temos duas dentições: a decídua – provisória, de leite – e a permanente.
Temos dois quadrantes na maxila, o esquerdo e direito, cada quadrante vai de um incisivo até o ultimo dente. E inferiormente, na mandíbula temos dois quadrantes também, que vão do incisivo central ate o ultimo dente cada. Durante as duas dentições temos os 4 quadrantes.
· Na dentição decídua cada quadrante tem 5 dentes, os quais são: incisivo central, incisivo lateral, canino, 1º molar e 2º molar. Logo, na dentição decídua nós temos 20 dentes.
· Na dentição permanente, em cada quadrante tem 8 dentes, os quais são: incisivo central, incisivo lateral, canino, 1º molar, 2º molar e 3º molar. Logo, na dentição permanente temos 32 dentes.
O processo de odontogênese entre as duas dentições é igual, mas dependendo do grupo do dente eles têm formas diferentes entre si. O processo de odontogênese é igual entre os dentes, mas há o processo de morfogênese que vai diferenciar a coroa de cada dente.
Na 5ª semana há uma interação entre o epitélio oral primitivo e o ectomesênquima subjacente, as células epiteliais começam a proliferar e esse estimulo ajuda na proliferação do ectomesênquima e ai começa uma cascata, as células epiteliais proliferam e induzem as células ectomensenquimais a se dividirem e assim vai, a isso dá se o nome de indução reciproca.
 Essa indução reciproca, faz com que a região central seja mais espessa que as extremidades, pois é a região da interação, a região do epitélio oral que se espessa recebe o nome de banda epitelial primária.
 Na região da banda epitelial primaria, o epitélio continua a se proliferar e tornar ainda mais espessa, há uma invasão do ectomesênquima e ocorre uma bifurcação, onde cada projeção é uma lâmina. A lâmina vestibular e a lâmina dentária.
 A lâmina vestibular se torna bem espessa, a ponto de perder a nutrição do ectomesênquima, dessa forma se perde essa região central, assim um sulco se forma, o sulco vestibular, pois localize-se no meio da lâmina vestibular. Paralela a isso, a lâmina dentária contaria proliferando, interagindo com ectomesênquima O dente vai se originar a partir da interação da lâmina dentaria com o ectomesênquima, as células epiteliais vão continuar se proliferando e assim, começa a surgir brotamentos nas lâminas dentarias, um ao lado do outro, em toda extensão da lâmina dentaria, esses brotamentos têm a forma de esférula.
Temos duas lâminas dentarias na cavidade oral, uma que vai revestir a superfície inferior do processo maxilar e outra na superfície superior do arco mandibular, elas têm forma de ferradura. Surgirão brotamentos nas lâminas dentarias e cada brotamento vai surgir na altura que o dente irá ficar.
O sulco vestibular é o corredor da boca, entre o lábio e a arcada dentaria.
Em carda altura do rebordo vão aparecer os brotamentos epiteliais que darão origem a um dente. A lâmina dentaria quando se estabelece o sulco vestibular continua a se proliferar se aprofundando mais no ectomesênquima.
FASES DO DENTE
Quando o dente ainda está no seu estado embrionário, são chamados de germes dentários. Os germes dentários seguirão diversas fases até o dente se formar por completo.
A lâmina dentaria, apoiada no ectomesênquima, em todo lugar que irá se formar um dente continuara ocorrendo a interação entre o epitélio da lâmina dentaria com o ectomesênquima, invaginando-se, espessando-se e forma uma projeção em forma de esférula, essa fase é a FASE DE BOTÃO, aí começa a odontogênese de fato. Nessa fase ainda não pode ser chamado de dente e sim germe dentário. 
Na fase de botão os componentes são: o componente epitelial e o componente ectomesenquimal, na região do ectomesênquima é a região mais rica em células, devido a interação. Sua característica mais evidente na fase de botão é a proliferação celular, as células epiteliais e ectomensenquimais se dividem muito rapidamente. O nome de botão se refere a forma que o componente dentário vai adquirindo durante o processo. Porque o componente epitelial tem a forma de botão, meio arredondada.
A próxima fase é a FASE DE CAPUZ e sua constituição é o componente epitelial e o componente ectomesenquimal.
A terceira fase, a forma do componente epitelial muda- onde elas se aprofundam de forma mais profunda no ectomesênquima. Essa fase tem um formato de sino ou campanula, essa é a FASE DE CAMPÂNULA.
A quarta fase é a fase de coroa e a quinta é fase é a de raiz.
FASE DE BOTÃO
Verdadeiro inicio da formação de cada dente 10 pequenos esférulas invadem o ectomesênquima em cada arco.
A época de estabelecimento do botão não é a mesma para todos os dentes, essa época acompanha a cronologia da erupção dentária, os primeiros que surgem são os incisivos centrais inferiores, depois os superiores e os botões seguem essa ordem cronológicas.
FASE DE CAPUZ
Logo abaixo do botão há uma condensação de células ectomensenquimais, quando as células epiteliais do botão proliferam e tentam adentrar a região a frente, não consegue devido a condensação do ectomesênquima, dessa forma ele contorna essa condensação, em forma de duas pontas. 
O germe dentário é constituído pelo órgão do esmalte e pela papila dentaria. O órgão do esmalte dará origem ao esmalte e a papila dentaria dará origem a polpa e a dentina.
O que compõe o órgão do esmalte? O componente epitelial, que abarca alguns componentes: epitélio externo do órgão do esmalte, epitélio interno do órgão do esmalte - que está em contato com a papila dentaria e o reticulo estrelado, este ultimo é composto de células epiteliais, mas tem um formato mais espaçado, uma vez que essas células produziram muita substancia fundamental, tendem a se afastar, mas elas têm moléculas de adesão, dessa forma elas se afastam, mas não se desgrudam, tendo essa forma estrelada. 
Papila dentaria é composta por ectomesênquima.
Tem um componente ectomesenquimal que circunda o germe dentário e este é o saco dentário indiferenciado ou folículo dentário, estes não fazem parte do germe dentário e vai formar o tecido periodontal
Na fase de capuz ainda tem uma intensa proliferação celular, e como o epitélio continua crescendo sem ter para onde ir, as alças se aprofundam ainda mais, o epitélio interno circunda a papila dentaria, com esse aprofundamento atinge a forma de sino.
FASE DE CAMPANULA
Continuam as mesmas regiões a diferença é uma acentuação da concavidade inferior, surgem alças laterais – as alças cervicais – além de que noreticulo estrelado, em sua cama mais inferior forma-se uma camada de células, acima do epitélio interno, chamada de extrato intermediário.
Nessa fase ainda vemos outra mudança, as células do epitélio externo começam a se achatar, enquanto as células do epitélio interno tornam-se mais colunares, uma vez que estão se diferenciando em ameloblastos que formara o esmalte do dente.
Algo importante, nessa fase, é que a proliferação celular diminui e há o momento de diferenciação celular.
Outro fator, é que as células ectomensenquimais- células tronco – começam a se alinhar umas às outras na superfície da papila dentaria e aí se diferenciam em odontoblastos que irá produzir a dentina do dente. Já as células ectomensenquimais da papila dentaria se diferenciarão em fibroblastos para produzir a polpa do dente, que é tecido conjuntivo frouxo.
Aqui começa a surgir os tecidos dentários, dá-se inicio ao projeto de morfogênese e aqui o dente deixa de ser um germe dentário. Histomorfodiferenciação é a característica chave da fase campanula.
Quando vai chegando ao final dessa fase, ocorre uma desintegração da lâmina dentaria e o germe, finalmente, separa-se da lâmina dentaria. Aqui a coroa do dente começa a adquirir forma.
· Epitélio externo mais achatado;
· Epitélio interno colunar;
· Estrato intermediário;
· Alça cervical;
· Papila dentaria indiferenciada;
· Folículo dentário mais evidente;
· Desintegração da lâmina dentaria.
O epitélio interno passa a ser cúbico e ocorre uma inversão da polaridade, onde os núcleos deixam de ser centrais e deslocam-se ao polo apical das células. A partir daí, eles são chamados de pré-ameloblastos, com essa diferenciação, envia uma indução à papila dentaria que trata de diferenciar-se em odontoblastos para produzir dentina do manto. Com a deposição da dentina do manto, estimula os pré-ameloblastos a findarem sua diferenciação e virar ameloblasto para produzir esmalte, que será depositado sobre a dentina.
A formação de dobras do epitélio interno determina a forma da coroa do dente. As células do epitélio interno que já pararam de se dividir, vai surgir dobramentos que dará forma a coroa do dente.
FASE DE COROA
Penúltima fase da odontogênese. O final da fase de campanula e o inicio da fase de coroa se sobrepõe, pois com a deposição de dentina do manto e formação do esmalte se dá no final da fase de campanula e início da fase de coroa. A dentinogênese e a amelogênese – processo de formação do esmalte - ocorrem nessa fase.
O processo de diferenciação celular da coroa acontece de cima para baixo, começa na região de cúspide e vai progredindo em direção a região da futura raiz do dente.
Lembrando que a formação de esmalte só se dá na região da coroa do dente, dela para baixo só tem dentina e polpa.
Surge uma dobra, voltada para dentro, nas alças cervicais, chamadas de diafragma epitelial, a partir daí teremos a formação da raiz do dente. É necessário que o processo de diferenciação celular atinja as alças cervicais, na transformação de odontoblastos.
FASE DE RAIZ
Proliferação celular na alça cervical origina o diafragma epitelial e a bainha epitelial de Hertwig. A partir de uma proliferação, no encontro entre o epitélio interno com o epitélio externo, não têm como se aprofundar mais no ectomesênquima, pois o diafragma já está formado. A formação dessa bainha, vai servir como estimulo para que os odontoblastos na periferia da papila dentarias, na região que vai compreender a raiz sofra diferenciação, para odontoblastos que vão formar dentina radicular.
A partir de agora, o dente só irá crescer, essa raiz vai se desenvolver. À medida que o dente vai crescendo, se esticando, a bainha se rompe, pois não consegue acompanhar o ritmo de crescimento do resto do dente, com a fragmentação da bainha de Hertwig, surgem alguns espaços e esses espaços permitem o contato da dentina radicular com o folículo dentário. Os restos de células provenientes da fragmentação, se soltam e ficam dispersos na região preenchida pelos folículos e são chamados de restos epiteliais de Malassez, essas células mais próximas do dente vão produzir o cemento.
À medida que a raiz do dente cresce, o mesmo é empurrado para cima, já que a raiz encontra-se uma superfície rígida, enquanto a raiz é formada, o dente vai ganhando força eruptiva.
A fase de raiz ocorre simultaneamente ao processo de erupção do dente.
Ocorre ainda um terceiro evento que ocorre simultâneo a esses dois, a formação do periodonto de inserção, que não fazem parte do dente apenas o circunda, que são responsáveis por sustentar o dente dentro do alvéolo.
As células do folículo dentário mais externo, vão se diferenciar em osteoblastos para formar os alvéolos, as células indiferenciadas do folículo vão se diferenciar em cementoblasto, osteoblastos e fibroblastos, formando os tecidos do periodonto de inserção.
· Formação da raiz do dente
· Erupção do dente
· Formação de cemento, ligamento periodontal e osso alveolar.
A fase raiz acaba quando o dente erupciona na cavidade oral e ocorre o fechamento do ápice radicular.
Quando o dente permanente começa a formar raiz e ganha força eruptiva, a raiz do dente decíduo é reabsorvida e resta apenas a coroa, por isso ele fica “mole”.
Os dentes antecessores decíduos são substituídos pelo seu permanente, os dentes permanentes que tem predecessor decíduo desenvolvem-se a partir do broto do permanente (fase de capuz do decíduo).
O 1º,2º e 3º molares não tem antecessor decíduo, eles se desenvolvem a partir de um prolongamento posterior da lâmina dentária.