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Sistemas Orgânicos Integrados IV
Curso: Medicina Turma: 2023.2 Data: 04/08/2023
Aluno: Eduardo Vinicius Lins Pereira
APG - Lombalgia e Cervicalgil
Objetivos - E2
1) REVISAR A MORFOFISIOLOGIA DA COLUNA
A coluna vertebral é composta por uma série de ossos chamados vértebras, separadas por discos intervertebrais. 
Ela é dividida em cinco regiões: cervical (pescoço), torácica (região média das costas), lombar (região inferior das costas), sacral (parte da pelve) e coccígea (cauda). 
A coluna vertebral fornece suporte estrutural, protege a medula espinhal e permite a flexibilidade do tronco. As curvas naturais da coluna, conhecidas como lordose (curva interna, como a cervical) e cifose (curva externa, como a torácica), ajudam a distribuir as forças e proporcionar equilíbrio.
2) COMPREENDER A FISIOPATOLOGIA DA CERVICALGIA E LOMBALGIA
A cervicalgia refere-se à dor na região cervical, geralmente causada por lesões nos tecidos moles, como músculos, ligamentos e tendões, ou problemas nas estruturas ósseas da coluna cervical. Alguns fatores que podem contribuir para a cervicalgia incluem:
· Má postura: Manter uma postura inadequada ao longo do tempo pode levar a tensões musculares e desalinhamento das vértebras.
· Lesões traumáticas: Acidentes automobilísticos, quedas ou lesões esportivas podem resultar em distensões, torções ou até mesmo fraturas na coluna cervical.
· Degeneração discal: O envelhecimento natural pode levar à deterioração dos discos intervertebrais, causando dor e limitando a mobilidade.
· Hérnia de disco: Quando o material do disco se projeta para fora e pressiona os nervos adjacentes, pode ocorrer dor intensa na região cervical e nos membros superiores.
· Estenose cervical: O estreitamento do canal vertebral cervical pode comprimir a medula espinhal e os nervos, causando dor e outros sintomas.
· Artrite: A artrite cervical pode resultar em inflamação das articulações entre as vértebras e levar a dores crônicas
Causas graves de lombalgia
Dentre as principais causas graves de lombalgia, temos:
· Síndrome da cauda equina; Câncer metastático; Abscesso epidural espinhal;
· Infecções da comuna vertebral, como a osteomielite;
Causas menos graves
No caso das causas menos graves, temos:
· Fratura por compressão vertebral; Radiculopatia;
· Estenose espinhal, como a espondilose.
3) DESCREVER OS FATORES DE RISCO E MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA CERVICALGIA E LOMBALGIA.
Existem vários fatores de risco associados ao desenvolvimento de lombalgia, incluindo:
· Idade avançada;
· Sedentarismo;
· Obesidade;
· Postura inadequada;
· Tabagismo;
· Estresse psicossocial;
· Carga física excessiva;
· História prévia de lombalgia
4) ENTENDER AS ESCALAS DA DOR 
Entender as escalas de dor é fundamental para avaliar e comunicar a intensidade da dor de uma maneira objetiva. Existem várias escalas de dor disponíveis, cada uma com seu próprio método de avaliação. Duas das escalas mais comuns são a Escala Numérica da Dor (END) e a Escala Visual Analógica (EVA).
Escala Numérica da Dor (END):
Na Escala Numérica da Dor, o paciente atribui um número de 0 a 10 para descrever a intensidade da sua dor, sendo 0 a ausência de dor e 10 a pior dor imaginável. Essa escala é simples e fácil de usar, permitindo uma rápida avaliação da intensidade da dor. Ela é frequentemente usada em configurações clínicas e de pesquisa.
Escala Visual Analógica (EVA):
A Escala Visual Analógica envolve uma linha reta que vai de um extremo "sem dor" até o outro extremo "dor insuportável". O paciente é solicitado a marcar um ponto na linha que melhor represente a intensidade da sua dor. A distância entre a marca e o extremo sem dor é medida para determinar a pontuação da dor. A EVA oferece uma representação visual da dor e é útil para pacientes que podem ter dificuldade em expressar sua dor em números.
Outras Escalas:
Além da END e da EVA, existem outras escalas de dor que podem ser utilizadas em situações específicas:
· Escala de Wong-Baker de Rostos: Principalmente utilizada em crianças, essa escala exibe uma série de rostos com expressões que variam de sorriso (sem dor) a choro intenso (dor máxima). A criança escolhe o rosto que melhor descreve sua dor.
· Escala Verbal Descritiva: O paciente descreve a dor com palavras como "nenhuma dor", "dor leve", "dor moderada", "dor intensa" e "dor insuportável".
· Escala de Dor Categórica: O paciente seleciona uma categoria que melhor descreve a dor, como "sem dor", "dor leve", "dor moderada" e "dor intensa".
**Escala de Faces da Criança: Versão modificada da Escala de Wong-Baker, usada para avaliar a dor em crianças que podem não entender números ou palavras.
A escolha da escala de dor a ser usada depende do paciente, da situação clínica e da idade (no caso de crianças). É importante lembrar que a dor é subjetiva, e a escala ajuda a padronizar a comunicação e a avaliação da intensidade da dor entre pacientes e profissionais de saúde.
5) IDENTIFICAR O DIAGNOTICO E TRATAMENTO PARA CERVICALGIA E LOMBALGIA.
O diagnóstico da lombalgia envolve uma abordagem clínica abrangente que inclui a análise dos sintomas, histórico médico, exame físico e, em alguns casos, exames de imagem (RM)
Anamnese: Quando a dor começou?
Qual é a localização exata da dor?
Como a dor é descrita? (pontada, maçante, latejante etc.)
A dor se irradia para outras áreas?
A dor é constante ou intermitente?
Quais atividades ou movimentos pioram ou aliviam a dor?
Você teve algum episódio de lesão ou trauma recentemente?
Exame Fisico: O médico irá avaliar a amplitude de movimento, força muscular, reflexos e sensibilidade na região lombar e em outras áreas afetadas. Eles também podem procurar sinais de inflamação, tensão muscular ou outros problemas estruturais.
Exames de Imagens: Em alguns casos, exames de imagem não são necessários para o diagnóstico inicial de lombalgia. No entanto, em situações em que há suspeita de problemas mais graves, como hérnia de disco, estenose espinhal ou fratura, o médico pode solicitar exames como:
· Radiografias: Podem mostrar anormalidades nos ossos, como fraturas ou desgaste.
· Ressonância Magnética (RM): Fornece imagens detalhadas dos tecidos moles, como discos intervertebrais, músculos e nervos.
· Tomografia Computadorizada (TC): Pode fornecer informações detalhadas sobre ossos e estruturas ósseas.
É importante destacar que cada caso de cervicalgia ou lombalgia pode ser único, e o diagnóstico preciso é fundamental para um tratamento eficaz. A abordagem terapêutica pode incluir repouso, fisioterapia, medicamentos analgésicos, exercícios de fortalecimento, alongamento, mudanças na postura e, em casos mais graves, procedimentos cirúrgicos. Se você estiver enfrentando dor crônica na coluna, é aconselhável procurar orientação médica para uma avaliação completa e um plano de tratamento adequado

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