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OPERAÇÕES UNITÁRIAS ◼(TÓPICO 3 - Permeametria; Filtro de areia.) Prof. Dr. Luiz Antonio de Almeida Pinto 2023 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE ESCOLA DE QUÍMICA E ALIMENTOS PPG-ENGENHARIA E CIÊNCIA DE ALIMENTOS Fluído 1- Definições É uma substância que não resiste, de maneira permanente a deformação causada por uma força e, por tanto, muda de forma. Exemplos: Líquidos, Gases e vapores; Na indústria, grande parte dos materiais estão em forma de fluidos e necessitam ser armazenados e processados. Importância do Eng. de alimentos conhecer os princípios que governam o escoamento de fluidos e os equipamentos. Meio Poroso ➢Filtro de areia; ➢Secagem (leito de jorro, leito fluidizado); ➢Reações químicas com catalisadores sólidos. É um meio composto de sólidos granulares, o qual oferece resistência ao escoamento de um fluido. Figura 1: Filtro de areia Figura 2: Leito Fluidizado. Figura 3: Secador de leito de jorro. Legenda - Esquema do aparato experimental de secagem em leito de jorro: (1) soprador, (2) válvula, (3) sistema de aquecimento, (4) controlador de temperatura, (5) placa de orifício, (6) manômetro, (7) célula de jorro, (8) termopares, (9) termopar de bulbo seco, (10) termopar bulbo úmido, (11) ciclone, (12) bomba peristáltica, (13) tanque pasta, (14) compressor. 2- Fatores que influenciam no escoamento de fluidos em meios porosos ➢Características e propriedades do fluído; ➢Características do meio poroso como um todo; ➢Características das partículas que compõem o meio poroso. Para fase fluida: Para fase particulada: (2) (1) Modelo heterogêneo (Fluido+sólido) Considerações: ➢ Sistema: - estado estacionário v/t=0; - não reacional; - isotérmico T = cte; - mistura binária, sem interação fluido – partícula; -é saturado (Si = 1,0). ➢ Meio poroso indeformável, porosidade constante, no tempo e na posição = cte; ➢ Escoamento monofásico só o fluido escoa Vs =0 ; Fluido incompressível e newtoniano ρ = cte e µ = cte; As perdas por atrito são desprezíveis em comparação à interna = 0=fdiv fff mgPgrad =+− )( (3) L PgradPf = (4) ff mg L P =+ − . (5) m f f k m = (6) Escoamento lento v vkc k m f += 1 Escoamento rápido (7) m f v kL P = − (9) k vc k v L P 2 += − (10) f fmpvd )1(6 4 Re − = (11) 1000eR 1eR ➢Regime turbulento. ➢Forcheimer. ➢Regime laminar. ➢Darcy. Dutos retilíneos (escoamento laminar) Hagen-Poisseuille (11) Figura 4: Escoamento em uma tubulação. = − 2 h mf R v. dz d 3.1- Meios porosos (escoamento lento) (12) Figura 5: Escoamento em um leito poroso. Rep1 Lei de Darcy i f v. kdz d = − Vs kL P = (12) (12.1) = mi v v (13) 2 . h R k = (14) v p a 6 D v h aa R )1( − == (15) (16) )1.(.36 32 − = pD k (17) ii v D x C B a = =B 6 =C ).( pp dD = dx d 1 1 d 1 0 p p = (18) (19) (20) (21) (22) 2 32 )1.(.36 ).( − = pd k (23) 5,55,3 Para leitos granulares soltos: Partículas esféricas e homogêneas: 0,4 2 32 )1(150 ).( − = pd k (24) Equação de Carman-Kozeny 2 32 )1(150 ).( − = pd k (25) 180 Meios porosos formados a partir de grãos: 3.2- Modelo capilar em altas vazões hR vf dz d .2 .. 2 = − p m D v f dz d 2 3 .)1( 3 − = − (1) (2) 75,13 f (3) 4. PERMEÂMETRIA Figura 6 – Imagem de um permeâmetro utilizado em aula prática. Figura 7 – Imagem de um permeâmetro utilizado em aula prática. OBJETIVO ◼ Determinar as constantes de permeabilidade de um leito particulado de polietileno e de areia fina pelo método do permeâmetro, e comparar os resultados obtidos experimentalmente com dados teóricos. A permeabilidade pode ser quantificada pela equação de Forcheimer (1) Na configuração do permeâmetro a Equação de Darcy em escoamento incompressível toma a forma: (2) 2 21 Vs k Vs kL P += Vs kL P = Sendo que a velocidade superficial está relacionada com a velocidade média, chega-se ao número de Reynolds para leitos empacotados: (3) Equação de Kozeny-Carman: (4) )1(6 4 Re − = vDp 2 32 )1(150 )( − = Dp k 2 32 )1.(.36 ).( − = pd k 5,55,3 Para leitos granulares soltos: Partículas esféricas e homogêneas: 0,4 2 32 )1(150 ).( − = pd k Equação de Carman-Kozeny 2 32 )1(150 ).( − = pd k 180 Meios porosos formados a partir de grãos: Exemplo 1: Estimação da permeabilidade de um leito de areia via modelo capilar (Teórico) Propriedades Valores Temperatura 25 ºC Massa Específica da água (f) 997,08 kg m -3 Massa Específica do mercúrio () 13595,50 kg m-3 Viscosidade da água (f) 0,89×10 -5 kg m-1s-1 Diâmetro da tubulação (D) 2,50 cm Comprimento Leito (L) 22,50 cm Diâmetro da partícula (Dp) 1,62×10 -4 m Porosidade () 0,47 Esfericidade () 0,70 Tabela 1: propriedades das partículas, do leito e condições ambientes. Propriedades Valores Temperatura 25 ºC Massa Específica da água (f) 997,08 kg m -3 Massa Específica do mercúrio () 13595,50 kg m-3 Viscosidade da água (f) 0,89×10 -5 kg m-1s-1 Diâmetro da tubulação (D) 2,50 cm Comprimento Leito (L) 22,50 cm Diâmetro da partícula (Dp) 1,62×10 -4 m Porosidade () 0,47 Esfericidade () 0,70 Tabela 1: propriedades das partículas, do leito e condições ambientes. Tabela 2 - Dados coletados no experimento. ΔH mercúrio (mm) ΔP(N/m 2 ) ΔP/L(N/m 3 ) Vazão(m 3 s -1 ) Velocidade (m s -1 ) Reynolds 3 400,1 1778,2 3,38×10-9 1,18×10-5 2,65×10-3 6 800,2 3556,4 1,29×10-8 4,55×10-5 0,01 10 1333,6 5927,4 3,33×10-8 1,17×10-4 0,03 20 2667,3 11854,8 6,33×10-8 2,22×10-4 0,05 35 4667,8 20745,9 1,16×10-7 4,09×10-4 0,09 44 5868,1 26080,6 1,43×10-7 5,02×10-4 0,11 49 6534,9 29044,3 1,63×10-7 5,73×10-4 0,13 61 8135,3 36157,2 2,00×10-7 7,017×10-4 0,16 73 9735,7 43270,1 2,36×10-7 8,30×10-4 0,18 84 11202,8 49790,3 2,6×10-7 9,35×10-4 0,21 92 12269,7 54532,2 2,8×10-7 1,01×10-3 0,22 105 14003,5 62237,9 3,3×10-7 1,17×10-3 0,26 4/)( 2DiA = hgP fefm −= )( Figura 7 - Variação da queda de pressão através do leito versus velocidade do fluído. 0,0000 0,0002 0,0004 0,0006 0,0008 0,0010 0,0012 0,0014 Velocidade, v (m s-1) 0 10000 20000 30000 40000 50000 60000 70000 80000 Q u e d a d e p re s s ã o d o le ito , Δ P /L (N m -3 ) -1500 -1000 -500 0 500 1000 1500 2000 Resíduos -2,0 -1,5 -1,0 -0,5 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 V a lo re s n o rm a is e s p e ra d o s Figura 8 - Gráfico da distribuição normal dos resíduos. Figura 9 - Gráfico dos resíduos. 0 10000 20000 30000 40000 50000 60000 70000 Valores preditos -1500 -1000 -500 0 500 1000 1500 V a lo re s re d is u a is Parâmetro µ/k Valor (kg m-1 s-1) 528,05×105 Erro padrão 388,97×103 Teste t (11) 136,00 p-valor <0,01 R2 (%) 99,82 10,06EMR (%) Tabela 1 - Parâmetros da análise estatística da permeametria em leito de areia. k v L P = − k a = a = coeficiente angular da reta; µ = viscosidade do fluido. K= 1,68 ×10-11 m2 Fluido = água; Temperatura = 25°C. µ = 8,90×10-4 kg m-1 s-1 K= 1,68 ×10-11 m2 Modelo capilar (Teórico): K= 2,64 ×10-11 m2 Modelo Darcy (Prático): 5. Filtro de Areia CONTÍNUO DESCONTÍNUO Objetivos ◼ Através da realização de uma filtragem em um filtro de areia contínuo, comparar as velocidades de filtração teórica e experimental. ◼ Através da realização de uma filtragem em um filtro de areia descontínuo, ajustar uma função linear para a velocidade de filtração em função da altura e uma função exponencial para a altura em função do tempo. Determinar as permeabilidades k pelos dois procedimentos testados e compará-los com o valor do permeâmetro. Filtro Descontínuo de Areia V=C1.h(t) (1) h(t)=h0.exp(-C2t) (2) (3) g LC kareia = Filtro Contínuo de Areia( ) +++ +++ = 4 4 3 3 2 2 1 1 4321 k L k L k L k L LLLLg vteórico ⚫Governado pela equação de Darcy (4) Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20: 4. PERMEÂMETRIA Slide 21 Slide 22 Slide 23: OBJETIVO Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37: 5. Filtro de Areia Slide 38: Objetivos Slide 39: Filtro Descontínuo de Areia Slide 40: Filtro Contínuo de Areia