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1.Qual o seu nome e RA? 2.A adaptação de lei, por um intérprete, às exigências atuais e concretas da sociedade configura interpretação (1 Ponto) A) histórica. B) sistemática. C) sociológica. D) analógica. E) autêntica Opção 2 3.A hermenêutica estabelece princípios para se interpretar as regras constitucionais. Assinale a alternativa que apresenta o princípio que consagra a interdependência entre as normas constitucionais. A) Princípio da supremacia das normas constitucionais. B) Princípio da unidade da constituição. C) Princípio da imperatividade da norma constitucional. D) Princípio da simetria constitucional. E) Princípio da presunção de constitucionalidade. 4.Assinale a alternativa incorreta: B A) A lei, a analogia, o costume e os princípios gerais do direito são considerados fontes do direito. B) Inexiste hierarquia para utilização dos mecanismos de integração das normas jurídicas. C) A analogia não se confunde com interpretação extensiva. D) No direito brasileiro a irretroatividade da lei é regra. E) A generalidade e a permanência são características da lei. 5.Em um processo judicial que, dentre outras questões, discute a possibilidade de aplicação de direito contido em lei estrangeira, o magistrado teve acesso à lei X, proveniente do país Bendistante. Ao analisar os termos da lei X, o magistrado percebeu que referido diploma normativo faz menção à lei XY. Nos termos da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, assinale a afirmativa correta. (1 Ponto) A) O magistrado deve requerer autorização do STF para aplicação da lei estrangeira. B) Não é permitido ao magistrado brasileiro aplicar uma lei estrangeira dentro do território nacional. C) As leis estrangeiras poderão ser aplicadas no território nacional, ainda que ofendam a ordem pública e os bons costumes. D) Na aplicação de lei estrangeira, o magistrado deve ater-se a ela, mas poderá usar remissão ou indicação que a lei estrangeira faça a uma outra lei. E) Na aplicação de lei estrangeira, o magistrado deve ater-se a ela e não pode usar qualquer remissão ou indicação que a lei estrangeira faça a uma outra lei. 6.Os caminhos jurídicos do direito brasileiro comportam a via participativa, onde se busca a articulação de indivíduos de diversos setores em direção a um determinado objetivo político, este que deve estruturar legislativa e moralmente as normas constitucionais. Todavia, tal necessidade vem sendo negligenciada ao longo de anos, não exclusivamente no Brasil, surgindo a urgência de expressamente declarar a aplicabilidade imediata das normas constitucionais, a exemplo da constituição portuguesa e a Lei Fundamental Alemã. Assim, mecanismos jurídicos e institucionais são criados para dizer o óbvio: que normas constitucionais são aplicáveis. Mesmo em caso de omissão destas, sobretudo ao se falar de lei, o Poder Judiciário, na importância de sua posição para a integração das normas constitucionais nas práticas diárias dos outros Poderes, pode garantir a aplicabilidade das normas da Carta Magna. Considerando as informações acima, bem como a legislação relativa ao tema, assinale a alternativa que expresse corretamente quais são os outros artifícios hermenêuticos para garantir a aplicabilidade das normas constitucionais em caso de omissão legislativa: (1 Ponto) A) analogia, costumes e efetividade. B) efetividade, costumes e princípios gerais do direito. C) analogia, determinação conceitual e princípios gerais do direito. D) analogia, costumes e princípios gerais do direito. E) analogia, efetividade e determinação conceitual. ______________________________________________________________________ 7.Discorra sobre o método TELEOLÓGICO e aponte o ordenamento jurídico onde está inserido, descrevendo o artigo. (2.5 Pontos) Interpretação teleológica ou sociológica: É aquela descrita no artigo 5º da LINDB: Art. 5º Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. a interpretação sociológica trata-se de adaptar a lei às exigências atuais e concretas da sociedade Método Teleológico • Interpretação teleológica: É aquela descrita no artigo 5o da LINDB: • Art. 5o Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. • Consiste na busca da finalidade das normas jurídicas tentando fazer a adequação destas aos critérios atuais, pois o Direito por ser uma ciência normativa ou finalística a sua interpretação há de ser essencialmente teleológica. • Dessa forma, o interprete ou aplicador sempre terá em vista a finalidade do dispositivo legal, ou seja, se a intenção do legislador foi atingida • entende-se que, não importa a norma, ela há de ter, para o hermeneuta, sempre um objetivo que tem para controlar até as consequências da previsão legal • a lei sempre visa os fins sociais do direito às exigências do bem comum, ainda que, de fato, possa parecer que elas não estejam sendo atendidos algumas regras norteadoras do emprego do processo teleológico: • 1) as normas conforme ao seu fim devem ter idêntica execução, não podendo ser entendidas de modo que produzam decisões diferentes sobre o mesmo objeto; • 2) se o fim advém de várias normas, cada uma delas deve ser compreendida de maneira que corresponda ao objetivo resultante do conjunto; • 3) deve-se conferir ao texto normativo um sentido que resulte da lei em favor e não em prejuízo de quem ela visa proteger; • 4) os títulos, as epígrafes, o preâmbulo e as exposições de motivo das normas auxiliam a reconhecer o seu fim •TELEOLÓGICO: •BUSCA OS FINS SOCIAIS E BENS COMUNS DA NORMA, DANDO-LHE CERTA AUTONOMIA EM RELAÇÃO AO TEMPO QUE ELA FOI FEITA. •-TRATANDO-SE DE HERMENÊUTICA JURÍDICA, O TERMO SIGNIFICA A INTERPRETAÇÃO DO DIREITO (SEU OBJETO), QUE PODE - E DEVE - PASSAR POR UMA LEITURA CONSTITUCIONAL E POLÍTICA. - Teleológica: finalidade da norma - vontade da lei; e) finalística ou teleológica: é a que busca interpretar a finalidade da norma de modo a atender as exigências sociais. é o método que tenta descobrir qual foi o desejo do legislador ao elaborar o texto normativo. Em suma, busca a finalidade pela qual a norma foi criada, A interpretação teleológica busca a finalidade da norma, não a vontade do legislador. 8.O juiz pode aplicar a ANALOGIA em suas decisões? Fundamente juridicamente a sua resposta. (2.5 Pontos) E analogia, o que é? A analogia é a aplicação de uma norma próxima ou de um conjunto de normas próximas, não havendo uma norma prevista para um determinado caso concreto. Dessa forma, sendo omissa uma norma jurídica para um dado caso concreto, deve o aplicador do direito procurar alento no próprio ordenamento jurídico, permitida a aplicação de uma norma além do seu campo inicial de atuação A analogia é uma forma de suprir as lacunas no Direito. Resumindo, a analogia é quando há ausência de lei e o aplicador deve buscar precedentes ou leis próximas no ordenamento jurídico para julgar um determinado caso concreto. 1 – Analogia Faz-se uso da analogia na ausência de norma a regular o caso concreto, colmatando-se a lacuna normativa com a aplicação de outro texto legal que regule outra hipótese semelhante ou idêntica. Aplica-se a solução de um caso previsto e regulado pelo direito a outro caso não regulado. O operador do direito deve argumentar que, se houvesse regulação prevista para o caso lacunoso, teria a mesma aplicação e solução do dispositivo legal o qual usa como referência. Além de estar presente expressamente em outros textos legais, a analogia tem previsão na Lei de Introdução das Normas do Direito Brasileiro – LINDB, conforme se verifica de seu art. 4º: Art. 4 Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito. Colhe-se da redação literal que o uso da analogia depende de omissão da lei e, por isso, se diz que não é método de interpretação, mas de integração da lei.