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<p>FONTES DO DIREITO</p><p>Disciplina: Teoria do Direito e das Relações Jurídicas</p><p>Professora: Taís Elaine</p><p>SUBSUNÇÃO</p><p>é a ação ou efeito de subsumir, isto é, incluir (alguma coisa)</p><p>quando o caso concreto se enquadra à norma legal em abstrato.</p><p>é a adequação de uma conduta, situação ou fato concreto (norma-fato) à lei (norma-tipo).</p><p>é a tipicidade, no âmbito do direito penal;</p><p>é o fato gerador, no âmbito do direito tributário.</p><p>quando a lei não for omissa o juiz realizará a subsunção</p><p>aplicação da lei ao caso concreto</p><p>fundamentação</p><p>LINDB</p><p>Art. 1º do CP</p><p>Arts. 4, 16 e 114 a 118 do CTN</p><p>SUBSUNÇÃO</p><p>A tarefa da subsunção desenvolve-se sob a forma de um silogismo, no qual a norma é a premissa maior, o fato (ou conduta) é a premissa menor e o resultado é a sanção.</p><p>teoria da subsunção,</p><p>a atividade do jurista não se apresenta como uma prudência, mas sim como uma mera técnica.</p><p>Devido aos códigos, a atividade do intérprete do Direito se limita a uma operação lógica.</p><p>Essa operação lógica se dá pelo uso do chamado silogismo judiciário, sendo a lei representada como a premissa maior, exemplo:</p><p>a) a pessoa que mata alguém deve ser punida,</p><p>b) ora, João é a pessoa que matou,</p><p>c) logo, João deve ser punido. Percebe-se que a premissa maior (matar alguém, Artigo 121Código Penal é a lei e a consequência é a conclusão(ser punido).</p><p>Essa teoria compara o processo de atividade do juiz como algo mecânico, semelhante ao trabalho de uma máquina (para os crÍticos dessa teoria)</p><p>A aplicação do Direito consiste no enquadrar um caso concreto em a norma adequada. Submete às prescrições da lei uma relação da vida real; procura e indica o dispositivo adaptável a um fato determinado".</p><p>(Maximiano, Carlos. Hermenêutica e Aplicação do Direito. RJ, Forense, 2001, p. 5)</p><p>Diante dessa afirmação é correto afirmar, exceto:</p><p>A)A Hermenêutica Jurídica tem por objeto o estudo e a sistematização dos processos aplicáveis para determinar o sentido e o alcance das expressões do Direito.</p><p>B)Ante a impossibilidade de prever todos os casos particulares, o legislador estabelece preceitos de longo alcance e deixa ao aplicador do Direito a tarefa de enquadrar o fato humano numa norma jurídica.</p><p>C)O intérprete não cria prescrições; deduz a nova regra, para um caso concreto, do conjunto das disposições vigentes, consentâneas com o progresso geral.</p><p>D)Para atingir o escopo do Direito não é examinada a norma em sua essência, conteúdo e alcance; o caso concreto e as circunstâncias.</p><p>E)Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum.</p><p>A palavra Hermenêutica = Interpretação das Normas Jurídicas, tem sua origem na mitologia grega, onde o deus Hermes tinha a capacidade de conversar tanto com os deuses quanto com mortais, sendo responsável pela interpretação e comunicação entre eles. Hermes = Interpretação.</p><p>A aplicação do Direito consiste no enquadrar um caso concreto em a norma adequada. Submete às prescrições da lei uma relação da vida real; procura e indica o dispositivo adaptável a um fato determinado".</p><p>(Maximiano, Carlos. Hermenêutica e Aplicação do Direito. RJ, Forense, 2001, p. 5)</p><p>Esse trecho trata do fenômeno:</p><p>a) compreensão jurídica.</p><p>b) hermenêutica legislativa.</p><p>c) interpretação jurídica.</p><p>d) subsunção do fato à norma.</p><p>e) integração do direito.</p><p>INTEGRAÇÃO NORMATIVA</p><p>LEI OMISSA=LACUNA NA LEI</p><p>JUIZ DEVE PREENCHER A LACUNA NA LEI</p><p>QUANDO A LEI FOR OMISSA, O JUIZ É OBIGADO A PROFERIR UMA DECISÃO E COMPLEMENTAR A LACUNA EXISTENTE.</p><p>EXISTEM LACUNAS, MAS O ORDENAMENTO JURÍDICO É COMPLETO</p><p>COLMATAÇÃO=INTEGRAÇÃO NORMATIVA</p><p>COLMATAR=Tapar fendas, brechas, falhas, lacunas;</p><p>ANALOGIA</p><p>EMPREGO DE UMA LEI FEITA PARA CASO SEMELHANTE</p><p>Exemplo de analogia</p><p>https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=398650&pgI=196&pgF=200#:~:text=A%20analogia%20consiste%20na%20aplica%C3%A7%C3%A3o,n%C3%A3o%20fora%20prevista%20pelo%20legislador.</p><p>ANALOGIA</p><p>Pode a lide ser decidida aplicando-se a analogia, desde que haja lacuna na legislação.</p><p>A analogia é semelhança e similitude, não implicando em identidade, pois é semelhança que admite diferenças.</p><p>Por isso que uma regra destinada a certos fatos aplica-se também a outros fatos não iguais, mas que apresentam pontos comuns e justificam a mesma solução.</p><p>Posição STJ:</p><p>https://www.stj.jus.br/publicacaoinstitucional/index.php/RevSTJ/article/download/9115/9235</p><p>REQUISITOS ANALOGIA</p><p>CASO CONCRETO NÃO PREVISTO NA NORMA</p><p>CASO TENHA SEMELHANÇA COMO PREVISTO</p><p>SEMELHANÇA ESSENCIAL REFERENTE AO ELEMENTO/OBJETO PRINCIPAL</p><p>EXEMPLO CLT</p><p>Art. 72 - Nos serviços permanentes de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), a cada período de 90 (noventa) minutos de trabalho consecutivo corresponderá um repouso de 10 (dez) minutos não deduzidos da duração normal de trabalho.</p><p>COSTUMES</p><p>PRÁTICAS REITERADAS DE UMA SOCIEDADE, DE UM GRUPO.</p><p>EXEMPLO: OBEDIÊNCIA DA FILA</p><p>EXEMPLO DE COSTUME SECUNDUM LEGEM:</p><p>Art. 569. O locatário é obrigado:</p><p>II - a pagar pontualmente o aluguel nos prazos ajustados, e, em falta de ajuste, segundo o costume do lugar;</p><p>Princípios Gerais de Direito</p><p>Os princípios jurídicos refletem a cultura sócio-jurídica de uma sociedade em um dado momento (ou no decorrer) de sua história, sendo o conteúdo principial formado pelos valores superiores aceitos como verdade por essa sociedade. É predominante na doutrina que os princípios são normas jurídicas que representam valores aceitos e realizados ao longo do tempo a partir da experiência social de uma determinada sociedade.</p><p>https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/918/R160-19.pdf?sequence=4&isAllowed=y</p><p>https://www.mprj.mp.br/documents/20184/2847024/Anco_Marcio_Valle.pdf/</p><p>PRINCÍPIOS SÃO:</p><p>enunciações normativas de valor genérico, que condicionam e orientam a compreensão do ordenamento jurídico em sua aplicação e integração ou mesmo para a elaboração de novas normas.</p><p>Os princípios gerais do direito são os alicerces do ordenamento jurídico, informando o sistema independentemente de estarem positivados em norma legal.</p><p>REALE, Miguel. Lições Preliminares de Direito. 27ª ed. São Paulo: Saraiva, 2003.</p><p>PRINCÍPIOS SÃO:</p><p>“Princípios são, pois verdades ou juízos fundamentais, que servem de alicerce ou de garantia de certeza a um conjunto de juízos, ordenados em um sistema de conceitos relativos à dada porção da realidade. Às vezes também se denominam princípios certas proposições, que apesar de não serem evidentes ou resultantes de evidências, são assumidas como fundantes da validez de um sistema particular de conhecimentos, como seus pressupostos necessários”.</p><p>REALE, Miguel. Filosofia do Direito. 11. ed. São Paulo: Saraiva, 1986</p><p>PRINCÍPIOS SÃO:</p><p>"são o conjunto de normas que espelham a ideologia da Constituição, seus postulados básicos e seus fins. Dito de forma sumária, os princípios constitucionais são as normas eleitas pelo constituinte como fundamentos ou qualificações essenciais da ordem jurídica que institui."</p><p>(BARROSO, Luís Roberto. Interpretação e aplicação da Constituição: fundamentos de uma dogmática constitucional transformadora. São Paulo, Saraiva, 1999, pág. 147).</p><p>PRINCÍPIO</p><p>é, por definição, mandamento nuclear de um sistema, verdadeiro alicerce dele, disposição fundamental que se irradia sobre diferentes normas compondo-lhes o espírito e servindo de critério para sua exata compreensão e inteligência, exatamente por definir a lógica e a racionalização do sistema normativo, no que lhe confere a tônica e lhe dá sentido harmônico.</p><p>Violar um princípio é muito mais grave que transgredir uma norma qualquer. A desatenção ao princípio implica ofensa não apenas a um específico mandamento obrigatório, mas a todo o sistema de comandos. É a mais grave forma de ilegalidade ou de inconstitucionalidade...</p><p>(MELLO, Celso Antônio Bandeira de, Curso de Direito Administrativo. 12ª ed. – São Paulo : Malheiros, 2000, p. 747/748.)</p><p>Leia sobre fontes do direito e responda as questões do slide seguinte</p><p>PERGUNTAS:</p><p>1- Para teoria kelseniana, qual é o fundamento de validade</p><p>de uma norma?</p><p>2-Quais são as fontes formais estatais?</p><p>3- Existem fontes formais que não sejam estatais? Explique.</p><p>4- Qual é a principal fonte do direito brasileiro?</p><p>5- Por que os costumes são fontes subsidiárias do direito?</p><p>RESPOSTAS</p><p>1-O fundamento de validade de uma norma, como assevera Kelsen, apenas pode ser a validez de uma outra, figurativamente denominada norma superior, por confronto com uma norma que é, em relação a ela, inferior. Logo, é fonte jurídica a norma superior que regula a produção da norma inferior.</p><p>2- São as legislativas (leis, decretos, regulamentos etc.) e jurisprudenciais (sentenças, precedentes judiciais, súmulas etc.). A isso podemos acrescer as convenções internacionais, pelas quais dois ou mais Estados estabelecem um tratado</p><p>3- As não estatais, por sua vez, abrangem o direito consuetudinário (costume jurídico), o direito científico (doutrina) e as convenções em geral ou negócios jurídicos.</p><p>4- atividade legiferante ou a lei.</p><p>5- Segundo o art. 4º da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, o recurso ao costume só tem cabimento quando se esgotarem todas as potencialidades legais. Daí o seu caráter de fonte subsidiária, procurando completar a lei e preencher a lacuna. A legislação estatal não negou a força do direito consuetudinário, apenas reivindicou para si o primado hierárquico.</p><p>Observe os excertos extraídos da Lei de Introdução ao Direito Civil e assinale a alternativa com informações incorretas:</p><p>A) A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família</p><p>B)A lei em vigor terá efeito imediato e geral. Não atingirá, entretanto, salvo disposição expressa em contrário, as situações jurídicas, definitivamente, constituídas e a execução do ato jurídico perfeito.</p><p>C) Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins dirimentes e às formalidades da celebração.</p><p>D)Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece.</p><p>E) O casamento de estrangeiros pode celebrar-se perante as autoridades diplomáticas ou consulares do país em que um dos nubentes seja domiciliado.</p><p>Na aplicação da lei, cabe ao juiz, a fim de criar uma norma individual, interpretá-la buscando atender aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum.</p><p>CERTO OU ERRADO?</p><p>image1.jpg</p><p>image2.jpg</p><p>image3.jpg</p><p>image4.jpg</p><p>image5.jpg</p>