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COMUNICAÇÃO E LIDERANÇA Em relação a um eixo de análises presentes em sistemas administrativos, os três temas básicos são: comunicação, liderança e desenvolvimento de pessoas, embora com significados distintos, são apresentados em conjunto, pois a comunicação é um dos processos integrantes da liderança e do desenvolvimento de pessoas. Sendo assim, a liderança no trabalho é entendida como uma peça-chave que compõe os relacionamentos, pois as atitudes dos líderes que possibilitarão ou favorecerão a integração relacional e a qualidade do trabalho realizado, garantindo a satisfação de quem trabalha. Quando se busca resultados positivos, deve-se saber que estes provêm da postura comunicativa e aberta por parte dos líderes, baseada no respeito à interatividade e das práticas coletivas. Portanto, a participação de todos é muito importante na determinação de planos estratégicos, operacionais e no estabelecimento de metas a serem atingidas posteriormente. As práticas desenvolvidas para o bom desempenho de um líder são: desenvolver pessoas, obter resultados dentro do que foi planejado, atender as necessidades do cliente e comunicar-se bem. Enquanto os atributos de um líder consistem nas seguintes características: ser uma pessoa íntegra (tanto em critérios pessoais como profissionais), ser capaz de realizar projetos, ser hábil para lidar com pessoas, ser capaz de direcionar e orientar pessoas para o aprendizado, ser capaz de controlar situações inesperadas, etc. LIDERANÇA file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br <http://www.visaoprime.com.br/index.php/766> O que é necessário para ser um líder? Para se exercer a liderança, há a necessidade de o líder possuir um conjunto de características que o definam e constituam seu perfil, dentre elas estão: Competências: envolve várias características como o conhecimento baseado em informações adquiridas e armazenadas durante algum período (para prover o desenvolvimento do indivíduo, fazem-se necessários conhecimentos específicos e conhecimentos essenciais); as habilidades baseadas no talento, capacidade individual e técnica (consiste em buscar resultados positivos utilizando o conhecimento adquirido de forma adequada) e atitudes baseadas nas crenças, valores e princípios do indivíduo, constituído ao longo do tempo, e de certa maneira norteia suas ações. As competências de um modo geral derivam de aptidões e características pessoais que contribuem para se elevar o desempenho na realização de tarefas e para a concretização de uma função. Dessa maneira, existem certos tipos de competências que podem ser divididas em: competências para lidar com pessoas (o líder necessita expor seu lado pessoal para motivar e desenvolver os profissionais que lidera); competências ao lidar com negócios (o líder necessita de um pensamento analítico e capacidade para identificar as informações necessárias para esclarecer uma situação); competências para atingir resultados (o líder necessita de iniciativa e file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br capacidade empreendedora) e competências de autogestão (o líder necessita de autoconfiança e credibilidade pessoal). A área da saúde é muito abrangente, porém existem algumas competências muito valorizadas em seus profissionais como a liderança, ética, organização, bom relacionamento interpessoal, agilidade, comprometimento com os resultados, conhecimento técnico na área e foco nos pacientes. Em determinadas funções, principalmente na área de saúde, é necessária a atividade de um bom líder, que exerça a liderança de forma eficiente, ou seja, que seja capaz de fazer com que o grupo tenha um melhor rendimento em vistas de situações específicas, pois se trata de uma prestação de serviços à saúde do indivíduo. Em vistas de explorar as capacidades de liderança, existe um teste de Mapeamento Cerebral, que aponta a existência de perfis com diferentes personalidades, salientando as diferenças individuais, sendo que um deles traz as características inerentes à liderança. Tais perfis podem ser descritos, de acordo com a região cerebral: Cérebro anterior refere-se ao verbo explorar (caracteriza o visionário, que busca a inovação e está aberto à complexidade); Cérebro posterior refere-se ao verbo preservar (caracteriza uma pessoa mais afetuosa, que busca uma atmosfera afetiva e associativa, sendo agregadora e guardiã); Cérebro direito refere-se ao verbo perseguir (caracteriza pessoas com grande agilidade para realizarem tarefas, sendo essa uma característica dos líderes, orientados para o processamento global, competidores e realizadores) e Cérebro esquerdo, refere-se ao verbo controlar (caracteriza pessoas mais analíticas, que fazem uso de uma abordagem lógica, além do que, é organizada e busca o processamento de detalhes). Mesmo com testes e definições, determinar a personalidade do líder é uma tarefa difícil e discutível, ou seja, é mais adequado caracterizá-lo por suas qualidades e defeitos, pois a personalidade do líder depende de fatores, tais como o conhecimento que adquire e o contexto onde está inserido. Quando se exerce a liderança, alguns tipos específicos podem-se aflorar durante este exercício, tais tipos se dividem em três processos básicos: Liderança Autocrática (em que o líder manda e seus subordinados obedecem, ou seja, ele é responsável por traçar as normas de ação e tomar as decisões); file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br Liderança Democrática (na qual o líder consulta o grupo ao qual administra, sendo um elemento de coordenação e estímulo); Liderança Liberal (em que o líder sugere e dispõe de ampla liberdade de movimentos, ou seja, o líder providencia os meios e as facilidades). Durante muito tempo, acreditou-se que liderar era planejar, organizar, coordenar e controlar, de maneira que as situações adversas não influenciariam em aquisição de novas lideranças. Porém há uma mudança frequente de líderes, que possuem seus papéis alterados e que devem agir conforme as necessidades, inserindo-se na nova realidade. Assim, quando muda a tarefa, muda-se a estrutura, de modo a proporcionar nova orientação ao grupo. Atualmente em vistas das mudanças frequentes o perfil de líderes deve- se apoiar no seguinte tripé – ambição, conhecimento e integridade. Em que a ambição e conhecimento sem integridade não derivam um líder ético; a ambição e integridade sem conhecimento não derivam um líder competente e o conhecimento e integridade sem ambição não derivam um líder realizador. Para um líder atuante na área de saúde, não há um protótipo ideal, mas sabe-se que este deve possuir competências humanas e conhecimento técnico específico da saúde, assim como conhecimento do negócio e serviços prestados, apresentando tais características de forma apurada e ter controle de diversas variáveis específicas. Porém em relação a tais características podem- se citar alguns diferenciais próprios, a saber: o líder nessa área deve possuir capacidade adaptativa às situações (pois uma vez que se trabalha com saúde é necessário utilizar o melhor de si e da equipe para a obtenção de um resultado positivo), além de focar seu trabalho no fator humano (é um diferencial importante, pois é necessário melhorar a qualidade de trabalho para garantir a satisfação tanto da equipe de trabalho, quanto dos pacientes). SUSTENTABILIDADE EM LABORATÓRIOS DE ANÁLISES CLÍNICAS A sustentabilidade consiste na capacidade de atender às necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das futuras gerações de atender as próprias necessidades. file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br Tal conceito foi definido, em 1987, quando ocorria a elaboração do relatório Brudtland pela Comissão Mundial do MeioAmbiente e Desenvolvimento (UNCED) da ONU. Vale lembrar que esse conceito para ser eficiente deve-se apoiar em três parâmetros muito importantes, sendo eles a atividade econômica, o meio ambiente e bem-estar da sociedade, estes devem estar equilibrados e integrados para compor os pilares da sustentabilidade. BASES DA SUSTENTABILIDADE <http://www.hospitaissaudaveis.org/pdf/Palestra%203a%20Daniel%20M arques %20P%C3%A9rigo.pdf> PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL De acordo com a Secretaria do Estado de Obras - SEOBRAS (2009), um Programa de Gestão Ambiental se refere a uma estrutura que envolve a execução de outros programas ambientais e constitui um conjunto de ações realizadas em forma de medidas e procedimentos de gestão associados às questões ambientais e sociais, objetivando a minimização dos impactos ambientais e sociais, provocados pela implantação e operação de determinado empreendimento. As ações presentes em um programa de gestão ambiental objetivam a manutenção da qualidade ambiental da região do empreendimento, cuidando file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br da qualidade de vida das comunidades locais diretamente afetadas. Quando se realiza um empreendimento, nesse caso uma construção na área de saúde, necessita-se de uma estrutura gerencial projetada para programar técnicas de controle, proteção, manejo e recuperação ambiental, além de promover condições operacionais adequadas para a implantação e o acompanhamento de Planos e Programas Ambientais previstos, demais programas ambientais poderão ser implantados de forma integrada, sendo posteriormente acompanhados e monitorados. De acordo com os temas expostos, é bom pensar na realidade a qual se encaixa nosso município também, sendo assim um bom questionamento envolvendo os assuntos abordados seria: na sua cidade os laboratórios de Análises Clínicas possuem um Programa de Gestão Ambiental adequado? E os resíduos produzidos são descartados de maneira correta? Pesquise e fique de olho! Histórico do Programa de Gestão Ambiental Quando se fala em programas de gestão ambiental, percebe-se que tais programas são muito recentes em nossa sociedade (ganharam destaque a partir do ano de 2002), porém apresentam uma importância enorme para a manutenção dos fatores ambientais e qualidade de vida de uma maneira geral. Posteriormente apresentaremos alguns fatos no contexto histórico dessa evolução, que caracteriza passos importantes para a melhoria desses programas: • No ano de 2004, foi publicada a Portaria PGR nº 321, que instituiu o Programa de Gestão de Resíduos da PGR; • No ano de 2007, o procurador-geral da República assinou a Portaria PGR nº 638, que possibilitou a ampliação do Programa de Gestão de Resíduos, transformando-o em Programa de Gestão Ambiental (PGA); file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br • A partir do ano de 2008 começaram a ser realizadas Semanas do Meio Ambiente, e no ano de 2010 foi lançado o PGRSS – Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde da PGR. GESTÃO DE RESÍDUOS Um dos principais fatores que contribuem para se atingir um nível sustentável dentro de um laboratório é promover um destino correto aos resíduos produzidos. Abaixo segue a descrição dos métodos de descarte para os resíduos mais comuns produzidos em um laboratório de análises clínicas: Descarte de Resíduos Comuns O descarte para esse tipo de resíduo deve ser realizado em saco plástico preto; utilizando-se coletores identificados; além de que o transporte deve ser realizado em carrinho específico e o armazenamento dos resíduos também deve ser específico. Descarte de Resíduos Recicláveis Para esse tipo de resíduo gerado dentro de um laboratório de análises clínicas deve haver a separação dos resíduos no momento e local da geração; o descarte deve ser efetuado em saco plástico Azul; utilizando-se coletores identificados (específico para copos plásticos); além de que o transporte deve ser realizado em carrinho específico e o armazenamento dos resíduos também deve ser específico. Descarte de Resíduos Infectantes/Perfurocortantes Para o descarte desse tipo de material deve ser utilizado saco branco- leitoso com símbolo de infectante; acondicionados em caixas rígidas resistentes a puncturas; onde o transporte deve ser realizado em carrinhos identificados e o armazenamento deve ser em abrigo específico. A maioria dos file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br resíduos necessita de autoclavagem Interna e posterior trituração; as salas de armazenamento devem possuir segurança nível 3 localizadas em uma central de Tratamento de Resíduos que possua licença de Operação. ALGUNS PONTOS IMPORTANTES NO HISTÓRICO DA SUSTENTABILIDADE EM LABORATÓRIOS DE ANÁLISES CLÍNICAS http://www.hospitaissaudaveis.org/pdf/Palestra%203a%20Daniel%20Mar ques%20P%C3%A9rigo.pdf CONTROLE DE QUALIDADE EM ANÁLISES CLÍNICAS A história do conceito de qualidade teve início provavelmente nos anos 20 com a evolução industrial. Assim, surgiu a atividade de inspecionar os materiais produzidos com a finalidade de avaliar o produto final e separar os defeituosos, evitando sua comercialização. Esta constituiu uma fase de evolução da qualidade pioneira, que possibilitou a criação de um departamento file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br de engenharia de produção nas indústrias. Assim, instrumentos estatísticos voltados para a medição e o controle da qualidade são usados para análise de qualidade do produto final. Uma boa obra que embasa cientificamente esses assuntos foi publicada em 1931 por W. Shewart, em 1931, intitulada Economic control of quality manufactured product. Já em uma segunda fase, surgiu a preocupação com a qualidade em todos os processos de produção, possibilitando-se admitir que o grau de variabilidade do produto é devido às variações nas matérias-primas, máquinas utilizadas e ao operador destas. Daí teve início o controle estatístico por amostragem, apresentando técnicas de limite de variação aceitável durante todo o processo de fabricação e não apenas ao produto final. Atualmente, as exigências quanto à qualidade são referenciadas como atributos essenciais à sobrevivência de muitas organizações no mercado, com ênfase na satisfação do cliente. O acesso facilitado às informações e a criação de órgãos de defesa do consumidor permite o surgimento de um novo formato de cliente, com um perfil mais exigente e entendendo seu papel como consumidor, evidenciando que o conhecimento das necessidades do cliente é fundamental para sua fidelização. Além disso, as empresas passaram a descobrir mais rapidamente o que seus concorrentes estavam fazendo de melhor, tais descobertas ocorreram por meio da prática de benchmarking ou técnica de referência que consiste no processo contínuo de medidas de produtos, serviços e práticas para comparar com os competidores de mercado ou companhias reconhecidas na área de atuação. Assim, a necessidade pela busca contínua da qualidade, aumento da produtividade e redução de custos torna-se essenciais para uma empresa continuar no mercado e se manter competitiva. QUALIDADE NA SAÚDE Na área da saúde, há uma diferenciação do conceito de qualidade ao qual é aplicado nas indústrias. A adequação da prestação de serviço aos file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br anseios do cliente é fundamental como requisito de qualidade, e este é aplicável aos diversos serviços de assistência à saúde. O aumento da complexidade dos serviços prestados, impulsionado pela demanda tecnológica e novos conhecimentos na área, além do aumento da expectativa de vida dapopulação e maior número de pacientes portadores de doenças crônicas, está gerando grandes gastos quando se refere à saúde, mostrando que o desafio atual para esse setor é a prestação de um atendimento humanizado, com alta produtividade e baixo custo, sendo este o principal resultado esperado em programas de qualidade. Na prestação de serviço em saúde existem dois componentes básicos da qualidade: o operacional (processamento) e a percepção (como o serviço está sendo oferecido). Tais componentes podem ser medidos por indicadores da qualidade e o reconhecimento é obtido pelos processos de certificação ou acreditação. Trabalhando-se com indicadores é possível realizar comparações internas e externas com outros serviços de mesmas características. Quando se pratica o benchmarking é possível avaliar o desempenho de todos os processos de determinado serviço, comparando seus dados com serviços de referência. As comparações podem ser internas (quando a comparação ocorre por processos semelhantes entre setores de uma mesma instituição); funcionais (quando a comparação ocorre entre instituições semelhantes, mas que atuam em mercados distintos) e competitivas (quando a comparação ocorre a partir da comparação de processos semelhantes entre concorrentes diretos). A certificação para produtos, processos ou serviços é realizada ou cumprida de acordo com requisitos específicos estabelecidos por normas, como as da International Organization for Standardization (ISO). Já a acreditação, a avaliação dos procedimentos tem o intuito de verificar a adequação aos serviços que estão sendo oferecidos, além do cumprir os requisitos exigidos em uma certificação. Por exemplo, há a acreditação da Organização Nacional de Acreditação (ONA) e do Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos (PALC). Recentemente, a acreditação tem assumido um file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br papel educacional com monitoramento, publicando uma série de documentos, como normas, padrões e recomendações. Em 1999, foi criada a ONA, cujo principal objetivo é a implementação nacional de um processo permanente de melhoria da qualidade da assistência à saúde, estimulando os serviços a atingirem padrões mais elevados de qualidade (www.ona.org.br). Em 2001/02, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) reconheceu oficialmente o Sistema Brasileiro de Acreditação por meio da Resolução nº 921/02 e firmou um convênio com a ONA para cooperação técnica e treinamento de pessoal, o qual contou com a participação, entre outras, da SBPC/ML (ANVISA, 2004; VIEIRA, 2005 apud VIEIRA, 2011, p.202). No ano de 1977, em contrato com a Control-Lab, a SBPC/ML pôde lançar o programa de controle de qualidade interno e externo, inédito no país, intitulado Programa de Excelência de Laboratórios Médicos (PELM), e, em 1998, criou o PALC, os quais foram revisados e atualizados nos anos 2004, 2007 e 2010. O PALC permite aos laboratórios brasileiros um caminho para a melhoria contínua da qualidade, principalmente pelas auditorias realizadas por pares, ou seja, por laboratoristas, propiciando oportunidades de trocas de conhecimentos técnicos entre auditores e auditados (VIEIRA, 2005 apud VIEIRA, 2011, p.204). Recentemente, a SPBC/ML em parceria com a Control-Lab disponibilizou o Programa de Indicadores Laboratoriais, permitindo a possibilidade de padronização dos indicadores em laboratórios clínicos brasileiros, assim como a comparabilidade dos mesmos (www.sbpc.org.br/institucional/historia). file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br