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TROMBOEMBOLISMO PULMONAR • TEP é a obstrução de vasos da circulação arterial pulmonar causada pela impactação de partículas – formadas por qualquer material insolúvel (sólido, líquido ou gasoso) – cujo diâmetro seja maior que o do vaso acometido. • Na prática médica, a maioria dos casos é devido ao Tromboembolismo Venoso (TEV), que tem como base a Trombose Venosa Profunda (TVP), e como complicação aguda o Tromboembolismo Pulmonar (TEP). As outras causas menos comuns de TEP são: bolhas de gás (descuido na manipulação de equipos, descompressão súbita em mergulhadores), corpos estranhos (ex.: talco, em usuários de drogas ilícitas), gotículas de gordura (politraumatizados), líquido amniótico, células neoplásicas e êmbolos sépticos (ex.: endocardite tricúspide). TRÍADE DE VIRCHOW • Estase (paciente acamado, entubado) → gerando hipóxia intravascular. • Lesão endotelial (trauma, sepse) → disfunção/desnudamento endotelial, exposição de subendotélio e colágeno. • Hipercoagulabilidade (câncer, doenças inflamatórias) → hereditária (trombofilias) e/ou adquirida FISIOPATOLOGIA • Sítio mais comum de trombose: veias iliofemorais → êmbolo percorre via cava inferior e chega até o coração direito (AD → VD) e artérias pulmonares → isquemia pulmonar → inflamação → broncoespasmo → atelectasia, podendo simular quadro asmático ou de pneumonia. O paciente ventila, mas não perfunde. • Por não ser adaptado a pressões elevadas, o VD desvia septo interventricular para o lado esquerdo → IC aguda e infarto de VD → cor pulmonale. Consequentemente, ocorre insuficiência diastólica de VE. CONSEQUÊNCIAS DO TEP • Alterações nas trocas gasosas: substâncias liberadas pelo êmbolo podem levar à broncoconstrição local e disfunção de surfactante, favorecendo a ocorrência de atelectasias, com baixa V/Q e hipoxemia. Quando a obstrução é extensa, há aumento do espaço morto, com intensificação da hipoxemia e retenção de CO2. • Alterações hemodinâmicas: TEP extensas determinam hipertensão pulmonar aguda, não só por obstrução, mas também por vasoconstrição resultado da ação de mediadores inflamatórios e da hipóxia. A hipertensão pulmonar determina redução do débito cardíaco, hipotensão e choque, se obstrução de 75% do leito vascular. FATORES DE RISCO • Elevados (↑ > 10x): → Fratura de MMII → Artroplastia de joelho ou quadril → Trauma maior ou raquimedular → IAM (3 meses) → TEV prévio • Moderados (↑ 2-9x): → Câncer/QTX (cateter venoso central) → Contracepção oral ou reposição/FIV → Trombofilia → Gestação/puerpério → ICC ou IR → Uso de medicações para eritropoiese Pneumologia | Lara Mattar | Medicina UFR Os fatores de risco podem ser: • Provocados → Fator transitório (cirurgia, ACO) → Fator permanente (TEV prévio, trombofilia hereditária) • Não provocados → Câncer oculto → Trombofilia desconhecida • Obs: 30% são idiopáticos após investigação • ↑ < 2x: → Imobilização > 3 dias → DM/HAS/obesidade → Idade avançada → Posição sentada prolongada → Sexo masculino QUADRO CLÍNICO • Taquipneia (92%) • Dispneia de início súbito (84%) • Dor torácica pleurítica associada à ventilação (74%) • Estertoração pulmonar (58%) • Tosse (53%) • Hemoptise/hemoptoico: ↑ pressão a. pulmonar (30%) • Sinais de TVP MMII, como dores nas pernas (20%) • Taquicardia • Redução de MV • Aumento de P2 • Turgência jugular • Rebaixamento de nível de consciência • Febre (10%) TEP maciço → grave » Hipotensão (fluxo D-E interrompido) » Cor pulmonale (sobrecarga VD) o ↑ BNP (sobrecarga ventricular) o ↑ troponina (lesão fibra muscular) DIAGNÓSTICO EXAMES ESPECÍFICOS (CONFIRMAM O DIAGNÓSTICO) • Arteriografia pulmonar: padrão ouro (muito caro e mais invasiva) → Visualização de falha de enchimento de contraste • Angio-TC arterial de tórax: exame de escolha (mais acessível e dá diagnóstico) → IMPRESCINDÍVEL PEDIR FUNÇÃO RENAL (UREIA E CR) ANTES DE ANGIOTC (CLCR<30: FAZER CINTILOGRAFIA) → Diferente da TC de tórax, na angio-TC arterial o contraste é infundido lentamente e com controle • Cintilografia de relação ventilação/perfusão: falha de enchimento em perfusão, melhor para avaliar TEP crônico → Perfusão e ventilação pulmonar analisadas, respectivamente, após a injeção IV de albumina marcada e a inalação de radioisótopo → No TEP são observados defeitos segmentares de perfusão com preservação da ventilação → O exame é limitado na presença de doenças parenquimatosas e obstrutivas pulmonares ORDEM SUGERIDA: Angio-TC → Cintilografia → Doppler MMII → Arteriografia EXAMES INESPECÍFICOS (REFORÇAM A HIPÓTESE) • USG-doppler venosa de MMI • Raio X de tórax: baixa sensibilidade → Corcova de Hampton: área isquêmica triangular de base pleural na periferia do pulmão → Sinal de Westermark: oligoemia nos segmentos pulmonares mal perfundidos (vê-se mais ar que sangue) → Sinal de Palla: dilatação da artéria pulmonar descendente à direita (imagem “sansichoide” indo para LMD) → Atelectasia: colapso pulmonar devido esvaziamento alveolar • ECG: alterado em 70% dos casos – taqui sinusal é a alteração mais comum, padrão S1-Q3-T3 é o mais específico → Sinais de sobrecarga de VD o S em D1 e aVL >1,5mm o Desvio de QRS para direita o Inversão da onda T nas precordiais V1-V3 o Bloqueio de ramo D incompleto ou completo o Onda P pulmonale o Eixo do QRS > 90º o Zona de transição até V5 o Baixa voltagem em derivação dos membros • Gasometria arterial: hipoxemia e hipocapnia (alcalose respiratória por taquidispneia); comum jovens normais • ECOCG: Sinais de sobrecarga aguda de VD → dilatação de VD e AD (paredes finas), hipocinesia de VD, regurgitação tricúspide, pressão AP aumentada, retificação/desvio de septo para esquerda. Útil se instabilidade. • Marcadores: ↑ de BPN e troponina prediz gravidade (TEP maciço) • D-dímero: produto de degradação de fibrina – ↑ valor pred. negativo (99%), ou seja, útil apenas para excluir TEP → Causas de ↑: idade >50 (valor normal: idade x10), sangramento, CA, inflamação, trauma, cirurgia, gestação → Solicitar se baixa ou moderada probabilidade pré-teste PROBABILIDADE CLÍNICA ESCORE DE WELLS – “CHICOTE” Câncer +1 Hemoptise +1 Imobilização ou cirurgia nas últimas 4 semanas +1,5 Clínica de TVP +3 Outro diagnóstico menos provável +3 Taquicardia (FC > 100) +1,5 Episódio prévio de TVP/TEV +1,5 ESCORE PERC: se o paciente tiver baixa probabilidade nos escores e todas as respostas forem “não” no PERC, não preciso continuar investigação com D-dímero (descartado TEP). → Idade ≥ 50 anos → FC > 100 bpm → SpO2 < 95% em ar ambiente → História de hemoptise → Uso de estrogênio → TEP prévio → Cirurgia ou trauma nas últimas 4 semanas → Edema unilateral de MMII ESCORE DE MORTALIDADE ESCORE DE GENEBRA REVISADO Idade > 65 anos +1 Episódio prévio de TVP/TEP +3 Cirurgia/fratura de MMII nas últimas 4 semanas +2 Câncer atual +2 Dor em um dos membros inferiores +3 Hemoptise +2 Cordão venoso palpável e doloroso ou edema assimétrico +4 Frequência cardíaca: 75 a 94 bpm ≥ 95 bpm +3 +5 ESCORE DE GRAVIDADE/RISCO Idade Idade em anos Sexo masculino +10 Câncer +30 Doença cardíaca crônica +10 Doença pulmonar crônica +10 FC ≥ 110 +20 PAS < 100 +30 FR > 30 +20 T < 36 ºC +60 Sat < 90% +20 PROBABILIDADE ORIGINAL: » < 4: improvável → D-dímero → < 500 afasta TEP » ≥ 4: provável → angio-TC (opções: cintilografia, doppler MMII, arteriografia) → TEP PROBABILIDADE SIMPLIFICADA (TODOS VALEM 1): » 0-1: TEP improvável → D-dímero » ≥ 2: TEP provável 0-3: Baixa probabilidade 4-10: Intermediária probabilidade ≥ 11: Alta probabilidade Risco intermediário ou alto: iniciar anticoagulação imediatamente! Até 65: Classe I – Muito baixo risco 66 – 85: Classe II – Baixo risco 86 – 105: Classe III – Moderado risco 106 – 125: Classe IV – Alto risco> 125: Classe V – Muito alto risco DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL TVP TEP Ruptura de cisto de Baker Pneumonia Celulite DPOC Síndrome pós-flebítica (TVP prévia) Asma Insuficiência venosa crônica ICC Linfedema Pericardite Tromboflebite superficial Pleurite aguda (viral, autoimune), pneumotórax Lesões musculares Síndromes osteoarticulares da caixa torácica Edema induzido por drogas DAC Doenças articulares do joelho Ataque de pânico ESTRATIFICAÇÃO ESCORE PESI SIMPLIFICADO Idade > 80 anos +1 Câncer +1 IC ou DPOC +1 FC ≥ 110 +1 PAS < 100 +1 SatO2 < 90% +1 PESI = 0: mortalidade 1% em 30 dias – alta, anticoagulante oral PESI ≥ 1: mortalidade 10,9% em 30 dias – avaliar disfunção de VD (eco ou CT) e exames laboratoriais (tropo e BNP) TRATAMENTO • Medidas gerais → Suporte ventilatório e hemodinâmico (cateter nasal) para manter Sat O2 > 92% • Tratamento farmacológico → Heparinas (HBPM e HNF) → Cumarínicos/antagonistas de vitamina K → Novos anticoagulantes → Trombolíticos EV o Estreptoquinase / Uroquinase / rt-PA o Contraindicações absolutas: histórico AVE hemorrágico, AVC isquêmico 6 meses, neoplasia SNC, trauma/cirurgia 3 semanas, distúrbio de coagulação, sangramento ativo o Contraindicações relativas: AIT 6 meses, uso prévio de anticoagulante oral, gestante ou primeira semana pós parto, acesso em sítio de punção não compressiva (subclávia), RCP recente, hipertensão refratária, doença hepática avançada, endocardite, úlcera péptica ativa. • Tratamento não farmacológico → Filtro de veia cava inferior o Não pode (TVP com contraindicação de anticoagulação) o Deu ruim (complicações da anticoagulação) o Não funcionou (TEP recorrente com anticoagulação) → Embolectomia: retirada mecânica endovascular cirúrgica ou por cateter percutâneo direcionado (- invasivo) HEPARINA DE BAIXO PESO MOLECULAR • Vantagens da HBPM em comparação à HNF: Farmacocinética mais previsível; Uso subcutâneo; Menor risco de trombocitopenia induzida por heparina (HIT); Não é necessário monitorar a anticoagulação (dispensa o PTTa), TEMPO DE ANTICOAGULAÇÃO – TEP AGUDO » Provocado: 3-6 meses » Não provocado: tendência a manter = avaliar risco de recorrência e sangramentos » TVP 2º episódio / trombofilia: indefinidamente porque as moléculas de HBPM se ligam com menos intensidade às células e proteínas plasmáticas, o que significa que elas têm uma biodisponibilidade mais uniforme ao longo do tempo. • Desvantagens da HBPM em comparação à HNF: Meia-vida maior da HBPM (12h vs. 6h), o que representa um problema para realização de procedimentos invasivos; Reversão mais lenta com uso de sulfato de protamina. • No caso específico dos portadores de câncer que desenvolvem TEP, atualmente as HBPM representam as drogas de escolha, devendo ser mantidas em monoterapia (sem tentativa de transição para o warfarin) indefinidamente ou até que o paciente seja curado da neoplasia. HEPARINA NÃO FRACIONADA • A HNF é o anticoagulante de escolha para tratar os pacientes com TEP que apresentem instabilidade hemodinâmica, pois é a única droga que demonstrou reduzir mortalidade nesses casos. • A HNF deve ser feita em bomba infusora, ajustando-se a taxa de infusão contínua de acordo com o tempo de tromboplastina parcial ativado (PTTa), verificado de 6/6h. A dose inicial no TEP é 80 U/kg em bolus, seguindo-se infusão de 18 U/kg/h. De maneira genérica, o bolus é feito com 5.000-10.000 UI, e a infusão contínua com 1.000- 5.000 UI/h. A anticoagulação estará garantida quando mantivermos um PTTa 1,5 a 2,5 vezes acima do valor do controle (60-80 segundos), o que com frequência requer ajustes na dose. • A necessidade de monitoração laboratorial vem do fato de que a farmacocinética da HNF é totalmente errática. Ao contrário da HBPM, a HNF se liga de maneira variável a uma série de moléculas e superfícies celulares no organismo, o que costuma ser absolutamente imprevisível. • Uma de suas complicações mais temidas é a trombocitopenia induzida por heparina (HIT), que costuma surgir a partir do quinto dia de uso. A fisiopatologia envolve a produção de autoanticorpos contra o complexo heparina – fator IV plaquetário, que se encontra exposto na superfície externa das plaquetas. A ligação antígeno-anticorpo promove intensa ativação plaquetária, e o paciente que estava sendo satisfatoriamente anticoagulado começa a apresentar tromboses arteriais e venosas. O grande sinal de alerta é a queda progressiva na contagem de plaquetas! É mandatório suspender a heparina quando essa contagem estiver <100.000 ou< 50% do valor basal. • Nenhuma forma de heparina poderá ser usada de novo, e obrigatoriamente teremos que usar outro tipo de anticoagulante (ex.: inibidores diretos da trombina de uso parenteral, como o argatrobana ou a bivalirudina). • Gestantes que são anticoaguladas por longos períodos com HNF podem desenvolver osteoporose. A chance dessa complicação está aumentada a partir de uma dose cumulativa > 20.000 UI/dia por > 30 dias! Em pacientes que precisam de > 40.000 UI/dia de heparina para ajustar o PTTa, devemos considerar fortemente a possibilidade de deficiência de antitrombina (trombofilia hereditária que funciona como uma “resistência à heparina”). FONDAPARINUX • Trata-se de um pentassacarídeo sintético derivado da heparina, que promove uma interação seletiva entre a antitrombina e o fator Xa, inativando este último... Estudos iniciais indicam que sua eficácia no TEP provavelmente é semelhante à da HNF, constituindo uma alternativa viável. Suas principais vantagens são: (1) não causa HIT; (2) uso subcutâneo; (3) não precisa de monitoração laboratorial. Entretanto, uma importante desvantagem: não existe antídoto contra ele. O fondaparinux também deve ser evitado na disfunção renal. WARFARIN (ANTAGONISTA DE VIT. K) • O warfarin pode ser iniciado junto com a 1ª dose dos modernos anticoagulantes parenterais (HBPM ou fondaparinux), devendo ser usada em conjunto com essas drogas por um mínimo de 5-7 dias (momento a partir do qual, em geral, o efeito do warfarin encontra-se plenamente estabelecida). Se a HNF for utilizada, recomenda- se iniciar o warfarin somente após se atingir a faixa alvo do PTTa... O efeito do warfarin é avaliado pela dosagem do INR, que deve se manter entre 2-3 (alvo = 2,5). As drogas parenterais podem ser suspensas após duas dosagens do INR dentro dessa faixa (em dois dias consecutivos). • A dose inicial é geralmente 5 mg/dia. Indivíduos obesos podem precisar de 7,5 a 10 mg/dia. Pacientes desnutridos ou que se submeteram a um longo curso de antibioticoterapia devem receber 2,5 mg ao dia, pois é comum que apresentem deficiência de vitamina K. Em pacientes que desenvolveram um primeiro episódio de TEP na vigência de fatores de risco transitórios (ex.: cirurgia), o tempo de anticoagulação deve ser de três a seis meses. Já em pacientes com TEP idiopático, isto é, sem fator desencadeante, ou TEP recorrente, a taxa de novos episódios em longo prazo é extremamente alta. Preconiza-se que esses indivíduos recebam de seis a doze meses de anticoagulação, devendo-se reavaliá-los após esse período quanto à necessidade de anticoagulação permanente. OS NOVOS ANTICOAGULANTES ORAIS • Essas drogas vêm sendo cada vez mais empregadas no tratamento do TEV. Além do uso oral, outras vantagens são: (1) uso de doses fixas; (2) anticoagulação plena logo após a primeira tomada; (3) não é necessário monitoração laboratorial; (4) não possuem tantas interações medicamentosas como o warfarin. • Dividem-se em dois grupos principais: inibidores diretos do fator Xa (rivaroxabana, apixabana e edoxabana) e inibidores diretos da trombina (dabigatrana). TROMBOLÍTICOS • Os trombolíticos reduzem de maneira efetiva a quantidade, ou melhor dizendo, a “carga” de trombos formados. A uroquinase, a estreptoquinase e o t-PA estão liberados para uso. Estas drogas atuam ativandoo plasminogênio tecidual, e podem ser ministradas até 14 dias após o início do episódio de TEP. Devemos ter em mente que os trombolíticos só podem ser administrados uma vez confirmado o diagnóstico de TEP. A única indicação absoluta para o uso de trombolíticos no TEP é presença de instabilidade hemodinâmica. Outras indicações propostas, mas ainda sem consenso são: Trombose venosa profunda extensa; Envolvimento extenso (múltiplos segmentos ou um lobo inteiro); Hipoxemia grave; Disfunção ventricular direita evidente ao ecocardiograma (principalmente se associada a um aumento nos níveis de troponina). • A heparina deve ser suspensa até o término da infusão do trombolítico. Após isso, se o PTT for inferior a duas vezes o limite superior da normalidade, a heparina pode ser reiniciada sem dose de ataque. Caso este valor seja superior, pedimos um novo PTT em quatro horas e reavaliamos. MANEJO • TEP LEVE / MODERADO: HBPM (apenas até início efeito cumarínico) + Cumarínico → INR 2 a 3 → Cumarínico → Opção: warfarina, enoxaparina = HBPM (clexane), rivaroxabana (xarelto) → Obeso (>120 kg): não pode usar heparina SC, apenas EV → Contraindicação: filtro de veia cava inferior • TEP MACIÇO: instabilidade ou disfunção de VD → Trombolítico até 14º dia → Opção: estreptoquinase, uroquinase, t-PA → Contraindicação: discrasia → Nesses casos, opta-se pela embolectomia cirúrgica CRITÉRIOS DE HÉSTIA PARA TRATAMENTO AMBULATORIAL • Alta se “não” para todos os critérios: → O paciente está hemodinamicamente estável? → É necessária trombólise ou embolectomia? → Sangramento ativo ou alto risco de sangramento? → Mais de 24h de oxigenioterapia para manter saturação >90%? → A embolia pulmonar é diagnosticada durante o tratamento anticoagulante? → Dor intensa necessitando de analgésicos IV por mais de 24h? → Razão médica ou social para tratamento hospitalar? → Apresenta ClCr < 30 ml/min? → O paciente tem insuficiência hepática grave? → A paciente está grave? → Tem história documentada de trombocitopenia induzida por heparina? PROFILAXIA Tríade de Virchow Fisiopatologia CONSEQUÊNCIAS DO TEP Fatores de risco Quadro clínico diagnóstico Exames específicos (confirmam o diagnóstico) Exames inespecíficos (reforçam a hipótese) PROBABILIDADE CLÍNICA escore de mortalidade Diagnóstico diferencial Estratificação tratamento heparina de baixo peso molecular heparina não fracionada FONDAPARINUX Warfarin (antagonista de vit. K) OS NOVOS ANTICOAGULANTES ORAIS TROMBOLÍTICOS MANEJO Critérios de héstia para tratamento ambulatorial Profilaxia