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MEDICINA - 11º SEMESTRE GERIATRIA CAROLINA HENRIQUES
GERIATRIA 
AULA 3
 
• As infecções causam maior impacto em idosos, principalmente 
os incapacitados e naqueles confinados em instituições de 
longa permanência 
• Várias infecções apresentam altas taxas de mortalidade e 
morbidade em idosos em comparação a população jovem e 
correspondem a 40% das internações hospitalares 
• As infecções que mais afetam os idosos são infecções do 
trato urinário, pneumonia, infecções de pele e partes 
moles, bacteremia, endocardite e meningite 
• O risco e a severidade da infecção está relacionada com a 
virulência e inóculo de patógeno e inversamente relacionado à 
integridade das defesas do hospedeiro 
• Infecção = Virulência x Inóculo / Defesa do hospedeiro 
• Virulência: é a capacidade que um agente biológico tem em 
produzir efeitos graves ou fatais 
• Inóculo: são microrganismos responsáveis pela disseminação 
das doenças 
• Defesa do hospedeiro: resposta imune inata e adquirida 
• Imunidade inata: macrófagos, complemento, NK, células 
dendríticas, a idade por si só não afeta o sistema de defesa, 
porém as doenças crônicas e agudas podem comprometer o 
mecanismo de defesa 
• Impedem que o microrganismo dissemine 
• Imunidade Adquirida: depende da exposição prévia a 
patógenos (Cél. B) e Linfócito T → Timo 
• Após apresentação da imunidade inata 
• Com o avanço da idade ocorre a involução e redução dos 
hormônios tímicos, e comprometimento da produção de 
Linfócitos T (T reguladores, T virgem (T helper) e T de 
memória) 
• Linf. T virgem → TCD4 —T auxiliar —— Linf. B ——- Ac 
 T memória 
 T efetora —- Th1 Th2 Th17 Th9 T reg 
 (Citocinas: IL1, IL6, TNF, PCR) 
• Reforçar a vacinação para o idoso, pois ajuda melhorar a 
produção de anticorpos 
 
• É a infecção mais comum em idosos e correspondem a 
30-40% das internações hospitalares e é associado com o 
aumento do risco de morbidade e mortalidade 
• Idosos com comorbidades e pobres em status funcional têm 
mais pred ispos ição a desenvo lverem pneumonia , 
principalmente os institucionalizados (uso de SNE, Dificuldade 
de deglutição e sedativos) 
• Patógenos principais em idosos: 
• Streptococcus pneumoniae 
• Haemophilus influenza 
• Vírus respiratórios: Influenza, Coronavírus, Rhinovírus 
• Legionella pneumoniae 
• Atípicos: Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia spp 
• Em instituições de longa permanência: Moraxella 
catharrhalis, Staphylococcus aureus 
• Em idosos diferem dos jovens: forma latente, sem calafrios, 
com tosse leve ou sem tosse, e às vezes com catarro 
• Ao EF: confusão mental pode ser o único sintoma de 
pneumonia, febre pode estar ausente em 25-55% dos casos 
• Sinais atípicos: confusão (piorou nos últimos dias?, já era 
confuso?), delirium, desorientação ou perda de apetite 
• Opacidade pulmonar - considerado padrão ouro, não se 
evidencia consolidações em imagem 
• Pode ter infiltrado em paciente que teve uma infecção viral, 
por exemplo COVID e uma pneumonia secundária 
• RX tórax: maioria não é indicado devido status performance 
ruim, sarcopenia e impossibilidade de manter uma postura reta 
para realização do exame 
• TC tórax: é a mais indicada nessa população e considerada 
padrão ouro 
• Grande maioria dos tratamentos são realizados em domicílio 
após avaliação médica, porém em se tratando de idosos, essas 
estatísticas mudam com uma grande porcentagem sendo 
submetida à internação hospitalar 
• Alguns critérios podem direcionar tratamento em domicílio ou 
hospitalar: CURB 65 e PSI, com as pontuações abaixo já indica 
internação hospitalar: 
• CURB 65 > 2 pontos 
• PSI Classe IV - 91 a 130 pts 
Resposta Inespecífica (Imunidade Inata)
Resposta Específica 
(Imunidade Adquirida)
Primeira Linha de 
Combate
Segunda Linha de 
Combate Terceira Linha de 
Combate
Barreiras Naturais Inflamação
1. Pele e mucosas
2. Secreções
3. Flora Natural
4. Peristaltismo
1. Células 
fagocitárias
2. Substâncias 
antimicrobianas
3. Complemento
4. Altas 
temperaturas
1. Anticorpos 
(resposta imune 
humoral)
2. Resposta imune 
celular
INFECÇÃO EM IDOSOS
EPIDEMIOLOGIA
PATOGÊNESE
PNEUMONIA BACTERIANA
ETIOLOGIA
ACHADOS CLÍNICOS
IMAGEM
TRATAMENTO
MEDICINA - 11º SEMESTRE GERIATRIA CAROLINA HENRIQUES
 
• PSI: avalia idade, sexo, comorbidades, exame físico, sinais 
vitais, laboratório e imagem 
• TTO: 
• 1. Tipo de Pneumonia: Leve, moderada ou grave? 
• Leve: quadro inicial, estável, não é ventilatório-
dependente, não dessatura 
• Moderada: não é ventilatório-dependente, não dessatura, 
retorna em 72h para reavaliar se houve melhora ou piora 
• Grave: ventilatório-dependente, sonolento, hipotenso, 
confuso 
• 2. Qual tipo de paciente é? 
• Idoso? 
• Veio de casa ou de alguma instituição de LP? 
• Há algum fator de risco para bactéria multirresistente 
(Pseudomonas aeruginosa)? 
• Se institucionalizado: ver se algum deles foi para 
internação se dividir quarto com idoso que apresenta 
quadro atual, e se o paciente teve alguma colonização 
com alguma bactéria do hospital 
• Se veio de casa: teve alguma internação hospitalar 
nos últimos 3 meses? Quanto tempo de internação? 
Qual tipo de bactéria que foi colonizado? 
• 3. Situações: 
• 1. Leve, idoso, casa, sem internações prévias, sem risco 
para MRSA: 
• 1ª escolha: Macrolídeo (cobre microorganismos 
atípicos) 
• Clarintomicina 500mg 12/12h 
• Azitromicina 500mg 1x/d 
• Alternativa: Doxiciclina 100mg 12/12h 
• Associar: ß-lactâmico (amoxicilina) + Azitromicina 
ou Clarintromicina 
• Amoxicilina + Clavulanato + Azitromicina ou 
Clarintromicina 
• 3ª opção: Cefuroxima (Zinat) 500mg 12/12h 
• 1. Leve, idoso, casa de repouso, sem internações 
prévias, sem risco para MRSA: 
• 1ª escolha: Amoxicilina + Clarintromicina 
• Clavulin + Clarintromicina 
• Cefuroxima + Clarintromicina 
• 2. Moderada, idoso, casa/ casa de repouso, sem 
internações prévias, sem risco para MRSA: 
• 1ª escolha: Ceftriaxone (IV) + Clarintromicina 
• Serviço de Home Care ou Hospital 
• 2ª escolha: Cefuroxima 
• 3. Grave, idoso, casa/ casa de repouso, sem internações 
prévias, sem risco para MRSA: 
• 1ª escolha: Cefepime + Clarintromicina 
• Piperacilina tazobactam + Clarintromicina 
• 3. Grave, idoso, casa/ casa de repouso, com internações 
prévias nos últimos 3 meses, com risco para MRSA: 
• 1ª escolha: Cefepime + Clarintromicina 
• Piperacilina tazobactam + Clarintromicina 
• OU 
• Staphylococcus: associar Vanco 
• Pseudomonas: Cefepime e piperacilina (já tem 
cobertura no esquema) 
• Atenção! Quinolonas respiratórias (Levo, Cipro, 
Amoxifloxacino) são CI ao IDOSO! Evento > para confusão 
mental, alteração cardíaca, ruptura de tendão 
• TTO: 
• Domiciliar: ATB e retorno em 72h (tempo que ATB começa 
a surtir efeito) 
• Medicação o deixa sonolento (O que toma de remédio? 
Quando começou a tomar? Está confuso?) 
• Hospitalar: 
• Paciente sonolento (Dorme mais do que o normal? Está 
confuso?) 
 
MEDICINA - 11º SEMESTRE GERIATRIA CAROLINA HENRIQUES
 
• É definida como ITU alto e baixo ou combinados, podendo ser 
sintomática ou assintomática 
• ITU não complicada: infecção sintomática da bexiga 
manifestada por febres, incontinência urinária, disúria, dor 
suprapúbica, dor lombar sem reconhecimento da causa 
• ITU complicada: sintomas urinários em pacientes com 
anormalidades estrutural ou funcional, submetidos a 
manipulação cirúrgica, IRC, DM ou imunodeficiências, e tendo 
realizado transplante de órgãos 
• ITU sintomática (Sem CVD): incluem cistites (ITU baixo), 
pielonefrites (ITU alta), urosepsis, choque séptico, ou todas as 
combinações, definidos como pelo menos 2 critérios: febre (> 
38ºC), urgência urinária, disúria, dor suprapúbica, dor lombar, 
cultura de urina positiva sem mais de 2 espécies de 
microrganismos e piúria 
• Bacteriúria assintomática: é a presença de pelo menos 
100.000 UFC em amostra de urina ou 100 UFC em pacientes 
com cateterismo vesical, em 2 amostras consecutivas de urina, 
semqualquer sinal ou sintomas de ITU. Mais comum em 
idosas > 70 anos 
• Recorrência ITU: é definida como 2 ou mais episódios de ITU 
em 6 meses ou mais de 3 episódios em 1 ano 
• Muito comum, com maior acometimento em mulheres em todas 
as idades do que em homens (avaliar HPB) 
• São causas mais frequentes de sepse por Bacilos Gram 
negativos em idosos e necessidade de internação hospitalar 
• Afetam em 50% as mulheres ao longo da vida e em metade 
delas ocorrem recorrência do quadro em 6 a 12 meses 
• Em mulheres pós-menopausadas as chances de recorrência se 
eleva a baixos níveis de estrogênio, com mudanças do epitélio 
urogenital e o microbioma 
 
• Investigar nefrolitíase 
• Microrganismos mais comuns em mulheres: 
• Escherichia coli 
• Protheus mirabilis (comum para quem tem cálculo renal) 
• Klebsiella pneumoniae 
• Enterococcus faecalis (Gram +) 
 
• CAUSAS: 
• ITU baixa: HPB, estenose ureter, bexiga neurogênica, 
r e s p o s t a i m u n o l ó g i c a a t e n u a d a ( D R C , D M e 
imunossuprimidos) 
• ITU alta: refluxo vesico-uretral, cálculo, tumor, nefrostomia, 
stent uretral 
 
• Apresentação clínica 
• Grau de gravidade 
• Fator de risco 
• Fator de risco para patógenos 
• Avaliação clínica: 
• 1. > 60a 
• 2. Suspeita clínica de ITU: sinais e sintomas urinários 
• 3. Tem sintomas urinários? Sim, investigar com Urina 1 e 
Urocultura → Iniciar ATB empírica 
• 4. Se não tem sintomas urinários (incontinência crônica ou 
confusão mental)? Avaliar outras causas como: 
• Hidratação, uso de medicações diuréticas e psicotrópicas 
(BZD), status mental prévio, interações medicamentosas e 
eventos adversos, outros diagnósticos (doenças 
neurovasculares: AVC) 
• Morfina causa muita incontinência urinária 
• TTO empírico: 
• Fosfomicina (Monuril): 1 envelope de 8g (contém 3g de 
Fosfomicina) 
• 1 envelope diluído em 200mL de água filtrada, 1 x/d DU, 
tomar a noite 
• Nitrofurantoína (Macrodantina) 100mg: 1 cp de 6/6h por 5 a 
7d 
• Sulfametoxazol-Trimetoprima 800/160mg (Bactrim): 1cp 
12/12h, por 3 a 5 dias 
• Desenvolve anemia no paciente 
• Acetilcefuroxima 500mg (Zinnat): 1 cp de 12/12h por 7d 
• Ciprofloxacino: não utlizar em idosos 
• Amoxicilina e Clavulim não penetram na urina 
• Celulite e Erisipela 
• Englobam uma variedade de condições patológicas que 
envolvem a pele com acometimento do tecido subcutâneo, 
fáscia ou músculo envolvendo de forma leve a grave 
• Pode afetar qualquer parte do corpo e é um dos principais 
problemas nos departamentos cirúrgicos e uma das causas de 
emergências e internação hospitalar 
• Fatores de risco: doenças críticas, idosos, doença renal e 
hepática, insuficiência vascular 
• Fatores de risco causadores de infecções: mecanismos de 
injúria como traumas, contato de pele com pele, abscessos 
cutâneos, invasão da pele por microrganismo devido fragilidade 
ou diminuição das defesas 
ITU
EPIDEMIOLOGIA
ETIOLOGIA
FISIOPATOLOGIA
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
TRATAMENTO
INFECÇÃO DE PARTES MOLES
MEDICINA - 11º SEMESTRE GERIATRIA CAROLINA HENRIQUES
• Essa integridade das defesas dependem de fatores como 
idade, status nutricional, DM, tabagismo, obesidade, internação 
hospitalar e tempo de internação, colonização por 
microrganismo, hipertermia, choque e hipotermia 
• Febre e mal estar, que podem ter disseminação via 
hematogênica e linfática, além da lesão de pele com eritema, 
calor, rubor, edema 
• Mais comuns: 
• Staphylococcus aureus (coagulase positivo) e/ou 
Streptococcus spp, Staphylococcus coagulase negativo - 
todos Gram + 
• GRAM negativas (Pseudomonas aeruginosa - Queimados) 
• Fungos (Blastomicose, Candida spp, Cryptococcus 
neoformans, Fusarium) - DM e Imunossuprimido 
• Celulite cutânea superficial com comprometimento importante 
de vasos linfáticos da derme decorrente por Streptococcus ß-
hemolítico do Grupo A e, raramente por Staphylococcus 
aureus 
• Placa eritematosa, demasiada, infiltrada e dolorosa, com 
bordas que crescem centrifugamente, bem delimitadas que 
avançam rapidamente sobre a pele circunvizinha 
• A apresentação bolhosa confere gravidade ao processo, 
podendo evoluir com necrose e ulceração posterior - internação 
hospitalar 
• Staphylococcus aureus 
• Infecção cutânea que compromete uma parte maior dos tecidos 
moles, estendendo-se profundamente através da derme e 
tecido subcutâneo, pode se iniciar como erisipela 
• Lesão extremamente dolorosa e infiltrativa, com borda mal 
delimitadas que se estende ao tecido subcutâneo. Em alguns 
casos podem se formar bolhas ou necrose, resultando em 
extensas áreas de descolamento epidérmico e erosões 
superficiais 
• Erisipela desde que não tenha bolha pode tratar com: 
Cefalexina 500mg, VO, de 6/6h ou 1g, VO, 12/12h 
• Clindamicina 300mg de 6/6h ou 600mg de 8/8h 
• Pode desenvolver diarreia ou colite pseudomembranas 
• Cefuroxima 500mg de 12/12h 
• Ceftriaxone 2g 1x/d IV (Staphylo e Strepto) 
• Oxacilina de 4/4h IV (Staphylo e Strepto) 
• Quinolonas - Levofloxacino/Ciprofloxacino - não utilizar em 
idosos 
• Tempo de TTO: por 7 dias e reavaliar o paciente, podendo ir 
até 21 dias. 
 
Paciente do sexo feminino, 70 anos, branca, APOSENTADA, 
natural e procedente de Salvador, Bahia, RESIDENTE EM SÃO 
Paulo há 10 anos,TRAZIDA EM Unidade de Pronto Atendimento 
(UPA) PELO FILHO com queixas DESORIENTAÇÃO há 3 dias 
associada a tosse produtiva com expectoração amarelo 
esverdeado, além de febre alta (mensurada 39ºc) . relata ter 
apresentado quadro prévio de resfriado com cefaléia, dor de 
garganta e coriza há 8 dias e passou em ubs com indicação de 
tratamento com amoxacilina 500mg de 8/8h por 7 dias. Segundo 
o filho, paciente apresenta artralgia, é hipertensa há 20 anos e 
faz uso de Losartana. tabagista há 30 anos, 20 cigarros/dia.
Ao exame físico, mEG, desorientada em tempo e espaço, 
acianótica, descorada ++/4+, PA = 90x60mmHg, FC = 110bpm, 
FR: 28ipm e febril (39ºC). O exame de aparelho respiratório 
revelou expansibilidade diminuída na base de hemitórax direito, 
macicez à percussão
Os exames solicitados foram: Hemograma – Hb: 12,2 mg/dl 
(VR:12-16),  Ht: 36,1% (VR: 35-45), Leucócitos: 14500 (VR: 
4500-11000), Plaquetas: 350.000 (VR:150.000 – 450.000) e RX 
de tórax
1) Qual a principal suspeita diagnóstica?
2) Qual o principal agente etiológico dessa doença?
3) Qual o Score mais utilizado para auxiliar na decisão de 
tratamento ambulatorial ou internação dessa doença?
4) Quais as principais manifestações clínicas dessa doença?
5) Qual o tratamento para um paciente que apresenta sinais de 
PAC?
Paciente do sexo feminino, 76 anos, viúva, aposentada, 
procurou atendimento com queixa de dor lombar, calafrios, febre 
intermitente, disúria, polaciúria e náuseas há 4 dias. Apresentava 
dor lombar de forte intensidade e dor leve em abdome inferior, 
sem fatores de melhora ou piora, de caráter contínuo com 
irradação para fossa ilíaca esquerda.
História mórbida pregressa de infecção do trato urinário de 
repetição, nefrolitíase à esquerda, hidronefrose moderada à 
esquerda e leve à direita. Realizou litotripsia renal a laser 
aproximadamente há um mês. 
Antecedentes pessoais: Renal crônica não dialítica, DM tipo 2 e 
HAS
Ao exame físico se encontrava em estado geral regular, lúcida e 
orientada. Temperatura axilar: 38° C. PA:100 x 70 mmHg. FC: 95 
bpm. SAT O2 96% ar ambiente. FR: 18 irpm. Aparelho 
respiratório sem anormalidades. ABD: sem dor à palpação 
superficial ou profunda. Apresentava sinal de Giordano positivo 
bilateral. 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
ERISIPELA
ETIOLOGIA
CELULITE
TRATAMENTO
CASO CLÍNICO 1
CASO CLÍNICO 2
MEDICINA - 11º SEMESTRE GERIATRIA CAROLINA HENRIQUES
Para investigação foram solicitados exames laboratoriais : 
Hemograma: leucócitos: 11.320/ mm3 . Hb 10,6 g/dL. 
Plaquetas: 179 mil/mm3 . Urina 1: Leucocitúria. Hematúria. 
Proteinúria. Nitrito positivo. Urocultura: indicava presença de 
100.000 UFC de Klebsiella pneumoniae , esbl negativo, sensível 
a ceftriaxone, cefepime, piperacilina-tazobactam,meropenem e 
ertapenem
 a) a principal hipótese diagnóstica é pielonefrite aguda e O 
microrganismo mais comum nessa população é a escherichia 
coli podendo ser iniciado tratamento empírico ate o resultado da 
urocultura. De acordo com a urocultura , A escolha do 
tratamento para este caso clínico é o ceftriaxone 2g a cada 24h, 
por 7 dias
b) A principal hipótese diagnóstica é itu complicada com cistite 
e O microrganismo mais comum nessa população é o 
enterococcus faecalis , não podendo ser iniciado tratamento 
empírico ate o resultado da urocultura. De acordo com a 
urocultura , A escolha do tratamento para este caso clínico é o 
Ceftriaxone 1 g de 12/12h por 7 dias.
c) trata-se de bacteriúria assintomática em idosa de 76 anos 
com amostra de urocultura em 100.000ufc de klebsiella 
pneumoniae e sem indicação de tratamento 
d) Em se tratando da urocultura apresentada e levando em 
consideração á análise do antibiograma, é possível iniciar 
tratamento com ciprofloxacino 500mg de 12/12h por 7 dias
Paciente sexo masculino, 65 anos de idade, casado, trabalha 
como pedreiro procurou atendimento em ubs devido quadro de 
edema, dor, calor e eritema em região tibial de perna direita de 
início há 5 dias e há 1 dia evoluindo com bolhas, prejudicando 
sua deambulação. Há 7 dias relatou trauma no mesmo local 
após queda de tijolo.
 
AP: diabético, hipertenso e apresenta insuficiência venosa 
crônica.Tabagista há 25 anos de 10 maços/dia e etilista social
Sinais vitais: febre de 37,8°c, fc:110, pa: 150x100, dextro: 250, 
saturação 96%, dor de intensidade 7/10
Ao exame físico de membros inferiores apresentava com edema 
importante com acometimento em toda região tibial e panturrilha 
direita associado a bolhas e com saída de secreção purulenta
1. Qual hipótese diagnóstica e qual o diagnóstico diferencial?
2. Quais exames devem ser solicitados para a investigação?
3. De acordo com a etiologia do quadro, quais possibilidades 
terapêuticas seriam indicadas?
4. Em relação ao quadro clínico apresentado, o paciente em 
questão deverá realizar o tratamento ambulatorial ou 
hospitalar? justifique
1. Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC). É uma infecção 
do trato respiratório causada por agentes adquiridos na 
comunidade ou com surgimento de 48h apos a internação 
hospitalar. Pacientes que estiveram hospitalizados por outras 
razões durante menos de 48h antes do surgimento de 
sintomas respiratórios também entram nessa categoria.
2. Streptococcus pneumoniae, 12 a 85% dos casos. Produz 
pneumolisina e enzimas implicadas na destruição celular e 
possuem capsula que dificulta a fagocitose e ação de 
macrófagos de defesa.
3. CURB-65. C = confusão mental; U = ureia > 50mg/dP.; R = 
frequência respiratória > 30 ciclos/min; B = pressão arterial 
sistólica < 90 mmHg ou diastólica < 60 mmHg); Idade > 65 
anos.
4. Paciente com pneumonia, geralmente, apresentam inicio 
agudo ou subagudo de febre, tosse com ou sem 
expectoração e dispneia. Outros sintomas em comum, como 
dor torácica, dor pleurítica e escarro com hemoptoicos, além 
de sintomas inespecíficos como mialgias, fadiga e anorexia, 
podem estar presentes. Os achados em exame físico como 
taquipneia, taquicardia, hipotensão, crepitações localizadas 
e sinais sugestivos de consolidação pulmonar, que se 
manifesta por diminuição da expansibilidade torácica, 
podem ser encontrados. Além do aumento do frêmito vocal, 
maciez à percussão, redução do som vesicular, presença de 
sopro brônquico.
5. O tratamento antibiótico inicial é definido de forma empírica 
devido à impossibilidade de se obterem resultados 
microbiológicos logo após o diagnóstico da PAC, o que 
permitiria escolher antibióticos dirigidos a agentes 
específicos.

CASO CLÍNICO 3
RESPOSTA CASO CLÍNICO 1
MEDICINA - 11º SEMESTRE GERIATRIA CAROLINA HENRIQUES
GERIATRIA 
AULA 1
 
• Segundo a ONU: A população total atual corresponde á 8 
bilhões de pessoas no mundo com 1,1 bilhão de idosos de 60 
anos ou mais
• Em 2020, 30 milhões de brasileiros tem 60 anos ou mais 
correspondendo a 14% da população brasileira
• Em 2030 superará crianças e adolescents em 2,28 milhões
• Em 2050 representará 30% da população brasileira
• Globalmente o número de pessoas >80 anos deverá triplicar 
em 2050 passando de 137 milhões em 2017 para 425 milhões 
em 2050
• NO BRASIL: 
• Segundo dados do IBGE, a população total no Brasil em 
2022 corresponde a 214 milhões de pessoas com a 
população de idosos (>65 anos) em 10,4% do total e 
estima-se um aumento dessa população para 25% em 
2060.
• A população de idosos > 80 anos era de 153 mil em 1950 e 
passou para 4,4 milhões em 2020 com estimativas de 28,2 
milhões em 2100 
• ÍNDICE DE ENVELHECIMENTO: 
• Conceito: Número de pessoas de 60 anos ou mais para cada 
100 pessoas menores de 15 anos de idade, na população 
residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado. 
• Interpretação : 
• Razão entre os componentes etários extremos da 
população, representados por idosos e jovens. Valores 
elevados desse índice indicam que a transição 
demográfica encontra-se em estágio avançado.
• Atual: relação entre a razão de idosos e jovens era de 
43,9% (2018) e aumentará para 173,4% (2060) 
• Ajuda a avaliar a Expectativa de vida 
• EXPECTATIVA DE VIDA: 
• No mundo: 77,2 anos de idade com EUA em média de 80 
anos
• 69,8 anos para homens e 74,9 anos para mulheres
• No Brasil dados do IBGE 2022: média de 77 anos de idade 
com a média para mulheres de 80,5 anos, enquanto para 
os homens é de 73,6 anos
• A expectativa de vida relaciona-se á qualidade de vida 
como saúde, questões socioeconômicas, educação, 
saneamento, assistência social, segurança do trabalho, 
ìndices de violência 
• Segundo a Organização Mundial da Saúde, define 
Enve lhec imento Saudáve l como “o p rocesso de 
desenvolvimento e manutenção da capacidade funcional que 
permite o bem estar na idade avançada”.
• Capacidade funcional é definida como a interação entre os 
recursos físicos e mentais do próprio indivíduo e os ambientes 
em que ele está inserido para realização de atividades 
consideradas importantes para sua sobrevivência. Isso faz 
diferença na qualidade de vida do idoso
• ENVELHECIMENTO: 
• Envelhecimento e Longevidade são dois conceitos 
correlacionados, mas que tem acepções diferentes. 
• Segundo o dicionário Houaiss: 
• Longevidade (substant ivo feminino) s ignifica: 
característica ou qualidade de longevo; duração da vida 
mais longa que o comum;
• Envelhecimento (substantivo masculino) significa: ato ou 
efeito de envelhecer; ato ou efeito de tornar-se velho, 
mais velho, ou de aparentar velhice ou antiguidade.
• O Envelhecimento é caracterizado pelas modificações 
qualitativas e quantitativas do sistema imune e esse 
fenômeno é conhecido como Imunossenescência
• A Imunossenescência é a desregulação das citocinas 
proporcionando um aumento das citocinas pró-
inflamatórias e redução das citocinas anti-inflamatórias, 
desencadeando uma resposta inflamatória de baixo grau e 
conta com níveis elevados de citocinas como INF alfa, PCR 
e IL 6 
• Em um nível biológico, o envelhecimento resulta do 
impacto da acumulação de uma grande variedade de danos 
moleculares e celulares ao longo do tempo, levando a 
diminuição gradual da capacidade física e mental, um 
risco crescente de doenças e, em última instância, à morte. 
• Além das mudanças biológicas, o envelhecimento também 
está associado a outras transições de vida, como a 
aposentadoria, a mudança para uma moradia mais 
apropriada e a morte de amigos e parceiros. 
• As oportunidades trazidas ao longo dessas mudanças 
apresentam uma contribuição a nível social e de saúde, 
não só para as pessoas idosas e suas famílias, mas também 
para a sociedade como um todo. 
• Anos de vida adicionais fornecem a possibilidade de buscar 
novas atividades, tais como mais educação, uma nova 
carreira ou viver uma longa paixão negligenciada
• No entanto, a extensão dessasoportunidades e dessas 
contribuições dependem muito de um fator: a Saúde. 
• LONGEVIDADE: 
• Hábitos para alcançar a longevidade com saúde:
• 1) Gerenciar o Stress: atividade física regular, dormir 
regularmente, criar um hobby (meditação, organização 
financeira), terapia 
• 2) Ter atividades de lazer: ler, pintar, assitir filmes, 
artesanatos, atividade física, ouvir músicas, viajar em 
grupos, exercitar a mente com jogos que estimulam o 
raciocínio, tocar algum instrumento musical 
• 3) Evitar automedicação
• 4) Realizar uma alimentação adequada: vitaminas 
antioxidantes, os carotenoides (tons vermelhos e laranjas) 
e composto fenólicos (frutas cítricas) e as fibras 
alimentares
• 5) Evitar o sedentarismo 
• 6) Cessar tabagismo e ingesta de bebidas alcoólicas 
• 7) Prevenção da saúde com vacinação e exames de 
rotina 
• Vacina Herpes zoster > 50a 
• Após Herpes zoster: 1 ano depois do último episódio
SAÚDE DO IDOSO
POPULAÇÃO DE IDOSOS
ENVELHECIMENTO E LONGEVIDADE
MEDICINA - 11º SEMESTRE GERIATRIA CAROLINA HENRIQUES
• COVID, H1N1, Pneumo 23 (2 doses - 1 agora e outra 
com 5 anos), Menino C (2 doses), dupla adulto, 
Hepatite B
• Pode ser realizada apenas com o paciente caso não apresente 
alguma alteração cognitiva que comprometa a avaliação
• Em caso da presença de um acompanhante, realizar a coleta 
da historia clínica primeiramente com o paciente e em seguida 
complementar com o familiar presente
• Comunicação de forma clara e pausada. Chamar o paciente 
pelo nome ou da maneira que ele se sentir a vontade
• Atentar para pacientes com déficits visuais e auditivos
• Durante a coleta da anamnese,quando o paciente fala, manter 
o campo de visão direcionado para ele e sem interrupções.
• Direcionar de forma calma e confortável os questionamentos 
da anamneses clínica
• Confiabilidade da história: avaliar verocidade dos fatos- análise 
do status mental
• Queixas principais e história da doença atual: os pacientes 
idosos relatam múltiplas queixas
• Desenhar cronologicamente os fatos da história da doença 
atual
• Atividade de vida básica do paciente
• Pontuação 6: independência
• Pontuação 4: dependência parcial (requer ou não auxílio)
• Pontuação <2: necessidade de assistência indicando 
dependência importante
• Pontuação total de 28, incluindo escala de equilíbrio e marcha
• < 19 pontos: indica risco 5 x maior de quedas
• Quanto menor a pontuação, maior o risco de quedas
• AVALIAÇÃO DA MARCHA 
• Muito utilizadas em Cuidados paliativos
• Escala de Karnofsky avalia a capacidade física e 
autossuficiência 
• Escala de ECOG avalia como a doença afeta as habilidades 
de vida diária do paciente 
ANAMNESE E EXAME FÍSICO
ÍNDICE DE KATZ MODIFICADO
ÍNDICE DE TINETTI
ESCALAS DE PERFORMANCE
MEDICINA - 11º SEMESTRE GERIATRIA CAROLINA HENRIQUES
• Sinais vitais: FC, PA, Temperatura (mais baixa que o normal) e 
FR, peso e altura
• Cabeça e pescoço: avaliar deformidade da cabeça, perda de 
cabelo e surgimento de fios grisalhos, palpação das artérias 
temporais, pele da face (enrugada e frouxa, perda de turgor e 
palidez), lentigos, ceratose seborréica, ceratose actínica, 
dermatite seborréica e carcinomas, as pálpebras podem 
abaular ou se tornarem flácidas, simulando ptose, os pêlos das 
sobrancelhas se tornam mais finos. Quanto aos olhos, 
perguntar sobre uso de óculos, se há perda visual, borramento 
da visão. Avaliar ouvidos, se perda auditiva (sussurros). 
Inspeção da boca: avaliar dentição, se uso de dentaduras ou 
prótese dentária, avaliar a mucosa jugal. Palpação de nódulos 
submandibulares, retroauriculares e no pescoço. Realizar 
ausculta de carótidas.
• Exame do Tórax: Avaliar cifose, lesões de pele, deformidade 
do tórax, presença de mamas (homens). Realizar ausculta 
pulmonar a procura de patologias, presença de pêlos, cor dos 
pêlos
• Exame cardiovascular: Avaliar mediante ausculta cardíaca a 
procura de sopros (2 bulha quase não encontrada e presença 
de 4 bulha evidência de patologias cardíacas), comumente 
encontrado em idosos acima dos 80 anos indicando patologia 
valvular e disfunção cardíaca. Bulhas são hipofonéticas
• Exame do abdome: Avaliar tônus da pele, avaliação na 
palpação dos conteúdos viscerais e deformidades na 
musculatura, procurar por cicatrizes cirúrgicas, hernias 
umbilicais, diástese abdominal, massas, vasos.
• Exame geniturinário: avaliar incontinência urinária, prolapso 
uterino, realizar palpação infra-abdominal para avaliação de 
ovários e útero, toque retal para avaliação de próstata.
• Exame musculoesquelético: inspeção dos pés procurando 
por deformidades, avaliar punhos, dedos e articulações, palpar 
pulsos periféricos e pedioso, avaliar tônus muscular.
• Exame neurológico: Teste de força e reflexos, avaliar 
sensibilidade do tato, teste da marcha (avaliar se levanta da 
cama sem auxílio, se caminha normalmente, se consegue ficar 
em pé com os dois pés juntos e com os olhos abertos e 
depois fechados, suportando o peso corporal sobre os 
calcanhares e depois sobre os dedos dos pés), teste index-
index, avaliação ocular motora.
• HAS, DM E ATEROSCLEROSE 
• PECULIARIDADES DO IDOSO: 
• Aplicação da avaliação geriátrica ampla (AGA): avalia 
capacidade física, mental, social e condições médicas
• Funcionalidade avaliada pelas escalas de atividades de vida 
diária
• Expectativa de vida
• História medicamentosa e possível polifarmácia
• ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO CARDIOVASCULAR: 
• Aplicação do Score de Framinghan
• Critérios para classificação de alto risco cardiovascular: 
• Doença a te rosc le ró t i ca a r te r i a l co rona r i ana , 
cerebrovascular ou obstrutiva periférica
• Procedimentos de Revasc. Arterial
• DM 1 e 2
• DRC
• Hipercolesterolemia familiar
• * Presença de 1 ou mais fatores
• METAS LIPÍDICAS: 
• Alto risco: LDL < 70 ou redução de mais de 50%
• Intermediário: LDL < 100 ou redução de 30 a 50%
• Baixo risco: meta individualizada ou redução de 30%
• Controle com Estatinas, avaliar mudança de estilo de 
vida
• METAS TERAPÊUTICAS PARA CONTROLE DA HAS: 
• Idosos < 80 anos -- <140x90 mmHg
• Idosos > 80 anos com cognição e funcionalidade 
preservadas -- < 150x90mmHg
• Idosos frágeis, com varias comorbidades e expectativa de 
vida limitada – decisão terapêutica individualizada
• 60-79 anos: 135x85mmHg
• TERAPIA FARMACOLÓGICA PARA HAS: 
• Diuréticos tiazídicos --- Preferir em: ICC, osteoporose, 
hipertensão sistólica isolada; Evitar em: InconBnencia urinaria, 
prostaBsmo, gota 
• IECA e antagonistas de Ag II ---- Preferir em ICC, IAM ou 
AVC prévios, DM, nefropaBa, hipertrofia de VE; Evitar em: IRC 
grave, estenose de artéria renal 
• Antagonistas de canal de cálcio – Preferir em: Inf. Arte. 
Periférica, Ins. Coronariana sintomáBca; Evitar em ICC (exceto 
anlodipino) 
• Betabloqueadores – Preferir em: ICC, taquiarriBia, Ins, 
coronariana, migrânea, tremor essencial, hiperBroidismo; Evitar 
em: Bradiarritmia, broncoespasmo, Insf. Arte. Periferica 
• Alfabloqueadores – Preferir em ProstaBmo; Evitar em 
Hipotensão ortostáBca 
EXAME FÍSICO
Lentigos Ceratose Seborréica
Ceratose Actínica Dermatite Seborréica
DISTÚRBIOS CARDIOMETABÓLICOS
MEDICINA - 11º SEMESTRE GERIATRIA CAROLINA HENRIQUES
• METAS GLICÊMICAS: 
• Idoso saudável e sem comorbidades 
• Pré- Prandial: 90-130 ao deitar: 90-150 
• Hb glic < 7,5%
• Comorbidades e comprometimento cognitivo e funcional 
leve a moderado 
• Pré- prandial: 90-150 ao deitar: 100-180 
• Hb glic < 8,0%
• Comorbidades graves com comprometimento funcional 
cognitivo e expectativa de vida limitada
• Pré- prandial: 100 -180 ao deitar: 110-200 
• Hb glic: < 8,5%
• TERAPIA FARMACOLÓGICA PARA DM: 
• Biguanidas – Metformina --- efeitos gastrintestinais, 
deficiência de VB12
• Sulfonilureias de 2 geração – Glicazida, Glibenclamida 
--hipoglicemia, ganho de peso, possível aumento de 
evento CV
• Meglitinidas – Repaglinida --hipoglicemia e ganho depeso
• Tiazolidinedionas – Pioglitazona, Rosiglitazona -- ganho 
de peso, edema, ICC, fraturas osseas
• Inibidores de DDP4 – Sitagliptina – relatos ocasionais de 
urticaria, edema, casos de pancreatite
• TERAPIA NÃO FARMACOLÓGICA: 
• Controle de peso
• Atividade física regular – exercícios de Resistência de 
aeróbicos
• Redução da ingesta de sal, açucares, álcool, gorduras
• Dieta rica em vegetais
• Cessação do tabagismo

MEDICINA - 11º SEMESTRE GERIATRIA CAROLINA HENRIQUES
GERIATRIA 
AULA 2
 
• As Sd. Demenciais são caracterizadas pelo declínio cognitivo 
persistente que interfere na capacidade funcional do 
paciente (desempenho profissional ou social) 
• Observa-se um declínio cognitivo em relação ao nível prévio 
que decorre do comprometimento de pelo menos uma ou mais 
funções cognitivas ou do comportamento: 
• Memória 
• Linguagem 
• Função executiva 
• Aprendizagem 
• Atenção 
• Capacidade de abstração 
• Nas demências vasculares a função executiva se altera 
primeiro do que a memória 
• História clínica detalhada com o objetivo de identificar a 
cronologia e a velocidade das perdas cognitivas e funcional 
do paciente, bem como afastar possíveis diagnósticos 
diferenciais (causas orgânicas: hipotireoidismo, anemia 
crônica…) 
• Testes de rastreio ajudam avaliar qual função cognitiva está 
mais comprometida e para acompanhar a evolução do quadro - 
não fazem diagnóstico, apenas ajudam a ver os graus de 
comprometimento ao longo do tempo 
• Principais testes de rastreio: os testes se complementam 
entre si 
• MEEM: ver funções executivas, memória só de evocação 
e imediata, atenção, foco, linguagem 
• 20 pontos para analfabeto 
• 25 pontos para pessoas com escolaridade de 1 a 4 
anos 
• 26,4 pontos para 5 a 8 anos 
• 28 pontos para aqueles com 9 a 11 anos 
• 29 pontos para mais de 11 anos 
• MOCA: 
• Pontua até 30 pontos 
• Teste do desenho do relógio: 
• As disfunções executivas podem preceder as 
alterações da memória na demência 
• Bom para avaliar demência vascular 
• Teste de fluência verbal 
• Escala de avaliação de funcionalidade: 
• Escala de Lawtow (AIVD) 
• Escala de Katz (ABVD) avalia as funções mais básicas 
• KPS para todo paciente na clínica geral 
• ECOG paciente oncológico 
• Outras: PFEFFER, FAST, ECOG, KARNOFSKY, ETC. 
 
• Exames de imagem: TC ou RNM de crânio 
• Descartar causas irreversíveis (TU SNC maligno ou benigno, 
efeito de massa, hidrocefalia de pressão normal, HSA 
crônico) 
• Exames laboratoriais: descartar outras causas, para corrigindo 
e continuar com quadro cognitivo pensar em demência 
• Hemograma completo 
• Creatinina/ UR 
• Enzimas hepáticas 
• TSH e T4 livre 
• Glicemia 
• Vit. B12 
• Cálcio sérico (alteração neurológica) 
• Sorologia (sífilis e HIV) 
• Comprometimento cognitivo subjetivo 
• Comprometimento cognitivo leve 
• Depressão (Pseudodemência) - tem fator desencadeante no 
idoso (luto…) 
• Delirium (agudo) 
• DEMÊNCIA NA DOENÇA DE ALZHEIMER: 
• Causa mais frequente de demência (80% dos casos após os 
65a) 
• 7ª causa de morte nos EUA 
• É uma doença degenerativa, sem fator etiológico 
determinado, 1ª causa degenerativa 
• Principais características: 
• Perda de memória com início insidioso, progressão 
gradual e perda de fluência das palavras 
• Prejuízo no aprendizado e na retenção de informações 
recentes 
• Principais achados anatomopatológicos são as placas 
amiloides (depósitos insolúveis de proteína ß-amiloide) e os 
emaranhados neurofibrilares, constituídos por proteína Tau 
fosforilada 
• O acúmulo destas proteínas causa danos oxidativos e 
inflamatórios, que por sua vez levam à falta de energia e 
disfunção sináptica 
• As alterações mais precoces ocorrem em estruturas do 
sistema límbico, em especial o hipocampo (recebe e 
armazena memória recente) 
• RNM com atrofia hipocampo 
• Atrofia generalizada, mais acentuada dos lobos temporal e 
parietal 
 
 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
PRINCIPAIS SÍNDROMES DEMENCIAIS
DIAGNÓSTICO
EXAMES COMPLEMENTARES
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
PRINCIPAIS CAUSAS DE DEMÊNCIA
MEDICINA - 11º SEMESTRE GERIATRIA CAROLINA HENRIQUES
• DEMÊNCIA VASCULAR: 
• Principais características: 
• 2ª causa de demência na população idosa 
• Início e evolução: insidioso e contínuo / agudo com 
progressão gradual em degraus 
• Principais causas: HAS, DM, dislipidemia, as mesmas 
alterações que atingem outros sistemas atingindo o 
SNC 
• Difere de um AVC, a demência é: 
• Acometimento vascular de pequenas arteriolas - gradual 
progressiva 
• O quadro clínico depende do número de lesões 
• O que difere do Alzheimer: Alterações da marcha (apraxia) 
desde o início da demência - e incontinência urinária 
podem ocorrer em fases iniciais da doença 
• Sinais e sintomas de paralisia pseudobulbar (disfagia, 
disartria e labilidade emocional) também são característicos 
• Flutuações cognitivas, piora noturna e apatia são comuns, 
perda de funcionalidades, não possuem déficits de 
memórias, mas sim em relação à função executiva 
• RNM: áreas de micro infarto e leucoaraiose (imagem com 
setes) abaixo imagem de AVC (4 imagens juntas) e as 3 
últimas imagens (substância branca, bilateral, sempre 
levando a uma atrofia cortical - padrão de D. Vascular) 
 
 
• DEMÊNCIA MISTA: 
• Alzheimer potencializado por danos vasculares 
• Paciente com demência vascular e com as isquemias 
desenvolve características de Alzheimer 
• Perda de memória e perda executiva 
• DEMÊNCIA COM CORPOS DE LEWY (DCL): 
• Principais características: 
• 2ª causa de demência degenerativa em idosos 
• Etiologia desconhecida 
• Presença dos corpos de Lewy 
• Inclusões intracitoplasmáticas eosinofílicas chamadas 
corpos de Lewy, que contém alfa-sinucleíma agregada, 
nas camadas cort icais profundas do cérebro, 
especialmente nos lobos frontais e temporais anteriores, 
giro cinzelado e ínsula 
• Principais caraterísticas clínicas: 
• Quadro demencial progressivo, com déficits atenciosas, 
visões espaciais e de funções executivas 
• Flutuação dos sintomas cognitivos com variação 
intensa na atenção e alerta 
• Alucinações visuais recorrentes, geralmente 
detalhadas e vívidas 
• Parkinsonismo - rigidez com tremores finos 
• Outras características clínicas comuns: 
• Quedas repetidas 
• Síncope 
• Distúrbios do sono REM (presente em 85% dos 
pacientes) 
• Delírios 
• Depressão 
• Sens ib i l idade ao neuro lép t ico - p io ra do 
Parkinsonismo 
• Sintomas cognitivos precedem os sintomas 
motores em cerca de 12 meses. (Diferença da 
demência relacionada à Doença de Parkinson - 
primeiro tem Parkinson depois podem desenvolver 
quadro demencial) 
• DEMÊNCIA FRONTOTEMPORAL (DOENÇA DE PICK): 
• Principais características: 
• 3ª causa mais comum de demência degenerativa 
• Início precoce: geralmente antes dos 65 anos com curso 
rápido 
• Alteração do comportamento ou personalidade 
(apatia, hipersexualidade, mexer com pessoas, 
comportamento com gestos com a boca, hiperfagia, com 
ausência de crítica) 
• Há dificuldade em planejamento e capacidade de 
julgamento 
 
 
MEDICINA - 11º SEMESTRE GERIATRIA CAROLINA HENRIQUES
 
• Inibidores da acetilcolinesterase: degrada acetilcolina, 
inibindo a enzima, sobra mais enzima para melhorar o impulso 
entre um neurônio e outro, para melhorar uma consequência 
na demência, não age na causa 
• Memantina: para demência moderada/grave, modulador de 
receptor de glutamato 
TRATAMENTO

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