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Professora: Lucineide Santana Personalidade “Personalidade” vem da palavra latina Persona, que se refere máscara utilizada pelos atores em uma peça. É fácil perceber como persona passou a referir á aparência externa, a face pública que mostramos aos que nos rodeiam, bem como aspectos internos. Portanto, baseados na sua derivação, podemos concluir que a personalidade diz respeito ás nossas características externas e visíveis, aqueles nossos aspectos que os outros podem ver; seria então, definida em termos da impressão que provocamos nas pessoas, isto é, aquilo que aparentamos ser e/ou aquilo que não mostramos mas que faz parte da nossa essência. A personalidade pode ser definida como o conjunto de características que determinam os padrões pessoais e sociais de uma pessoa, sua formação é um processo gradual, complexo e único a cada indivíduo. No senso comum o termo personalidade é usado para descrever características marcantes de uma pessoa, como “essa pessoa é extrovertida ou aquela menina é tímida” e etc, porém o conceito de personalidade está relacionado as mudanças de habilidades, atitudes, crenças, emoções, desejos, e ao modo constante e particular do indivíduo perceber, pensar, sentir e agir, além da interferência de fatores culturais e sociais nessas características. Professora: Lucineide Santana ou seja, aqueles comportamentos que na faculdade aprendemos como sendo reflexos inatos por exemplo, correspondem, aos comportamentos selecionados no nível denominado como filogenético, pois são compreendidos como selecionados pelo ambiente ao longo da evolução da espécie, afim de garantir a sobrevivência da mesma. História Evolutiva da Espécie ( herdado através de Genes). Correspondem aos comportamentos específicos de cada indivíduo ou organismo, enquanto inseridos em uma determinada espécie e uma determinada cultura. Aprendizados de cada indivíduo a partir de sua concepção. CULTURAL, compreende aos comportamentos de indivíduos enquanto grupos praticantes e construtores de uma determinada cultura, práticas culturais que são selecionadas por suas consequências. Particularidade da cultura onde o indivíduo está inserido. Professora: Lucineide Santana Teoria Analítica-Comportamental Bhurrus F. Skinner Um dos conceitos trazidos por Skinner no Behaviorismo Radical é o reforço, podendo ser explicado por aquele determinado evento que acontece e fortalece um comportamento. (Schmaltz, 2005). Outro conceito de Skinner é o comportamento operante, classificado “como aquele comportamento que produz modificações no ambiente e é afetado por elas.” (Moreira & Medeiros, 2007). Existem dois tipos de reforçadores: o positivo, o qual modifica o ambiente sempre acompanhado pela adição de um estímulo e o negativo que também interfere na probabilidade de uma ocorrência futura. (Moreira & Medeiros, 2007). A compreensão de personalidade pode ser dada pela forma que o comportamento do indivíduo é aprendido, ou seja, a maneira que os aspectos ambientais o influenciam. As contingências irão determinar como esse indivíduo agirá. “O organismo e ambiente estão sempre interagindo, isto é, não há organismo sem um ambiente e um ambiente sem organismo”. (Schmaltz, 2005) Caixa de Skinner. “O condicionamento operante molda o comportamento como um escultor molda um pedaço de argila.” Para Skinner a personalidade: Padrão de comportamentos que foram reforçados, ou um conjunto de comportamentos operantes. Skinner (1953/2003), por sua vez, menciona que o “eu” parece ser “simplesmente um artifício para representar um sistema de respostas funcionalmente unificado”. (p. 312). Ou seja, determinados padrões de respostas podem se organizar em torno de um dado estímulo discriminativo para obter o mesmo reforço. Skinner utiliza os termos “eu” e “personalidade” basicamente como sinônimos. Isto fica claro quando ele propõe que “um eu ou uma personalidade é, na melhor das hipóteses, um repertório de comportamento partilhado por um conjunto organizado de contingências”. (Skinner, 1974/2006, p. 130). Lundin (1977, p. 8) sugere que a personalidade seria a “organização do equipamento singular de comportamento que um indivíduo adquiriu através de condições especiais de seu desenvolvimento”. Um bom parâmetro para abordar a personalidade dentro da Análise do Comportamento é verificar se os termos que se referem a ela são passíveis de definição operacional, ou seja, se podem ser submetidos a operações experimentais que não incluem entidades metafísicas (Lundin, 1977). É fundamental mencionar que, em última análise, o termo personalidade, enquanto um comportamento verbal, está sujeito aos mesmos princípios que controlam quaisquer outros comportamentos. Beck A personalidade, segundo Aaron Beck, pode ser dada pelos processos cognitivos e afetivos, que estão relacionados com as crenças que cada indivíduo possui. Essas crenças são responsáveis por gerar o comportamento. (Rocha, 2013). Beck postulou alguns conceitos muito importantes para o entendimento de sua teoria cognitiva, entre eles, a tríade cognitiva. Nessa teoria, Beck acreditava que as pessoas desenvolviam visões negativas sobre: si, o mundo e seu futuro. (Revista Brasileira de Psiquiatria, 2008) Os pensamentos automáticos é um dos conceitos de Beck, onde acreditava-se que os pensamentos que ocorrem de maneira espontânea e de modo rápido são uma interpretação imediata de qualquer situação. (Revista Brasileira de Psiquiatria, 2008). Teoria cognitivo comportamental - personalidade MODELO COGNITIVO-COMPORTAMENTAL. Professora: Lucineide Santana Terapia do esquema é um modelo de psicoterapia cognitiva desenvolvida por Jeffrey Young focalizado no tratamento de diversos transtornos de personalidade. A terapia do esquema tem por objetivo mudar a forma de encarar, interpretar e reagir aos estímulos, que ele chama de esquema. Segundo ele, os Esquemas Iniciais Desadaptativos são estabelecidos na infância a partir da relação da criança com os cuidadores e por terem sido eficazes em algumas situações são interpretados como eficazes em diversas outras situações persistindo até a idade adulta. https://pt.wikipedia.org/wiki/Psicoterapia https://pt.wikipedia.org/wiki/Terapia_cognitivo-comportamental https://pt.wikipedia.org/wiki/Jeffrey_Young https://pt.wikipedia.org/wiki/Jeffrey_Young https://pt.wikipedia.org/wiki/Transtorno_de_personalidade A Terapia Cognitiva e Comportamental considera que os pensamentos conscientes estão vinculados às emoções e comportamentos. Esses pensamentos podem ser classificados em reflexivos e automáticos. Os reflexivos são mais lentos, profundos e demandam esforço mental. Os automáticos são mais rápidos e surgem espontaneamente, de acordo com cada situação. Por estarem associados a um raciocínio superficial, estes últimos tem chance maior de apresentar erros de lógica. Denominados Pensamentos Automáticos Disfuncionais, eles são processados por Distorções Cognitivas de lógica e resultam geralmente em sofrimento emocional ou prejuízo comportamental. As distorções freqüentemente encontradas na Terapia Cognitivo-Comportamental são: Personalização: Assumir-se como responsável por alguma situação externa quando na verdade são outros os fatores responsáveis. Considerar-se fundamentalmente responsável por eventos que não dão certo, mesmo se estando além do seu controle. O desempenho negativo também resultaria em um aumento da atenção sobre si. Exemplos “Sou o responsável por meu partido ter perdido”; “Ele está distante, devo ter feito algo de errado”; PENSAMENTO DICOTÔMICO OU POLARIZAÇÃO: Perceber as experiências pessoais em apenas duas categorias extremas e excludentes. Perceber as situações em termos absolutos- Branco ou preto oito ou oitenta. Perfeito ou totalmente inválido. Tudo ou nada. Exemplos “Meu desempenho não foi perfeito, devo ser um fracasso total”; ADIVINHAÇÃO DO FUTURO OU PROFECIA AUTO-REALIZANTE Definição: Prever como certo um evento negativo projetado no futuro, sem evidências concretas que o justifiquem. O indivíduo comporta-se e reage como se sua expectativa negativa sobre o futuro já fosse um fato estabelecido da realidade. Exemplos Quando virem que jogo mal, todos rirão de mim”; “Ninguém vai dar atenção para mim na festa”; INFERÊNCIA ARBITRÁRIA OU LEITURA MENTAL Definição: Chegar a uma conclusão sem evidências adequadas. Pensar sem evidências, que sabe o que os outros estão pensando, desconsiderando outras hipóteses também possíveis. Exemplos “Ela não gosta mais de mim”; “Ele não gostou de meu projeto”; ABSTRAÇÃO SELETIVA, FILTRO MENTAL OU VISÃO EM TÚNEL. Definição: Um aspecto de uma situação complexa é foco da atenção, enquanto outros aspectos relevantes da situação são ignorados. Considerar válidos para uma conclusão apenas a parcela negativa dos dados, que é realçada e lidar então exclusivamente com ela. Independente da proporção e importância relativa das mesmas. Exemplos “Ela não é uma boa filha, pois não lava a louça depois do jantar”; “Ele não gosta de mim, porque não quer me levar ao cinema”; “Aquela nota cinco arruinou meu currículo”; Professora: Lucineide Santana DESCONSIDERAÇÃO DOS ELEMENTOS POSITIVOS Definição: A pessoa rejeita as informações positivas sobre si mesma ou uma situação. Exemplos “Isso não quer dizer nada, todas as mães fazem o mesmo”; “Não fiz nada de mais, todos os outros também conseguiram notas boas”; “Fui convidado só porque ela teve pena de mim”; RACIOCÍNIO EMOCIONAL OU EMOCIONALIZAÇÃO Definição: Presumir que sentimentos são fatos. Pensar que algo é verdadeiro porque tem uma emoção muito forte a respeito. A pessoa assume que as emoções negativas necessariamente refletem as coisas como elas são. Exemplos “Estou com muito medo, por isso deve ser realmente perigoso”; “Estou sem esperança, o meu relacionamento não deve ter saída”; “Não consigo relaxar os nervos, eles não vão gostar do meu discurso”; “Algo terrível está para acontecer”; MAGNIFICAÇÃO E MINIMIZAÇÃO Definição: Características e experiências negativas são maximizadas enquanto as positivas são minimizadas. Supervalorizar ou desvalorizar a importância de um atributo pessoal, evento ou uma possibilidade futura. Se algo puder dar errado é o que fatalmente vai acontecer. Exemplos “As dificuldades para conseguir um novo emprego são insuperáveis”; “Se eu não tiver alguém a minha vida vai ficar sem sentido” “Essa tosse seca significa que estou morrendo de pneumonia”; “Para que algo ter valor meus pais precisam aprovar”; “Um drink a mais não vai me fazer mal algum”; Professora: Lucineide Santana CATASTROFIZAÇÃO Definição: Acreditar que o que ocorreu ou que pode acontecer será terrível, intolerável ou insuportável. Exemplos “Perder o emprego será o fim de minha carreira”; “Eu não suportarei a separação de minha mulher”; “Devido ao meu problema de insônia a minha saúde está seriamente comprometida”; “Se eu perder o controle será o meu fim”; Professora: Lucineide Santana