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Técnico em Enfermagem Módulo II FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM Alimentação do Paciente Método para alimentar o paciente acamado, capaz de alimentar-se sozinho: Verificar se a dieta está de acordo a prescrição médica; Auxiliar o paciente a sentar-se; Colocar a bandeja sobre a mesa de refeição; Colocar o prato, copos e talheres ao seu alcance, cortar carnes, pães se for necessário; Se o paciente recusar a refeição ou deixar de comer alimentos adequados à sua dieta, persuadi-lo, explicando-lhe o valor dos mesmos; Terminada a refeição, retirar a bandeja e oferecer materiais para higiene oral e lavagem das mãos; Deixar o paciente confortável; Registrar alterações observadas. Alimentação do Paciente Método para alimentar o paciente acamado, incapaz de alimentar-se sozinho: Verificar se a dieta está de acordo com a prescrição; Colocar o paciente em posição de fowler, se não houver contraindicações; Colocar a bandeja sobre a mesa de refeição; Servir pequenas porções do alimento de cada vez, com cuidado e paciência, estimulando o paciente a aceitar toda a refeição; Se o paciente estiver impossibilitado de ver e descrever os alimentos antes de começar a alimentá-lo; Limpar a boca do paciente, sempre que necessário; Terminada a refeição, oferecer-lhe água; Remover a bandeja; Alimentação do Paciente Método para alimentar o paciente acamado, incapaz de alimentar-se sozinho: Realizar a higiene oral do paciente, deixá-lo confortável e a unidade em ordem; Realizar anotação: hora da alimentação, tipo de dieta, reações do paciente e alterações observadas. Atenção - Evitar interromper a alimentação do paciente para qualquer outro cuidado. Os alimentos quentes devem ser servidos quentes e frios, servidos frios, os alimentos devem estar adequados às condições de mastigação do paciente. Alimentação do Paciente Nutrição Enteral A nutrição enteral consiste na administração de nutrientes por meio de sondas nasogástrica - introduzida pelo nariz, com posicionamento no estômago - ou transpilórica (nasoenteral), introduzida pelo nariz, com posicionamento no duodeno ou jejuno, ou através de gastrostomia ou jejunostomia. Desde que a função do trato gastrintestinal esteja preservada, a nutrição enteral (NE) é indicada nos casos em que o paciente esteja impossibilitado de alimentar-se espontaneamente através de refeições normais. Alimentação do Paciente Nutrição Enteral A nutrição enteral é indicada para casos específicos como: Paciente subnutrido Anorexia nervosa Doença inflamatória intestinal AVC Neoplasia do esôfago Alimentação do Paciente Nutrição Enteral Gastrostomia - abertura cirúrgica do estômago, para introdução de uma sonda com a finalidade de alimentar, hidratar e drenar secreções estomacais. Jejunostomia - abertura cirúrgica do jejuno, proporcionando comunicação com o meio externo, com o objetivo de alimentar ou drenar secreções. Alimentação do Paciente Alimentação pela gastrostomia: Consiste na introdução de alimentos líquidos no estômago, por meio de uma sonda nele colocada através de uma cirurgia na parede abdominal. Alimentação do Paciente Nutrição Enteral Gastrotomia Gastrotomia Gastrotomia Gastrotomia Alimentação do Paciente Sondagem Gástrica: É a introdução de uma sonda gástrica plástica através da narina até o estômago. A instalação da sonda tem como objetivos retirar os fluidos e gases do trato gastrintestinal (descompressão), administrar medicamentos e alimentos (gastróclise) diretamente no trato gastrintestinal, obter amostra de conteúdo gástrico para estudos laboratoriais e prevenir ou aliviar náuseas e vômitos. Medição da Sonda Gástrica Alimentação do Paciente Materiais: Sonda gástrica; Lubrificante anestésico (xilocaína gel); 1 seringa de 20 ml; Micropore / esparadrapo; Gazes; Luvas de procedimentos; Tesoura; Algodão umedecido com álcool a 70%; Toalha de rosto ou papel toalha. Alimentação do Paciente Método: Realizar lavagem das mãos; Reunir o material; Explicar o procedimento ao paciente; Colocar os materiais sobre a mesa de cabeceira; Colocar o paciente em posição de fowler; Colocar a toalha sobre o tórax do paciente; Calçar as luvas. Alimentação do Paciente Medindo a sonda em posição gástrica: Medir a sonda do lóbulo da orelha até a ponta do nariz, seguindo ao apêndice xifoide e marcar com um pedaço de esparadrapo discreto; Passar a xilocaína na sonda a ser introduzida; Fletir a cabeça do paciente para frente com a mão não dominante, a fim de fechar o acesso da sonda e as vias respiratórias; Orientar o paciente que ao sentir a sonda em região orofaríngea o mesmo deve deglutir; Introduzir a sonda na narina do paciente até o ponto demarcado; Alimentação do Paciente Medindo a sonda em posição gástrica: Testar localização da sonda através da aspiração de conteúdos e/ ou ausculta de ruídos em região epigástrica injetando 10 ml de ar com a seringa e auscultando com o estetoscópio; Fixar a sonda de modo que não atrapalhe o campo visual e não traumatize a narina; Recolher o material; Manter ambiente limpo e organizado; Anotar o procedimento realizado, número da sonda, volume e aspecto de secreções drenadas e intercorrências. Alimentação do Paciente Alimentação por Gavagem: É o método empregado para introduzir alimentos no estômago, por meio de sonda nasogástrica (SNG), sonda nasoenteral (SNE) ou gastrostomia. A dieta enteral pode ser administrada por método intermitente ou contínuo. Na administração intermitente o volume a ser administrado varia em torno de 350 ml/vez, de 4 a 6 vezes ao dia. A introdução da alimentação pode ser feita com uma seringa, com fluxo lento, para evitar a ocorrência de náuseas, diarreia, aspiração, distensão e cólicas. Alimentação do Paciente Alimentação por Gavagem: A melhor forma desse tipo de administração é o gotejamento por gravidade, num período de 20 a 30 minutos, ou por bomba de infusão. A administração contínua pode ser feita por meio de gotejamento gravitacional. Neste caso, deve-se estabelecer rigoroso controle do gotejamento (aproximadamente a cada 30 minutos). Alimentação do Paciente Indicações: Pacientes inconscientes; Pacientes que recusam alimentação; Cirurgias em cavidade oral que exigem mucosa oral limpa e em repouso; Pacientes debilitados ou com impossibilidade de deglutição. Alimentação do Paciente Materiais: Suporte para frasco de alimento; Equipo; Frasco com o alimento; Seringa de 20 ml; Estetoscópio; Luvas de procedimentos. Alimentação do Paciente Método: Explicar o procedimento ao paciente; Preparar o ambiente, desocupando mesa de cabeceira; Lavar as mãos e calçar as luvas; Separar e organizar o material, retirando o ar do equipo com a própria dieta; Levar o material para o quarto e colocar o frasco de dieta no suporte, protegendo equipo; Dobrar a extremidade da sonda, adaptar a seringa, aspirar para verificação de conteúdos gástrico. Se houver conteúdos, comunicar a enfermeira ou médico sobre a quantidade e aspecto; Alimentação do Paciente Observações: Dobrar extremidade da sonda, retirar a seringa e adaptar o equipo da dieta, controlando gotejamento cautelosamente; Após o término de cada horário de dieta, injetar 20 ml de água filtrada ou mineral na sonda, com uma seringa descartável de 20 ml. O jato de água serve para limpar a sonda. Fechar a sonda; Deixar o paciente confortável, em posição de fowler ou decúbito lateral direito; Providenciar a ordem e a limpeza do local. Anotar o cuidado, descrevendo observações. Alimentação do Paciente Observações: A velocidade da alimentação depende da capacidade de absorção do paciente (velocidade de 50 a 60 gotas por minutos) Sempre que for conectar ou desconectar seringas ou equipos na sonda do paciente dobrar a extremidadea fim de prevenir distensão e flatulência e sempre fechar a sonda. Se não houver restrição hídrica, hidratar paciente pela sonda nos intervalos da dieta. Hidratação do Paciente Visando evitar que o paciente se desidrate, a enfermagem deve observar o atendimento de sua necessidade de hidratação. Desde que não haja impedimento para que receba líquidos por via oral, cabe ao Serviço de Nutrição e Dietética fornecer água potável em recipiente apresentável e de fácil limpeza, com tampa, passível de higienização e reposição diária, para evitar exposição desnecessária e possível contaminação. Hidratação do Paciente Nem sempre os pacientes atendem adequadamente à necessidade de hidratação, por falta de hábito de ingerir suficiente quantidade de água, fato que, em situações de doença, pode levá-lo facilmente à desidratação e desequilíbrio hidroeletrolítico. Considerando tal fato, é importante que a enfermagem o oriente e incentive a tomar água, ou lhe ofereça auxílio se apresentar dificuldades para fazê-lo sozinho. A posição sentada é a mais conveniente, porém, se isto não for possível, deve-se estar atento para evitar aspiração acidental de líquido.